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Administração Pública — Custos. Racionalização

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Administração Pública —

Custos. Racionalização

ELIAS MOACY DE OLIVEIRA FREITAS Técnico de Adm inistração. Da Assessoria Especial da Presidência da República

SUMARIO: I. INTRODUÇÃO — II. CUSTOS — Distorções. Per­ centagem sôbre a receita. Variáveis. Tendências. — III. RACIONALI­ ZAÇÃO — Legislação e sua defasagem. Novas concepções de or­ ganização. Extensão aos demais Podêres da União. IV. PLANE­ JAMENTO E ANÁLISE — Sistema de Organização e Métodos, sua constituição e finalidade. Levantamento dos sistemas de atividades- meio. — V. CONCLUSÕES.

I. INTRODUÇÃO

C o g ita o pre se n te e studo de um sistem a de o rg a n iza çã o CaPaz de prom over, a um só tem po, o a p e rfe iço a m e n to do p ro ­ cesso de to m a d a de d e cisã o e a ra cio n a liz a ç ã o dos cu sto s ad­ m in istra tivo s dos p o d ê re s da U nião em to d o s os níveis (cu ja te n d ê n cia a sce n sio n a l vem in ve rte n d o os p ró p rio s fin s do E sta d o ).

É n e ce ssá rio d is c u tir, com franqueza , se a R eform a A d m i- ^istra tiva , tal co m o re g ulam en tada, revela a p tid ã o de s itu a r o enôm eno dos c u sto s em suas p ro p o rç õ e s devidas, ou de prepa- rar terreno, c o rrig in d o a m á quina e sta ta l, para as c re sce n te s nece ssidade s de in fo rm á tic a .

A d m ite-se, a título de d iagn ó stico da in o p erân cia dos meios, a le g is la ç ã o da re fo rm a não a ju sta ra ain d a à p e rs p e c tiv a a cional as novas c o n c e p ç õ e s de o rg a n iza çã o que perm item

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o e m prego e fic ie n te da autom ação e, p o r co n se g u in te , a con­ secução, a m édio prazo, d aque les o b je tiv o s .

S eria, assim , co n ve n ie n te e x a m in a r desde logo a p o ssib i­ lid a d e de e fe tu a r as c o rre ç õ e s de ordem n o rm a tiva nos in stru ­ m entos p e rtin e n te s, a saber: a) in tro d u ç ã o do p rin c íp io do tra ­ ta m e n to in te g ra d o dos dados de in fo rm a çã o (nova concepçã o de o rg a n iza çã o ) entre os c a p itu la d o s no D e cre to -le i n9 2 0 0 /6 / e le g is la ç ã o su b se q ü e n te ; b) in s titu iç ã o do S istem a de O rga­ nização e M étodos (om isso na R eform a), responsável pela a p li­ ca çã o do p rin c íp io e pela p ró p ria R eform a; e c) extensão aos P odêres L e g is la tiv o e J u d ic iá rio , no que lhes fôssem a p lic á ­ veis, dos p rin c íp io s fu n d a m e n ta is da R eform a (in c lu s iv e o no­ vo), tal co m o o fêz o A l 8 /6 9 em re la çã o aos E stados-M em bros. S em elhan te filo s o fia de ação d e ce rto im p rim iria à A d m i­ n is tra ç ã o P ú b lic a um p rocesso de re o rg a n iza çã o m ais c o n ^ '” zente com as e x ig ê n c ia s d in â m ic a s e e s tru tu ra is do ^ sta<\

m oderno, ele m e n to d e c is iv o na p ro m o çã o do desenvolvim en e c o n ô m ic o e s o c ia l.

A re o rg a n iza çã o e n c a ra ria a e s tru tu ra e a fu n c io n a lid a d e co m o fa to re s in te rd e p e n d e n te s e in d is s o c iá v e is . A e stru tu r to rn a r-s e -ía leve, co n sta n d o , b à sicam ente , da P re sid ê n cia a R e pública , dos M in is tro s (sem a c a rg a de tra b a lh o b u ro c ra tic que h o je c a ra c te riz a , na p rá tica , um Ministério), de um BanC. de Dados, que a te n d e ria a co n s u lta s de to d o s os níveis de ° eC são, e de te rm in a is e le trô n ic o s nos M in isté rio s, para process'< m entos e s p e cífico s, in te rlig a d o s ao Banco de D ados e sujei à o rie n ta ç ã o n o rm a tiva e à s u p e rvisã o té c n ic a do ó rg ã o ce tra i de O rg a n iza çã o e M é to d o s .

A fu n c io n a lid a d e s e ria assegurada, s o b re tu d o , p o r dois fa^ tô re s : lin g u a g e m com um , c o ro lá rio im e d ia to do P rin c .'Pl0 nCj0 tra ta m e n to in te g ra d o dos dados de in fo rm a çã o , p ro p o rc io n a ^ a se q ü ê n c ia de o p e ra çõ e s de um s e to r ou M in is té rio a o com um m ínim o de in te rve n çã o hum ana e re p ro d u ç ã o ™a n s jS.! e m e to d o lo g ia com um a to d o s ou pelo m enos a m a io ria dos tem as de a tiv id a d e s a d m in is tra tiv a s .

A in d a em m ais breves p a la vra s: o B anco de D ados c0^ f 1. tu iria a m e m ó ria ce n tra l, c e n tro nervoso da A d m in is tra ç a 0 ’ 0 te n d o a m assa dos da d o s de in fo rm a çã o , a tu a liza d a se^ j najs; au to m à tica m e n te , em v irtu d e da in te rlig a ç ã o co m os te r s do e os te rm in a is , p o r seu tu rn o , seriam os b ra ç o s e x e cu to r p ro ce ssa m e n to e s p e c ífic o (pessoal, trib u to s , o rça m e n to ,

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ta b ilid a d e , e sta tística , e tc .) A d equa do sistem a de te le c o m u n i­ cações c o m p le ta ria o esquem a.

T er-se-ia, dessa form a, um a e s tru tu ra capaz de a tende r às funções e sta ta is com m aior e fic iê n c ia e sob o m ais b aixo custo relativo e de ensejar, no m esm o passo, o m áxim o de ra c io n a ­ lidade ao p rocesso d e c is ó rio . A re fo rm a a d m in is tra tiv a e a m udança da C apital da União, am bas em curso, asseguram c o n ju n tu ra favorável às d ire triz e s p re co n iza d a s.

Não a lim e n ta êste tra b a lh o , en tre ta n to , a ve le id a d e de apre­ sentar c o n c e p ç ã o in te g ra l e p la n e ja d a em p ro b le m a dessa m ag­ nitude, que necessà ria m e n te dem anda análises m ais a p ro fu n ­ dadas; p re te n d e tão -sò m e n te c o n trib u ir, com a lguns subsídios, Para sua d iscu ssã o e e q u a cio n a m e n to , com a u rg ê n cia que im- Põem os te m p o s m o d e rn o s.

A autom ação dos tra b a lh o s a d m in is tra tiv o s de info rm a çã o e re g is tro c o n s titu i tem a da m a io r atua lid a d e , assim com o a te c n o lo g ia dos c o m p u ta d o re s fig u ra entre as p rin c ip a is c a ra c ­ te rística s da c iv iliz a ç ã o c o n te m p o râ n e a . C ada Estado terá que d ilig e n c ia r inexo rà ve lm e n te , sob pena de irre cu p e rá ve l defasa- 9em, os re cu rso s fís ic o s e hum anos indisp e n sá ve is a êste nôvo Período h is tó ric o . Com tal estado de e s p írito e aquelas ressal­ vas, segue-se a p a rtic u la riz a ç ã o da m a té ria .

II. OS CUSTOS F lagrantes são as d is to rç õ e s no custo de fu n cio n a m e n to da A d m in is tra ç ã o P ú b lic a . T a re fa s e a tividade s, das m ais v a ­ cadas e sp é cie s e nos d ive rso s níveis b u ro c rá tic o s , du p lica m -se , rePetem-se, a cu m u la m -se ; se rviço s o p e ra c io n a is com uns, que bem p o d e ria m e sta r c e n tra liz a d o s , dispersam -se ao longo dos setores e não raro uns d e fro n te dos o u tro s ; fu n çõ e s de in fo r­ mação, c o m p re e n d e n d o dados, re la tó rio s e re g istro s, assim com o de a rq u iva m e n to ou m em ória, m u ltip lic a m -s e e se re p ro ­ duzem, em su p e rp o s iç õ e s d esorden adas, através de tô d a a 9am a da e s tru tu ra go ve rn a m e n ta l, não im p o rta a fin a lid a d e , 'd e n tid a d e ou c o rre la ç ã o dos re sp e ctivo s e le m e n to s. Um sim - Ples p ro ce ssa m e n to envolve s e q ü ê n cia in u sita d a de passos.

A ca d a d e p a rta m e n ta liza çã o , c ria ç ã o de S e cre ta ria , D epar­ tam ento, D ivisão ou Seção, seja um m ero g ru p o de tra b a lh o , c orrespond e, im p la cà ve lm e n te , tal p ro ce sso a g re g a tivo de custos e d e s p e rd íc io de re cu rso s fís ic o s e hu m a n o s. T rata-se de qua d ro c o rre n te êsse que, e m b o ra acessível à observação menos a fe ita e c o n d e n á ve l no consenso geral, vem c o n d u zin d o

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a inexorável h ip e rtro fia dos m eios de que d ispõe o Estado para a realização de seus le g ítim o s fin s .

O fenô m e n o a tin g e p ro p o rç õ e s notáveis, d ir-s e -ia alarm an­ tes, se a p re cia d o no co n te x to geral dos P odêres da U nião e dos dive rso s níveis de govêrno ou atuação do se to r p ú b lic o . Sua avaliação c o n tá b il, e n tretanto, é d ifíc il, em v irtu d e da ine­ x is tê n c ia de ru b ric a s e s p e c ífic a s no plano de co n ta s: im p lic a ria um levantam en to s e le tivo de cu sto s ao longo de to d o o sistem a c o n tá b il, o que seria, de resto, o cio so , d ia n te da e v id ê n c ia dos fa to s que ressa lta a s im p le s a nálise q u a lita tiv a .

Para se te r id é ia de que o sistem a atual de co n ta s não e xp rim e pro n ta m e n te , em sua p le n itu d e , o cu sto g lo b a l de fu n ­ c io n a m e n to a d m in is tra tiv o , basta a ce n tu a r que as despesas c o r­ rentes apenas abrange m cu s te io (pessoal, m aterial de consum o e e n ca rg o s d iversos) e tra n sfe rê n cia s, a b s tra in d o -se daquele g ru p o de d is p ê n d io s de igual natureza re la tivo a e d ifica çõ e s, e q u ip a m e n to s, in sta la çõ e s e m aterial p e rm a n e n te . Êste grupo é co m p u ta d o em despesas de ca p ita l, e m bora nada represente de in ve stim e n to s ve rd a d e ira m e n te re p ro d u tíve is no se n tid o do de se n vo lvim e n to e c o n ô m ic o e s o c ia l e se re fira de fa to a custeio.

No â m b ito da A d m in is tra ç ã o Federal, porém , o nível dês- ses gastos já pode ser c o n h e c id o sem m a n ip u la çõ e s esotéricas. É do d o m ín io p ú b lic o que o S en h o r M in is tro da Fazenda, em a lo c u ç ã o p ro n u n c ia d a na E scola de A s p ira n te s -a -O fic ia is , ao d e c la ra r que o G ovêrno é o p rin c ip a l p ro m o to r da inflaçao> rem ata e x p lic a tiv o — “ e c o n tin u a rá a sê-lo, e n q u a n to persis o déficit o rç a m e n tá rio e e n qua nto g a sta r 80% da re c e ita tr't> tá ria em despesas de pessoal e cu ste io da m á q u in a adm ini tra tiv a ” .

Não o b sta n te in te rfira m no p ro b le m a dos c u sto s d e s s a es^

p é c ie v a riá ve is im p o n d e rá ve is, co m o a in te rve n çã o da ? r ' e c o n ô m ic a e a esta tiza çã o , o fa to r m ais responsáve l será se d ú v id a o p o u co a p rê ço à ra c io n a liz a ç ã o a d m in is tra tiv a , Pre? d id a da d e te rm in a ç ã o de o b je tiv o s . N o u tro s tê rm o s : a ause c ia de p e rm a n e n te e in te g ra d a análise a d m in is tra tiv a .

No se to r p riva d o , p e lo s site m a s c o n v e n c io n a is de ° r® ^ a zação, o nde a m e n ta lid a d e e m p re sa ria l a in d a não desper ^ para a n e ce ssid a d e de a p lic a r ás a tiv id a d e s a d m in is tra tiv a s ^ té c n ic a s e m étodos de p la n ific a ç ã o g lo b a l bem su ce d id a s ^ in d ú s tria , a te n d ê n c ia dos g a sto s de fu n c io n a m e n to é eV jtaSi rem co m o b o la de neve, em ritm o m ais ve lo z que o das tece á d ado ite ra tiv a m e n te c o n firm a d o na p rá tic a . É líc ita , assi >

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e xtra p o la çã o para o se to r p ú b lic o mutatis mutandis, in clu sive quanto à re sp e ctiva te ra p ê u tic a : pla n e ja m e n to das a tivid a d e s com o um to d o .

III. R A C IO N A LIZA Ç Ã O Ora, ju sta m e n te c o n tra êsse estado de coisas, foram bai­ xados os D e cre to s-le is n.°s 200, 900 e 991, de 25 de fe ve re iro de 1967, 29 de sete m b ro e 21 de o u tu b ro de 1969, re s p e c tiv a ­ mente, d isp o n d o sôbre a o rg a n iza çã o da A d m in is tra ç ã o Fe­ deral e e sta b e le ce n d o d ire triz e s para a R eform a A d m in is tra tiv a . E a c o n s c iê n c ia da a m p litu d e do fenôm eno m anifesta-se nitid a m e n te na e d iç ã o do A to In s titu c io n a l n? 8, de 2 de a b ril de 1969. Ao P oder E xecutivo dos Estados, do D is trito Federal e dos M u n icíp io s de p o p u la çã o s u p e rio r a duzento s m il h a b ita n ­ tes a trib u iu -s e c o m p e tê n c ia para realizar, m ediante d e cre to , a re sp e ctiva re fo rm a a d m in is tra tiv a , obse rva d o s os p rin c íp io s fu n ­ dam entais a d o ta d o s para a A d m in is tra ç ã o Federal e sem aum en­ to das despesas de cu s te io de pessoal.

Mas a reform a, tal co m o re g ulam en tada, não revela a p tidão instrum ental para s itu a r em suas ju s ta s p ro p o rçõ e s o custo g lo ­ bal de fu n c io n a m e n to do Estado em tô d a a q uela la titu d e ; não contém fô rç a n o rm a tiva a fin a d a com os prob le m a s da autom a­ ção. N esta fre n te a in d a reinarão a p e rp le x id a d e e o desafio. A razão é sim ples, co m o se ve rá a seguir.

A re fo rm a de 1967 já s u rg ira defa sa d a em sua p ró p ria co n - cepção legal. Ao in c o rp o ra r, no a rtig o 69 do D e cre to -le i n? 200, os p rin c íp io s de o rg a n iz a ç ã o — pla n e ja m e n to , co o rd e n a çã o , d e sce n tra liza çã o , d e le g a çã o de c o m p e tê n c ia e c o n tro le P.os‘ tergara o p rin c ip a l dêles, fru to de re ce n te e vo lu çã o c ie n tífic a , mas e xatam ente aquêle que in d u z iria à revolução te c n o ló g ic a na b u ro c ra c ia , ao fa c u lta r o e fic ie n te e m prêgo da autom ação em q u a lq u e r nível, desde as e le m e n ta re s m áquinas de e s c ritó rio até aos m o d e rn o s co m p u ta d o re s u tiliz a d o s no d e se n vo lvim e n to e ap lica çã o dos m é to d o s de in fo rm á tic a , pesq u isa o p e ra cio n a l, Program ação lin e a r, sim u la ç ã o e análise de sistem as.

Trata-se do p rin c íp io do tra ta m e n to in te g ra d o dos dados de inform ação *, o qual, em lin h a s gerais, dem anda o p la n e ja ­ m ento g lo b a l das fu n ç õ e s b u ro c rá tic a s e o e sta b e le cim e n to de uma lin g u a g e m com um , a fim de in te g ra r, em um p ro ce sso geral,

V- FAIRBANKS, Ralph W., Successful Office Automation, Prentice-Hall, lnc'. N.J., 1956

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o tra b a lh o de cada se to r e de p o s s ib ilita r que as inform ações, dados, re g is tro s e dem ais elem entos, um a vez tra ta d o s na o ri­ gem, c irc u le m a u to m à tica m e n te , com um m ínim o de in te rve n ­ ção hum ana e re p ro d u çã o m anual, no cu rso de tô d a s as o p e ra ­ ções seguinte s, e m b o ra em d ife re n te s lo ca is, caso em que assum e a fo rm a de te le p ro ce ssa m e n to .

É um p rin c íp io nôvo, p o rq u e o riu n d o da observação de que as s im p lific a ç õ e s de ro tin a s p o r si sós não são capazes de pro- m over a ra p id e z e a e c o n o m ia da c irc u la ç ã o do tra b a lh o em tô d a a a d m in istra çã o , se q u e r no â m b ito do p ró p rio d e p a rta ­ m ento ou s e to r o nde co n se g u id a s. A lém disso, som ente foi possível após o advento da lin g u a g e m com um entre as m áqui­ nas, isto é, d e p o is da d e s c o b e rta do ca rtã o p e rfu ra d o , da fita de papel p e rfu ra d o , da fita m agnética, do ta m b o r m a g n é tico ou do d isco m a g n é tico . T ais e le m e n to s é que fa c u lta ra m não som ente a tra n sm issã o da in fo rm a çã o e dos re g istro s de um p o nto a o u tro , a u to m à tica m e n te , co m o a in d a o acesso se q ü e n cia l e m esm o a rb itrá rio a fic h á rio s e a rq u ivo s e le trô n ic o s .

A a p lic a ç ã o do p rin c íp io , m esm o sem m áquinas co m plexas, produz, e n tre o u tra s c o n se q ü ê n cia s, as se g u in te s: a) racionaM- dade m a io r no p ro ce sso de to m a d a de d e cisõ e s; b) lib e ra çã o dos re cu rso s hum anos para a sua área e s p e c ífic a e in su b sti­ tuível de p ro g ra m a çã o e pesquisas, a livia n d o o fu n c io n a lis m o cie ta re fa s re p e titiv a s e m e câ n ica s; c) c e n tra liz a ç ã o do processa­ m ento sem q u e b ra da re g ra de d e s c e n tra liza çã o da d ire çã o .

In clu íd o no e le n co dos c a p itu la d o s no a rtig o 6*? do D ecre­ to -le i n9 200/67 , te ria a u to m á tic a e fic á c ia n a cio n a l, de vez que os E stados e M u n icíp io s estão ju n g id o s ao A l 8 /6 9 , que, se­ g undo vim os, m anda p ro c e d e r a re fo rm a a d m in is tra tiv a com o b s e rv â n c ia d aque las d ire trize s. De sua a p lic a ç ã o aos PocJer® L e g is la tiv o e J u d ic iá rio e, s o b re tu d o , à A d m in is tra ç ã o Indire (que, nos tê rm o s do a rtig o 49 do m esm o D e c re to -le i n9 200, s e stende às S o cie d a d e s de E co n o m ia M ista, A u ta rq u ia s e sas P ú blicas), p o d e ria o cu p a r-se um a lei, de in ic ia tiv a de ca um a dessas áreas.

Q uanto ao m érito, ou m ais p re cisa m e n te q u a n to à c ° nVJ_ n iê n c ia e à o p o rtu n id a d e , a c o n ju n tu ra atual m anife sta -se to m ente fa vo rá ve l, g raças à im p la n ta çã o m esm a da re fo rm a a. n is tra tiv a e à m u d a n ça da C a p ita l da U nião p a ra B rasília, ta r ^ aliás, co rre la c io n a d a s , p o r fô rç a da Lei n9 5 .3 6 3 , de 3 jaS nove m b ro de 1967. Em tal c lim a já seriam p rà tica m e n te as fô rç a s a n ta g ô n ica s de in é rc ia ou re s is tê n c ia a inovações.

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IV. PLAN EJAM EN TO E A N Á LIS E É sa b id o que um siste m a de o rg a n iza çã o e m étodos (O & M) tem a fin a lid a d e básica de e stu d a r os p ro b le m a s de e s tru ­ tu ra e fu n c io n a m e n to da A d m in is tra ç ã o P ú b lic a co m o um to d o , ou, sim p lific a d a m e n te , de p la n e ja m e n to e a nálise o rg a n iz a c io ­ nal. É assim , p o r e xem plo, na a d m in is tra ç ã o inglêsa, onde, se­ gundo a d e s c riç ã o do “ B ritish S e le ct C o m m itte e on E stim a te s” , uma un id a d e de O & M deve a sse g u ra r o m áxim o de e fic iê n c ia no fu n c io n a m e n to da m áquina a d m in is tra tiv a e, m ediante a p lic a ­ ção adequ ada de m étodos c ie n tífic o s de o rg a n iza çã o , c o n s e g u ir e co n o m ia no cu sto da p ro d u çã o e na u tiliz a ç ã o da m ão-de-obra .

Na S uécia, igualm ente , ao S e rviço de O rg a n iza çã o do G o- vêrno cabem , e n tre outras, as se g u in te s fu n çõ e s: a) le va n ta ­ m ento p e rió d ic o e sis te m á tic o da o rg a n iz a ç ã o e m étodos de tra ­ balho de c a d a re p a rtiçã o , bem com o os que interessem ao ser­ viço g o vernam e ntal com o um to d o ; e b) assessoram en to e in fo r­ m ações sôbre p ro b le m a s de m a q u in a ria e e q u ip a m e n to s de e s critó rio .

E videnciam os dois e xe m p lo s que a fu n ç ã o de o rg a n iza çã o , a brange nte e d in â m ica , é n o rm a lm e n te in s titu c io n a liz a d a em Processo co n tín u o , regular, apto a id e n tific a r as causas de des­ perdício e redução da e fic iê n c ia . Não pode e xa u rir-se num a só reform a, p o r m ais p ro fu n d a que seja. Mas até a g o ra não se co n stitu iu o S iste m a de O rg a n iza çã o e M étodos, apesar de tra n s c o rrid o s q u a tro anos da d e fla g ra ç ã o dos tra b a lh o s da es- Pécie.

Os sistem as já c ria d o s com base no a rtig o 30 do D e cre to - ,ei n9 200/67 , o qual a trib u i ao P oder E xe cu tivo am plas p re rro - 9ativas a respeito, são apenas os s e g u in te s: a) p essoal; b) p la ­ nejam ento e o rç a m e n to ; c) a d m in is tra ç ã o fin a n c e ira , c o n ta b i­ lidade e a u d ito ria ; e d) e sta tística , tu d o c o n fo rm e levantam en to °o n sta n te do Q UADRO que se ju n ta , p o r c o n s titu ir fie l espe lh o das a tivid a d e s-m e io na A d m in is tra ç ã o Federal, m a té ria -p rim a Por e x c e lê n c ia das a tiv id a d e s de autom ação , que p o d e ria m ser su p e rvisio n a d a s pelo ain d a om isso S iste m a de O rg a n iza çã o e Métodos.

Êsse S iste m a c o n v iria , assim , ser im e d ia ta m e n te in stitu íd o , ^e m m aiores d ific u ld a d e s , m e d ia n te a b so rçã o dos se g u in te s 0 rgãos: a) E s c ritó rio C entral da R eform a A d m in is tra tiv a (ERA), criado pelo D ecreto n9 61 .3 8 3 , de 19 de setem bro de 1967, ao dual p o d e ria m ser c o n fia d a s as fu n ç õ e s de ó rg ã o c e n tra l; e b) ^o m is s ã o C e n tra l da R eform a A d m in is tra tiv a (CERAF), c ria d a

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pelo D ecreto n° 63.500 , de 30 de o u tu b ro de 1968, à qual se a trib u iria m as p re rro g a tiv a s co o rd e n a d o ra s. In s titu c io n a liz a r-s e - iam, em suma, as a tuais tarefas dêsses ó rg ã o s e sp e cia liza d o s de o rg a n iza çã o a d m in istra tiva .

É c la ro que o S iste m a deveria, a in d a e e sp e cia lm e n te , com ­ p re e n d e r: a) um Banco de Dados, ou m em ó ria ce n tra l, contend o as in fo rm a çõ e s e sse n cia is ao p rocesso de to m a d a de decisões; e b) ó rg ã o s se to ria is, ou agentes, disse m in a d o s p elos M in isté ­ rios, com te rm in a is e le trô n ic o s para pro ce ssa m e n to s esp e cífico s (ca d a stro de pessoal, im postos, in ve n tá rio s, o rça m e n to , etc.), segund o as necessida des, in te rlig a d o s ao Banco de Dados em re g im e a u to m á tic o de a lim e n ta çã o e co n su lta , esquem a êste, e n tre ta n to , que não e x c lu iria a rtic u la ç ã o com sim ila re s o rg a n i­ zações privadas.

E ntre suas fin a lid a d e s de pla n e ja m e n to e análise o rg a n iza ­ c io n a l, d e s ta ca r-se -ia m : a) im p la n ta çã o da R eform a A d m in is tra ­ tiva, co n s id e ra d o o advento da a u to m a çã o ; b) a p lic a ç ã o do p rin ­ c íp io de tra ta m e n to in te g ra d o dos dados de in fo rm a çã o em to ­ dos os níveis; c) assessoram en to e xclu sivo em m a té ria de au to ­ m ação a to d o s os ó rg ã o s do G ovêrno e em to d o s os p ro je to s de atos o fic ia is le g is la tiv o s e a d m in is tra tiv o s ; e d) tre in a m e n to de pessoal em in fo rm á tica , análise de sistem as, program açao , o p e ra çã o e o rg a n iza çã o e m étodos.

V . CONCLUSÕES

P ro cu ro u -se dem o n stra r, ao lon g o dêste estudo, c o m o sao

graves as d is to rç õ e s no cu sto de fu n c io n a m e n to da A d m in i - tra çã o P ública, o qual atin g e já a e xp re ssiva ta x a de

p o r ce n to de tô d a a renda trib u tá ria e te nde a e v o lu ir em rit m ais a ce le ra d o do que o da receita.

A R eform a A d m in is tra tiv a , p o r seu tu rn o e tal co m o re 9u lgr m entada, não p a re ce re ve la r a p tid ã o in stru m e n ta l para si sem e lh a n te fe nôm eno em suas ju s ta s dim ensões, s o b re tu d o P que, a b s tra in d o -s e das té c n ic a s e p rin c íp io s m odernos de ° 9 nização, não vem a in d a a te n ta n d o para a autom ação , resp im p e ra tiv a às c re sce n te s e x ig ê n c ia s do E stado-m ode rno.

A p rin c ip a l sugestão o fe re c id a co n siste , s u m ^ r ' am ? ^ ! f jo s , in s titu c io n a liz a ç ã o de um S iste m a de O rg a n iza çã o e c a |j- d e stin a d o à o rie n ta ç ã o norm a tiva , su p e rvisã o té c n ic a e fl jv0i zação e s p e c ífic a das a tiv id a d e s do gênero, m antendo, inc um B anco de Dados, a nível ce n tra l, in te rlig a d o a te rm in a trô n ic o s , a níveis p e rifé ric o s .

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A D M IN IS TR A Ç Ã O FEDERAL (D L 200/67)

Atividades-meio: Sistemas (Art. 30) — Quadro

\ ^ E s t r u t u r a S is te m a s ^ v , Ó rgãos C e n tra is (A rt. 30, § 19) ó rg ã o s S e to ria is (A gentes) Coordenação- Comissões (Art. 30, § 4?) Pessoal DASP P.R. (A rts. 32 e 115) ó rg ã o s de pessoal dos M in is té rio s (A rt. 115, P arágrafo ú n i­ co) C om issão de C o o rd e n a çã o do S iste m a de Pessoal (D. 66.222/70 e 6 7 .3 2 6 /7 0 ) P lanejam e nto e O rçam ento S e c re ta ria G e­ ral — M.P.C.G. (A rt. 23, § 39) S e cre ta ria s G erais dos demais M in is ­ té rio s C om issão de C o ordena ção de P lanejam e nto e O rça m e n to (D. 63.251/68) A d m in is tra ç ã o F inanceira, C o n ta b ilid a d e e A u d ito ria In s p e to ria Ge­ ral de F inan­ ças — M.F. (A rt. 23, § 39) In sp e to ria s G erais dos demais M in is ­ té rio s C om issão de C oo rd e n a çã o das Inspeto­ rias G erais de Finanças (D. 61.386/67) (D. 64.777/69) E sta tística IBGE M.P.C.G. (DL 161/67) R epresentantes dos u suários de e s ta tís tic a C om issão Na­ cio n a l de Pla­ nejam ento e N orm as Esta­ tística s (D. 6 1 .1 2 6 /6 7 ) S e rviço s G erais X X X

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