IMPOSTO
DE RENDA
2021
Entre 1º de março e 30 de abril de 2021, cerca de 32 milhões de brasileiros precisam reservar um tempo na agenda para prestar contas à Receita Federal. Entram nesse grupo as pessoas que ti-veram rendimentos tributáveis acima de R$ 28.559,70 ou rendi-mentos isentos superiores a R$ 40.000,00.
Muitos investidores chegaram ao mercado em 2020. Só na B3, cer-ca de 1,5 milhão de pessoas físicer-cas se cer-cadastraram para operar ape-nas durante o ano passado. Por isso, para muita gente, essa será a primeira vez em que haverá investimentos – como ações, fundos imobiliários ou títulos públicos – para declarar. Por onde começar? A primeira informação a saber é que todas as pessoas que realiza-ram operações na bolsa de valores ou obtiverealiza-ram ganho de capital na alienação de bens sujeitos ao Imposto de Renda em qualquer mês – mesmo que tenham ficado abaixo dos limites de renda de que falamos acima – precisam preencher a declaração. E ponto. Depois, cada um deve avaliar o melhor modelo de declaração para a sua situação. Existem dois: o simplificado e o completo. O mode-lo simplificado é a melhor opção para quem não tem muitas
des-Está aberta a temporada da
E quanto aos investimentos? Existe uma série de regras que de-vem ser seguidas para preencher corretamente a declaração e evitar cair na malha fina. Aplicações de renda fixa seguem uma lógica, que é diferente da que impera sobre os investimentos de renda variável. Para quem vai estrear nesse jogo agora, é impor-tante ficar atento para afastar a chance de erros.
Os dados e as informações de que você vai precisar para preencher a declaração estarão disponíveis no Informe de Rendimentos – todas as instituições financeiras com as quais você realizou investimentos no ano passado devem disponibilizá-lo. Além disso, procure juntar as notas de corretagem relativas às operações que tiver feito.
Para ajudá-lo a acertar no Imposto de Renda, o InfoMoney listou nesse e-book os procedimentos necessários para declarar os prin-cipais investimentos. Você encontrará informações sobre como funciona a tributação de cada um, os pontos de atenção e também como preencher os campos no programa da Receita Federal.
5
Ações
10
Fundos imobiliários
13
Fundos de investimentos
16
Tesouro direto
18
CDBs e RDBs
22
Previdência privada
20
Poupança, LCI, LCA e
investimentos isentos
Se você investe em ações, tem uma tarefa para cumprir todos os meses: apurar quanto deve de Imposto de Renda. É preciso reunir as informações sobre todas as vendas realizadas na Bol-sa e fazer um balanço entre os valores de compra e venda dos papéis, verificando se houve ganho de capital.
Via de regra, se o mês foi de lucro no pregão, o investidor deve emitir um Darf (Documento de Arrecadação de Receitas Fede-rais) e fazer o pagamento do imposto. A alíquota é de 15% so-bre os ganhos, descontadas as taxas da corretora e da Bolsa – como corretagem e emolumentos. O pagamento deve ser rea-lizado até o último dia útil do mês seguinte.
Nos meses em que o investidor tem prejuízo com suas opera-ções, não é preciso pagar Imposto de Renda. Além disso, a situ-ação gera uma espécie de crédito tributário que pode ser usado para abater a tributação dos meses seguintes, quando nova-mente houver lucro.
Funciona assim: suponha que em um mês o investidor teve pre-juízo de R$ 5 mil nas operações com ações e no mês seguinte, conseguiu lucro de R$ 10 mil. No primeiro, não paga nada de Imposto de Renda. No segundo, pode subtrair os valores (lucro de R$ 10 mil menos prejuízo de R$ 5 mil). Assim, reduz a base sobre a qual a alíquota incide – e paga menos imposto.
AÇÕES
Só precisa apurar o Imposto de Renda quem ultrapassar R$ 20 mil em vendas de ações durante o mês. Abaixo desse va-lor, o investidor está isento.
As operações de day trade – compra e venda de ações no mesmo dia – seguem uma regra específica de tributação. A apuração é feita do mesmo jeito, porém não há qualquer isenção para os investidores. Além disso, a alíquota que in-cide sobre o ganho de capital sobe para 20%. O pagamento também é feito com um Darf no mês seguinte.
Há algumas situações específicas para prestar atenção:
Cada vez que um investidor realiza uma venda de ações na Bol-sa, as corretoras retêm 0,005% do valor da operação na fonte. Essa alíquota simbólica serve para que a Receita Federal tenha acesso às movimentações dos contribuintes e possa identificar quem tenta sonegar o Imposto de Renda. Por isso, é conhecida como “dedo-duro”.
O dedo-duro funciona como uma antecipação do imposto a ser pago quando há lucro, e deve ser descontado do valor final de-vido pelo investidor.
O recolhimento na fonte também acontece nas operações de day trade, a uma alíquota de 1% sobre o valor da venda.
ATENÇÃO
As ações são uma parte do patrimônio do investidor, e é por isso que elas entram nessa ficha. Nela, deve-se informar as posições em ações mantidas no dia 31 de dezembro de 2020, mesmo que o investidor não tenha realizado nenhuma opera-ção na bolsa ao longo do ano. É simples:
► Tenha em mãos o Informe de Rendimentos enviado pela sua
corretora (se não tiver recebido o documento, solicite uma có-pia dele à instituição);
► Na ficha “Bens e Direitos”, selecione o código referente a
“Ações” (31);
►No campo “Discriminação”, informe a quantidade de ações que
possuía, o tipo, o nome e o CNPJ da empresa, além da corretora;
► No campo “Situação”, tanto em 31/12/2019, como em
31/12/2020, é preciso inserir o valor de aquisição das ações. Fique atento: aqui vai o preço dos papéis no dia em que foram comprados (e não a cotação do último dia do ano);
Ficha “Bens e Direitos”
1
Ficha “Rendimentos Sujeitos à Tributação Exclusiva/Definitiva”
2
Quem possui ações pode receber juros sobre capital, que são um dos tipos de proventos distribuídos pelas empresas emisso-ras dos papéis. Para declarar essa renda, faça o seguinte:
► Na ficha “Rendimentos Sujeitos à Tributação
Exclusiva/Definiti-va”, selecione a opção “Juros sobre Capital Próprio” (10);
► Insira o beneficiário, além do nome e do CNPJ da empresa que
realizou o pagamento, assim como a soma dos valores recebi-dos em 2020;
►Repita a operação para cada ação que tenha na carteira e que
Também é possível que o investidor tenha recebido dividendos, outro tipo de benefício oferecido pelas empresas. Esses ganhos são declarados em outra ficha, seguindo o procedimento abaixo:
►Na ficha “Rendimentos Isentos e Não-Tributáveis”, selecione a
opção “Lucros e dividendos recebidos” (09);
► Clique em “Novo”, informe se é o titular ou dependente, assim
como o valor dos dividendos e a companhia que fez o pagamento;
►Repita a operação para cada ação que tenha na carteira e que
tenha distribuído dividendos em 2020.
Nessa mesma ficha também deve ser informada a soma dos lucros que foram obtidos em operações isentas de Imposto de Renda. Lembra que vendas de ações abaixo de R$ 20 mil por mês não são tributadas? É exatamente sobre elas que estamos falando. Então:
► Some os resultados positivos das operações realizadas nos
meses em que as vendas de ações ficaram abaixo de R$ 20 mil;
► Na ficha “Rendimentos Isentos e Não-Tributáveis”, selecione
a opção “Ganhos líquidos em operações no mercado à vista de ações negociadas em Bolsas de Valores nas alienações realiza-das até R$ 20 mil” (20)
►Insira o valor da soma e o beneficiário.
Ficha “Rendimentos Isentos e Não-Tributáveis”
Nessa ficha devem ser informadas as operações com ações tri-butadas – ou seja, aquelas realizadas em meses em que as ven-das na Bolsa superaram R$ 20 mil. O passo a passo é:
► Abra a opção “Operações Comuns / Day Trade”;
► No lado esquerdo da tela, haverá uma aba para cada mês do
ano. Você trabalhará com um mês de cada vez. Se em janeiro, por exemplo, suas vendas de ações tiverem superado R$ 20 mil, selecione essa aba para preencher. Faça o mesmo com os outros meses;
► Ao abrir a aba do mês, você verá um quadro intitulado “Tipo
de Mercado/Ativo”. Nele, abra a opção “Mercado à Vista”. Sua atenção estará voltada para o item “Mercado à vista – ações”;
► Se tiver feito operações comuns com ações, de duração
su-perior a um dia, insira a soma dos lucros ou prejuízos obtidos no mês na coluna “Operações Comuns”;
► Já se tiverem sido operações de day trade – que nunca são
isentas – insira a soma dos lucros ou prejuízos obtidos no mês na coluna “Day Trade”;
► Informe valor igual zero nos meses em que não tiver realizado
operações e também naqueles em que as vendas de ações te-nham somado menos do que R$ 20 mil (essas entram na ficha “Rendimentos Isentos e Não-Tributáveis”)
Ficha “Renda Variável”
Embora muita gente acredite que são investimentos de renda fixa, os fundos imobiliários (ou FIIs) são ativos de renda variável. Com os FIIs, os investidores podem obter ganhos de duas formas: com a valorização das cotas no mercado e com a distribuição pe-riódica de rendimentos, também chamados de dividendos, que normalmente vêm do aluguel dos imóveis incluídos na carteira. Esses dois tipos de ganhos são tributados de maneira diferente. O investidor que vende suas cotas com lucro – ou seja, por um preço superior ao da compra – tem de pagar Imposto de Renda a uma alí-quota de 20%. É ele mesmo quem deve apurar quanto deve, além de emitir e quitar um Darf (Documento de Arrecadação de Recei-tas Federais) até o último dia do mês seguinte ao da operação. Os custos com corretagem e emolumentos podem ser descon-tados do cálculo. E, assim como no caso das ações, os prejuízos de um mês podem ser abatidos dos lucros nos meses seguintes. Já os dividendos – em muitos casos distribuídos mensalmente – são isentos de Imposto de Renda, desde que cumpram algu-mas condições.
FUNDOS
IMOBILIÁRIOS
Os dividendos dos fundos imobiliários só são isentos de Impos-to de Renda se eles forem negociados exclusivamente na Bol-sa, se tiverem pelo menos 50 cotistas e se o investidor possuir menos de 10% do total de cotas. Na prática, esse é o caso dos fundos listados na B3.
ATENÇÃO
NA DECLARAÇÃO
Na declaração do Imposto de Renda, o investidor de fundos imobiliários precisa preencher três fichas com informações di-ferentes. Confira:
Informe nessa ficha as posições mantidas em fundos imobiliá-rios, da seguinte forma:
►Selecione a opção “Fundo de Investimentos Imobiliário” (73); ►No campo “Discriminação”, informe a instituição financeira
ad-ministradora do fundo, a quantidade de cotas, o CNPJ do fundo e, caso a conta seja conjunta, nome e número de inscrição no CPF do outro titular;
► Em “Situação em 31/12/2020 (R$)”, anote o valor de
aqui-sição das cotas do fundo, independentemente do dia do ano que tenham sido compradas, conforme consta em seu Infor-me de RendiInfor-mentos.
Ficha “Bens e Direitos”
Ficha “Rendimentos Isentos e Não-Tributáveis”
2
Nessa ficha, o investidor precisa informar os valores dos divi-dendos (ou rendimentos) que recebeu ao longo do ano no fundo imobiliário, seguindo os passos abaixo:
►Selecione a opção “Outros” (26), pois não há um código
espe-cífico para fundos imobiliários;
►Informe o CNPJ e o nome da Fonte Pagadora;
► No campo “Descrição”, anote que se trata de rendimentos
de fundo imobiliário;
►Informe o valor total dos dividendos recebidos, conforme o
Informe de Rendimentos.
Se o investidor realizou negociações com fundos imobiliários ao longo do ano, terá de informá-las na ficha “Renda Variável”. Fun-ciona assim:
►Encontre a opção “Operações Fundos Invest. Imob.”, que é
es-pecífica para essa finalidade;
►Na coluna “Resultado líquido do mês”, anote o lucro ou o
pre-juízo total realizado em cada mês. Você pode indicar o valor de zero caso não tenha feito operações em algum mês;
►Em “Imposto Pago”, indique os valores pagos via Darf (campo
Ficha “Renda Variável”
Os ganhos obtidos nos fundos são tributados na fonte – ou seja, o imposto devido pelo investidor é recolhido pela própria institui-ção financeira. Assim, na prática, se você comprou cotas de um fundo e decidiu vendê-las depois de algum tempo, receberá de volta o valor investido e a rentabilidade, mas já será descontado dela o Imposto de Renda, que o banco ou corretora repassará diretamente à Receita Federal.
Para efeitos de tributação, os fundos são divididos em três tipos:
FUNDOS DE
INVESTIMENTOS
DURANTE O ANO
Fundos curto prazo: são os que investem em papéis
com vencimento em menos de 365 dias, em média
Fundos de longo prazo: são os que investem em papéis
com vencimento em mais de 365 dias, em média
Fundos de ações: são os que investem
preponderantemente em ações
A tributação dos fundos de curto e de longo prazo – categorias que incluem os fundos de renda fixa e os multimercados, por exemplo – segue uma tabela regressiva, segundo a permanên-cia na aplicação. Quanto mais tempo o dinheiro ficar investido, menos Imposto de Renda o investidor terá de pagar. As alíquotas são as seguintes:
Já nos fundos de ações, incide uma alí-quota única de 15% sobre o rendimento.
Fundos de Curto Prazo
Até 180 dias de aplicação – 22,5% Acima de 180 dias de aplicação – 20%
Fundos de Longo Prazo
Até 180 dias de aplicação – 22,5% De 180 a 360 dias de aplicação – 20% De 361 a 720 dias de aplicação – 17,5% Acima de 720 dias de aplicação – 15%
De modo geral, a cobrança do Imposto de Renda acontece na hora do resgate das cotas dos fundos. Porém, no caso dos fun-dos de curto e de longo prazo, ela ocorre periodicamente, du-rante o período em que o investimento é mantido.
A cobrança é chamada de “come-cotas” e é feita semestral-mente, no último dia útil dos meses de maio e novembro. Nes-sas ocasiões, os administradores calculam quanto os investido-res devem de Imposto de Renda considerando a menor alíquota aplicada em cada categoria. Então, recolhem o valor equivalen-te em cotas do fundo.
Se por acaso o investidor decidir resgatar os recursos em um período mais curto, em que as alíquotas seriam maiores do que recolhidas pelo come-cotas, o cálculo da diferença entre o que
NA DECLARAÇÃO
Na declaração do Imposto de Renda, o investidor de fundos imobiliários precisa preencher três fichas com informações di-ferentes. Confira:
Na declaração do Imposto de Renda, quem investe em fundos precisa preencher duas fichas com informações diferentes. Confira:
►Selecione a opção que corresponda aos fundos que você possui:
• “Fundo de Curto Prazo” (71)
• “Fundo de Longo Prazo e Fundo de Investimentos em Direitos Creditórios (FIDC)” (72)
• “Fundo de ações, Fundos Mútuos de Privatização, Fundos de Investimento em Empresas Emergentes, Fundos de Investimento em Participação e Fundos de Investimentos de Índice de Mercado” (74)
• “Outros fundos” (79)
►No campo “Discriminação”, informe a instituição financeira
ad-ministradora do fundo, quantidade de cotas, CNPJ do fundo e, caso a conta seja conjunta, informe a instituição financeira ad-ministradora do fundo, quantidade de cotas e CNPJ do fundo;
►No campo “Situação em 31/12/2020 (R$)”, anote o saldo
exis-tente nesta data, conforme o Informe de Rendimentos recebido da instituição financeira;
►Em “Situação em 31/12/2019 (R$)”, insira o preço de aquisição
das cotas (o mesmo que você já havia informado nas declara-ções anteriores) ou deixe em branco, caso tenha sido uma apli-cação nova.
Ficha “Bens e Direitos”
Ficha “Rendimentos Sujeitos à Tributação Exclusiva/Definitiva”
2
Será preciso preencher essa ficha se você tiver realizado resga-tes dos seus fundos ao longo do ano. Nesse caso:
►Selecione a opção “Rendimentos de Aplicações Financeiras” (6); ►Preencha os dados conforme descritos no Informe de
Rendimen-tos, com atenção ao nome do fundo e ao CNPJ do administrador.
O Imposto de Renda dos títulos públicos comprados pelo Tesouro Direto segue uma tabela regressiva de alíquotas, que beneficia os investimentos mantidos por prazo mais longo. O tributo é cobra-do na fonte quancobra-do os títulos vencem ou são resgatacobra-dos – o que significa que você não precisa se preocupar em recolhê-lo por conta própria.
Alíquotas de IR nos títulos públicos
Até 180 dias de aplicação – 22,5%
TESOURO
DIRETO
Alguns títulos públicos pagam um cupom de juros semestral aos in-vestidores. É o caso, por exemplo, dos papéis “Tesouro IPCA+ com juros semestrais” ou “Tesouro prefixado com juros semestrais”. Quando o investidor recebe o cupom semestral, já é descontado dele, na fonte, o Imposto de Renda devido.
ATENÇÃO
NA DECLARAÇÃO
Na declaração do Imposto de Renda, quem investe em papéis do Tesouro Direto precisa preencher duas fichas com informa-ções diferentes. Confira:
Informe nessa ficha as posições mantidas em títulos públicos, da seguinte forma:
►Selecione a opção “Aplicação de renda fixa” (45);
►Anote o CNPJ da instituição financeira onde realizou o
investi-mento (a corretora, por exemplo);
► Em “Discriminação”, indique que são títulos públicos
negocia-dos no Tesouro Direto;
►No campo “Situação em 31/12/2020 (R$)”, anote o saldo
exis-tente nesta data, conforme o Informe de Rendimentos recebido da instituição financeira;
►Em “Situação em 31/12/2019 (R$)”, insira o preço de aquisição
dos papéis (o mesmo que você já havia informado nas decla-rações anteriores) ou deixe em branco, caso tenha sido uma
Ficha “Bens e Direitos”
Ficha “Rendimentos Sujeitos à Tributação Exclusiva/Definitiva”
2
Nessa ficha entram os rendimentos obtidos com os títulos públi-cos, seja com a distribuição de juros semestral (que é feita em al-guns tipos de papéis), seja com o resgate deles. Funciona assim:
►Selecione a opção “Rendimentos de aplicações financeiras” (06); ► Informe o beneficiário, o CNPJ e o nome da fonte pagadora e o
valor do rendimento no período.
CDBs e RDBs
O funcionamento da tributação de CDBs e RDBs é muito pare-cido com o dos títulos públicos negociados no Tesouro Direto. O Imposto de Renda incide sobre os rendimentos e é descon-tado automaticamente no momento de resgate da aplicação. É a corretora de valores ou instituição financeira responsável pela custódia do título que recolhe e repassa o valor devido à Receita Federal, seguindo a tabela de alíquotas regressivas:
Alíquotas de IR em CDBs e RDBs
Até 180 dias de aplicação – 22,5% De 180 a 360 dias de aplicação – 20%
NA DECLARAÇÃO
Na declaração do Imposto de Renda, quem investe em CDBs e RDBs precisa preencher duas fichas com informações diferen-tes. Confira:
Informe nessa ficha as posições que você tem, assim:
►Selecione a opção “Aplicação de renda fixa” (45);
►Anote o CNPJ da instituição financeira onde realizou o
investi-mento (a corretora, por exemplo);
► Em “Discriminação”, indique o tipo de papel que se trata e
quem é o emissor;
►No campo “Situação em 31/12/2020 (R$)”, anote o saldo
exis-tente nesta data, conforme o Informe de Rendimentos recebido da instituição financeira;
►Em “Situação em 31/12/2019 (R$)”, insira o preço de aquisição
dos papéis (o mesmo que você já havia informado nas decla-rações anteriores) ou deixe em branco, caso tenha sido uma aplicação nova.
Ficha “Bens e Direitos”
1
Ficha “Rendimentos Sujeitos à Tributação Exclusiva/Definitiva”
2
Nessa ficha entram os rendimentos obtidos com os CDBs e RDBs, da seguinte forma:
►Selecione a opção “Rendimentos de aplicações financeiras” (06); ► Informe o beneficiário, o CNPJ e o nome da fonte pagadora e o
Diversos investimentos de renda fixa são isentos de Imposto de Renda para pessoas físicas, como as letras de crédito imo-biliário (LCI), do agronegócio (LCA), certificados de recebíveis imobiliários (CRI) e do agronegócio (CRA) e a própria poupança. É fácil lidar com eles no dia a dia, porque não exigem maiores preocupações do ponto de vista tributário.
POUPANÇA, LCI, LCA
E INVESTIMENTOS
ISENTOS
DURANTE O ANO
NA DECLARAÇÃO
Na declaração do Imposto de Renda, quem tem investimentos isentos precisa preencher duas fichas com informações dife-rentes. Confira:
Informe nessa ficha as posições que você tem, da seguinte forma:
Ficha “Bens e Direitos”
►Anote o CNPJ da instituição financeira onde realizou o
investi-mento (a corretora, por exemplo);
► Em “Discriminação”, indique o tipo de papel que se trata e
quem é o emissor;
►No campo “Situação em 31/12/2020 (R$)”, anote o saldo
exis-tente nesta data, conforme o Informe de Rendimentos recebido da instituição financeira;
►Em “Situação em 31/12/2019 (R$)”, insira o preço de aquisição
dos papéis (o mesmo que você já havia informado nas decla-rações anteriores) ou deixe em branco, caso tenha sido uma aplicação nova.
Ficha “Rendimentos Isentos e Não Tributáveis”
2
Nessa ficha entram os rendimentos obtidos com os investimen-tos iseninvestimen-tos. Veja o que fazer:
► Selecione a opção “Rendimentos de cadernetas de poupança,
letras hipotecárias, letras de crédito do agronegócio e imobiliário (LCA e LCI) e certificados de recebíveis do agronegócio e imobili-ários (CRA e CRI)” (12);
► Indique o beneficiário, o nome e o CNPJ da fonte pagadora e o
Existem dois tipos de planos de previdência privada, e eles apre-sentam diferenças importantes quanto ao tratamento tributário. De maneira geral, o que influencia na escolha de um tipo ou de outro é a maneira como o investidor faz a declaração de Imposto de Renda – se pelo modelo simplificado ou completo.
• PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre)
Os PGBL são indicados para quem entrega a declaração no mo-delo completo, aproveitando benefícios fiscais. Quem contrata um PGBL pode deduzir as contribuições realizadas no plano de sua renda bruta tributável. O limite é de 12% ao ano.
Na prática, é parecido com a dedução de despesas médicas ou de educação na declaração: o investidor poderá pagar um valor menor de Imposto de Renda.
• VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre)
Os VGBL não têm o benefício fiscal dos PGBL. Por isso, são indi-cados para os investidores que fazem a declaração de Imposto de Renda no modelo simplificado.
Além de decidir entre PGBL ou VGBL, ao contratar um plano de previdência privada também é preciso escolher entre dois re-gimes de tributação. Nesse tipo de produto, o investidor paga
PREVIDÊNCIA
PRIVADA
Tabela Progressiva: É a mesma aplicadas aos salários. O benefício do plano de previdência é somado a outras fon-tes de renda, como aposentadoria do INSS ou do aluguel de imóveis. As alíquotas aumentam segundo o valor total, conforme abaixo:
Tabela Regressiva: A tributação diminui conforme aumenta o tempo de manutenção dos investimentos, seguindo as alíquotas abaixo:
1
2
Base de cálculo (R$) Até 1.903,98 De 1.903,99 até 2.826,65 De 2.826,66 até 3.751,05 De 3.751,06 até 4.664,68 Acima de 4.664,68 Prazo do investimento Até 2 anos de 2 a 4 anos de 4 a 6 anos de 6 a 8 anos de 8 a 10 anos Mais de 10 anos Alíquota (%) Isento 7,5 15 22,5 27,5 Alíquota de IR 35% 30% 25% 20% 15% 10%Parcela a deduzir do IRPF (R$)
-142,80 354,80 636,13 869,36
Os PGBL têm a vantagem de permitir a dedução na declaração do Imposto de Renda. Em contrapartida, na hora de resgatar os recursos do plano de previdência, a tributação incidirá sobre o valor total (contribuições mais os rendimentos). Já nos VGBL, que não preveem dedução, o Imposto de Renda incide apenas sobre os rendimentos – e não sobre o valor principal das contribuições.
ATENÇÃO
NA DECLARAÇÃO
Tipos diferentes de planos são informados de maneiras distintas na declaração do Imposto de Renda. Confira as especificidades:
PGBL
Quem ainda está apenas fazendo aportes (e não resgates) em um plano PGBL deve declarar esses valores da seguinte forma:
Essa ficha deve ser preenchida com as contribuições realiza-das no PGBL durante o ano de 2020. É a mesma ficha em que se anotam as despesas com saúde e educação, para conseguir deduzir os valores da base de cálculo do Imposto de Renda. Se não tiverem sido feitas contribuições no período, o preenchi-mento não é necessário.
►Selecione a opção “Previdência Complementar” (36);
► No campo “Discriminação”, é preciso informar nome e o CNPJ
da instituição responsável pelo plano de previdência. O saldo
Ficha “Pagamentos Efetuados”
VGBL
Quem ainda está apenas fazendo aportes (e não resgates) em um plano VGBL deve declarar esses valores.
PGBL ou VGBL
Quem já estiver recebendo os benefícios da previdência privada ou tiver realizado resgates durante o ano também precisa infor-má-los ao fisco, fazendo o seguinte:
Use essa ficha para declarar o VGBL no Imposto de Renda, fa-zendo o seguinte:
►Selecione a opção “VGBL – Vida Gerador de Benefício Livre” (97); ► No campo “Discriminação”, informe o nome e o CNPJ da
enti-dade que administra os recursos;
►No campo “Situação em 31/12/2019”, insira o saldo bruto total
investido no plano até essa data. Faça o mesmo no campo “Si-tuação em 31/12/2020”. Essas informações estarão disponíveis no Informe de Rendimentos.
Ficha “Bens e Direitos”
1
Ficha “Rendimentos Sujeitos à Tributação Exclusiva/Definitiva”
1
A anotação é feita nessa ficha se o investidor tiver escolhido a
tabela regressiva do Imposto de Renda. Então:
►Selecione a opção “Outros” (12);
► Informe nos locais indicados o nome do beneficiário (titular ou
dependente), o CNPJ e o nome da empresa responsável pelo pla-no e os valores recebidos.
Ficha “Rendimentos Tributáveis Recebidos de Pessoa Jurídica”
2
A anotação é feita nessa fica se o investidor tiver escolhido a
tabela progressiva do Imposto de Renda. É preciso anotar os
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