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RSN - Rede Social de Notícias

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Academic year: 2021

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(1)Eduardo Rocha Monteiro. RSN - Rede Social de Not´ıcias. Vit´oria - ES, Brasil 19 de Junho de 2009.

(2) Eduardo Rocha Monteiro. RSN - Rede Social de Not´ıcias Dissertac¸a˜ o apresentada para obtenc¸a˜ o do Grau de Mestre em Inform´atica pelo Programa de P´os Graduac¸a˜ o em Inform´atica da Universidade Federal do Esp´ırito Santo.. Orientador:. Prof. Dr. Orivaldo de Lira Tavares. ´ D EPARTAMENTO DE I NFORM ATICA ´ C ENTRO T ECNOL OGICO U NIVERSIDADE F EDERAL DO E SP´I RITO S ANTO. Vit´oria - ES, Brasil 19 de Junho de 2009.

(3) Dissertac¸a˜ o de Projeto Final de Mestrado sob o t´ıtulo “RSN - Rede Social de Not´ıcias”, defendida por Eduardo Rocha Monteiro e aprovada em 19 de Junho de 2009, em Vit´oria, Estado do Esp´ırito Santo, pela banca examinadora constitu´ıda pelos professores:. Prof. Dr. Orivaldo de L. Tavares Orientador CT / DI / UFES. Prof. Dr. Credin´e Silva de Menezes CT / DI / UFES. Prof. Dr. Davidson Cury CT / DI / UFES. Prof. Dr. Santinho Ferreira de Souza DLL / CCHN / UFES. Profa. Dra. Rosane Arag´on de Nevado FACEN / UFRGS.

(4) Resumo Dentro do conjunto de transformac¸o˜ es ocasionados pela evoluc¸a˜ o da internet, h´a uma que nada tem a ver com tecnologias de processamento e apresentac¸a˜ o de informac¸o˜ es, mas nem por isso e´ menos importante do que as outras mudanc¸as: e´ a transformac¸a˜ o do comportamento do usu´ario perante a Internet. Se antes ele era um mero consumidor de informac¸a˜ o, agora ele participa ativamente, avaliando e criando conte´udo na web. Este cen´ario estimulou o desenvolvimento de novas tecnologias para apoiar a coletividade na web, que hoje possibilitam um amplo mecanismo de interac¸a˜ o para diversos indiv´ıduos, favorecendo a consolidac¸a˜ o de importantes espac¸os virtuais que promovem construc¸a˜ o e socializac¸a˜ o de conhecimento. Neste contexto, destacam-se as redes sociais virtuais. Redes sociais virtuais s˜ao espac¸os virtuais que incluem uma estrutura feita por indiv´ıduos e organizac¸o˜ es conectados por um ou mais tipos de interdependˆencia, como valores, vis˜oes, id´eias, amizade ou interesses comerciais. Este trabalho realizou um estudo sobre o estado da arte sobre as redes sociais virtuais e sobre os sistemas de recomendac¸a˜ o, com o objetivo de criar uma rede social virtual que permite a publicac¸a˜ o de conte´udo por usuarios comuns, e um sistema de recomendac¸a˜ o, para dirigir informac¸o˜ es relevantes para os usu´arios. Tamb´em foi realizado um estudo sobre os agregadores de not´ıcias sociais, que compˆoem uma categoria espec´ıfica de redes sociais virtuais. Como produto principal deste trabalho, foi desenvolvido o sistema RSN: Rede Social de Not´ıcias. RSN agrega caracter´ısticas dos agregadores de not´ıcias sociais a outras caracter´ısticas de redes sociais virtuais com o objetivo de construir um espac¸o virtual com alto potencial de exibic¸a˜ o de not´ıcias interessantes aos seus usu´arios..

(5) Abstract Within the set of transformations from the evolution of the Internet, there is one that has nothing to do about processing and presenting information, but no less important than the other changes: the transformation of the behavior of the Internet User. If before it was a mere consumer of information, now he actively participates, evaluating and creating content in the web. This scenario has stimulated the development of new technologies to support the community on the web, which now enables a broad mechanism of interaction for many people, which promotes the formation of important virtual spaces with respect to the construction and socialization of knowledge. In this context, the virtual social networks stands out. Virtual social networks are virtual spaces that include a structure made by individuals and organizations connected by one or more types of interdependency, such as values, visions, ideas, friendship or business interests. This work conducted a study on the state of the art on virtual social networks and on the recommender systems, in order to create a virtual social network which enables content share by users, and a recommendation system to direct relevant information for its users. Was also a study on the social news aggregators, that constitute a specific category of virtual social networks. The system ’RSN: Social Networking News’ was develop as the main product of this work. RSN adds features of social news aggregators to other characteristics of virtual social networks in order to build a virtual space with a high potential display of interesting news to its users..

(6) Dedicat´oria Dedico esse trabalho a meus pais, Elizabeth Rocha Monteiro e Reinaldo Matos Monteiro. Pois foram eles que me mostraram o melhor caminho para realizar os meus sonhos. E foram eles os u´ nicos que confiaram incondicionalmente em meu potencial sem nunca hesitar em expressar essa condic¸a˜ o. Suas condutas foram, e s˜ao, a minha maior fonte de apoio e motivac¸a˜ o na luta contra os obst´aculos da vida..

(7) Agradecimentos Agradec¸o a toda a minha fam´ılia, pelo apoio de todos os tipos.. Agradec¸o a minha namorada Fl´avia Moraes, pelo companheirismo ininterrupto.. Agradec¸o ao professor Orivaldo Tavares, pela confianc¸a e orientac¸a˜ o.. Agradec¸o aos meus colegas Bernard Corrˆea, V´ıtor Campana e Francisco Pereira, com quem tive inspiradoras conversas, de onde tirei algumas id´eias colocadas neste trabalho.. Agradec¸o aos demais professores, em especial, Credin´e Menezes, Davidson Cury e S´ergio Freitas, que contribuiram para a minha formac¸a˜ o no mestrado..

(8) Sum´ario. Lista de Figuras Lista de Tabelas 1 Introduc¸a˜ o. p. 15. 1.1. Objetivos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. p. 16. 1.2. Motivac¸a˜ o . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. p. 17. 1.3. Metodologia . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. p. 17. 1.4. Estrutura . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. p. 19. 2 Redes Sociais 2.1. p. 20. Conceitos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. p. 20. 2.1.1. Perfil . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. p. 21. 2.1.2. Comunidades Virtuais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. p. 21. 2.1.3. Relacionamentos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. p. 21. 2.1.4. Contatos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. p. 22. 2.1.5. Followers, ou assinantes . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. p. 22. 2.1.6. Vizinhos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. p. 23. 2.2. Benef´ıcios . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. p. 23. 2.3. Construc¸a˜ o de Redes Sociais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. p. 24. 2.3.1. M´etodos de Construc¸a˜ o de Redes Sociais . . . . . . . . . . . . . . .. p. 24. Redes Sociais de M´ıdias Sociais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. p. 28. 2.4.1. p. 29. 2.4. Exemplos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . ..

(9) 2.5. 2.6. Redes Sociais de Relacionamento . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. p. 32. 2.5.1. Exemplos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. p. 33. Conclus˜oes . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. p. 35. 3 Sistemas de Recomendac¸a˜ o 3.1. 3.2. 3.3. 3.4. p. 37. Gerac¸a˜ o e Manutenc¸a˜ o de Perfil de Usu´ario . . . . . . . . . . . . . . . . . .. p. 37. 3.1.1. Coleta expl´ıcita de dados de Usu´ario . . . . . . . . . . . . . . . . . .. p. 38. 3.1.2. Coleta impl´ıcita de dados de Usu´ario . . . . . . . . . . . . . . . . .. p. 39. Explorac¸a˜ o de Perfil de Usu´ario . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. p. 40. 3.2.1. Filtragem por Conte´udo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. p. 40. 3.2.2. Filtragem Demogr´afica . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. p. 42. 3.2.3. Filtragem Colaborativa. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. p. 43. 3.2.4. Filtragem H´ıbrida . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. p. 47. Aspectos Sociais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. p. 48. 3.3.1. Motivac¸a˜ o . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. p. 48. 3.3.2. Avaliac¸o˜ es de m´a f´e . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. p. 48. 3.3.3. Privacidade . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. p. 48. Conclus˜oes . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. p. 49. 4 Agregadores de Not´ıcias Sociais. p. 50. 4.1. Hist´oria . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. p. 53. 4.2. Aspectos Sociais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. p. 54. 4.3. Requisitos Funcionais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. p. 55. 4.4. Processamento da p´agina inicial . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. p. 58. 4.5. Conclus˜oes . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. p. 59. 5 An´alise, Projeto e o Prot´otipo da RSN 5.1. Descric¸a˜ o do Sistema . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. p. 61 p. 61.

(10) 5.2. Modelagem de An´alise . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. p. 63. 5.2.1. Identificac¸a˜ o de Requisitos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. p. 63. 5.2.2. Identificac¸a˜ o de Classes . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. p. 70. Modelagem de Projeto . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. p. 71. 5.3.1. Tecnologias utilizadas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. p. 72. 5.3.2. Arquitetura . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. p. 73. 5.3.3. Modelo l´ogico do banco de bados . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. p. 75. 5.3.4. Camada Model . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. p. 76. 5.3.5. Camada Controller . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. p. 77. 5.3.6. Camada View . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. p. 78. 5.4. Prot´otipo da RSN . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. p. 79. 5.5. As Telas da RSN . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. p. 79. 5.5.1. Tela Capa, do ponto de vista de um internauta . . . . . . . . . . . . .. p. 79. 5.5.2. Tela Registro de Usu´ario . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. p. 80. 5.5.3. Tela Capa, do ponto de vista de um usu´ario autenticado . . . . . . . .. p. 81. 5.5.4. Tela Amigos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. p. 82. 5.5.5. Tela Recomendadas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. p. 83. 5.5.6. Tela Assinaturas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. p. 84. 5.5.7. Tela Ver Not´ıcia . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. p. 85. 5.5.8. Tela Comunidades . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. p. 86. 5.5.9. Tela Capa de Comunidade . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. p. 87. 5.5.10 Tela Meu Perfil . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. p. 88. 5.5.11 Tela Perfil Alheio . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. p. 89. 5.5.12 Tela Nova Comunidade . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. p. 90. 5.5.13 Tela Nova Not´ıcia . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. p. 91. 5.3. 6 Considerac¸o˜ es Finais. p. 92.

(11) 6.1. Perspectivas Futuras . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. Apˆendice A -- A Evoluc¸a˜ o da Web. p. 92 p. 94. A.1 A Web 1.0 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. p. 94. A.1.1 O Hipertexto e o HTML . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. p. 94. A.1.2 Motores de busca . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. p. 97. A.2 A Web 2.0 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. p. 98. A.2.1 Separac¸a˜ o: Forma x Conte´udo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. p. 98. A.2.2 A Web e´ vista como plataforma . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. p. 98. A.2.3 Rich Internet Applications . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . p. 101 A.2.4 Usu´ario como participante . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . p. 102 A.3 A Web 3.0 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . p. 104 A.4 Conclus˜ao . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . p. 105 Apˆendice B -- Processamento das Recomendac¸o˜ es na RSN. p. 107. B.1 A Capa da RSN . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . p. 107 B.2 Recomendac¸o˜ es na Tela Ver Not´ıcia Completa . . . . . . . . . . . . . . . . . p. 108 B.3 Recomendac¸o˜ es da tela Recomendadas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . p. 109 Referˆencias Bibliogr´aficas. p. 112.

(12) Lista de Figuras 2.1. Oportunidades . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. p. 23. 2.2. Dispositivo usado no sociometer (CHOUDHURY; PENTLAND, 2003) . . .. p. 27. 2.3. Printscreen de um v´ıdeo sendo reproduzido na p´agina do youtube. . . . . . .. p. 29. 2.4. Janela de di´alogo para adic¸a˜ o de novo bookmark e o bot˜ao do navegador (destacado em um c´ırculo vermelho) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. p. 30. 2.5. P´agina de exibic¸a˜ o de fotos de um usu´ario do Flickr . . . . . . . . . . . . . .. p. 32. 2.6. P´agina do Last.fm sobre a banda Foo Fighters . . . . . . . . . . . . . . . . .. p. 33. 2.7. P´agina Inicial do Reddit . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. p. 34. 2.8. P´agina do facebook sobre um usu´ario . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. p. 35. 2.9. P´agina do orkut do perfil de um usu´ario . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. p. 36. 3.1. Formul´ario de coleta de dados sobre os interesses do usu´ario . . . . . . . . .. p. 39. 3.2. Explorac¸a˜ o de perfil de usu´ario para recomendac¸a˜ o (MONTANER, 2003) . .. p. 41. 3.3. Filtragem h´ıbrida (REATEGUI; CAZELLA, 2005) . . . . . . . . . . . . . .. p. 47. 4.1. Esquema da filtragem colaborativa em agregadores de Not´ıcias Sociais . . . .. p. 51. 4.2. P´agina inicial do Digg . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. p. 51. 4.3. Esquema de filtragem social dos Agregadores de Not´ıcias Sociais . . . . . . .. p. 52. 4.4. Casos de Uso . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. p. 56. 5.1. Etapas de engenharia de software . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. p. 61. 5.2. Hierarquia de Atores . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. p. 64. 5.3. Diagrama de Pacotes . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. p. 65. 5.4. Pacote de Casos de Uso Controle de usu´arios . . . . . . . . . . . . . . . . .. p. 66. 5.5. Pacote de Casos de Uso Controle de not´ıcias . . . . . . . . . . . . . . . . . .. p. 68.

(13) 5.6. Pacote de Casos de Uso Controle de Comunidades . . . . . . . . . . . . . .. p. 70. 5.7. Diagrama de Classes . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. p. 71. 5.8. Camadas MVC . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. p. 73. 5.9. Comunicac¸a˜ o dos elementos do CakePHP . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. p. 74. 5.10 Diagrama de Entidade e Relacionamento . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. p. 75. 5.11 Diagrama de Classes da Camada Model . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. p. 76. 5.12 Diagrama de Classes da Camada Controller . . . . . . . . . . . . . . . . . .. p. 77. 5.13 Diagrama de Navegac¸a˜ o . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. p. 78. 5.14 P´agina inicial para um internauta, ou um usu´ario autenticado . . . . . . . . .. p. 79. 5.15 Tela de cadastro de usu´ario . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. p. 80. 5.16 P´agina inicial para um usu´ario logado . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. p. 81. 5.17 Tela de exibic¸a˜ o de novidades e gerenciamento de amigos . . . . . . . . . . .. p. 82. 5.18 Tela de visualizac¸a˜ o de not´ıcias recomendadas e vizinhos . . . . . . . . . . .. p. 83. 5.19 Tela de exibic¸a˜ o de not´ıcias de autores “assinados” e gerenciamento das assinaturas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. p. 84. 5.20 Tela de visualizac¸a˜ o completa de not´ıcia . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. p. 85. 5.21 Tela de visualizac¸a˜ o e gerenciamento de comunidades . . . . . . . . . . . . .. p. 86. 5.22 Tela de visualizac¸a˜ o da capa de uma comunidade . . . . . . . . . . . . . . .. p. 87. 5.23 Tela do perfil pr´oprio do usu´ario autenticado . . . . . . . . . . . . . . . . . .. p. 88. 5.24 Tela do perfil alheio . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. p. 89. 5.25 Tela de cadastro de nova comunidade . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. p. 90. 5.26 Tela de cadastro de nova not´ıcia . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. p. 91. A.1 Netscape 1.0 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. p. 95. A.2 Estrutura B´asica de um documento HTML . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. p. 96. A.3 Motor de busca do Google, em 1998 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. p. 97. A.4 Esboc¸o da analogia Sistema Operacional como Plataforma versus Internet como Plataforma . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. p. 99.

(14) A.5 Doggdot.us: Um exemplo de Mashup. Este website combina dados dos websites Digg, Slashdot e del.i.cio.us, e exibe as not´ıcias mais relevantes em sua p´agina inicial. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . p. 101 A.6 del.icio.us: Um exemplo de site de Social Bookmarking. . . . . . . . . . . . p. 103 B.1 Script para atualizar pontuac¸a˜ o das not´ıcias . . . . . . . . . . . . . . . . . . p. 108 B.2 Consulta SQL para recurar not´ıcias a serem recomendadas . . . . . . . . . . p. 109 B.3 Func¸a˜ o PHP para calcular o coeficiente de similaridade entre 2 perfis de usu´arios . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . p. 110 B.4 Func¸a˜ o PHP que envolve uma consulta SQL que retorna not´ıcias “recomendadas por vizinhos” . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . p. 111.

(15) Lista de Tabelas 3.1. Avaliac¸o˜ es de usu´arios, sobre filmes. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. p. 44. 4.1. Alguns clones do Digg . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. p. 55. 5.1. Tecnologias escolhidas para implementac¸a˜ o da RSN. . . . . . . . . . . . . .. p. 72. B.1 Votos de usu´arios em not´ıcias: x representa que o usu´ario da linha correspondente votou na not´ıcia da coluna correspondente. . . . . . . . . . . . . . p. 109.

(16) 15. 1. Introduc¸a˜ o. Vivemos em um per´ıodo de evoluc¸o˜ es tecnol´ogicas significativas em praticamente todos os campos do conhecimento. Esse progresso tecnol´ogico deve muito a` evoluc¸a˜ o de um campo em particular: o campo da comunicac¸a˜ o. Foram muitos os avanc¸os, descobertas e invenc¸o˜ es, mas a concepc¸a˜ o da Internet foi um acontecimento de importˆancia u´ nica para esse campo. A Internet hoje e´ , sem d´uvidas, um dos meios mais utilizado para disseminac¸a˜ o de conhecimento.. Esta situac¸a˜ o tende a se solidificar ainda mais, dado o crescimento da internet. S´o no Brasil, pesquisas do IBOPE mostraram que o n´umero de brasileiros com acesso residencial a` Internet cresceu 45,5% em 2007, considerando dados recolhidos at´e novembro.. E a existˆencia da Internet, contribuiu - e continua contribuindo - para a evoluc¸a˜ o da pr´opria Internet. N˜ao e´ preciso fazer muito esforc¸o para observar que as p´aginas da Web de 10 anos atr´as s˜ao muito diferentes das atuais. O conjunto de transformac¸o˜ es estimuladas por essa evoluc¸a˜ o e´ t˜ao n´ıtido que a ele foi atribu´ıdo um nome especial: “web 2.0”.. Dentro deste conjunto de transformac¸o˜ es ocasionados pela evoluc¸a˜ o da internet, h´a uma que nada tem a ver com tecnologias de processamento e apresentac¸a˜ o de informac¸o˜ es, mas nem por isso e´ menos importante: a transformac¸a˜ o do comportamento do usu´ario perante a Internet. Se antes ele era um mero consumidor de informac¸a˜ o, agora ele participa ativamente, avaliando e criando conte´udo na web.. Outro aspecto importante em relac¸a˜ o ao comportamento do usu´ario perante a internet e´ a frequente utilizac¸a˜ o da internet para se socializar com amigos, familiares, colegas ou qualquer outra pessoa. E´ fato que a Internet, sempre foi explorada para tal fim, mas nos u´ ltimos anos a utilizac¸a˜ o da grande rede para socializac¸a˜ o se intensificou consideravelmente..

(17) 1.1 Objetivos. 16. Este cen´ario estimulou o desenvolvimento de novas tecnologias para apoiar a coletividade na web, que hoje possibilitam um amplo mecanismo de interac¸a˜ o para diversos indiv´ıduos, o que promove a` constituic¸a˜ o de importantes espac¸os virtuais no que diz respeito a` construc¸a˜ o e socializac¸a˜ o do conhecimento e da pr´opria evoluc¸a˜ o dos ambientes web.. Dentro desse contexto, h´a uma categoria de s´ıtios web que se destaca: a categoria das redes sociais virtuais. Redes sociais virtuais s˜ao espac¸os virtuais que incluem uma estrutura feita por indiv´ıduos e organizac¸o˜ es conectados por um ou mais tipos de interdependˆencia, como valores, vis˜oes, id´eias, amizade ou comercial.. As redes sociais virtuais s˜ao aplicac¸o˜ es onde sistemas de recomendac¸a˜ o s˜ao extremamente convenientes. Isso se deve ao fato de que, nas redes sociais, e´ poss´ıvel realizar recomendac¸o˜ es valiosas considerando opini˜oes de um conjunto de indiv´ıduos relacionados com o usu´ario.. 1.1 Objetivos A Internet apresenta-se como uma excelente fonte para professores, pesquisadores e outros profissionais coletarem materiais para desenvolver suas atividades. No entanto, o problema da dificuldade de encontrar o conte´udo conveniente com qualidade e´ vis´ıvel e precisa ser contornado.. Os objetivos deste trabalho visam a construc¸a˜ o de uma aplicac¸a˜ o capaz de potencializar a capacidade da internet de fornecer conte´udo, utilizando conceitos de redes sociais e de sistemas de recomendac¸a˜ o.. Diante do exposto, enumeram-se os seguintes objetivos: • Levantamento do estado da arte sobre redes sociais virtuais; • Levantamento do estado da arte sobre as tecnologias da web; • Levantamento do estado da arte para sistemas de recomendac¸a˜ o; • Estudo e adaptac¸a˜ o de t´ecnicas de filtragem colaborativas encontrados nos agregadores sociais de not´ıcias; • Desenvolvimento da Rede Social de Not´ıcias (RSN);.

(18) 1.2 Motivac¸a˜ o. 17. • Determinar trabalhos futuros para evoluc¸a˜ o da RSN.. 1.2 Motivac¸a˜ o A Internet tamb´em e´ utilizada em pesquisa e aprendizagem no meio acadˆemico. E´ poss´ıvel encontrar publicac¸o˜ es submetidas para congressos nacionais e internacionais atrav´es de simples consultas em mecanismos de busca dispon´ıveis na Internet.. Um grande problema que ocorre quando encontramos um material na internet que parece ser relevante para nossas necessidades, e´ avaliar a sua confiabilidade. Neste contexto, aparece um grande trunfo das redes sociais virtuais. E´ poss´ıvel inserir ferramentas nessas aplicac¸o˜ es, que permitem que os usu´arios avaliem conte´udo e visualizem avaliac¸o˜ es realizadas por outros indiv´ıduos.. Foi diante deste quadro que surgiram os agregadores de not´ıcias sociais - espac¸os virtuais que adotam um modelo de webjornalismo participativo. Nos agregadores de not´ıcias sociais, os usu´arios avaliam as not´ıcias, e conforme as not´ıcias obt´em votos, o seus n´ıveis de destaque na p´agina inicial do site s˜ao atualizado de modo que as not´ıcias mais bem avaliadas s˜ao mais destacadas. Consequentemente, os agregadores de not´ıcias sociais tem grande capacidade de exibic¸a˜ o de not´ıcias interessantes ao leitor.. Aplicar as tecnologias das redes sociais virtuais e dos agregadores de not´ıcias sociais em um ambiente acadˆemico, potencializando as caracter´ısticas de eficiˆencia em exibir not´ıcias interessantes ao leitor, e dando a ele crit´erios para aviliar a credibilidade dos diversos tipos de conte´udo foi a grande motivac¸a˜ o para iniciar para este trabalho. Ao longo do desenvolvimento, o escopo se estendeu de um ambiente acadˆemico, para um ambiente geral de compartilhamento de conte´udo.. 1.3 Metodologia Neste trabalho, aplicaram-se os aspectos metodol´ogicos pr´oprios do processo de pesquisa cient´ıfica. Com a identificac¸a˜ o do tema e o contato com a bibliografia correspondente, foram definidos a revis˜ao bibliogr´afica, o escopo do trabalho, o planejamento das atividades e o desenvolvimento dessa dissertac¸a˜ o..

(19) 1.3 Metodologia. 18. Na etapa inicial do trabalho, elaborou-se um rascunho de id´eias, que foi discutido com os demais colegas e professores do programa de P´os Graduac¸a˜ o em Inform´atica da Universidade Federal do Esp´ırito Santo. Neste rascunho, os seguintes t´opicos foram abordados: • Identificac¸a˜ o das palavras chaves do trabalho e pesquisa bibliogr´afica de livros e artigos relacionados ao assunto do dissertac¸a˜ o; • Definic¸a˜ o de temas para estudo dirigido com o orientador; • Definic¸a˜ o de projetos de graduac¸a˜ o a serem Co-orientados; • Estruturac¸a˜ o da dissertac¸a˜ o de acordo com o problema a ser atacado;. Com o escopo definido, foram feitos um planejamento para elaborac¸a˜ o do projeto e um cronograma para organizac¸a˜ o das atividades a serem realizadas. Ap´os um trabalho sistem´atico de pesquisa, de revis˜ao e de traduc¸a˜ o dos textos liter´arios, foram extra´ıdos os principais conhecimentos e informac¸o˜ es para o refinamento da proposta, e seguiram-se as seguintes atividades: • Levantamento do estado da arte dos temas relacionados ao projeto atraves de leituras de artigos buscados em peri´odicos, ou no Google Scholar. • Implementac¸a˜ o do software seguindo as diretivas b´asicas de engenharia de software. • Co-orientac¸a˜ o de quatro trabalhos de conclus˜ao de curso de ciencia da computac¸a˜ o correlatos a` dissertac¸a˜ o. S˜ao eles: – SIWEP, Sistema de Webjornalismo Participativo (SILVA, 2007): Este trabalho desenvolveu um prot´otipo de um sistema em que todos usu´arios podem consumir e produzir informac¸a˜ o - e´ o webjornalismo participativo. Vale destacar a utilizac¸a˜ o de tecnologias inovadoras como Mono e db4o. – Integrac¸a˜ o de Webjornalismo em um Ambiente Virtual de Aprendizagem (HACKBART, 2007): Integrou um sistema de webjornalismo no AVAUFES (Ambiente Virtual de Aprendizagem da UFES). – Um Agregador de Not´ıcias Sociais (NATALLI, 2008): Um prot´otipo de um agregador de not´ıcias sociais, inspirado no Digg, utilizando as tecnologias CakePHP com MySQL. Tamb´em foi feito um estudo abordando os aspectos sociais desta ferramenta, e a contextualizac¸a˜ o da mesma no escopo do Webjornalismo..

(20) 1.4 Estrutura. 19. – Sindicac¸a˜ o de Conte´udo para o projeto MOrFEu (FERREIRA, 2008): Neste trabalho, Walber desenvolveu um estudo sobre os padr˜oes de sindicac¸a˜ o de conte´udo e de espac¸os virtuais. Al´em disso, prop˜oe diretrizes de Engenharia de Software e Web Semˆantica para o projeto MOrFEu. • Reuni˜oes, com frequˆencia m´edia de uma vez por semana com meu orientador, para coordenac¸a˜ o do desenvolvimento do projeto.. A partir das conclus˜oes obtidas nos trabalhos de graduac¸a˜ o co-orientados e dos estudos das metodologias e das linguagens, de desenvolvimento, de an´alise e de projeto de sistemas, espec´ıficos para o trabalho, iniciou-se os processos de implementac¸a˜ o da RSN, seguindo todas as etapas sugeridas at´e a fase de prototipac¸a˜ o.. 1.4 Estrutura Os cap´ıtulos desta dissertac¸a˜ o podem ser divididos em duas partes distintas, da seguinte forma: do cap´ıtulo 1 ao cap´ıtulo 5 descrevem o contexto e as tecnologias relacionadas ao projeto da RSN, e o cap´ıtulo 6 descreve o desenvolvimento da RSN. • Cap´ıtulo 1: Introduc¸a˜ o: Contextualizar o escopo, destacando o problema a ser abordado e explicar o objetivo, a motivac¸a˜ o e a motivac¸a˜ o para a construc¸a˜ o do mesmo. • Cap´ıtulo 2: Redes Sociais: Explicar os principais conceitos envolvidos, as principais formas de construc¸a˜ o de redes sociais, a an´alise de redes sociais, mostrar exemplos de redes sociais, e discutir sobre alguns padr˜oes sobre redes sociais. • Cap´ıtulo 3: Sistemas de Recomendac¸a˜ o: Vis˜ao geral e principais conceitos dos sistemas de recomendac¸a˜ o. • Cap´ıtulo 4: Agregadores de Not´ıcias Sociais: Discutir os principais aspectos sociais envolvidos, a his´oria, as principais funcionalidades, um modelo conceitual e a filtragem colaborativa incorporada nessa ferramenta, que foi uma das principais fontes de inspirac¸a˜ o para a RSN. • Cap´ıtulo 5: An´alise, Projeto e Prot´otipo da RSN: Descric¸a˜ o do mini-mundo, An´alise de requisitos, An´alise do sistema, projeto do sistema. • Cap´ıtulo 6: Considerac¸o˜ es Finais: Apresenta a conclus˜ao e as perspectivas futuras para melhorar a RSN..

(21) 20. 2. Redes Sociais. Uma rede social e´ uma estrutura composta por indiv´ıduos ou organizac¸a˜ o que est˜ao conectadas atrav´es de uma variadade de fatores, que v˜ao de similaridade de interesses at´e correlac¸a˜ o familiar.. O estudo de redes sociais e´ de interesse do campo cient´ıfico CSCW (Computer Supported Collaborative Work), com o objetivo de investigar como os relacionamentos interpessoais podem ser usados para entender e melhorar as interac¸o˜ es entre as pessoas em sistemas colaborativos.. Tais pesquisas j´a mostraram que relac¸o˜ es sociais s˜ao fortes fatores em determinar quem colabora com quem. Desta forma, as redes sociais podem oferecer uma visualizac¸a˜ o de potenciais interac¸o˜ es em um ambiente de trabalho. Como consequˆencia, designers de groupwares tˆem usado cada vez mais as redes sociais (MCDONALD, 2003).. Na Internet, e´ poss´ıvel encontrar diversas redes sociais virtuais - uma categoria de aplicac¸o˜ es que conectam amigos, parceiros de neg´ocios ou outros indiv´ıduos, usando uma variedade de ferramentas. As redes sociais virtuais compreendem atualmente, uma das principais categorias de aplicac¸o˜ es de Internet.. Este cap´ıtulo explica os principais conceitos envolvidos nas redes sociais virtuais; apresenta as maneiras de constru´ı-las; e detalha uma categoria especial de redes sociais.. 2.1 Conceitos As redes sociais apresentam novas terminologias, algumas um tanto peculiares. Essa sess˜ao apresenta tais terminologias, que ser˜ao utilizadas nas sess˜oes posterioes, e nos cap´ıtulos poste-.

(22) 2.1 Conceitos. 21. riores.. 2.1.1 Perfil Sobre um participante de uma rede social virtual, e´ desej´avel que seja armazenadas informac¸o˜ es que o descrevam, como interesses, sexo, foto, idade, nome, etc. O conjunto de informac¸o˜ es armazenados sobre um participante de uma rede social comp˜oem o seu perfil.. 2.1.2 Comunidades Virtuais Comunidades Virtuais s˜ao locais cibern´eticos onde as pessoas com interesses em comum encontram-se para trocar experiˆencias, responder perguntas e promover colaborac¸a˜ o. (MASIERO; CAZELLA; REATEGUI, 2006) Os participantes dessas comunidades se reunem de acordo com similaridade de interesses. Avatar Avatares s˜ao utilizados em ambientes virtuais para o aprimoramento do sentido de presenc¸a e por meio deles, os indiv´ıduos podem se relacionar com todo o mundo virtual no qual est˜ao inseridas.. 2.1.3 Relacionamentos As conex˜oes entre os indiv´ıduos das redes sociais s˜ao chamadas de relacionamentos. Os relacionamentos podem ser classificados como uni-direcionais, bi-direcionais e indiretos.. Os relacionamentos podem possuir intensidade, isto e´ , um relacionamento que registra um v´ınculo de amizade entre dois indiv´ıduos, pode ser forte, no caso de os indiv´ıduos serem grandes amigos, ou fraco, se forem apenas conhecidos que jogaram uma pelada juntos no fim de semana.. Os relacionamentos de um indiv´ıduo apresentam um comportamento dinˆamico, uma vez que, de acordo com tempo, os indiv´ıduos estabelecem novos relacionamentos, atualizam as intensidades de seus relacionamentos, e at´e rompem relacionamentos..

(23) 2.1 Conceitos. 22. Relacionamentos unidirecionais Os relacionamentos unidirecionais denotam uma relac¸a˜ o n˜ao-rec´ıproca de um indiv´ıduo com outro. Por exemplo, a relac¸a˜ o ”ser f˜a de”presente na rede social ”orkut”´e um relacionamento uni-direcional. Relacionamentos bidirecionais Os relacionamentos bidirecionais denotam uma relac¸a˜ o rec´ıproca de um indiv´ıduo com outro. Por exemplo, a relac¸a˜ o de amizade, presente nas redes sociais de relacionamento, e´ um relacionamento bidirecional. Relacionamentos indiretos Um indiv´ıduo A possui um relacionamento indireto com um indiv´ıduo C, quando o indiv´ıduo A n˜ao est´a conectado diretamente com indiv´ıduo C, mas com algum indiv´ıduo B que possui relacionamento direto ou indireto com o indiv´ıduo C. Corrente de referˆencias O conjunto de relacionamentos que formam uma conex˜ao indireta e´ chamado de corrente de referˆencias.. 2.1.4 Contatos Os contatos de um participante de uma rede social correspondem aos indiv´ıduos com os quais ele possui um relacionamento direto. Normalmente, os contatos s˜ao amigos, parceiros de neg´ocios, familiares ou indiv´ıduos com interesses similares.. 2.1.5 Followers, ou assinantes Um usu´ario pode designar outros para seguir (follow). Uma vez que um usu´ario A designa um usu´ario B, o usu´ario A passa a receber informac¸o˜ es sobre as atividades de B dentro da rede social. Para o usu´ario B, o usu´ario A e´ um Follower, ou um assinante, como no Via6..

(24) 2.2 Benef´ıcios. 23. 2.1.6 Vizinhos O conjunto de usu´arios que realizam avaliac¸o˜ es similares a` s avaliac¸o˜ es de um determinado usu´ario, formam o conjunto de vizinhos deste usu´ario. A definic¸a˜ o do conjunto de vizinhos de um usu´ario e´ realizada de acordo com um processamento computacional. Tal processamento deve ser realizado v´arias vezes, uma vez que os usu´arios est˜ao frequentemente realizando avaliac¸o˜ es.. A determinac¸a˜ o dos vizinhos e´ uma etapa do processo de filtragem colaborativa, uma tecnologia do escopo de sistemas de recomendac¸a˜ o, e seu processamento e´ descrito em 3.2.3.. 2.2 Benef´ıcios Os benef´ıcios das aplicac¸o˜ es de redes sociais virtuais s˜ao baseadas na potencializac¸a˜ o das func¸o˜ es das redes sociais reais. Essas aplicac¸o˜ es permitem que seus usu´arios possam visualizar suas redes sociais particulares atrav´es de uma perspectiva tal em que eles descubram relacionamentos que podem representar oportunidades.. Figura 2.1: Oportunidades.

(25) 2.3 Construc¸a˜ o de Redes Sociais. 24. Uma das func¸o˜ es das redes sociais virtuais e´ indicar os relacionamentos indiretos, apontando as correntes de referˆencias que formam esses relacionamentos. A figura 2.2 ilustra essa situac¸a˜ o.. Al´em de permitir a descoberta de novas oportunidades, essas aplicac¸o˜ es ainda trazem outros benef´ıcios. Segundo (KAUTZ; STELMAN; SHAH, 1997), as correntes de referˆencias (ver sess˜ao 4.1.2) exercem duas func¸o˜ es chave: (1) d´a uma raz˜ao para o fornecedor (de informac¸a˜ o, por exemplo, um expert) concordar em prover a informac¸a˜ o e (2) fornece um crit´erio para o consumidor avaliar o n´ıvel de credibilidade da informac¸a˜ o fornecida.. Podemos dizer ent˜ao que as aplicac¸o˜ es de redes sociais virtuais auxiliam seus participantes a descobrir novas oportunidades; obter uma raz˜ao para fornecer ou n˜ao uma informac¸a˜ o a outro indiv´ıduo; obter um crit´erio para avaliar a credibilidade de uma informac¸a˜ o.. Al´em disso, sob o ponto de vista de organizac¸o˜ es, as redes sociais virtuais oferecem uma forma de visualizac¸a˜ o de potenciais interac¸o˜ es, e consequentemente um crit´erio para formac¸a˜ o de equipes. Segundo (MCDONALD, 2003) estudos trabalho mostram que relac¸o˜ es sociais s˜ao fortes fatores em determinar quem colabora com quem, e (KAUTZ; STELMAN; SHAH, 1997) diz que a rede social e´ pelo menos t˜ao importante quanto a estrutura organizacional para a criac¸a˜ o de tarefas prim´arias como criar times de projetos.. 2.3 Construc¸a˜ o de Redes Sociais Um dos processos mais importantes das redes sociais virtuais e´ a captar a rede social real. O grande desafio e´ fazer com que os relacionamentos entre os indiv´ıduos sejam o mais pr´oximos poss´ıvel do mundo real. Para tanto, existem t´ecnicas. Algumas delas ser˜ao discutidas a seguir.. 2.3.1 M´etodos de Construc¸a˜ o de Redes Sociais Para que seja poss´ıvel obter os benef´ıcios de uma aplicac¸a˜ o de rede social, e´ preciso, em primeiro lugar, capturar a rede social real para constru´ı-la no ambiente virtual. Nesta sess˜ao, s˜ao apresentadas algumas maneiras de realizar a construc¸a˜ o de redes sociais..

(26) 2.3 Construc¸a˜ o de Redes Sociais. 25. Busca em logs de emails Neste m´etodo os emails trocados servem como fonte de pesquisa para que o sistema identifique com quem o usu´ario em quest˜ao interage.. A an´alise dos emails prov´em uma rica fonte de relacionamentos, fato comprovado por (SCHWARTZ; WOOD, 1993). Esta t´ecnica se baseia na premissa de que se dois indiv´ıduos j´a trocaram emails, isso significa que se conhecem ou que pelo menos tˆem um assunto em comum.. Apesar de parecer um perfeito m´etodo de construc¸a˜ o, a busca em emails possui uma desvantagem determinante no que diz respeito a` sua forma de pesquisa: ela remete a` quest˜oes de privacidade e seguranc¸a, e o acesso a informac¸o˜ es pessoais e´ o tipo de permiss˜ao que o usu´ario pode n˜ao estar inclinado a fornecer. Busca por documentos na web Consiste em pesquisar nomes de autores e co-autores de artigos publicados na web. Ao fazer tal busca, o nome de um indiv´ıduo fica associado aos assuntos nos quais possui conhecimento, auxiliando um outro indiv´ıduo em uma futura busca por especialistas naquele ramo de conhecimento.. Este modelo e´ adotado em Referral Web. Quando um usu´ario e´ cadastrado no sistema, uma pesquisa e´ feita buscando todos os documentos onde seu nome aparece como autor ou co-autor. Os nomes dos demais indiv´ıduos contidos no documento s˜ao extra´ıdos e entre eles e´ estabelecida uma aresta de relacionamento.. Comparando dois artigos sobre um mesmo assunto e que possuem um autor em comum, o sistema percebe que h´a grandes chances de se estabelecer uma aresta entre seus co-autores, dado que eles escrevem sobre o mesmo assunto e conhecem um indiv´ıduo em comum: o autor dos artigos. Este sistema possui uma precis˜ao que ultrapassa os 90%.. Este m´etodo tamb´em e´ utilizado pelo Referral Web (MCDONALD, 2003), que e´ capaz de responder a perguntas como o qu˜ao distante um indiv´ıduo est´a do outro (em n´umero de ligac¸o˜ es pessoais) ou quem est´a entre eles. A desvantagem desse sistema se deve ao fato de.

(27) 2.3 Construc¸a˜ o de Redes Sociais. 26. oferecer tantas possibilidades que torna-se complexo confirmar quais correlac¸o˜ es s˜ao realmente relacionamentos no mundo real. An´alise etinogr´afica Os m´etodos que utilizam profissionais que analisam o comportamento dos indiv´ıduos para modelar a rede social de uma organizac¸a˜ o s˜ao chamados de m´etodos etinogr´aficos. A an´alise conta com observac¸a˜ o dos indiv´ıduos e entrevistas. Em (MCDONALD, 2003) o autor relata um exemplo de uma rede social constru´ıda atrav´es de uma an´alise etinogr´afica. Indicac¸a˜ o proativa do usu´ario Este m´etodo consiste em o usu´ario indicar quais outros usu´arios fazem parte da sua rede de relacionamentos. Seu ponto forte e´ ser o mais preciso poss´ıvel, por n˜ao envolver qualquer processamento autom´atico de inferˆencia sobre a existˆencia ou n˜ao existˆencia de relacionamentos.. Contudo, o que torna este m´etodo pouco atrativo quando n˜ao utilizado em conjunto com outro e´ a lentid˜ao com que ele proporciona o registro de relacionamentos entre os usu´arios. Logs diversos Este m´etodo explora a possibilidade de estudar e entender os relacionamentos do usu´ario ao longo do seu dia, uma vez que se utiliza de ferramentas que acompanham o usu´ario na quase totalidade do tempo: o telefone celular, por exemplo.. Como os celulares tˆem se tornado computadores cada vez mais avanc¸ados, viabiliza-se a possibilidade de utilizar essa capacidade para observar o comportamento de seus portadores, coletando dados e comparando-os, sugerindo relacionamentos prov´aveis para popular a rede social do indiv´ıduo.. Al´em do celular, podem ser utilizados tamb´em equipamentos desenvolvidos especificamente para estudos deste tipo. A forma com que os dados s˜ao coletados permite estudar a dinˆamica dos relacionamentos, ou seja, como e onde eles s˜ao criados e com que frequˆencia os usu´arios mant´em contato entre si. Seguem alguns tipos de an´alise de logs utilizados:.

(28) 2.3 Construc¸a˜ o de Redes Sociais. 27. Figura 2.2: Dispositivo usado no sociometer (CHOUDHURY; PENTLAND, 2003) • Registo de proximidade f´ısica: Consiste em utilizar um equipamento que interage com outros do mesmo tipo, identificando os outros usu´arios, armazenando os dados e comparando padr˜oes dinˆamicos de proximidade f´ısica. Tais equipamentos podem ser dispositivos de infravermelho, bluetooth, r´adio de curto alcance, entre outros. Como exemplos podem ser citados: – Sociometer (sociˆometro) (CHOUDHURY; PENTLAND, 2003): utiliza infravermelho e an´alise do timbre de voz para identificar outros usu´arios pr´oximos, reconhecendo inclusive conversa com m´ultiplos indiv´ıduos. A figura 2.3.1 exibe o dispositivo utilizado em Sociometer. – BlueAware (EAGLE; PENTLAND, 2005): analisa interac¸o˜ es entre dispositivos bluetooth, fazendo varreduras peri´odicas e registrando essas interac¸o˜ es por meio de um c´odigo de identificac¸a˜ o u´ nico, enviado a um servidor via rede GPRS3; – PLIM: framework baseado em posicionamento indoor, em que o dispositivo m´ovel que esteja no raio de ac¸a˜ o de um access point fixo pode ‘perguntar’ a ele sua posic¸a˜ o e calcular, com base no alcance m´edio do equipamento estacion´ario, sua posic¸a˜ o relativa. • Registo de Comunicac¸a˜ o: Consiste em registrar e analisar todos comunicac¸o˜ es realizadas entre os indiv´ıduos da rede social, qualquer que seja o meio: Mensageiros instantˆaneos, Telefone, VoIP, e email s˜ao exemplos..

(29) 2.4 Redes Sociais de M´ıdias Sociais. 28. 2.4 Redes Sociais de M´ıdias Sociais Por muitos anos, muitos sites ficaram famosos por seus conte´udos, que eram atualizados periodicamente por profissionais, algumas vezes chamados de webmasters. No entanto, com o tempo, a web se tornou uma plataforma participativa, atrav´es de ferramentas que permitiam que usu´arios comuns publicassem conte´udo na grande rede com grande facilidade. Blogs, wikis e podcasts s˜ao exemplos.. Rapidamente, uma grande variedade de ve´ıculos de informac¸a˜ o foram criados para tratar de uma grande variedade de temas, na internet. Alguns adquiriram pequeno n´umero de leitores e nenhuma receita - o que n˜ao representava um grande problema, pois o servic¸o (blog por exemplo) e´ gratuito e de f´acil atualizac¸a˜ o. Outros atra´ıam multid˜oes de internautas, e fundaram suas pr´oprias empresas que faturavam, principalmente atrav´es de an´uncios publicit´arios estampados em seus sites.. E os internautas leitores que outrora consumiam informac¸a˜ o apenas de sites tradicionais, comec¸aram a consumir informac¸o˜ es de uma variedade de sites muito maior. Passou a ser comum para muitos, encontrar sites de amigos e colegas. As pessoas passaram a compartilhar mais entre si. As pessoas passaram a se relacionar mais entre si, na internet.. N˜ao demorou muito para aparecer o problema da superlotac¸a˜ o de informac¸a˜ o publicada na internet, que dificulta a pesquisa de informac¸o˜ es relevantes. Era preciso buscar uma forma de facilitar a tarefa do usu´ario de encontrar informac¸o˜ es relevantes. Para atacar este problema, alguns sites passaram a permitir que seus leitores descrevessem as m´ıdias publicadas atrav´es de etiquetas (tags), avaliassem as informac¸o˜ es atrav´es de notas (muitas vezes com ’estrelinhas’), e deixassem coment´arios sobre as informac¸o˜ es para outros leitores.. Dessa forma, o usu´ario pode verificar: (1) se um determinado conte´udo e´ popular, atrav´es das avaliac¸o˜ es de outros usu´arios; (2) sobre o que o conte´udo trata, atrav´es das etiquetas (tags) deixadas por outros usu´arios; (3) e ainda, outras informac¸o˜ es adicionais, colocadas atrav´es de coment´arios por outros usu´arios. Al´em disso, os respons´aveis pelos sites podiam obter feedback diretamente de seus internautas (clientes) e melhorar a qualidade suas m´ıdias..

(30) 2.4 Redes Sociais de M´ıdias Sociais. 29. A combinac¸a˜ o de novas tecnologias que facilitaram a publicac¸a˜ o de conte´udo na web por usu´arios comuns com uma nova forma de lidar com os ’clientes’ ajudaram para o surgimento crescimento de grandes comunidades que compartilham informac¸a˜ o. Muitos desses sites tamb´em incluem func¸o˜ es que permitem seus usu´arios registrar seus relacionamentos com outros usu´arios, estabelecendo redes sociais, e nesse caso, eles s˜ao chamados de redes sociais de m´ıdias sociais.. 2.4.1 Exemplos As redes sociais de m´ıdias sociais compreendem alguns dos sites mais acessados do mundo. Em geral, eles se especializam em algum tipo de m´ıdia como m´usicas, v´ıdeos, textos ou simplesmente links. Veja a seguir, alguns exemplos. Youtube. Figura 2.3: Printscreen de um v´ıdeo sendo reproduzido na p´agina do youtube..

(31) 2.4 Redes Sociais de M´ıdias Sociais. 30. O Youtube (YOUTUBE, 2008), e´ um site que permite que seus usu´arios enviem, compartilhem e assistam v´ıdeos em formato digital. Al´em disso, tamb´em e´ poss´ıvel descrever, avaliar e comentar sobre os v´ıdeos guardados no Youtube. Apesar de ser relativamente novo (surgiu em 2005), o Youtube j´a alcanc¸a marcas incr´ıveis: S˜ao 70 milh˜oes de v´ıdeos (Marc¸o 2008).. O Youtube realiza recomendac¸o˜ es de v´ıdeos em quase todas as suas p´aginas. Na p´agina inicial, onde o site estampa links para os v´ıdeos mais vistos recentemente. E ainda, se o usu´ario estiver autenticado, o youtube recomenda v´ıdeos de acordo com o perfil dele. J´a na p´agina de visualizac¸a˜ o de v´ıdeo, como mostrado na figura 2.3, o youtube exibe v´ıdeos relacionados ao v´ıdeo que est´a sendo reproduzido naquela p´agina. Delicious O Delicious (DELICIOUS, 2008), j´a apresentado na sess˜ao da web2.0, e´ uma rede social de m´ıdias sociais onde as m´ıdias s˜ao links que representam sites adotados como favoritos pelos seus usu´arios.. Figura 2.4: Janela de di´alogo para adic¸a˜ o de novo bookmark e o bot˜ao do navegador (destacado em um c´ırculo vermelho).

(32) 2.4 Redes Sociais de M´ıdias Sociais. 31. Ele oferece um servic¸o on-line que permite que vocˆe adicione, compartilhe e pesquise bookmarks sobre qualquer assunto. Para facilitar a adic¸a˜ o de um bookmark no delicious, existe um bot˜ao que pode ser instalado no navegador. Quando o usu´ario encontra uma p´agina na web e deseja adicion´a-la aos seus favoritos no delicious, ele clica neste bot˜ao (que tamb´em e´ chamado de bookmarklet). Ent˜ao, o navegador abre uma janela de di´alogo para que o usu´ario descreva o bookmark, atrav´es de tags e com um pequeno texto descritivo. A figura 2.4 exibe essa janela.. Em sua p´agina inicial, o delicious exibe uma lista ordenada das tags mais populares, ou seja, as tags que s˜ao mais citadas nos bookmarks registrados pelos usu´arios do delicious. Atrav´es dessa lista, e´ poss´ıvel ter uma id´eia sobre os assuntos mais populares em um determinado momento. Flickr Flickr (FLICKR, 2008) e´ uma aplicac¸a˜ o de gerenciamento e compartilhamento de fotos. No flickr, e´ poss´ıvel enviar fotos atrav´es de um computador pessoal ou por um aparelho celular equipado com uma cˆamera, organizar colec¸o˜ es de fotos em a´ lbuns, descrever as fotos e os a´ lbuns com etiquetas, indicar amigos, criar grupos, marcar num mapa indicando o local onde as fotos foram tiradas, e ainda outras func¸o˜ es. Last.fm Last.fm (LASTFM, 2008) (figura 2.5) e´ a rede social de m´ıdias sociais especializado em m´usicas. Com uma grande varieadade de possibilidades que o last.fm concede a` seus usu´arios, o last.fm funciona fundamentalmente como uma estac¸a˜ o de r´adio online e uma grande enciclop´edia livre sobre artistas musicais.. De forma semelhante a` wikipedia, o last.fm permite que os usu´arios descrevam os artistas com pequenos textos e com tags. O mesmo pode ser feito com os a´ lbuns e com as faixas.. Tamb´em e´ poss´ıvel reproduzir m´usicas atrav´es do Last.fm, sendo que cada reproduc¸a˜ o de m´usica realizada por um usu´ario e´ utilizada para alimentar o seu perfil no Last.fm. Desta forma, torna-se poss´ıvel para o sistema, conectar os usu´arios que possuem gostos parecidos, e recomendar m´usicas de acordo com o gosto musical de cada um..

(33) 2.4 Redes Sociais de M´ıdias Sociais. 32. Figura 2.5: P´agina de exibic¸a˜ o de fotos de um usu´ario do Flickr Existem outras func¸o˜ es interessantes como a formac¸a˜ o de grupos de usu´arios, recomendac¸a˜ o pessoal de m´usicas para amigos e relat´orios sobre m´usicas e artistas mais escutados. Mas o destaque fica para o poderoso sistema de recomendac¸a˜ o autom´atico de m´usicas. Reddit O Reddit (REDDIT, 2008) (figura 2.6) e´ uma rede social de m´ıdias sociais onde as m´ıdias s˜ao not´ıcias. Reddit e´ apenas um dos muitos sites dessa categoria de redes sociais de m´ıdias sociais.. Essa categoria de redes sociais, chamada de agregadores de not´ıcias sociais, al´em de ocuparem um importante posto perante a` atenc¸a˜ o dos usu´arios de redes sociais, representa um grande passo na evoluc¸a˜ o do webjornalismo. Os agregadores sociais de not´ıcias receberam atenc¸a˜ o especial no cap´ıtulo 5..

(34) 2.5 Redes Sociais de Relacionamento. 33. Figura 2.6: P´agina do Last.fm sobre a banda Foo Fighters. 2.5 Redes Sociais de Relacionamento Uma outra categoria de redes sociais s˜ao as redes sociais de relacionamento. Ao contr´ario das redes sociais de m´ıdias digitais, as redes sociais de relacionamento tem como objetivo principal permitir que as pessoas mantenham contato com seus amigos, colegas e familiares. Apesar disso, tamb´em e´ poss´ıvel compartilhar m´ıdias nas redes sociais de relacionamento.. 2.5.1 Exemplos Existem v´arias redes sociais de relacionamento, e algumas delas cont´em grande quantidade de usu´arios pelo mundo todo. Em geral, as redes sociais de relacionamento possuem v´arias func˜oes em comum. Facebook O Facebook (figura 2.7) e´ um website de relacionamento social lanc¸ado em 4 de fevereiro de 2004 fundado por Mark Zuckerberg, um ex-estudante de Harvard (KNOPFLER, 2008). Atualmente o Facebook conta com mais de 150 milh˜oes usu´arios em cerca de 70 pa´ıses..

(35) 2.5 Redes Sociais de Relacionamento. 34. Figura 2.7: P´agina Inicial do Reddit Facebook possui as func¸o˜ es cl´assicas das redes sociais, como mural de recados, a´ lbum de fotografias e de v´ıdeos, entre outras. Mas o recurso que chama mais atenc¸a˜ o chama-se Facebook platform, criado em 2007. O Facebook platform inclui um framework para desenvolvedores, que podem ser quaisquer usu´arios do Facebook, criarem aplicac¸o˜ es que interajam com os recursos internos do Facebook. Dessa forma, abriu-se a possibilidade de os pr´oprios usu´arios criarem novas ferramentas para potencializar a socializac¸a˜ o dentro do Facebook. Atualmente, 140 novas aplicac¸o˜ es s˜ao criadas por dia atrav´es do Facebook platform, e j´a existem mais de 52000 aplicac¸o˜ es. Orkut O orkut (ORKUT, 2008) (figura 2.8) e´ uma rede social que conta com aproximadamente 60 milh˜oes (wikip´edia,2008), e de acordo dados demogr´aficos oficiais do pr´oprio site mais de 50% dos usu´arios s˜ao brasileiros.. At´e o final do ano de 2008 se mant´em na lideranc¸a da lista de redes sociais mais utilizadas por brasileiros e constantemente aparece em jornais de grande express˜ao nacional, sendo este a principal justificativa em sua escolha.. Assim como o Facebook, o Orkut tamb´em possui a su´ıte de func¸o˜ es cl´assicas das redes sociais. Com o lanc¸amento do Facebook platform, o orkut e outras redes socias de relacionamento passaram a ficar um patamar abaixo do Facebook. Mas em 2008, o Google, mantenedor.

(36) 2.6 Conclus˜oes. 35. Figura 2.8: P´agina do facebook sobre um usu´ario do orkut, lanc¸ou OpenSocial.. O servic¸o OpenSocial define uma API comum para desenvolver aplicativos sociais que ir˜ao funcionar em diversos sites. Elas possibilitam que os desenvolvedores criem aplicativos utilizando JavaScript e HTML padr˜ao para acessar amigos de uma rede social e atualizar feeds (OpenSocial, 2009). Dentre os sites que aderiram ao OpenSocial, est˜ao, al´em do orkut, outras redes sociais de relacionamento como hi5, myspace, friendster, linkedInd entre outras.. 2.6 Conclus˜oes Todos n´os temos nossas redes sociais particulares, mas n˜ao temos uma boa percepc¸a˜ o sobre elas. As redes sociais virtuais nos ajudam a descobrir oportunidades escondidas, especialmente em relacionamentos indiretos. Al´em disso, as redes sociais virtuais podem fornecer visualizac¸o˜ es que permitem realizac¸o˜ es de an´alises sobre quem interagem com quem em suas organizac¸o˜ es, antes de executar um procedimento de cunho social, como por exemplo, formar equipes..

(37) 2.6 Conclus˜oes. 36. Figura 2.9: P´agina do orkut do perfil de um usu´ario Um aspecto que chama atenc¸a˜ o nas redes sociais de relacionamento e de m´ıdias sociais e´ a presenc¸a marcante dos sistemas de recomendac¸a˜ o. Esses sistemas atuam recomendando amigos e m´ıdias para os usu´arios das redes sociais..

(38) 37. 3. Sistemas de Recomendac¸a˜ o. Fazem parte de nosso cotidiano situac¸o˜ es nas quais precisamos de fazer escolhas mesmo sem ter experiˆencia suficiente sobre as alternativas. Nesse caso, muitas das vezes, usamos recomendac¸o˜ es de outras pessoas, para realizar as escolhas. Tais recomendac¸o˜ es chegam a n´os atrav´es de diversas formas: conversas, cartas de recomendac¸a˜ o, revis˜oes de filmes, enquetes e outros meios de recomendac¸a˜ o.. Segundo (RESNICK; VARIAN, 1997), os sistemas de recomendac¸a˜ o ajudam e potencializam este processo social. Em um sistema de recomendac¸a˜ o t´ıpico, as pessoas fornecem recomendac¸o˜ es como inputs, os quais o sistema agrega e direciona para outros usuarios adequadamente.. Os sistemas de recomendac¸a˜ o est˜ao fortemente inseridos no contexto da distribuic¸a˜ o de informac¸a˜ o em espac¸os virtuais coletivos, por buscar levar a informac¸a˜ o para quem ela e´ relevante. Por este motivo, a inclus˜ao de um sistema de recomendac¸a˜ o na RSN foi considerado pertinente.. O objetivo deste cap´ıtulo e´ levantar os principais aspectos relacionados aos sistemas de recomendac¸a˜ o para viabilizar uma implementac¸a˜ o consciente de um sistema desta categoria na RSN.. 3.1 Gerac¸a˜ o e Manutenc¸a˜ o de Perfil de Usu´ario Para que se possa recomendar itens a um usu´ario, e´ necesess´ario ter conhecimento sobre quem e´ este usu´ario. Por isso, capturar e armazenar seus dados pessoais torna-se uma tarefa importante. O conjunto de dados pessoais registrados sobre um usu´ario forma o perfil deste usu´ario..

(39) 3.1 Gerac¸a˜ o e Manutenc¸a˜ o de Perfil de Usu´ario. 38. Adaptar o perfil do usu´ario tamb´em e´ uma tarefa muito importante, uma vez que o gosto do usu´ario muda com o tempo. Desta forma, a manutenc¸a˜ o de perfil de usu´ario aparece como uma pr´atica essencial para a regularidade da eficiˆencia de um sistema de recomendac¸a˜ o.. A gerac¸a˜ o do perfil do usu´ario demanda uma coleta pr´evia de dados correspondentes ao usu´ario, enquanto a manutenc¸a˜ o do perfil demanda o monitoramento do comportamento dos agentes dentro do sistema. Segundo (REATEGUI; CAZELLA, 2005), e´ poss´ıvel coletar dados para formac¸a˜ o do perfil do usu´ario de forma impl´ıcita e/ou de forma expl´ıcita. Ambas modalidades s˜ao descritas nas subsess˜oes a seguir.. 3.1.1 Coleta expl´ıcita de dados de Usu´ario Na coleta expl´ıcita de dados, o sistema fornece um formul´ario, atrav´es do qual o usu´ario pode informar seus dados, como por exemplo, seus interesses, sua idade, sexo, enderec¸o, etc. A figura 3.1 exibe um formul´ario de coleta de dados sobre os interesses do usu´ario.. Esta modalidade de coleta de dados de usu´ario apresenta desvantagens relacionadas a` possibilidade de o usu´ario n˜ao fornecer dados, ou fornecer dados incorretos sobre si mesmo. Isso ocorre porque o usu´ario pode pensar que est´a prezando por sua seguranc¸a ao n˜ao informar seus dados pessoais a um sistema desconhecido por ele, ou porque o usu´ario simplesmente n˜ao sabe informar corretamente alguns dados, como seus interesses por exemplo.. Esta desvantagem e´ ainda mais acentuada quando estamos nos referindo a` adaptac¸a˜ o de perfil de usu´ario. Ora, se o usu´ario tem resistˆencia em informar o seu perfil uma vez, ent˜ao ele possuir´a resistˆencia maior em informar o seu perfil mais de uma vez.. Algumas soluc¸o˜ es como determinac¸a˜ o de n´ıveis de privacidade no sistema, e estrat´egias para motivar o usu´ario a informar seus dados corretamente, servem para amenizar este problema, e s˜ao mais discutidas na sec¸a˜ o 4.3..

(40) 3.1 Gerac¸a˜ o e Manutenc¸a˜ o de Perfil de Usu´ario. 39. Figura 3.1: Formul´ario de coleta de dados sobre os interesses do usu´ario. 3.1.2 Coleta impl´ıcita de dados de Usu´ario Na modalidade impl´ıcita, atrav´es de ac¸o˜ es do usu´ario infere-se informac¸o˜ es sobre suas necessidades e preferˆencias. Por exemplo, armazenando-se dados de navegac¸a˜ o do usu´ario (p´aginas consultadas, produtos visualizados, etc) e´ poss´ıvel detectar que ele se interessa por Design e Turismo (REATEGUI; CAZELLA, 2005).. Atrav´es desta t´ecnica, e´ poss´ıvel conhecer melhor a preferˆencia dos usu´arios sem que eles tenham que fornecer informac¸o˜ es explicitamente, e em seguida utilizar estes dados para fazer recomendac¸o˜ es.. E´ muito comum a utilizac¸a˜ o de ambas modalidades de coleta de dados, impl´ıcida e expl´ıcita. Em particular, destaca-se a abordagem que utiliza uma coleta de dados expl´ıcita para gerac¸a˜ o de um perfil de usu´ario inicial, e coleta de dados impl´ıcita para manutenc¸a˜ o do mesmo perfil..

(41) 3.2 Explorac¸a˜ o de Perfil de Usu´ario. 40. APML Suas atividades em um computador pode ser uma base valiosa para que sistemas construam um perfil para vocˆe, e consequentemente melhor te atender, principalmente atrav´es de recomendac¸o˜ es.. APML e´ nada mais do que um padr˜ao XML pr´oprio para registrar as suas atividades em um computador. Essas atividades podem ser sua navegac¸a˜ o na internet (tempo em que o usu´ario gastou em cada site, hist´orico do browser, hist´orico de compras online, e configurac¸o˜ es de preferencias em sites espec´ıficos), as m´usicas que vocˆe escuta, os documentos que vocˆe lˆe etc.... O conjunto dessas atividades registradas em um arquivo APML e´ chamada de “attention data” (dados de atenc¸a˜ o). Quando vocˆe presta atenc¸a˜ o em alguma coisa (e quando vocˆe ignora outra), dados s˜ao criados. Esta “attention data” e´ um valioso recurso que reflete seus interesses, suas atividades e seus valores.. A id´eia e´ que cada usu´ario tenha controle de seu “attention data”, ou seja, o perfil a partir do qual recomendac¸o˜ es s˜ao feitas, e escolher os sites para receber as recomendac¸o˜ es, como Digg ou Amazon.. 3.2 Explorac¸a˜ o de Perfil de Usu´ario Uma vez que os perfis de usu´arios est˜ao dispon´ıveis, ent˜ao e´ preciso explor´a-los para realizar as recomendac¸o˜ es. De acordo com a t´ecnica utilizada, as descric¸o˜ es dos items de recomendac¸a˜ o e o comportamento do usu´ario dentro do ambiente tamb´em podem ser considerados pelo sistema de recomendac¸a˜ o.. As pr´oximas sess˜oes descrevem t´ecnicas para explorac¸a˜ o de perfil de usu´ario e a figura 3.2 exibe um esquema que exibe os elementos envolvidos em cada t´ecnica, com eˆ nfase na filtragem colaborativa, a mais importante no sistema DoDi.. ´ 3.2.1 Filtragem por Conteudo Filtragem baseada em conte´udo e´ uma t´ecnica que realiza selec¸o˜ es baseadas na an´alise de conte´udo do itens e no perfil do usu´ario (HERLOCKER, 2000). No contexto de sistemas.

(42) 3.2 Explorac¸a˜ o de Perfil de Usu´ario. 41. Figura 3.2: Explorac¸a˜ o de perfil de usu´ario para recomendac¸a˜ o (MONTANER, 2003) de recomendac¸o˜ es, as t´ecnicas de filtragem baseada em conte´udo s˜ao utilizadas recomendar items a usu´arios de acordo com o n´ıvel de correlac¸a˜ o do conte´udo das descric¸o˜ es dos items de recomendac¸a˜ o com o conte´udo dos perfis dos usu´arios.. Nesta abordagem, os items s˜ao recomendados quando eles s˜ao similares a items que o usu´ario gostou no passado. Os perfis dos usu´arios s˜ao alimentados com os conte´udos das descric¸o˜ es dos items que ele manifesta gostar, dentro do sistema e cada usu´ario opera independentemente (MONTANER, 2003).. Uma das t´ecnicas muito utilizadas na filtragem por conte´udo e´ a indexac¸a˜ o de frequˆencia de termos (HERLOCKER, 2000). Neste tipo de indexac¸a˜ o, informac¸o˜ es dos documentos e necessidades dos usu´arios s˜ao descritas por vetores com uma dimens˜ao para cada palavra que ocorre na base de dados. Cada componente do vetor e´ a freq¨ueˆ ncia que uma respectiva palavra ocorre em um documento ou na consulta do usu´ario. Claramente, os vetores dos documentos que est˜ao pr´oximos aos vetores da consulta do usu´ario s˜ao considerados os mais relevantes para ele..

(43) 3.2 Explorac¸a˜ o de Perfil de Usu´ario. 42. Outros exemplos de tecnologias aplicadas para filtragem baseada em conte´udo s˜ao ´ındices de busca booleana, onde a consulta constitui-se em um conjunto de palavras-chave unidas por operadores booleanos (REATEGUI; CAZELLA, 2005 apud HERLOCKER, 2000) ; sistemas de filtragem probabil´ıstica, onde racioc´ınio probabil´ıstico e´ aplicado para determinar a probabilidade que um documento possui de atender as necessidades de informac¸a˜ o de um usu´ario; e interfaces de consultas com linguagem natural, onde segundo o autor as consultas s˜ao colocadas em sentenc¸as naturais (HERLOCKER, 2000).. A abordagem de filtragem por conte´udo possui v´arias lacunas (MONTANER, 2003): • Ela e´ baseada em informc¸o˜ es objetivoas sobre os items. No entanto, selecionar entre um item ou outro e´ mais baseado em atributos subjetivos do item. Portanto, esses atributos, que influenciam melhor a escolha dos usu´arios, n˜ao s˜ao levados em conta. • N˜ao possui m´etodos para gerar descobertas serendipitosas. O sistema recomenda mais o que o usu´ario j´a viu e indicou gostar. Quando o sistema consegue apenas recomendar items com pontuac¸a˜ o maior em relac¸a˜ o a um perfil de usu´ario, o usu´ario fica restrito a visualizar items similares a aqueles j´a avaliados.. 3.2.2 Filtragem Demogr´afica A filtragem demogr´afica e´ um m´etodo que utiliza a descric¸a˜ o de um indiv´ıduo para aprender o relacionamento entre um item em particular e o tipo do indiv´ıduo que poderia vir a se interessar (MONTANER, 2003). Na maioria das vezes a descric¸a˜ o do indiv´ıduo e´ registrada como uma lista de interesses nos quais ele se interessa.. Como exemplo, Montaner cita em (MONTANER, 2003) o m´etodo implantado por Krulwich (KRULWICH; BURKEY, 1996) em LifeStyle Finder onde e´ utilizado um sistema demogr´afico denominado PRIZM da Claritas Corporation. Este sistema tem o objetivo de dividir a populac¸a˜ o americana em 62 agrupamentos demogr´aficos de acordo com seus hist´oricos de compra, caracter´ısticas referentes ao tipo de vida e respostas a pesquisas.. A filtragem demogr´afica possui duas lacunas(MONTANER, 2003): • Ela e´ baseada na generalizac¸a˜ o dos interesses dos usu´arios, e ent˜ao o sistema recomenda os mesmos items para pessoas com perfis demogr´aficos similares. Como todo usu´ario e´.

(44) 3.2 Explorac¸a˜ o de Perfil de Usu´ario. 43. u´ nico, essas recomendac¸o˜ es provam ser muito gen´ericas. • N˜ao fornece qualquer adaptac¸a˜ o em relac¸a˜ o a` s mudanc¸as dos interesses dos usu´ario.. 3.2.3 Filtragem Colaborativa O primeiro sistema de recomendac¸a˜ o proposto foi o Tapestry (RESNICK; VARIAN, 1997), seus idealizadores criaram a express˜ao “filtragem colaborativa”, termo que usaram para referenciar um sistema espec´ıfico capaz de filtrar conte´udos se utilizando de aux´ılio humano, ou seja, colaborac¸a˜ o entre grupos de interessados.. Filtragem Colaborativa utiliza o feedback de um conjunto de indiv´ıduos sobre um conjunto de items para realizar as recomendac¸o˜ es, e ignoram o conte´udo dos items (MONTANER, 2003) e dos perfis dos usu´arios.. A grande vantagem deste m´etodo e´ justamente n˜ao depender do conte´udo das descric¸o˜ es dos items e dos conte´udos dos perfis de usu´arios, superando o problema dos conte´udos incompletos, imprecisos ou inexistentes.. Segundo Herlocker (HERLOCKER, 2000), os primeiros sistemas de filtragem colaborativa requeriam usu´arios para especificar o relacionamento de predic¸a˜ o entre suas opini˜oes, ou de modo expl´ıcito indicar os itens de interesse. Por´em, em seguida estes sistemas automatizaram todo o procedimento atrav´es da colec¸a˜ o das pontuac¸o˜ es dos itens pelos usu´arios.. Um usu´ario de um sistema de filtragem colaborativa deve portanto pontuar cada item experimentado, indicando o quanto este item casa com sua necessidade de informac¸a˜ o. Alguns sistemas, no entanto, permitem apenas que o usu´ario manifeste-se favor´avel a um item, ou n˜ao manifeste-se favor´avel, denotando indiferenc¸a, sem a possibilidade de um meio termo.. Sistemas de filtragem colaborativa simples apresentam para o usu´ario uma m´edia de pontuac¸o˜ es para cada item com potencial de interesse. Esta pontuac¸a˜ o permite ao usu´ario descobrir itens que s˜ao considerados de interesse pelo grupo e evitar os itens que s˜ao considerados de pouco interesse. Sistemas mais avanc¸ados descobrem de maneira autom´atica relac¸o˜ es entre usu´arios (vizinhos mais pr´oximos), baseado na descoberta de padr˜oes comuns de comportamento (REATEGUI; CAZELLA, 2005)..

Referências

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