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PROGRAMA 04 TEXTO BASE DA CF 2015 (AGIR)

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“Viva a Palavra”

PROGRAMA 04

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PROGRAMA 04 – TEXTO BASE DA CF 2015 (AGIR) 1º Bloco

Este é o nosso programa especial para situar você numa das gran-des iniciativas da Igreja no Brasil – CF 2015.

Tema: Igreja e Sociedade. Lema: “Eu vim para servir” (Mc 10,45). O estudo sobre este assunto concentra-se nas 112 páginas do tex-to básico da CF. Hoje prosseguiremos no conhecimentex-to da linha de pensamento deste documento da CNBB.

Como sempre temos feito em nosso programa, precedemos este encontro com a invocação das bênçãos do Espírito Santo de Deus. Esta iluminação do Alto aguça a nossa mente para a compreensão maior da Palavra de Deus.

Neste hino inicial pedimos que o Espírito Santo nos guie na compreensão da Palavra de Deus.

ENTRA MÚSICA DE PRECE AO ESPÍRITO SANTO 2º Bloco

Agora sim podemos nos lançar nesta aventura: descobrir a riqueza de informação e de animação contidas no manual da Campanha da Fraternidade 2015: Igreja e Sociedade.

Um dos objetivos da campanha é educar o cristão na fé, transmitida pela Palavra de Deus. A fé não pode ser entendida como uma ativi-dade entre “eu e Deus”, apenas. Este tipo de fé se chama individua-lista: “Desde que eu esteja bem com Deus, o resto da humanidade

que se vire”.

Esta mentalidade foge do que realmente nos sugere a pregação da Jesus. Jesus unia perfeitamente a fé e a vida. Ele era um homem de oração. No meio do seu povo, era um homem de ação: ensinava, curava, corrigia, animava seus concidadãos.

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O texto da CF 2015, na sua terceira parte, propõe ações concretas para os católicos e suas comunidades. Anote os pontos principais, do manual, a partir da página 69.

TERCEIRA PARTE: a Igreja deve agir

den-tro da sociedade pelo serviço, diálogo e cooperação.

1. Os critérios: dignidade humana, bem comum e justiça social 2. O serviço da Igreja à Sociedade

3. Viver a Campanha da Fraternidade ...

Um dos documentos do Concílio Vaticano II, na década de 60, “Ale-gria e Esperança”, expressa que a Igreja de Cristo não pode ser pensada como um corpo separado da sociedade humana, alheia aos problemas da humanidade. Ao contrário, a Igreja está aí para cola-borar, para oferecer serviços que favoreçam a dignidade da pessoa, que unam os povos e aperfeiçoem as atividades humanas.

Outro critério para ação da Igreja é seu devotamento às pessoas que vivem na periferia da sociedade. O Papa Francisco expressa seu de-sejo: “Como eu gostaria de uma Igreja pobre para os pobres”. Com isto, ele alerta os cristãos para não se aprisionarem no seu mundi-nho pessoal.

Quem se deixa levar apenas por uma cultura de bem-estar, torna--se vítima da “globalização da indiferença”. Quando se chega a este ponto a pessoa “vê o sofrimento alheio, como algo normal que não

lhe diz respeito e que não é da sua conta aliviar”. O Papa nos pede

uma revisão de atitudes.

O hino, a seguir, canta o essencial da fé cristã. Deus é amor e só quem ama, está com a verdade.

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3º Bloco

Este é nosso programa, com o tema “Igreja e Sociedade”, CF 2015). Na década de 60, ocorreu o Concílio – aquela grande reunião dos bispos e leigos, em Roma, com o Papa. Foi um evento que mexeu com a pastoral da Igreja de uma forma profunda. O efeito se fez sen-tir na América do Sul, no Brasil também.

A Igreja passou a dar mais atenção à população marginalizada da sociedade. A Igreja começou a despertar do sono da acomodação a todos os católicos para uma atenção “preferencial pelos pobres”. A gente não precisa se preocupar com quem está numa boa. Mas.... e os que estão numa pior? Cruzar os braços?

Felizmente, a consciência missionária foi crescendo. A Igreja passou a olhar para a periferia, com os critérios do Evangelho. Atualmente, a Igreja no Brasil é guiada pelas “Diretrizes Gerais da Ação Evange-lizadora 2011-2015”. A quinta urgência deste plano indica um novo caminho: “Igreja a serviço da vida plena para todos”.

O que se torna tão urgente para a Igreja diante da porção sofrida da sociedade?

A urgência resulta numa lista de prioridades: a promoção da digni-dade humana, o cuidado com a família, crianças, os adolescentes, acompanhamento aos jovens, trabalhadores, assistência aos mi-grantes e imimi-grantes, combate aos preconceitos, inclusão dos indíge-nas, afrodescendentes e tantas outras prioridades.

Uma descoberta que cada cristão precisa fazer: Igreja não é só para beneficiar os que estão dentro dela. Igreja, com o coração de Cristo, sai às ruas para curar as doenças do mundo.

A meditação profunda da Palavra de Deus converte a Igreja e o espírito de cada católico. A partir desta conversão, descobrimos quais os crité-rios que devem nortear a ação evangelizadora nos nossos ambientes. Critérios importantes: dignidade humana, bem comum e justiça social. Será que a população do Brasil tem sido atendida nos seus direitos básicos para viver com dignidade e saúde?

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Antes de aprofundar este assunto, escute esta canção que des-creve a situação de nosso povo.

ENTRA MÚSICA COM O TEMA PROPOSTO 4º Bloco

Este é nosso programa que coloca em discussão um dos temas de maior interesse da Igreja, no momento: A Campanha da Fraternida-de 2015. Não se trata Fraternida-de um livro teórico. É, antes, uma proposta Fraternida-de ações práticas para o bem da sociedade brasileira, fruto da reflexão de muitas cabeças pensantes

Há pouco ouvimos uma pergunta: “A população do Brasil tem sido

atendida nos seus direitos básicos para viver com dignidade?“. Os

estudiosos e observadores das condições de vida do povo dizem que há muito por melhorar: direito à água limpa e potável, direito à alimentação, direito à moradia, direito à liberdade, direito à manifes-tação política, direito à educação e outros.

A pessoa humana tem direito a tudo isto para se sentir plenamente feliz e respeitada na sua dignidade. O fundamento de todos estes di-reitos é o direito à vida, desde o nascimento até ao seu fim natural. A vida, por sua vez, é dom, é graça de Deus.

A fé cristã não mexe só com a vida particular do cristão. Ela mexe tam-bém com o seu entorno, com seu ambiente, sua família, sua cidade e país. Antigamente, se pregava o desprezo pelas coisas terrenas. Hoje, a compreensão melhor da Palavra exige que cumpramos nossos de-veres terrenos com responsabilidade e colaboraremos, com boa von-tade e competência, nos mais variados campos da vida social.

Quem tem fé que descruze os braços e se empenhe na defesa da justiça social! Apesar de uma forte oposição a mudanças, há vastas áreas do país que exigem a reforma agrária, melhores condições de vida no campo, salário justo e emprego decente.

A questão indígena – um ponto crítico – pede com urgência a de-marcação de territórios e, ao mesmo tempo, a defesa dos

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res que já possuam os títulos das terras. Estes desafios sociais, têm destaque na CF 2015, neste capítulo que toca de perto no direito à vida, à dignidade humana, ao bem comum e à justiça social.

Até hoje, ainda há católicos que pensam a religião como uma ativi-dade que se resume à vida interior. Basta só ir à missa, rezar o terço, contribuir com o dízimo, fazer muitas novenas? Tudo isto é impor-tante, mas não é tudo, melhor, é só cinquenta por cento do que Deus pede do cristão.

O Papa Francisco pede que todos os batizados se convertam em missionários. Temos que sair para fora e revelar para o mundo como é alegre o Evangelho de Jesus. Quem reza bastante tem que ser também missionário, de uma Igreja a serviço das pessoas desorien-tadas, de uma sociedade que se sente vazia de Deus e de amor.

Em resumo: Quem quiser o céu depois desta vida que ajude os filhos e filhas de Deus, enquanto vive nesta terra. Esta mensa-gem está em evidência neste canto.

ENTRA MÚSICA COM O TEMA PROPOSTO 5º Bloco

Nosso programa especial estuda com você o documento da CNBB, o texto básico da CF 2015, na sua terceira parte: o que fazer, como por em prática a Campanha. O Papa Francisco insiste muito que as paróquias saiam da sacristia e façam boas ações pelo bem comum e pela justiça social.

Há situações de angústia na sociedade, com muitas pessoas deso-rientadas, marginalizadas. Ele expressa o que espera de todos nós católicos. Os sofridos de hoje precisam de uma Igreja que não te-nha medo de entrar na noite escura deles, de ir ao encontro deles pelo caminho, capaz de entrar na sua conversa.

Os irmãos e irmãs da beira do caminho, querem uma Igreja capaz de dialogar com quem vaga sem rumo, desencantados e desiludidos de promessas não cumpridas. Frente a este cenário, o Papa Francisco

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nos provoca a sermos a Igreja do acolhimento, da procura de solu-ções, uma Igreja de resultados.

Para onde Deus nos chama para servir como Igreja? Que ações o Espírito de Deus nos inspira? O texto básico nos fornece pistas con-cretas: - Famílias, reunidas em pequenos grupos, repensam formas

de favorecer pais e filhos a desempenhar, com êxito, a sua missão, dentro e fora de casa.

– A família e a comunidade procura detectar pontos no seu

entor-no, com identificação de ameaças à vida de indivíduos e de grupos. – Agora, o grupo planeja, organiza-se, articula ações e recursos para enfrentamento das situações identificadas.

As paróquias colocam suas estruturas a serviço das necessidades das Pastorais sociais. Estas pastorais tornam-se a expressão da Igreja em defesa dos direitos dos necessitados, como, as popula-ções de rua, vítimas do tráfico humano, dependentes de droga e ál-cool. A Igreja não tem condições de assumir para si a condução de mais e mais obras sociais.

Na sociedade civil encontramos muitas entidades e instituições que propõem boas iniciativas para atendimento da população carente. A disposição da Igreja é ajudar e promover todas estas entidades, que são compatíveis com a sua missão. É tempo de entrar na corrente daqueles que pregam a sustentabilidade, liberdade religiosa, educa-ção para a solidariedade, cuidado para com os bens públicos.

Uma paróquia poderia capacitar paroquianos que apliquem reforço es-colar, formação de uma biblioteca comunitária, mutirões de ajuda a fa-mílias carentes e outras iniciativas. Motivada pelo espírito ecumênico, a Paróquia encontrará outros grupos religiosos evangélicos ou pente-costais motivados a ações conjuntas na defesa e promoção da vida.

O ecumenismo e o diálogo religioso já foram temas de outras campanhas da fraternidade. Cristo orou por todos os que se tornariam seus discípulos. Neste canto uma mensagem de fra-ternidade.

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6º Bloco

Nosso programa mostra os esforços da Igreja em achar respostas às provocações que o mundo de hoje faz frente à Palavra de Deus. À página 76 do texto básico, a CF 2015 se defronta com um dos problemas mais sérios da sociedade brasileira, a questão da

violência. Todo mundo sonha com um mundo de paz e segurança, mas quando ligamos o rádio, TV, internet, ou lemos na imprensa, fi-camos chocados com o alto grau de violência.

O manual da Campanha elenca diversas sugestões para um agir concreto em favor da pacificação da sociedade: As comunidades in-sistam no tem da paz na liturgia e oração. Os cristãos se unam em momentos de oração, em locais abertos à participação de todos. A pastoral familiar é convocada a dar atenção a famílias com filhos envolvidos em gangues, tráfico de drogas, às escolas com incidência de bulling e agressões a professores. Ao lado destes desafios, um merece um tratamento especial: a violência no trânsito, uma guerra que ceifa tantas vidas.

Este tema não poderá ser omitido nas homilias, nos programas de rádio, em campanhas institucionais a favor de um trânsito cooperati-vo e não competiticooperati-vo, como ocorre nas ruas e rodovias.

Você já ouviu falar de conselhos paritários? Foram criados pela Constituição de 1988. Estes conselhos são formados por represen-tantes, metade, do governo municipal e, metade, por pessoas indi-cadas por entidades locais. As áreas são as mais diversas: saúde, educação, cultura, terceira idade, crianças, jovens, antidrogas, meio--ambiente, ciência e tecnologia.

A Igreja insiste que os católicos se inscrevam e se capacitem para atuar nestes conselhos que muito podem auxiliar na administração pública e solução dos problemas que afetam nossas cidades.

Ao lado desta participação na gestão pública e aplicação dos recur-sos da cidade, os cidadãos têm sido convocados a participar na reforma política, na luta por eleições transparentes. A Igreja Católica

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integra a “Coalizão pela Reforma Política Democrática e Eleições Limpas”, que visa educar não só o cidadão candidato, mas tam-bém o cidadão eleitor. Reforma política – este é um dos objetivos da Campanha da Fraternidade mais benéficos à sociedade brasileira.

Cante o Hino Campanha 2015, que na sua letra canta e discute grandes temas da realidade nacional.

ENTRA MÚSICA COM O TEMA PROPOSTO 7º Bloco

Querido ouvinte, atento à nossa programação, você tem agora um apanhado geral do texto básico da Campanha da Fraternidade 2015. Percorremos o livro que se divide em três grandes partes: o ver- o julgar – o agir. Como anda a realidade da nossa sociedade, o que diz a Palavra de Deus e doutrina da Igreja a respeito, finalmente, ações e medidas concretas para promover a justiça e o bem-comum.

A CF 2015 coincide com um tempo forte da liturgia católica: a qua-resma, com seu perfil penitencial, como que uma preparação à gran-de festa da Páscoa. O primeiro gesto concreto gran-de conversão qua-resmal é abraçar a causa da Campanha, é fazer-se missionário dos pobres.

O segundo gesto de conversão da quaresma é ofertar um pouco do que temos a favor da implantação dos objetivos da CF. No Domin-go de Ramos será feita, nas missas e cultos, uma grande coleta em dinheiro, destinada a garantir recursos para projetos em áreas onde comunidades inteiras vivem em situação de pobreza. Só com a parti-lha de bens é possível socorrer quem precisa.

A Igreja conta com uma entidade - a Cáritas - que angaria fundos para o patrocínio de projetos caritativos, em todo o mundo. A coleta também vai favorecer a Cáritas num programa de combate à fome no mundo, que tem como lema: “Uma família humana, pão e justiça

para todas as pessoas”. Estas medidas dão credibilidade e

transpa-rência às campanhas da fraternidade.

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Aguarde para Quarta-feira de Cinzas, dia 18 de fevereiro, o lança-mento oficial da Campanha para todo o Brasil. Graças a nosso programa, você já tem clareza do tema da CF e poderá participar conscientemente neste empenho comunitário a favor da justiça e ca-ridade para todos.

Ao final de “Viva a Palavra”, invocamos a proteção divina sobre esta inciativa pastoral da Igreja no Brasil.

Muito obrigado pela atenção e pela companhia! Deus abençoe a

Campanha da Fraternidade 2015. A Igreja Católica se une a todos os cidadãos que torcem e querem uma nação sempre mais feliz.

O Senhor nos abençoe e nos guarde. Amém.

O Senhor nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém. O Senhor volva seu rosto para nós e nos dê a Paz. Amém. O Senhor nos abençoe: Pai, Filho e Espírito Santo. Amém.

Referências

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