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FACULDADES INTEGRADAS SÃO JUDAS TADEU INICIAÇÃO CIENTÍFICA

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Academic year: 2021

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FACULDADES INTEGRADAS SÃO JUDAS TADEU INICIAÇÃO CIENTÍFICA

NOVAS FORMAS DE TRABALHO: QUAIS SÃO AS OCUPAÇÕES QUE SERÃO GERADAS EM PORTO ALEGRE NO FUTURO?

Ecléia Conforto

PORTO ALEGRE 2017

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FACULDADES INTEGRADAS SÃO JUDAS TADEU COORDENAÇÃO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA

PROJETO DE PESQUISA NA FORMA DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA

Novas formas de trabalho: quais são as ocupações que serão em Porto Alegre no futuro?

Ecléia Conforto

Curso de Administração Tema: Novas formas de trabalho.

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RESUMO

O presente projeto de pesquisa de iniciação científica visa motivar os alunos os Cursos de Administração, a fomentar pesquisas voltadas para questões de mercado de trabalho e perfil de mão-de-obra. O projeto tem como objetivo identificar as demandas futuras de mão-de-obra técnica no município de Porto Alegre. Busca-se com isso auxiliar aos órgãos públicos e empresas privadas a direcionar seus investimentos tanto na formação de mão-de-obra como na atração de novas empresas. O tipo de ocupação gerada pelo município tem sido um variável determinante na atração de novos investimento capazes de gerar renda e desenvolvimento econômico à região. O aluno pesquisador tem como auxílio uma proposta metodológica que deve ser capaz de compreender as características do município de Porto Alegre, identificar suas condições sociais e econômicas, caracterizar as estruturas de negócios existentes na cidade e com isso construir o perfil dos trabalhadores. Esse levantamento permite estimar as ocupações que estarão vigentes no futuro permitindo às empresas e aos gestores públicos direcionar suas ações e planos de investimentos. Esse estudo permite aos alunos relacionar temas vivenciados ao longo de seu curso como gestão de pessoas, macroeconomia, planejamento, gestão pública, microeconomia entre outras.

Palavras-chave: Mercado de trabalho. Atração de investimentos. Atividade empresarial. Desenvolvimento econômico.

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INTRODUÇÃO

Na última década, observou-se um conjunto de mudanças econômicas, organizacionais e alterações tecnológicas que estabeleceram novos padrões de concorrência, produção e consumo. Essas modificações são visíveis no mercado de trabalho com o surgimento de novas especializações profissionais e postos de trabalho, enquanto há um conjunto de outras ocupações tradicionais da economia que foram sendo gradativamente remodeladas e até mesmo extintas.

Diante dessa modificações, o perfil dos trabalhadores exigidos no mercado de trabalho sofreu profundas alterações quanto ao seu conteúdo, forma e estrutura. As novas demandas profissionais emergem com a exigência dos novos padrões de conhecimento e habilitações. Estima-se que o número de empregos eliminados nas indústrias e escritórios, em virtude da automação, será superado pelos empregos criados vinculados ao desenvolvimento de produtos e startups. Embora isso possa ser verdadeiro, há uma questão preocupante no curto prazo: o que farão os trabalhadores que perderam seus empregos para a automação? Para Gaither (2002) a resposta é: “Eles serão transferidos para outras funções dentro de suas empresas, ou irão para outras empresas, ou ficarão desempregados”.

Hoje, todos os três setores tradicionais da economia - agricultura, indústria e serviços - estão vivenciando a inovação tecnológica, encaminhando milhões de trabalhadores para as filas do desemprego. Segundo Rifkin (2001), o único novo setor emergente é o setor do conhecimento, formado por uma pequena elite de empreendedores, cientistas, técnicos, programadores de computador, profissionais técnicos, educadores e consultores. Outros autores afirmam que dentre as diversas causas do desemprego, uma está associada à tecnologia, ou seja, as inovações tecnológicas podem ser responsáveis pela redução do emprego, na medida em que elas representam a racionalização dos processos produtivos e o aumento da produtividade do trabalho, sem que haja necessária contrapartida em termos de incremento na demanda de trabalho.

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período “pós-industrial” (1970-90) demonstrou um processo de deslocamento do emprego industrial e ao mesmo tempo indicou que o emprego segue dois caminhos diferentes em relação à atividade industrial. O primeiro trata da rápida redução do emprego na indústria aliada a uma grande expansão do emprego em serviços relacionados à produção (em percentual), e em serviços voltados aos serviços sociais (em volume). O segundo caminho versa mais diretamente sobre os serviços industriais relacionados à produção, nesse caso além dos serviços de armazenamento, transporte e distribuição dos produtos, destacamos atividades de serviços voltadas à Prevenção e Proteção ao meio ambiente: Como exemplo, a logística reversa, transporte e tratamento de resíduos industriais, nestes casos exigindo inclusive na maioria dos processos a qualificação de mão-de-obra, seguindo também a reciclagem e reaproveitamento de materiais, entre outros serviços de característica ambiental.

Não há dúvidas que a realidade imposta pelo mercado necessita de um conjunto de políticas públicas e privadas que estejam voltadas para dois aspectos: a qualificação adequada para os ingressantes nos novos empregos que serão gerados no mercado do trabalho e o estabelecimento de mecanismos de apoio que requalificam os trabalhadores para este novo mercado. As atividades empresariais, influenciadas pelas novas realidades tecnológicas e de gestão, buscam profissionais com competências adequadas prontos para atuarem neste novo mundo tecnologicamente inovador (SABOIA, 2009). Aqui fica uma pergunta: há uma oferta desses profissionais no Brasil?

Em estudos realizados recentemente percebe-se que a disponibilidade de mão-de-obra qualificada é um problema pontual em determinado setores ou segmentos econômicos. Em setores específicos com ocupações que exijam alto grau de especialidade técnica e/ou regiões menos tradicionais os choques demanda estão presentes. (Pochmann, 2007)

Com esse cenário outras perguntas emanam: os postos de trabalho gerados no futuro estarão em áreas vinculadas à inovação? O perfil dos trabalhadores estarão adequados a essa nova realidade? Porto Alegre poderá ser um polo de

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inovação a partir do oferta de mão-de-obra qualificada? Visando responder a esses questionamentos o objetivo da pesquisa a ser realizada busca identificar quais serão as futuras ocupações geradas no município de Porto Alegre. A configuração dessa pesquisa proposta estará organizada em três fases. Na primeira busca-se diagnosticar as tendências demográficas e do mercado de trabalho porto-alegrense. A segunda fase tratará da dinâmica socioeconômica do município e por fim a última fase traçará o perfil vocacional da cidade e novas oportunidades futuras no mercado de trabalho.

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JUSTIFICATIVA

Para criação de postos de trabalho cada vez mais específicos, o uso de equipamentos ultramodernos e a globalização dos negócios intensificaram o problema da mão-de-obra nas empresas. Diversas pesquisas têm demonstrado que a dificuldade de contratação de trabalhadores voltados para áreas técnicas levam as empresas a adiar suas decisões de investimento ou buscar outras regiões para realizar sua produção.

Essa situação ficou mais latente com a queda nas taxas de desemprego a partir de 2005 e a expansão do crescimento econômico. Atualmente a disponibilidade de mão-de-obra em uma região é capaz de atrair novos investimentos e promover o desenvolvimento local, em termos econômicos e sociais. Nesse sentido, o gestor público passa a exercer o importante papel de identificar as possíveis demandas de mão-de-obra que o país, estado ou município necessitam. Além disso, identificar as demandas futuras permitem às empresas direcionarem sua política de recurso humanos e anteciparem cursos de formação e requalificação de trabalhadores. O mapa aqui proposto permite traçar um modelo de crescimento e desenvolvimento tendo como base os recursos disponíveis em cada região.

O interesse pessoal da pesquisadora para o tema se impõe pela recorrência das discussões sobre as Inovações Tecnológicas e a mudança do perfil de mão-de-obra no Brasil, assunto permanente em diversos seminários congressos e estudos vivenciados em sala de aula. Soma-se a isso, as constantes queixas por parte dos empresários em relação a baixa qualificação dos trabalhadores nas diversas consultorias realizadas pela pesquisadora vinculadas a sua atividade profissional. Pesquisas desta natureza favorecem a compreensão do real papel dos agentes formadores de técnicos numa sociedade composta de pessoas de baixa formação escolar e profissional.

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OBJETIVOS

OBJETIVO GERAL e ESPECÍFICO:

O estudo tem como objetivos identificar as ocupações que serão geradas no futuro no município de Porto Alegre, necessárias para o desenvolvimento econômico e social do município. O foco desta pesquisa consiste na busca de um objetivo geral e de três objetivos específicos, quais sejam:

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PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS

Técnica de Pesquisa: A pesquisa será estruturada utilizando como método uma análise descritiva qualitativa e quantitativa das informações, uma vez que busca registrar, analisar fatos e variáveis colhidos na própria realidade e mensurar de forma estatística dados do mercado de trabalho disponibilizados por fontes públicas de pesquisa. As informações obtidas serão extraídas de fontes de pesquisas secundárias oriundas do Ministério do Trabalho, Instituto Brasileiro de Geografia e Fundação de Economia e Estatística.

Amostra: Mercado formal de trabalho no município de Porto Alegre, ou seja, trabalhos que possuem carteira de trabalho assinada. O estudo considera a análise das seguintes variáveis relacionadas ao mercado de trabalho: ocupação, desemprego, formalização, escolaridade, faixa etária, setores econômicos e tipos de ocupação.

Coleta e análise de dados: A pesquisa parte inicialmente da análise de fontes secundárias de informação que buscam caracterizar o mercado de trabalho e o desenvolvimento socioeconômico do município de Porto Alegre. Os dados são públicos e se encontram disponíveis nos bancos de dados elaborado pelo Ministério do Trabalho, Instituto Brasileiro de Geografia e Fundação de Economia e Estatística.

A interpretação dos dados exige uma análise estatística descritiva básica, organizada em planilhas eletrônicas, identificando a frequência, participação relativa e absoluta das informações. Os resultados serão ilustrados com o auxílio de gráficos e tabelas. Os pesquisadores deverão entregar três relatórios parciais conforme a fase de desenvolvimento do projetos. Ao final da pesquisa deverá ser produzido um artigo científico com os dados da pesquisa.

Além disso, a fim de identificar os eventos recentes, os quais são passíveis de impacto na atividade econômica do município de Porto Alegre, aplicar-se-á uma técnica chamada Painel Delphi na qual se realiza um conjunto de entrevistas com representantes dos três atores do desenvolvimento socioeconômico do município:

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trabalhadores, empresários e setor público. Serão realizadas duas rodadas de perguntas em relação ao município a todos os representantes, sendo que a primeira rodada consiste de uma entrevista presencial e a segunda rodada de entrevistas online. A pesquisa será dividida em três fases distintas:

FASE 1: Diagnóstico e Tendências Demográficas e do Mercado de Trabalho: a) Mercado de Trabalho: comportamento das variáveis que indicam o comportamento do mercado de trabalho.

b) Comportamento do emprego nos perfis em risco de vulnerabilidade: gênero, juventude e idoso.

Variáveis analisadas: Taxa de Ocupação, Taxa de Desemprego, Taxa de Participação, Taxa de Formalização e Pirâmide etária da população, Ramos de Ocupação e Dinâmica Populacional.

FASE 2: Perfil Socioeconômico.

a) Reunir e analisar informações do município (FEE e Prefeitura); b) Análise da dinâmica do IDESE para o Município.

FASE 3: Perfil vocacional da cidade e novas oportunidades futuras no mercado de trabalho.

a) Breves considerações sobre a história econômica do município.

b) Identificar ramos de atividade com elevada participação no município e analisar sua dinâmica nos anos 2000. Avaliar coeficiente de dispersão no tempo.

c) Identificação de “clusters” produtivos (arranjos produtivos locais / sistemas locais de produção).

d) Levantamento de eventos recentes com potencial de impactar a atividade econômica municipal; técnicas: Painel Delphi.

e) Análise da especialização produtiva e de oportunidades futuras no mercado de trabalho.

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CRONOGRAMA

Atividade

2017 2018

Maio Jun Jul Ago Set Out Nov. Dez Jan. Fev

1ª Fase x x x Relatório x 2ª Fase x x x Relatório x 3º Fase x x x Relatório Final x Salão de Iniciação Científica. x Artigo x

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REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFIA

1. CAMPOS, H. ​A. ​Centralidades lineares em centros metropolitanos​: a terceira perimetral em Porto Alegre (RS). Santa Cruz do Sul: EDUNISC, 2012.

2. LENCIONI, S. ​Concentração e Centralização das atividades urbanas​: uma

perspectiva multiescalar. Reflexões a partir do caso de São Paulo. Revista de Geografía Norte Grande, v. 39, p. 7-20, 2008.

3. ALBUQUERQUE, E. M. “​Análise da Performance Produtiva e Tecnológica dos

Clusters Industriais na Economia Brasileira​”, Projeto IPEA, Relatório Final,

mimeo, junho, 2000

4. CASTELLS, Manuel. A sociedade em rede. São Paulo: Paz e Terra, 1999

5. DEBRESSON, C. and HU, X. ” ​Identifying Clusters of Innovative Activity: A New Approach and a Toolbox”, in: .Boosting Innovation: The Cluster Approach, OECD, 1999.

6. SOARES, P. R. R. e SCHNEIDER, L. P. ​Notas sobre a desconcentração metropolitana no Rio Grande do Sul. Boletim Gaúcho de Geografia (AGB Porto

Alegre), nº39, p. 113-128, julho 2012.

7. PREFEITURA MUNICIPAL DE PORTO alegre. ​Histórico de Porto Alegre, 2010​. Disponível em: <http://www. canoas.rs.gov.br/ >. Acesso em outubro de 2013. 8. FUNDAÇÃO DE ECONOMIA E ESTATÍSTICA - FEE. IDESE - ​Índice de

Desenvolvimento Socioeconômico, 2010. Disponível em:

<http://www.fee.tche.br/idese/ pg_tab_municipios_1.php>. Acesso em nov. 2014 9. INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA – IBGE. ​Censo Demográfico​, 2000 e

2010.

10. FUNDAÇÃO DE ECONOMIA E ESTATÍSTICA SIEGFRIED EMANUEL HEUSER.

FEEDADO​S.

2013.Disponívelem<http://www.fee.rs.gov.br/feedados/consulta/sel_modulo_pesquis a.asp>. Acesso em: setembro de 2013.

11. POCHAMNN Márcio. Demanda e perfil dos trabalhadores formais no Brasil em

2007. Disponível em

<http://http://www.ipea.gov.br/portal/images/stories/PDFs/comunicado/071119_comu nicadoipea03.pdf. > Acesso março 2016.

12.

​Clusters ou sistemas locais de produção: mapeamento,

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tipologia e sugestões de políticas. Revista de Economia Política, São Paulo, v. 24, n. 4, p. 543-561, out./dez. 2004.

14. MINISTÉRIO DO TRABALHO E EMPREGO. ​Cadastro Geral de Empregados e

Desempregados – CAGED. Disponível em

<http://www.mte.gov.br/caged/default.asp>. Acesso em: agosto. de 2014.

15. MINISTÉRIO DO TRABALHO E EMPREGO ​. Relação Anual de Informações

Sociais – RAIS. Disponível em <http://www.mte.gov.br/caged/default.asp>. Acesso

em: agosto. de 2014.

16. KREIN, J. D.; MANZANO, M. ​Análise da OIT de boas práticas na redução do

emprego informal na América Latina e no Caribe. Estudo de Caso: Brasil.

Relatório Parcial. Campinas, 2014.

17. SABOIA, João. ​Baixo crescimento econômico e melhora do mercado de

trabalho - Como entender a aparente contradição? ​Disponível em

<http://http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-4014201400020 0008>. Acesso em: agosto. de 2016.

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