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Academic year: 2021

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TÍTULO: O EFEITO DO TREINAMENTO TRADICIONAL NOS ÍNDICES DE APTIDÃO FÍSICA DE INFANTES PRATICANTES DE FUTEBOL.

TÍTULO:

CATEGORIA: CONCLUÍDO

CATEGORIA:

ÁREA: CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E SAÚDE

ÁREA:

SUBÁREA: EDUCAÇÃO FÍSICA

SUBÁREA:

INSTITUIÇÃO: CENTRO UNIVERSITÁRIO DAS FACULDADES METROPOLITANAS UNIDAS

INSTITUIÇÃO:

AUTOR(ES): VALDEMAR HENRIQUES FERNANDES NETO

AUTOR(ES):

ORIENTADOR(ES): NANCY PREISING APTEKMANN

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SUMÁRIO

I. Introdução ... 1

II. Métodos ... 6

2.1 Amostra ... 6

2.2 Técnica de coleta de dados ... 6

2.3 Análise de dados ... 11

III. Resultados e Discussão ... 12

IV. Conclusão ... 14

V. Referências Bibliográficas ... 15

VI. Anexos ... 19

6.1 Termo de consentimento livre e esclarecido ... 19

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I.

INTRODUÇÃO

O futebol é o esporte mais popular em todo o mundo, sendo praticado por todas as nações. O jogo consiste de 90 minutos de duração, divididos em 2 tempos de 45 minutos, com 15 minutos de intervalo entre os períodos. Eventualmente, podem-se encontrar jogos com dois períodos de 15 minutos de prorrogação e intervalo de 5 minutos. Atualmente, ultrapassa 190 o número de países filiados à Federation International of Football Association (FIFA), onde mais de 60 milhões de jogadores estão registrados.

Apesar de ser uma modalidade desportiva intermitente e desenvolvida de forma coletiva, o ponto de vista individual para SPIGOLON et al. (2007) se dá pela percepção do jogador ideal de futebol, devendo ter boa compreensão tática, ser tecnicamente hábil, mentalmente forte, se relacionar satisfatoriamente com os companheiros de equipe e ter elevada capacidade física, bem como, as habilidades motoras específicas são fatores determinantes em jogadores de futebol (MARQUES et al. 2010).

Atualmente, devido à popularização mundial do futebol, os aspectos físicos estão se tornando imprescindíveis para os futebolistas. Dentre todas as características do jogador de futebol, podemos destacar a composição corporal como um fator estimulatório para o rendimento esportivo. Conceitualmente, composição corporal é a taxonomia utilizada para quantificar as várias estruturas do corpo humano, sendo a sua determinação de suma importância, pois é um instrumento valioso para analisar o processo maturacional. Para CYRINO et al. (2002) o conhecimento sobre a composição corporal, bem como os aspectos sobre os aspectos neuromotores, se tem revelado imprescindível para a caracterização das exigências específicas do futebol. Durante um macrociclo, a composição corporal de atletas profissionais em estágio competitivo atenua, melhorando os resultados de percentual de gordura e massa livre de gordura, logo deixando em evidência que para se ter sucesso futebolístico as características antropométricas, habilidade técnica, tática e o desempenho individual são aspectos fundamentais (PINTO et al. 2007).

Comparando o somatotipo e o condicionamento físico de atletas profissionais e semiprofissionais de futebol, RIBEIRO et al. (2007) apontaram

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2 que não há diferenças significativas entre ambas, retratando que esses resultados seja devido a padrões elevados de aptidão física necessários para futebolistas. Corroborando com os achados, em estudos antropométricos de acordo com as posições de jogo dos atletas, pode-se explanar que zagueiros e goleiros apresentam maior estatura e massa corporal em relação aos laterais e meias segundo SOTÃO et al. (2013).

Mediante o princípio de que a composição corporal é um índice fundamental para o sucesso no futebol, SOUSA et al. (2013) correlacionaram esta variável com o desempenho anaeróbio de jovens, afirmando que ambas estão conexas, assim enfatizando a associação da massa óssea com o desempenho anaeróbio. Em contrapartida, em estudos com jogadores das categorias sub-15 e sub-17, os fatores que mais induzem a melhora da composição corporal e da aptidão física são o nível maturacional, o estágio pré-treinamento dos atletas, a interdependência do volume e da intensidade dos treinos, não existindo relações entre as variáveis antropométricas e a velocidade do limiar anaeróbio (MANTOVANI et al. 2008).

Quando trabalhado com diferentes faixas etárias, a maturação é um aspecto individual e fisiológico que se deve ter atenção, não podendo passar despercebido. Literalmente, GALLAHUE (2010) diz que maturação refere-se às alterações qualitativas que levam os indivíduos a níveis mais altos de funcionamento, progredindo por uma ordem fixa, em que o ritmo pode variar, porém a sequência do surgimento das características geralmente não varia. Contextualizando os níveis maturacionais dos indivíduos em relação à idade cronológica e o desempenho, VILLAR e ZUHL (2006) perceberam que o treinamento de futebol mantem a velocidade de corrida no limiar quando a maturação é considerada, diferente de quando a idade cronológica e adotada. Referente ao conceito maturacional, durante 12 semanas foram avaliadas as diferenças no desenvolvimento das qualidades físicas de infantes praticantes de futebol classificados no estágio um de maturação biológica, submetidos a duas metodologias distintas: a Tradicional e a de Formação Maturacional. Baseando-se nos dados obtidos, a coordenação, força dinâmica, força explosiva e a velocidade apresentaram assemelhanças quando comparadas entre os dois grupos. Pode-se concluir que se devem levar em consideração os

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3 estágios de maturação biológica na montagem de equipes de futebol e não apenas as faixas etárias dos indivíduos segundo PORTAL et al. (2006).

Fixando que o processo maturacional de praticantes de futebol é um aspecto essencial, o nível maturacional dos indivíduos proporcionam acréscimos significativos na qualidade física de força, conforme relatado por SILVA et al. (2010). Em contrapartida, relacionando o treinamento físico e a idade maturacional de jovens de 11 a 13 anos inseridos em um programa de treinamento sistematizado no futebol, MORTATTI e ARRUDA (2007) analisaram as alterações dos componentes do somatotipo. Portanto, enfatizaram que o processo maturacional e o nível de treino não interferiram diretamente no somatotipo da amostra, revelando que a composição corporal está mais fortemente ligada aos aspectos biológicos do desenvolvimento do que aos fatores externos.

VILLAR e DENADAI (2001) em estudos com jovens praticantes de futebol de 9 a 15 anos descreveram que a velocidade de corrida do limiar anaeróbio aumenta em decorrência da interação do treinamento com a maturação. Já, quando comparado meninos de 10 e 11 anos praticante e não praticantes de futebol, é possível dizer que a estatura e a massa corporal não se modificam significativamente com a prática sistemática de futebol. Todavia, sob relações dos grupos é constatado assemelhanças nas capacidades físicas coordenação, agilidade e velocidade, apresentando maior expressão o grupo praticantes regular de futebol (NETO et al. 2009). De um modo geral, REBELO e OLIVEIRA (2005) afirmam que a velocidade, agilidade e a potência muscular são qualidades importantes para o desempenho dos futebolistas.

Sobre o conceito da prática esportiva, BORTONI e BOJIKIAN (2007) discutem amplamente que o fato de haver iniciação esportiva é suficiente para promover melhoras no desempenho de indivíduos de 11 a 13 anos. Alicerçado no ditado de acréscimo das capacidades físicas pela prática sistemática de atividade física, OLIVEIRA et al. (2012) apontam que sete semanas de treinamento é possível aumentar eficientemente a potência e melhorar a capacidade de resistência de atletas profissionais. Porém, para que uma equipe futebolística, com faixa etária de 15 e 17 anos, seja considerada de alto desempenho é necessário que os atletas atinjam níveis de esforço máximo (LEVANDOSKI et al. 2009). E então, para garantir maior eficiência na utilização

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4 dos esforços durante uma partida de futebol, analisou-se o consumo máximo de oxigênio, retratando que 15 semanas de treinamento proporcionam alterações significativas em jovens futebolistas de 16 a 19 anos (SOUZA e ZUCAS 2003).

A força muscular é uma importante variável da aptidão física geral, assim KAWAUCHI et al. (2009) em estudos com faixas elásticas, visaram constatar sua eficácia no ganho de força de membros inferiores em adolescentes praticantes de futebol. Este material não se mostrou eficaz para alterar o perfil antropométrico da amostra e, em contrapartida, contribuem relativamente na melhoria da força e velocidade de membros inferiores, constatando uma exímia alternativa para aperfeiçoar e incrementar o treinamento de força. Já SPIGOLON et al. (2007) descrevem que em relação a potência anaeróbia de membros inferiores em atletas das categorias sub-15, sub-17, sub-20 e profissional de futebol de campo é de suma importância que as variáveis potência máxima, média e mínima sejam consideradas na planificação e na aplicação dos treinamentos futebolísticos. E então, assimilando a dinâmica dos índices de força, um macrociclo com cargas concentradas, durante vinte e duas semanas de treinagem, mostrou-se eficaz na manutenção da resistência de atletas entre 17 e 19 anos (ARRUDA et al. 1999).

Sabemos que velocidade é a capacidade de realizar movimentos sucessivos e rápidos. Em estudos, CASTRO et al. (2009) apontam que a melhor fase de seu desenvolvimento é por volta dos 17 até os 25 anos, onde é possível melhorá-la com processos de treino. Assim, após comparação do tempo de Sprint de 20 metros entre atletas da categorial infantil, juvenil e júnior, concluíram que o tempo de sprint é estatisticamente menor na categoria júnior quando relacionado à categoria infantil, não havendo assemelhanças dentro de cada categoria. Para COELHO et al. (2011) a determinação do nível de correlação entre o desempenho nos 10m iniciais, dos 20m finais e no tempo total do teste de sprint de 30m, com o do salto vertical com contra-movimento entre jogadores de futebol afirmam que maiores valores de correlação do 10m iniciais pode ser devido a efeitos específicos do treinamento. Generalizando, ao longo de um macrociclo de estruturação tradicional de treinamento, ocorrem

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5 incrementos no desempenho motor e metabólico de atletas de futebol infantil segundo ALVES et al. (2009).

Desta forma, o tema abordado partiu do interesse pessoal, a fim de acrescentar conhecimentos teóricos e práticos sobre o treinamento tradicional em escolinhas de futebol. Assim, o papel social trabalhado com as crianças foi de suma importância, conscientizando-as das relações dos processos de treinamento para aptidão física geral, disseminando o papel da prática esportiva sobre a saúde e qualidade de vida. Portanto, devido à escassez de estudos que envolvam a relação entre treinamento e aptidão física em escolinhas de futebol, o presente trabalho contribui significativamente para acervos literários. Mediante pesquisas, foram desenvolvidas vertentes dos processos de treinabilidade na aplicação em determinadas faixas etárias, apontando seus resultados e relações sobre os índices de aptidão física de crianças praticantes de futebol de campo.

E então, o objetivo do presente trabalho foi verificar o efeito do treinamento tradicional nos índices de aptidão física de infantes praticantes de futebol de campo.

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II.

MÉTODOS

2.1 Amostra

A amostra foi composta por 14 indivíduos, faixa etária de 13 e 16 anos de idade, peso corporal de 62 ± 16,45 kg e estatura de 167 ± 7,21 cm. Destes sujeitos, 3 enquadraram-se no nível I da maturação biológica de acordo com os pelos axilares, 4 nível II e 7 nível III, respectivamente. Todos do sexo masculino, praticantes de futebol e frequentadores de uma escolinha de futebol do Jardim Santa Terezinha, na zona leste da cidade de São Paulo, Brasil.

Os indivíduos pesquisados se enquadram em nível socioeconômico médio, estando cursando o ensino fundamental e médio em escolas públicas e privadas. Todos possuem média de duas aulas semanais de Educação Física escolar, com duração aproximada de 50 minutos cada aula.

Ambos participavam aproximadamente a três meses de uma rotina de treinamento de duas vezes por semana, com duração aproximada de duas horas cada sessão.

Para integrar os participantes do estudo, os sujeitos deviam estar matriculados na escolinha de futebol e com no mínimo três meses de prática regular de futebol de campo, sendo que, os goleiros automaticamente estavam exclusos desta pesquisa e aqueles indivíduos que apresentaram frequência menor que 75%.

O responsável legal por estes indivíduos assinou Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (em anexo), após ter recebido detalhadamente as informações sobre os procedimentos de avaliação e do protocolo de treinamento que durou três semanas, com um total de seis treinos.

2.2 Técnica de coleta de dados

Foram desenvolvidas duas avaliações, a primeira no início da pesquisa e a segunda logo após o término da terceira semana de treinamento, sempre no mesmo local, no período da tarde.

Primeiramente, os sujeitos foram classificados de acordo com a maturação biológica através dos pelos axilares proposto por MATSUDO (1998). A região axilar foi observada livre de vestimentas, com o braço elevado e com

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7 luminosidade adequada, de preferência natural. A avaliação dos pelos axilares foi feita de acordo com esta classificação:

Nível I – “Ausência”, quando os pelos axilares não estão presentes em nenhuma forma.

Nível II – “Presença parcial”, quando os pelos axilares se caracterizam por ser: de pequeno número, mais lisos, opacos, finos e claros.

Nível III – “Presença total”, quando os pelos axilares se caracterizam por ser: em grande número, mais encaracolados, brilhantes, espessos e escuros.

A ausência de pelos axilares corresponde à fase pré-púbere. A presença de pelos axilares corresponde à fase pubertária, enquanto a presença total de pelos axilares corresponde à fase pós-púbere.

Os protocolos utilizados nas avaliações citados por MATSUDO (1998) foram:

Medidas:

Peso Corporal (PC): o avaliado se posicionou em pé de costas para a escala da balança digital da marca Filizola, graduada de zero a 150 kg e com precisão de 0,1 kg, com afastamento lateral dos pés estando à plataforma entre os mesmos. Em seguida se colocaram sobre e no centro da plataforma, ereto com o olhar num ponto fixo à sua frente. Foi realizada apenas uma medida (FRANÇA e VÍVOLO 1998).

Estatura (E): o avaliado estava na posição ortostática (em pé), pés unidos, procurando por em contato com o instrumento de medida (estadiômetro vertical, com 210 centímetros de comprimento e escala de 0,1 centímetros) as superfícies posteriores do calcanhar, cintura pélvica, cintura escapular e região occipital. A medida foi feita com o indivíduo em apnéia inspiratória, de modo a minimizar possíveis variações sobre esta variável antropométrica. A cabeça estava orientada no plano de Frankfurt, paralela ao solo. A medida foi feita com o cursor em ângulo de 90º em relação à escala. Foram feitas três medidas considerando-se a média das mesmas como valor real da altura total (FRANÇA e VÍVOLO 1998).

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8 Índice de Massa Corporal (IMC): calculado mediante a relação entre peso corporal e estatura², sendo a massa corporal expressa em quilogramas e a estatura em metros (FRANÇA e VÍVOLO 1998).

Avaliação das valências físicas:

Indicador da potência aeróbica – Teste de corrida de 12 minutos (Teste de Cooper): os avaliados percorreram a maior distância possível em 12 minutos sendo permitido andar durante o teste. Na medida do possível os ritmos das passadas deveriam ser constantes durante todo o teste. Iniciou-se o teste sob a voz de comando “Atenção! Já!” acionando o cronômetro concomitantemente e se encerrou o teste com um apito. Após o teste, foi calculada a distância total percorrida em metros e, posteriormente, através da equação VO2máx = distância (metros) – 504 / 45 foi estimado o VO2máx do indivíduo (DUARTE 1998).

Indicador da potência anaeróbica – Teste de Corrida de 40 segundos: o avaliador principal (A) munido de um cronômetro orientou o avaliado sobre o objetivo do teste que foi percorrer correndo a maior distância possível no período de 40 segundos. Com as palavras “Atenção! Já!” deu-se início ao teste acionando concomitantemente o cronômetro e andando em direção ao avaliador auxiliar (B) que estava posicionado em um ponto médio entre 200 e 300 metros munido de um cronômetro. Esse cronômetro auxiliou o posicionamento do avaliador B o mais próximo possível do avaliado no momento dos 40 segundos, fato que foi anunciado pelo avaliador principal (A), com as palavras “Atenção! Já!”. Nesse instante o avaliador auxiliar (B) observou o último pé que estava em contato com o solo e esse ponto foi assinalado como ponto de referência. Com auxílio de uma trena, quando a pista estava demarcada de 10 em 10 metros, ou apenas pela visualização direta, quando a pista foi marcada de metro em metro, determinamos a distância percorrida, com precisão para o último metro, ou seja, se a distância percorrida foi de 243 m e 40 cm o resultado para efeitos de cálculo foi de 243 m (MATSUDO 1998).

Indicador da velocidade – Teste de Corrida de 50 metros: neste teste, o indivíduo se posicionou em pé, com um afastamento ântero-posterior das

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9 pernas e o tronco inclinado a 5 metros da linha da marca zero. Ao ser dado o sinal, o testado iniciava a corrida e ao atingir a linha da marca zero, o cronômetro era acionado, com o objetivo de medir o tempo gasto pelo indivíduo para percorrer os 50 metros, quando o cronômetro foi travado (DUARTE 1998).

Indicador da agilidade – Teste Shuttle Run: desenharam, no chão, duas linhas paralelas entre si, distantes 9,14 metros uma da outra. O indivíduo se posicionou antes de uma das linhas; 10 centímetros após a outra, foram colocados dois blocos de 5cm x 5cm x 10 cm distantes 30 centímetros entre si. Após o comando do avaliador, que acionava o cronômetro, o indivíduo corria o mais rápido possível até os blocos, pegava um deles e retornava a linha de partida, colocando-o atrás da linha. Continuando a corrida, retornava à outra linha e apanhava o outro bloco, colocando-o também na linha de partida. O cronômetro era travado no momento em que o testado colocava o último bloco no solo e ultrapassava com pelo menos um dos pés a linha final (STANZIOLA e PTRADO 1998).

Indicador da flexibilidade – Adaptação de Wallace para o Flexiteste: avaliou-se a flexibilidade de cada articulação, de forma passiva máxima, através da adaptação dos vinte movimentos para oito exercícios propostos por Wallace, sendo eles: flexão do quadril, extensão do quadril, abdução do quadril, flexão do tronco, flexão lateral do tronco, adução posterior a partir da abdução de 180º do ombro, extensão com adução posterior do ombro e extensão posterior do ombro. Abrangeram as articulações da escápulo-umeral, cotovelo, punho, coxo-femural, joelho, tornozelo e tronco, todos realizados do lado direito. O teste foi iniciado sem aquecimento, movimentando o segmento do corpo do testado lentamente iniciando-se a partir da posição 0 (zero), até o momento do surgimento da dor ou de restrição ao movimento. Os valores de medida foram dados pela comparação da amplitude do movimento realizado com os desenhos existentes no mapa de avaliação (em anexo), que possui uma pontuação de 0 a 4 caracterizando cinco valores possíveis de medida. Se o movimento realizado estivesse situado entre duas posições, seria sempre considerado o valor inferior. As medidas foram feitas para cada movimento da seguinte forma: 0 = muito pequena, 1 = pequena, 2 = média, 3 = grande e 4 = muito grande. Somando os valores de cada movimento, o autor estipulou o Índice Geral de Flexibilidade, sendo: menor que 8 = muito pequena, 9 a 12 =

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10 pequena, 13 a 16 = média -, 17 a 20 = média +, 21 a 24 = grande e maior que 25 = muito grande (ROCHA PECP 2008).

Indicador da força muscular – Teste de Impulsão Horizontal: o avaliado se posicionou com os pés paralelos no ponto de partida (linha zero da fita métrica fixada ao solo). Através da voz de comando “Atenção! Já!” o avaliado saltou no sentido horizontal, com impulsão simultânea das pernas, objetivando atingir o ponto mais distante da fita métrica. Permitiu-se a movimentação livre de braços e tronco. Foram realizadas três tentativas, registrando as marcas atingidas pela parte anterior do pé (ponta do pé) que mais se aproximou do ponto de partida. Prevaleceu a que indicar a maior distância percorrida no plano horizontal (SOARES e SESSA 1998).

Indicador da força muscular – Teste de Impulsão Vertical com auxílio dos membros superiores: o avaliado ficou em pé, calcanhares no solo, pés paralelos, corpo lateralmente à parede com o braço dominante elevado verticalmente. Considerou-se como ponto de referência a extremidade mais distal das polpas digitais da mão dominante comparada a fita métrica. Após a determinação do ponto de referência o avaliado afastou-se, no sentido lateral, ligeiramente da parede para poder realizar a série de três saltos, com permissão da movimentação de braços e tronco. Através da voz de comando “Atenção!!! Já!!!” ele executou o salto, com objetivo de tocar o ponto mais alto da fita métrica com a mão dominante. Foram registradas, além do ponto de referência, as marcas atingidas pelo avaliado a cada série de saltos. O deslocamento vertical foi dado em centímetros, pela diferença da melhor marca atingida e do ponto de referência (SOARES e SESSA 1998).

Indicador do equilíbrio estático – Teste “Avião”: o indivíduo em pé, apoiado somente em um dos membros, estendeu o outro, paralelamente ao solo. O tronco flexionado, paralelo ao solo, seguiu o eixo do membro inferior que estava elevado. Os membros superiores estavam abduzidos em 90º com o tronco, imitando a figura de um avião. Marcou-se o tempo que o testado permaneceu nessa posição, mantendo-se em equilíbrio estável (ROCHA PECP 2008).

Indicador do equilíbrio dinâmico – Teste “Amarelinha”: desenhou no chão a forma tradicional da amarelinha. O indivíduo ficou no primeiro espaço do desenho, apoiado somente em um dos membros inferiores, aguardando o

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11 início do teste. Percorreram todos os espaços da amarelinha, saltando somente com um dos pés, realizando o percurso de ida e volta sem perder o equilíbrio. Mediu-se o tempo gasto para a realização do percurso de ida e volta, lembrando que o testado não pode perder o equilíbrio; se isto ocorresse, deveria voltar para reiniciar o teste, e só pode saltar para outro espaço depois de estabilizar o equilíbrio no espaço anterior (ROCHA PECP 2008).

2.3 Análise de dados

Para analisar o levantamento da média e desvio padrão sobre o efeito do treinamento tradicional nos índices de aptidão física de infantes praticantes de futebol de campo recorreu-se ao Teste t – Student. Para detectar as possíveis diferenças entre o pré-treinamento e o pós-treinamento foi adotado um nível de significância convencionalmente estabelecido entre a comunidade científica de 5% (p < 0,05).

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III.

RESULTADOS E DISCUSSÃO

A partir dos dados coletados para a verificação do efeito do treinamento tradicional nos índices de aptidão física de infantes praticantes de futebol de campo, os resultados obtidos no presente trabalho, referentes às variáveis analisadas, estão apresentados na tabela abaixo:

Analisando-se esses dados, não foram verificadas diferenças estatisticamente significativas para as variáveis estatura, peso corporal, IMC, potência aeróbica, VO2máximo, potência anaeróbica, velocidade, agilidade, impulsão vertical e equilíbrio estático (vide respectivos valores na tabela acima).

Em contrapartida, observa-se diferença estatisticamente significativa entre o primeiro momento avaliado e o segundo para as variáveis flexibilidade, impulsão horizontal e equilíbrio dinâmico.

Comparando a primeira com a segunda média, para a variável flexibilidade, teve-se uma melhora de 0,72 unidades, equivalente a 2 % de nível de significância. Para a impulsão horizontal foi verificado incremento de 16, 92 cm quando comparado à avaliação inicial com a final, obtendo nível de significância de 0%. O equilíbrio dinâmico consolidou 1% de nível de

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13 significância, apresentando decadência de 2 segundos e 66 décimos em relação à primeira avaliação, mostrando valores finais positivos.

BORIN et. (2011) avaliaram os efeitos de um programa de treinamento de sete semanas em futebolistas e relataram melhora na flexibilidade, força explosiva e rápida e diminuição na velocidade de deslocamento em 30m. O mesmo relataram OLIVEIRA et al. (2012), apontando que a partir do mesmo período, de sete semanas de treinamento, é possível aumentar eficientemente a potência e melhorar a capacidade de resistência dos atletas. Diferentemente dos estudos citados acima, o presente trabalho manteve-se estável em relação aos achados sobre as variáveis analisadas. Este fato talvez seja devido ao curto período de acompanhamento da amostra. Desta forma, sugerem-se novas pesquisas com maiores intervalos de avaliação para que sejam refletidas alterações significativas nos índices gerais de aptidão física de infantes praticantes de futebol.

Perante a contextualização da prática esportiva, BORTONI e BOJIKIAN (2007) discutem amplamente que o fato de haver iniciação esportiva é suficiente para estabilizar e promover melhoras no desempenho dos indivíduos, bem como, achados no presente trabalho.

Com bases nos dados obtidos, três semanas de treinamento não foram suficientes, de um modo geral, para acrescentar valores na aptidão física de jovens futebolistas. Esses achados não foram significantes devido ao curto período e ao baixo número de sessões de treinamento tradicional de futebol. Tais levantamentos já eram esperados, pois para que uma equipe futebolística, com faixa etária de 15 e 17 anos, seja considerada de alto desempenho é necessário que os atletas atinjam níveis de esforço máximo (LEVANDOSKI et al. 2009).

Por fim, relacionando o presente estudo com levantamentos de PORTAL et al. (2006) é necessário levar em consideração os estágios de maturação biológica na montagem de equipes de futebol e não apenas as faixas etárias dos indivíduos.

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IV.

CONCLUSÃO

De acordo com o presente estudo, pode-se concluir que não foram encontradas diferenças estatisticamente significativas para as variáveis analisadas, exceto para a flexibilidade, impulsão horizontal e equilíbrio dinâmico. Vale ressaltar que em um período de três semanas de treinamento tradicional não são suficientes para alterar os índices de aptidão física de infantes praticantes de futebol.

Desta forma, sugerem-se novas pesquisas com maiores intervalos de avaliação para que sejam refletidas alterações significativas nos índices de aptidão física de infantes praticantes de futebol.

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V.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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Testes em ciência do esporte. 6ª edição São Caetano do Sul, SP:

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17 19. MORTATTI AL e ARRUDA M. Análise do efeito do treinamento e da maturação sexual sobre o somatotipo de jovens futebolistas. Revista

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20. NETO OB, BARBIERI FA, BARBIERI RA e GOBBI LTB. Desempenho da agilidade, velocidade e coordenação de meninos praticantes e não praticantes de futebol. Fitness Performance Jornal. 2009; 8(2): 110 – 114.

21. OLIVEIRA RS, CREATO CR, PASCOAL EHF, BORGES JH, SILVA R, PENTEADO D, TELLES GD e BORIN JP. Sete semanas de treinamento melhoram a resistência aeróbia e a potência muscular de jogadores de futebol. Revista Brasileira Ciência e Movimento. 2012; 20(4): 77 – 83. 22. PINTO MR, AZEVEDO VB e NAVARRO F. Alterações da composição

corporal de jogadores profissionais de futebol de campo do Rio Preto Esporte Clube. Revista Brasileira de Nutrição Esportiva. 2007; 1(4): 17 – 24.

23. PORTAL MND, TUBINO MJG, BARRETO G, LOPES AC, GOMES AC, VALES RGS e DANTAS EHM. Avaliação dos efeitos de dois modelos distintos de treinamento sobre as qualidades físicas em infantes praticantes de futebol de campo no estágio 1 de maturação biológica da Vila Olímpica da Mangueira. Revista Treinamento Desportivo. 2006; 7(1): 36 – 43.

24. REBELO AN e OLIVEIA J. Relação entre a velocidade, a agilidade e a potência muscular de futebolistas profissionais. Revista Port. Cien.

Desp. 2005; 6(3): 342 – 348.

25. RIBEIRO RS, DIAS DF, CLAUDINO JFO e GONÇALVES R. Análise do somatotipo e condicionamento físico entre atletas de futebol de campo sub-20. Motriz. 2007; 13(4): 280 – 287.

26. ROCHA PECP. Avaliação das valências físicas. In: ROCHA PECP.

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27. SILVA SV, MACHADO PB, ALMEIDA MF, ALMEIDA RS e NETO EOC. Influência do processo maturacional nos níveis de força de praticantes

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18 de futebol. Coleção Pesquisa em Educação Física. 2010; 9(4): 145 – 150.

28. SOARES J e SESSA M. Medidas da força muscular. In: MATSUDO VKR. Testes em ciência do esporte. 6ª edição São Caetano do Sul, SP: Gráficos Burti LTDA; 1998. p. 57 – 68.

29. SOTÃO SS, FILHA JGLC, FIGUEIREDO KRFV, JUNIOR FFM, FREITAS FF, NAVARRO F, LIMA FA, ALMEIDA FJF e JUNIOR MNOS. Perfil antropométrico e desempenho motor de jogadores de futebol juniores.

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30. SOUSA S, RODRIGUES EQ e FILHO DAC. Relações entre composição corporal e desempenho anaeróbio em jovens futebolistas. Revista

Brasileira Ciência e Movimento. 2013; 21(4): 121 – 126.

31. SOUZA J e ZUCAS SM. Alterações da resistência aeróbica em jovens futebolistas em um período de 15 semanas de treinamento. Revista da

Educação Física/UEM. 2003; 14(1): 31 – 36.

32. SPIGOLON LMP, BORIN JP, LEITE GS, PADOVANI CRP e PADOVANI CR, Potência anaeróbia em atletas de futebol de campo: diferenças entre categorias. Coleção Pesquisa em Educação Física. 2007; 6(1): 421 – 428.

33. STANZIOLA L e PRADO JF. Medidas da agilidade. In: MATSUDO VKR.

Testes em ciência do esporte. 6ª edição São Caetano do Sul, SP:

Gráficos Burti LTDA; 1998. p. 73 – 78.

34. VILLAR R e DENADAI BS. Efeitos da idade na aptidão física em meninos praticantes de futebol de 9 a 15 anos. Motriz. 2001; 7(2): 93 – 98.

35. VILLAR R e ZUHL A. Efeitos da idade cronológica e da maturação biológica sobre a aptidão física em praticantes de futebol de 13 a 17 anos. Motricidade. 2006; 2(2): 69 – 79.

(21)

19

VI.

ANEXOS

6.1 Termo de consentimento livre e esclarecido CURSO DE EDUCAÇÃO FÍSICA FACULDADES METROPOLITNAS UNIDAS TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO

I. DADOS DE IDENTIFICAÇÃO DO VOLUNTÁRIO DA PESQUISA OU RESPONSÁVEL LEGAL

1. Responsável ou Representante Legal:

Data de Nascimento: / / Sexo: M ( ) F ( )

Cidade: Estado:

Fone contato: ( ) Celular: ( )

II. DADOS SOBRE A PESQUISA CIENTÍFICA

1. TÍTULO DO PROTOCOLO DE PESQUISA: O efeito do treinamento tradicional nos índices de aptidão física de infantes praticantes de futebol de campo

PESQUISADOR: Valdemar Henriques Fernandes Neto

UNIDADE DA FMU: Curso de Educação Física

2. AVALIAÇÃO DO RISCO DA PESQUISA: Por envolver treinamento futebolístico, há risco de desconfortos e lesões articulares e/ou musculares, especialmente em membros inferiores.

3. DURAÇÃO DA PESQUISA: Três semanas de duração, seis sessões de treinamento. ________________________________________________________________________________ III. REGISTRO DAS EXPLICAÇÕES DO PESQUISADOR AO VOLUNTÁRIO OU SEU

REPRESENTANTE LEGAL SOBRE A PESQUISA CONSIGNANDO

1. O presente estudo terá por objetivo verificar o efeito do treinamento tradicional nos índices de aptidão física de infantes praticantes de futebol de campo. Seus resultados podem desenvolver vertentes que norteiem a aplicabilidade do treinamento de futebol na aptidão física de indivíduos de escolinhas de futebol.

2. Primeiramente, a amostra será separada em grupos de acordo com a maturação biológica através dos pelos axilares. Posteriormente, será realizada avaliação das medidas antropométricas (peso corporal e estatura) e cálculo do Índice de Massa Corporal (IMC). Por fim, testes sobre as valências físicas potência aeróbica, potência anaeróbica, velocidade, agilidade, flexibilidade, impulsão horizontal, impulsão vertical, equilíbrio estático e equilíbrio dinâmico serão executados. Os testes são: Teste de corrida de 12 minutos, Teste de Corrida de 40 segundos, Teste de Corrida de 50 metros, Teste Shuttle Run, Flexiteste, Teste de Impulsão Horizontal,

(22)

20 Teste de Impulsão Vertical com auxílio de membros superiores, Teste “Avião” e Teste “Amarelinha”, respectivamente.

3. Por envolver treinamento futebolístico, há risco de desconfortos e lesões articulares e/ou musculares, especialmente em membros inferiores. Porém, a realização de aquecimentos e intervalos de recuperação durante os treinamentos virão a prevenir possíveis desconfortos. 4. A participação no estudo pode acarretar aos participantes acréscimos nos índices de aptidão

física e aquisição de conhecimento sobre a aplicabilidade do treinamento futebolístico.

________________________________________________________________________________ IV. ESCLARECIMENTOS DADOS PELO PESQUISADOR SOBRE GARANTIAS DO

VOLUNTÁRIO DA PESQUISA CONSIGNANDO:

1. Acesso, a qualquer tempo, ás informações sobre procedimentos, riscos e benefícios relacionados à pesquisa, inclusive para diminuir eventuais dúvidas.

2. Liberdade de retirar seu consentimento a qualquer momento e de deixar de participar do estudo, sem que isto traga prejuízo à continuidade da assistência.

3. Salvaguarda da confidencialidade, sigilo e privacidade.

________________________________________________________________________________ V. INFORMAÇÕES DE NOMES, ENDEREÇOS E TELEFONES DOS RESPONSÁVEIS PELO

ACOMPANHAMENTO DA PESQUISA, PARA CONTATO EM CASO DE INTERCORRÊNCIAS CLÍNICAS E REAÇÕES ADVERSAS.

NOME: VALDEMAR HENRIQUES FERNANDES NETO FONE: (11) 96689-3516

________________________________________________________________________________ VI. CONSENTIMENTO PÓS-ESCLARECIDO

Declaro que, após convenientemente esclarecido pelo pesquisador e ter entendido o que me foi explicado, consinto em participar do presente protocolo de pesquisa.

São Paulo,________de_________________________de________

Assinatura do voluntário da pesquisa ou responsável legal

(23)

21 6.2 Protocolo do Flexiteste

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