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EBITDA de R$ 633 milhões e 15,4% de margem no 4T08

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Para maiores informações acesse nosso site www.braskem.com.br/ri ou entre em contato com a equipe de RI: Luciana Ferreira Cintia Watai Marina Dalben

Diretora de RI Especialista em RI Analista de RI

Tel: (55 11) 3576 9178 Tel: (5511) 3576 9615 Tel: (5511) 3576 9716

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EBITDA de R$ 633 milhões e 15,4% de margem no 4T08

Depreciação do real impacta resultado financeiro de forma expressiva

São Paulo, 05 de março de 2009 --- A BRASKEM S.A. (BOVESPA: BRKM3, BRKM5 e BRKM6; NYSE: BAK;

LATIBEX: XBRK), líder em resinas termoplásticas na América Latina e a terceira maior produtora de resinas das Américas, divulga hoje o resultado do 4º trimestre de 2008 (4T08).

Esse release se baseia em informações consolidadas que incluem 100% dos resultados da Ipiranga Química, da Ipiranga Petroquímica e da Copesul, com a respectiva eliminação das participações de minoritários em todas essas empresas, bem como a consolidação proporcional, de acordo com a instrução CVM 247, da participação na Cetrel S.A. - Empresa de Proteção Ambiental. Para permitir a análise dos resultados em bases comparáveis, as informações relativas ao ano de 2007 estão em base pro forma. Os dados utilizados para a elaboração das informações financeiras pro forma são provenientes das informações trimestrais revisadas por auditores externos independentes.

Além disso, os dados de 2007 e 2008 já contemplam os ajustes decorrentes das alterações na legislação societária introduzidas pela Lei no. 11.638/07, sendo que o ajuste de todo o ano está refletido nos números do último trimestre.

Em 31 de dezembro de 2008, a taxa de câmbio Real/Dólar era de R$ 2,3370/US$ 1,00.

1. MENSAGEM DA ADMINISTRAÇÃO:

O ano de 2008 foi marcado por intensa volatilidade de preço do petróleo e das taxas de câmbio, desaceleração da atividade econômica da China pós Olimpíadas, a crise financeira sem precedentes que determinou interrupção do crédito, desestocagens em séries, queda abrupta de demanda e tendência de retração econômica em grandes proporções. A Braskem se posicionou priorizando importantes avanços estratégicos e táticos no âmbito societário, financeiro e organizacional que a tornaram melhor preparada para superar os desafios advindos da conjuntura econômica mundial e o momento do ciclo da petroquímica global que se aproxima. Com a incorporação da Copesul – Companhia Petroquímica do Sul (“Copesul”), Ipiranga Petroquímica S.A. (IPQ) e Petroquímica Paulínia S.A., em setembro, a Braskem concluiu uma etapa decisiva no processo de consolidação da petroquímica brasileira, no qual tem desempenhado papel central. Essa iniciativa permitiu à Companhia confirmar a posição de terceira maior produtora de resinas das Américas, ampliar sua liderança no mercado doméstico e acelerar a captura das sinergias proporcionadas pela integração dessas empresas.

Os clientes da Braskem beneficiaram-se significativamente da integração desses ativos pela complementaridade do portfólio de produtos e serviços, agora ainda mais amplo para atender às necessidades do mercado. A expansão do parque industrial também permite maior flexibilidade e especialização das plantas, possibilitando campanhas mais longas.

A forte desvalorização cambial no período, de 32%, gerou um reconhecimento contábil de R$ 2,6 bilhões em perda financeira, em razão de seus efeitos sobre o saldo de US$ 3,9 bilhões da dívida líquida da Companhia, cuja parcela em dólar é de 74%. Em razão do impacto cambial, o resultado líquido ficou negativo em R$ 2,5 bilhões.

A Braskem foi capaz de se planejar financeiramente para o ciclo de baixa previsto para o setor em 2009, alongando o prazo médio da sua dívida para 11 anos e fortalecendo sua posição de caixa para R$ 3 bilhões em 31 de dezembro. Duas operações financeiras realizadas em 2008 tornaram a situação da empresa ainda mais confortável no que tange à capacidade de pagamento de seus compromissos futuros. Para alongar o empréstimo-ponte tomado para a aquisição dos ativos petroquímicos do Grupo Ipiranga, a Braskem lançou US$ 500 milhões em Eurobonds com prazo de 10 anos no primeiro semestre e fechou em outubro um pré-pagamento de exportações no valor de US$ 725 milhões com prazo de 5 anos em condições muito competitivas, sobretudo considerando a crise no mercado de crédito naquele momento.

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Na dimensão operacional, os primeiros 8 meses do ano se caracterizaram por uma forte pressão de custo causada pela elevação dos preços do petróleo e da nafta a níveis recordes, que afetou mundialmente as margens do setor, combinada com a valorização do Real, que permitiu a entrada substancial de resinas e produtos importados, tanto intermediários como acabados no Brasil. Esses fatores influenciaram negativamente a competitividade dos nossos Clientes e da cadeia produtiva como um todo. No segundo semestre, a crise de crédito, a redução no nível de atividade da economia internacional e a drástica queda nos preços das commodities também impactaram o desempenho operacional da Companhia.

A receita líquida da Braskem atingiu R$ 18,0 bilhões, comparada a R$ 18,8 bilhões em 2007, e o EBITDA foi de R$ 2,4 bilhões, abaixo dos R$ 3,2 bilhões alcançados no ano anterior. Ainda assim, a Braskem apresentou margem EBITDA de 13,5% em 2008, um excelente desempenho em relação aos pares mundiais.

No que se refere à estrutura patrimonial e societária, cabe destacar a aprovação do Acordo de Acionistas com a Petróleo Brasileiro S.A. (“Petrobras”), pelo qual esta empresa aportou na Braskem suas participações minoritárias na Copesul, IPQ, IQ Soluções Químicas S.A. (“IQ”) e Petroquímica Paulínia S.A., aumentando sua participação na Companhia para 31% do capital votante. A consolidação dessa aliança estratégica e a maior participação da Petrobras na petroquímica representaram ganhos para ambas as empresas e abriram novas perspectivas para melhoria de competitividade de toda a cadeia produtiva desse setor no Brasil. A Braskem inaugurou em abril a unidade de polipropileno (PP) de Paulínia, no interior de São Paulo, no prazo e orçamento previstos, com capacidade para produzir 350 mil toneladas/ano a partir de propeno fornecido por refinarias da Petrobras. A implantação desse projeto foi um passo largo na direção de ampliar o acesso da Companhia a novas fontes de matéria-prima competitiva e diversificada, constituindo-se em mais um exemplo das realizações que a parceria entre a Petrobras e a Braskem pode alavancar.

Os projetos de investimento em parceria com a Petroquímica de Venezuela (“Pequiven”) na Venezuela, país com grande disponibilidade de gás natural e petróleo, também apresentaram evolução no período. Concluída a constituição das joint ventures Polipropileno del Sur S.A. (“Propilsur”) e Polietilenos de America (“Polimerica”), a expectativa é que a implementação dos projetos ganhe maior velocidade a partir de agora. A Propilsur, responsável pela unidade de polipropileno a ser construída no Complexo de Jose, com previsão de começar a operar no final de 2011, já encomendou o projeto de engenharia básica e fez reserva técnica de equipamentos para a nova planta, cuja capacidade de produção alcançará 450 kt/ano. A expectativa é que os Conselhos de Administração de Braskem e Pequiven dêem a aprovação final ao investimento no início do 2º semestre de 2009.

A Polimerica, encarregada do projeto integrado para produção de 1,3 mil kt/ano de eteno e 1,1 mil kt/ano de polietilenos (PE) a partir de gás natural em Jose, definiu no final do ano as tecnologias de processo que serão utilizadas nas plantas e firmou os contratos de licença com seus detentores. O cronograma prevê o início de operações em 2013. Uma das premissas que lastreiam o plano de negócios dos dois projetos é atingir um nível de competitividade equivalente ao dos projetos hoje existentes no Oriente Médio.

Além de acessar novas fontes de matéria-prima em condições diferenciadas, a Braskem tem como visão estratégica tornar-se referência mundial no desenvolvimento de polímeros verdes. Vale lembrar que a Braskem foi a primeira empresa no mundo a certificar PE – de alta densidade, de baixa densidade, linear e ultra-alto peso molecular – e PP produzidos com matéria-prima 100% renovável, a base do etanol de cana-de-açúcar.

Nesse contexto, foi importante a decisão do Conselho de Administração de aprovar o investimento de R$ 488 milhões para uma unidade de eteno a partir de matéria-prima 100% renovável, com capacidade para 200 kt/ano, que já tem licença de instalação para o Pólo de Triunfo. Assim, a Braskem deverá ser a primeira empresa a produzir polietileno verde em escala industrial, com início de operação previsto para o primeiro trimestre de 2011.

A atratividade desse projeto foi evidenciada mais uma vez durante a BioJapan, um dos maiores eventos promocionais de produtos sustentáveis do mundo, em que um número expressivo de clientes potenciais confirmou interesse em desenvolver parceria de exclusividade com a Braskem nos seus setores de atuação. Acordos de fornecimento e distribuição foram fechados ao longo do ano com grandes empresas nacionais e internacionais. Também foi lançado o primeiro produto com o plástico verde da Braskem, o Banco Imobiliário Sustentável, em parceria com a empresa de brinquedos Brinquedos Estrela S.A.. Para consolidar

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sua imagem de pioneirismo nessa área, a Braskem patrocinou os troféus do Grande Prêmio Brasil de Fórmula 1, confeccionados com o plástico verde a partir dos traços do renomado arquiteto Oscar Niemeyer. Sustentabilidade e inovação são peças-chave do compromisso da Braskem de atender às necessidades dos clientes, ampliar a competitividade da cadeia produtiva e melhorar a vida dos consumidores. Os projetos de inovação lançados em 2008 têm um valor presente estimado de US$ 110 milhões, já ajustado pelo fator de risco. As resinas lançadas pela Braskem nos últimos três anos foram responsáveis por 17% da receita com a venda desses produtos em 2008, ano em que a Companhia investiu cerca de R$ 70 milhões em pesquisa e desenvolvimento.

Além da aquisição da Copesul e Ipiranga, a Braskem apresentou investimentos operacionias de R$ 1,4 bilhão em 2008. Desse total, R$ 161 milhões foram destinados à área de Saúde, Segurança e Meio Ambiente, em linha com o compromisso da Braskem com a qualidade de vida de seus Integrantes e das comunidades em que atua. Os programas nessa área têm levado à melhoria consistente dos índices de segurança no trabalho, com redução em 2008 de 48% na taxa de freqüência de acidentes com e sem afastamento sobre o ano anterior, e também dos indicadores de ecoeficiência, que só não evoluíram mais no período devido à desaceleração da produção a partir de novembro. Mesmo assim vale realçar a economia de mais de 3% no consumo de energia.

Principal patrimônio intangível da Companhia, as equipes estão empenhadas, confiantes e preparadas para transformar em oportunidades de crescimento os desafios que a economia e a petroquímica internacional reservam para os próximos meses. Estão todos imbuídos da responsabilidade de chegar ao final dessa travessia mais próximos da visão estratégica da Braskem de estar entre as 10 principais empresas petroquímicas do mundo.

2. PRINCIPAIS DESTAQUES:

2.1 O EBITDA1 da Braskem no 4T08 alcançou R$ 633 milhões, com margem de 15,4%:

A Braskem registrou EBITDA de R$ 633 milhões no 4T08, com margem sobre a receita líquida de 15,4%, 1,8 p.p. maior que a margem do 3T08. A maior margem foi oriunda, principalmente, do ajuste de R$ 74 milhões no Custo dos Produtos Vendidos (CPV), referente à aplicação da instrução CVM 564, detalhado na nota explicativa 3.2 (f1) das demonstrações financeiras, que determinou a reclassificação dos encargos financeiros embutidos nas compras de Nafta no exterior do período de janeiro a setembro de 2008 e que estão sendo apropriados ao resultado como despesas financeiras. O montante total ajustado foi de R$ 127 milhões, sendo R$ 52 milhões referentes aos encargos do 4T08. Além disso, apesar da menor demanda (especialmente no mês de dezembro, severamente impactado pela desestocagem da cadeia) e, portanto, dos menores volumes de vendas, a Braskem manteve sua rentabilidade com ligeira queda dos seus preços internos de resina quando comparados à queda acentuada no mercado internacional.

2.2 Efeito cambial impacta lucro da Braskem:

O efeito da desvalorização do real em 22,1% sobre a exposição líquida da Braskem ao dólar, principalmente no seu endividamento, impactou negativamente o resultado financeiro da Companhia em R$ 1,9 bilhão no 4T08. Esse efeito foi o principal fator para o prejuízo de R$ 2,1 milhões observado no trimestre. Com praticamente 100% da receita vinculada, direta ou indiretamente, à variação do dólar e cerca de 85% dos seus custos também atrelados à essa moeda, a Companhia considera apropriada a manutenção de uma parcela significativa do seu endividamento também em dólares. No mesmo período, o impacto positivo da valorização do dólar sobre as operações montou a R$ 538 milhões.

1O EBITDA pode ser definido como lucros antes do resultado financeiro, IR/CSL, depreciação e amortização e antes do resultado não

operacional. O EBITDA é utilizado como uma medida de desempenho pela administração da Companhia, mas não representa o fluxo de caixa para os períodos apresentados e não deve ser considerado como um substituto para o lucro líquido, nem tampouco como indicador de liquidez. A Companhia acredita que o EBITDA, além de medida de desempenho operacional, permite uma comparação com outras companhias. Entretanto, ressalta-se que o EBITDA não é uma medida estabelecida de acordo com a Legislação Societária Brasileira ou com os Princípios Contábeis Norte-Americanos (US GAAP), podendo ser definido e calculado de maneira diversa por outras empresas.

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2.3 Crescimento do mercado brasileiro de resinas foi de 3% no ano de 2008:

A demanda por resinas termoplásticas em 2008 foi marcada por dois momentos distintos. Nos primeiros nove meses do ano, a demanda cresceu 9%, em linha com a elasticidade histórica com o PIB. No entanto, no último trimestre, a demanda foi afetada por um forte movimento de desestocagem da cadeia produtiva da petroquímica, principalmente nos consumidores de polietileno (PE) e polipropileno (PP). Esse movimento representou uma queda no último trimestre de 6% na demanda, em bases anuais encerrando o ano com um crescimento de 3%. Já o consumo aparente, que mede a produção, cresceu 8%.

2.4 Receita Líquida atinge R$ 4.1 bilhões:

A receita líquida no 4T08 alcançou R$ 4,1 bilhões. A redução de 18% em relação à receita registrada no 3T08 reflete a redução da demanda, afetada pela desestocagem da cadeia produtiva e dos menores preços de petroquímicos básicos – principalmente eteno, propeno e BTX (benzeno, tolueno e xilenos).

2.5 Redução da taxa de utilização em dezembro de 2008:

Em dezembro de 2008 a Braskem reduziu para 55% a capacidade de utilização das suas plantas da Unidade de Petroquímicos Básicos, visando normalizar níveis de estoques mais elevados, em razão da diminuição pontual da demanda internacional e do movimento de desestocagem da cadeia produtiva da petroquímica e dos plásticos no país. A redução de atividade na Unidade de Petroquímicos Básicos impactou na mesma proporção a utilização de capacidades na Unidade de Poliolefinas, responsável pelos negócios de polietileno e polipropileno. Na Unidade de Vinílicos, a produção de PVC se manteve em ritmo normal. A Companhia, que em fevereiro já está operando a cerca de 80% da capacidade, estima que até o final do 1T09, a produção volte a sua normalidade, atingindo patamares históricos.

2.6 Aprovação do projeto de Resina Verde e obtenção de licença ambiental:

Em 17 de dezembro de 2008, o Conselho de Administração aprovou o investimento de R$ 488 milhões para a construção da planta de PE Verde no pólo petroquímico de Triunfo. A Braskem é a primeira empresa a produzir mundialmente um polietileno certificado com matéria-prima 100% renovável e planeja iniciar a produção de sua planta de 200 mil toneladas de PE Verde no início de 2011. Em janeiro de 2009, a Companhia obteve licença de instalação pela FEPAM, órgão ambiental do Rio Grande do Sul, já tendo iniciado o processo de construção da unidade e efetuado a reserva de equipamentos estratégicos, como os compressores.

2.7 Cancelamento das ações em tesouraria:

Em 22 de dezembro de 2008, em Assembléia Geral Extraordinária, foi aprovado o cancelamento da totalidade de ações em tesouraria da Braskem, equivalente a 16.850.657 milhões de ações, sendo 6.251.744 milhões Ordinárias, 10.389.665,Preferenciais classe “A” e 209.248 Preferenciais classe “B”. Desse montante, 10.099.500 ações preferenciais classe “A” foram adquiridas no 2º Programa de Recompra de Ações, iniciado em 06 de março de 2008. O restante das ações era oriundo da redução de capital da subsidiária Braskem Participações S/A e dos exercícios dos direitos de recesso quando da aquisição dos ativos petroquímicos do Grupo Ipiranga e da incorporação das ações da Grust Holdings S/A.

2.8 Política conservadora de uso de derivativos:

Com o objetivo de proteger o seu fluxo de caixa e reduzir a volatilidade ao financiamento do seu capital de giro operacional e de programas de investimento, a Braskem adota procedimentos de gestão de riscos de mercado e de crédito em conformidade com sua Política de Gestão Financeira e com a Política de Gestão de Riscos, aprovadas pelo Conselho de Administração. Nesse contexto, a Braskem não possui operação de target forward ou outros derivativos similares. Com praticamente 100% da receita vinculada, direta ou indiretamente, à variação do dólar e cerca de 85% dos seus custos também atrelados à essa moeda, a Companhia considera um “hedge natural” a manutenção de uma parcela significativa do seu endividamento também em dólares. Esse posicionamento está baseado no princípio que a dívida da Companhia deve estar na mesma moeda de sua geração de caixa. Para proteção do fluxo de caixa de curto prazo, a Braskem busca equilibrar os vencimentos de obrigações em dólares com as receitas também em dólares somadas ao seu caixa aplicado nesta moeda.

Ao final de dezembro de 2008, a Companhia possuía 2 operações de derivativos com finalidade de proteção e características de vencimento, moedas, taxas e montantes que se adéquam perfeitamente aos ativos ou passivos que estão protegendo. Quaisquer cenários que se apresentem, ajustes positivos ou negativos nos

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derivativos serão contrapostos por ajustes negativos ou positivos nos ativos e passivos protegidos pelos mesmos.

Principais números Unidade 4T08 (A) 3T08 (B) 4T07 (C) Var % (A/B) Var % (A/C) 2008 (D) 2007 (E) Var % (D/E)

Receita Líquida R$ milhões 4.111 5.032 4.772 (18) (14) 17.960 18.788 (4) EBITDA R$ milhões 633 683 721 (7) (12) 2.418 3.250 (26)

Margem EBITDA % 15,4% 13,6% 15,1% 1,8 p.p. 0,3 p.p. 13,5% 17,3% -3,8 p.p.

Lucro Líquido / Prejuízo R$ milhões (2.108) (849) 101 148 - (2.492) 642

-3. DESEMPENHO OPERACIONAL:

3.1 Desempenho trimestral das Resinas Termoplásticas

A demanda2 por resinas termoplásticas no mercado brasileiro apresentou redução de 15% em relação ao 4T07 e de 16% em relação à demanda registrada no trimestre anterior. Esses resultados foram impactados principalmente pela contração econômica internacional e do forte movimento de desestocagem da cadeia produtiva da petroquímica e dos plásticos, o que configurou um cenário de retração do mercado petroquímico nacional no 4T08.

A Unidade de Negócio de Poliolefinas apresentou vendas no mercado doméstico de PE e PP 18% menores em relação ao 3T08 e ao 4T07. Além da sazonalidade do período, essas quedas são decorrentes, principalmente, do movimento atípico de desestocagem da cadeia de plásticos ocorridas no 4T08 e a queda de demanda dos segmentos ligados à indústria e dependentes de crédito e exportação, como automóveis e eletrodomésticos. Espera-se a normalização desse mercado no final do primeiro trimestre de 2009, quando a cadeia produtiva deve iniciar o processo de recomposição de seus estoques. Os importados tiveram crescimento de 12% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior, com concentração em outubro e novembro e aumento de market share de 7 p.p. As importações de dezembro apresentaram queda expressiva sinalizando uma tendência para 2009, já que a volatilidade do câmbio torna o movimento mais arriscado.

A Unidade de Vinílicos apresentou um decréscimo de 19% em suas vendas domésticas de PVC comparado com o 3T08 e de 15% em relação ao 4T07. Tal resultado foi decorrente da significativa desaceleração da economia mundial verificada neste último trimestre, impactando fortemente setores como o de construção civil, grande demandante de PVC. O volume de importados, por sua vez, permaneceu alto, com crescimento de participação no mercado para 39%, influenciado pela queda da demanda no mercado internacional, em especial dos Estados Unidos e Europa, e conseqüente queda de preços. Esse cenário levou a Companhia a um market share de 50% no trimestre, uma redução de 5 p.p. em relação ao trimestre anterior.

As exportações de resinas da Braskem foram de 117 mil toneladas no 4T08, uma redução de 23% em relação ao 3T08. Na comparação com o 4T07, houve uma redução de 20%. Essa performance reflete a recente redução de demanda no mercado externo, principalmente para PE, e conseqüente queda de preços no mercado internacional de resinas, o que levou a Braskem à decisão de reduzir sua capacidade produtiva, privilegiando rentabilidade, de modo a ajustar os níveis de estoques. No mês de dezembro, a Companhia anunciou uma redução temporária da taxa de utilização de suas plantas para 55%.

Em decorrência de tais ações, a produção de resinas no 4T08 atingiu o volume de 599 mil toneladas, uma redução de 23% em relação ao trimestre anterior. Na comparação com o 4T07, o decréscimo foi de 15%. A evolução das taxas de utilização de capacidade para os principais produtos da Braskem consolidada está ilustrada a seguir:

2 A demanda é medida pela Abiquim e refere-se ao nível de compra de resinas pelo mercado: vendas domésticas + vendas incentivadas

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4T08 100% 3T08 69% Polipropileno 64% Polietileno 3T08 4T08 PVC 95% 108% 3T08 4T08 93% 4T07 96% 4T07 88% 4T07 94%

3.2 Desempenho acumulado das Resinas Termoplásticas

A demanda por resinas termoplásticas em 2008 foi marcada por dois momentos distintos. Nos primeiros nove meses do ano, a demanda cresceu em linha com a elasticidade histórica com o PIB do país, tendo registrado 9% de crescimento nesse período. O último trimestre, porém, foi afetado por um forte movimento de desestocagem da cadeia produtiva da petroquímica, principalmente nos consumidores de PE e PP. Esse movimento segue uma forte desaceleração global bem como redução significativa dos preços internacionais de resinas. Seu efeito isolado representaria uma queda de cerca de 6% na demanda, em bases anuais. Com isso, o mercado de resinas termoplásticas no Brasil encerrou o ano com um crescimento de 3%. O efeito dessa desestocagem fica claro ao analisarmos o consumo aparente3 (que considera produção e não vendas) de resinas no país, que cresceu 8% em 2008.

Nesse contexto, as demandas por PE e PP encerraram o ano praticamente estáveis. Já o PVC, devido ao crescimento alavancado da construção civil em 2008, encerrou o ano com crescimento de 14% em relação a 2007.

Diante desse cenário, as vendas de PP e PVC da Braskem cresceram 7% em relação ao ano anterior, impulsionadas pelo bom desempenho apresentado por alguns setores da economia na primeira metade de 2008, como o automobilístico, de construção civil e de agronegócios. Já as vendas domésticas de PE apresentaram redução de 3%. No agregado das resinas termoplásticas, o volume vendido no mercado doméstico cresceu 2% em 2008 quando comparado a 2007.

Impulsionadas por um cenário de apreciação do real ao longo dos nove primeiros meses do ano, as importações apresentaram um volume 282 mil toneladas maior que o de 2007. No 4T08, as importações foram estimuladas pela acentuada queda dos preços de resinas no mercado internacional e pelo prazo médio de 2 meses entre o pedido e a entrega no Brasil, o que retarda o efeito de volatilidade do câmbio sobre os pedidos de importações.

A produção de resinas da Braskem em 2008 foi 4% inferior à apresentada no ano anterior, decorrente (i) das paradas programadas de manutenção nas centrais de matéria-prima ocorridas no 2T08 e (ii) da queda de demanda global de resinas termoplásticas, que motivou uma normalização dos níveis de estoques e a conseqüente redução temporária da taxa de utilização de suas plantas durante o 4T08. Mesmo com esses efeitos, a Companhia fechou o ano com taxas médias de utilização de 80% para PE, 87% para PP e 99% para PVC.

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Desempenho (t) Resinas Termoplásticas 4T08 (A) 3T08 (B) 4T07 (C) Var% (A)/ (B) Var% (A)/ (C) 2008 (D) 2007 (E) Var% (D)/ (E) Vendas Mercado Interno

. PE´s 204.195 247.822 267.427 (18) (24) 985.217 1.020.774 (3)

. PP 140.038 172.316 151.190 (19) (7) 642.871 602.824 7

. PVC 114.247 141.888 134.544 (19) (15) 496.266 464.913 7 . Total Resinas 458.480 562.026 553.160 (18) (17) 2.124.355 2.088.511 2 Vendas Mercado Externo

. PE´s 85.335 115.212 119.531 (26) (29) 381.842 598.885 (36) . PP 29.471 30.328 23.723 (3) 24 99.395 113.121 (12) . PVC 2.150 5.466 3.496 (61) (39) 18.474 39.039 (53) . Total Resinas 116.956 151.005 146.750 (23) (20) 499.711 751.045 (33) Vendas Totais . PE´s 289.530 363.034 386.958 (20) (25) 1.367.059 1.619.659 (16) . PP 169.508 202.644 174.913 (16) (3) 742.266 715.945 4 . PVC 116.397 147.353 138.040 (21) (16) 514.740 503.952 2 . Total Resinas 575.436 713.031 699.910 (19) (18) 2.624.066 2.839.556 (8) Produção . PE´s 294.202 425.151 403.736 (31) (27) 1.447.525 1.649.546 (12) . PP 181.511 210.572 178.457 (14) 2 731.506 708.687 3 . PVC 122.984 139.518 120.162 (12) 2 522.441 465.422 12 . Total Resinas 598.697 775.240 702.354 (23) (15) 2.701.472 2.823.654 (4)

3.3 - Desempenho de Insumos Básicos

No 4T08, a Braskem reduziu a taxa de utilização de suas unidades industriais, com exceção de PVC, visando normalizar níveis de estoques de resinas mais elevados. Como conseqüência, a taxa média de utilização do cracker de eteno no 4T08 foi de 73%, o que representou, em relação ao 3T08, uma redução de 26% no volume produzido de eteno e propeno. Em comparação com o 4T07 esta redução foi de 22%. Em 2008 as centrais petroquímicas operaram a 84% contra 95% em 2007, e além dos efeitos da redução de carga mencionada acima, foram afetadas também pelas paradas programadas para manutenção ocorridas no 2T08.

No 4T08 as vendas totais de eteno e propeno apresentaram decréscimo de 21% em relação ao trimestre anterior, atingindo 167 mil toneladas. No ano, as vendas totais de eteno e propeno apresentaram redução de 22%. Já as vendas totais de BTX apresentaram redução de 15% no 4T08, acompanhando as reduções de carga nos crackers. Em bases anuais, as quantidades vendidas de BTX decresceram em 14%. Essas reduções refletem as paradas programadas de manutenção, a redução temporária de demanda por produtos petroquímicos no final de 2008 e a queda da rentabilidade desses produtos no mercado internacional, em especial do benzeno.

O butadieno, por sua vez, apesar da queda de 8% no volume total vendido, impulsionado pelo bom desempenho do setor automobilístico na maior parte do ano, apresentou uma alta de preços de, em média, 51% no mercado internacional, contribuindo com um aumento R$ 154 milhões na receita desse produto em relação ao ano anterior. No 4T08 essa tendência começou a mostrar sinais de reversão.

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Desempenho (t) Insumos Básicos 4T08 (A) 3T08 (B) 4T07 (C) Var% (A)/ (B) Var% (A)/ (C) 2008 (D) 2007 (E) Var% (D)/ (E)

Vendas Mercado Interno

. Eteno 88.161 109.164 128.858 (19) (32) 386.785 480.248 (19)

. Propeno 57.241 102.968 96.629 (44) (41) 349.565 381.246 (8)

. BTX* 68.163 91.120 112.648 (25) (39) 332.287 426.861 (22)

Vendas Mercado Externo

. Eteno - - - - - - 21.480 . Propeno 21.632 - 16.868 - - 21.632 92.961 . BTX* 119.568 128.582 111.299 (7) 7 450.119 483.487 (7) Vendas Totais . Eteno 88.161 109.164 128.858 (19) (32) 386.785 501.728 (23) . Propeno 78.873 102.968 113.497 (23) (31) 371.197 474.207 (22) . BTX* 187.731 219.701 223.948 (15) (16) 782.405 910.349 (14) Produção . Eteno 463.465 605.771 581.322 (23) (20) 2.116.924 2.366.149 (11) . Propeno 211.636 307.622 288.959 (31) (27) 1.032.376 1.184.042 (13) . BTX* 198.047 234.468 242.799 (16) (18) 845.102 970.529 (13)

*BTX - Benzeno, Tolueno, Ortoxileno e Paraxileno

4. DESEMPENHO ECONÔMICO-FINANCEIRO: 4.1 Receita Líquida

A receita líquida consolidada da Braskem no 4T08 foi de US$ 1,8 bilhão, 40% menor que a receita registrada no trimestre anterior, principalmente devido à redução da demanda e aos menores preços em dólar. Em reais, a menor queda (18%) deve-se ao efeito da valorização média do dólar em 36,7%, em relação ao trimestre anterior.

A receita com exportações no 4T08 foi de US$ 420 milhões (23% da receita líquida), o que representa uma queda de 45% quando comparada a exportações de US$ 765 milhões no 3T08 (25% da receita líquida) e 28% menores em relação ao mesmo período do ano anterior. A redução acentuada no 4T08 deve-se à retração da demanda e dos preços no mercado internacional.

A seguir as variações da receita líquida total para estes períodos:

% Exportação Receita Líquida (R$ milhões) 5.032 4.111 3T08 4T08 Receita Líquida (US$ milhões) 3.018 1.805 3T08 4T08 -40% -40% -18% -18% 25% 25% 23%23% 25%25% 23%23%

(9)

Na comparação com o 4T07, a receita líquida do 4T08 foi 14% menor. Esta queda foi acentuada por eventos negativos ocorridos, principalmente no quarto

trimestre de 2008, entre os quais (i) queda na demanda por resinas termoplásticas de 16% em comparação com o trimestre anterior e de 15% se comparado com o 4T07; (ii) movimento de desestocagem da cadeia produtiva, principalmente nos consumidores de polietileno e polipropileno. Quando expressa em dólares, a receita líquida no 4T08 foi 32% menor se comparada ao mesmo período do ano anterior, por conta do efeito combinado da queda dos preços internacionais e do menor volume.

Nessa base de comparação, as exportações do 4T08

ficaram 28% abaixo do mesmo trimestre do ano anterior, quando foram de US$ 582 milhões (23% da receita líquida). As vendas para América do Sul, América do Norte e Europa representaram 94% das exportações no 4T08, apoiadas pela maior atuação da Braskem nos seus escritórios comerciais nessas regiões.

Abaixo as variações da receita líquida total para estes períodos:

No 4T08, 51% da receita líquida (excluindo-se revenda de condensado e vendas da Ipiranga Química) foi composta por resinas termoplásticas.

DESTINOS DAS EXPORTAÇÕES (4T08)

Europa 27% América do Norte

33%

Outros 6% América do Sul 33% Receita Líquida (R$ milhões) 4.772 4.111 4T07 4T08 Receita Líquida (US$ milhões) 2.672 1.805 4T07 4T08 -32% -32% -14% -14% 22% 22% 23%23% % Exportação 22%22% 23%23%

(10)

Na comparação acumulada do ano, a receita líquida da Braskem foi de R$ 18,0 bilhões em 2008, 5% abaixo da receita de R$ 18,8 bilhões obtida em 2007. A Receita com exportações permaneceu estável em US$ 2,2 bilhões, representando 22% da receita líquida total. Em dólares a receita líquida atingiu US$ 10,0 bilhões, com um aumento de 3,4% entre os períodos. Este crescimento ocorreu, principalmente, em função de melhores preços em dólares até setembro de 2008.

4.2 Custo dos Produtos Vendidos (CPV) Durante o 4T08, o custo dos produtos

vendidos ("CPV") da Braskem foi de R$ 3,3 bilhões, uma queda de 22% em relação ao 3T08. Essa queda está diretamente relacionada a: (i) menores volumes vendidos, elevando o giro dos estoques, de 59 dias em set/08 para 80 dias em dez/08; (ii) redução de custos fixos em R$ 24 milhões; e (iii) efeito do ajuste credor, no montante de R$ 127 milhões referente ao registro dos encargos financeiros embutidos na compra de nafta do exterior. Vale ressaltar que desse ajuste, R$ 74 milhões são não recorrentes por referirem-se a trimestres anteriores. Esses efeitos compensaram os custos elevados de estoque decorrentes dos patamares mais altos de preços da nafta do 3T08, em cerca de R$ 170 milhões.

Pelos mesmos motivos, o CPV reduziu em 14% na comparação com o 4T07.

O preço médio da nafta ARA (Amsterdã – Roterdã – Antuérpia) no 4T08 alcançou a média de US$ 364/t, uma redução de 62% comparada ao preço médio de US$ 959/t registrado no 3T08 e uma queda de 55% na comparação com o preço de US$ 803/t do 4T07. Vale ressaltar que, em decorrência da cadeia produtiva ter encerrado o 3T08 com elevado nível de estoque, a redução de preços de 62% ainda não pôde ser visualizada no CPV do último trimestre.

Durante o 4T08, a Braskem comprou 1.790 mil toneladas de nafta, das quais 1.121 mil toneladas (63%) foram adquiridas da Petrobras – sua principal fornecedora de matéria-prima. O restante, 668 mil toneladas (37%), foi importado diretamente pela Companhia, vindos principalmente do norte da África e da Argentina. O menor volume de compra de nafta foi conseqüência da redução da capacidade produtiva da Companhia em 55% em dezembro, conforme mencionado anteriormente.

Na comparação acumulada, o CPV de 2008 e 2007 foi de R$ 15,1 bilhões, não apresentando variação em relação ao ano anterior. Vale ressaltar que, os patamares mais elevados de preços de nafta afetaram o CPV em R$ 739 milhões, tendo sido parcialmente compensados pelo menor volume vendido e pela redução de R$ 138 milhões no custo fixo.

Receita Líquida (R$ milhões) 18.788 17.960 2007 2008 Receita Líquida (US$ milhões) 9.691 10.022 2007 2008 + 3% + 3% - 4% - 4%

1 Não inclui processamento de condensado e custos da Ipiranga Química CPV 4T081 Serviços 2,6% Outros 1,0% Óleo 1,1% Gás Natural 0,9% Pessoal 3,6% Energia 2,9% Deprec / Amort 4,7% Outros Custos Variáveis 5,2% Nafta / Condensado 78,0%

(11)

4.3 Despesas com Vendas, Gerais e Administrativas (DVGA)

A Braskem está constantemente concentrada em manter seus custos e despesas fixas dentro de parâmetros que garantam a sua competitividade global, além do foco na captura das sinergias relacionadas à consolidação dos ativos petroquímicos do Pólo de Triunfo.

No 4T08, as Despesas de Vendas foram de R$ 146 milhões comparado a R$ 128 milhões no trimestre anterior. Esse acréscimo é explicado por: (i) maior provisão para devedores duvidosos, decorrente de um ajuste no mercado externo da Copesul, e (ii) por maiores despesas com armazenagem e logísticas ligadas á transferência de produtos entre os centros de distribuição.

As Despesas Gerais e Administrativas no mesmo período foram de R$ 162 milhões, R$ 11 milhões menores que no 3T08, resultado do esforço contínuo de redução do custo fixo.

As Despesas com Vendas do ano foram de R$ 493 milhões, com redução de 16% em relação aos R$ 585 milhões no ano anterior. Essa redução é decorrente do esforço na redução dos custos fixos e da sinergia obtida com a consolidação dos ativos do Sul, parcialmente compensados por maiores despesas variáveis de vendas relativas à maior complexidade dos custos de logística para transferência de produtos entre armazéns.

Durante o ano de 2008, as Despesas Gerais e Administrativas totalizaram R$ 674 milhões comparadas a R$ 726 milhões em 2007, uma redução de R$ 52 milhões. Esse número está em linha com o programa de redução de gastos fixos.

4.4 EBITDA

O EBITDA consolidado da Braskem no 4T08 foi de R$ 633 milhões, o que representa uma queda de 7%, em relação ao 3T08. A combinação dos menores preços em dólar e do custo de produção ainda carregado pelos elevados preços da nafta do 3T08 em estoque foram os principais fatores que impactaram o EBITDA. A margem EBITDA da Braskem no 4T08 foi de 15,4%, comparada à margem EBITDA de 13,6% obtida no trimestre anterior. Eliminando-se o efeito do ajuste de R$ 74 milhões mencionado anteriormente, a margem do 4T08 foi de 13,6%. Quando expresso em dólares, o EBITDA no 4T08 atingiu o montante de US$ 278 milhões, representando uma queda de 32% em relação ao trimestre anterior.

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EBITDA (US$ milhões) 409 3T08 4T08 278 EBITDA (R$ milhões) 683 3T08 4T08 633 -7% -7% -32%-32%

Em relação ao 4T07, o EBITDA da Braskem apresentou uma queda de 12%. Excluindo-se os efeitos do ajuste non-recorrente referente ao registro dos encargos financeiros embutidos nas compras de nafta no exterior de ambos os períodos, a redução seria de 15%, impactados, principalmente, pelos mesmos motivos já explicados. 404 278 4T07 4T08 EBITDA (US$ milhões) 721 4T07 4T08 -12% -12% EBITDA (R$ milhões) 633 -31%-31%

No ano, o EBITDA da Braskem alcançou R$ 2,4 bilhões ante aos R$ 3,2 bilhões em 2007. Essa redução é explicada pela combinação de maior custo da nafta, com impacto de R$ 739 milhões e menores volumes vendidos de petroquímicos básicos e resinas. Quando traduzido em dólares, o EBITDA anual apresentou 18% de queda entre os anos, alcançando US$ 1,3 bilhão em 2008. A margem EBITDA de 2008 foi de 13,5% comparada a uma margem de 17,3% em 2007.

EBITDA (US$ milhões) 1.667 2007 2008 1.337 EBITDA (R$ milhões) 3.250 2007 2008 2.418 - 26% - 26% - 20%- 20%

4.5 Participação em Sociedades Controladas e Coligadas

O resultado da Braskem com Participações em Sociedades Controladas e Coligadas no 4T08 foi positivo em R$ 23,4 milhões, o que representa uma variação de R$ 32,1 milhões em relação ao trimestre anterior. O resultado do 4T08 contempla R$ 6,6 milhões negativos decorrentes dos ajustes da variação cambial sobre os investimentos em controladas no exterior. Esses ajustes foram necessários para adequar as demonstrações da Companhia à CPC 02 - Efeitos nas Mudanças nas Taxas de Câmbio e Conversão de Demonstrações Contábeis, aprovado pela Deliberação CVM Nº 534 de 29 de janeiro de 2008. A amortização de ágio no trimestre aparece positiva devido principalmente a uma reversão de R$ 32 milhões referente ao ajuste relacionado à adoção da lei 11.638/07, no que tange ao ágio derivado de rentabilidade futura, anteriormente em investimentos e agora transferido para ativo intangível. Outro efeito nessa linha foi originado na

(13)

incorporação da Ipiranga Petroquímica e Copesul, em setembro de 2008, com as respectivas amortizações de ágio passando a compor o CPV e as despesas com depreciação e amortização.

No ano, o resultado com Participações em Sociedades Controladas e Coligadas foi negativo em R$ 63,7 milhões, uma redução de 15% em relação a 2007, impactados principalmente pela amortização de ágios e variação cambial de investimentos no exterior, comentados anteriormente.

(R$ mil)

Participações em Soc. Ligadas 4T08 3T08 4T07 2008 2007

Equivalência Patr. Control. e Coligadas (12) 1.628 (1.005) (10.868) (785)

. Rionil 0 0 0 0 15

. Petroflex (0) (0) 2.320 (12.939) 2.320

. Outros (12) 1.628 (3.325) 2.071 (3.120)

Variação Cambial (6.565) 13.045 9.452 0 0

Outros 63 105 2.707 (12.434) 14.046

Sub Total (antes das amortizações) (6.514) 14.778 11.154 (23.302) 13.261

Amortizações de Ágios / Deságios 29.933 (23.486) (7.902) (40.388) (88.029)

TOTAL 23.419 (8.708) 3.252 (63.690) (74.768)

4.6 Resultado Financeiro Líquido

O resultado financeiro líquido do 4T08 encerrou com uma despesa financeira líquida de R$ 2,3 bilhões, comparada a R$ 1,6 bilhão no 3T08. Essa variação deve-se a continuação da desvalorização do real no período, que depreciou 22,1%, com impacto a maior de R$ 521 milhões no resultado do 4T08 quando comparado ao trimestre anterior. Como a Braskem possui exposição líquida ao dólar (passivos atrelados a esta moeda maiores que os ativos), essa mudança de comportamento do câmbio influencia de maneira significativa o resultado financeiro. Essa exposição líquida é composta por: 74% do endividamento e cerca de 84% de fornecedores, parcialmente compensados por 23% do contas a receber e 36% do caixa. Com a geração operacional de caixa fortemente dolarizada, a Companhia considera adequada essa exposição. Na comparação com o 4T07, o resultado financeiro líquido do 4T08 apresentou uma variação de R$ 2,1 bilhões. Novamente, o principal fator foi o aumento do impacto da variação cambial entre os períodos, já que a desvalorização do real em relação ao dólar no 4T08 foi de 22,1% contra uma valorização do real de 3,7% no 4T07.

Excluindo-se os efeitos da variação cambial e monetária, o resultado no 4T08 apresentou uma despesa de R$ 337 milhões, com aumento de R$ 126 milhões em relação ao 3T08. Esse aumento no 4T08 foi composto principalmente por: (i) reconhecimento de R$ 83 milhões na linha de Outras Despesas, referente aos encargos financeiros embutidos na compra de nafta do exterior incorridos, conforme mencionado nas notas explicativas das Demonstrações Financeiras (Nota 3.1 f 1); e (ii) aumento de R$ 12 milhões em Juros sobre Financiamento em função do aumento do saldo de Financiamentos.

Comparando-se o resultado financeiro do 4T08 com o mesmo período do ano anterior e, excluindo-se os efeitos da variação cambial e monetária, pelos mesmos motivos, houve um aumento de R$ 78 milhões. No acumulado de 2008, o resultado financeiro líquido foi R$ 3,7 bilhões negativos comparados aos R$ 367 milhões negativos em 2007. Os efeitos da variação cambial impactaram negativamente em R$ 2,6 bilhões. Excluindo-se os efeitos da variação cambial e monetária, o resultado financeiro líquido foi de R$ 857 milhões negativos, sendo R$ 136 milhões menor que o do mesmo período de 2007. As principais diferenças incluem: (i) redução de R$ 62 milhões em Despesas com operações financeiras, devido principalmente à extinção da CPMF, (ii) redução de R$ 18 milhões em despesas com Juros sobre Passivos Tributários, devido à diminuição da base de passivos tributários em 2008; e (iii) redução de R$ 20 milhões em Juros sobre Financiamento, em virtude da queda do custo médio do endividamento em dólares – que era de 7,44% em 2007 e caiu para 7,06% em 2008.

(14)

É importante ressaltar que o efeito da variação cambial, negativo em R$ 1.872 milhões no 4T08, não tem impacto direto sobre o caixa da companhia no curto prazo. Esse valor representa o efeito da variação cambial, principalmente sobre o endividamento da Companhia, e será desembolsado por ocasião do vencimento da dívida, que tem prazo médio de 11 anos. Pelo perfil de geração de caixa da Braskem, atrelada ao dólar, a apreciação cambial, apesar do seu efeito contábil negativo no curto prazo, tem impacto líquido positivo sobre o fluxo de caixa da Companhia no médio prazo.

Com o objetivo de proteger o seu fluxo de caixa e reduzir a volatilidade ao financiamento do seu capital de giro operacional e de programas de investimento, a Braskem adota procedimentos de gestão de riscos de mercado e de crédito em conformidade com sua Política de Gestão Financeira e com a Política de Gestão de Riscos. Nesse contexto, a Braskem não possui operação de target forward ou outros derivativos similares. Em dezembro de 2008, a Companhia possuía 2 operações de derivativos com finalidade de hedge (proteção) e características de vencimento, moedas, taxas e montantes que se adéquam perfeitamente aos ativos e passivos que estão protegendo. Quaisquer cenários que se apresentem, ajustes positivos ou negativos nos hedges serão contrapostos por ajustes negativos ou positivos nos ativos e passivos.

4.7 Lucro Líquido / Prejuízo

A Braskem registrou no 4T08 um prejuízo de R$ 2,1 bilhões após a participação de minoritários, principalmente em decorrência do impacto do resultado financeiro negativo afetado pela desvalorização do real no período, no montante de R$ 1,9 bilhões.

No ano, a Companhia registrou prejuízo de R$ 2,5 bilhões, em função do resultado financeiro negativo afetado pelo câmbio, que fechou com uma desvalorização do real de 32%, com impacto de R$ 2,6 bilhões no resultado. Esse resultado apresentou uma variação negativa de R$ 3,1 bilhões em relação ao lucro líquido registrado em 2007.

4.8 Fluxo de Caixa Livre

A geração operacional de caixa (GOC) da Braskem foi de R$ 2.023 milhões no 4T08, comparada a uma geração de R$ 157 milhões no trimestre anterior. Essa variação é explicada, sobretudo, pela contribuição do capital de giro das operações, sendo os principais destaques: (i) variação positiva de R$ 765 milhões na geração do Contas a Receber, afetado pelos menores volumes de venda e pela realização de antecipação de

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recebíveis; (ii) acréscimo de R$ 820 milhões, devido principalmente ao aumento no prazo médio de pagamentos a fornecedores e (iii) geração de R$ 356 milhões pela redução em tributos a recuperar devido, principalmente, as iniciativas da empresa em maximizar a utilização de créditos de ICMS. Os tributos federais como PIS e Cofins também passaram a ser melhor aproveitados com a sinergia gerada após as incorporações dos ativos do sul ocorrida em setembro.

Esses impactos positivos na GOC foram parcialmente reduzidos em R$ 304 milhões, pela estocagem de produtos a maiores custos no trimestre, conforme movimento de mercado já comentado.

R$ milhões 4T08 3T08 4T07 2008 2007

Geração Operacional de Caixa 2.023 157 996 3.631 3.499

Juros Pagos (237) (89) (75) (572) (541)

IR / CS Pagos (25) (52) (88) (121) (377) Atividades de investimento* (302) (155) (2.105) (2.214) (3.792) Fluxo de Caixa Livre 1.459 (138) (1.272) 725 (1.212) * Não inclui recompra de ações

A GOC da Braskem do ano de 2008 foi de R$ 3.631 milhões em 2008, comparada a uma geração de R$ 3.499 milhões do ano anterior. O aumento de 4% em relação à GOC do ano anterior é explicado, sobretudo, pela contribuição do capital de giro no 4T08, conforme explicado anteriormente.

As atividades de investimento de 2008 incluem a última parcela referente à aquisição dos ativos petroquímicos do Grupo Ipiranga, no valor de R$ 638 milhões, além da última parcela do pagamento da Politeno, no valor de R$ 247 milhões. Em 2007, foi desembolsado o valor referente a aquisição dos ativos petroquímicos do Grupo Ipiranga, no valor de R$ 856 milhões e R$ 1,3 bilhão referente liquidação financeira do processo de Oferta Pública de Ações (“OPA”) da Copesul.

4.9 - Estrutura de Capital e Liquidez

Em 31 de dezembro de 2008, a Braskem apresentou dívida bruta de US$ 5,1 bilhões, US$ 191 milhões menor do que a registrada em 30 de setembro de 2008, devido basicamente ao menor valor em dólares da parcela da dívida expressa em reais, já que no período o real desvalorizou 22,1%.

Em 31 de dezembro de 2008, o saldo de caixa e aplicações subiu 31% em relação a 30 de setembro de 2008, alcançando US$ 1.267 milhões, impactado principalmente pela otimização do capital de giro da Companhia, com operações de antecipação de recebíveis e aumento no prazo médio de pagamento a fornecedores. Dívida Bruta (US$ milhões) 5.320 5.129 Set 08 Dez 08

Saldo Caixa + Aplicações (US$ milhões) 1.267 Set 08 Dez 08 968 334 634 Aplicações em US$ Aplicações em R$ + 31% + 31% 813 453 - 4% - 4%

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Dívida Bruta (R$ milhões)

10.184

11.986

Set 08 Dez 08

Saldo Caixa + Aplicações (R$ milhões) 2.960 Set 08 Dez 08 1.853 639 1.214 Aplicações em US$ Aplicações em R$ +60% +60% 1.901 1.059 +18% +18%

Dessa forma, a dívida líquida consolidada da Braskem em 31 de dezembro foi de US$ 3,9 bilhões, 11% inferior à dívida líquida registrada em 30 de setembro de 2008. Em reais, a dívida líquida aumentou de R$ 8,3 bilhões em 30 de setembro de 2008 para R$ 9,0 bilhões em 31 de dezembro de 2008. Novamente o efeito da desvalorização do real em 22,1% no 4T08, parcialmente compensado pelo maior saldo de caixa, é responsável pelo aumento de R$ 700 milhões na dívida líquida.

Dívida Líquida (R$ milhões) 8.331 9.026 Set 08 Dez 08 Dívida Líquida (US$ milhões) 4.352 3.862 Dez 08 Set 08 - 11% +8%+8%

Desse modo, a alavancagem financeira da Companhia, quando medida em reais, medida pelo indicador Dívida Líquida/EBITDA, passou de 3,42x no 3T08 (últimos 12 meses) para 3,76x em 2008.

A relação dívida líquida/EBITDA, quando expressa em dólares, passou de 3,06x no 3T08 para 2,89x ao final de 2008.

Dívida Líquida / EBITDA(x) R$

3,42 3,73

Set 08 Dez 08 +9%

Dívida Líquida / EBITDA(x) R$

3,42 3,73

Set 08 Dez 08 +9%

+9%

Dívida Líquida / EBITDA(x) US$

3,06 2,89

Set 08 Dez 08 -6%

Dívida Líquida / EBITDA(x) US$

3,06 2,89

Set 08 Dez 08 -6%

-6%

O prazo médio do endividamento aumentou para 11 anos ao final de dezembro de 2008, com a conclusão do refinanciamento do empréstimo-ponte, no montante total de US$ 1,2 bilhão, utilizado para a aquisição dos ativos petroquímicos do Grupo Ipiranga e para fechamento do capital da Copesul. Este refinanciamento constitui uma operação de Pré-pagamento de exportações, no valor de US$ 725 milhões e prazo de 5 anos com carência de 3 anos, realizada em início de outubro de 2008.

Ao final de dezembro de 2008 o endividamento atrelado ao dólar norte-americano era de 74% contra 72% observado ao final do 3T08. Abaixo, detalhamos o endividamento bruto por categorias e por indexadores.

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Operações Estruturadas 44% Agentes Governamentais Estrangeiros 2% Agentes Governamentais Nacionais 16% Capital de Giro 1% Mercado de Capitais 37%

Endividamento Bruto por Categoria Endividamento Bruto por Indexador TJLP 12% CDI 12% Trade Finance 28% Non Trade Finance 46% Pré-fixado 2% US$ 74%

O gráfico a seguir ilustra a agenda de amortização consolidada da Companhia em 31 de dezembro de 2008.

31/12/08 Saldo das Disponibilidades Aplicado em US$ Aplicado em R$ 2.960 1.901 1.059 AGENDA DE AMORTIZAÇÃO (R$ milhões) 31/12/2008 Dívida Bruta: 11.986 Dívida Líquida: 9.026 em R$ Milhões Prazo Médio: 10,9 em anos 18% 8% 2010 2009 2011 11% 1.368 12% 2013 1.402 1.345 2016/ 2017 2014/ 2015 11% 942 2.146 10% 403 1.169 1.259 2012 11% 2020 em diante 6% 713 2018/ 2019 403 13% 1.642 5. INVESTIMENTOS:

Em linha com seu compromisso com a disciplina de capital e com a realização de investimentos com retorno acima de seu custo de capital, a Braskem realizou investimentos operacionais que totalizaram R$ 1,4 bilhão (não inclui juros capitalizados) em 2008, em linha com o valor de 2007. Esses recursos foram aplicados nas áreas operacionais, de tecnologia, saúde, segurança e meio ambiente, e sistemas de informação, tendo beneficiado todas as unidades de negócio da Companhia.

Merece destaque o investimento na planta de PP em Paulínia que consumiu R$ 136 milhões em 2008. A planta iniciou a fase de testes da operação no início do 2T08, os quais foram concluídos em setembro de 2008, com a certificação dos grades de PP possíveis de serem produzidos, quando as vendas passaram a integrar o resultado consolidado.

Aumentos de Capacidade / Petroquímica Paulínia SSMA Tecnologia INVESTIMENTOS (R$ milhões) Reposição de Equipamentos Produtividade Qualidade / Outros

Sistema de Informação (Fórmula Braskem)

238 202 195 161 55 45 1.394 2008 91 Paradas de Manutenção 407

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A Companhia realizou desembolsos no valor de R$ 407 milhões em paradas programadas para manutenção, em linha com o objetivo de manter suas plantas operando com altos níveis de confiabilidade. Nesse ano, foram realizadas paradas de manutenção em uma linha de produção de cada central petroquímica, em Camaçari e em Triunfo, correspondendo a mais de 75% do valor total. Essas paradas ocorrem a cada 6 anos.

Os investimentos em participações acionárias totalizaram R$ 885 milhões em 2008, incluindo o valor residual da aquisição dos ativos petroquímicos do Grupo Ipiranga, no montante de R$ 638 milhões, e o earnout da Politeno Indústria e Comércio S.A. (“Politeno”), adquirida em 2006, no valor de R$ 247 milhões.

6. PERSPECTIVAS:

O cenário macroeconômico mundial sofreu grandes alterações no 2º semestre de 2008 com a crise do sistema financeiro global e seus impactos no sistema de crédito, tendo sido esse o meio de transmissão dessa crise para a chamada economia real. É certo que haverá uma redução na taxa de crescimento global em 2009, com recessão nas economias dos países industrializados – EUA, Comunidade Econômica Européia e Japão. Os mercados emergentes, por outro lado, tendem a apresentar crescimento ainda que modesto. A Braskem mantém a expectativa de que o Brasil apresente taxa de crescimento entre 1,5 e 2,5% no ano de 2009.

O setor petroquímico global enfrenta desde o último trimestre de 2008 um cenário mais desafiador, o que deve ser realidade também em 2009. Além da incerteza sobre a demanda mundial, a entrada de nova oferta no Oriente Médio e Ásia, mesmo deduzida a hibernação e o fechamento de plantas na Europa e nos Estados Unidos, poderá pressionar margens. O ciclo de retração econômica, aliado ao ciclo de baixa da petroquímica, proporcionarão oportunidades estruturantes na indústria e no rearranjo da matriz competitiva de matéria-prima e na eventual consolidação societária.

Dada a expectativa mais modesta para o PIB brasileiro, a Braskem acredita num crescimento entre 3 e 5% no volume de vendas de resinas termoplásticas em 2009. Setores mais ligados a consumo, como embalagens de produtos alimentícios, por exemplo, historicamente não acompanham redução de crescimento econômico. Além disso, o movimento de intensa desestocagem vivenciado no mercado doméstico no último trimestre de 2008 provocou uma distorção no crescimento anual do mercado. O retorno aos patamares normais de estoque na cadeia deve levar a um aumento adicional do volume de vendas em 2009. Outro fator que poderá favorecer à Companhia é a redução das importações de resinas e manufaturados para próximo do seu nível histórico, dado o aumento de competitividade dos produtores nacionais com a desvalorização do real, o grau de incerteza trazido pela volatilidade que vem ocorrendo com o câmbio desde setembro de 2008 e a redução de oferta nos Estados Unidos.

Nesse contexto, a Companhia permanece focada na preservação de sua rentabilidade operacional ao longo do ciclo ao mesmo tempo em que reforça o relacionamento de longo prazo com seus clientes visando à maximização da competitividade da cadeia petroquímica brasileira.

Ao longo do primeiro semestre de 2009, a Braskem espera que a demanda do mercado doméstico volte a patamares normalizados, o que permitirá a gradual retomada das taxas de utilização de suas plantas para níveis históricos.

Os desembolsos com investimentos operacionais programados para 2009 devem atingir R$ 909 milhões, incluindo expansão de capacidade, novos projetos e paradas programadas, sujeitos à geração de caixa. A Braskem está concentrando seus recursos em projetos prioritários, com alto retorno, auto-financiamento e rápido payback, mantendo a solidez financeira e disciplina de capital nesse momento de turbulência global. Além disso, a Companhia continua comprometida em reduzir seus custos e despesas fixas com objetivo de aumentar sua competitividade, reduzindo significativamente custos de produção e despesas administrativas. No âmbito estratégico, a Braskem estará concentrada no aumento de sua competitividade e flexibilização da matriz energética por meio de acesso a matérias-primas competitivas e na implantação da planta de polímeros verdes a partir de matéria-prima renovável.

Inserida na frente de consolidação, a Braskem espera prosseguir na captura das sinergias da integração dos ativos petroquímicos do Sul conforme já anunciado. Quando expressas em bases anuais e recorrentes, a

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Braskem tem expectativa de capturar cerca de R$ 200 milhões em EBITDA, já tendo sido capturados, em 2008, R$ 174 milhões, com foco nas iniciativas ligadas à área comercial e supply-chain. Além desse ganho operacional, a Braskem capturou R$ 75 milhões adicionais com impacto em caixa.

Adicionalmente, a Braskem deverá aumentar sua capacidade de produção através da implementação de novos projetos, sempre preservando sua disciplina de capital, em investimentos que proporcionem retornos acima do custo de capital da empresa. Esses novos projetos incluem expansões adicionais de capacidade em plantas já existentes, como a expansão de capacidade de PVC de 200 mil toneladas, programada para 2011. Dentro dos projetos de crescimento com melhoria da competitividade através de acesso a matéria-prima competitiva, a Braskem está trabalhando em dois projetos integrados na Venezuela, em parceria paritária com a Pequiven.

O projeto PP, da joint venture Propilsur, está concentrado na estruturação do pacote financeiro com a participação de agências de crédito à exportação, bancos de fomento e bancos privados. A aprovação desse pacote será condição importante para a apresentação do projeto aos Conselhos de Administração da Braskem e da Pequiven, com a conseqüente aprovação final sobre o investimento, prevista para acontecer no 2º semestre de 2009.

Para o projeto de PE, foi criada a Polimerica, empresa mista controlada por Braskem e Pequiven, que assinou em dezembro de 2008 os acordos de licenciamento com dois dos principais fornecedores de tecnologia no mercado internacional, Basell (para Polietileno de Baixa Densidade) e Ineos (para Polietileno de Alta Densidade e Polietileno Linear de Baixa Densidade) e encontra-se em fase final as negociações para contratação da empresa responsável pelo projeto do cracker. A concentração para o ano será iniciar o Process Design Package e a Engenharia Básica Estendida dos projetos e iniciar a estruturação do financiamento do projeto.

A Braskem e a Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos - YPFB, empresa de petróleo boliviana, estão em fase de negociação de um memorando de entendimento para iniciar estudos visando avaliar a implantação de um complexo petroquímico a base de etano, no sul da Bolívia. A Companhia espera avançar com esses estudos dado os novos desenvolvimentos anunciados pelo governo boliviano para o ano de 2009.

A Braskem, a Petrobras e a Petróleos del Perú – PetroPerú S.A. assinaram, em maio de 2008, um acordo visando avaliar a viabilidade técnica e econômica para implementação de um projeto integrado para produção de 700 mil a 1,2 milhão de toneladas de polietilenos a partir de gás natural disponível no Peru. A implementação desse projeto poderá conferir a Braskem seu posicionamento no maior complexo integrado na costa do Pacífico, totalmente alinhada com a estratégia de atuação internacional, crescimento e consolidação da Braskem na região. A Companhia deverá concluir a fase inicial de viabilidade técnico-econômica do projeto ao longo de 2009.

Além dos projetos em curso na Venezuela e da avaliação no Peru e Bolívia, a Braskem está sempre avaliando oportunidades de acesso à matéria-prima competitiva em outros países da América Latina.

No âmbito de matéria-prima renovável, o ano de 2009 marca o início da construção da planta de PE Verde, aprovada pelo Conselho em dezembro último. Este é um projeto estratégico de criação de valor na produção de polímeros a partir de etanol de cana de açúcar, característica importante para a sustentabilidade da indústria petroquímica. A Braskem já concluiu a etapa conceitual e de projeto básico e a partir de janeiro de 2009, inicia-se a fase de detalhamento e início das obras. Ainda em 2009 a Braskem espera concluir os contratos de comercialização de longo prazo.

Os administradores da Braskem permanecem confiantes e comprometidos em tornar a Braskem uma das empresas líderes da petroquímica global. O rumo do crescimento sustentável com criação de valor é reiterado em momentos de crise e ciclos econômicos com enfoque nas oportunidades. O Brasil mostra-se um dos países melhor posicionados em termos de competitividade comparativa, robustez dos fundamentos econômicos e higidez financeira para enfrentar a crise econômica global. A Braskem conta com acionistas sólidos, com visão de longo prazo e comprometimento com o desenvolvimento da cadeia petroquímica na região. A relação com os clientes se fortalece nos momentos de crise. A liderança da Braskem agirá

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proativamente e de forma estratégica e empresarial em busca das melhores oportunidades em eficiência de operações, produtividade e alianças que maximizem os resultados e o valor da Companhia.

7. LISTAGEM DE ANEXOS

Pág.

ANEXO I – Demonstrativo de Resultados Consolidado 21

ANEXO II – Balanço Patrimonial Consolidado 22

ANEXO III – Fluxo de Caixa Consolidado 23

ANEXO IV - Volume de Produção Consolidado 24

ANEXO V – Volume de Vendas Consolidado – Mercado Interno 25

ANEXO VI – Volume de Vendas Consolidado – Mercado Externo 26

ANEXO VII – Receita Líquida Consolidada – Mercado Interno 27

ANEXO VIII - Receita Líquida Consolidada – Mercado Externo 28

A Braskem, petroquímica brasileira de classe mundial, é líder em resinas termoplásticas na América Latina e a terceira maior companhia industrial privada de capital nacional. Com 18 plantas industriais localizadas no

país, a empresa tem capacidade anual de produção de mais de 11 milhões de toneladas de produtos químicos e petroquímicos.

RESSALVA SOBRE INFORMAÇÕES FUTURAS

Esse documento contém informações futuras. Tais informações não são apenas fatos históricos, mas refletem as metas e as expectativas da direção da Braskem. As palavras "antecipa", "deseja", "espera", "prevê", "pretende", "planeja", "prediz", "projeta", "almeja" e similares, escritas, pretendem identificar afirmações que, necessariamente, envolvem riscos conhecidos e

desconhecidos. A Braskem não se responsabiliza por operações ou decisões de investimento tomadas com base nas informações contidas nesse documento.

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ANEXO I

Demonstrativo de Resultados Consolidado

(R$ milhões)

Receita Bruta 5.436 6.321 6.127 (14) (11) 23.020 23.844 (3)

Receita Líquida 4.111 5.032 4.772 (18) (14) 17.960 18.788 (4)

Custo dos Produtos Vendidos (3.345) (4.268) (3.910) (22) (14) (15.141) (15.140) 0

Lucro Bruto 766 765 862 0 (11) 2.819 3.648 (23)

Despesas com Vendas (146) (128) (163) 14 (11) (493) (585) (16)

Despesas Gerais e Administrativas (162) (173) (176) (7) (8) (674) (726) (7)

Depreciação e Amortização (146) (138) (137) 6 7 (544) (491) 11

Outras Receitas (Despesas) Operacionais 31 26 5 21 560 86 128 (33)

Participação em Sociedades Ligadas 23 (9) 3 - 620 (64) (75) (15)

.Resultado de Equivalência Patrimonial (7) 15 11 - - (23) 13

.Amortização de Ágio/Deságio 30 (23) (8) - - (40) (88) (54)

Lucro Operacional antes do Resultado Financeiro 368 344 395 7 (7) 1.130 1.899 (40)

Resultado Financeiro Líquido (2.275) (1.616) (137) 41 1.564 (3.685) (367) 903

Lucro Operacional (1.907) (1.272) 258 50 - (2.554) 1.531 -Outras Receitas (Despesas) Não Operacionais 1 (214) (67) (41) 217 426 (159) (69) 129

Lucro antes do IR e CS (2.121) (1.339) 217 58 - (2.713) 1.462 -Imposto de renda / Contribuição Social 12 497 (111) (97) - 278 (412)

-Participação dos Colaboradores - (6) (7) - - (19) (19) 1

Resultado Antes da Participação de Minoritários (2.108) (849) 99 148 - (2.454) 1.031 -Participação de Minoritários (0) (0) 2 - - (39) (389) (90)

Lucro Líquido / Prejuízo (2.108) (849) 101 148 - (2.492) 642

-Lucro (prejuízo) por ação (LPA) (4,15) (1,62) 0,23 157 - (4,91) 1,43 -Lucro (prejuízo) por ação ex-amortização de ágio (3,87) (1,39) 0,48 179 - (4,02) 2,18 -EBITDA 633 683 721 (7) (12) 2.418 3.250 (26)

Margem EBITDA 15,4% 13,6% 15,1% 1,8 p.p. 0,3 p.p. 13,5% 17,3% -3,8 p.p. -Depreciação e Amortização 289 330 329 (13) (12) 1.224 1.276 (4)

. Custo 143 193 193 (26) (26) 681 785 (13)

. Despesas 146 138 137 6 7 544 491 11 1 No 3T08, inclui R$ 42 milhões de reversão de venda de tecnologia para a Petroquímica Paulínia derivada da incorporação desta pela Braskem

Var. (%) (A)/(B)

Demonstração de Resultado 4T08(A) 3T08(B) 4T07(C) 2008(D) 2007(E) Var. (%)

(D)/(E) Var. (%)

Referências

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