UNIVERSIDADE REGIONAL DO NOROESTE DO ESTADO DO RIO
GRANDE DO SUL
DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS ADMINISTRATIVAS, CONTÁBEIS,
ECONÔMICAS E DA COMUNICAÇÃO
CURSO DE CIÊNCIAS CONTÁBEIS
MARISTELA WINK
ELABORAÇÃO DE UM PLANO DE NEGÓCIO PARA A
IMPLANTAÇÃO DE UMA CONSTRUTORA
IJUÍ (RS)
2013
MARISTELA WINK
ELABORAÇÃO DE UM PLANO DE NEGÓCIO PARA A
IMPLANTAÇÃO DE UMA CONSTRUTORA
Trabalho de conclusão de curso apresentado ao Departamento de Ciências Administrativas, Contábeis, Econômicas e da Comunicação – DACEC, para a obtenção do título de bacharel em Ciências Contábeis junto a Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul – UNIJUÍ.
Profa. Orientadora: EUSELIA PAVEGLIO VIEIRA
“Naquele dia, aprendi que os sonhos existem para tornar-se realidade. E desde aquele dia já não durmo para descansar...simplesmente durmo para
sonhar”.
LISTA DE QUADROS
Quadro 1: Estrutura de um Plano de Negócios ...22
Quadro 2: Matriz FOFA...42
Quadro 3: Estimativa de investimentos pré-operacionais ...44
Quadro 4: Estimativa de capital de giro...44
Quadro 5: Estimativa de investimentos fixo...44
Quadro 6: Estimativa de investimento inicial...46
Quadro 7: Política de vendas...46
Quadro 8: Estimativa do custo de depreciação...47
Quadro 9: Cronograma físico...48
Quadro 10: Despesas com pessoal...49
Quadro 11: Estimativa despesas fixas mensais...50
Quadro 12: Tributos – Lucro Presumido...51
Quadro 13: Demonstrativo do Resultado do exercício...52
Quadro 14: Fluxo de caixa...53
Quadro 15: Balanço Patrimonial...54
Quadro 16: Lucratividade...55
Quadro 17: Rentabilidade...56
Quadro 18: PRI – Prazo de retorno de investimento...56
Quadro 19: VPL – Valor Presente Liquido...57
Quadro 20: TIR – Taxa Interna de Retorno ...57
LISTA DE FIGURAS
SUMÁRIO LISTA DE QUADROS ... 4 LISTA DE FIGURAS ... 5 RESUMO ... 9 INTRODUÇÃO ... 10 1 CONTEXTUALIZAÇÃO DO ESTUDO ... 12
1.1 Área de Conhecimento Comtemplada ... 12
1.2 Caracterização da Organização ... 12 1.3 Problematização do Tema ... 13 1.4 Objetivos ... 14 1.4.1 Objetivo Geral ... 14 1.4.2 Objetivos Específicos ... 14 1.5 Justificativa ... 14 2 REVISÃO BIBLIOGRÁFICA ... 16 2.1 Contabilidade ... 16 2.2 Contabilidade Gerencial... 16
2.2.1 A diferença entre a Contabilidade Gerencial e a Financeira ... 18
2.2.2 Funções da Contabilidade Gerencial ... 18
2.2.3 O papel do contador gerencial ... 19
2.3 Plano de Negócios ... 19
2.3.1 A Importância do Plano de Negócios ... 20
2.3.2 Tipos e tamanhos sugeridos de plano de negócios ... 21
2.3.3 Estrutura de um Plano de Negócio ... 21
2.3.3.1 Sumário Executivo ... 22
2.3.3.2 Descrição da Empresa ... 24
2.3.3.3 Plano de Marketing ... 24
2.4 Custos ... 25
2.4.1 Custo de Produtos... 26
2.4.1.1 Custos fixos ou variáveis ... 26
2.4.1.2 Métodos de Custeio por absorção e custeio variável ... 27
2.4.2 Custos com Pessoal ... 27
2.4.2.1 Custos Diretos e Indiretos... 27
2.5 Indicadores de viabilidade ... 28
2.5 1 Margem de contribuição... 28
2.5 2 Ponto de Equilíbrio... 29
2.5.3 Margem de Segurança ... 31
2.5.4 Métodos de Avaliação de Investimento ... 31
2.5.4.1 Taxa Interna de Retorno (TIR) ... 31
2.5.4.2 Valor Presente Líquido VPL) ... 32
2.5.4.3 Tempo de Retorno de Investimento – Payback ... 32
2.5.4.4 Taxa Mínima de Atratividade – TMA ... 33
2.5.4.5 Fluxo de Caixa ... 33
3 METODOLOGIA DO TRABALHO ... 35
3.1 Classificação da Pesquisa ... 35
3.2 Coleta de dados ... 37
3.3 Instrumentos de Coleta de Dados ... 37
3.4 Análise e Interpretação dos Dados ... 38
4 ANÁLISE DE VIABILIDADE DE UM PLANO DE NEGÓCIO ... 39
4.1 Descrição da atividade civil ... 39
4.1.1 Missão ... 40
4.1.2 Visão ... 40
4.1.3 Valores ... 40
4.2.1.1 Concorrência ... 41
4.2.1.2 Fornecedores ... 41
4.2.1.3 Clientela ... 41
4.2.2 Matriz Swot (Matriz FOFA) ... 41
4.2.3 Estratégias de Marketing ... 42 4.2.3.1 Preço ... 42 4.2.3.2 Praça ... 42 4.2.3.3 Produto ... 43 4.2.3.4 Promoção ... 43 4.3.1 Investimento Inicial ... 43
4.3.2 Levantamento das Despesas Mensais ... 46
4.3.3 Impostos ... 50
4.3.4 Projeção de Resultado ... 51
4.3.5 Projeção do Fluxo de Caixa ... 52
4.3.6 Balanço Patrimonial Projetado ... 54
4.3.7 Indicadores Financeiros... 55
4.4 Análise de Investimento ... 57
4.4.1 Valor Presente Líquido... 57
4.4.2 Taxa interna de Retorno ... 57
4.4.3 Payback ... 58
CONCLUSÃO ... 59
REFERENCIAIS BIBLIOGRAFICAS ... 61
RESUMO
O presente estudo tem como objetivo principal avaliar a viabilidade ou não da abertura de uma Construtora no município de Panambi/RS, mediante a elaboração de um plano de negócio. O problema do estudo se refere a identificar quais são os parâmetros fundamentais de caráter operacional e financeiro necessário à viabilização de um empreendimento na área da construção civil. A bibliografia apresentada abordou um pouco da contabilidade, plano de negócios, estrutura do plano de negócios, entre outros conceitos referentes ao trabalho. Na metodologia, este estudo classificou-se como pesquisa aplicada, do ponto de vista dos objetivos como exploratória e descritiva, quando a abordagem do problema em qualitativa, do ponto de vista dos procedimentos técnicos como bibliográfica, levantamento e estudo de caso. Após ter elaborado o plano de negócio, constatou-se que é viável abrir uma empresa no ramo de construção civil, considerando os programas desenvolvidos pelo governo federal são incentivos para o crescimento deste setor a qual se propõe abrir a empresa. Além disso, os indicadores financeiros proporcionam uma visualização como lucratividade no quarto mês da obra é de 66,74%, de rentabilidade 32,24,prazo de retorno de investimento é de dois meses, o valor presente liquido é positivo de R$ 14.087,44 e TIR de 16,17%.
INTRODUÇÃO
O presente Trabalho de Conclusão de Curso de Ciências Contábeis tem como objetivo, ampliar o conhecimento por meio da elaboração de um plano de negócios, o qual busca avaliar a viabilidade ou não da abertura de uma Construtora no município de Panambi.
Muitas pessoas tem o objetivo de iniciar um negócio próprio, porém antes da abertura há uma série de dúvidas, receios, questionamentos e habilidades conhecimentos a adquirir. É necessário conhecer o mercado em que se pretende atuar e ter uma visão geral do que envolve o mundo empresarial, bem como pensar na preparação e desenvolvimento do futuro empreendedor para que possa tornar real o até então seu sonho.
Tendo em vista, inovar e aproveitar o momento propicio em que se vive no pais e tendo na família pessoas com vasta experiência em Construção civil, colocar no papel e avaliar a viabilidade de um negócio que até então, estava distante.
As informações começaram a ser buscadas e tratadas a partir de um Plano de negócio um instrumento de gestão, que deve ser usado sempre por quem deseja se transformar em um empreendedor de sucesso, pois é um estudo que vai auxiliar a construir os objetivos, estabelecer diretrizes, gerenciar de forma mais eficaz, agregando à empresa um suporte gerencial durante o processo de gestão, ou seja, é uma forma de pensar sobre o futuro do negócio: onde ir, como ir mais rapidamente, e o que fazer durante o caminho para diminuir incertezas e riscos.
Um Plano de negocio oferece informações tanto interna quanto externamente sobre a empresa, para que, ela possa desenvolver estratégias, que garantam seu desenvolvimento na sociedade e consequentemente sua participação no mercado, constatando sua viabilidade através do estudo e implementação de um plano de negócio.
O tema deste trabalho é avaliar a viabilidade econômica de uma futura empresa de Construção Civil na cidade de Panambi/RS.
Tem como objetivo desenvolver um plano de negócio, por meio de uma análise contábil – gerencial, que possibilite avaliar a viabilidade ou não da abertura de uma Construtora no município de Panambi/RS.
Para a elaboração da mesma inicialmente, no primeiro capítulo deste relatório, apresenta a contextualização do estudo, onde definiu-se o tema, a empresa a ser construída, sua caracterização e a problematização do tema, os objetivos e a justificativa da realização do trabalho na área escolhida.
Na sequencia é apresentada a revisão bibliográfica, baseada em pesquisas de livros, que definem e conceituam por meio de conhecimentos de diversos autores, informações sobre os assuntos necessários que contribuíram para a realização do estudo de caso.
No terceiro capitulo, apresenta-se a metodologia do trabalho que se utilizou durante a realização do estudo, envolvendo desde a classificação da pesquisa, a coleta de dados e seus respectivos instrumentos, assim como a analise e interpretação dos dados tratados no decorrer do estudo.
O estudo de caso constitui-se na elaboração de um plano de negócios, desde a descrição da atividade civil, plano de vendas e Marketing, plano financeiro com as respectivas projeções de receitas, despesas e custos, seus indicadores e a analise de investimentos. Com base nesses dados, as conclusões poderão ser tomadas, ou seja, se constatará se a implantação é viável ou não.
Para finalizar, apresenta-se a conclusão, a bibliografia e os anexos consultados durante a realização do estudo.
1 CONTEXTUALIZAÇÃO DO ESTUDO
Neste capitulo inicial, apresenta-se o tema estudado, que se refere à elaboração de um plano de negócios para a implantação de uma Construtora, seguido da caracterização da organização, do problema, dos objetivos e por fim a justificativa que foi utilizada no desenvolvimento do mesmo.
1.1 Área de Conhecimento Comtemplada
A temática deste estudo envolve o desenvolvimento de um plano de negocio para constituição de uma empresa no ramo da construção civil.
A importância desde tema vincula-se a complexidade da área de atuação da futura empresa e as contribuições que uma análise prévia pode fornecer para a elevação da rentabilidade do negócio e a redução dos eventuais riscos.
Desta forma a temática central se baseou na elaboração de um plano de negocio de um empreendimento na construção civil.
1.2 Caracterização da Organização
A empresa em questão terá enquadramento no Lucro Presumido e o imposto sobre lucro, incidirá sobre a porcentagem do faturamento, que neste caso será no ramo de serviço que é de 32%. Será implantada na cidade de Panambi/RS.
A empresa contará com o proprietário/mestre de obra e 6 (seis) funcionários, os quais serão divididos em um assistente administrativo, um pintor, dois pedreiros e dois serventes.
A empresa terá como objetivo proporcionar bem-estar e satisfação aos clientes, à realização de obras de qualidade, utilizando as mais modernas técnicas de construção disponíveis atualmente. A empresa espera operar com obras vinculas a construção e venda de residências, seja na forma de casas ou apartamentos. Outra área que será considerada é a reforma de prédios e residências.
A empresa contará com o Programa do governo Minha Casa Minha Vida, que facilitará a aquisição de um imóvel para as pessoas de classe social menor.
1.3 Problematização do Tema
O segmento de construção tem demonstrado nos últimos anos um elevado crescimento em função da implementação de diversos programas governamentais de financiamento da casa própria.
O Programa do Governo Federal Minha Casa Minha Vida tem ajudado muitas pessoas a adquirir sua casa própria. O objetivo é beneficiar famílias com renda bruta de até três salários mínimos, pelo fundo do programa habitacional e também abrangerem famílias com renda de até dez salários mínimos que contarão com a redução dos custos de seguro e acesso ao Fundo Garantidor da Habitação. Isto só será possível com uma ampla parceria entre União, estados, municípios, empreendedores e movimentos sociais. Trata-se de um esforço inédito no Brasil, mas necessário e viável.
Diante do crescimento e competitividade do setor ter se elevado, obrigando as pequenas empresas emergentes a competir com grandes conglomerados da construção civil, altamente profissionalizados e capitalizados. O controle dos processos favorece a tomada de decisões pontuais, racionalização dos custos, aumento da produtividade e melhoria da qualidade, com base no conhecimento amplo das tarefas, recursos e prazos.
A grande procura por construções tem sentido a falta de mão de obra qualificada, o que exige um grande planejamento para que a empresa possa crescer. O mercado da construção civil é muito dinâmico e as empresas precisam se adaptar aos diversos tipos de projetos, tendo agilidade para responder as demandas sem sobrecarregar demasiadamente a sua estrutura interna, normalmente muito onerosa.
Esse contexto exige que qualquer novo empreendimento seja precedido de uma profunda análise do segmento das variáveis internas e externas que interferem no negócio e constitui ao empresário uma ferramenta de apoio à decisão e redução de seus riscos.
As obras às vezes são demoradas, mas é vendido antecipadamente o que exige uma capacidade elevada de definição dos preços para que a empresa não tenha prejuízo por uma venda equivocada.
Existem algumas formas de contratação de obras que pode se dar com a utilização de equipamentos e mão de obra própria, e em outros momentos há a necessidade de recorrer a terceirização de etapas da obra o que exige também uma alta capacidade de análise.
Neste sentido, a contabilidade gerencial tem como seu foco principal a gestão da empresa, transformando dados da contabilidade financeira e de contabilidade de custos em indicadores para a gestão de uma organização.
Um dos instrumentos da Contabilidade Gerencial é o plano de negócio, que é considerado o caminho mais seguro para quem deseja criar e gerenciar com qualidade uma empresa. O mesmo tem fornecido técnicas e instrumentos de análises que possibilitam aos empresários e futuros empreendedores avaliar os riscos do mercado e necessidades do negócio antes mesmo de constituí-la.
Neste contexto, o presente estudo apresenta a seguinte pergunta: Quais os parâmetros fundamentais de caráter operacional e financeiros necessários à viabilização de um empreendimento na construção civil?
1.4 Objetivos
1.4.1 Objetivo Geral
Desenvolver um plano de negócio, por meio de uma análise contábil - gerencial, que possibilite avaliar a viabilidade ou não da abertura de uma Construtora no município de Panambi- RS.
1.4.2 Objetivos Específicos
• Realizar a revisão bibliográfica envolvendo a contabilidade gerencial, plano de negócios, custos e análises de investimentos;
• Descrever a localização e estrutura da construtora; • Desenvolver o plano de marketing e vendas;
• Elaborar a análise financeira para o desenvolvimento do plano de negócios;
• Analisar a relação entre os custos e despesas assim como as receitas do empreendimento;
• Avaliar a viabilidade da implantação do negócio.
1.5 Justificativa
O plano de negócio é basicamente um instrumento de planejamento que possibilita analisar a sua viabilidade, diminuir os riscos e as incertezas. Permite identificar e restringir seus erros no papel, ao invés de cometê-los no mercado.
No contexto atual de crescimento/desenvolvimento econômico que o nosso país vive, por meio das oportunidades que estão surgindo em função da Copa do Mundo de 2014, a redução das taxas de juros, facilidade de acesso ao crédito, se vislumbra ou desperta em muitos a oportunidade de arriscar, seja em aplicações, ou seja, em algum empreendimento próprio.
Assim a escolha pela elaboração de um plano de negócios aconteceu em função de a acadêmica possuir em sua família, pessoas especializadas na área da construção civil que teriam expertise, experiência, conhecimento do assunto e que vislumbram a possibilidade de montar o seu próprio empreendimento.
Justifica-se a realização do plano de negócio, pois se entende que é uma forma de pensar sobre a futura empresa, se a mesma é viável ou não, o que pode ser feito antes da abertura oficial. Se o empreendimento “sonhado” será viável e se conseguirá obter sucesso, bem como quais as barreiras jurídicas, ambientais e legais existentes para este negócio.
Para a acadêmica na condição de formanda do Curso de Ciências Contábeis, tornou-se de suma importância, a realização deste estudo, porque no desenvolvimento de um plano de negócios, foi a oportunidade de colocar no papel e prever todas as situações futuras do novo empreendimento. O plano visou dar informações sobre o negócio em si, demonstrando a sua rentabilidade ou não, e, se para a cidade onde a empresa se instalaria, comportaria mais uma empresa deste segmento. Esta pesquisa contribuiu para a acadêmica, como concluinte do curso e também para com a sua família por analisar e avaliar a viabilidade desse negócio.
Para a Universidade, o presente trabalho pode servir como uma importante fonte de pesquisa para quem tiver interesse nessa área, produto pode ser utilizado como base para futuros estudos específicos nessa área.
2 REVISÃO BIBLIOGRÁFICA
Neste capítulo, apresenta-se a revisão bibliográfica, baseada na pesquisa em livros, artigos, sites, entre outros, que deram sustentação teórica para entendimento do assunto, servindo como base a elaboração do estudo de caso.
2.1 Contabilidade
Contabilidade é a ciência que estuda, interpreta e registra os fenômenos que afetam o patrimônio de uma entidade. Ela alcança sua finalidade através do registro e análise de todos os fatos relacionados com a formação, a movimentação e as variações do patrimônio administrativo, vinculado à entidade, com o fim de assegurar seu controle e fornecer a seus administradores as informações sobre o estado patrimonial e resultado das atividades desenvolvidas pela entidade para alcançar os seus fins.
Segundo Basso (2005, p. 22)
Entendemos que a contabilidade, como conjunto ordenado de conhecimentos, leis, princípios e métodos de evidenciação próprios, é a ciência que estuda, controla e observa o patrimônio das entidades nos seus aspectos quantitativos (monetário) e qualitativo (físico) e que, como conjunto de normas, preceitos e regras gerais, se constitui na técnica de coletar, catalogar e registrar os fatos que nele ocorrem, bem como de acumular, resumir e revelar informações de suas variações e situações, especialmente de natureza econômico-financeira.
Na Contabilidade o objeto é sempre o conjunto de bens, direitos e obrigações (patrimônio) de uma entidade, independente de sua constituição (física ou jurídica), e suas mutações.
Deste modo, a contabilidade permite que sejam fornecidas informações econômico-financeiras-sociais para que seus usuários, com base nesse conhecimento tenham uma ferramenta para a tomada de decisão e gerenciamento do negócio.
Assim, existindo atividade econômica em uma organização, independente de qual tipo de entidade for esta, a contabilidade estará presente.
2.2 Contabilidade Gerencial
A contabilidade, mesmo nas economias mais simples, é uma atividade fundamental na vida econômica, pois é necessário manter a documentação dos ativos, das dividas e das
negociações com terceiros. Assim, usa-se a contabilidade gerencial para descrever as atividades dentro das organizações, pois com recursos escassos, temos que escolher as melhores alternativas e para isto fazem-se necessários os dados contábeis.
Por meio da contabilidade gerencial o contador pode oferecer a administração com mais segurança e tomar as melhores decisões estratégicas para o longo prazo, fornecendo informações útei que facilitarão encontrar as respostas certas para as questões fundamentais, cujo enfoque será no que deverá ser feito de imediato e mais tarde. Assim, é fundamental que o contador gerencial seja proativo, com dados pertinentes e oportunos com essas questões mais relevantes.
Segundo Iudícibus (1987, p.15) apud Padoveze (2010, p.33) define contabilidade gerencial da seguinte forma:
A contabilidade gerencial pode ser caracterizada, superficialmente, como um enfoque especial conferido a várias técnicas e procedimentos contábeis já conhecidos e tratados na contabilidade financeira, na contabilidade de custos, na análise financeira e de balanços etc., colocados numa perspectiva diferente, num grau de detalhe mais analítico ou numa forma de apresentação diferenciada, de maneira a auxiliar os gerentes das entidades em seu processo decisório.
Warren, Reeve & Fess (2008, p.2) relatam que:
As informações da contabilidade gerencial incluem dados históricos e estimados, usados pela administração na condução de operações diárias, no planejamento de operações futuras e no desenvolvimento de estratégias integradas de negócios. As características da contabilidade gerencial são influenciadas pelas variadas necessárias da administração.
Segundo Horngren, Sundem & Stratton (2004, p.4)
A contabilidade gerencial refere-se à informação contábil desenvolvida para gestores dentro de uma organização. Em outras palavras, a contabilidade gerencial é o processo de identificar, mensurar, acumular, analisar, preparar, interpretar e comunicar informações que auxiliem os gestores a atingir objetivos organizacionais. Pode-se dizer que a contabilidade gerencial trás varias técnicas e procedimentos contábeis que atuam em diversas áreas da contabilidade. Uma característica básica é o fornecimento de informações que promovam a eficiência no cumprimento dos processos internos, que compreendem o planejamento e o controle. Estas atividades são executadas para orientar os gestores na tomada de decisão e otimização dos processos organizacionais.
2.2.1 A diferença entre a Contabilidade Gerencial e a Financeira
A Contabilidade Gerencial não é um ramo autônomo da Ciência Contábil, como a Contabilidade Financeira, é a integração dos conhecimentos uteis, sob o aspecto gerencial, para a tomada de decisões da administração da entidade.
Para Warren, Reeve & Fess (2001, p.3) “Contabilidade Gerencial incluem dados históricos e estimados usados pela administração na condução de operações diárias, no planejamento de operações futuras e no desenvolvimento de estratégias de negócios integradas”.
Ainda para o mesmo autor “Contabilidade Financeira são relatadas em demonstrativos financeiros úteis para pessoas ou instituições “de fora” ou externas à empresa. Exemplo de tais usuários incluem acionistas, credores, instituições governamentais e público em geral”.
A Contabilidade Gerencial é o processo de identificar, mensurar, acumular, analisar, preparar, interpretar e comunicar informações que auxiliem os gestores a atingir objetivos organizacionais. Já a Contabilidade Financeira refere-se à informação contábil desenvolvida para os usuários externos, como acionistas, fornecedores, bancos e agências reguladoras governamentais.
2.2.2 Funções da Contabilidade Gerencial
Utilizar a contabilidade em favor da empresa é saber que as informações que os relatórios contábeis fornecem, vão servir para a tomada de decisão futura e isso é a principal função da contabilidade gerencial.
Segundo Iudícibus (1998, p. 21) “Todo procedimento, técnica, informação ou relatório contábil feitos “sob medida” para que a administração os utilize na tomada de decisões entre alternativas conflitantes, ou na avaliação de desempenho, recai na contabilidade gerencial”.
Para Padoveze (1996, p.26) “Uma entidade tem Contabilidade Gerencial se houver dentro dela pessoas que consigam traduzir os conceitos contábeis em atuação prática. Contabilidade Gerencial significa gerenciamento da informação contábil”.
A contabilidade gerencial também tem como uma de suas funções, pegar essas informações e transformá-los em relatórios contábeis, analisar e transformar em relatórios de fácil entendimento para o empresário ou administrador da empresa.
2.2.3 O papel do contador gerencial
O contador gerencial é aquele que precisa ter uma visão ampla das organizações. É definido com um profissional que identifica, analisa, interpreta e relata informações para uso da administração de uma empresa, nas funções de planejamento, avaliação e controle de suas atividades e para assegurar o uso apropriado e a responsabilidade de seus recursos.
Coronado (2006, p. 26) entende que:
A avaliação do papel organizacional dos contadores gerenciais, em grande parte das empresas, está disposta em departamentos ou unidades similares, que são responsáveis por atividades ou funções especificas. Na maioria das organizações, considera-se que o contador gerencial é semelhante ao controller.
Para que o trabalho do contador gerencial alcance com mais eficiência o seu resultado final é essencial que no decorrer dos seus trabalhos utilize todas as suas ferramentas com o intuito de aperfeiçoar os seus serviços. Ser contador gerencial, não é exatamente uma função especifica dentro das organizações, mas sim um comportamento profissional e uma postura a ser aplicada dentro do desenvolvimento das atividades das organizações.
2.3 Plano de Negócios
O plano de negócios é um documento utilizado para descrever um empreendimento e o modelo de negócio que o sustenta, ou seja, no caso das empresas, como ela crescerá e irá obter os lucros.
O plano de negócio deve ser encarrado como um estudo prévio do negócio. Ele é geralmente um conceito novo para a grande maioria das pessoas que criam sua própria empresa, pois frequentemente, não existe um estudo prévio acerca do empreendimento. No máximo buscam-se informações generalizadas sobre a atividade e levantam-se os custos principais do investimento para o inicio das operações.
Filion & Dolabela (2000, p. 164) descrevem que:
O Plano de Negócio é, antes de tudo, o processo de validação de uma ideia, que o empreendedor realiza através do planejamento detalhado da empresa. Ao prepara-lo, terá elementos para decidir se deve ou não abrir a empresa que imaginou, lançar um novo produto que concebeu, proceder a uma expansão, etc. A rigor, qualquer atividade empresarial, por mais simples que seja, deveria se fundamentar em Plano de Negócio.
Portanto, o plano de negócio não é uma ferramenta estática, pelo contrário, é uma ferramenta muito dinâmica e deve ser atualizado e utilizado de tempos em tempos. Permite retratar a situação atual da empresa e projetar no futuro o seu desenvolvimento, demonstrando os pontos que devem ser otimizados para viabilizar o seu crescimento.
2.3.1 A Importância do Plano de Negócios
O plano de negócios é uma das ferramentas de gestão que pode e deve ser usada por todo e qualquer empreendedor que queira transformar seu sonho em realidade. Além disso, o dono do próprio negócio, muitas vezes, precisa recorrer a uma consultoria para ajudar a encontrar os erros, o motivo da falta de crescimento ou crise da companhia. O plano de negócios possui como fator principal o planejamento, onde se consiga avaliar se o empreendimento é viável ou não.
Lacruz (2008, p.9) entende que: “O plano de negócios serve para tornar sonhos em realidade de maneira racional e objetiva, a fim de diminuir riscos e incertezas inerentes às ambições que se tem”.
Dornelas (2008, p. 85) descreve:
1. Através do plano de negócios é possível:
• Entender e estabelecer diretrizes para o seu negócio.
• Gerenciar de forma mais eficaz a empresa e tomar decisões acertadas. • Monitorar o dia-a-dia da empresa e tomar ações corretivas quando necessário. • Conseguir financiamentos e recursos junto a bancos, governo, SEBRAE, investidores, capitalistas de risco etc.
• Identificar oportunidades e transformá-las em diferencial competitivo para a empresa.
• Estabelecer uma comunicação interna eficaz na empresa e convencer o público externo (fornecedores, parceiros, clientes, bancos, investidores, associações etc.),
2. Alguns objetivos básicos do plano de negócios: • Testar a viabilidade de um conceito de negócio • Orientar o desenvolvimento das operações e estratégias • Atrair recursos financeiros
• Transmitir credibilidade • Desenvolver equipe de gestão
O plano de negócios é importante porque fornece as informações que o empreendedor necessita, assim auxiliando na busca dos objetivos empresariais traçados. E ainda é uma
ferramenta que pode ser utilizada tanto na abertura de novos empreendimentos, quanto no planejamento de empresas já existentes.
2.3.2 Tipos e tamanhos sugeridos de plano de negócios
Existem diversos padrões e modelos de plano de negócios apresentados pela literatura especializada e por serviços de apoio ao empreendedor.
De acordo com Dornelas (2001, p. 105) “Não existe um tamanho ideal ou quantidade exata de páginas. O que se recomenda é escrever o plano de negócios de acordo com as necessidades do público-alvo”.
Neste sentido, de acordo com Jian apud Dornelas (2008, p.96) existem basicamente três tipos de plano de negócios:
Plano de Negócios Completo: é utilizado quando se pleiteia uma grande quantidade
de dinheiro, ou se necessita apresentar uma visão completa do empreendimento. Pode variar de 15 a 40 páginas mais material anexo.
Plano de Negócios Resumido: é utilizado quando se necessita apresentar algumas
informações resumidas a um investidor, por exemplo, com o objetivo de chamar sua atenção para que ele lhe requisite um Plano de Negócios Completo. Devem mostrar os objetivos macros do empreendimento, investimentos, mercado e retorno sobre o investimento e deverá focar as informações específicas requisitadas. Geralmente varia de 10 a 15 páginas.
Plano de Negócios Operacional: é muito importante para ser utilizado
internamente na empresa pelos diretores, gerentes e funcionários. É excelente para alinhar os esforços internos em direção aos objetivos estratégicos da organização. Seu tamanho pode ser variável e depende das necessidades específicas de cada empreendimento em termos de divulgação junto aos associados e colaboradores. Também o que pode alterar o tamanho de um plano de negócios é o formato e os recursos que serão utilizados na sua elaboração.
2.3.3 Estrutura de um Plano de Negócio
Não existe uma estrutura rígida de plano de negócios, pois cada negócio possui particularidades, sendo, portanto impossível definir um modelo padrão, que seja universal. O importante é que ele deve ser elaborado de forma clara e com linguagem simples, possuindo seções organizadas que permitem aos seus usuários o entendimento de como a empresa será organizada. A seguir apresenta-se a descrição de cada seção que compõe um plano de negócio.
2.3.3.1 Sumário Executivo
O sumário executivo se trata da principal seção do plano de negócios e deve expressar uma síntese do que será apresentado na sequência. Apesar de aparecer no inicio do plano de negócios, deve ser a última coisa a ser escrita durante a elaboração do plano, após ser revisado várias vezes, para oferecer uma visão clara e objetiva do empreendimento.
Para facilitar a compreensão da estrutura de plano de negócios, tem-se no quadro 1 a estrutura proposta por Dolabela (2004):
Quadro 1: Estrutura de um Plano de Negócios 1.SUMÁRIO EXECUTIVO 1.1 Enunciado do Projeto 1.2 Competência os Responsáveis 1.3 Os Produtos e a Tecnologia 1.4 O Mercado Potencial 1.5 Elementos de Diferenciação 1.6 Previsão de Vendas
1.7 Rentabilidade e Projeções Financeiras 1.8 Necessidades de Financiamento 2. A EMPRESA
2.1 A Missão
2.2 Os Objetivos da Empresa Situação Planejada Desejada O Foco
2.3 Estrutura Organizacional e Legal Descrição Legal
Estrutura Funcional, Diretoria, Gerência e Staff
2.4 Síntese das Responsabilidades da Equipe Dirigente - Currículos 2.5 Plano de Operações Administração Comercial Controle De Qualidade Terceirização Sistemas De Gestão
2.6 As Parcerias 3. O PLANO DE MARKETING 3.1 Analise de Mercado O Setor O Tamanho do Mercado Oportunidades e Ameaças A Clientela Segmentação A Concorrência Fornecedores 3.2 Estratégia de Marketing O Produto
A Tecnologia e o Ciclo de Vida Vantagens Competitivas
Planos de Pesquisa & Desenvolvimento Preço
Distribuição
Promoção e Propaganda
Serviços ao Cliente (Venda e Pós-Venda) Relacionamento com os Clientes
4. O PLANO FINANCEIRO 4.1 Investimento Inicial 4.2 Projeção dos Resultados 4.3 Projeção de Fluxo de Caixa 4.4 Projeção do Balanço 4.5 Ponto de Equilibro 4.6 Análise de Investimentos
Tempo de Retorno de Investimentos – Payback Taxa Interna de Retorno
Valor Atual Líquido Fonte: Dolabela, (2004, p.144-145)
Segundo o entendimento de Salim et all (2005, p.41) sumário executivo é:
Um extrato competente e motivante do Plano de Negócios. Qual é a área de negócios, qual o produto ou serviço, qual o mercado e que fatia desse mercado queremos obter? Qual investimento necessário, em quanto tempo vamos recuperar o dinheiro investido e qual o rendimento que vamos ter de nosso investimento em um
prazo estabelecido? Tudo isso, sem explicar em detalhes, mas dito de maneira clara, objetiva e sucinta.
Para Filion & Dolabela (2000, p. 167-168) “o sumário Executivo sintetiza os diversos módulos do Plano de Negócio. Seu objetivo é oferecer ao leitor, de forma objetiva e resumida, uma visão geral do negócio, as estratégicas propostas e os principais resultados a serem alcançados”.
O sumário executivo deve ser escrito com muita atenção, revisado várias vezes e conter uma síntese das principais informações, pelo fato de ser a primeira parte do plano de negócios a ser lida. Deve ser direcionado ao seu público-alvo de modo em que a parte interessada entenda seu objetivo, atraindo-o para uma leitura com mais atenção e interesse.
2.3.3.2 Descrição da Empresa
A descrição da empresa apresenta de forma detalhada o empreendimento que se pretende implantar, tratando do funcionamento legal e operacional do negócio. É nesta fase em que se descreve o porquê de sua implantação, o seu propósito, a sua constituição jurídica, os produtos que irá comercializar, a sua infraestrutura, enquadramento fiscal, localização, seu capital, entre outras. A empresa é dividida em: missão, objetivos, estrutura organizacional e legal, síntese das responsabilidades da equipe dirigente, e plano de operações e parcerias.
2.3.3.3 Plano de Marketing
O plano de marketing é a seção onde se definem as estratégicas que irão ser executadas no decorrer do funcionamento da empresa. Tem como finalidade ajudar a empresa a atingir seus objetivos de forma mais eficaz, através de uma análise de mercado que visa obter informações sobre pontos fracos e os pontos fortes do negócio a ser implantado. Tendo como objetivo principal visualizar se a implantação do negócio é viável ou não.
Para Filion & Dolabela (2000, p.171) “O Plano de Marketing é constituído por ações em dois momentos: análise prévia de mercado e estratégia a ser executada após o início da operação”.
Ainda no entendimento do mesmo autor:
A análise de mercado é voltada para o conhecimento de clientes, concorrentes, fornecedores e do ambiente em que a empresa vai atuar, tendo por objetivo saber se o negócio é realmente viável. Na estratégia de marketing, faz-se o planejamento da
forma como a empresa oferecerá seus produtos ao mercado, visando otimizar suas potencialidades de sucesso, (FILION & DOLABELA, 2000, p.172).
Através do plano de marketing a empresa identifica as oportunidades que podem gerar bons resultados para organização, estabelecendo metas e estratégicas a fim de obter melhor resultado e atingir os objetivos traçados.
2.3.3.4 Plano Financeiro
O plano financeiro é constituído pela análise de fatores como investimento inicial do negócio, projeções de resultados, de fluxo de caixa, balanço, ponto de equilíbrio e análise de investimentos, as quais vão servir como tecnologias gerenciais para o planejamento financeiro do empreendimento.
Segundo Filion e Dolabela (2000, p. 172)
O Plano Financeiro representa a principal fonte de referência e controle da saúde da empresa, sendo utilizada pelo empreendedor para conduzir suas atividades dentro de parâmetros planejados, corrigir distorções, adaptar-se as novas variáveis decorrentes de mudanças na conjuntura e projetar novos investimentos com base em níveis de crescimento previstos e desejados.
O plano financeiro apresenta projeções financeiras, mostra a análise de viabilidade do negócio, e ainda possibilita ao empreendedor conduzir as atividades dentro do que foi planejado. Através do plano financeiro é possível identificar as oportunidades e dificuldades, definir antecipadamente estratégicas para enfrentar cada situação.
2.4 Custos
Os custos são os gastos que a entidade realiza com o objetivo de por o seu produto pronto para ser comercializado é um bem ou serviço que utiliza na produção de outro bem ou serviço.
Para Nascimento (2001, p. 25) “Custo é o somatório dos bens e serviços consumidos ou utilizados na produção de novos bens ou serviços, traduzidos em unidades monetárias”.
Ainda para o mesmo autor “custos pode ser definido, ainda, como a soma de todos os dispêndios para produção ou obtenção de um bem ou serviço”.
Segundo Megliorini (2001, p. 4) “os custos são determinados a fim de atingir os seguintes objetivos: determinação do lucro, controle das operações e tomada de decisões”.
Os custos auxiliam o administrador na tomada de decisão, para que de forma concreta e objetiva, definir suas metas de vendas, suas despesas e o resultado esperado ao fim do período.
2.4.1 Custo de Produtos
Os custos de produtos são fixos ou variáveis. Os custos fixos são gastos necessários a empresa, mas não estão ligados a sua produção, não variam de acordo com a quantidade produzida e os custos variáveis estão ligados diretamente com a quantidade de produtos que são comercializados, isto quer dizer, que são referentes à produção da empresa.
2.4.1.1 Custos fixos ou variáveis
Custos fixos são aqueles que não dependem de quanto à empresa vende ou produz, como por exemplo, aluguel, Pro labore, luz, telefone salários dos funcionários, dentre outros. Os custos variáveis são aqueles que dependem das quantidades produzidas ou vendidas pela empresa, tem relação direta com a produção e/ou venda do produto ou serviço. Gastos com embalagens, impostos pela venda de mercadorias ou serviço, matéria-prima, frete dependem da quantidade vendida.
No entendimento de Escarlate (2010, p. 99).
Alguns custos podem variar entre fixos e variáveis dependendo do tipo do negócio. Por exemplo, em uma lavanderia, a agua e a energia que são gastas para lavar e passar as roupas são parte do custo variável, enquanto que a água e a energia gastas no escritório dessa lavanderia são parte do custo fixo.
Para Nascimento (2001, p. 27) “custo fixo, por sua própria natureza, é o que não varia, seja qual for a quantidade produzida em determinado período”.
Ainda para o mesmo autor “custo variável é o que, a qualquer variação da quantidade produzida ou vendida, acompanha essa mesma variação”.
Os custos fixos independem do faturamento ou venda mensalmente ele devem ser pagos e os custos variáveis variam de acordo com as vendas realizadas ou o nível de produção. Quando mais se vende mais se ganha, aumentando o faturamento e, com isso, os lucros.
2.4.1.2 Métodos de Custeio por absorção e custeio variável
Na contabilidade de custos, vários são os métodos de custeio existentes que podem ser utilizados pelos profissionais da área, ou seja, dependendo da informação que se busca, utiliza-se o método mais apropriado. Neste estudo será método de custeio por absorção e custeio variável.
Para Megliorini (2001, p. 03)
Custeio por absorção: é o método de custeio que consiste em atribuir aos produtos
fabricados todos os custos de produção, quer de forma direta ou indireta (rateios). Assim, todos os custos, sejam eles fixos ou variáveis, são absorvidos pelos produtos. É o método utilizado para custear os estoques, cujos saldo constam do Balanço Patrimonial, e determinar o Custo dos Produtos Vendidos, constante da Demonstração de Resultados do Exercício.
Custeio Variável: é o método que considera que os produtos devem receber
somente os custos que “causam” ao serem fabricados. Nesse caso, os custos a serem apropriados aos produtos são somente os variáveis. Os custos fixos são tratados como custos do período, indo diretamente para o resultado, como as despesas. O custeio por absorção pode-se considerar um método em que são apropriados todos os custos de fabricação, sejam eles diretos ou indiretos, fixos ou variáveis e o custeio variável somente são apropriados como custos de fabricação os custos variáveis, sejam eles diretos ou indiretos.
2.4.2 Custos com Pessoal
Os custos com pessoal são diretos e indiretos. A seguir apresenta-se a descrição de cada custo.
2.4.2.1 Custos Diretos e Indiretos
Custo direto é aquele que pode ser identificado e diretamente apropriado a cada tipo de obra a ser custeada, no momento de sua ocorrência, isto é, está ligada diretamente a cada tipo de bem ou função de custo. Custo indireto é aquele que não pode apropriar diretamente a cada tipo de bem ou função de custo no momento de sua ocorrência, são aqueles que apenas mediante aproximação podem ser atribuídos aos produtos por algum critério de rateio.
Segundo Nascimento (2001, p. 28) “custos direto é o que incide diretamente sobre a produção ou a venda de um bem ou serviço”.
Ainda para o mesmo autor “custo indireto é o que, embora não incide diretamente sobre a produção ou a venda, é parte integrante como resultante da participação das atividades de apoio ou auxiliar ao processo de transformação, produção e comercialização de um bem ou serviço”.
Para Megliorini (2001, p.9) “custo direto é que a apropriação de um custo ao produto se dá pelo que efetivamente ele consumiu”.
Ainda para o mesmo autor “custo indireto é que a apropriação de um custo ocorre por intermédio de rateio”.
Custos diretos e indiretos dizem respeito ao relacionamento entre custo e o produto feito.
2.5 Indicadores de viabilidade
Os indicadores de viabilidade são uma ferramenta muito importante na área de custos, pois podem ajudar na tomada de decisões das empresas. É distribuída em Margem de Contribuição, Ponto de Equilíbrio, Margem de Segurança e Taxa de Retorno de investimento.
2.5 1 Margem de contribuição
A margem de contribuição consiste na diferença entre os valores de venda de um determinado produto e, o valor das despesas variáveis, sendo que a análise pode ser total ou unitária.
Segundo Vieira (2010, p.38) margem de contribuição é:
A diferença entre o preço de venda e o custo e despesas variáveis de cada produto ou serviço; é o valor com que cada unidade contribui para o pagamento dos custos e despesas fixas e para a formação do lucro. A margem de contribuição pode ser:
unitária quando a contribuição é oriunda de uma só unidade de produto; ou total
quando provém de diversas unidades de produto e indica quantitativamente a importância do produto no desempenho global da empresa.
Crepaldi (2002, p. 224) descreve que “a Margem de Contribuição representa o valor que cobrirá os Custos e Despesas fixas da empresa e proporcionará o lucro.”.
No entendimento de Dolabela (1999, p.232):
Margem de contribuição é o valor que resta à empresa, após deduzidos da receita os custos dos produtos vendidos, as comissões e os impostos gerados pela
comercialização de um produto. Mede quanto este valor “contribui” para cobrir os custos fixos.
Segundo Vieira (2010, p.39) a fórmula da margem de contribuição unitária é dada pela da seguinte forma:
MCu = PVu - CVu – Dvu
Onde:
MCu = margem de contribuição unitária; PVu = preço de venda unitário;
CVu = custos variáveis unitários; DVu = despesas variáveis unitárias.
E a margem de contribuição total é dada pela fórmula:
Mc total=MCu x Quantidade vendida
Onde:
MC Total = margem de contribuição total; MCu = margem de contribuição unitária.
A margem de contribuição é um importante instrumento para avaliação do desempenho gerencial das empresas, e assim fundamentar tecnicamente as decisões de venda.
2.5 2 Ponto de Equilíbrio
O ponto de equilíbrio é um instrumento para a gerência visualizar a situação econômica das operações e tirar proveito das relações entre variáveis custo-volume-lucro. Para a formação do ponto de equilíbrio é preciso levar em conta as receitas e as despesas, calculando os parâmetros que indicam a capacidade mínima em que a empresa deve operar para não ter prejuízo, sendo necessário, para tanto, saber a margem de contribuição em percentual ou em quantidade unitárias, que é provocada pela ocorrência de custos e despesas variáveis na produção e comercialização de produtos.
Conforme Warren, Reeve & Fess (2008, p. 100) “o ponto de equilíbrio é o nível de operações no qual as receitas e os custos expirados (despesas) de uma empresa são exatamente iguais. Em equilíbrio, uma empresa não tem lucro nem prejuízo operacional.”.
Há três tipos de ponto de equilíbrio. Crepaldi (2002, p. 229-230) apresenta as seguintes diferenças entre eles:
O ponto de Equilíbrio Contábil (PEC) é obtido quando há volume (monetário ou
físico) suficiente para cobrir todos os custos e despesas fixas, ou seja, o ponto em que não há lucro ou prejuízo contábil. É o ponto de igualdade entre receita Total e o Custo Total.
O Ponto de Equilíbrio Econômico (PEE) ocorre quando existe lucro na empresa e
esta busca comparar e demostrar o lucro da empresa em relação à taxa de atratividade que o mercado financeiro oferece ao capital investido.
O Ponto de equilíbrio Financeiro é representado pelo volume de vendas
necessárias para que a empresa possa cumprir com seus compromissos financeiros. Fórmula do ponto de equilíbrio contábil:
PEc = Custos Fixos + Despesas Fixas Margem de contribuição unitária
Fórmula do ponto de equilíbrio econômico:
PEe = Custos Fixos + Despesas Fixas + Remuneração do capital Margem de contribuição unitária
Fórmula do ponto de equilíbrio financeiro:
PEf = Custos Fixos + Despesas Fixas – custos não desembolsáveis Margem de contribuição unitária
O ponto de equilíbrio é o ponto de produção e vendas em que os custos se igualam às receitas. Refere-se ao nível de venda em que não há lucro nem prejuízo, em que existe o equilíbrio entre receitas totais e as despesas e custos totais. Através desta análise chega-se a quantidade de unidades que serão necessárias para suprir os gastos fixos. Se a empresa operar acima desse nível, passa a ter um resultado positivo (lucro), abaixo desse nível o resultado é negativo (prejuízo).
2.5.3 Margem de Segurança
A Margem de segurança tem a finalidade de verificar o quanto às vendas dentro de uma empresa pode baixar sem que exista prejuízo, corresponde à quantidade de produtos ou valor de receita em que se opera acima do Ponto de equilíbrio.
Crepaldi (2002, p. 231) declara que “a margem de segurança representa quanto às vendas podem cair sem que a empresa incorra em prejuízo e pode ser expressa em valor, unidade ou percentual.”
Abaixo apresenta-se as fórmulas para o calculo da margem de segurança (MS):
Margem de Segurança em valor (R$) = vendas efetivadas (R$) – vendas do PE (R$)
Margem de segurança em quantidade (MSQ) = Qtd vendida – Qtd no PE
Margem de segurança em percentual (%) = margem de segurança (R$) Vendas totais (R$)
A margem de segurança é indispensável no gerenciamento de um negócio, pois permite conhecer a margem existente entre as vendas desejadas e o ponto de equilíbrio.
2.5.4 Métodos de Avaliação de Investimento
O método de avalição de investimento permite verificar se o retorno do investimento gera bons resultados. A seguir apresentamos os principais métodos de análise dos investimentos.
2.5.4.1 Taxa Interna de Retorno (TIR)
Taxa Interna de Retorno é utilizada para o cálculo do VPL e proporciona a este um valor exatamente igual ao valor do investimento inicial do empreendimento.
Para Kassai, Santos & Neto (2000, p. 66)
A taxa interna de retorno (TIR) ou Internal Rate of Return (IRR) é uma das formas mais sofisticadas de se avaliar propostas de investimentos de capital. Ela representa a taxa de desconto que iguala, num único momento, os fluxos de entrada com os de saída de caixa. Em outras palavras, é a taxa que produz um VPL igual a zero.
Segundo Lacruz (2008, p.120)
A TIR é definida como taxa de desconto que iguala o valor presente das entradas de caixa esperadas de um projeto ao valor presente das saídas esperadas de caixa. Ou seja, a taxa de desconto que, aplicada à série de entradas e saídas de caixas esperadas, iguala o fluxo zero.
Quando escolhido este método a taxa de retorno deverá ser maior que a taxa mínima de atratividade (TMA), ou seja, se a TIR for maior do que a taxa de remuneração de mercado o projeto é viável, se for igual à taxa de juros de mercado o projeto é indiferente, pois a rentabilidade é nula, e se for menor do que a taxa de juros de mercado o projeto é inviável. Assim sendo, entre vários investimentos, o melhor será aquele que tiver a maior TIR.
2.5.4.2 Valor Presente Líquido VPL)
O Valor Presente Líquido é um dos melhores métodos e o principal indicado como ferramenta para analisar projetos de investimentos porque trabalha com o fluxo de caixa descontado, pela sua consistência matemática e porque seu resultado representa a riqueza absoluta do investimento.
Para Kassai, Santos & Neto (2000, p. 61)
O valor presente líquido (VPL) ou Net Present Value (NPV) é um dos instrumentos sofisticados mais utilizados para se avaliar propostas de investimentos de capital. Reflete a riqueza em valores monetários do investimentos medida pela diferença entre o valor presente das entradas de caixa e o valor presente das saídas de caixa, a uma determinada taxa de desconto.
Conforme Lacruz (2008, p. 177) “o VPL representa o valor atual para os futuros fluxos reais que serão gerados para o projeto, deduzido o investimento inicial, descontado a uma taxa que representa o custo de oportunidade do investimento.”
Neste sentido todo projeto que tiver um VPL positivo será rentável, assim sendo a escolha entre diversas variáveis rentáveis e comparáveis de um mesmo projeto recairá sobre aquela que tiver o maior VPL.
2.5.4.3 Tempo de Retorno de Investimento – Payback
O payback determina o prazo necessário para a empresa recuperar o valor inicialmente investido. Para Kassai, Santos & Neto (2000, p. 84)
O payback é o período de recuperação de um investimento e consiste na identificação do prazo em que o montante do dispêndio de capital efetuado seja recuperado por meio de fluxos líquidos de caixa gerados pelo investimento. É o período em que os valores dos investimentos (fluxos negativos) se anulam com os respectivos valores de caixa (fluxos positivos).
O paybackconsiderado viável quando o prazo encontrado como resultado do cálculo for menor que o prazo desejado para a recuperação do investimento. De forma geral, quanto mais alongado o prazo de pagamento do empréstimo menos interessante ele se torna para o emprestador.
2.5.4.4 Taxa Mínima de Atratividade – TMA
A taxa mínima de atratividade é mais apropriada para avaliação de novos projetos de investimentos da empresa. A TMA é uma taxa que pode ser definida de acordo com a politica de cada empresa.
Conforme Wernke (2008, p. 146) “a TMA é a taxa mínima de retorno que o investidor pretende conseguir como rendimento ao realizar algum investimento”.
Portando, a TMA referenciada no custo de capital da empresa, pode servir como determinante na aceitação ou não de novos projetos de investimentos, adicionando também valor à empresa.
2.5.4.5 Fluxo de Caixa
O Fluxo de caixa é um instrumento gerencial que controla e informa todas as movimentações financeiras de um dado período.
Para Warren, Reeve & Fess (2008, p. 468)
A demonstração dos fluxos de caixa relata as principais entradas e saídas de caixa durante um período de tempo. Ela fornece informações úteis sobre a capacidade da empresa de gerar caixa operacional, manter e expandir sua capacidade operacional, cumprir com suas obrigações financeiras e pagar dividendos.
Conforme Kassai, Santos & Neto (2000, p. 60)
Os métodos quantitativos são aplicados com base em fluxos operacionais líquidos de caixa e seu dimensionamento é considerado como o aspecto mais importante da decisão. A representatividade dos resultados de um investimento é bastante dependente do rigor e confiabilidade com que os fluxos de caixas são estimados.
Existem dois métodos para produzir os fluxos de caixa: métodos diretos e método indireto. Warren, Reeve & Fess (2008, p. 469-470) descrevem:
O método direto reporta as origens e as aplicações do caixa operacional. A principal origem do caixa operacional é o recebimento das vendas dos consumidores. As principais aplicações do caixa operacional incluem o pagamento aos fornecedores de mercadorias e o pagamento de salários aos funcionários. A diferença entre esses recebimentos e pagamentos é o fluxo de caixa líquido das atividades operacionais.
O método indireto reporta o fluxo de caixa operacional, começando pelo lucro líquido e ajustando-o com receitas e despesas que não envolvem entradas nem saídas de dinheiro. Ou seja, o lucro líquido contábil é ajustado para determinar o montante líquido de caixa das atividades operacionais.
A finalidade de projetar um fluxo de caixa é antecipar eventuais necessidades de capital de giro, decorrentes das operações, e assim facilitar o planejamento financeiro, buscando fontes alternativas de recursos, a custos mais baixos.
3 METODOLOGIA DO TRABALHO
A metodologia da pesquisa define sua classificação, a coleta dos dados e os respectivos instrumentos, bem como a análise e interpretação dos dados.
3.1 Classificação da Pesquisa
a) Do Ponto de Vista de sua Natureza
A pesquisa pode ser classificada como básica ou aplicada. Neste sentido o estudo se classifica como aplicado, porque segundo Oliveira (1999, p. 123) “na pesquisa aplicada requer determinadas teorias ou leis mais amplas como ponto de partida, e tem por objetivo pesquisar, comprovar ou rejeitar hipóteses sugeridas pelos modelos teóricos e fazer a sua aplicação às diferentes necessidades humanas”.
Para Diehl & Tatim (2006, p. 55) “a pesquisa aplicada embora se apresente como uma possibilidade interessante, dificilmente a pesquisa aplicada é utilizada num projeto de prática profissional, que em geral se atém a problemas específicos de organização”.
Portanto o estudo apresenta um momento de pesquisa bibliográfica que foi a base para o desenvolvimento da pesquisa aplicada onde a elaboração do plano de negócio contemplou simulações de mercado, financeiras e decisões de viabilidade do negócio.
b) Do Ponto de Vista de seus Objetivos
Quanto aos seus objetivos, à pesquisa pode ser classificada em Pesquisa Exploratória, Pesquisa Descritiva e Pesquisa Explicativa.
Conforme Diehl & Tatim (2006, p. 53) “a pesquisa exploratória tem como objetivo proporcionar maior familiaridade com o problema, com vistas a torná-lo mais explícito ou a construir hipóteses”.
Para Gil (1999, p. 44) “a pesquisa descritiva tem como objetivo primordial a descrição das características de determinada população ou fenômeno ou o estabelecimento de relações entre variáveis”.
Esse estudo foi classificado como pesquisa exploratória e descritiva. Exploratória porque ajudou a desenvolver com mais clareza o assunto da pesquisa. Descritiva, porque procurou descrever um plano de negócio de uma construtora.
c) Quanto à Forma de Abordagem do Problema
Conforme Diehl & Tatim (2006, p. 51) “as abordagens qualitativas e quantitativas são duas estratégias diferentes pela sua sistemática e, sobretudo, pela forma de abordagem do problema que constitui o objeto de estudo”.
Para Oliveira (1999, p 117) “as pesquisas que se utilizam da abordagem qualitativa possuem a facilidade de poder descrever a complexidade de uma determinada hipótese ou problema, analisar a interação de certas variáveis, compreender e classificar processos dinâmicos”.
Conforme Beuren (2004, p.92) “na pesquisa qualitativa concebe-se análises mais profundas em relação ao fenômeno que está sendo estudado”.
Neste estudo foi abordada a pesquisa qualitativa, por não ter o uso de métodos e técnicas estatísticas e ter o ambiente natural como fonte de coleta de dados.
d) Do Ponto de Vista dos Procedimentos Técnicos
Do ponto de vista dos procedimentos técnicos a pesquisa pode ser: Bibliográfica, documental, levantamento, estudo de casos e ações.
Segundo Gil (1999, p. 65)
A pesquisa bibliográfica é desenvolvida a partir de material, já elaborado, constituído principalmente de livros e artigos científicos. Embora em quase todos os estudos seja exigido algum tipo de trabalho desta natureza, há pesquisas desenvolvidas exclusivamente a partir de fontes bibliográficas.
Outra forma de pesquisa é a de levantamento que para Gil (1999, p. 70)
As pesquisas deste tipo se caracterizam pela interrogação direta das pessoas cujo comportamento se deseja conhecer. Basicamente, procede-se à solicitação de informações a um grupo significativo de pessoas acerca do problema estudado para em seguida, mediante análise quantitativa, obter as conclusões correspondentes dos dados coletados.
Segundo Beuren (2004, p. 84) “A pesquisa do tipo estudo de caso caracteriza-se principalmente pelo estudo concentrado de um único caso. Esse estudo é preferido pelos pesquisadores que desejam aprofundar seus conhecimentos a respeito de determinado caso específico”.
O presente estudo classifica-se em bibliográfica porque foi elaborado um embasamento teórico sobre o tema estudado; levantamento, pois foram apuradas as informações sobre o problema estudado e por fim estudo de caso, realizando a compilação e análise das informações coletadas.
3.2 Coleta de dados
A coleta de dados é de extrema importância para a realização do estudo, pois ela está relacionada com o problema e a busca de informações para solucioná-lo. Onde se fez uma busca mais aprofundada dos dados necessários para a abertura de um empreendimento, de forma mais concreta.
Este estudo, contou com dados levantados por meio de entrevista com construtores, de forma a gerar informações que possibilitam obter um valor do investimento necessário para a abertura da empresa na cidade de Panambi – RS, buscou - se obter informações referentes ao público que a empresa deseja atingir. As necessidades que a população tem referente ao uso dos serviços oferecidos pela empresa, à localização, os fornecedores e seus produtos.
As informações que foram levantadas e simuladas nesta coleta de dados, podem auxiliar a empresa a buscar estratégias necessárias para alcançar o público alvo, o conhecimento dos clientes e suas exigências e o montante necessário para colocar em prática o empreendimento.
3.3 Instrumentos de Coleta de Dados
O instrumento de coleta de dados que se utilizou neste estudo é denominado de instrumento de observação e entrevista.
A observação é uma técnica que faz uso dos sentidos para a obtenção de determinados aspectos da realidade. Consiste em ver, ouvir e examinar os fatos ou fenômenos que se pretendem investigar. Contribui para o pesquisador obter a comprovação dos dados sobre os indivíduos observados, os quais, às vezes, não têm consciência de alguns fatos que os orientam em seu comportamento, (BEUREN, 2004, p. 128).
O instrumento de Observação para esta pesquisa classificou-se em: observação, observação não participante, observação individual e observação na vida real.
Na técnica de observação para Beuren (2004, p.129) “o pesquisador permanece abstraído à situação estudada, apenas observa de maneira espontânea como os fatos ocorrem e controla os dados obtidos”.
Para Lakatos e Marconi (2003, p.195) a entrevista “é um encontro entre duas pessoas, a fim de que uma delas obtenha informações a respeito de determinado assunto, mediante uma conversação de natureza profissional”.
A entrevista segundo Gil (1999, p. 117) é uma “técnica em que o investigador se apresenta frente ao investigado e lhe formula perguntas, com o objetivo de obtenção de dados que interessem a investigação”.
Na técnica de observação não praticante o pesquisador só presenciou o fato e não participou do mesmo. Na observação individual é somente uma pessoa que realizou a pesquisa, já a observação na vida real os fatos foram registrados à medida que foram ocorrendo e na entrevista foi utilizada a despadronizada porque o entrevistado é livre para explorar mais amplamente algumas questões, não existe rigidez de roteiro.
3.4 Análise e Interpretação dos Dados
Após realizar a coleta dos dados, analisam-se e interpretam-se as informações obtidas para saber se as mesmas foram suficientes para chegar ao objetivo proposto nesta pesquisa, ou seja, se a implantação da empresa é viável financeiramente.
A análise tem como objetivo organizar e sumariar os dados de forma tal que possibilitem o fornecimento de resposta ao problema proposto para investigação. Já a interpretação tem como objetivo a procura do sentido mais amplo das respostas, o que é feito mediante sua ligação a outros conhecimentos anteriores obtidos, (GIL, 1999, p.168).
E para sabermos se é viável a implantação da construtora na cidade de Panambi/RS, realizam-se cálculos financeiros e projeções de receita e despesas, as quais foram confrontadas com os investimentos.
4 ANÁLISE DE VIABILIDADE DE UM PLANO DE NEGÓCIO
A elaboração deste Plano de Negócio teve como propósito a análise de viabilidade da abertura de uma construtora na cidade de Panambi/RS.
4.1 Descrição da atividade civil
A empresa a qual foi projetada no presente estudo se enquadra no Lucro Presumido, no ramo da construção civil. Sua localização será na Rua Rondônia, 175 - Bairro Arco Íris, na cidade de Panambi/RS.
A empresa tem como objetivo proporcionar bem-estar e satisfação aos clientes, à realização de obras de qualidade com preços adequados e utilizando as mais modernas técnicas de construção disponíveis atualmente.
A empresa desenvolverá projetos que se enquadram no Programa do Governo Minha Casa Minha Vida, um novo plano habitacional brasileiro, que teve inicio em 25 de Março de 2009, onde serão empreendimentos de até 80 m², que contará com uma estrutura básica para atender aos anseios que a população procura na compra de seu imóvel próprio.
Quanto à estrutura funcional da empresa, será composto pelo proprietário que exerce a função de mestre de obras, um assistente administrativo, um pintor, dois pedreiros e dois serventes. A Construtora terá um horário de trabalho de segundas à sextas feiras iniciando às 8h15 até 12h e das 13h12 até as 18h15, fechando 44h semanais. Segue o organograma da empresa:
Figura 1: Organograma da empresa Fonte: Dados conforme pesquisa
PROPRIETÁRIO/MESTRE DE OBRAS
ASSITENTE
ADMINISTRATIVO PEDREIROS
PINTOR
A remuneração dos colaboradores vai ser mensal da seguinte forma: Pró labore para o proprietário de R$ 1.800,00, para o assistente administrativo R$ 800,00, pintor R$ 1.200,00, para os pedreiros R$ 1.430,00 e o outro 1.322,41 e para os dois serventes R$ 1.000,00 para cada um.
4.1.1 Missão
Fornecer soluções inteligentes no segmento da construção civil, buscando aprimoramento dos processos de acordo com a necessidade do mercado.
4.1.2 Visão
Tornar-se uma empresa diferenciada e reconhecida no ramo da construção civil, proporcionando satisfação de nossos clientes e colaboradores e soluções por meio do fornecimento de produtos e serviços da mais alta qualidade.
4.1.3 Valores
• Qualidade: padrão em tudo que faz; • Ética: postura correta e justa;
• Comprometimento: atender com presteza e eficiência as expectativas do cliente; • Respeito ao Meio Ambiente.
4.2 Plano de vendas, Marketing
Na sequência apresenta-se o plano de vendas e marketing que envolve toda a análise de mercado e as estratégias de atratividade de clientes.
4.2.1 Análise de Mercado
Conforme consta nas notícias de nosso país, a construção civil a cada ano que passa mostra uma perspectiva de crescimento maior, sendo impulsionado pelas facilidades de obtenção de créditos e de financiamentos, viabilizadas por iniciativas governamentais de incentivo, como o programa Minha casa Minha Vida.
O grande crescimento nas vendas na área de construção civil e imobiliária pode também ser atribuído aos bancos, que estão financiando um maior percentual do valor total dos imóveis. São várias as condições de compra de um imóvel, podem ser citados o SFH (Sistema Financeiro de Habitação), Utilização do FGTS, credito associativo e Carteira hipotecaria, mas o mais usado é o SFH, pela facilidade e modalidades de financiamentos que oferece, as quais se adaptam a maior parte da população que busca por financiamentos na hora de comprar um imóvel.
4.2.1.1 Concorrência
Nos últimos anos as atividades voltadas para a construção civil vêm crescendo muito, pois aumentou a procura da casa própria e as construtoras existentes não estão conseguindo atender a demanda, abrindo espaço para as concorrentes.
Com o Programa Minha Casa Minha Vida lançado pelo governo federal, com a intensão de aquecer o mercado civil, inicia-se um novo mercado focando imóveis mais baratos para as classes sociais menores.
4.2.1.2 Fornecedores
A relação com os fornecedores é importante para uma empresa, dentre os quais são responsáveis por toda a matéria prima para execução dos projetos, varia de pequenas e grandes multinacionais.
4.2.1.3 Clientela
O público – alvo que se pretende atingir com a construtora, seriam as pessoas que querem construir sua casa própria utilizando o Programa Minha Casa Minha Vida, ou seja, classes sociais menores.
4.2.2 Matriz Swot (Matriz FOFA)
A matriz swot (FOFA) mostra as oportunidade e ameaças, pontos fracos e pontos fortes da construtora.