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1. Nota introdutória. 2. Evolução da atividade. 3. Gestão de risco

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1. Nota introdutória

A MOTA-ENGIL, SGPS, SA (MOTA-ENGIL SGPS ou EMPRESA) elaborou também Contas Consolidadas, sobre as quais emitiu

pormenorizado relatório e das quais fará plena divulgação procedendo à sua publicação. Assim, para maior detalhe sobre a

atividade das participadas da EMPRESA, assim como sobre as suas políticas de gestão de risco e de governo societário,

sugere-se a consulta dessugere-se documento.

2. Evolução da atividade

A atividade da MOTA-ENGIL, SGPS, SA em 2016 centrou-se no aprofundamento dos negócios desenvolvidos nas áreas

geográficas onde atua, nomeadamente na Europa, África e América Latina, nos segmentos de Engenharia & Construção e Ambiente & Serviços.

A EMPRESA atingiu, em 2016, um resultado líquido de 64.619 milhares de euros, refletindo, nomeadamente, o método da

equivalência patrimonial aplicado às suas subsidiárias e associadas. A rubrica Ganhos / (perdas) imputados de subsidiárias,

associadas e empreendimentos conjuntos ascendeu a 94.661 milhares de euros, tendo a MOTA-ENGIL AFRICA NV, contribuindo

para o saldo dessa rubrica em cerca de 20.870 milhares de euros, a MOTA-ENGIL EUROPA,SA com 80.354 milhares de euros e a

Mota-Engil Latin America BV com 1.543 milhares de euros negativos.

Por último, há que salientar os seguintes eventos que marcaram a atividade da EMPRESA e das suas participadas no exercício

de 2016:

- Alienação do negócio Portuário e de Logística por 245 milhões de euros;

- Alienação da participação financeira detida na INDAQUA por 60 milhões de euros;

- Estabelecimento de acordo para alienação de alguns ativos da ASCENDI GROUP (atualmente denominada LÍNEAS);

- Apresentação do Plano Estratégico StepUp 2020 para o período de 2016 a 2020.

3. Gestão de risco

A Gestão de Risco tem como objetivo central a criação de valor, através de processos de gestão e controlo das incertezas e

ameaças que podem atingir a EMPRESA e as suas participadas (GRUPO ou GRUPO MOTA-ENGIL), estando subjacente uma

perspetiva de continuidade das operações no longo prazo.

O GRUPO MOTA-ENGIL dispõe de diversas Comissões, que se constituem como órgãos de natureza consultiva, cuja missão

consiste no acompanhamento de temas de primeira importância para o seu desenvolvimento sustentado, promovendo uma

visão independente e objetiva que suporte o processo de tomada de decisão do Conselho de Administração da MOTA-ENGIL,

SGPS,SA.

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4. Proposta de aplicação de resultados

O Conselho de Administração propõe à Assembleia-Geral anual de Acionistas a seguinte distribuição do resultado líquido do exercício, no valor de 64.618.828 euros, o qual já inclui os montantes de 500 000 euros e 250 000 euros afetos à distribuição de lucros, respetivamente, pelo Conselho de Administração, nos termos do artigo 28º, nº 3 dos Estatutos, e pelos trabalhadores:

a) Para distribuição aos acionistas, 13 cêntimos de euro por ação, cativos de impostos, no valor global de 30.875.668 euros e 33 cêntimos;

b) Para reserva legal, 5% do resultado líquido do exercício, no valor de 3.230.941 euros e 40 cêntimos; c) Para reservas livres, o remanescente, no valor de 30.512.218 euros e 27 cêntimos.

5. Atividade desenvolvida pelos membros não-executivos do Conselho de

Administração

Durante o ano, os administradores não-executivos participaram regularmente nas reuniões do Conselho de Administração tendo discutido as matérias em análise e manifestado as suas opiniões relativamente a diretrizes estratégicas e a áreas de negócio específicas. Sempre que necessário, mantiveram um contacto estreito com os diretores corporativos e com os gestores de negócio.

6. Perspetivas para 2017

Suportadas no Plano Estratégico StepUp 2020, as perspetivas para 2017 são as seguintes:

1. Manutenção dos focos estratégicos de crescimento sustentado, balanceado pelo controlo do risco, orientado à

geração de cash-flow e suportado no reforço organizacional do GRUPO,enquadrado pelas três sub-holdings:

• MOTA-ENGIL EUROPA,SA;

• MOTA-ENGIL AFRICA,NV;

• MOTA-ENGIL LATIN AMERICA,BV.

2. Retoma do crescimento do volume de negócios consolidado, suportado na sólida carteira de encomendas, em particular, na América Latina e em África;

3. Melhoria das margens médias na Europa fruto da alteração do mix de negócios;

4. Margens em África suportadas nos mercados tradicionais e em projectos de grande dimensão em mercados mais recentes;

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8. Política de investimento rigorosa, com um investimento anual de cerca de 120 milhões de euros, dos quais parte significativa relacionada com a EGF;

9. Carteira de encomendas acima de quatro mil e quatrocentos milhões de euros, suportada na atividade internacional.

Salienta-se que estas perspetivas não correspondem a um compromisso quanto ao desempenho futuro do GRUPO, mas tão

somente à melhor capacidade de previsão, nesta data, quanto à atividade das suas empresas. Assim sendo, o desempenho

efetivamente alcançado em 2017 poderá diferir substancialmente destas previsões. Adicionalmente, a MOTA-ENGIL não se

compromete a fazer atualizações ou correções desta informação por alteração de qualquer fator endógeno ou exógeno que

venha a alterar o desempenho do GRUPO.

7. Factos relevantes após o termo do exercício

Em 2017, até à emissão do presente relatório, destacamos os seguintes factos relevantes, cujos detalhes se encontram

adequadamente divulgados, como informação privilegiada, nos sítios da MOTA-ENGIL SGPSe da CMVM:

03 de fevereiro de 2017

MOTA-ENGIL INFORMA SOBRE ADJUDICAÇÃO DE CONTRATO NA TANZÂNIA NO VALOR DE 1 030 MILHÕES DE DÓLARES

“A MOTA-ENGIL S.G.P.S., S.A. (“MOTA-ENGIL”) informa sobre a adjudicação de um contrato com um valor total de cerca de 1.030

milhões de dólares na Tanzânia, em parceria (50/50) com o grupo turco Yapi Merkezi.

De acordo com o contrato assinado hoje, o projeto design & build, consistirá na construção de um troço da linha férrea que ligará a capital do país, Dar Es Salam, aos países vizinhos Ruanda e Burundi. Este primeiro troço de 202 quilómetros será executado num período de 30 meses com início previsto para março.”

25 de janeiro de 2017

MOTA-ENGIL INFORMA SOBRE LIQUIDAÇÃO FINANCEIRA DA PRIMEIRA FASE DO ACORDO DE ALIENAÇÃO DE ATIVOS DA ASCENDI

“A MOTA-ENGIL S.G.P.S., S.A informa que, após a realização das operações de reorganização e obtenção de todas as

autorizações referidas no comunicado de 3 de agosto de 2016 e na sequência do contrato assinado em dezembro passado, a Ardian Infrastructure procedeu à liquidação financeira referente a esta primeira fase da transação.

O montante agora liquidado atingiu cerca de 384 milhões de euros.

Esta primeira fase do acordo com a Ardian não incluiu a alienação da participação da ASCENDI GROUP, SGPS, SA em três outras

concessionárias (ASCENDI PINHAL INTERIOR -ESTRADAS DO PINHAL INTERIOR,S.A.,ASCENDI DOURO –ESTRADAS DO DOURO INTERIOR,S.A.,

AUTOVIA DE LOS VIÑEDOS,SOCIEDAD ANONIMA CONCESIONARIA DE LA JUNTA DE COMUNIDADES DE CASTILLA – LA MANCHA) cuja concretização

está dependente de um conjunto de condições e diversas autorizações. “

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2 de janeiro de 2017

MOTA-ENGIL INFORMA SOBRE ACORDO PARA ALIENAÇÃO DE 85% DE CONCESSÕES EM ARUBA

“A MOTA-ENGIL S.G.P.S., S.A. (“MOTA-ENGIL”) informa sobre a assinatura de contrato com o InfraRed Infrastructure Fund III

para alienação de 85% das suas participações nas concessionárias dos projetos (ambos em Aruba):

1. PPPWATTY VOS BOULEVARD (adjudicada à MOTA-ENGIL em julho de 2015);

2. PPPGREEN CORRIDOR (adquirida após o acordo com o grupo Odinsa para a troca da participação de 10% que a

MOTA-ENGIL detinha na Concessão de La Pintada na Colômbia).

A conclusão da transação com o InfraRed está ainda sujeita à autorização do Concedente, prevista para o corrente mês de janeiro.

Nos termos do contrato agora assinado, a MOTA-ENGIL manterá o direito à construção da totalidade das infraestruturas

transferindo para o InfraRed a obrigação de assegurar o investimento, em capital e dívida, em ambas as concessões, o que

demonstra a confiança que a experiência, track-record e capacidade da MOTA-ENGIL transmite a uma das maiores gestoras de

fundos de infraestruturas do mundo.

8. Nota final

Resta agradecer o empenhamento pessoal e profissional de todos os colaboradores do GRUPO MOTA-ENGIL, dos membros dos

órgãos sociais, dos clientes e de todos quantos se relacionaram com as suas diversas empresas. Porto, 20 de março de 2017

António Manuel Queirós Vasconcelos da Mota Presidente do Conselho de Administração Gonçalo Nuno Gomes de Andrade Moura Martins Vice-Presidente do Conselho de Administração e

Presidente da Comissão Executiva (Chief Executive Officer) Arnaldo José Nunes da Costa Figueiredo

Vice-Presidente do Conselho de Administração Maria Manuela Queirós Vasconcelos Mota dos Santos Vogal do Conselho de Administração

(8)

Maria Paula Queirós Vasconcelos Mota de Meireles Vogal do Conselho de Administração

Carlos António Vasconcelos Mota dos Santos Vogal do Conselho de Administração e Membro da Comissão Executiva Ismael Antunes Hernandez Gaspar Vogal do Conselho de Administração e Membro da Comissão Executiva

José Pedro Matos Marques Sampaio de Freitas Vogal do Conselho de Administração e

Membro da Comissão Executiva (Chief Financial Officer) António Martinho Ferreira de Oliveira

Vogal do Conselho de Administração e Membro da Comissão Executiva João Pedro dos Santos Dinis Parreira Vogal do Conselho de Administração e Membro da Comissão Executiva

Manuel António da Fonseca Vasconcelos da Mota Vogal do Conselho de Administração e

Membro da Comissão Executiva Eduardo João Frade Sobral Pimentel Vogal do Conselho de Administração e Membro da Comissão Executiva Luís Filipe Cardoso da Silva

Vogal do Conselho de Administração Luís Valente de Oliveira

Vogal não-executivo e independente do Conselho de Administração

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António Bernardo Aranha da Gama Lobo Xavier Vogal não-executivo e independente do Conselho de Administração

António Manuel da Silva Vila Cova Vogal não-executivo e independente do Conselho de Administração

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Anexos

Artigo 245.º do Código de Valores Mobiliários

Nos termos da alínea c) do nº 1 do Artigo 245.º do Código de Valores Mobiliários, os membros do Conselho de Administração declaram que, tanto quanto é do seu conhecimento, a informação constante deste relatório e contas foi elaborada em conformidade com o Sistema de Normalização Contabilística em vigor em Portugal, dando uma imagem verdadeira e

apropriada do ativo e do passivo, da situação financeira e dos resultados da MOTA-ENGIL,SGPS,SA, e que o relatório de gestão

(e a sua remissão para o relatório de gestão consolidado) expõe fielmente a evolução dos negócios, do desempenho e da

posição da MOTA-ENGIL,SGPS,SA, e contém uma descrição dos principais riscos e incertezas com que se defrontam.

Porto, 20 de março de 2017

António Manuel Queirós Vasconcelos da Mota Presidente do Conselho de Administração Gonçalo Nuno Gomes de Andrade Moura Martins Vice-Presidente do Conselho de Administração e

Presidente da Comissão Executiva (Chief Executive Officer) Arnaldo José Nunes da Costa Figueiredo

Vice-Presidente do Conselho de Administração Maria Manuela Queirós Vasconcelos Mota dos Santos Vogal do Conselho de Administração

Maria Teresa Queirós Vasconcelos Mota Neves da Costa Vogal do Conselho de Administração

Maria Paula Queirós Vasconcelos Mota de Meireles Vogal do Conselho de Administração

Carlos António Vasconcelos Mota dos Santos Vogal do Conselho de Administração e Membro da Comissão Executiva

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Ismael Antunes Hernandez Gaspar Vogal do Conselho de Administração e Membro da Comissão Executiva

José Pedro Matos Marques Sampaio de Freitas Vogal do Conselho de Administração e

Membro da Comissão Executiva (Chief Financial Officer) António Martinho Ferreira de Oliveira

Vogal do Conselho de Administração e Membro da Comissão Executiva João Pedro dos Santos Dinis Parreira Vogal do Conselho de Administração e Membro da Comissão Executiva

Manuel António da Fonseca Vasconcelos da Mota Vogal do Conselho de Administração e

Membro da Comissão Executiva Eduardo João Frade Sobral Pimentel Vogal do Conselho de Administração e Membro da Comissão Executiva Luís Filipe Cardoso da Silva

Vogal do Conselho de Administração Luís Valente de Oliveira

Vogal não-executivo e independente do Conselho de Administração

António Bernardo Aranha da Gama Lobo Xavier Vogal não-executivo e independente do Conselho de Administração

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Artigos 324.º nº 2 e 66.º nº5 alínea c) do Código das Sociedades Comerciais

Durante o exercício de 2016, por entender que o valor de cotação da ação não refletia o seu justo valor, a MOTA-ENGIL,SGPS,

SA adquiriu 2.080.070 ações próprias (representativas de 0,88% do seu capital social), discriminadas como se segue:

Data Compra/Venda Bolsa / Fora Bolsa Preço Nº de ações Custo total incorrido

18/01/2016 Compra Bolsa 1,174 € 100 000 117 400 18/01/2016 Compra Bolsa 1,230 € 100 000 123 000 19/01/2016 Compra Bolsa 1,190 € 48 365 57 554 19/01/2016 Compra Bolsa 1,200 € 22 011 26 413 19/01/2016 Compra Bolsa 1,210 € 64 349 77 862 19/01/2016 Compra Bolsa 1,220 € 51 635 62 995 19/01/2016 Compra Bolsa 1,225 € 50 000 61 250 20/01/2016 Compra Bolsa 1,200 € 252 412 302 894 20/01/2016 Compra Bolsa 1,210 € 35 651 43 138 22/01/2016 Compra Bolsa 1,396 € 2 422 3 381 22/01/2016 Compra Bolsa 1,399 € 3 252 4 550 22/01/2016 Compra Bolsa 1,400 € 62 405 87 367 02/02/2016 Compra Bolsa 1,381 € 1 371 1 893 02/02/2016 Compra Bolsa 1,382 € 573 792 02/02/2016 Compra Bolsa 1,384 € 2 120 2 934 02/02/2016 Compra Bolsa 1,385 € 5 609 7 768 02/02/2016 Compra Bolsa 1,387 € 400 555 02/02/2016 Compra Bolsa 1,390 € 2 500 3 475 02/02/2016 Compra Bolsa 1,394 € 2 492 3 474 02/02/2016 Compra Bolsa 1,395 € 11 133 15 531 02/02/2016 Compra Bolsa 1,400 € 15 634 21 888 03/02/2016 Compra Bolsa 1,340 € 411 022 550 769 03/02/2016 Compra Bolsa 1,350 € 4 281 5 779 03/02/2016 Compra Bolsa 1,354 € 11 000 14 894 03/02/2016 Compra Bolsa 1,359 € 756 1 027 03/02/2016 Compra Bolsa 1,360 € 5 000 6 800 03/02/2016 Compra Bolsa 1,362 € 5 369 7 313 03/02/2016 Compra Bolsa 1,364 € 406 554 03/02/2016 Compra Bolsa 1,365 € 14 791 20 190 03/02/2016 Compra Bolsa 1,368 € 676 925 03/02/2016 Compra Bolsa 1,369 € 5 961 8 161 03/02/2016 Compra Bolsa 1,370 € 2 499 3 424 03/02/2016 Compra Bolsa 1,371 € 12 366 16 954 03/02/2016 Compra Bolsa 1,372 € 1 506 2 066 03/02/2016 Compra Bolsa 1,373 € 2 139 2 937 03/02/2016 Compra Bolsa 1,377 € 2 334 3 214 03/02/2016 Compra Bolsa 1,378 € 921 1 269 03/02/2016 Compra Bolsa 1,379 € 1 200 1 655 04/02/2016 Compra Bolsa 1,335 € 58 393 77 955 04/02/2016 Compra Bolsa 1,338 € 2 500 3 345 04/02/2016 Compra Bolsa 1,339 € 408 546 04/02/2016 Compra Bolsa 1,340 € 127 544 170 909 12

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Data Compra/Venda Bolsa / Fora Bolsa Preço Nº de ações Custo total incorrido 04/02/2016 Compra Bolsa 1,345 € 1 912 2 572 04/02/2016 Compra Bolsa 1,346 € 938 1 263 04/02/2016 Compra Bolsa 1,349 € 2 266 3 057 04/02/2016 Compra Bolsa 1,350 € 2 500 3 375 04/02/2016 Compra Bolsa 1,353 € 3 904 5 282 04/02/2016 Compra Bolsa 1,354 € 5 642 7 639 04/02/2016 Compra Bolsa 1,355 € 10 537 14 278 04/02/2016 Compra Bolsa 1,357 € 3 732 5 064 04/02/2016 Compra Bolsa 1,359 € 1 224 1 663 04/02/2016 Compra Bolsa 1,360 € 2 855 3 883 04/02/2016 Compra Bolsa 1,362 € 5 640 7 682 04/02/2016 Compra Bolsa 1,363 € 112 153 04/02/2016 Compra Bolsa 1,364 € 4 220 5 756 04/02/2016 Compra Bolsa 1,368 € 5 560 7 606 04/02/2016 Compra Bolsa 1,369 € 5 128 7 020 04/02/2016 Compra Bolsa 1,370 € 7 515 10 296 04/02/2016 Compra Bolsa 1,373 € 1 929 2 649 04/02/2016 Compra Bolsa 1,374 € 2 085 2 865 04/02/2016 Compra Bolsa 1,375 € 2 185 3 004 05/02/2016 Compra Bolsa 1,330 € 9 452 12 571 09/02/2016 Compra Bolsa 1,310 € 100 000 131 000 09/02/2016 Compra Bolsa 1,320 € 100 000 132 000 09/02/2016 Compra Bolsa 1,330 € 100 000 133 000 11/02/2016 Compra Bolsa 1,300 € 83 632 108 722 11/02/2016 Compra Bolsa 1,312 € 3 441 4 515 11/02/2016 Compra Bolsa 1,313 € 1 139 1 496 11/02/2016 Compra Bolsa 1,315 € 428 563 11/02/2016 Compra Bolsa 1,317 € 9 262 12 198 11/02/2016 Compra Bolsa 1,318 € 2 073 2 732 11/02/2016 Compra Bolsa 1,319 € 4 824 6 363 11/02/2016 Compra Bolsa 1,320 € 3 887 5 131 11/02/2016 Compra Bolsa 1,321 € 940 1 242 11/02/2016 Compra Bolsa 1,322 € 5 633 7 447 11/02/2016 Compra Bolsa 1,323 € 4 422 5 850 11/02/2016 Compra Bolsa 1,324 € 1 455 1 926 25/02/2016 Compra Bolsa 1,520 € 7 278 11 063 25/02/2016 Compra Bolsa 1,525 € 1 500 2 288 25/02/2016 Compra Bolsa 1,528 € 1 265 1 933 25/02/2016 Compra Bolsa 1,529 € 1 500 2 294 25/02/2016 Compra Bolsa 1,530 € 3 036 4 645 25/02/2016 Compra Bolsa 1,532 € 3 199 4 901

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Artigo 447.º do Código das Sociedades Comerciais e Artigo 14.º nº 7 do Regulamento da CMVM nº 5/2008

Divulgação de ações e outros títulos detidos por membros do Conselho de Administração e por dirigentes, bem como por pessoas com estes estreitamente relacionados, nos termos do Artigo 248º-B do Código dos Valores Mobiliários, e de transações sobre os mesmos efetuados no decurso do exercício.

Anexo a que se refere o Artigo 447º do Código das Sociedades Comerciais e o nº 7 do Artigo 14º do Regulamento da CMVM nº 5/2008:

Qt. Preço Compra / Venda Bolsa / Fora Bolsa % Qt. % Qt. %

Saldo inicial 5 433 040 2,29% 0 0,0% 28 701 34,48%

6/jan/16 10 000 1,772 Compra Bolsa 18/jan/16 3 000 1,130 Compra Bolsa 19/jan/16 10 000 1,210 Compra Bolsa 22/jan/16 15 000 1,415 Compra Bolsa 10/mai/16 10 000 1,744 Compra Bolsa 24/mai/16 25 000 1,690 Compra Bolsa 1/jul/16 10 000 1,480 Compra Bolsa 17/nov/16 3 000 1,702 Compra Bolsa 24/nov/16 6 500 1,558 Compra Bolsa 13/dez/16 24 480 1,583 Compra Bolsa

Saldo Final 5 550 020 2,34% 0 0,0% 28 701 34,48% Saldo Final 3 675 066 1,55% 0 0,0% 17 902 21,51% Saldo Final 3 676 836 1,55% 0 0,0% 17 902 21,51%

Saldo inicial 4 484 211 1,89% 0 0,0% 17 902 21,51%

22/jan/16 10 000 1,403 Compra Bolsa

Saldo Final 4 494 211 1,89% 0 0,0% 17 902 21,51%

Saldo inicial 50 000 0,02%

14/jan/16 20 000 1,568 Compra Bolsa 18/jan/16 10 000 1,250 Compra Bolsa

Saldo Final 80 000 0,03% Saldo Final 87 061 0,04% Saldo inicial 0 1/mar/16 37 000 (*) Saldo Final 37 000 0,02% Saldo inicial 0 25/mai/16 72 985 (**) Saldo Final 72 985 0,03% Saldo Final 12 500 0,01% Saldo Final 12 435 0,01% Saldo Final 1 000 0,00% Saldo Final 20 138 0,01% Saldo Final 2 200 0,00% Saldo Final - - 6 337 640 100,0%

Mota Gestão e Participações, SGPS, SA

Saldo Inicial 131 568 411 55,40%

6/jan/16 32 415 1,784 Compra Bolsa 7/jan/16 50 408 1,704 Compra Bolsa 18/jan/16 391 646 1,174 Compra Bolsa 19/jan/16 113 755 1,212 Compra Bolsa 21/jan/16 30 000 1,306 Compra Bolsa 22/jan/16 99 716 1,405 Compra Bolsa 25/jan/16 10 000 1,398 Compra Bolsa 2/fev/16 120 000 1,420 Compra Bolsa 10/mar/16 10 000 1,699 Compra Bolsa 5/jul/16 110 000 1,485 Compra Bolsa 16/set/16 13 911 1,534 Compra Bolsa 28/out/16 10 000 1,770 Compra Bolsa 3/nov/16 14 000 1,734 Compra Bolsa 21/nov/16 7 299 1,666 Compra Bolsa 22/nov/16 40 000 1,664 Compra Bolsa 16/dez/16 108 178 1,597 Compra Bolsa 23/dez/16 27 000 1,598 Compra Bolsa

Saldo Final 132 756 739 55,90% -

-(*) Número de ações detidas no momento em que passou a ser considerado dirigente da Empresa (**) Número de ações detidas no momento em que foi nomeado Administrador da Empresa Luís Filipe Cardoso da Silva

Dirigentes Data

Detendo ações de

MOTA-ENGIL, SGPS, SA MGP, SGPS, SA FM, SGPS, SA

António Manuel Queirós Vasconcelos da Mota

Maria Manuela Queirós Vasconcelos Mota dos Santos

Maria Teresa Queirós Vasconcelos Mota Neves da Costa

Maria Paula Queirós Vasconcelos Mota de Meireles

Carlos António Vasconcelos Mota dos Santos

Maria Sílvia Fonseca Vasconcelos Mota José Manuel Mota Neves da Costa

Manuel António da Fonseca Vasconcelos da Mota

Gonçalo Nuno Gomes de Andrade Moura Martins Ismael Antunes Hernandez Gaspar José Pedro Matos Marques Sampaio de Freitas Alberto João Coraceiro de Castro F.M. - Sociedade de Controlo, SGPS, SA

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Os membros da administração e da fiscalização que detinham obrigações em 31 de dezembro de 2016 eram os seguintes:

Nome nº de obrigações obrigação ME 2014/2019 obrigação ME 2015/2020

António Manuel Queirós Vasconcelos da Mota 102 2 100

Maria Manuela Queirós Vasconcelos Mota dos Santos 7 7

-Maria Teresa Queirós Vasconcelos Mota Neves da Costa 28 16 12

Maria Paula Queirós Vasconcelos Mota de Meireles 2 2

-Carlos António Vasconcelos Mota dos Santos 194 - 194

Manuel António da Fonseca Vasconcelos da Mota 16 - 16

Eduardo João Frade Sobral Pimentel 56 - 56

Luís Filipe Cardoso da Silva 36 - 36

António Manuel da Silva Vila Cova 300 - 300

José Pedro Matos Marques Sampaio de Freitas 350 - 350

Alberto João Coraceiro de Castro 16 - 16

Artigo 448.º do Código das Sociedades Comerciais

Dando cumprimento ao estipulado no nº 4 do artigo 448º do Código das Sociedades Comerciais, apresenta-se de seguida a lista dos acionistas que, em 31 de dezembro de 2016, eram titulares de, pelo menos, 10%, 33% ou 50% do capital social da

MOTA-ENGIL,SGPS,SA:

Nº de ações % capital Nº de ações % capital

Mota Gestão e Participações, SGPS, SA 132 756 739 55,90% 131.568.411 55,40%

(16)

Participações qualificadas

Dando cumprimento ao disposto no nº 4 do artigo 2º do Regulamento da CMVM nº 5/2008, apresenta-se de seguida uma lista dos titulares de participações qualificadas, com indicação do número de ações detidas e percentagem de direitos de voto correspondentes, calculada nos termos do artigo 20º do Código dos Valores Mobiliários, em 31 de dezembro de 2016:

Acionistas Nº de ações % Capital

voto

% direitos de voto

Mota Gestão e Participações, SGPS, SA (*) 132 756 739 55,90% 56,77%

António Manuel Queirós Vasconcelos da Mota (**) (a) 5 550 020 2,34% 2,37%

Maria Paula Queirós Vasconcelos Mota de Meireles (**) (a) 4 494 211 1,89% 1,92%

Maria Teresa Queirós Vasconcelos Mota Neves da Costa (**) (a) 3 676 836 1,55% 1,57%

Maria Manuela Queirós Vasconcelos Mota dos Santos (**) (a) 3 675 066 1,55% 1,57%

Maria Sílvia Fonseca Vasconcelos Mota (***) 87 061 0,04% 0,04%

Carlos António Vasconcelos Mota dos Santos (**) 80 000 0,03% 0,03%

José Manuel Mota Neves da Costa (***) 37 000 0,02% 0,02%

José Pedro Matos Marques Sampaio de Freitas (**) 20 138 0,01% 0,01%

Manuel António da Fonseca Vasconcelos da Mota (**) 72 985 0,03% 0,03%

Atribuível à FM – Sociedade de Controlo, SGPS, SA 150 450 056 63,35% 64,33%

Ações próprias 3 639 812 1,53%

-Freefloat 83 415 273 35,12% 35,67%

TOTAL 237 505 141 100,00% 100,00%

(*) Acionista direta da Empresa

(**) Membro do Conselho de Administração da Empresa e Dirigente (***) Dirigente da Empresa

Em 31 de dezembro de 2016, a Mota Gestão e Participações, SGPS, SA é detida a 100% pela FM – Sociedade de Controlo, SGPS, SA, a qual é detida a 100% pelos membros do Conselho de Administração assinalados com (a) acima.

À data deste relatório, eram atribuíveis à FM – Sociedade de Controlo, SGPS, SA 150.452.056 ações, correspondentes a

63,35% do capital social da MOTA-ENGIL, SGPS, SA, que conferem 64,33% dos direitos de voto.

Decreto-Lei nº 411/91, de 17 de outubro

Nos termos e para os efeitos do artigo 21.º do Decreto-Lei nº 411/91, de 17 de outubro, declara-se que a EMPRESA não

apresenta dívidas em mora à Segurança Social.

(17)
(18)
(19)
(20)
(21)

Demonstrações dos Resultado por Naturezas para

os exercícios findos em 31 de dezembro de 2016 e 2015

(Montantes expressos em milhares de euros)

Notas 2016

€ '000 € '0002015 Vendas e serviços prestados 17 16 476 12 286

Subsídios à exploração 26 167

Ganhos/(perdas) imputados de subsidiárias, associadas e empreendimentos conjuntos 8 94 661 12 894 Fornecimentos e serviços externos 18 (8 570) (8 234) Gastos com o pessoal 19 (9 395) (10 218) Provisões (aumentos)/reduções 16 4 (6 100) Aumentos/(reduções) de justo valor 11.5 e 11.6 (1 966) 5 363 Outros rendimentos 21 2 663 4 652 Outros gastos 22 (1 587) (2 229) Ganhos/(perdas) na alienação de empresas associadas e conjuntamente controladas 24 - 41 015 Resultado antes de depreciações, gastos de financiamento e impostos 92 313 49 597 (Gastos)/reversões de depreciação e de amortização 6, 7, e 20 (6 881) (309) Resultado operacional (antes de gastos de financiamento e impostos) 85 431 49 288 Juros e rendimentos similares obtidos 23 6 373 5 767 Juros e gastos similares suportados 23 (35 497) (48 976)

Resultado antes de impostos 56 307 6 079

Imposto sobre o rendimento do exercício 10 8 311 9 445

Resultado líquido do exercício 64 619 15 524

Resultado por ação básico 25 0,28 € 0,08 €

O anexo faz parte integrante da demonstração dos resultados por naturezas para o exercício findo em 31 de dezembro de 2016

Ano

(22)

Balanços em 31 de dezembro de 2016 e 2015

(Montantes expressos em milhares de euros)

Notas € '0002016 € '0002015

Ativo

Não corrente

Ativos fixos tangíveis 6 476 469

Goodwill 5 e 9 58 673

-Ativos intangíveis 7 18 187

Participações financeiras - método da equivalência patrimonial 8 397 685 499 957

Outros investimentos financeiros 8 63 63

Créditos a receber 11.1 258 806 422 646

Ativos por impostos diferidos 10 12 792 3 324

728 513

926 645

Corrente

Clientes 11.2 26 872 19 720

Adiantamentos a fornecedores 11.3 4 780 5 110

Estado e outros entes públicos 13 539 605

Outros créditos a receber 11.4 26 832 42 773

Diferimentos 12 3 650 2 802

Instrumentos financeiros derivados 11.6 - 8 975

Outros ativos financeiros 11.5 43 50

Caixa e depósitos bancários 4 e 11 249 285

62 965

80 319

Ativos não correntes detidos para venda 14 235 556 236 802

Total do Ativo 1 027 034 1 243 766 Capital Próprio Capital subscrito 15 237 505 237 505 Ações próprias 15 (5 788) (3 084) Prémios de emissão 15 74 170 74 170 Reservas legais 15 44 407 40 927 Outras reservas 15 61 563 61 212 Resultados transitados (55 330) 768

Ajustamentos/Outras variações no capital próprio 15 (81 784) (48 564)

274 743

362 934

Resultado líquido do exercício 64 619 15 524

Total do Capital próprio 339 362 378 457 Passivo Não corrente Provisões 16 18 360 112 287 Financiamentos obtidos 11.7 382 199 340 902 400 558 453 189 Corrente Fornecedores 11.8 3 378 3 628 Adiantamentos de clientes 3 559

-Estado e outros entes públicos 13 748 1 336

Financiamentos obtidos 11.7 249 096 351 607

Outras dívidas a pagar 11.9 29 457 54 672

Diferimentos 12 875 875

287 114

412 120 Total do Passivo 687 672 865 309 Total do Capital Próprio e do Passivo 1 027 034 1 243 766

O anexo faz parte integrante do balanço em 31 de dezembro de 2016

(23)

Demonstrações dos Fluxos de Caixa

para os exercícios findos em 31 de dezembro de 2016 e 2015

(Montantes expressos em milhares de euros)

Notas € '0002016 € '0002015

Fluxos de caixa das atividades operacionais:

Recebimentos de clientes 2 737 4 821

Pagamentos a fornecedores (9 082) (14 200)

Pagamentos ao pessoal (10 015) (10 078)

Caixa gerada pelas operações (16 360) (19 458)

(Pagamento)/recebimento do imposto sobre o rendimento (948) 10 861

Outros recebimentos/(pagamentos) (25 823) 25 002

Fluxos das atividades operacionais [1] (43 130) 16 406 Fluxos de caixa das atividades de investimento:

Pagamentos respeitantes a:

Ativos fixos tangíveis (104) (243)

Investimentos financeiros 4 (50 513) (145 711)

(50 617)

(145 954)

Recebimentos provenientes de:

Investimentos financeiros 4 188 432 89 068

Juros e rendimentos similares 11 404 1 060

Dividendos 2 497 22 940

202 333

113 068 Fluxos das atividades de investimento [2] 151 716 (32 886) Fluxos de caixa das atividades de financiamento:

Recebimentos provenientes de:

Financiamentos obtidos 667 125 300 546

Realizações de capital e de outros instrumentos de capital próprio - 4 381

667 125

304 927

Pagamentos respeitantes a:

Financiamentos obtidos (728 340) (225 447)

Juros e gastos similares (33 024) (35 210)

Dividendos (11 693) (24 556)

Reduções de capital e de outros instrumentos de capital próprio (2 703)

-Aquisição de ações próprias - (3 084)

(775 760)

(288 298) Fluxos das atividades de financiamento [3] (108 635) 16 628

Variação de caixa e seus equivalentes [4]=[1]+[2]+[3] (49) 148

Efeito das diferenças de câmbio 13 (21)

Caixa e seus equivalentes no início do exercício 285 158

Caixa e seus equivalentes no fim do exercício 249 285

O anexo faz parte integrante da demonstração dos fluxos de caixa para o exercício findo em 31 de dezembro de 2016

(24)

Demonstrações das Alterações

para os exercícios findos em 31

(Montantes expressos

Capital subscrito Ações próprias Prémios de emissão

Posição no início do exercício de 2015 204 636 - 26 021

Alterações no exercício:

Outras alterações reconhecidas no capital próprio

Transferência dos resultados aprovados do ano anterior (Nota 15) - - -Movimentos do exercício (aplicação do resultado) - - -Ajustamentos em ativos financeiros (Nota 8) - - -Outras variações - -

-204 636

- 26 021

Resultado líquido do exercício - - -Resultado integral - - -Operações com detentores de capital no exercício

Aumento do capital social (Nota 15) 32 869 - 48 149 Compra de ações próprias (Nota 15) - (3 084)

-32 869

(3 084) 48 149

Posição no fim do exercício de 2015 237 505 (3 084) 74 170

Posição no início do exercício de 2016 237 505 (3 084) 74 170

Alterações no exercício:

Outras alterações reconhecidas no capital próprio

Transferência dos resultados aprovados do ano anterior (Nota 15) - - -Movimentos do exercício (aplicação do resultado) - - -Ajustamentos em ativos financeiros (Nota 8) - -

-237 505

(3 084) 74 170

Resultado líquido do exercício - - -Resultado integral - - -Operações com detentores de capital no exercício

Compra de ações próprias (Nota 15) - (2 703)

-Outras variações - -

(2 703)

-Posição no fim do exercício de 2016 237 505 (5 788) 74 170

O anexo faz parte integrante da demonstração das alterações

(25)

no Capital Próprio

de dezembro de 2016 e 2015

em milhares de euros)

Reservas legais Outras reservas transitadosResultados Outras variações Ajustamentos / no capital próprio

Resultado líquido

do exercício Total do capital próprio 40 927 255 068 (223 835) (87 123) 54 534 270 229 29 978 - - (54 534) (24 556) (223 835) 224 602 (768) - - - 39 327 - 39 327 - - - - -40 927 61 212 768 (48 564) - 284 999 - - - 15 524 15 524 - - - 15 524 15 524 - - - - 81 018 - - - - (3 084) - - - - 77 934 40 927 61 212 768 (48 564) 15 524 378 457 40 927 61 212 768 (48 564) 15 524 378 457 776 2 872 - - (15 524) (11 875) - (56 098) 56 098 - - - (89 318) - (89 318) 41 703 64 084 (55 330) (81 784) - 277 264 - - - 64 619 64 619 - - - 64 619 64 619 - - - - (2 703) 2 703 (2 521) - - - 182 2 703 (2 521) - - - (2 521) 44 407 61 563 (55 330) (81 784) 64 619 339 362

no capital próprio para o exercício findo em 31 de dezembro de 2016

(26)

Anexo às demonstrações financeiras em 31 de dezembro de 2016

(Montantes expressos em milhares de euros)

1. Nota Introdutória

A Mota-Engil, SGPS, S.A. (MOTA-ENGIL SGPS ou EMPRESA) é uma sociedade anónima, foi constituída em 10 de agosto de 1990,

tem como atividade principal a gestão de participações sociais em outras sociedades e tem a sua sede social na Rua do Rego Lameiro 38, 4300-454 Porto.

As demonstrações financeiras anexas são apresentadas em euros, dado que esta é a divisa utilizada preferencialmente no

ambiente económico onde a EMPRESA opera e foram aprovadas pelo Conselho de Administração em reunião de 20 de março

de 2017. Contudo, as mesmas estão ainda sujeitas a aprovação pela Assembleia Geral de Acionistas, nos termos da legislação comercial em vigor em Portugal.

O Conselho de Administração entende que estas demonstrações financeiras refletem de forma verdadeira e apropriada as

operações da EMPRESA, bem como a sua posição e desempenho financeiro e os seus fluxos de caixa.

Dando cumprimento ao disposto na legislação aplicável, a MOTA-ENGIL SGPS irá elaborar e apresentar em separado

demonstrações financeiras consolidadas em 31 de dezembro de 2016 de acordo com as Normas Internacionais de Relato Financeiro (IFRS) tal como adotadas pela União Europeia, as quais evidenciam um total de ativo de 4.220.704 milhares de euros, um total de passivo de 3.650.114 milhares de euros, um total de capital próprio de 570.590 milhares de euros, incluindo um resultado líquido atribuível ao Grupo de 50.157 milhares de euros e vendas e prestações de serviços de 2.210.081 milhares de euros.

Por outro lado, a EMPRESA é controlada pela Mota Gestão e Participações, SGPS, S.A. (MGP), sociedade com sede social na

Rua do Rego Lameiro 38, 4300-454 Porto. As demonstrações financeiras da EMPRESA irão ser integradas nas demonstrações

financeiras consolidadas daquela entidade.

2. Referencial contabilístico de preparação das demonstrações financeiras

As demonstrações financeiras anexas foram preparadas no quadro das disposições em vigor em Portugal, em conformidade com o Decreto-Lei nº 158/2009 de 13 de julho, republicado pelo Decreto-Lei nº 98/2015 de 2 de junho, e de acordo com a estrutura conceptual, normas contabilísticas e de relato financeiro e normas interpretativas aplicáveis ao exercício findo em 31 de dezembro de 2016.

A EMPRESA adotou as normas contabilísticas e de relato financeiro (“NCRF”) pela primeira vez em 2010, aplicando, para o

efeito, a NCRF 3 – Adoção pela primeira vez das normas contabilísticas e de relato financeiro.

Relativamente às operações de concentração de atividades empresariais, a EMPRESA utilizou a isenção prevista na NCRF – 3 ,

tendo considerado os valores de “Diferenças de consolidação” incluídos nas rubricas de participações financeiras a 1 de janeiro de 2009 como custo considerado.

(27)

3. Principais políticas contabilísticas e alterações às NCRF

3.0 Normas, interpretações e revisões que entraram em vigor no exercício

As demonstrações financeiras anexas foram preparadas no quadro das disposições em vigor em Portugal, em conformidade com o Decreto-Lei (DL) nº 158/2009, de 13 de julho republicado pelo DL nº 98/2015, de 2 de junho, e de acordo com a estrutura conceptual, normas contabilísticas e de relato financeiro e normas interpretativas aplicáveis ao exercício findo em 31 de dezembro de 2016. O DL nº 98/2015 de 2 de junho alterou o DL nº 158/2009 de 13 de julho.

Desta forma, no período que se inicie em ou após 1 de janeiro de 2016, as entidades devem aplicar as novas políticas contabilísticas alteradas pelo Aviso nº 8256/2015, de 29 de julho, sem reexpressar os saldos existentes no início desse período, e divulgar no Anexo as quantias que não sejam comparáveis.

As alterações mais relevantes, de acordo com o DL nº 98/2015 foram:

NCRF 1 – Estrutura e conteúdo das demonstrações financeiras

Foram efectuados alguns ajustamentos nas designações das rubricas e alguns agrupamentos, tais como, no balanço no capital próprio substituiu-se “Capital realizado” por “Capital subscrito”, sendo apresentado no ativo o capital subscrito não realizado.

Foi alterada a terminologia de “interesses minoritários” para “interesses que não controlam”.

Passou a incluir-se uma definição de resultado por ação básico, igual à IAS 33, que se calcula pelo quociente entre os resultados atribuíveis aos detentores do capital ordinário da empresa-mãe e o número médio ponderado de ações ordinárias em circulação no período.

NCRF 2 – Demonstrações de fluxos de caixa

Os fluxos de caixa provenientes da aquisição ou perda de controlo de subsidiárias ou outras unidades empresariais devem ser apresentados como atividades de investimento.

Os fluxos de caixa resultantes de alterações nos interesses de uma subsidiária sem perda de controlo devem ser classificados como atividades de financiamento.

Os fluxos de caixa decorrentes de alterações nos interesses numa subsidiária que não resultam na perda ou na aquisição de controlo devem ser classificados como fluxos de caixa de financiamento.

NCRF 5 – Partes relacionadas

Passa a referir expressamente que as divulgações de partes relacionadas abrangem também compromissos assumidos (inclui garantias prestadas entre empresas do Grupo por exemplo).

(28)

NCRF 7 – Ativos fixos tangíveis

Passa a ser expressamente referido no parágrafo 41 da norma que o excedente de revalorização deve ser transferido para resultados transitados à medida que o ativo for sendo depreciado (e na proporção das depreciações) ou quando for desreconhecido.

A versão anterior da norma referia apenas que “poderia ser”.

NCRF 10 – Custos de empréstimos obtidos

Ao nível dos custos de empréstimos obtidos que sejam diretamente atribuíveis à aquisição, construção ou produção de um ativo que se qualifica, é obrigatório que estes custos sejam imediatamente considerados como parte do custo do ativo que se qualifica. A capitalização não é obrigatória (é opcional) no caso de ativos que se qualificam que sejam mensurados a justo valor (ativos biológicos por exemplo) ou que sejam inventários fabricados ou produzidos em grandes quantidades e de forma repetitiva.

Passa a ser expressamente referido na norma que os custos com empréstimos obtidos contemplam os gastos com juros determinados com base no método do juro efetivo.

NCRF 11 – Propriedades de investimento

A classificação como propriedade de investimento passa a ser extensiva a imóveis que se encontrem em curso e que se enquadrem na definição de propriedade de investimento.

NCRF 12 – Imparidade de ativos

A norma passa a incluir uma definição de segmento operacional. Na anterior versão era feita remissão para o disposto na IFRS 8.

NCRF 13 – Interesses em empreendimentos conjuntos e investimentos em associadas

Surgem duas novas exceções de aplicação do método da equivalência patrimonial (MEP):

- Participações em associadas que não sejam materialmente relevantes para o objetivo das demonstrações financeiras apresentarem uma imagem verdadeira e apropriada;

- Casos extremamente raros em que as informações necessárias para a aplicação do MEP não podem ser obtidas sem custos desproporcionalmente elevados ou sem demoras excessivas.

Anteriormente apenas existia a seguinte exceção: Existirem restrições severas e duradouras que prejudiquem substancialmente o exercício pela investidora dos seus direitos sobre o património ou a gestão dessa entidade.

NCRF 14 – Concentração de atividades empresariais

A aquisição de interesses numa entidade já controlada passa a ser tratada como uma transação de capital (não dá origem ao reconhecimento de ganhos em resultados, nem ao reconhecimento de goodwill).

De igual forma, a alienação de interesses sem perda de controlo é considerada uma transação de capital sem efeitos em resultados.

Quando é adquirido controlo numa entidade relativamente à qual já eram detidos interesses (sem controlo), a participação financeira anteriormente detida é, no momento do registo da concentração, mensurada a justo valor, sendo a correspondente diferença registada de imediato em resultados. Isto é, assume-se que, em substância, os interesses anteriormente detidos foram alienados a justo valor na data da concentração.

(29)

NCRF 15 – Investimentos em subsidiárias e consolidação

Na nova versão da norma, a compra ou venda de participações aos interesses que não controlam, ou seja, transações que ocorrem quando já é detido controlo e que não resultam na perda de controlo, são registadas como transações com os detentores do capital (a atuar nessa qualidade).

Os ganhos/perdas decorrentes destas transações são registados em reservas. Na anterior versão da norma, estas transações resultavam no reconhecimento de goodwill ou de ganhos/perdas em resultados.

Na nova versão da norma, o goodwill passa a ser amortizado por um período correspondente à sua vida útil estimada. Na eventualidade de essa vida útil ser indefinida, o goodwill deve ser amortizado num prazo 10 anos.

NCRF 27 – Instrumentos financeiros

A nova versão da norma refere expressamente que a mensuração inicial dos ativos e passivos financeiros deve ser feita pelo seu justo valor.

Este justo valor inicial deve ser acrescido/deduzido dos custos de transação, exceto quando a mensuração subsequente do instrumento for a justo valor.

A nova versão da norma refere que deve ser reconhecido um ativo no balanço correspondente à emissão de instrumentos de capital próprio anteriormente à sua realização. Na versão anterior, este ativo (conta a receber) era apresentado a deduzir ao montante dos instrumentos de capital emitidos.

No exercício findo em 31 de dezembro de 2016, os impactos nas demonstrações financeiras anexas resultantes das altera-ções acima referidas encontram-se evidenciadas na Nota 5.

As principais políticas contabilísticas adotadas na preparação das demonstrações financeiras anexas foram as seguintes:

3.1 Bases de apresentação

As demonstrações financeiras anexas foram preparadas no pressuposto da continuidade das operações, a partir dos livros e

registos contabilísticos da EMPRESA, mantidos de acordo com as normas contabilísticas e de relato financeiro.

O Conselho de Administração procedeu à avaliação da capacidade da EMPRESA operar em continuidade, tendo por base toda a

informação relevante, factos e circunstâncias, de natureza financeira, comercial ou outra, incluindo acontecimentos subsequentes à data de referência das demonstrações financeiras, disponível sobre o futuro. Em resultado da avaliação

efetuada, o Conselho de Administração concluiu que a EMPRESA dispõe de recursos adequados para manter as suas

atividades, não havendo intenção de as cessar no curto prazo, pelo que considerou adequado o uso do pressuposto da continuidade das operações na preparação das demonstrações financeiras anexas.

3.2 Ativos fixos tangíveis

Os ativos fixos tangíveis são mensurados no reconhecimento inicial ao custo de aquisição, ou produção, o qual inclui o custo de compra, quaisquer custos diretamente atribuíveis às atividades necessárias para colocar os ativos na localização e

(30)

As taxas de amortização utilizadas correspondem aos seguintes períodos de vida útil estimada:

Classe de ativos Anos

Edifícios e outras construções 8

Equipamento de transporte 4

Equipamento administrativo 8

As amortizações são registadas na demonstração de resultados na rubrica “(Gastos)/reversões de depreciação e de amortização”.

As vidas úteis e os métodos de amortização dos vários ativos fixos tangíveis são revistos anualmente. O efeito de alguma alteração a estas estimativas é reconhecido prospetivamente na demonstração dos resultados.

As despesas de manutenção e reparação (dispêndios subsequentes) que não são suscetíveis de gerar benefícios económicos futuros adicionais são registadas como gastos no exercício em que são incorridas.

O ganho (ou a perda) resultante da alienação ou abate de um ativo fixo tangível é determinado como a diferença entre o justo valor do montante recebido na transacção, ou a receber, e a quantia líquida de amortizações acumuladas escriturada do ativo, sendo reconhecido em resultados no exercício em que ocorre o abate ou a alienação.

3.3 Locações

As locações são classificadas como financeiras sempre que os seus termos transferem substancialmente todos os riscos e benefícios associados à propriedade do bem para o locatário. As restantes locações são classificadas como operacionais. A classificação das locações é efetuada em função da substância e não da forma do contrato.

Os ativos adquiridos mediante contratos de locação financeira, bem como as correspondentes responsabilidades, são registados no início da locação pelo menor de entre o justo valor dos ativos e o valor presente dos pagamentos mínimos da locação. Os pagamentos de locações financeiras são repartidos entre encargos financeiros e redução da responsabilidade, de modo a ser obtida uma taxa de juro constante sobre o saldo pendente da responsabilidade.

Os pagamentos de locações operacionais são reconhecidos como gasto numa base linear durante o período da locação. As rendas contingentes são reconhecidas como gasto no exercício em que são incorridas.

3.4 Concentrações de atividades empresariais

As aquisições de subsidiárias, entidades conjuntamente controladas e associadas são registadas utilizando o método da compra. O correspondente custo da concentração é determinado como o agregado, na data da aquisição, do: (a) justo valor dos ativos entregues ou a entregar; (b) justo valor de responsabilidades incorridas ou assumidas; e (c) justo valor de

instrumentos de capital próprio emitidos pela EMPRESA em troca da obtenção de controlo sobre aquelas entidades. O excesso

do custo da concentração relativamente ao justo valor da participação da EMPRESA nos ativos identificáveis adquiridos é

registado como goodwill. Se o custo da concentração for inferior ao justo valor dos ativos líquidos da entidade adquirida, a diferença é reconhecida diretamente como um rendimento na demonstração dos resultados.

Os custos relacionados com a aquisição são custos em que a adquirente incorre para tornar efectiva numa concentração de actividades empresariais. Estes custos são capitalizados ao valor do investimento financeiro.

O Goodwill adquirido numa concentração de actividades empresariais seve ser amortizado no período da sua vida útil (ou em 10 anos, caso a sua vida útil não possa ser estimada com fiabilidade).

(31)

3.5 Ativos intangíveis

Os ativos intangíveis são mensurados no reconhecimento inicial ao custo de aquisição, ou produção, deduzido de amortizações e perdas por imparidade acumuladas.

Os dispêndios com atividades de pesquisa são registados como gasto no exercício em que são incorridos.

As amortizações de ativos intangíveis são reconhecidas numa base linear durante a vida útil estimada dos mesmos. As taxas de amortização utilizadas correspondem aos seguintes períodos de vida útil estimada:

Classe de ativos Anos

Programas de computador 6

As amortizações são registadas na demonstração de resultados na rubrica “(Gastos)/reversões de depreciação e de amortização”.

As vidas úteis e os métodos de amortização dos vários ativos intangíveis são revistos anualmente. O efeito de alguma alteração a estas estimativas é reconhecido prospetivamente na demonstração dos resultados.

3.6 Participações financeiras em subsidiárias, entidades conjuntamente controladas e associadas

Entidades subsidiárias são entidades controladas pela EMPRESA, sendo que se entende existir controlo quando a EMPRESA tem

o poder de definir as políticas financeiras e operacionais de uma entidade, de forma a obter benefícios derivados das suas atividades.

As participações financeiras em subsidiárias, entidades conjuntamente controladas e associadas são registadas pelo método da equivalência patrimonial. De acordo com o método da equivalência patrimonial, as participações financeiras são registadas inicialmente pelo seu custo de aquisição e posteriormente ajustadas em função das alterações verificadas, após a

aquisição, na quota-parte da EMPRESA nos ativos líquidos das correspondentes entidades. Os resultados daEMPRESA incluem a

parte que lhe corresponde nos resultados dessas entidades, os quais são refletidos na demonstração de resultados na rubrica “Ganhos/(perdas) imputados de subsidiárias, associadas e empreendimentos conjuntos”. Adicionalmente, os dividendos recebidos dessas entidades são registados como uma diminuição ao valor da participação financeira.

O excesso do custo de aquisição de participações financeiras registadas pelo método da equivalência patrimonial face ao justo valor dos ativos e passivos identificáveis de cada entidade adquirida na data de aquisição é reconhecido como Goodwill, sendo este apresentado numa linha autónoma do balanço. Caso aquele diferencial seja negativo, o mesmo é reconhecido como um rendimento do exercício.

Até ao exercício findo em 31 de dezembro de 2015, transações de compra e venda que tivessem ocorrido quando já era detido controlo e que não resultaram no ganho e perda de controlo, resultaram no reconhecimento de Goodwill ou de ganhos/perdas em resultados.

O Goodwill com vida útil indefinida começou a ser amortizado em 2016 durante um período de 10 anos na rubrica da demonstração de resultados “(Gastos)/reversões de depreciação e amortização”, na sequência das alterações das NCRF.

(32)

Quando a proporção da EMPRESA nos prejuízos acumulados da subsidiária, entidade conjuntamente controlada ou associada excede o valor pelo qual a participação se encontra registada, a participação financeira é relatada por valor nulo, exceto

quando a EMPRESA tenha assumido compromissos de cobertura de prejuízos da participada, casos em que as perdas

adicionais determinam o reconhecimento de um passivo.

Se posteriormente a participada relatar lucros, a EMPRESA retoma o reconhecimento da sua quota-parte nesses lucros

somente após a sua parte nos lucros igualar a parte das perdas não reconhecidas.

Os ganhos e perdas não realizados em transações com subsidiárias, empresas conjuntamente controladas ou associadas são

eliminados proporcionalmente ao interesse da EMPRESA nas mesmas por contrapartida da correspondente rubrica da

participação, exceto no montante de perdas que resultem de uma situação em que o eventual ativo transferido esteja em imparidade.

As participações financeiras em outras entidades que não as acima referidas encontram-se registadas ao custo, deduzido de perdas de imparidade acumuladas.

3.7 Ativos e passivos financeiros

Os ativos e os passivos financeiros são reconhecidos no balanço quando a EMPRESA se torna parte das correspondentes

disposições contratuais, sendo utilizado para o efeito o previsto na NCRF 27 – Instrumentos financeiros.

Os ativos e os passivos financeiros são assim mensurados de acordo com os seguintes critérios: (i) ao custo ou custo amortizado e (ii) ao justo valor com as alterações reconhecidas na demonstração dos resultados.

(i) Ao custo ou custo amortizado

São mensurados “ao custo ou custo amortizado” os ativos e os passivos financeiros que apresentem as seguintes características:

• Sejam à vista ou tenham uma maturidade definida;

• Tenham associado um retorno fixo ou determinável; e

• Não sejam um instrumento financeiro derivado ou não incorporem um instrumento financeiro derivado.

O custo amortizado é apurado através do método da taxa de juro efetiva. A taxa de juro efetiva é calculada através da taxa que desconta exatamente os pagamentos ou recebimentos futuros estimados durante a vida esperada do instrumento financeiro na quantia líquida escriturada do passivo ou do ativo financeiro.

Nesta categoria incluem-se, consequentemente, os seguintes ativos e passivos financeiros: a) Clientes e outros créditos a receber

Os saldos de clientes e de outros créditos a receber de terceiros são registados ao custo amortizado deduzido de eventuais perdas por imparidade. Usualmente, o custo amortizado destes ativos financeiros não difere do seu valor nominal.

b) Caixa e depósitos bancários

Os montantes incluídos na rubrica de “Caixa e depósitos bancários” correspondem aos valores de caixa, depósitos à ordem, depósitos a prazo e outras aplicações de tesouraria vencíveis a menos de três meses e para os quais o risco de alteração de valor é insignificante.

Estes ativos são mensurados ao custo amortizado. Usualmente, o custo amortizado destes ativos financeiros não difere do seu valor nominal.

(33)

c) Outros ativos financeiros

Os outros ativos financeiros, que incluem, essencialmente, empréstimos concedidos a empresas participadas são registados ao custo amortizado deduzido de eventuais perdas por imparidade.

d) Participações financeiras em entidades que não sejam subsidiárias, empresas conjuntamente controladas e associadas Estas participações financeiras são mensuradas ao justo valor, sendo as variações no respetivo justo valor registadas em resultados, exceto quando dizem respeito a entidades cujos instrumentos de capital próprio não são negociados publicamente e cujo justo valor não possa ser determinado com fiabilidade, caso em que as mesmas são mensuradas ao custo deduzido de perdas por imparidade acumuladas.

e) Financiamentos obtidos

Os financiamentos obtidos são registados no passivo ao custo amortizado.

Eventuais despesas incorridas com a obtenção desses financiamentos, designadamente comissões bancárias e imposto de selo, assim como os encargos com juros e despesas similares, são reconhecidos pelo método da taxa de juro efetiva em resultados do exercício ao longo do período de vigência desses financiamentos. As referidas despesas incorridas, enquanto não estiverem reconhecidas, são deduzidas à quantia escriturada dos financiamentos obtidos.

f) Fornecedores e outras dívidas a pagar

Os saldos de fornecedores e de outras dívidas a pagar são registados ao custo amortizado. Usualmente, o custo amortizado destes passivos financeiros não difere do seu valor nominal.

(ii) Ao justo valor com as alterações reconhecidas na demonstração de resultados

Todos os ativos e passivos financeiros não incluídos na categoria “ao custo ou custo amortizado” são incluídos na categoria “ao justo valor com as alterações reconhecidas na demonstração dos resultados”.

Estes ativos e passivos financeiros são mensurados ao justo valor, sendo as variações no respetivo justo valor registadas na demonstração de resultados na rubrica “Aumentos/(reduções) de justo valor”.

(iii) Imparidade de ativos financeiros

Os ativos financeiros incluídos na categoria “ao custo ou custo amortizado” são sujeitos a testes de imparidade em cada data de relato. Aqueles ativos financeiros encontram-se em imparidade quando existe uma evidência objetiva de que, em resultado de um ou mais acontecimentos ocorridos após o seu reconhecimento inicial, os seus fluxos de caixa futuros estimados foram afetados.

Para os ativos financeiros mensurados ao custo amortizado, a perda por imparidade a reconhecer corresponde à diferença entre a quantia escriturada do ativo e o valor presente na data de relato dos novos fluxos de caixa futuros estimados descontados à respetiva taxa de juro efetiva original.

(34)

Subsequentemente, se o montante da perda por imparidade diminuir e tal diminuição puder ser objetivamente relacionada com um acontecimento que teve lugar após o reconhecimento da perda, esta deve ser revertida por resultados. No entanto, a reversão deve ser efetuada até ao limite da quantia que estaria reconhecida (custo amortizado) caso a perda não tivesse sido inicialmente registada.

A reversão de perdas por imparidade é registada na demonstração de resultados na rubrica “Reversões de perdas por imparidade” no exercício em que é determinada. Não é permitida a reversão de perdas por imparidade registadas em investimentos em instrumentos de capital próprio (mensurados ao custo).

(iv) Desreconhecimento de ativos e passivos financeiros

A EMPRESA desreconhece ativos financeiros apenas quando os direitos contratuais aos seus fluxos de caixa expiram por

cobrança, ou quando transfere para outra entidade o controlo desses ativos financeiros e todos os riscos e benefícios significativos associados à posse dos mesmos.

A EMPRESA desreconhece passivos financeiros apenas quando a correspondente obrigação seja liquidada, cancelada ou expire.

3.8 Instrumentos financeiros derivados e contabilidade de cobertura

Sempre que considerado oportuno, a EMPRESA tem vindo a contratar uma variedade de instrumentos financeiros derivados,

nomeadamente swaps de taxa de juro e forwards cambiais, no âmbito da sua política de gestão de risco de taxa de juro e de taxa de câmbio.

Os instrumentos financeiros derivados são registados inicialmente pelo seu justo valor na data da sua contratação. Em cada data de relato são remensurados ao justo valor, sendo o correspondente ganho ou perda de remensuração registado de imediato em resultados, salvo se tais instrumentos financeiros derivados forem designados como instrumentos de cobertura. Quando forem designados como instrumentos de cobertura, o correspondente ganho ou perda de remensuração é registado em resultados quando a posição coberta afetar resultados.

Um instrumento financeiro derivado com um justo valor positivo é reconhecido no balanço como um ativo financeiro na rubrica “Instrumentos financeiros derivados”. Um instrumento financeiro derivado com um justo valor negativo é reconhecido no balanço como um passivo financeiro na rubrica “Instrumentos financeiros derivados”.

Contabilidade de cobertura

A EMPRESA designa como instrumentos de cobertura determinados instrumentos financeiros (essencialmente instrumentos

financeiros derivados), no âmbito de operações de cobertura do risco de taxa de juro e de taxa de câmbio. Os critérios para a aplicação das regras de contabilidade de cobertura são os seguintes:

• Adequada documentação da operação de cobertura;

• O risco a cobrir é um dos riscos descritos na NCRF 27 – Instrumentos financeiros; e

• É esperado que as alterações no justo valor ou fluxos de caixa do item coberto, atribuíveis ao risco a cobrir, sejam

praticamente compensadas pelas alterações no justo valor do instrumento de cobertura.

No início de cada operação de cobertura, a EMPRESA documenta a relação entre o instrumento de cobertura e o item coberto,

os seus objetivos e estratégia de gestão do risco e a sua avaliação da eficácia do instrumento de cobertura na compensação das variações no justo valor e nos fluxos de caixa do item coberto.

As variações no justo valor dos instrumentos financeiros derivados designados como instrumentos de cobertura no âmbito de coberturas de cash-flows, são registadas no capital próprio na rubrica “Outras variações no capital próprio”, sendo reclassificadas para resultados nos exercícios em que o item coberto afetar resultados, sendo apresentadas na linha afetada pelo item coberto.

(35)

A contabilidade de cobertura é descontinuada quando a EMPRESA revoga a relação de cobertura, quando o instrumento de cobertura expira, é vendido, ou é exercido, ou quando o instrumento de cobertura deixa de se qualificar para a contabilidade de cobertura. Qualquer montante registado na rubrica “Outras variações no capital próprio” apenas é reclassificado para resultados quando a posição coberta afetar resultados.

3.9 Imposto sobre o rendimento

O imposto sobre o rendimento do exercício registado na demonstração dos resultados corresponde à soma dos impostos correntes com os impostos diferidos. Os impostos correntes e os impostos diferidos são registados em resultados, salvo quando os impostos diferidos se relacionam com itens registados diretamente no capital próprio, caso em que são registados no capital próprio.

A EMPRESA é abrangida, desde janeiro de 2010, pelo Regime Especial de Tributação dos Grupos de Sociedades (RETGS), pelo

que o imposto corrente é calculado com base nos resultados tributáveis das empresas incluídas na consolidação e no referido regime especial, de acordo com as regras do mesmo.

O RETGS engloba todas as empresas participadas direta ou indiretamente em pelo menos 75% do capital social e que sejam residentes em Portugal e tributadas em sede de Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Coletivas (IRC).

O lucro tributável difere do resultado contabilístico, uma vez que exclui diversos gastos e rendimentos que apenas serão dedutíveis ou tributáveis em exercícios futuros, bem como gastos e rendimentos que nunca serão dedutíveis ou tributáveis. Os impostos diferidos referem-se às diferenças temporárias entre os montantes dos ativos e passivos para efeitos de relato contabilístico e os respetivos montantes para efeitos de tributação, bem como aos prejuízos fiscais reportáveis e aos créditos fiscais não utilizados. Os ativos e os passivos por impostos diferidos são mensurados utilizando as taxas de tributação que se espera estarem em vigor à data da reversão das correspondentes diferenças temporárias, com base nas taxas de tributação (e legislação fiscal) que estejam formalmente emitidas na data de relato.

Os passivos por impostos diferidos são reconhecidos para todas as diferenças temporárias tributáveis e os ativos por impostos diferidos são reconhecidos para as diferenças temporárias dedutíveis para as quais existem expectativas razoáveis de lucros fiscais futuros suficientes para as utilizar ou diferenças temporárias tributáveis que se revertam no mesmo período de reversão das diferenças temporárias dedutíveis. Em cada data de relato é efetuada uma revisão dos ativos por impostos diferidos, sendo os mesmos ajustados em função das expectativas quanto à sua utilização futura.

A compensação entre ativos e passivos por impostos diferidos apenas é permitida quando: (i) a EMPRESA tem o direito legal de

proceder à compensação entre tais ativos e passivos para efeitos de liquidação; (ii) tais ativos e passivos relacionam-se com

impostos sobre o rendimento lançados pela mesma autoridade fiscal e (iii) a EMPRESA tem a intenção de proceder à

compensação para efeitos de liquidação.

3.10 Especialização de exercícios

A EMPRESA regista os seus rendimentos e gastos de acordo com o princípio da especialização de exercícios, sendo que os

mesmos são reconhecidos à medida que são gerados, independentemente do momento do respetivo recebimento ou pagamento. As diferenças entre os montantes recebidos e pagos e os correspondentes rendimentos e gastos gerados são registadas como ativos ou passivos.

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