Allan Kardec
Allan Kardec
Allan Kardec
Allan Kardec
Allan Kardec e o
Allan Kardec e o
Livro dos Esp
Livro dos Esp
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ritos
ritos
Capa da primeira edição francesa
Publicado em 18 de Abril de 1857
Capa da edição
Como surgiu o Espiritismo?
Como surgiu o Espiritismo?
A essência intima do Espiritismo é tão antiga
quanto o mundo. Para o nosso progresso
espiritual, o Criador vem enviando ao planeta
os seus instrutores que nos comunicam as
Leis Divinas, os ensinamentos que nos
devem encaminhar ao bem e à felicidade. A
comunicação com os espíritos tem sido
praticada pelos homens desde épocas
remotas da história, demonstrando através de
fatos a imortalidade do espírito. Coube ao
Espiritismo dar explicações de acordo com a
razão, desvendando os chamados
O Consolador Prometido
O Consolador Prometido
"Se me amais, guardai os meus
mandamentos; e eu rogarei a meu Pai e ele vos enviará um outro
Consolador, a fim de que fique
eternamente convosco: - O Espírito de Verdade, que o mundo não pode
receber, porque o não vê e
absolutamente o não conhece. Mas, quanto a vós, conhecê-lo-eis, porque ficará convosco e estará em vós. -Porém, o Consolador, que é o Santo Espírito, que meu Pai enviará em meu nome, vos ensinará todas as coisas e vos fará recordar tudo o que vos
tenho dito.“
Espiritismo
Espiritismo
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A Terceira Revela
A Terceira Revela
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A faculdade medi
A faculdade medi
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nica
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A faculdade mediúnica, tanto natural como de
prova acompanha a vida humana, pois desde
que o homem existe, os Espíritos estão prontos
a se comunicar com ele. Um estudo da
mediunidade através dos tempos exige uma
ampla pesquisa no sentido de RESGATAR as
contribuições dadas pelo homem da caverna,
pelas pitonisas, pelas bruxas e pelos médiuns
em cada etapa do desenvolvimento da
sociedade. A Bíblia está repleta de
manifestações mediúnicas, tanto no Velho
quanto no Novo Testamento.
A transfigura
A transfigura
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ão no Tabor
ão no Tabor
Jesus chamou três de seus
discípulos e subiu ao Monte Tabor, e ali, tendo por médiuns Pedro, Tiago e João, começou a orar e as suas células se
transformaram em miríades de estrelas. A seguir se
materializaram, diante dos
discípulos espantados, Moisés e Elias. Os dois conversaram longamente com Jesus, porém, do que trataram ninguém sabe, mas com certeza conversaram a respeito dos destinos da
humanidade.
Pentecostes
Pentecostes
F
oi justamente no Dia de
Pentecoste que houve a
grande explosão
profética (xenoglossia);
em conjunto aqueles
homens simples falaram
todas as línguas em
vigor naquela época.
Esse dia foi marcado
pela outorga de
faculdades mediúnicas
aos apóstolos e
discípulos.
Joana D
Joana D
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arc
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Nasceu em Domrémy, França em6 de janeiro de 1412, filha de camponeses, distinguiu-se, desde pequena, por sua índole piedosa e devota. Movida por intensa fé e patriotismo
contribuiu de forma decisiva para mudar o rumo da Guerra dos 100 Anos, entre a França e a Inglaterra. Aos 13 anos,
através de sua mediunidade, passou a receber orientações de seus Guias Espirituais que a exortavam às virtudes
cristãs. Foi queimada em
Rouen, na Normandia, em 30 de maio de 1431.
Os fenômenos de Hydesville
Os fenômenos de Hydesville
As Irmãs Fox
Kate Fox – 11 anos
Margareth Fox – 14 anos Leah Fox – profª de piano Os Fenômenos ocorridos com os
membros da família Fox em 1848 na
pequena Aldeia de Hydesville, Estado de New York, EUA contribuíram de forma decisiva para o surgimento de novos
conceitos espiritualistas na sociedade da época.
Através das comunicações do espírito Charles B. Rosma com os Fox iniciou-se um grande movimento, que em princípio caracterizava-se como divertimento, mas com o passar do tempo, tornou-se a fonte de pesquisa que desvendaria os mistérios do mundo dos mortos.
A mediunidade das duas meninas, Kate e Margareth Fox, foram o ponto de partida para uma onda de fenômenos que
aconteceu no país americano com repercussão no mundo inteiro.
O Nascimento
O Nascimento
Hippolyte Léon Denizard Rivail
Nasceu na Rua Sale nº 76,
Lyon – França, às 19 horas do
dia 3 de Outubro de 1804,
Seus pais: Jean-Baptiste
Antoine Rivail e Jeanne Louise
Duhamel.
Sabia espontaneamente
distribuir confiança e
serenidade com o olhar,
palavras e atitudes.
Lyon
Lyon
Forma
Forma
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ão Escolar
ão Escolar
O jovem Rivail começou seus estudos
em sua cidade natal, mas em 1814, aos 10 anos de idade, foi transferido para a cidade de Yverdon - Suíça no castelo do famoso professor Johann Heinrich
Pestalozzi.
Foi assim que sua formação secundária
teve início, e onde nasceram as idéias que mais tarde colocariam Rivail na
classe dos homens progressistas e dos livres pensadores. Seus estudos
completaram-se entre 1820 e 1821, quando voltou para a França.
Teve uma educação primorosa, dono de
uma cultura respeitável, emérito poliglota, pedagogo admirado.
Yverdon
Castelo de Yverdon
Castelo de Yverdon
Johann Heinrich Pestalozzi
Johann Heinrich Pestalozzi
12/01/1746 – 17/02/1827
O mais sábio , respeitado e célebre
professor daquele tempo, precursor da moderna educação, da chamada “escola ativa” e fundador da primeira escola
profissional do mundo, em Yverdon, na Suíça.
Pestalozzi foi influenciado grandemente
pelos princípios de liberdade exaltados por “Rousseau”, fortalecendo seu coração e dando-lhe ensejo de ser útil ao próximo
Doutor em direito e professor de história
na Universidade de Zurique.
Transmitia aos seus alunos os exemplos
de beneficência e amor ao próximo, que mais tarde serviriam a Rivail para se
Estatua de Pestalozzi em Yverdon
Que id
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é
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ias Pestalozzi defendia?
ias Pestalozzi defendia?
Rousseau, considerado o pai da
democracia moderna, foi o grande renovador do sistema político e social de sua época.
Ele tratou a educação de uma nova
maneira: “O homem natural” deve ser preservado. Negando o pecado
original.
“A educação do homem começa no
nascimento; antes de falar, ou antes, de ouvir, ele já se instrui.”
“O homem nasce livre. – Rejeitava
Rousseau toda a autoridade apoiada sobre os privilégios naturais ou sobre o direito do mais forte“.
Os princípios de liberdade, exaltados
por Rousseau e apresentados sob uma forma de ideal, fortaleceram em
Pestalozzi o desejo de encontrar um campo de ação mais vasto, onde pudesse ser útil ao povo.”
Jean-Jacques Rousseau 28/06/1712 – 02/07/1778
Influências na forma
Influências na forma
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ão de Rivail
ão de Rivail
“A linguagem deve estar
ligada à intuição.”
“A época de ensinar não é a
de julgar e criticar.”
“A individualidade do aluno
deve ser sagrada para o
educador.”
“As relações entre mestre e
aluno, sobretudo no que
concerne à disciplina,
devem ser fundadas no
amor e por ele governadas.”
“Aí nasceram as idéias que
mais tarde colocariam Rivail
na classe dos homens
progressistas e dos livres
pensadores.”
O dia
O dia
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dia no Instituto Pestalozzi
dia no Instituto Pestalozzi
“Os alunos gozavam de grande
liberdade, as portas do castelo permaneciam abertas o dia todo e sem porteiros.”
“Não havia castigos nem
recompensas. Pestalozzi não queria a emulação nem o
medo. Só admitia a disciplina do dever, ou melhor, a da afeição, a do amor.
Jornada escolar: Inicio –
06h00min - Fim – 20h00min
Matérias estudadas:
Noções Gerais de Mineralogia,
Noções Gerais de Botânica, Noções de Zoologia, Anatomia Comparada, Historia Natural, Elementos de
Fisiologia, Elementos de Psicologia, Física Experimental, Química
Experimental, Matemática, Aritmética Superior, Álgebra, Geografia Geral, Geometria, Trigonometria, Mecânica,
Astronomia, Geografia Matemática, Belas Artes, Desenho, Musica,
Geografia Política, Instrução
Religiosa, Geografia Civil, Historia Civil, Instrução Moral.
Línguas: Latim, Italiano, Espanhol,
Alemão, Grego, Francês, Holandês e Inglês.
Rivail falava corretamente: Italiano,
Espanhol, Alemão, Francês, Holandês e Inglês.
Rivail como aluno e discípulo de
Pestalozzi, dotado de avidez de saber e de agudo espírito
observador, adquiriu desde cedo o habito da observação.
Seu interesse pela Botânica
levava-o às vezes, a passar o dia inteiro nas montanhas próximas a procura de espécies para o seu herbário.
Possuía uma irresistível
inclinação para o estudo dos complexos problemas do ensino.
Pautado no estudo e na
educação recebida, aliado aos exemplos de beneficência e amor ao próximo, vividos por “Pai
Pestalozzi”, Hypolite teve sua formação e preparação para a tarefa que lhe foi destinada.
O Disc
Obras de Educa
Obras de Educa
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ão
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Hippolyte era membro da Real
Academia de Ciências de Arrás, autor de livros adotados pela Universidade de França. Com
grande cabedal curricular, resolveu dedicar-se a pesquisas,
desenvolvendo e aprimorando métodos de ensino.
Seu primeiro livro foi “Curso
Teórico e Prático de Aritmética”, publicado em 1824 com 624
páginas tendo como objetivo o Exercício de cálculo mental.
Escreveu ainda diversos livros,
tornando sua Obra pré-espiritismo muito profícua.
Outras Obras Pedag
Outras Obras Pedag
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gicas elaboradas e
gicas elaboradas e
editadas por Hyppolyte L
editadas por Hyppolyte L
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on D. Rivail
on D. Rivail
1850 1849 1848 1847 1847 1846 1845 1831 1830 1828 1825
Ano
Ditados da Primeira e da Segunda Idade Ditado Normais dos Exames
Catecismo Gramatical da Língua Francesa Tratado de Aritmética
Programa de Cursos Usuais de Física,Química,Astron. e Fisiologia. Manual de Exames para Certificados de Capacidade
Curso Completo Teórico e Prático de Aritmética
Gramática Francesa Clássica de Acordo com um Novo Plano Os Três primeiros Livros de Telêmaco
Plano Proposto para melhoria da Educação Pública Escola de Primeiro Grau
Cultivar o espírito natural de
observação das crianças, dirigindo-lhes a atenção para os objetos que as cercam.
Cultivar a inteligência, observando
um comportamento que habilite a descobrir por si mesmo as regras.
Proceder sempre do conhecido
para o desconhecido, do simples para o composto.
Evitar toda atitude mecânica,
levando o aluno a conhecer o fim e a razão de tudo o que faz.
Conduzi-lo a apalpar com os dedos
e com os olhos todas as verdades.
Só confiar à memória aquilo que já
tenha sido aprendido pela inteligência.
Princ
“A Educação é a obra de minha
vida, e todos os meus instantes
são empregados em meditar
sobre esta matéria, feliz quando
encontro algum meio novo ou
quando descubro novas
verdades (...)”
“A Educação é a arte de formar
homens, isto é, a arte de fazer
eclodir neles os germes da
virtude e abafar os do vicio, de
desenvolver sua inteligência e
de lhes dar instrução própria às
suas necessidades, enfim, de
formar o corpo e de lhe dar
força e saúde”.
Rivail
Pensamentos
Diplomas
Diplomas
1. Membro da Sociedade Promotora da Indústria Nacional; 2. Membro Titular da Sociedade Francesa de Estatística
Universal;
3. Membro Titular da Academia da Indústria Agrícola, Manufatureira e Comercial;
4. Membro Titular do Instituto Histórico; 5. Membro da Academia de Arrás;
6. Membro residente da Sociedade Gramatical;
7. Membro da Sociedade para Instrução Elementar; 8. Membro fundador da Sociedade de Previdência dos
Diretores de Instituições e Pensões de Paris; 9. Membro da Sociedade de Educação Nacional; 10. Membro do Instituto de Línguas;
11. Membro da Sociedade de Ciências Naturais de France; 12. Membro correspondente da Sociedade Real de
Emulação, de Agricultura, Ciências, Letras e Artes do Deptº do Ain;
Rivail desenvolveu a Arte de Educar
Rivail desenvolveu a Arte de Educar
“A arte do professor consiste namaneira de apresentar estas idéias, no talento segundo o qual se sabe gradua-las, classifica-las
e apropriá-las à natureza da inteligência.”
“A inteligência se desenvolve na proporção das idéias adquiridas, e quanto mais idéias se têm, mais
apto se é a adquirirem novas.” “A instrução de uma criança não
consiste apenas na aquisição desta ou daquela ciência, mas no
desenvolvimento geral da inteligência.
O Casamento
O Casamento
Amélie-Gabrielle de Lacombe
Boudet – Madame Rivail
23/11/1795 – 21/01/1883
Professora de Letras e Belas
Artes. Publicou três obras:
Contos Primaveris – 1825,
Noções de Desenho – 1826 e
O Essencial em Belas Artes –
1828.
Conheceu Kardec no Instituto
Educacional Técnico.
O casamento ocorreu em
06/02/1832.
Caracterizava-se pela nobreza
O trabalho do dia
O trabalho do dia
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a
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dia de Rivail
dia de Rivail
Em sua residência a Rua Sèvres, ajudado por Amélie, traduzia livros e preparava todos os cursos de
Levy-Alvarès, a famosa Escola do Fauborug Saint-Germain.
Escrevia à noite livros para estudos pedagógicos
superiores.
Cuidava da contabilidade de três empresas.
Entre 1835 e 1840 Rivail dava cursos gratuitos para alunos pobres: Química, Física,
Astronomia e Anatomia comparada.
Franz Anton Mesmer
Franz Anton Mesmer
1733 – 1815
Mesmer, médico austríaco, pai do
magnetismo, afirmava que todo ser vivo seria dotado de um fluido magnético
capaz de se transmitir a outros
indivíduos, estabelecendo-se, assim, influências psicossomáticas recíprocas, inclusive com fins terapêuticos.
Criador da teoria do magnetismo animal
conhecido pelo nome de mesmerismo. Provido de recursos, dedicou-se a longos estudos científicos, chegando a dominar os conhecimentos de seu tempo, época de acentuado orgulho intelectual e
ceticismo. Era um trabalhador incansável, calmo, paciente e ainda um exímio
músico.
No ano de 1823 Kardec passa a
freqüentar os trabalhos da Sociedade de Magnetismo de Paris, vindo a ser, ele próprio um magnetizador.
As mesas girantes
As mesas girantes
Após o episódio das Irmãs Fox, de Hydesville, a 31/03/1848, em
muitas outras casas também começaram a ocorrer os fenômenos das batidelas.
A partir daí, iniciaram-se as tentativas de comunicação com os
agentes invisíveis, passando-se mais tarde ao emprego das mesas girantes.
A novidade espalhou-se da América do Norte para a Europa Em 1854, aos 50 anos de idade, Rivail a convite do Sr. Partier,
junto com o Sr. Fortier participou de uma reunião na casa da Sra. Plainemaison e observa:
“Foi aí que presenciei o fenômeno da mesas que giravam, saltavam e corriam em condições que não deixavam
qualquer dúvida”.
“Assisti então a alguns ensaios, muito imperfeitos de escrita mediúnica numa ardósia, com o auxilio de uma cesta”. “Minhas idéias estavam longe de precisar-se, mas havia ali um
As mesas girantes
As mesas girantes
“Eu entrevia, naquelas aparentes futilidades, no
passatempo que faziam daqueles fenômenos,
qualquer coisa de sério, como que a revelação de
uma nova lei, que tomei a mim estudar a fundo”.
Experiências com as “mesas girantes” na
Alemanha em 1853
Paris
Paris
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poca dos fatos ...
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A Missão
A Missão
Allan Kardec foi escolhido por Jesus como o responsável
pela organização das informações reveladas pelos
Espíritos que deu forma ao Espiritismo. Coube-lhe a tarefa
de verificar, entender, separar e conceituar as diversas
questões levantadas em centenas de reuniões espirituais.
Sua formação acadêmica em diversas áreas do
conhecimento humano foi fundamental na aplicação de
métodos que simplificaram temas complexos sobre a
alma, criando com isso, condições de entendimento as
pessoas mais simples. O Espiritismo tornou-se uma
ciência de multidões com o objetivo de reformar a
humanidade, desenvolvendo-lhes a fé ativa dos ensinos
de Cristo.
As Pesquisas
As Pesquisas
Inicialmente Kardec começou os estudos dos
fenômenos espirituais tendo centenas de anotações
que foram feitas nas reuniões na casa da Sra.
Planeimaison. Em seguida, fez observações
profundas sobre a origem inteligente de tais fatos.
Analisou profundamente cada resposta dada as
questões trazidas nas reuniões. Conclui que algo de
grande e reformador estava por trás daqueles
fenômenos. Kardec utilizou vários médiuns que
puderam, em muitas ocasiões sem saber, dar origem
Metodologia
Metodologia
O Método de Kardec transformou-se no método da própria
doutrina, e tem, na sua própria simplicidade, a
garantia da sua eficiência. Podemos resumi-lo assim:
1) Escolha de colaboradores mediúnicos insuspeitos, tanto do pontode vista moral, quanto da pureza das faculdades e da assistência espiritual:
2) Análise rigorosa das comunicações, do ponto de vista lógico, bem como do seu confronto com as verdades científicas demonstradas, pondo-se de lado tudo aquilo que não possa ser logicamente
justificado;
3) Controle dos Espíritos comunicantes, através da coerência de suas comunicações e do teor de sua linguagem;
4) Consenso universal, ou seja, concordância de várias
comunicações, dadas por médiuns diferentes, ao mesmo tempo e em vários lugares, sobre o mesmo assunto.
Armado desses princípios, escudado rigorosamente nesse critério, Kardec pôde realizar a difícil tarefa de reunir a série de
O M
O M
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todo experimental
todo experimental
“Levava para cada sessão uma serie de questões preparadas e metodicamente dispostas.”
Sobre a natureza do mundo? Psicologia? Filosofia?
“Todas as questões eram sempre respondidas com precisão, profundeza e lógica.”
“Nunca elaborei teorias preconcebidas;”
“Observava cuidadosamente, comparava, deduzia conseqüências;” “Dos efeitos procurava remontar as causas, por dedução e pelo
encadeamento lógico dos fatos, não admitindo por valida uma explicação, senão quando resolvia todas as dificuldades da
questão.”
“Compreendi, antes de tudo, a gravidade da exploração que ia
empreender. Percebi naqueles fenômenos, a chave do problema tão obscuro e tão controvertido do Passado e do Futuro da
Humanidade.”
“Da comparação e da fusão de todas as respostas, coordenadas, classificadas e muitas vezes retocadas no silêncio da meditação, foi que elaborei a primeira edição de O Livro dos
“
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Esp
Esp
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rito da Verdade
rito da Verdade
”
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Foi à Rua dês Martyrs nº. 8,
na casa do Sr. Baudin,
assistido pela médium Srta.
Baudin, que Kardec teve o
primeiro contato com aquele
que seria seu orientador nos
trabalhos de preparação
daquela que seria a primeira
obra do Codificador – O Livro
dos Espíritos.
“Para ti, chamar-me-ei A
Verdade e todos os meses,
aqui, durante um quarto de
hora, estarei à tua
O Livro dos Esp
O Livro dos Esp
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ritos
ritos
Publicado em 18 de abril de 1857
Foi organizado em sua primeira edição com 501 perguntas e respostas, em 913 itens.
Em 18/03/1860 foi publicada a
segunda edição, revista e ampliada com 1019 perguntas e respostas em 1193 itens.
O Livro dos Espíritos contém os
Princípios da Doutrina Espírita sobre a imortalidade da alma, a natureza dos Espíritos e suas relações com os homens, as leis morais, a vida
presente, a vida futura e o porvir da humanidade (segundo o
ensinamento dos Espíritos
superiores, através de diversos
médiuns, recebidos e ordenados por Allan Kardec.
O Livro dos Esp
O Livro dos Esp
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ritos
ritos
“Coloca no início do livro a cepa de vinha que te
desenhamos, como emblema do trabalho do Criador; todos
os princípios materiais que podem melhor representar o
corpo e o Espírito estão nela reunidos: o corpo é a cepa; o
Espírito é o licor; a alma ou o Espírito unido à matéria é o
bago da uva. O homem purifica o Espírito pelo trabalho e tu
sabes que é somente pelo trabalho do corpo que o Espírito
adquire conhecimento”.
A cepa (ramo de parreira) é a reprodução fiel da que foi
desenhada pelos Espíritos.
Introdução
Prolegômenos
Livro I
Das Causas Primárias
Livro II
Do Mundo Espírita
Livro III
Das Leis Morais
Livro IV
Das Esperanças e Consol
.
Conclusão
Quem
Sou?
De onde
vim?
Para
onde vou?
Por que serEspírita?
Que
Sinto?
Por que
sofro?
Como ser
Espírita?
Decorre
O Céu e
o Inferno
O Evangelho Segundo O EspiritismoLivro dos
Médiuns
A Gênese
O Livro dos Espíritos
O principiante Espírita
O que é Espiritismo?
Livro I - Das causas primárias – aborda a noção de divindade, Criação e elementos fundamentais do Universo.
Livro II - Do mundo espírita – analisa a noção de Espírito e toda a série de imperativos que se ligam a esse conceito, a finalidade de sua
existência, seu potencial de auto-aperfeiçoamento, sua pré e sua pós-existência e ainda as relações que estabelece com a matéria.
Livro III - Das leis morais – trabalhando com o conceito de Leis de ordem Moral a que estaria submetida toda a Criação, quais sejam as leis: divina ou natural, adoração, trabalho, reprodução, conservação, destruição, sociedade, progresso, igualdade, liberdade e justiça, amor e caridade.
Livro IV - Das esperanças e consolações – concluindo com
ponderações acerca do futuro do homem, seu estado após a morte, as alegrias e obstáculos que encontra no além-túmulo.
O Livro dos Espíritos
Divisão
Lan
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ç
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amento do Livro dos Esp
amento do Livro dos Esp
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ritos
ritos
A primeira edição francesa de “O Livro dos Espíritos” foi lançada na
loja nº 13 (Livraria Dentu) desta Galeria em 18/04/1857 pelo livreiro Edouar Henri Justin Dentu,
com tiragem inicial de 1200 exemplares.
O Livro dos Esp
O Livro dos Esp
í
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ritos pelo mundo...
ritos pelo mundo...
Alemão
Italiano
Esperanto
O Livro dos Esp
O Livro dos M
O Livro dos M
é
é
diuns
diuns
Publicado em Janeiro de 1861
Tem sua fonte na segunda parte
de O Livro dos Espíritos.
Trata da parte experimental da
doutrina, do gênero de todas as
manifestações, da educação da
mediunidade e das dificuldades
e tropeços que ocorrem na
O Evangelho Segundo o Espiritismo
O Evangelho Segundo o Espiritismo
Publicado em Abril de 1864
Tem sua fonte na terceira parte
de O Livro dos Espíritos.
Seu conteúdo sintetiza as
explicações das máximas
morais do Cristo em
concordância com o Espiritismo
e suas aplicações às diversas
circunstâncias da vida.
O C
O C
é
é
u e o Inferno
u e o Inferno
Publicado em Agosto de 1865
Tem sua fonte na quarta parte
de O Livro dos Espíritos.
Contém o exame comparado
das doutrinas sobre a passagem
da vida corporal para a vida
espiritual; as penas e
recompensas futuras; os anjos e
os demônios; as penas eternas,
etc, seguido de numerosos
exemplos sobre a situação real
da alma durante e após a morte.
A Gênese
A Gênese
Publicado em Janeiro de 1868
Trata dos problemas genésicos
e da evolução física da Terra.
Abrange as questões da
formação e desenvolvimento
do globo terreno e as
referentes a passagens
evangélicas e escrituristicas.
Explica, à luz da razão, os
milagres do Evangelho.
Revista Esp
Revista Esp
í
í
rita
rita
Fundada por Allan Kardec,
que lança em Janeiro de 1858
seu primeiro número.
Contém o relato das
manifestações materiais ou
inteligentes dos Espíritos,
aparições, evocações, etc,
assim como todas as notícias
relativas ao Espiritismo.
O que
O que
é
é
o Espiritismo
o Espiritismo
Publicado em 1859
Introdução ao conhecimento do
mundo invisível pelas
manifestações dos Espíritos,
contendo o resumo dos
princípios da doutrina espírita e
respostas às principais
Viagem Esp
Viagem Esp
í
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rita em 1862
rita em 1862
Publicado em 1862
Contém as observações sobre
o estado do Espiritismo.
As instruções dadas por
Kardec nos diferentes grupos.
As instruções sobre a
formação dos grupos e das
sociedades, e um modelo de
regulamento para o uso deles
e delas.
Obras P
Obras P
ó
ó
stumas
stumas
Publicado em Janeiro de1890
Este livro reúne importantes
textos de Kardec, quer de
caráter teórico, sobre diversos
assuntos, quer sobre fatos
relativos às atividades espíritas
do mestre.
A Obsessão
A Obsessão
Aborda o problema da obsessão,
que tanto pode atingir o profano
quanto o espírita propriamente dito,
e este até com maior facilidade.
Essa doença moral existiu desde
todos os tempos, mas o Espiritismo
bem compreendido e bem
praticado pode dela preservar a
criatura e, se atingida, curá-la mais
uma vez que ele revela a
verdadeira causa do mal, bem
como a forma de nos livrarmos
dele, apresentando uma imensa
variedade de particularidades,
conforme a cada caso.
O Auto de F
O Auto de F
é
é
Em 9 de outubro de 1861 Kardec envia
para Barcelona, 300 volumes sendo a maioria de O Livro dos Espíritos, para
serem expostos e vendidos pelo livreiro Sr. Maurice Lachâtre.
Os livros são confiscados e queimados por
ordem do Bispo de Barcelona em nome do Santo - Oficio como perniciosos à fé
católica.
Kardec responde:
“Podem queimar livros, mas não se
queimam idéias, as chamas das fogueiras as superexcitam, em vez de extingui-las. Ademais, as idéias estão no ar, e não há Pirineus bastante elevados para detê-las, e quando é grande e generosa uma idéia, encontra milhares de corações dispostos a almejá-la”.
Em 17/09/1865 – Salvador, Bahia é instalado o “Grupo Familiar do Espiritismo”, o primeiro Centro Espírita do Brasil.
Em 02/08/1873, funda-se por inspiração do Espírito Ismael, a “Sociedade de Estudos Espíritas – Grupo Confúcio”, que pelo seu regulamento
deveria seguir os princípios e as formalidades expostas em O Livro dos Espíritos e em O Livro dos Médiuns. Joaquim Carlos Travassos, que fazia parte desse grupo inicial, é quem faz a primeira tradução do Livro dos
Espíritos para o português e passa-o a Adolfo Bezerra de Menezes, que lendo-o pela primeira vez, pareceu-lhe que já lhe era familiar o seu
conteúdo.
Desde o lançamento do Livro dos Espíritos aos dias de hoje, muitas outras casas espíritas, associações, federações foram fundadas em nosso país, passando ao longo desse tempo, verdadeiros missionários que muito contribuíram com a propagação do Espiritismo e do Evangelho do Cristo, tornando-o no terceiro maior grupo religioso do Brasil.
Estamos mundialmente entrelaçados: o que acontece num país, o outro fica logo sabendo. Muitas vezes descobre-se algo num país, mas é em outro que vemos o seu desenvolvimento. O Espiritismo é um exemplo prático. Nascido em França, teve o seu florescimento em nossa pátria. Hoje, são muitos os adeptos brasileiros desta doutrina esclarecedora do mundo invisível.
Primeiros passos do Espiritismo no Brasil
Primeiros passos do Espiritismo no Brasil
Desencarna
Desencarna
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ão de Allan Kardec
ão de Allan Kardec
Em 31 de março de 1869,
desencarna subitamente
vitimado por um aneurisma.
O corpo foi sepultado ao
meio-dia de 02 de abril, no cemitério
de Montmartre.
Muitas homenagens são
prestadas, como o importante
discurso de Camille
Flammarion.
Em 31 de março de 1870
inaugura-se o famoso
monumento druida do
Trechos do discurso pronunciado junto ao
Trechos do discurso pronunciado junto ao
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mulo de Allan Kardec por Camille Flammarion
mulo de Allan Kardec por Camille Flammarion
“Tomba o corpo, a alma permanece eretorna ao espaço.
Encontrar-nos-emos num mundo bem melhor e no céu imenso onde usaremos
das nossas mais preciosas faculdades, onde continuaremos os estudos para cujo desenvolvimento a Terra é o teatro
por demais acanhado.
É nos mais grato saber desta verdade, do que acreditar que jazes todo inteiro neste cadáver e que tua alma se haja
aniquilada com a cessação do funcionamento de um órgão.
A imortalidade é a luz da vida, como este refulgente sol é a luz da natureza.”
Camille Flammarion
Inscri
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ão no Monumento Dolmênico
ão no Monumento Dolmênico
“NAÍTRE, MOURIR, RENAÍTRE, ENCORE ET
PROGRESSER SANS CESSE TELLE EST LA LOI”
“NASCER, MORRER, RENASCER AINDA E
PROGREDIR CONTINUAMENTE, TAL É A LEI”
Homenagem a Kardec
Homenagem a Kardec
Amaral Ornellas “Trouxeste, Allan Kardec, à longa noite humana,
O Cristo em nova luz – revivescida aurora! E onde estejas serás, eternidade afora,
A verdade sublime, em que o mundo se irmana. Em teu verbo solar, a justiça se ufana
De aclarar, consolando, o coração que chora, A fé brilha, o bem salva, a estrada se aprimora E a vida, além da morte, esplende soberana!... Escuta a gratidão da Terra... Em toda parte, A alma do povo freme e canta ao relembrar-te A presença estelar e a serena vitória.
Gênio, serviste! Herói, exterminaste as trevas!... Recebe com Jesus, na glória a que te elevas, Nosso preito de amor nos tributos da História.
Soneto recebido pelo médium Francisco C. Xavier “O Franco Atirador” – Outubro de 2000