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O papel da contabilidade na evidenciação da responsabilidade socioambienta

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Academic year: 2021

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(1)REVISTA DE CIÊNCIAS GERENCIAIS. O PAPEL DA CONTABILIDADE NA EVIDENCIAÇÃO DA RESPONSABILIDADE SOCIOAMBIENTAL. Arise Natiana A. Teotônio – Universidade Estadual de Santa Cruz - UESC Katianny Gomes Santana Estival – Universidade Estadual de Santa Cruz - UESC Luziléa Brito de Oliveira – União Metropolitana de Educação e Cultura - UNIME Solange Rodrigues Santos Corrêa – Universidade Estadual de Santa Cruz - UESC. RESUMO: A contabilidade ambiental é uma vertente da ciência contábil que tem como função fornecer informações, através de relatórios, aos usuários, internos e externos, sobre as mutações patrimoniais sofridas pelas atividades de impactos ambientais exercidas pela empresa. Baseado nisso, com base na pesquisa bibliográfica, o artigo descreve os instrumentos contábeis importantes na divulgação dos impactos ambientais, demonstrando, assim o papel da contabilidade para evidenciação da responsabilidade social e ambiental das empresas. Foi possível concluir que a contabilidade ambiental tem um papel fundamental na divulgação de informações de natureza ambiental e social das organizações, e para isso faz uso das peças contábeis que compõem os demonstrativos, auxiliando-os na sua tomada de decisão organizacional.. Palavras-chave: contabilidade ambiental, evidenciação, responsabilidade socioambiental.. Keywords: environmental accounting, disclosure, environmental responsibility.. ABSTRACT: Environmental accounting is a branch of accounting science whose function is to provide information, through reports, users, internal and external, on the equity changes undergone by the environmental impacts of activities of the company. Based on this, based on the literature, the article describes the important financial instruments in the dissemination of environmental impacts, thus demonstrating the role of accounting to disclosure of social and environmental responsibility. It was concluded that environmental accounting plays a key role in disseminating information for environmental and social nature of organizations, and it makes use of parts that make up the financial statements, assisting them in their organizational decision making.. Artigo Original Recebido em: 29/11/2013 Avaliado em: 19/12/2013 Publicado em: 23/06/2014 Publicação Anhanguera Educacional Ltda. Coordenação Instituto de Pesquisas Aplicadas e Desenvolvimento Educacional - IPADE Correspondência Sistema Anhanguera de Revistas Eletrônicas - SARE rc.ipade@anhanguera.com. v.17 • n.26 • 2013 • p. 71-86.

(2) O papel da contabilidade na evidenciação da responsabilidade socioambiental. 1. INTRODUÇÃO Há muito que questões ambientais fazem parte do dia-a-dia das empresas, devido às exigências legais bem como exigências da sociedade civil organizada, essa nova realidade é o que conduz o comportamento empresarial em relação às questões ambientais, fazendo-as mais comprometidas com a sustentabilidade da “entidade” global. Segundo Souza (2002, p.4): [...] investidores e acionistas estariam interessados em correlações positivas entre performances econômica e ambiental; os bancos estariam associando performances ambientais ruins a risco financeiro mais elevado; e associações comerciais, educacionais e religiosas passaram a institucionalizar determinadas demandas ambientais.. Os vários usuários da contabilidade tem se interessado cada vez mais pelo comportamento empresarial no meio ambiente, como fator de influência sobre os relacionamentos estabelecidos entre eles. Assim como as demais ciências, a contabilidade tem, dentre suas diversas funções, a de também evidenciar em seus relatórios questões relacionadas com o meio ambiente, como a poluição e toda a agressão feita à natureza por parte das empresas, contribuindo dessa forma, para a conservação e preservação do meio ambiente (CORRÊA et al., 2013). Lopes e Martins (2005) afirmam que “a escolha de um método para o trabalho com contabilidade está longe de ser uma questão meramente científica e técnica e possui raízes profundas no ambiente social e na força exercida pelas instituições locais”. Isso faz com que a ciência contábil esteja inserida de forma mais ampla na sua relação com o ambiente externo, abrangendo, além do mercado, também a dimensão sociocultural (LOPES; MARTINS, 2005). Atualmente as questões socioambientais são requisitos chaves para a permanência das empresas no mercado dos negócios, não sendo mais o lucro o seu foco principal. Apesar, de essa temática ser recente, as empresas que vêm agindo de acordo com essas mudanças tem conseguido reduzir seus impactos ambientais, ganhar uma vantagem competitiva, além de contribuir para a sustentabilidade. A contabilidade tem também a finalidade de fornecer informações de natureza socioambiental a seus usuários, sejam eles internos ou externos. Por este motivo, a evidenciação de informações contábeis ambientais tem se tornado mais relevante segundo algumas publicações recentes (CORRÊA et al., 2013; GARCIA; BEHR, 2012; FREITAS; OLEIRO, 2011; NAUJACK et al., 2011; HOPWOOD, 2009). Destarte, esse artigo reporta os instrumentos contábeis importantes na divulgação dos impactos ambientais, demonstrando, assim o papel da contabilidade para evidenciação da responsabilidade social e ambiental das empresas.. 72. Revista de Ciências Gerenciais.

(3) Arise Natiana A. Teotônio, Katianny Gomes Santana Estival, Luziléa Brito de Oliveira, Solange Rodrigues Santos Corrêa. 2. REFERENCIAL TEÓRICO O progresso do pensamento contábil aconteceu de uma maneira gradativa acompanhando o desenvolvimento do homem. Desde o princípio, já é possível observar a preocupação do homem em analisar os acontecimentos ao seu redor, transformando os fatos econômicos em valores monetários para facilitar o entendimento. Com o amadurecimento da economia, o pensamento contábil foi se desenvolvendo com a criação de técnicas que identificam, analisam e mensuram as mutações do patrimônio da entidade, a partir de acontecimentos financeiros e econômicos (SANTOS et al., 2001). Como a riqueza patrimonial do homem aumentava, ele precisava desenvolver meios de ter o controle sobre essa riqueza. Nesse sentido, a contabilidade passou a ser vista como uma ciência que tem como objeto de estudo o patrimônio das entidades, assim como suas relações. Em outras palavras, o objetivo principal dessa ciência é fornecer aos usuários informações que permitam uma avaliação econômica e financeira da entidade, possibilitando, assim, a demonstração da atuação ambiental da empresa (BERTOLI; RIBEIRO, 2010) Destarte, Starke Junior et al. (2006, p. 6) complementam o pensamento afirmando ser a contabilidade um ramo do conhecimento científico que emergiu a partir do momento em que o homem passou a observar fatos ocorridos sobre a riqueza individual, explicando-os, comentando-os, tirando conclusões, gerando teorias, a partir da análise, que podem ser aplicadas a todas as entidades ou à mesma entidade em tempos diferentes.. Baseado nesse raciocínio, o governo ou a sociedade deve observar e acompanhar qualquer atividade que gere um impacto ambiental. Dessa forma, quando a contabilidade mensura esses impactos realizados pelas atividades das entidades está executando seu papel de ciência social (ROVER et al., 2005).. 2.1. Contabilidade Ambiental As preocupações com o meio ambiente existem desde o século XIX com o surgimento do capitalismo e a concentração de riquezas em alguns países industrializados. Entretanto, apesar da conscientização sobre os impactos ambientais ter tomado uma dimensão global apenas em meados do século XX, as explorações dos recursos naturais continuaram por partes dos países industrializados. Baseado nisso, o homem passa a ser considerado tanto o agente ativo como o passivo nas ações em relação ao meio em que vive, ou seja, é ele quem causa os impactos ambientais, mas também é ele quem sofre as consequências desses impactos, sejam elas positivas ou negativas (ROSSATO et al., 2009). Dessa forma, o homem é o responsável pela industrialização e incentivo à tecnologia, ações essas que vem usando recursos não-renováveis de forma v.17 • n.26 • 2013 • p. 71-86. 73.

(4) O papel da contabilidade na evidenciação da responsabilidade socioambiental. ilimitada. Porém, é também o próprio homem que sofre com as mudanças climáticas, perda de biodiversidade, efeito estufa, etc. Como tópicos importantes de debates em todo o mundo, sejam eles econômicos, políticos ou sociais, a poluição ambiental e redução de recursos naturais tem dado uma maior relevância à contabilidade do meio ambiente (COSTA, 2012). Com isso, a compreensão acerca da responsabilidade aumentou passando a ser não somente dos países, mas também de cada empresa que explorava o meio ambiente na realização de suas atividades econômicas. A princípio, as empresas não se posicionaram de forma positiva em relação à preservação ambiental, pois a expansão econômica através dos processos produtivos não podia ser impedida pela política ambiental. Muitos empresários pensavam que tais investimentos em áreas ambientais reduziriam seus resultados (BERTOLI; RIBEIRO, 2006). Longaray e Porton (2007) acreditam que esses resistiram devido à necessidade de investimento em equipamentos despoluidores, fazendo aumentar assim seus custos e, consequentemente, os preços dos produtos da empresa. Entretanto, a pressão social e na área de negociação tem sido tão crescente, principalmente na esfera internacional, que algumas empresas tem se predisposto a publicar suas informações sobre seu gerenciamento ambiental, suas políticas ambientais e seus programas de mitigação de impactos ambientais (COSTA, 2012). Considerando a contabilidade como uma ciência social, ela tem a responsabilidade de subsidiar informações adequadas ao gestor. Por este motivo, Costa (2012) considera a contabilidade ambiental como parte da contabilidade gerencial, pois os gestores necessitam identificar e organizar os custos ambientais de forma que os investimentos rendam benefícios. Logo, devido à necessidade de evidenciar informações atualizadas e adequadas, desenvolveu-se a Contabilidade Ambiental, como uma vertente da ciência contábil responsável por fornecer aos usuários informações a respeito das mutações patrimoniais sofridas pelas atividades ambientais exercidas pela empresa (SANTOS et al., 2001; FERREIRA, 2011). Essas informações devem alcançar as necessidades tanto dos usuários internos como os externos (SOUZA; RIBEIRO, 2004). A contabilidade convencional é um processo de apresentar uma realidade financeira e econômica numericamente de forma objetiva (BOYCE, 2000; BURRITT, 2002). Enquanto, a contabilidade social e ambiental calcula os custos e os benefícios sociais e ambientais, além de contabilizar impactos, não quantificáveis em dinheiro ou caso a quantificação seja insignificante. Essa vertente da contabilidade envolve uma ampla imagem da interação entre a organização e o mundo que a cerca (BOYCE, 2000). Costa (2012), por sua vez, afirma que as vantagens e desvantagens causadas no meio ambiente no processo de desenvolvimento de um produto ou serviço precisam ser contabilizadas, e a isso se chama contabilidade ambiental. Já Naujack et al. (2011) acreditam que a contabilidade ambiental tem como função mostrar aos administradores, gestores e seus. 74. Revista de Ciências Gerenciais.

(5) Arise Natiana A. Teotônio, Katianny Gomes Santana Estival, Luziléa Brito de Oliveira, Solange Rodrigues Santos Corrêa. parceiros outras formas de reproduzir para evitar custos, melhorando assim a qualidade do meio ambiente. A maior apreensão na mensuração dos patrimônios naturais é saber valorar os recursos naturais, garante Ribeiro (2010). É também de interesse da contabilidade ambiental: avaliar se o patrimônio ambiental está sendo usado e mensurado de forma eficiente, publicando em relatórios informações sobre a proteção, preservação e recuperação ambiental (RIBEIRO, 2010; COSTA; MARION, 2007). Seguindo esse pensamento, Freitas e Oleiro (2011) afirmam que a contabilidade ambiental é o que liga a empresa à sociedade, pois a mesma busca por empreendimentos ambientalmente corretos. Como fonte de informações para auxiliar na solução dos problemas, esse ramo da contabilidade é aplicável em todas as fases de um empreendimento e podem agir de maneira: preventiva, corretiva, de remedição e proativa (NAUJACK et al., 2011). Se as empresas investirem na redução de perda de matéria-prima, aquisição de equipamentos menos poluentes, otimização da produtividade, os gastos com multas e obrigações de ressarcimentos por danos ambientais, além da recuperação de áreas degradadas, serão menores (RIBEIRO, 2010). Dessa maneira, a contabilidade auxilia não só os gestores das entidades com redução de custos ou mensuração de impactos ambientais, mas também contribui para o desenvolvimento sustentável. Baseado em Callado e Callado (2007), esse ramo da contabilidade possui algumas finalidades específicas, abrangendo: • A medição de impactos ambientais; • A estimação do impacto da adoção de ações voltadas para a sustentabilidade ambiental do negócio sobre a rentabilidade; • A observância da legislação relativa ao meio ambiente e reduzir multas e encargos; • A identificação de métodos e procedimentos para o controle das operações que diminuam a emissão de resíduos; • A geração de informações para a tomada de decisões e de planejamento. Como é função da contabilidade convencional estudar o patrimônio da entidade e suas mutações, é de responsabilidade da contabilidade ambiental estudar o patrimônio do meio ambiente, os bens e direitos da empresa, assim como suas obrigações ambientais (COSTA, 2012). Para exercer suas atividades, as empresas fazem uso dos recursos naturais oferecidos pelos ecossistemas, causando assim mutações no patrimônio ambiental. Logo, é de grande relevância estudar toda e qualquer alteração gerada no relacionamento empresa e meio ambiente.. v.17 • n.26 • 2013 • p. 71-86. 75.

(6) O papel da contabilidade na evidenciação da responsabilidade socioambiental. 2.2. Perspectivas contábeis dos Impactos Ambientais As degradações ambientais acontecem desde uma ausência de hábitos na proteção do meio ambiente e um descarte inconsciente de lixos, até a produção em larga escala de resíduos e o seu descarte sem o devido cuidado (GARCIA; BEHR, 2012). Dando suporte a esse pensamento, Tinoco e Kraemer (2011) afirmam que qualquer alteração no ambiente produzida pelos homens e suas atividades, nas relações constitutivas com o meio em que se encontra, não podem ser absorvidas pelo mesmo é considerado como impacto ambiental. O descaso em relação ao uso inconsciente dos recursos naturais começou a mudar com o primeiro encontro na década 60, chamado Clube de Roma. Nessa ocasião, foi publicado um relatório chamado de “Os limites para o crescimento”, com objetivo de explorar acerca do crescimento populacional, escassez de recursos naturais e a degradação ambiental. Muitas outras reuniões sucederam esse primeiro encontro até que na década de 80 foram realizadas audiências públicas e aprovações de licenciamentos para o uso do meio ambiente com os Estudos de Impacto Ambiental e Relatórios de Impactos sobre o Meio Ambiente – EIA-Rima (TINOCO; KRAEMER, 2011). Prova disso foi a lei 6.938/1981 que redigiu a Política Nacional do Meio Ambiente, estabelecendo a apresentação do EIA pelas empresas que fossem efetiva ou potencialmente poluidoras, além das que promovessem degradação ambiental (COSTA; MARION, 2007). O EIA serve para identificar e avaliar os impactos ambientais, dando à empresa condições de demonstrar os passivos ambientais, econômico e financeiramente, que já aconteceram ou podem vir a acontecer (COSTA; MARION, 2007). Além disso, esse estudo se responsabiliza em identificar métodos que venham a conter os impactos ambientais e ainda atribuir valores a todos eles (KRAEMER, 2003). Após a realização do EIA deve ser feito o RIMA, o qual descreve os efeitos dos impactos ambientais e o ocorrido durante o processo operacional (KRAEMER, 2003). Esse documento deve ser de fácil compreensão e objetivo, podendo ser ilustrado por quaisquer recursos de comunicação visual, como gráficos, quadros, mapas, dentre outros (COSTA; MARION, 2007). A contabilidade ambiental se apresenta, então, como a vertente da contabilidade responsável por mensurar todos esses impactos e apresentá-los monetariamente aos gestores para que esses custos venham incluídos em seus relatórios financeiros. Assim como na contabilidade convencional, a contabilidade ambiental possui em seu patrimônio: ativos (bens e direitos) e passivos (obrigações diante de terceiros). Além disso, apresenta as mesmas características e exigibilidade no que diz respeito às receitas, despesas e custos ambientais (GARCIA; BEHR, 2012).. 76. Revista de Ciências Gerenciais.

(7) Arise Natiana A. Teotônio, Katianny Gomes Santana Estival, Luziléa Brito de Oliveira, Solange Rodrigues Santos Corrêa. Ativos Ambientais Os ativos ambientais são todos os bens e direitos que podem ser apresentado como capital circulante ou capital fixo, resultante ou destinado a um gerenciamento ambiental (SANTOS et al., 2001). Os mesmos autores citam como exemplos de capital circulante ambiental e capital fixo, respectivamente: valores referentes a receita ambiental disponíveis na conta Caixa e bens destinados à manutenção do gerenciamento ambiental. Esses valores fornecem ao usuário uma informação e permitem uma avaliação das ações ambientais, ou seja, indicam todos os que protegem e preservam o meio ambiente (PFITSCHER, 2004). Quanto aos investimentos, Garcia e Behr (2012) acreditam que podem proporcionar uma melhor eficiência e segurança dos outros ativos da empresa, assim como prevenir a contaminação do meio ambiente.. Passivos Ambientais Os passivos ambientais são dívidas ou obrigações adquiridas na preservação e proteção ao meio ambiente, sendo esses custos ainda não desembolsados (PFITSCHER, 2004; KRAEMER, 2003). Originados em gastos relativos ao meio ambiente, pode se constituir de despesas, aquisição de bens permanentes, ou os riscos que esses gastos serem efetivados (contingências) (NAUJACK et al., 2011). Essas obrigações estão vinculadas às agressões da empresa no meio ambiente, assim como todo o valor que será despendido para corrigir ou acabar com os danos provocados (GARCIA; BEHR, 2012). Geralmente, os passivos ambientais são formados pelo uso de rios, lagos ou quaisquer outros espaços do meio ambiente que estejam danificados pelo seu uso excessivo ou até mesmo com a produção de lixos industriais de difícil absorção (KRAEMER, 2003; DE BEER; FRIEND, 2006). Entretanto, não considerados apenas as sanções por degradação ambiental, mas também as medidas empresariais que visem prevenir danos ambientais, refletindo assim na situação econômica - financeira da empresa (BERTOLI; RIBEIRO, 2006). Kraemer (2003) classifica as obrigações decorrentes do passivo ambiental da seguinte forma: • Legais ou Implícitas – Legais: através de um contrato ou legislação, a entidade tem uma obrigação legal proveniente do mau uso do meio ambiente; Implícitas: a entidade assume um compromisso frente a terceiros por causa de eventos passados ou políticas que tenham se tornadas públicas; • Construtivas – preocupada com sua imagem frente à sociedade ou em cumprir sua responsabilidade social, a entidade cumpre as exigências legais espontaneamente; • Justas – a empresa cumpre as exigências devido a fatores éticos e morais, demonstrando sua responsabilidade social. v.17 • n.26 • 2013 • p. 71-86. 77.

(8) O papel da contabilidade na evidenciação da responsabilidade socioambiental. Custos Ambientais Os custos ambientais são entendidos como todo gasto realizado no processo produtivo. Para se obter o valor dos custos ambientais total é só somar o custo de salvaguarda ambiental (utilizado para tratar e prevenir), os materiais desperdiçados e os custos de perdas de capital e trabalho (TINOCO; KRAEMER, 2011). Os custos normalmente são classificados como: • Externos – são custos provenientes das externalidades do processo produtivo, sendo difíceis de medir em termos monetários. Ex.: danos aos recursos naturais, danos à propriedade de outros, custo com tratamento de doenças respiratórias causadas pela poluição do ar, etc. (TINOCO; KRAEMER, 2011; SANTOS et al., 2001). • Internos – estão relacionados com a linha de frente da empresa e agregam os custos de manutenção ambiental ou prevenções. Esses servem de base para determinar o preço de venda dos produtos. Ex.: mão-de-obra, matéria-prima, etc. (TINOCO; KRAEMER, 2011; SANTOS et al., 2001). Os custos ambientais devem ser alocados diretamente a quem dirige esses custos, ou seja, as atividades que causam os custos. Todos os recursos consumidos no processo produtivo para controlar e preservar o meio ambiente são considerados como custos ambientais (OLIVEIRA FILHO, 2002). Além disso, são definidos como custos ao meio ambiente e à saúde que não estão incluídos nos preços que os produtores e os consumidores costumam pagar (HYLANDER; GOODSITE, 2006). Rossato et al. (2009), por sua vez, defendem que os custos ambientais são originados no consumo de ativos ambientais e servem para constituir os passivos ambientais, ou seja, no processo produtivo, há um consumo de insumos (como matérias-primas, água, energia, etc) que são transformados gerando produtos, subprodutos e resíduos. Os mesmos autores entendem que a contabilidade, responsável pela comunicação entre a empresa e a sociedade, deve destacar a destinação desses resíduos, além dos resultados alcançados no processo de proteção e preservação ambiental.. Despesas Ambientais As despesas ambientais em operacionais e não operacionais (TINOCO; KRAEMER, 2011). As operacionais fazem parte do processo produtivo, por exemplo: exaustões ambientais, descontaminação, depreciação de equipamentos, pessoal envolvido na produção, etc. As despesas não operacionais, por sua vez, não se relacionam com a atividade principal, como: multas, sanções e compensações de terceiros. Para Braga e Maciel (2006), as despesas ambientais são “sacrifícios, atuais ou futuros, do ativo ou aumento do passivo sem o ativo correspondente que tenha ligação com a variável ambiental e que não adicione valor a algum processo produtivo e nem tenha capacidade de gerar benefícios futuros”.. 78. Revista de Ciências Gerenciais.

(9) Arise Natiana A. Teotônio, Katianny Gomes Santana Estival, Luziléa Brito de Oliveira, Solange Rodrigues Santos Corrêa. Receitas Ambientais Por fim, mas não menos importante, as receitas ambientais são provenientes de prestação de serviços especializados em gestão ambiental, venda de produtos reciclados, redução de consumo de matérias-primas, redução do consumo de água, dentre outros (TINOCO; KRAEMER, 2011; DE BEER; FRIEND, 2006). Costa e Marion (2007) exemplifica bem o que são receitas ambientais quando explica que as receitas operacionais de uma indústria de papel e celulose é a venda de seu produto principal, porém se a mesma fizer reciclagem de papéis, prestação de serviços como reflorestamentos, tratamento de áreas contaminadas, entre outros, terá como resultado receitas ambientais. A implantação das receitas não tem como objetivo primordial gerar lucro, mas ter um controle responsável da produção (NAUJACK et al., 2011). Isso, porém, não impede que a empresa tire vantagem econômica dessa ação. Em exemplo disso, De Beer e Friend (2006) afirmam que o investimento do capital em proteção ambiental e projetos que visem gerenciar o meio ambiente podem usufruir de subsídios, isenção de taxas, etc. Apesar de as informações sobre os ativos e passivos ambientais estarem presentes no Balanço Patrimonial, e os custos, despesas e receitas ambientais serem apresentadas na Demonstração do Resultado do Exercício, as informações mais relevantes dessas contas devem estar mais detalhadas nas Notas Explicativas (COSTA; MARION, 2007).. 2.3. Evidenciação da Contabilidade Ambiental Os registros contábeis são de suma importância para os seus usuários, visto que são responsáveis por gerar dados primários úteis para elaborar e consolidar os relatórios e as demonstrações financeiras (CALLADO; CALLADO, 2007). Normalmente, esses relatórios e demonstrativos são enviados e acompanhados pelos gestores das organizações. Garcia e Behr (2012) afirmam que os relatórios da contabilidade ambiental são ferramentas para demonstrar o grau de agressão ou de preservação do meio ambiente. A partir deles, a sociedade pode monitorar o quanto as atividades industriais ou empresariais estão afetando o meio ambiente e o que estão fazendo em contrapartida para evitar a degradação ambiental (GARCIA; BEHR, 2012). Hopwood (2009) acredita que os relatórios ambientais tem o potencial de dar uma maior visibilidade das atividades ambientais das organizações e suas consequências. Vale ressaltar que a United Nations Intergovernamental Working Group of Experts on International Standards of Accounting and Reporting (ISAR) publicou em seu relatório Environmental Financial Accounting and Reporting at the Corporate Level sobre a necessidade de se ter um demonstrativo ambiental nos relatórios anuais, uma vez que obrigações e custos ambientais haviam sido identificados como necessários de serem reconhecidos (ISAR, v.17 • n.26 • 2013 • p. 71-86. 79.

(10) O papel da contabilidade na evidenciação da responsabilidade socioambiental. 1998). Desde antes da ciência contábil se pronunciar sobre essa lacuna na área ambiental, as Nações Unidas já haviam o feito. Assim, os relatórios responsáveis por evidenciar as questões sociais e ambientais de uma empresa podem ser conhecidos por algumas empresas e acadêmicos como Balanço Social, Relatório de Sustentabilidade Empresarial, Balanço Social Corporativo, Relatório Social e Relatório Social-Ambiental (OLIVEIRA, 2005; ALBERTON et al., 2004). No entanto, o nome mais veiculado dentre as publicações é Balanço Social (BS). O BS é uma ferramenta “de gestão e de informação que visa evidenciar, de forma mais transparente possível, informações contábeis, econômicas, ambientais e sociais, do desempenho das entidades, aos mais diferenciados usuários” (TINOCO; KRAEMER, 2011, p.63). Nascimento et al. (2008), por sua vez, caracterizam o mesmo como uma ferramenta que auxiliará na exposição da preocupação quanto ao cumprimento da responsabilidade social de uma empresa, ou seja, todos os usuários de interesse verão a empresa de forma mais transparente. Nesse sentido, é importante que o BS se apresente de forma clara e objetivo, para que todos os usuários tenham o real entendimento da situação da empresa. Assim, além das informações quantitativas, as qualitativas – caracterizadas pela compreensibilidade, relevância, confiabilidade e comparabilidade – devem ser altamente fidedignas, uma vez que indicam a responsabilidade social da organização e sua relação com os acionistas (OLIVEIRA, 2005; ALBERTON et al., 2004). No BS são apresentados os resultados de caráter social da empresa e nele é avaliada a relação desses resultados com a sociedade (ROSSATO et al., 2009). Ainda que a publicação desse relatório não seja obrigatória no Brasil é categórico para as empresas fazê-la, visto que a partir dele a sociedade e os investidores podem perceber que apesar de a empresa prejudicar o meio ambiente com suas atividades produtivas, ela toma medidas para reparar o dano causado (GARCIA; BEHR, 2012). Ribeiro e Bellen (2011) acreditam que se uma empresa não evidenciar suas informações ambientais, a mesma estará em desvantagem competitiva no meio empresarial. Portanto, o BS é considerado como uma boa forma de evidenciar as ações corporativas de sustentabilidade junto à comunidade (TACHIZAWA; ANDRADE, 2008). O modelo utilizado por algumas empresas brasileiras está apoiado no modelo francês, com algumas modificações atendendo às especificidades brasileiras, porém, atualmente o Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (IBASE) criou um modelo que de maneira gradativa tem sido aceito e está voltado para as Instituições de Ensino, Fundações e Organizações Sociais; Cooperativas; Micro e Pequenas Empresas e empresas em geral (COSTA; MARION, 2007). Esse modelo, porém, não evidencia qualquer tipo de passivo ambiental, sendo, pois, o contador responsável em produzir um balanço com todas as informações ambientais relevantes (COSTA; MARION, 2007).. 80. Revista de Ciências Gerenciais.

(11) Arise Natiana A. Teotônio, Katianny Gomes Santana Estival, Luziléa Brito de Oliveira, Solange Rodrigues Santos Corrêa. Para uma melhor apresentação do patrimônio da organização, foi necessário criar um novo relatório que revelasse o valor do que foi produzido e vendido, deduzido dos bens e serviços adquiridos de terceiros, assim como a distribuição aos agentes sociais que participaram na geração da nova riqueza (TINOCO; KRAEMER, 2011). Esse relatório conhecido Demonstração do Valor Adicionado (DVA) passar a ser um demonstrativo agregado do BS.. 2.4. Responsabilidade Socioambiental Desde o início do século XXI, o meio empresarial começou a ser influenciada pela questão socioambiental de forma mais cobrada pela sociedade, devido à degradação do meio ambiente cada vez maior, acompanhada de problemas planetários não resolvidos pelo governo como fome, miséria, poluição, dentre outros (NASCIMENTO et al., 2008). A crescente preocupação com o desenvolvimento sustentável impõe às empresas ações que visem diminuir impactos ambientais, como reutilização de materiais de consumo, educação ambientais de todos os colaboradores da empresa, aperfeiçoamento no processo produtivo, recuperação de ambientes degradados, dentre outros (FREITAS; OLEIRO, 2011). Os mesmos autores ainda garantem que essas medidas caracterizarão as empresas como uma entidade com responsabilidade sócio e ambiental a partir de sua inter-relação com a natureza. Baseado nisso, Freitas e Oleiro (2011) afirmam que uma contabilidade, com registros e evidenciações apropriadas, estabelecida pela gestão ambiental de empresas preocupadas com a manutenção da biodiversidade e o consumo responsável tem sido mantida pelo comprometimento com a transparência e a responsabilidade socioambiental. Com a evolução do capitalismo, o trabalho em excesso para uma alta produção teve como consequência um péssimo retorno aos trabalhadores, deixando assim a questão social de lado (TINOCO; KRAEMER, 2011). Foi identificada, assim, uma necessidade de as empresas darem um retorno à sociedade através de um trabalho social garantido o bemestar da população. Essa resposta social se apresenta não só como melhores condições aos trabalhadores, mas também com uma restauração ambiental ou políticas que evitem a degradação do meio ambiente. Baseado nessa ideia, Richmond et al. (2003) afirma que a contabilidade social é baseada nas limitações da contabilidade financeira, as quais focam em acionistas e outros provedores financeiros, desconsiderando outros investidores como empregados, usuários ou consumidores do produto, sociedade, governo, voluntários, e membros. Segundo Gray, Dillard e Spence, (2013), A contabilidade social somente precisa trabalhar com o conteúdo da contabilidade tradicional “até um ponto muito limitado”, sendo que, com o devido cuidado, “, a contabilidade social pode ganhar da contabilidade tradicional, mas não precisa depender dela”. v.17 • n.26 • 2013 • p. 71-86. 81.

(12) O papel da contabilidade na evidenciação da responsabilidade socioambiental. A responsabilidade social conceitua-se como um “compromisso da administração em estabelecer diretrizes, tomar decisões e seguir rumos de ações que são importantes em termos de valores e objetivos da sociedade” (ROSSATO et al., 2009, p.4). Essa responsabilidade requer uma gestão mais transparente e ética da empresa com toda a comunidade em que a empresa está inserida e “pelo estabelecimento de metas empresariais compatíveis com o desenvolvimento da sociedade” de forma a reduzir as desigualdades sociais (CARVALHO, et al., 2012 citado por SALLABERRY e SALLABERRY, 2012, p. 92). Assim, o conceito de responsabilidade social vai além do cumprimento das leis trabalhistas, tributárias, legislações sobre o meio ambiente, ou seja, não se restringe a uma prestação de contas burocrática. Em concordância com essa afirmação, Rodríguez e Cruz (2007, p.826, tradução nossa) afirmam que essa responsabilidade “vai além da legislação estabelecida, e envolve investimento em capital humano, no meio ambiente, e no relacionamento da empresa com seus interlocutores”. Tinoco e Kraemer (2011, p.79) acreditam que esse tema integra-se com “a administração das relações contratuais e institucionais estabelecidas pelas companhias e as medidas adotadas para o atendimento das demandas e dos interesses dos diversos participantes envolvidos”, isto é, relaciona-se com governança corporativa. Já a responsabilidade ambiental, atualmente, exercida pelas empresas procura agir na melhoria dos processos produtivos para conservar o meio ambiente, com ações voltadas para recuperação de áreas degradadas, além de educação ambiental para os funcionários da empresa e terceiros (FREITAS; OLEIRO, 2011). Tendo isso como base, Schirmer e Schiefelbein (2011, p.12) defendem que em virtude dos acontecimentos relacionados “à expansão de mercado, as imposições de natureza ambiental, as reivindicações organizadas da sociedade” provocaram nos gestores das diversas instituições, a sensibilidade quanto a responsabilidade social que lhes cabe. Sendo essa responsabilidade crucial para a continuidade das empresas. Para Schirmer e Schiefelbein (2011), a contabilidade surge da necessidade de evidenciar para a comunidade informações de natureza socioambiental, bem como facilitar a tomada de decisão por parte dos gestores quanto à atuação ambiental das empresas. A responsabilidade socioambiental é exercício pleno da responsabilidade para com o homem e o meio ambiente. Uma forma de demonstrar a importância da responsabilidade socioambiental foi com a publicação da NBC T 15 – Informações de Natureza Social e Ambiental (2004), cuja norma estabelece procedimentos para evidenciar informações de natureza socioambiental, com o intuito de a empresa demonstrar sua participação e responsabilidade social à sociedade. Essa norma afirma que, a partir de 1º de janeiro de 2006, as informações a serem divulgadas dizem respeito à: geração e distribuição de riqueza, recursos humanos, interação da entidade com o ambiente externo e interação com o meio ambiente. Logo, o Conselho Federal de Contabilidade, responsável pela publicação das normas brasileiras de. 82. Revista de Ciências Gerenciais.

(13) Arise Natiana A. Teotônio, Katianny Gomes Santana Estival, Luziléa Brito de Oliveira, Solange Rodrigues Santos Corrêa. contabilidade (NBC) ratifica a importância das empresas executarem uma responsabilidade tanto social como ambiental. Esse tipo de responsabilidade é uma resposta das empresas ao novo tipo cliente, sendo este ecologicamente correto – consumidor verde (TACHIZAWA; ANDRADE, 2008). Oliveira (2005) escreve que com a democratização, o papel do Estado diminuiu e houve uma maior conscientização da sociedade civil. Com isso, foi cobrado das empresas uma maior transparências de suas atividades, uma vez que agora elas eram avaliadas pelos seus atos e comportamento frente às questões sociais e ambientais (OLIVEIRA, 2005). A responsabilidade que está voltada apenas para as empresas é conhecida como Responsabilidade Socioambiental Corporativa, a qual segundo Nascimento et al. (2008), é demonstrada através de ações que estão voltadas para a melhoria da qualidade de vida e ambiental, de maneira conjunta e integrada as necessidade humanas, como proteção social e ao meio ambiente, saúde, organização do trabalho, educação, etc. Ao entender a importância das empresas permanecerem influentes no mercado de negócios, faz-se crucial que as mesmas estejam cumprindo suas responsabilidades socioambientais. Ações que visem uma melhoria na qualidade tanto da sociedade como do meio ambiente além de auxiliarem na diminuição dos impactos ambientais, vai garantir às empresas uma vantagem competitiva. A respeito disso, Bose (2006) confirma que os processos, produtos e serviços ambientalmente amigáveis resultam em vantagens competitivas para as organizações.. 3. CONSIDERAÇÕES FINAIS São inúmeros os acidentes ambientais envolvendo empresas nas ultimas décadas, o que fez com que a sociedade cobrasse uma postura ética, principalmente das empresas com potencial poluente. Estas organizações estão adotando uma postura responsável ambientalmente, uma vez que esta postura é um requisito necessário para que possam permanecer no mercado. A ciência contábil classificada como uma ciência social aplicada tem a capacidade de observar, analisar e aplicar métodos à sociedade na qual o homem está inserido, além de evidenciar quaisquer alterações ocorridas no patrimônio de empresas e expô-las através de demonstrativos úteis para o conhecimento dos usuários. Baseado nisso, a contabilidade ambiental é identificada como uma ferramenta que dispõe de instrumentos eficientes para mensurar os impactos causados ao meio ambiente decorrentes de atividades econômicas, sendo esses impactos positivos ou negativos. Ao considerar isso, a contabilidade ambiental analisa os impactos ambientais e os apresenta monetariamente aos administradores e parceiros através de demonstrativos. Assim como na contabilidade convencional, ela apresenta um patrimônio formado por ativos e passivos ambientais, além de calcularem os custos, despesas e receitas ambientais. v.17 • n.26 • 2013 • p. 71-86. 83.

(14) O papel da contabilidade na evidenciação da responsabilidade socioambiental. O demonstrativo utilizado para evidenciar além de informações contábeis pertencentes ao patrimônio ambiental da empresa, todas as ações que indicam a responsabilidade socioambiental, é o balanço social. Apesar de não haver obrigatoriedade em sua publicação, as empresas o fazem para garantir uma vantagem competitiva na luta empresarial. É importante ressaltar quão categórico é para a contabilidade influenciar as empresas a exercer sua responsabilidade socioambiental. Para ratificar isso, o Conselho Federal de Contabilidade (2004) publicou a NBC T 15 que instrui sobre os procedimentos para evidenciar informações de natureza socioambiental. Com base no que foi apresentado, pode-se de afirmar que a contabilidade tem papel fundamental na divulgação de informações de natureza socioambiental das organizações. Ela dispõe de instrumentos que mensuram e compõem os demonstrativos contábeis, os quais lhe permitem divulgar de forma eficiente. Entretanto, é importante que pesquisas futuras possam aprofundar métodos para que os relatórios sejam mais esclarecedores para os diversos usuários que demandam informações contábeis, e atualmente, principalmente aquelas informações de natureza socioambiental.. REFERÊNCIAS ALBERTON, L.; CARVALHO, F.N.; CRISPIM, G.H. Evidenciação da Responsabilidade Social/ Ambiental na Perspectiva de um Novo Contexto Empresarial. In: 4º Congresso USP Controladoria e Contabilidade, São Paulo, 2004. BERTOLI, A.L.; RIBEIRO, M.S. Passivo Ambiental: estudo de caso da Petróleo Brasileiro S.A – Petrobrás. A Repercussão Ambiental nas Demonstrações Contábeis, em Consequência dos Acidentes Ocorridos. Revista de Administração Contemporânea, Vol. 10, n.2, p. 117-136, 2006. BOSE, S. Environmental Accounting and Reporting in Fossil Fuel Sector: a study on Bangladesh oil, gas and mineral corporation (Petrobangla). The Cost and Management, Vol. 34, n 2, p. 53-67, March-April, 2006. BOYCE, G. Public Discourse and Decision Making: exploring possibilities for financial, social and environmental accounting. Accounting, Auditing & Accountability Journal, Vol. 13Iss:’, p. 27-64, 2000. BRAGA, J.P.; MACIEL, P.H. Identificação dos Custos da Natureza Ambiental: um estudo empírico numa empresa de transporte rodoviário de passageiros. 3º Congresso USP Iniciação Científica em Contabilidade. 27 e 28 de julho de 2006. BURRITT, R.L.; HAHN, T.; SCHALTEGGER, S. Towards a Comprehensive Framework for Environmental Management Accounting – links between business actors and environmental management accounting tools. Australian Accounting Review, Vol. 12, n. 27, p. 39-50, 2002. CALLADO, A.A.C; CALLADO, A.L.C. Índices Financeiros Ambientais: uma proposta conceitual. IX Engema – Encontro Nacional sobre Gestão Empresarial e Meio Ambiente. Curitiba: 19 a 21 de novembro, 2007. Disponível em: http://engema.up.edu.br/arquivos/engema/pdf/PAP0085.pdf, acesso em 15 de abril de 2013, às 21:03h. CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE – CFC. Resolução CFC nº 1.003/04. Aprova a NBC T 15 – Informações de Natureza Social e Ambiental. Brasília: CFC, 2004. Disponível em: http:// www.cfc.org.br/sisweb/sre/detalhes_sre.aspx?Codigo=2004/001003, acesso em 10 de junho de 2013, às 21:48h.. 84. Revista de Ciências Gerenciais.

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