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Código de Processo Civil

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Código de Processo

Civil

2019 · 32ª Edição

Atualização nº 1

(2)

CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL Atualização nº 1

EDITOR

EDIÇÕES ALMEDINA, S.A. Rua Fernandes Tomás nºs 76, 78, 80 3000-167 Coimbra Tel.: 239 851 904 · Fax: 239 851 901 www.almedina.net · [email protected] ISBN ORIGINAL 978-972-40-7683-6 Abril, 2019

PÁGINA INTERNET DO LIVRO

(3)

ATUALIZAÇÃO Nº 1

1) O Decreto-Lei nº 86/2018, de 29 de outubro, alterou o Regulamento das Cus-tas Processuais, aprovado pelo Decreto-Lei nº 34/2008, de 26 de fevereiro, impli-cando as seguintes alterações:

a) Na página 639, o artigo 6º passa a ter a seguinte redação: Artigo 6º – Regra geral

1. A taxa de justiça corresponde ao montante devido pelo impulso processual

do interessado e é fixada em função do valor e complexidade da causa de acordo com o presente Regulamento, aplicando-se, na falta de disposição especial, os valo-res constantes da tabela I-A, que faz parte integrante do pvalo-resente Regulamento.

2. Nos recursos, a taxa de justiça é sempre fixada nos termos da tabela I-B, que

faz parte integrante do presente Regulamento.

3. Nos processos em que o recurso aos meios electrónicos não seja obrigatório,

a taxa de justiça é reduzida a 90% do seu valor quando a parte entregue todas as peças processuais através dos meios electrónicos disponíveis.

4. Para efeitos do número anterior, a parte paga inicialmente 90% da taxa de

jus-tiça, perdendo o direito à redução e ficando obrigada a pagar o valor desta no momento em que entregar uma peça processual em papel, sob pena de sujeição à sanção prevista na lei de processo para a omissão de pagamento da taxa de justiça.

5. O juiz pode determinar, a final, a aplicação dos valores de taxa de justiça

cons-tantes da tabela I-C, que faz parte integrante do presente Regulamento, às acções e recursos que revelem especial complexidade.

6. Nos processos cuja taxa seja variável, a taxa de justiça é liquidada no seu valor

mínimo, devendo a parte pagar o excedente, se o houver, a final.

7. Nas causas de valor superior a € 275 000, o remanescente da taxa de justiça é

considerado na conta a final, salvo se a especificidade da situação o justificar e o juiz de forma fundamentada, atendendo designadamente à complexidade da causa e à conduta processual das partes, dispensar o pagamento.

(4)

8. Quando o processo termine antes de concluída a fase de instrução, não há

lugar ao pagamento do remanescente.

9. Nos processos administrativos, a taxa de justiça é reduzida a 90% do seu valor

quando a parte proceda à elaboração e apresentação dos respetivos articulados em conformidade com os formulários e instruções práticas constantes de portaria do membro do Governo responsável pela área da justiça.

(Redação dada pelo Decreto-Lei nº 86/2018, de 29-10)

b) Na página 640, o artigo 7º passa a ter a seguinte redação: Artigo 7º – Regras especiais

1. A taxa de justiça nos processos especiais fixa-se nos termos da tabela I, salvo

os casos expressamente referidos na tabela II, que fazem parte integrante do pre-sente Regulamento.

2. Nos recursos, a taxa de justiça é fixada nos termos da tabela I-B e é paga pelo

recorrente com as alegações e pelo recorrido que contra-alegue, com a apresentação das contra-alegações.

3. Nos processos de expropriação é devida taxa de justiça com a interposição do

recurso da decisão arbitral ou do recurso subordinado, nos termos da tabela I-A, que é paga pelo recorrente e recorrido.

4. A taxa de justiça devida pelos incidentes e procedimentos cautelares, pelos

procedimentos de injunção, incluindo os procedimentos europeus de injunção de pagamento, pelos procedimentos anómalos e pelas execuções é determinada de acordo com a tabela II, que faz parte integrante do presente Regulamento.

5. Nas execuções por custas, multas ou coimas o executado é responsável pelo

pagamento da taxa de justiça nos termos da tabela II.

6. Nos procedimentos de injunção, incluindo os procedimentos europeus de

injunção de pagamento, que sigam como acção, é devido o pagamento de taxa de justiça pelo autor e pelo réu, no prazo de 10 dias a contar da data da distribuição, nos termos gerais do presente Regulamento, descontando-se, no caso do autor, o valor pago nos termos do disposto no nº 4.

7. Quando o incidente ou procedimento revistam especial complexidade, o juiz

pode determinar, a final, o pagamento de um valor superior, dentro dos limites esta-belecidos na tabela II.

8. Consideram-se procedimentos ou incidentes anómalos as ocorrências

estra-nhas ao desenvolvimento normal da lide que devam ser tributados segundo os prin-cípios que regem a condenação em custas.

9. A modificação do objeto do processo, no âmbito da ação administrativa, está

sujeita a tributação, nos termos do 1.1 da tabela I-B.

(5)

c) Nas páginas 644-645, o artigo 14º-A passa a ter a seguinte redação: Artigo 14º-A – Dispensa do pagamento da segunda prestação

Não há lugar ao pagamento da segunda prestação da taxa de justiça nos seguintes casos:

a) (Revogada.)

b) Acções que não comportem citação do réu, oposição ou audiência de

julga-mento;

c) Acções que terminem antes de oferecida a oposição ou em que, devido à sua

falta, seja proferida sentença, ainda que precedida de alegações;

d) Acções que terminem antes da designação da data da audiência final; e) Ações administrativas em que não haja lugar a audiência final;

f) Ações administrativas que tenham sido suspensas no âmbito da seleção de

processos com andamento prioritário, salvo se o autor requerer a continuação do seu próprio processo;

g) Processos de jurisdição de menores;

h) Processos de jurisdição voluntária, em matéria de direito da família; i) Processos emergentes de acidente de trabalho ou de doença profissional

ter-minados na fase contenciosa por decisão condenatória imediata ao exame médico;

j) Processos tributários, no que respeita à taxa paga pelo impugnante, em caso

de desistência no prazo legal após a revogação parcial do acto tributário impugnado.

(Redação dada pelo Decreto-Lei nº 86/2018, de 29-10)

d) Na página 649, o artigo 25º passa a ter a seguinte redação: Artigo 25º – Nota justificativa

1. Até 10 dias após o trânsito em julgado ou após a notificação de que foi obtida

a totalidade do pagamento ou do produto da penhora, consoante os casos, as partes que tenham direito a custas de parte remetem para o tribunal, para a parte vencida e para o agente de execução, quando aplicável, a respetiva nota discriminativa e jus-tificativa, sem prejuízo de esta poder vir a ser retificada para todos os efeitos legais até 10 dias após a notificação da conta de custas.

2. Devem constar da nota justificativa os seguintes elementos:

a) Indicação da parte, do processo e do mandatário ou agente de execução; b) Indicação, em rubrica autónoma, das quantias efectivamente pagas pela parte

a título de taxa de justiça;

c) Indicação, em rubrica autónoma, das quantias efectivamente pagas pela parte

a título de encargos ou despesas previamente suportadas pelo agente de execução;

d) Indicação, em rubrica autónoma, das quantias pagas a título de honorários de

(6)

de mandatário, quando as quantias em causa sejam superiores ao valor indicado na alínea c) do nº 3 do artigo 26º;

e) Indicação do valor a receber, nos termos do presente Regulamento. 3. O patrocínio de entidades públicas por licenciado em direito ou em

solicita-doria com funções de apoio jurídico equivale à constituição de mandatário judicial, para efeitos de compensação da parte vencedora a título de custas de parte.

4. Na acção executiva, a liquidação da responsabilidade do executado

compreende as quantias indicadas na nota discriminativa, nos termos do número an -terior.

(7)

e) Na página 659, a tabela II passa a ter a seguinte redação:

TABELA II

(a que se referem os nºs 1, 4, 5 e 7 do artigo 7º do Regulamento)

(8)

2) O Decreto-Lei nº 110/2018, de 10 de dezembro, e a Lei nº 19/2019, de 19 de fevereiro, alteraram a Lei da Organização do Sistema Judiciário, aprovada pela Lei nº 62/2013, de 26 de agosto, implicando as seguintes alterações:

a) Nas páginas 584-585, o artigo 111º passa a ter a seguinte redação: Artigo 111º – Competência

1. Compete ao tribunal da propriedade intelectual conhecer das questões

rela-tivas a:

a) Ações em que a causa de pedir verse sobre direito de autor e direitos conexos; b) Ações em que a causa de pedir verse sobre propriedade industrial, em qualquer

das modalidades previstas na lei;

c) Ações de nulidade e de anulação de patentes, certificados complementares

de proteção, modelos de utilidade e topografias de produtos semicondutores pre-vistas no Código da Propriedade Industrial e demais legislação aplicável, bem como os pedidos de declaração de nulidade ou de anulação de registos de desenhos ou modelos, marcas, logótipos, recompensas, denominações de origem e indicações geográficas deduzidos em reconvenção;

d) Recursos de decisões do Instituto Nacional da Propriedade Industrial, I. P.

(INPI, I. P.) que concedam ou recusem qualquer direito de propriedade industrial ou sejam relativas a transmissões, licenças, declarações de caducidade ou a quaisquer outros atos que afetem, modifiquem ou extingam direitos de propriedade indus-trial;

e) Recurso e revisão das decisões ou de quaisquer outras medidas legalmente

suscetíveis de impugnação tomadas pelo INPI, I. P., em processo de contraorde -nação;

f) Ações de declaração em que a causa de pedir verse sobre nomes de domínio

na Internet;

g) Recursos das decisões da Fundação para a Computação Científica Nacional,

enquanto entidade competente para o registo de nomes de domínio de.PT, que registem, recusem o registo ou removam um nome de domínio de.PT;

h) Ações em que a causa de pedir verse sobre firmas ou denominações sociais; i) Recursos das decisões do Instituto dos Registos e do Notariado, I. P. (IRN, I.

P.) relativas à admissibilidade de firmas e denominações no âmbito do regime jurí-dico do Registo Nacional de Pessoas Coletivas;

j) Ações em que a causa de pedir verse sobre a prática de atos de

concorrên-cia desleal ou de infração de segredos comerconcorrên-ciais em matéria de propriedade indus-trial;

k) Medidas de obtenção e preservação de prova e de prestação de informações

quando requeridas no âmbito da proteção de direitos de propriedade intelectual e direitos de autor.

(9)

2. A competência a que se refere o número anterior abrange os respetivos

inci-dentes e apensos, bem como a execução das decisões.

(Redação dada pelo Decreto-Lei nº 110/2018, de 10-12)

b) Na página 569, o artigo 82º passa a ter a seguinte redação:

Artigo 82º – Realização de audiências de julgamento ou outras diligências pro-cessuais

1. Podem ser realizadas em qualquer juízo, ainda que de proximidade, audiências

de julgamento ou outras diligências processuais cuja realização aí seja determinada, nos termos da lei do processo, pelo juiz titular ou pelo magistrado do Ministério Público, ouvidas as partes.

2. As audiências judiciais e diligências referidas no número anterior podem

ainda, quando o interesse da justiça ou outras circunstâncias ponderosas o justifi-quem, ser realizadas em local diferente, na respetiva circunscrição ou fora desta.

3. As audiências de julgamento dos processos de natureza criminal da

compe-tência do tribunal singular são realizadas no juízo territorialmente competente de acordo com as regras processuais fixadas para conhecer do crime, ainda que se trate de um juízo de proximidade.

4. Não se aplica o disposto no número anterior aos julgamentos em processo

sumário.

5. As audiências de julgamento dos processos de natureza cível da competência

dos juízos locais cíveis ou dos juízos de competência genérica são realizadas no juízo territorialmente competente de acordo com as regras processuais aplicáveis, ainda que se trate de um juízo de proximidade.

6. A fim de prevenir o risco de sobreposição de datas de diligências a que devam

comparecer ou presidir os magistrados do Ministério Público, deve o juiz providen-ciar pela marcação do dia e hora da sua realização mediante prévio acordo com aque-les, aplicando-se, com as devidas adaptações, o disposto no artigo 151º do Código de Processo Civil.

(Redação dada pela Lei nº 19/2019, de 19-02)

c) Nas páginas 569-570, o artigo 82º-A passa a ter a seguinte redação:

Artigo 82º-A – Realização de diligências em municípios onde não esteja sediado tribunal ou juízo

Em municípios onde não esteja sediado tribunal ou juízo, o Ministério da Justiça pode definir por portaria, ouvidos o Conselho Superior da Magistratura e o Conse-lho Superior do Ministério Público:

(10)

a) Instalações adequadas, designadamente edifícios públicos, em que se podem

realizar atos judiciais, julgamentos criminais da competência de juiz singular e audiências de julgamento de processos de natureza cível da competência dos juízos locais cíveis ou dos juízos de competência genérica;

b) A instalação, em espaços afetos a serviços da justiça ou a outros serviços

públi-cos, de equipamentos tecnológicos que permitam a comunicação, por meio visual e sonoro, em tempo real, com vista à realização de inquirições ou outras diligências processuais, sempre que o magistrado considere que a utilização daquele meio não prejudica a genuinidade da produção e da assunção da prova e que as acessibilidades dificultam o acesso dos cidadãos residentes nesse município ao tribunal ou juízo da causa.

(Redação dada pela Lei nº 19/2019, de 19-02)

d) Nas páginas 597-598, o artigo 130º passa a ter a seguinte redação: Artigo 130º – Competência

1. Os juízos locais cíveis, locais criminais e de competência genérica possuem

competência na respetiva área territorial, tal como definida em decreto-lei, quando as causas não sejam atribuídas a outros juízos ou tribunal de competência territorial alargada.

2. Os juízos locais cíveis, locais criminais e de competência genérica possuem

ainda competência para:

a) Proceder à instrução criminal, decidir quanto à pronúncia e exercer as funções

jurisdicionais relativas ao inquérito, onde não houver juízo de instrução criminal ou juiz de instrução criminal;

b) Fora dos municípios onde estejam instalados juízos de instrução criminal,

exercer as funções jurisdicionais relativas aos inquéritos penais, ainda que a respetiva área territorial se mostre abrangida por esse juízo especializado;

c) Exercer, no âmbito do processo de execução, as competências previstas no

Código de Processo Civil, onde não houver juízo de execução ou outro juízo ou tri-bunal de competência especializada competente;

d) Julgar os recursos das decisões das autoridades administrativas em processos

de contraordenação, salvo os recursos expressamente atribuídos a juízos de com-petência especializada ou a tribunal de comcom-petência territorial alargada;

e) Cumprir os mandados, cartas, ofícios e comunicações que lhes sejam dirigidos

pelos tribunais ou autoridades competentes;

f) Exercer as demais competências conferidas por lei.

3. Nas situações a que se reporta a alínea b) do número anterior, o Conselho

Superior da Magistratura define, detalhadamente, os atos jurisdicionais a praticar por cada um dos juízos locais e juízos de competência genérica.

(11)

4. Os juízos de pequena criminalidade, possuem competência para:

a) Causas a que corresponda a forma de processo sumário, abreviado e

sumarís-simo;

b) Recursos das decisões das autoridades administrativas em processo de

con-traordenação a que se refere a alínea d) do nº 2, quando o valor da coima aplicável seja igual ou inferior a € 15 000,00, independentemente da sanção acessória.

5. Compete aos juízos de proximidade:

a) Assegurar a realização das audiências de julgamento, de acordo com o regime

constante dos nºs 3, 4 e 5 do artigo 82º;

b) Assegurar a realização das demais audiências de julgamento ou outras

diligên-cias processuais que sejam determinadas pelo juiz competente, nomeadamente quando daí resultem vantagens para a aquisição da prova ou as condições de aces-sibilidade dificultem gravemente a deslocação dos intervenientes processuais.

6. Incumbe, ainda, aos juízos de proximidade:

a) Prestar informações de caráter processual, no âmbito dos tribunais sediados

na respetiva comarca, em razão do especial interesse nos atos ou processos, desde que observadas as limitações previstas na lei para a publicidade do processo e segredo de justiça;

b) Proceder à receção de papéis, documentos e articulados destinados a

proces-sos que corram ou tenham corrido termos em qualquer tribunal sediado na comarca;

c) Operacionalizar e acompanhar as diligências de audição com recurso a

equi-pamento tecnológico que permita a comunicação, por meio visual e sonoro, em tempo real;

d) Praticar os atos que venham a ser determinados pelos órgãos de gestão. (Redação dada pela Lei nº 19/2019, de 19-02)

e) Nas páginas 614-615, o anexo I passa a ter a seguinte redação:

ANEXO I

(a que se refere o nº 1 do artigo 32º)

Tribunal da Relação de Guimarães

Área de competência:

Comarcas: Braga, Bragança, Viana do Castelo e Vila Real.

Tribunal da Relação do Porto

Área de competência:

Comarcas: Aveiro, Porto e Porto Este.

Tribunais de competência territorial alargada: Tribunal de Execução das Penas do Porto.

(12)

Tribunal da Relação de Coimbra

Área de competência:

Comarcas: Castelo Branco, Coimbra, Guarda, Leiria e Viseu.

Tribunais de competência territorial alargada: Tribunal de Execução das Penas de Coimbra.

Tribunal da Relação de Lisboa

Área de competência:

Comarcas: Açores, Lisboa, Lisboa Norte, Lisboa Oeste e Madeira.

Tribunais de competência territorial alargada: Tribunal da Propriedade Intelec-tual, Tribunal da Concorrência, Regulação e Supervisão, Tribunal Marítimo, Tribu-nal de Execução das Penas dos Açores, TribuTribu-nal de Execução das Penas de Lisboa e Tribunal Central de Instrução Criminal.

Tribunal da Relação de Évora

Área de competência:

Comarcas: Beja, Évora, Faro, Portalegre, Santarém e Setúbal.

Tribunais de competência territorial alargada: Tribunal de Execução das Penas de Évora.

(Redação dada pela Lei nº 19/2019, de 19-02)

f) Na página 619, o anexo III passa a ter a seguinte redação:

ANEXO III

(a que se refere o nº 4 do artigo 83º)

Tribunais de Execução das Penas

Sede: Coimbra.

Área de competência: comarcas de Castelo Branco, Coimbra, Guarda, Leiria (com exceção do estabelecimento prisional das Caldas da Rainha) e Viseu.

Sede: Évora.

Área de competência: comarcas de Beja, Évora (com exceção dos estabelecimentos prisionais de Alcoentre e de Vale de Judeus), Faro, Portalegre, Santarém e Setúbal.

Sede: Lisboa.

Área de competência: comarcas de Lisboa, Lisboa Norte, Lisboa Oeste, Madeira e estabelecimentos prisionais de Alcoentre, das Caldas da Rainha e de Vale de Judeus.

(13)

Sede: Porto.

Área de competência: comarcas de Aveiro, Braga, Bragança, Porto, Porto Este, Viana do Castelo e Vila Real.

Sede: Ponta Delgada.

Área de competência: comarca dos Açores, estabelecimento prisional de Angra do Heroísmo, estabelecimento prisional regional de Ponta Delgada e cadeia de apoio da Horta.

Tribunal Marítimo

Sede: Lisboa.

Área de competência: Departamento Marítimo do Norte, do Centro e do Sul.

Tribunal da Propriedade Intelectual

Sede: Lisboa.

Área de competência: território nacional.

Tribunal da Concorrência, Regulação e Supervisão

Sede: Santarém.

Área de competência: território nacional.

Tribunal Central de Instrução Criminal

Sede: Lisboa.

Área de competência: território nacional.

(Redação dada pela Lei nº 19/2019, de 19-02)

O mesmo diploma que altera o anexo III também o republica: https://dre.pt/ application/file/a/119831178

3) O Decreto-Lei nº 120/2018, de 27 de dezembro, alterou a Lei nº 34/2004, de 29 de julho, que aprovou o Acesso ao Direito e aos Tribunais, implicando as seguin-tes alterações:

a) Na página 347, o artigo 8º passa a ter a seguinte redação: Artigo 8º – Insuficiência económica

1. Encontra-se em situação de insuficiência económica aquele que não tem

con-dições objetivas para suportar pontualmente os custos de um processo, nos termos definidos no artigo seguinte.

(14)

2. O disposto no número anterior aplica-se, com as necessárias adaptações, às

pessoas colectivas sem fins lucrativos.

3. (Revogado.) 4. (Revogado.) 5. (Revogado.)

(Redação dada pelo Decreto-Lei nº 120/2018, de 27-12)

b) Nas páginas 347-348, o artigo 8º-A passa a ter a seguinte redação: Artigo 8º-A – Apreciação da insuficiência económica

1. A apreciação da insuficiência económica das pessoas singulares, para os efeitos

da presente lei, é efetuada considerando o rendimento médio mensal do agregado familiar do respetivo requerente, com vista à determinação sobre se este:

a) Não tem condições objetivas para suportar qualquer quantia relacionada com

os custos de um processo, caso em que beneficia igualmente de atribuição de agente de execução e de consulta jurídica gratuita;

b) Tem condições objetivas para suportar os custos de uma consulta jurídica

sujeita ao pagamento prévio de uma taxa, mas não tem condições objetivas para suportar pontualmente os custos de um processo e, por esse motivo, beneficia de apoio judiciário nas modalidades de pagamento faseado e de atribuição de agente de execução;

c) Não se encontra em situação de insuficiência económica.

2. As condições objetivas, a que se reportam as alíneas a) a c) do número anterior,

são aferidas tendo por referência o indexante dos apoios sociais (IAS), em função de limiares a definir por decreto regulamentar.

3. O rendimento médio mensal do agregado familiar é apurado nos termos do

decreto-lei que estabelece as regras uniformes para a determinação da situação de insuficiência económica a ter em conta no reconhecimento do direito à atribuição e manutenção dos apoios sociais ou subsídios sujeitos a condição de recursos.

4. O conceito e a composição do agregado familiar do requerente de proteção

jurídica são os definidos no decreto-lei referido no número anterior.

5. O valor da taxa devida pela prestação da consulta jurídica a que se refere a

alí-nea b) do nº 1 é fixado por portaria do membro do Governo responsável pela área da justiça.

6. Se o valor dos créditos depositados em contas bancárias e o montante de

valo-res mobiliários admitidos à negociação em mercado regulamentado de que o reque-rente ou qualquer membro do seu agregado familiar sejam titulares forem superio-res a 24 vezes o valor do indexante de apoios sociais, considera-se que o requerente de protecção jurídica não se encontra em situação de insuficiência económica, inde-pendentemente do valor do rendimento relevante para efeitos

(15)

7. Excecionalmente e por motivo justificado, bem como em caso de litígio com

um ou mais elementos do agregado familiar, a apreciação da situação de insuficiên-cia económica do requerente tem em conta apenas o rendimento médio mensal do requerente ou dele e de alguns elementos do seu agregado familiar, desde que ele o solicite.

8. Se, perante um caso concreto, o dirigente máximo dos serviços de segurança

social competente para a decisão sobre a concessão de protecção jurídica entender que a aplicação dos critérios previstos nos números anteriores conduz a uma mani-festa negação do acesso ao direito e aos tribunais pode, por despacho especialmente fundamentado e sem possibilidade de delegação, decidir de forma diversa daquela que resulta da aplicação dos referidos critérios.

(Redação dada pelo Decreto-Lei nº 120/2018, de 27-12)

c) Na página 353, o artigo 20º passa a ter a seguinte redação: Artigo 20º – Competência para a decisão

1. A decisão sobre a concessão de protecção jurídica compete ao dirigente

máximo dos serviços de segurança social da área de residência ou sede do reque-rente.

2. No caso de o requerente não residir ou não ter a sua sede em território

nacio-nal, a decisão referida no número anterior compete ao dirigente máximo dos servi-ços de segurança social onde tiver sido entregue o requerimento.

3. A competência referida nos números anteriores é susceptível de delegação e

de subdelegação.

4. A decisão quanto ao pedido referido no nº 7 do artigo 8º-A compete

igual-mente ao dirigente máximo dos serviços de segurança social competente para a deci-são sobre a concesdeci-são de proteção jurídica, sendo suscetível de delegação e de sub-delegação.

(Redação dada pelo Decreto-Lei nº 120/2018, de 27-12)

d) Na página 354, o artigo 22º passa a ter a seguinte redação: Artigo 22º – Requerimento

1. O requerimento de proteção jurídica é apresentado através da plataforma

informática disponibilizada pelo sítio eletrónico da segurança social, que emite prova da respetiva entrega.

2. Sem prejuízo do disposto no número anterior, em casos excecionais a definir

na portaria referida no nº 1 do artigo 8º-B, pode o requerimento de proteção jurídica ser apresentado em serviço de atendimento da segurança social.

(16)

3. (Revogado.) 4. (Revogado.) 5. (Revogado.) 6. (Revogado.)

7. É da competência dos serviços da segurança social a identificação rigorosa dos

elementos referentes aos beneficiários, bem como a identificação precisa do fim a que se destina o apoio judiciário, para os efeitos previstos no nº 5 do artigo 24º e nos artigos 30º e 31º

(Redação dada pelo Decreto-Lei nº 120/2018, de 27-12)

4) A Lei nº 27/2019, de 28 de março, alterou o Código de Processo Civil, a Lei da Organização do Sistema Judiciário e o Regulamento das Custas Processuais, impli-cando as seguintes alterações:

a) Na página 43, é revogado o artigo 57º do Código de Processo Civil;

b) Na página 50, o artigo 87º do Código de Processo Civil passa a ter a seguinte

redação:

Artigo 87º – Execução pelas indemnizações

1. Para a execução pelas indemnizações referidas no artigo 542º e preceitos

aná-logos é competente o tribunal em que haja corrido o processo no qual tenha sido proferida a condenação.

2. A execução pelas indemnizações corre por apenso ao respetivo processo. (Redação dada pela Lei nº 27/2019, de 28-03)

c) Nas páginas 50-51, o artigo 88º do Código de Processo Civil passa a ter a

seguinte redação:

Artigo 88º – Execução pelas indemnizações derivadas de condenação em tribu-nais superiores

Quando a condenação em indemnização tiver sido proferida na Relação ou no Supremo Tribunal de Justiça, a execução corre no tribunal de 1ª instância compe-tente da área em que o processo haja corrido.

(17)

d) Na página 598, a secção VIII do capítulo V do título V e o artigo 131º da Lei da

Organização do Sistema Judiciário passam a ter a seguinte redação:

SECÇÃO VIII – Execução de decisões relativas a multas penais

e indemnizações

Artigo 131º – Execução por multas penais e indemnizações

A execução das decisões relativas a multas penais e indemnizações previstas na lei processual aplicável compete ao juízo ou tribunal que as tenha proferido.

(Redação dada pela Lei nº 27/2019, de 28-03)

e) Nas páginas 643-644, o artigo 14º do Regulamento das Custas Processuais

passa a ter a seguinte redação:

Artigo 14º – Oportunidade do pagamento

1. O pagamento da primeira ou única prestação da taxa de justiça faz-se até ao

momento da prática do acto processual a ela sujeito, devendo:

a) Nas entregas eletrónicas, ser comprovado por verificação eletrónica, nos

ter-mos da portaria prevista no nº 1 do artigo 132º do Código de Processo Civil;

b) Nas entregas em suporte de papel, o interessado proceder à entrega do

docu-mento comprovativo do pagadocu-mento.

2. A segunda prestação da taxa de justiça deve ser paga no prazo de 10 dias a

con-tar da notificação para a audiência final, devendo o interessado entregar o docu-mento comprovativo do pagadocu-mento ou comprovar a realização desse pagadocu-mento no mesmo prazo.

3. Se, no momento definido no número anterior, o documento comprovativo do

pagamento da segunda prestação da taxa de justiça ou da concessão do benefício de apoio judiciário não tiver sido junto ao processo, ou não tiver sido comprovada a realização do pagamento da segunda prestação da taxa de justiça, a secretaria noti-fica o interessado para, no prazo de 10 dias, efectuar o pagamento, acrescido de multa de igual montante, mas não inferior a 1 UC nem superior a 10 UC.

4. Sem prejuízo do prazo adicional concedido no número anterior, se no dia da

audiência final ou da realização de qualquer outra diligência probatória não tiver sido junto ao processo o documento comprovativo do pagamento da segunda pres-tação da taxa de justiça e da multa ou da concessão de benefício do apoio judiciário, ou não tiver sido comprovada a realização do pagamento da segunda prestação da taxa de justiça, o tribunal determina a impossibilidade de realização das diligências de prova que tenham sido ou venham a ser requeridas pela parte em falta.

5. Nos casos em que não haja lugar a audiência final, não sendo dispensada a segunda

(18)

6. Quando se trate de causa que não importe a constituição de mandatário e o

acto seja praticado directamente pela parte, só é devido o pagamento após notifi-cação de onde conste o prazo de 10 dias para efectuar o pagamento e as cominações a que a parte fica sujeita caso não o efectue.

7. O documento comprovativo do pagamento perde validade 90 dias após a

res-pectiva emissão, se não tiver sido, entretanto, apresentado em juízo ou utilizado para comprovar esse pagamento, caso em que o interessado solicita ao Instituto de Gestão Financeira e das Infra-Estruturas da Justiça, I. P., no prazo referido no número seguinte, a emissão de novo comprovativo quando pretenda ainda apre-sentá-lo.

8. Se o interessado não pretender apresentar o documento comprovativo em

juízo, requer ao Instituto de Gestão Financeira e das Infra-Estruturas da Justiça, I. P., no prazo de seis meses após a emissão, a sua devolução, mediante entrega do original ou documento de igual valor, sob pena de reversão para o referido Ins-tituto.

9. Nas situações em que deva ser pago o remanescente nos termos do nº 7 do

artigo 6º, o responsável pelo impulso processual que não seja condenado a final fica dispensado do referido pagamento, o qual é imputado à parte vencida e considerado na conta a final.

(Redação dada pela Lei nº 27/2019, de 28-03)

f) Nas páginas 649-650, o artigo 26º do Regulamento das Custas Processuais

passa a ter a seguinte redação:

Artigo 26º – Regime

1. As custas de parte integram -se no âmbito da condenação judicial por custas,

salvo quando se trate dos casos previstos no artigo 536º e no nº 2 do artigo 542º do Código de Processo Civil.

2. As custas de parte são pagas diretamente pela parte vencida à parte que delas

seja credora, salvo o disposto no artigo 540º do Código de Processo Civil, sendo disso notificado o agente de execução, quando aplicável.

3. A parte vencida é condenada, nos termos previstos no Código de Processo

Civil, ao pagamento dos seguintes valores, a título de custas de parte:

a) Os valores de taxa de justiça pagos pela parte vencedora, na proporção do

ven-cimento;

b) Os valores pagos pela parte vencedora a título de encargos, incluindo as

des-pesas do agente de execução;

c) 50% do somatório das taxas de justiça pagas pela parte vencida e pela parte

(19)

do mandatário judicial, sempre que seja apresentada a nota referida na alínea d) do nº 2 do artigo anterior;

d) Os valores pagos a título de honorários de agente de execução.

4. No somatório das taxas de justiça referidas no número anterior

contabilizam-se também as taxas dos procedimentos e outros incidentes, com exceção do valor de multas, de penalidades ou de taxa sancionatória e do valor do agravamento pago pela sociedade comercial nos termos do nº 6 do artigo 530º do Código de Processo Civil e do nº 3 do artigo 13º

5. O valor referido na alínea c) do nº 3 é reduzido ao valor indicado na alínea d)

do nº 2 do artigo anterior quando este último seja inferior àquele, não havendo lugar ao pagamento do mesmo quando não tenha sido constituído mandatário ou agente de execução.

6. Se a parte vencida for o Ministério Público ou gozar do benefício de apoio

judiciário na modalidade de dispensa de taxa de justiça e demais encargos com o processo, o reembolso das taxas de justiça pagas pelo vencedor é suportado pelo Instituto de Gestão Financeira e Equipamentos da Justiça, I. P.

7. Se a parte vencedora gozar do benefício de apoio judiciário na modalidade de

dispensa de taxa de justiça e demais encargos com o processo, as custas de parte pagas pelo vencido revertem a favor do Instituto de Gestão Financeira e Equipa-mentos da Justiça, I. P.

(Redação dada pela Lei nº 27/2019, de 28-03)

g) Na página 650, é aditado ao Regulamento das Custas Processuais o artigo 26º-A,

com a seguinte redação:

Artigo 26º-A – Reclamação da nota justificativa

1. A reclamação da nota justificativa é apresentada no prazo de 10 dias, após

noti-ficação à contraparte, devendo ser decidida pelo juiz em igual prazo e notificada às partes.

2. A reclamação da nota justificativa está sujeita ao depósito da totalidade do

valor da nota.

3. Da decisão proferida cabe recurso em um grau se o valor da nota exceder

50 UC.

4. Para efeitos de reclamação da nota justificativa são aplicáveis

subsidiaria-mente, com as devidas adaptações, as disposições relativas à reclamação da conta constantes do artigo 31º

(20)

h) Na página 655, o artigo 35º do Regulamento das Custas Processuais passa a

ter a seguinte redação:

Artigo 35º – Execução

1. Compete à administração tributária, nos termos do Código de Procedimento

e de Processo Tributário, promover em execução fiscal a cobrança coerciva das cus-tas, multas não penais e outras sanções pecuniárias fixadas em processo judicial.

2. Cabe à secretaria do tribunal promover a entrega à administração tributária

da certidão de liquidação, por via eletrónica, nos termos a definir por portaria dos membros do Governo responsáveis pelas áreas das finanças e da justiça, juntamente com a decisão transitada em julgado que constitui título executivo quanto às quan-tias aí discriminadas.

3. Compete ao Ministério Público promover a execução por custas face a

deve-dores sediados no estrangeiro, nos termos das disposições de direito europeu apli-cáveis, mediante a obtenção de título executivo europeu.

4. A execução por custas de parte processa-se nos termos previstos nos números

anteriores quando a parte vencedora seja a Administração Pública, ou quando lhe tiver sido concedido apoio judiciário na modalidade de dispensa de taxa de justiça e demais encargos com o processo.

5. Sem prejuízo do disposto no número anterior, a execução por custas de parte

rege-se pelas disposições previstas no artigo 626º do Código de Processo Civil.

6. (Revogado.) 7. (Revogado.) 8. (Revogado.)

(Redação dada pela Lei nº 27/2019, de 28-03)

i) Na página 656, é revogado o artigo 36º do Regulamento das Custas

Proces-suais, passando o artigo 37º do mesmo regime a ter a seguinte redação:

Artigo 37º – Prescrição

1. O crédito por custas e o direito à devolução de quantias depositadas à ordem

de quaisquer processos prescreve no prazo de cinco anos, a contar da data em que o titular foi notificado do direito a requerer a respectiva devolução, salvo se houver disposição em contrário em lei especial.

2. (Revogado.) 3. (Revogado.)

Referências

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