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®Características da Produção
de Energia Elétrica
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®HydroLab Engenharia e Consultoria
www.hydrolab.com.br
Manual de Características da Produção de Energia Elétrica.
Autores: Marcelo Augusto Cicogna e Secundino Soares Filho.
Dúvidas: [email protected]
Versão 1.1 atualizada em 6 de maio de 2005.
Índice
1
Sistemas Hidrotérmicos de Geração ... 5
1.1 Usinas Hidrelétricas ... 5
1.2 Reservatórios ... 7
1.3 Afluências ... 10
1.4 Defluência, Engolimento e Vertimento ... 12
1.5 Cota de Montante do Reservatório... 13
1.6 Cota do Canal de Fuga ... 14
1.7 Usinas Afogadas... 15
1.8 Altura de Queda ... 18
1.9 Conjuntos Turbina/Gerador... 20
1.10 Potência Máxima e Engolimento Máximo... 22
1.11 Rendimento de Uma Unidade Geradora ... 30
1.12 Função de Produção Hidráulica... 31
1.13 Usinas Termelétricas... 36
1 Sistemas Hidrotérmicos de Geração
Um sistema hidrotérmico de geração pode ser dividido em três partes: geração,
distribuição e consumo. A geração engloba as unidades responsáveis pela
produção de energia elétrica que pode ser hidrelétrica, quando resulta do
aproveitamento da energia de quedas hidráulicas, ou termelétricas, resultantes
da queima de combustíveis diversos como carvão, óleo, gás e urânio (fissão). A
transmissão de energia corresponde aos meios físicos de transporte (linhas de
transmissão e distribuição) que conduzem a energia das fontes geradoras até os
mercados consumidores. O consumo engloba as demandas de carga
(equipamentos e consumidores) que recebem e utilizam esta energia. Um
exemplo esquemático da relação entre as três partes pode ser visto na Figura 1.
Rede de Transmissão
Hidrelétrica Termelétrica
Centros de Carga
Figura 1. Esquema de um Sistema Hidrotérmico.
A seguir, faz-se um detalhamento das características e variáveis envolvidas na
descrição de usinas hidrelétricas e termelétricas, juntamente com a
exemplificação numérica destas características, com o objetivo de auxiliar a
compreensão dos componentes do modelo matemático e aumentar a
sensibilidade sobre a ordem de grandeza das variáveis descritas.
1.1 Usinas Hidrelétricas
Uma forma de energia renovável abundante na natureza é a energia potencial
hidráulica, resultante do aproveitamento de quedas d’água. O Brasil, dotado de
grandes bacias hidrográficas, possui uma quantidade muito grande de recursos
uma potência de 260 GW, dentre os quais encontram-se em operação 56.480
MW, em 1998.
O processo de geração de energia hidrelétrica baseia-se na transformação de
energia potencial hidráulica em energia elétrica. A energia potencial hidráulica é
obtida a partir do armazenamento de água em reservatórios ou lagos, através da
construção de uma obra de represamento. A água do reservatório é conduzida
sob pressão através de condutos forçados até o conjunto de turbinas da usina
chamado casa de máquinas. Na casa de máquinas, a água é utilizada para girar as pás (ou lâminas) das turbinas. A energia cinética e a energia de pressão
dinâmica desenvolvida no percurso da água, através da tubulação, são
convertidas em energia cinética de rotação. As turbinas estão conectadas a
geradores que, postos em movimento contínuo, convertem a energia cinética em
energia elétrica. Depois de passar pelas turbinas, a água retorna ao manancial
hídrico através de canais ou condutos que recebem o nome de canal de fuga da usina.
Outra maneira de se retirar água do reservatório, sem que essa gere energia
passando pelas turbinas da usina, é através do vertedor. Esta obra permite o
controle da cota do reservatório, em situações em que a geração de energia não
é suficiente para extravasar o fluxo de água que chega ao reservatório.
A Figura 2 apresenta um esquema de uma usina hidrelétrica e as principais
variáveis que compõem seu modelo matemático.
Vertedor
v
u hb
θ(u)
x x
φ(x)
x
Canal de Fuga Adução MáquinasCasa de q
Figura 2. Esquema de uma Usina Hidrelétrica.
As variáveis envolvidas na descrição do modelo de uma usina hidrelétrica e suas
• x : volume do reservatório [hm³] (hectômetros cúbicos);
• x : volume máximo operativo do reservatório [hm³];
• x : volume mínimo operativo do reservatório [hm³];
• xútil = (x−x): volume útil do reservatório [hm³];
• u : vazão descarregada pela usina (defluência) [m³/s];
• q : vazão turbinada pela casa de máquinas (engolimento) [m³/s];
• v : vazão descarregada pelo vertedor (vertimento) [m³/s];
• φ(x) : cota de montante do reservatório (função do volume) [m];
• θ(u) : cota de jusante do canal de fuga (função da defluência) [m];
• hb =
(
φ
(x)−θ
(u))
: altura de queda bruta [m].1.2 Reservatórios
O volume de água armazenado em um reservatório, representado pela variável
x, pode ser dividido em três tipos, segundo o seu uso: volumes morto, útil e de
segurança. A Figura 3 apresenta uma visualização gráfica desta divisão.
crista z imorum max z
nop z
nop z
op z
Volume Morto Volume Útil
Volume Segurança Vertedor
Adução Casa de
Máquinas
Figura 3. Classificação do volume total de um reservatório.
O volume morto é o volume de água armazenado abaixo da cota mínima
operativa
z
op, que é definida como a mínima cota do reservatório na qual a água consegue entrar no sistema de adução. Desta forma, o volume morto não podeO volume útil é aquele armazenado entre as cotas máxima
z
nop e mínimaz
nopnormal operativa. A cota mínima normal operativa é determinada a partir de
restrições hidráulicas para a entrada de água no sistema de adução (exemplo:
evitar a formação de vórtices na tomada d’água).
O volume de segurança é o volume vazio existente entre as cotas máxima
normal operativa e a cota máxima maximorum
z
maximorum do aproveitamento. A cota máxima maximorum é a cota que, caso ultrapassada pelo nível da água no reservatório, define o estado de iminente colapso da usina. O volume desegurança tem a finalidade de reservar uma faixa de segurança na operação do
reservatório para o controle de cheias.
O cálculo das cotas que dividem o reservatório é feito com base na Cheia de Projeto. Esta cheia é uma seqüência hidrológica bastante majorada, calculada a partir do histórico de vazões, que representaria a cheia mais severa para o
aproveitamento hidráulico, segundo uma probabilidade de ocorrência. Como
exemplo, pode-se citar a Cheia Decamilenar muito utilizada no cálculo das cheias de projeto de usinas hidrelétricas brasileiras. Esta seqüência hidrológica é
calculada considerando-se uma condição hidrológica (cheia) com probabilidade
média de ocorrência de dez mil anos. Para se ter uma noção da importância e da
variabilidade da hidrologia nas bacias brasileiras, basta considerar que as
maiores usinas hidrelétricas brasileiras têm uma vida útil projetada para cem
anos.
Por ilustração, a Figura 4 apresenta o hidrograma da cheia de projeto para o
vertedor das usinas de Furnas e São Simão. Deve-se notar a magnitude das
vazões que a cheia de projeto exige que o vertedor seja capaz de descarregar,
comparada à vazão média do histórico. Além disso, a figura exemplifica dois
exemplos da escala temporal em que ocorre a cheia de projeto para os
Furnas 0 5000 10000 15000 20000
0 20 40 60 80 10
Dias Cheia V e rt ida [ m³/ s] 0 936 m³/s São Simão 0 5000 10000 15000 20000 25000 30000
0 2 4 6 8
Dias Cheia V e rt ida [ m³/ s] 2324 m³/s
Figura 4. Cheias de Projeto do vertedor das usinas de Furnas e São Simão.
Os reservatórios, conforme sua capacidade de regularização, são classificados
como de Acumulação ou de Compensação. Os reservatórios de acumulação têm grande capacidade de armazenar energia em forma de água, por isso são
responsáveis pela regulação da vazão dos rios. Os reservatórios de
compensação têm pequena capacidade de armazenar energia, o que permite
apenas a regulação de pequenas descargas. As usinas com reservatórios de
acumulação são denominadas Usinas de Reservatório e aquelas com reservatórios de compensação são denominadas Usinas a Fio D’água. A Figura 5 apresenta a cascata de usinas que será utilizada neste trabalho para ilustração
das características de um sistema hidrelétrico.
Furnas Água Vermelha Ilha Solteira Itaipu SãoSimão Emborcação Usina com reservatório
Usina a fio d’água Rio Pa ra n íb a Rio Gra d e Rio Pa ra n á
Figura 5. Cascata de usinas utilizada nas ilustrações.
Esta cascata contém algumas das maiores e mais importantes usinas do país
como, por exemplo, a usina de Itaipu, a maior usina do mundo em potência
instalada no aproveitamento hidráulico de um manancial. Para ilustração dos
maximorum, faixa de operação normal e a altura deixada para segurança do reservatório de algumas usinas brasileiras.
Volumes [hm³] / Cotas [m] Usina
Máximo Mínimo Útil Maximorum Segurança
Furnas 22950 768,00 5733 750,00 17217 18,00 24881 769,30 1931 1,30
Água Vermelha 11025 383,30 5856 373,30 5169 10,00 11025 383,30 0 0,00
Emborcação 17190 660,00 4669 615,00 12521 45,00 17427 660,50 237 0,50
São Simão 12540 401,00 7000 390,50 5540 10,50 13317 401,80 777 0,80
Ilha Solteira 34432 328,00 25467 323,00 8965 5,00 35645 329,00 1213 1,00
Itaipú 29000 220,00 29000 220,00 0 0,00 33320 223,10 4320 1,10
Tabela 1. Volumes máximo, mínimo, útil, maximorum e de segurança e as respectivas cotas máxima, mínima, faixa de operação normal e altura de segurança.
Pode-se notar que a usina de Itaipú, por ser considerada uma usina a fio d’água,
tem seu volume útil e sua faixa de operação normal iguais a zero. Desta forma, o
reservatório da usina situa-se sempre na mesma cota e exige que a vazão que
chega ao reservatório seja turbinada e/ou vertida pela usina.
1.3 Afluências
Outro dado importante na análise de um reservatório é a vazão afluente a ele. A
vazão afluente é aquela que chega ao reservatório através do manancial hídrico
(rios, lagos, etc.) e da área de drenagem da bacia hidrográfica que capta água e
descarrega no reservatório. A vazão afluente é classificada em dois tipos: natural
e incremental. A vazão afluente natural é a vazão total que passa por uma seção transversal do manancial, considerando-se todas as descargas hidráulicas a
montante desta seção, sejam laterais ou do próprio manancial. A vazão afluente
incremental (lateral) que passa por uma seção transversal é aquela que adentra
ao manancial devido à área de drenagem a montante da seção considerada.
Esta vazão é determinada a partir do conhecimento das vazões naturais, uma
3 2 n 1 n 3
n y y y
y , = , + , +
Área de drenagem da seção 3
1 2 3 yn,1 yn,2 yn,3 yi ) ( , ,
,3 n1 n2 n
3 y y y
y = − +
Figura 6. Esquema da representação das vazões naturais e incrementais que passam por uma seção de um rio.
Na Figura 6, vê-se que a vazão natural da seção 3 é composta pela soma das
vazões naturais das seções 1 e 2 adicionada à vazão incremental criada pela
área de drenagem a montante da seção 3. Porém, como foi dito, as medições
em campo apenas determinam as vazões naturais nas seções 1, 2 e 3. A vazão
incremental, que a área de drenagem capta, é calculada subtraindo-se da vazão
natural da seção 3 a vazão natural que passa pelas seções 1 e 2. Uma aplicação
importante da determinação das vazões incrementais é a divisão da vazão que
aflui ao reservatório de uma usina em duas parcelas: uma controlável calculada
como a soma das defluências das usinas imediatamente a montante, e outra,
chamada não controlável, correspondente à vazão lateral gerada pela área de
drenagem a montante da usina.
De uma maneira genérica, a vazão incremental para uma usina pode ser
determinada pela seguinte equação:
∑
Ω ∈ − = i k k n i ni y y
y , , (1)
onde:
• yi : vazão incremental da usina i [m³/s];
• yn,i : vazão natural da usina i [m³/s];
• Ωi: conjunto das usinas imediatamente a montante da usina i.
Através de métodos de medição de vazão [16], as usinas brasileiras dispõem de um histórico de vazões afluentes naturais, com início no ano de 1931. Esses
históricos estão disponíveis em discretização mensal e semanal. A Figura 7
apresenta a MLT (Média de Longo Termo) do histórico de vazões de algumas
usinas do Sistema Sudeste. A MLT representa a média aritmética das vazões
maio corresponde ao início do período seco estendendo-se até novembro,
enquanto o período úmido vai de dezembro a abril.
Média de Longo Termo (MLT)
0 2000 4000 6000 8000 10000 12000
0 2 4 6 8 10 12 14
Mês
Vazão Afluente [m³/s]
Furnas Água Vermelha Emborcaçao São Simão Ilha Solteira
Maio Abril
Figura 7. Média de Longo Termo do histórico de vazões mensais.
Uma análise interessante de se fazer é comparar a ordem de grandeza das
vazões afluentes com a capacidade de armazenamento do reservatório de uma
usina. Nota-se, por exemplo, que Furnas possui uma posição privilegiada em
relação às demais, no que se refere à capacidade de regularização da vazão
afluente que chega a seu reservatório, sendo essa capacidade evidenciada
pelos baixos valores de sua MLT e por Furnas possuir um dos maiores
reservatórios brasileiros. Por outro lado, nota-se o estrangulamento que as
usinas de São Simão e Ilha Solteira possuem em suas capacidades de
armazenamento frente à vazão afluente que recebem.
1.4 Defluência, Engolimento e Vertimento
A variável q representa a vazão turbinada pela usina, ou seja, a vazão que é
retirada do reservatório pelo conduto forçado e que passa pelas turbinas
produzindo energia. Esta variável possui um limitante superior chamado
engolimento máximo
q
, que é a vazão turbinada que produz a potência máximado conjunto de turbinas para uma dada altura de queda líquida. O vertimento v é
uma vazão que não passa pelas turbinas, deixando de produzir energia. A
O nível d’água a jusante da usina é função da vazão defluente. Entretanto, para
algumas usinas, o vertimento não tem influência na variação do nível d’água
imediatamente a jusante da usina.
v q
u= + [m³/s] (2)
1.5 Cota de Montante do Reservatório
A cota de montante é uma função do volume armazenado no reservatório.
Costuma-se utilizar polinômios para representar esta função. A obtenção desses
polinômios é feita a partir de estudos topográficos da região alagada pela
construção da barragem. Estes estudos determinam o volume de alagamento
para diferentes posições do nível d’água do reservatório. Com os dados de
volume x nível d’água, os polinômios da cota de montante são determinados através de métodos de regressão numérica. A Tabela 2 apresenta os polinômios
da cota de montante de algumas usinas do Sistema Sudeste Brasileiro.
(Observação: o coeficiente ao é o termo independente do polinômio.)
Coeficientes dos polinômios Usina
a0 a1 a2 a3 a4
Furnas 735,25 3,4966E-03 -1,9744E-07 6,9171E-12 -9,7737E-17 Água Vermelha 357,08 3,2377E-03 -7,7640E-08 0,0 0,0
Emborcação 568,09 1,4506E-02 -1,2028E-06 5,8303E-11 -1,1245E-15 São Simão 358,33 8,6173E-03 -8,8427E-07 5,2933E-11 -1,2420E-15 Ilha Solteira 294,96 1,9904E-03 -5,5651E-08 1,0020E-12 -7,4043E-18
Tabela 2. Polinômios Volume x Cota de Montante.
Para o Sistema Brasileiro adota-se polinômios de até quarto grau para a
representação da relação cota de montante x volume do reservatório, porém nem todos possuem grau 4, como é o exemplo de Água Vermelha.
Para ilustrar a não-linearidade desses polinômios, a Figura 8 apresenta o gráfico
do polinômio Volume x Cota de Montante do reservatório da usina de Furnas. O polinômio da Figura 8 foi calculado para valores de volume variando entre os
volumes mínimo e máximo operativos do reservatório de Furnas. Assim, tem-se
informações sobre qual é a não-linearidade da variação da cota reservatório
Furnas
745 750 755 760 765 770
5000 10000 15000 20000 25000
Volume [hm³]
Cota de Montante [m]
(5733 hm³, 750,00 m)
(22950 hm³, 768,00 m)
Figura 8. Polinômio Volume x Cota de Montante da usina de Furnas.
1.6 Cota do Canal de Fuga
Assim como a cota de montante do reservatório, a cota do canal de fuga também
é representada por polinômios. A Figura 9 apresenta o gráfico do polinômio
Defluência x Cota do Canal de Fuga da usina de Furnas. O valor de defluência mínima (196 m³/s) foi considerado como o menor valor encontrado no histórico
Furnas
671 672 673 674
0 500 1000 1500 2000 2500 3000 3500 Defluência [m³/s]
Cota do Canal de Fuga [m] (196 m³/s, 671,85 m)
(3000 m³/s, 673,74 m)
Figura 9. Polinômio Defluência x Cota do Canal de Fuga da usina de Furnas.
1.7 Usinas Afogadas
Em cascatas onde as usinas encontram-se próximas umas das outras, pode
ocorrer o afogamento do canal de fuga de uma usina pelo reservatório da usina
imediatamente a jusante. Neste caso, a cota do canal de fuga da usina afogada
passa a ser função de sua defluência e da cota do reservatório diretamente a
jusante. Um exemplo de afogamento entre usinas no Sistema Brasileiro ocorre
entre as usinas de São Simão e Ilha Solteira, localizadas na Região Sudeste.
São Simão tem seu canal de fuga afogado pelo reservatório de Ilha Solteira. Um
esquema deste caso pode ser visualizado na Figura 10.
São Simão
Ilha Solteira
Afogamento do canal de fuga de São Simão
φis(x)
uss
θss=f(uss, φis)
Figura 10.Esquema do afogamento do canal de fuga da usina de São Simão pelo reservatório da usina de Ilha Solteira.
Para determinar a cota de jusante de usinas com afogamento do canal de fuga,
um desses polinômios associados a uma cota do reservatório a jusante. A cota
do canal de fuga destas usinas é obtida por interpolação dos polinômios, de
acordo com o nível d’água do reservatório que provoca o afogamento.
Para ilustração, considera-se uma usina afogada e o reservatório a jusante em
uma determinada cota z. Essa cota está situada entre duas cotas de referência
zref k < z < zref k+1, e que a elas estejam associados dois polinômios θ k e θ k+1,
respectivamente. A Equação (3) descreve a determinação do polinômio do canal
de fuga da usina afogada θ(u), via interpolação dos polinômios de referência.
) (
)
( 1
1
k k k ref k ref
k ref k
z z
z z
u
θ
θ
θ
θ
−− − +
= +
+ [m] (3)
A Tabela 3 apresenta os polinômios Defluência x Cota do Canal de Fuga das usinas escolhidas para a apresentação dos polinômios de cota de montante.
Deve-se notar o conjunto de polinômios que a usina de São Simão possui, e as
cotas de referência de cada polinômio associadas ao reservatório de Ilha
Solteira. Estes polinômios são apresentados na Figura 11. O valor de defluência
mínima para a usina de São Simão (408 m³/s) foi considerado como o menor
Coeficientes dos polinômios Usina
a0 a1 a2 a3 a4 zref.[m]
Furnas 671,63 1,0174E-03 -1,7997E-07 2,5133E-11 0,0 - Água Vermelha 317,35 4,8976E-03 -1,0892E-06 9,4834E-11 0,0 - Emborcação 519,78 3,9966E-03 -1,0987E-06 2,3438E-10 -1,7646E-14 -
315,59 2,3503E-03 -1,3803E-07 5,2340E-12 -7,8594E-17 317,00 321,73 1,9329E-04 1,1339E-07 -6,6300E-12 1,1669E-16 322,00 325,16 -2,0232E-04 1,1062E-07 -5,1699E-12 7,8979E-17 325,00 São Simão
327,96 -3,7902E-05 4,8974E-08 -1,6830E-12 2,0410E-17 328,00 Ilha Solteira 281,20 0,0 0,0 0,0 0,0 -
Tabela 3. Polinômios Defluência x Cota do Canal de Fuga.
São Simão
314 316 318 320 322 324 326 328 330
0 1000 2000 3000 4000 5000 6000 Defluência [m³/s]
Cota do Canal de Fuga [m] (408 m³/s, 316,52 m)
(6000 m³/s, 325,69 m) 328
325
322
317
Figura 11. Polinômios da cota do canal de fuga da usina de São Simão.
Observa-se que, quanto maior a cota do reservatório de Ilha Solteira, maiores
são as cotas do canal de fuga de São Simão, e menor é o efeito da defluência
de São Simão no aumento da cota do seu próprio canal de fuga.
Deve-se notar que o reservatório de Ilha Solteira tem sua operação normal
variando entre as cotas 323.00 m e 328.00 m (Tabela 1). Se o canal de fuga de
São Simão for considerado afogado pelo reservatório de Ilha Solteira, a
determinação do polinômio do canal de fuga de São Simão será feita
utilizando-se polinômios com cotas de referência 322,00 m, 325,00 m e 328,00 m. Por
exemplo: se o reservatório de Ilha Solteira estiver em sua cota mínima
interpolação dos polinômios com cota de referência 322,00 m e 325,00 m. Por
outro lado, se não for considerado o afogamento do canal de fuga de São Simão
pelo reservatório de Ilha Solteira, o polinômio com cota de referência igual a
317,00 m será utilizado como único polinômio do canal de fuga de São Simão.
1.8 Altura de Queda
A partir da cota de montante do reservatório e da cota do canal de fuga,
define-se os valores de altura de queda bruta e altura de queda líquida como:
)
(
)
(
x
u
h
b=
φ
−
θ
[m] (4)pc
u
x
h
l=
φ
(
)
−
θ
(
)
−
[m] (5)A perda de carga pc representa a perda de carga hidráulica, em metros, que a
água sofre pelo percurso de adução, desde o reservatório até as turbinas. Estas
perdas ocorrem, principalmente, pelo atrito entre a água e as canalizações do
canal de adução. Nos modelos adotados pelo setor elétrico brasileiro, existem
três representações da perda de carga:
[m] (6)
⎩ ⎨ ⎧ =
2 b
q c c
h c
pc
. .
A primeira representa uma porcentagem c da altura bruta da usina, a segunda é
um valor constante e a terceira é função da turbinagem da usina. A Tabela 4
apresenta os valores de perda de carga para algumas usinas brasileiras. A
análise do cadastro de usinas da Eletrobrás mostra que a maioria das usinas
brasileiras tem representada a perda de carga como uma porcentagem c da
altura bruta da usina. Algumas usinas utilizam a representação da perda de
carga por uma constante. Estas usinas têm em comum a pequena capacidade
de geração, ou seja, suas potências instaladas são menores que 300 MW.
Apenas duas usinas representam a perda de carga por uma constante e são
Coeficientes de perda de carga Usina
Tipo c
Furnas c.hb 1,09 Água Vermelha c.hb 1,11 Emborcação c.hb 1,27 São Simão c.hb 0,62 Ilha Solteira c.hb 2,35 Serra da Mesa c 3,50 Tucuruí c 1,19
Tabela 4. Coeficientes de perda de carga.
Para ilustrar o comportamento da função de altura de queda líquida segundo
variações de volume e de defluência, a Figura 12 apresenta a variação da altura
líquida em função do aumento da defluência para a usina de Emborcação.
Emborcação
80 90 100 110 120 130 140
4000 6000 8000 10000 12000 14000 16000 18000 Volume [hm³]
Altura Líquida [m] u = 500 m³/s
u = 1000 m³/s
u = 2000 m³/s
Figura 12. Efeito da variação da defluência no cálculo da Altura Líquida.
As curvas da Figura 12 foram obtidos da seguinte maneira: fixando-se um valor
de defluência, calculou-se a altura de queda líquida para volumes do
reservatório variando entre seu valor mínimo operativo até seu valor máximo
operativo. Nota-se que quanto maior o valor da defluência, menores são os
valores da queda líquida. Isso ocorre porque o aumento da defluência implica na
1.9 Conjuntos Turbina/Gerador
A casa de máquinas de uma usina hidrelétrica é composta por conjuntos de
unidades geradoras (Turbina/Gerador) com características semelhantes. As
características principais de uma casa de máquinas e de suas unidades
geradoras são:
• NC número de conjuntos de unidades geradoras da usina;
• Nj: número de unidades geradoras do conjunto j;
• Tipoj: tipo da turbina do conjunto j (Francis, Kaplan ou Pelton);
• pef, j: Potência Efetiva de cada unidade geradora do conjunto j. A potência
efetiva é definida como a máxima potência ativa possível de ser gerada, em
regime permanente, na unidade geradora a partir da sua entrada em
operação (leia sobre Potência Nominal abaixo);
• hef, j : Altura de Queda Efetiva de cada unidade geradora do conjunto j. É
definida como a menor queda líquida sob a qual a unidade, em operação,
desenvolve a sua potência efetiva;
• qef, j: Engolimento Efetivo de cada unidade geradora do conjunto j. É definido
como a vazão turbinada que submetida à queda efetiva produz a potência
efetiva.
Na fase de dimensionamento dos conjuntos geradores de uma usina, são
definidos os valores de Potência Nominal, Altura de Queda Nominal e
Engolimento Nominal de cada unidade geradora, utilizados na fase de projeto da
usina, e que por isso recebem o pós-fixo nominal. Terminada a fase de construção da usina, e após a sua entrada em operação comercial, a unidade
geradora é avaliada e, então, são determinados os valores efetivos de potência,
queda e engolimento. Esta avaliação é necessária, pois nem sempre as
considerações de projeto são atingidas após a execução das obras. Porém, em
muitos dos casos, os valores nominais são ultrapassados pelos valores efetivos.
A partir dos conceitos de engolimento efetivo e potência efetiva de cada unidade
geradora de um conjunto e do número de conjuntos que uma usina possui,
podem ser definidos os conceitos de Engolimento Efetivo qef e Potência Efetiva
[m³/s] (7)
∑
=
=
NCj
j ef j
ef
N
q
q
1,
)
.
(
[MW] (8)
∑
=
=
NCj
j ef j
ef
N
p
p
1
,
)
.
(
Para ilustração numérica das características descritas acima, a Tabela 5
apresenta um resumo das características dos conjuntos Turbina/Gerador de
algumas usinas do Sistema Sudeste e Nordeste. Deve-se notar a diversidade de
conjuntos geradores para o sistema formado pelas usinas de Paulo Afonso 1, 2
e 3, localizadas no Rio São Francisco.
Conjuntos Turbina/Gerador Usina
NC Tipoj Nj hef, j[m] qef, j[m³/s] pef, j[MW]
Francis 6 90,00 211 164,0 Furnas 2
Francis 2 89,30 213 164,0 Água Vermelha 1 Francis 6 53,50 487 230,0 Emborcação 1 Francis 4 130,30 262 298,0 São Simão 1 Francis 6 70,90 437 280,0 Ilha Solteira 1 Francis 24 41,50 442 162,0
Francis 3 81,00 84 60,0
Francis 2 82,00 97 70,0
Francis 1 82,00 104 75,0 Francis 3 81,50 118 76,0 Paulo Afonso
1, 2 e 3 5
Francis 4 87,50 310 200,0
Tabela 5 Características dos Conjuntos Turbina/Gerador.
Um conceito muito utilizado na análise da capacidade de engolimento de uma
usina, frente a magnitude das afluências que chegam ao seu reservatório, é a
submotorização de sua casa de máquinas. A submotorização está relacionada à baixa capacidade de engolimento quando comparada a valores médios das
afluências que chegam ao reservatório. Usinas submotorizadas costumam
causar o efeito chamado de estrangulamento da cascata. A baixa capacidade de engolimento da usina obriga o vertimento do excedente de água que chega à
usina, ocorrendo o estrangulamento da cascata onde a usina submotorizada
está localizada.
dados são apresentados em termos percentuais da vazão afluente máxima da
MLT.
Submotorização
10608
2622
1048
2922
1692
5915
2324
483
2046
936
10465
4258
907
3649
1719
0% 20% 40% 60% 80% 100% 120% 140%
Furnas Água Vermelha
Emborcação São Simão Ilha Solteira
% da MLT máxi
ma
qef MLT med MLT max
Valores nas barras em m³/s
Figura 13. Submotorização em relação ao engolimento efetivo.
Nota-se que a usina de São Simão é considerada submotorizada, uma vez que,
seu engolimento efetivo (2622 m³/s) é muito próximo da vazão média do histórico
(2324 m³/s). Por outro lado, a usina de Emborcação possui folga em sua
capacidade de engolimento (1048 m³/s), já que esta é superior à vazão máxima
da MLT (907 m³/s).
1.10 Potência Máxima e Engolimento Máximo
O conceito de engolimento máximo está associado à geração da potência
máxima de uma unidade geradora e, consequentemente, da potência máxima
produzida por uma usina.
A potência máxima de uma unidade geradora é definida como o maior valor de
potência ativa que pode ser produzida para uma determinada altura de queda
líquida, levando-se em conta as limitações da turbina e do gerador [9]. O engolimento máximo de uma unidade geradora é definido como a vazão
turbinada que, numa dada altura líquida, produz a potência máxima da unidade.
Os conceitos discutidos, a seguir, referem-se à análise de uma única unidade
geradora (Turbina/Gerador). Porém, esses conceitos são extensíveis à análise
de uma usina hidrelétrica compostas por conjuntos de unidades geradoras. Para
máxima às custas de um turbinamento (engolimento) máximo. A Figura 14
mostra um esquema das curvas de potência máxima produzida
p
e doengolimento máximo da turbina
q
, em função da altura de queda líquida hldisponível para uma unidade geradora.
Na Figura 14, vê-se que a produção de potência máxima tem dois
comportamentos distintos, e que o ponto divisor dos dois comportamentos é o
valor de altura de queda líquida efetiva. A operação para alturas de queda
líquida menores do que a queda líquida efetiva faz com que a produção de
potência elétrica fique limitada pela turbina. Para tais quedas, a potência
mecânica máxima produzida pela turbina é inferior ao valor que o gerador deve
receber em seu eixo para produzir sua potência efetiva. Por outro lado, a
operação em condições de queda superior à queda líquida efetiva, a turbina é
capaz de produzir potências mecânicas superiores àquela que o gerador pode
absorver em seu eixo. Para diminuir a potência mecânica transferida ao gerador,
a turbina tem seus distribuidores parcialmente fechados, o que reduz seu
turbinamento máximo. Isto explica o lado descendente da curva de Engolimento Máximo x Altura Líquida
q
.(.) p
hef
hef
hl [m]
hl [m]
pef
(.) q
Limitação pela Turbina
Limitação pelo Gerador
qef
[MW]
[m³/s]
Figura 14. Esquema das curvas de Potência Máxima x Altura de Queda Líquida e Engolimento Máximo x Altura de Queda Líquida de uma unidade geradora.
Nota-se que, para uma altura de queda líquida menor do que a altura de queda
efetiva, a unidade geradora não consegue atingir sua potência efetiva, e além
disso, a turbina tem um engolimento máximo menor que seu engolimento efetivo.
engolimento máximo menor do que o engolimento efetivo, pois o gerador não
pode receber toda a potência disponível na turbina caso o engolimento seja
maior. Isto significa que, para quedas maiores que a queda líquida efetiva, a
unidade geradora produz sua potência efetiva e economiza água do reservatório,
pois o engolimento máximo necessário é menor quanto maior for a queda
líquida.
Nos modelos adotados pelo setor elétrico brasileiro, existem duas formas de
representação da potência máxima e engolimento máximo contra a altura de
queda líquida: Representação Detalhada e Representação Simplificada das funções
p
(
h
l)
eq
(
h
l)
.Algumas usinas brasileiras dispõem de análises empíricas de suas unidades
geradoras, no sentido de medir a potência máxima e engolimento máximo para
diversos valores de altura de queda líquida. A estes dados são ajustados
polinômios que descrevem as funções
p
(.)
eq
(.)
:)
h
(
p
p
=
l [MW] (9))
h
(
q
q
=
l [m³/s] (10)A Tabela 6 e a Tabela 7 apresentam dados reais da representação detalhada
para a usina de Emborcação e São Simão, respectivamente. A função
q
(
h
l)
édescrita por dois polinômios: um para o trecho em que existe limitação da turbina
Coeficientes dos polinômios
a0 a1 a2 a3 a4
)
h
(
q
l Turbina 17248,1 -6,2165E+02 8,3459E+00 -4,9099E-02 1,0732E-04)
h
(
q
l Gerador 2045,7 -3,4616E+01 2,3179E-01 -5,4605E-04 0,00)
h
(
p
l 16664,2 -5,9740E+02 7,9525E+00 -4,6373E-02 1,0076E-04Tabela 6.Polinômios para as curvas de Potência Máxima e Engolimento Máximo contra Altura de Queda Líquida de uma unidade geradora da usina de Emborcação.
Coeficientes dos polinômios
a0 a1 a2 a3 a4
)
h
(
q
l Turbina -50214,0 3,06623E+03 -6,96228E+01 7,01661E-01 -2,64499E-03)
h
(
q
l Gerador 1333,8 -1,04809E+01 -1,30209E-01 1,40660E-03 0,00)
h
(
p
l -24717,6 1,50508E+03 -3,41846E+01 3,45371E-01 -1,30453E-03Tabela 7.Polinômios para as curvas de Potência Máxima e Engolimento Máximo contra Altura de Queda Líquida de uma unidade geradora da usina de São Simão.
Estes polinômios estão relacionados aos dados de uma unidade geradora
isolada. Para se conseguir os valores totais da usina, deve-se multiplicar por
quatro, que é o número de unidades que a usina de Emborcação possui. Para
São Simão deve-se multiplicar por seis.
Pela representação simplificada calcula-se o engolimento máximo de cada
unidade geradora através da seguinte equação:
α = j , ef l j , ef j h h . q
q [m³/s] (11)
onde o expoente αé dado por:
(12) ⎩ ⎨ ⎧ ≥ − = < = < = j ef j ef j ef h hl Tipo h hl Tipo h hl , , , se 0 . 1 (Kaplan) e se 2 . 0 Pelton) ou (Francis e se 5 . 0
α
O engolimento máximo da usina é dado pelo somatório dos engolimentos
máximos de cada conjunto:
∑
=
=
NC1 j
j j
.
q
)
N
(
β = j , ef l j , ef j h h . p
p [MW] (14)
onde o expoente β é dado por:
(15) ⎩ ⎨ ⎧ ≥ = < = < = j ef j ef j ef h hl Tipo h hl Tipo h hl , , , se 0 . 0 (Kaplan) e se 2 . 1 Pelton) ou (Francis e se 5 . 1
β
A potência máxima da usina é dada pelo somatório das potências máximas de
cada conjunto:
∑
=
=
NC1 j
j j
.
p
)
N
(
p
[MW] (16)A Figura 15 e a Figura 16 apresentam ilustrações com dados reais das usinas de
Emborcação e São Simão, respectivamente, para as curvas de potência máxima
e engolimento máximo em função da altura de queda líquida, segundo as
representações detalhada e simplificada. A Figura 15 apresenta também os
dados mensurados com a operação real das unidades geradoras de
Emborcação, que servem de base para o levantamento dos polinômios da
Emborcação 400 500 600 700 800 900 1000 1100 1200 1300
80 90 100 110 120 130 140 Altura Líquida [m]
Po tê n c ia Má xima [MW ]
hef = 130.30 m pef = 1192 MW Simplificada
Detalhada
Emborca çã o
500 600 700 800 900 1000 1100
80 90 100 110 120 130 140 Altura Líquida [m]
E
n
g. Máximo [m³/s]
hef = 130.30 m qef = 1048 m³/s Simplificada
Detalhada
Figura 15.Curvas de Potência Máxima e Engolimento Máximo contra Altura de Queda Líquida para a usina de Emborcação.
São Simão 1600 1620 1640 1660 1680 1700
68 70 72 74 76 78 80 82 Altura Líquida [m]
Po tê n c ia Má xima [MW ]
hef = 70.90 m pef = 1680 MW Simplificada Detalhada São Simão 2250 2300 2350 2400 2450 2500 2550 2600 2650
68 70 72 74 76 78 80 82 Altura Líquida [m]
E
n
g. Máximo [m³/s]
hef = 70.90 m qef = 2622 m³/s
Simplificada
Detalhada
Figura 16.Curvas de Potência Máxima e Engolimento Máximo contra Altura de Queda Líquida para a usina de São Simão.
No cálculo da altura de queda líquida para a usina de São Simão não foi
considerado o afogamento do canal de fuga pelo reservatório de Ilha Solteira, ou
seja, foi utilizado o polinômio com cota de referência 317,00 m.
Na Figura 15, vê-se que a diferença entre as duas representações é bastante
significativa e que a representação simplificada mostra-se bastante otimista na
determinação da potência máxima, em relação à representação detalhada.
No cálculo do engolimento máximo de uma unidade geradora pela
representação simplificada, Equação (11), a altura de queda líquida é função da
defluência da usina, que por sua vez, é função do engolimento das turbinas
(Equação (2)). Sua determinação requer um cálculo iterativo que compatibilize
os valores de engolimento máximo e altura de queda líquida da usina. O cálculo
do engolimento máximo de uma usina, em função do volume armazenado no
reservatório e da vazão descarregada pelo vertedor (vertimento), é descrito
Algoritmo para Cálculo do Engolimento Máximo
INÍCIO
Passo 1. Inicialização
Calcular a cota de montante: φ(x); Faça:
q
= qef ;Passo 2. Cálculo da queda Faça u =
q
+v;Calcular a cota de jusante:θ(u)
Calcular as alturas de queda bruta (hb) e líquida (hl). Passo 3. Cálculo do engolimento máximo por máquina
Representação Detalhada:
Utilizando o polinômio que descreve a função
q
(.)
:)
h
(
q
q
=
l [m³/s]Representação Simplificada:
Calcular o engolimento máximo de cada unidade geradora pela Equação (11) e o engolimento máximo da usina usando a Equação (13):
Passo 4. Atualização e teste de convergência
Comparar o valor do engolimento máximo calculado com o valor do passo anterior. Caso o novo valor seja significativamente diferente do valor anterior, retornar ao passo 2. Caso contrário, encerrar.
Para ser exemplificado, o algoritmo acima será utilizado para determinar o
engolimento máximo da usina de Furnas em relação a um determinado estado
do reservatório.
Exemplo de cálculo do engolimento máximo Dados:
Usina: Furnas
Volume do reservatório: x = 22950 hm³ Vertimento: v = 0 m³/s
2 Conjuntos Turbina/Gerador:
Tipo Número h q ef ef
Francis 6 90.00 211
Francis 2 89.00 231
Inicialização
φ(22950) = 768.00 m
∑
=
=
=
NC1 j j , ef j
ef
(
N
.
q
)
q
q
= 6.(211) + 2.(213) = 1692 m³/sIteração 1:
θ(1692) = 672.96 m
pc = (768.00 - 672.96)1.09/100 = 1.04 m
hl = 768.00 – 672.96 – 1.04 = 94.00 m
-1.0 90.00 94.00 211. = 1
q = 202.0 m³/s
-1.0 89.30 94.00 213. = 2
q = 202.4 m³/s
∑
=
=
NC1 j
j j
.
q
)
N
(
q
= 6.(202.0) + 2.(202.4) = 1616.8 m³/sComo o novo engolimento é diferente do valor inicial (1692 m³/s), deve-se fazer uma nova iteração.
Iteração 2:
θ(1616.8) = 672.91 m
pc = (768.00 - 672.91)1.09/100 = 1.04 m
hl = 768.00 – 672.91 – 1.04 = 94.05 m
-1.0 90.00 94.05 211. = 1
q = 201.9 m³/s
-1.0 89.30 94.05 213. = 2
q = 202.2 m³/s
∑
=
=
NC1 j
j j
.
q
)
N
(
q
= 6.(201.9) + 2.(202.2) = 1615.9 m³/s1.11 Rendimento de Uma Unidade Geradora
Em uma unidade geradora hidrelétrica, o processo de transformação da energia
cinética e hidrodinâmica em energia elétrica está sujeito a um rendimento das
máquinas envolvidas no processo. A Figura 17 apresenta uma função de
rendimento de uma unidade geradora (Turbina tipo Francis) da usina de Foz do Areia. O rendimento, nesta figura, é função da altura de queda líquida disponível
e da potência que se quer obter. Devido a sua forma, a função de rendimento
também é chamada de Curva Colina da unidade geradora.
95 101 107113
119125 131137 230
250 270 290 310 330 350 370 390 410 430
0,870 0,890 0,910
0,930 0,950
Re nd im en to
Queda L íquida [
m]
Potên cia [M
W ]
Foz do Areia
Figura 17. Função rendimento de uma Unidade Geradora tipo Francis (Curva Colina).
Para ilustração de como se determinar o rendimento de uma unidade geradora
para uma combinação de queda líquida e potência, a Figura 18 apresenta a
função de rendimento em curvas de nível (curvas que possuem igual rendimento). Deve-se notar que o ponto de operação com engolimento e
potência efetivos não é idêntico ao ponto de máximo rendimento. O rendimento
para uma turbina, sob a altura de queda efetiva e turbinando uma vazão igual ao
95 105 115 125 135
230 280 330 380 430
Queda Líquida [m]
Potência [MW]
Foz do Areia
0.93 0.94
0.92
0.91
hef = 135.00 m
pef = 419 MW
Máximo Rendimento
Figura 18. Função rendimento de uma Unidade Geradora da usina de Foz do Areia apresentada em curvas de igual rendimento.
1.12 Função de Produção Hidráulica
A função de produção hidráulica é um componente que requer muita atenção do
modelo matemático de uma usina hidrelétrica. É a partir dela que se quantifica o
principal objetivo de uma usina: a geração de energia. Além disso, como
mostrar-se-á adiante, esta função tem características de não-linearidade, o que
exige dos modelos um cuidado especial quanto ao seu uso.
A função de produção de uma usina pode ser deduzida a partir da energia
potencial armazenada no reservatório. Inicialmente, define-se a variação de
energia potencial, medida em Joules, em relação a uma variação de massa de água no reservatório:
h
g
dm
de
p=
.
.
[J] (17)onde dm é uma variação incremental da massa de água armazenada no
reservatório; g é a aceleração da gravidade e h é a altura de queda entre o nível
de montante e de jusante provocado pela barragem.
Essa variação de massa pode ser convertida em uma variação de volume,
dv
dm
v
m
.
ρ
ρ
=
→
=
(18)A variação de volume, considerando-se que ocorra num intervalo de tempo
infinitesimal, pode ser convertida em vazão:
dt
q
dv
dt
dv
q
=
→
=
.
(19)Com essas duas transformações, pode-se escrever a equação da variação da
energia potencial em função da vazão retirada do reservatório para a geração de
energia:
h
g
dt
q
de
p=
ρ
.
.
.
.
(20)Adotar-se-á, por simplificação, que a usina possui somente uma unidade
geradora. A transformação de energia potencial em energia elétrica depende do
rendimento η do processo de conversão da energia:
p
e
e
e
=
η
.
(21)Este rendimento é uma função da vazão turbinada e da altura de queda líquida.
A função de rendimento, como já foi ilustrada anteriormente, fornece o
rendimento de uma unidade geradora desde estados de engolimento e queda
líquidas mínimos necessários para a geração de energia, até condições de
engolimento e queda líquida máximos. O problema de planejamento da
operação em médio e longo prazos não trabalha com valores de engolimento e
altura de queda variando entre os extremos operativos das unidades geradoras.
Os valores usuais de engolimento e queda líquida ficam limitados em uma faixa
de operação em função das características que o problema assume num
horizonte de médio e longo prazos. Por exemplo, é pouco provável que o
engolimento médio mensal, em um horizonte de longo prazo, assuma valores
próximos aos valores mínimos operativos de uma unidade geradora. Logo, esta
faixa usual de operação permite que a formulação adote um rendimento médio
ηmed, para a unidade geradora. A equação de transformação de energia pode ser escrita da seguinte forma:
(22)
h
g
dt
q
de
e=
η
med.
ρ
.
.
.
.
Transformando a energia em potência (
[W] (23)
h
g
q
p
=
η
med.
ρ
.
.
.
Por simplificação, pode-se englobar em uma constante ko rendimento médio da
unidade geradora, a aceleração da gravidade e o peso específico da água. A
função de geração hidráulica resulta:
q
h
k
p
=
.
.
[W] (24)A constante k recebe o nome de produtibilidade específica, e pode ser calculada substituindo-se os valores do peso específico da água e da aceleração da
gravidade:
med med
med
g
k
=
ρ
.
.
η
=
1000
3.
9
,
81
2.
η
=
9810
.
η
s
m
m
kg
] [ ] /s).m (m W ou .s m kg 3 2 2[ (25)
Para que a potência dada pela Equação (24) seja expressa em MW, deve-se
dividir o valor da produtibilidade específica por 106:
med med
k
.
η
0
,
00981
.
η
10
9810
6=
=
[ ] /s).m (m MW3 (26)
Para grandes unidades geradoras, o rendimento médio situa-se entre os
seguintes limites [16]:
(27)
94
,
0
88
,
0
<
η
med≤
Logo, a produtibilidade específica fica limitada entre os seguintes valores:
00923
,
0
00863
,
0
<
k
≤
(28)A Tabela 8 apresenta alguns valores de produtibilidade específica para algumas
usinas do Sistema Sudeste.
Usina Produtividade
Específica (k)
Furnas 0,008633 Água Vermelha 0,008829 Emborcação 0,008731 São Simão 0,009025 Ilha Solteira 0,008829
Tabela 8. Produtibilidade Específica de alguma usinas do Sistema Sudeste.
A altura de queda, aqui considerada na Equação (24), é a altura de queda
carga. A função de produção passa a ser uma função do volume armazenado no
reservatório e da vazão defluída pela usina:
q
pc
u
x
k
u
x
p
(
,
)
=
.(
φ
(
)
−
θ
(
)
−
).
[MW] (29)A função de produção, apresentada acima, determina a potência instantânea
conseguida a partir de uma usina com o seu reservatório, armazenando um
volume x, uma unidade geradora engolindo uma vazão q e a usina defluindo uma
vazão u, que pode ser diferente de q caso exista vertimento na usina. Para se
determinar a potência instantânea da usina basta calcular o somatório da
potência instantânea de cada unidade geradora.
Considerando-se que toda a vazão defluente da usina seja turbinada até que o
engolimento máximo não seja atingido, a análise da função de produção destaca
dois pontos importantes:
• para um determinado valor de volume x, a função de produção é crescente em relação à u, enquanto u <
q
. Acima deste valor, a usina passa a verter ea função de geração decresce devido à diminuição da queda líquida
disponível. A queda líquida diminui devido à consideração de volume
constante aliada ao aumento da defluência da usina, que eleva a cota do
canal de fuga;
• a produtividade das usinas aumenta com o volume armazenado nos reservatórios (aumento da altura de queda líquida).
Para ilustração de uma função de produção com as características citadas
500 750
1000 1250
1500 1750 2000 5733
8603 11472 14342 17211 20081 22950
200,0 500,0 800,0 1100,0 1400,0
Geração Hidráulica [MW]
Defluência [m³/s]
V olum
e [hm ³]
Furnas
Figura 19. Ilustração da Função de Produção da usina de Furnas.
Deve-se notar a descontinuidade que existe a partir de um certo valor da
defluência para os diversos valores de volume. Estas quinas ocorrem por causa
da limitação do engolimento da turbina pelo seu engolimento máximo, e por
causa do vertimento que ocorre como um excesso de vazão acima do
engolimento máximo das unidades geradoras.
A Figura 20 apresenta cortes da função de produção para os valores máximos e
mínimos de volume e defluência escolhidos como limites da função apresentada
Furnas
0 200 400 600 800 1000 1200 1400
400 900 1400 1900 2400 Defluência [m³/s]
Geração Hidráulica [MW]
x = 22950 hm³
x = 5733 hm³
Furnas
0 200 400 600 800 1000 1200 1400
5000 10000 15000 20000 25000 Volume [hm³]
Geração Hidráulica [MW]
u = 2000 m³/s
u = 500 m³/s
Figura 20. Cortes da Função de Produção da usina de Furnas para os limites de Volume e Defluência apresentados na Figura 19.
1.13 Usinas Termelétricas
Outra fonte geradora de energia amplamente utilizada é a geração termelétrica.
Neste tipo de geração, a energia elétrica é obtida através da transformação de
energia térmica em energia mecânica para a movimentação de uma turbina
acoplada a um gerador. A diferença entre os vários tipos de usinas está no modo
em que é obtida esta energia térmica, mais especificamente, no tipo de
combustível que a usina utiliza e na forma como é queimado.
O Brasil é um país onde a energia termelétrica corresponde a uma parcela
pequena da produção total, dada a abundância de aproveitamentos de recursos
hidráulicos. Dados atuais apontam que, aproximadamente, 95% da geração do
país são de origem hidrelétrica.
As usinas termelétricas podem ser divididas em dois grupos principais:
• Usinas convencionais, que utilizam combustíveis fósseis como o carvão, óleo, gás natural, biomassa e madeira;
• Usinas nucleares, que utilizam combustíveis físseis como o urânio natural e enriquecido.
A forma como o combustível é queimado resulta em outra divisão das usinas
termelétricas: usinas com turbinas a vapor, usinas com turbinas a gás e usinas
de combustão direta.
Nas usinas a vapor, o combustível é queimado para fornecer calor a uma
caldeira, onde água é aquecida e transformada em vapor que, sobre pressão,
Vapor
ω
Câmara de
Combustão
e
Caldeira
Turbina Gerador
Condensador
Água
E
Figura 21. Esquema simplificado de uma usina termelétrica a vapor.
Em usinas com turbinas a gás, a turbina é movida por mistura gasosa do ar
comprimido com o gás obtido na queima do combustível.
ω
Turbina Gerador
Exaustão Compressor
Entrada de Ar Injetor de
Combustível Gás
Aquecido Combustão
E
Figura 22. Esquema simplificado de uma usina termelétrica a gás.
Em usinas de combustão direta, o combustível alimenta algum tipo de motor a
pistão, como um motor diesel, que está acoplado a um gerador elétrico. Apesar destas usinas utilizarem o combustível mais caro e mais poluente, as usinas de
combustão direta são as mais versáteis e utilizadas. Esta versatilidade vem do
fato de suas dimensões serem reduzidas, de sua facilidade de operação e da
rapidez de tomada ou redução de carga. Este tipo é também muito utilizado
como fonte de geração para lugarejos pequenos e isolados.
O modelo de um sistema termelétrico deve considerar as diversas classes de
usinas térmicas classificadas conforme os custos de operação (tipos de
combustíveis), restrições de geração mínima e máxima de cada usina, tempo de
ligamento e desligamento, restrições de rampa de carga, eficiência das caldeiras
e dos conjuntos turbina/gerador, etc.
O custo total de operação inclui o custo do combustível e os custos de
de energia, os modelos mais utilizados assumem que estes custos são fixos. O
custo total costuma ser modelado como uma função convexa e crescente da
geração térmica, sendo em geral aproximado por um polinômio de segundo grau
[6], baseado na curva da taxa térmica incremental da usina, que dá a relação MJ/MWh da mesma. Esta relação informa a quantidade necessária de
combustível, em energia (MJ), para que a usina gere um MWh.
A Figura 23 apresenta a aparência típica da função de custo total de uma usina
termelétrica ψ(.).
g [MW]
(.)
ψ
[$]g g
Figura 23. Aparência típica da função de custo de operação de uma termelétrica.
A Tabela 9 apresenta a função de custo de geração e os limites de geração para
algumas usinas térmicas localizadas na região Sudeste. Estas funções são
lineares e o coeficiente a1 indica o custo incremental em US$, ou seja, o custo de
Função Custo e Limites de Geração Térmicas
a0 a1 a2
g
[MW]g
[MW]Nuclear 0,0 8 0,0 0,0 420
1 0,0 38 0,0 0,0 455
2 0,0 44 0,0 0,0 460
3 0,0 60 0,0 0,0 73
Óleo
4 0,0 70 0,0 0,0 70
1 0,0 14 0,0 0,0 318
2 0,0 20 0,0 0,0 354
Carvão 3 0,0 40 0,0 0,0 64
Tabela 9. Dados de algumas usinas térmicas do Sistema Sudeste.
Neste trabalho, a unidade utilizada para expressar energia é o MW (mega watt
médio). O MW , em um dado intervalo de tempo Δt, é a energia produzida por uma fonte geradora de potência 1 MW. Para que se consiga o valor de energia,
em unidades rotineiras como MWh ou MWmês, deve-se fornecer a duração do
intervalo em que a fonte geradora trabalhou.
Suponha-se, por exemplo, uma fonte geradora produzindo 1 MW de energia. Se esta fonte geradora trabalhar por uma hora, a energia gerada por ela será de 1
MWh. Se a mesma fonte trabalhar por um dia, a energia gerada será de 24 MWh
= 1 MWdia. Se a fonte geradora trabalhar por um mês (30 dias), a energia
gerada será dada por 730 MWh = 30MWdia = 1MWmês.
A vantagem de se utilizar o MW para se medir energia é que ele informa também o valor da potência média fornecida pela fonte geradora durante o
intervalo Δt. Suponha-se, por exemplo, que uma determinada usina tenha uma potência instalada de 1000 MW e que no intervalo de um mês esta usina tenha
gerado 500 MW . Em MWh, a usina gerou (730 horas x 500 MW ) = 365000 MWh. Além disso, tem-se a informação de que a potência média fornecida pela
usina durante o referido mês foi de 50% de sua capacidade instalada, ou seja, o
valor de energia também é o valor de potência média (500 MW).
Como a geração térmica é expressa em MW , e os coeficientes da função de custo térmico consideram a geração dada em MWh, deve-se proceder a
respectiva transformação de unidades. A conversão de uma certa geração g em
MW
MWh
g
t
g
3600
Δ
=
(30)onde a fração que multiplica a geração em MW , representa o número de horas
do intervalo Δt.
Finaliza-se aqui a apresentação detalhada da modelagem dos componentes que
fazem parte de um sistema hidrotérmico de geração, juntamente com ilustrações
2 Referências Bibliográficas
[1] Arvanitidis, N.V. & Rosing, J. Composite Representation of Multireservoir Hydroelectric Power
System - IEEE Transaction on PAS, vol. PAS-89, n° 2, pp.319-326, Fevereiro, 1970.
[2] Bissonnette, V. et alii A Hydro-Thermal Scheduling Model for the Hydro-Québec Production
Systems – v. PWRS-1, n° 2, pp. 204-210, May, 1986.
[3] Cruz Jr., G. & Soares, S. Non-uniform Composite Representation of Hydroelectric Systems for
Long-Term Hydrothermal Scheduling - IEEE Transactions on Power Systems, vol 11, n° 2, pp.702-707, Maio, 1996.
[4] Cruz Jr., G & Soares, S. Modelo Equivalente Não Linear para o Planejamento da Operação a
Longo Prazo de Sistemas de Energia Elétrica – Tese de Doutorado, FEEC/UNICAMP, dezembro, 1998.
[5] Dembo, R. S. et alii Managing Hidroeléctrica Española’s Hydroelectric Power System
-INTERFACE, vol.20, pp.115-135, 1990.
[6] El-Hawary, M.E. & Christensen, G.S. Optimal Economic Operation of Electric Power System –
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[7] Fabrycky, W. J. Economic Decision Analysis – Prentice-Hall, 1987.
[8] Ferreira, R. F. Contribuições ao Planejamento da Operação Energética de Sistemas de Energia
Elétrica - Tese de Mestrado, FEEC/UNICAMP, Dezembro 1997.
[9] Fortunato, L.A.M. e outrosIntrodução ao Planejamento da Expansão e Operação de Sistemas
de Produção de Energia Elétrica – EDUFF/Eletrobrás, 1990.
[10] Pereira, M.V.F. Optimal Scheduling of Hydrothermal System – Na Overview – IFAC Symposium on Planning and Operation of Electric Energy Systems, Rio de Janeiro, pp.1-9, 1985.
[11] Pereira, M.V.F. e outros Modelos Computacionais para Planejamento e Operação de Sistemas Hidrotérmicos de Grande Porte – Revista SBA: Controle e Automação, vol.1, n° 1, pp.31-41. [12] Plano Decenal 1999/2008 Modelos Computacionais para Planejamento e Operação de Sistemas
Hidrotérmicos de Grande Porte – Revista SBA: Controle e Automação, vol.1, n° 1, pp.31-41. [13] Oliveira, G.G., & Soares, S.A. – A Second-Order Network Flow Algorithm for Hydrothermal
Scheduling – IEEE Transactions on Power Systems, Vol 10, n.3, pp. 1635-1641, 1995.
[14] Rosenthal, R.A Nonlinear Network Flow Algorithm for Maximization of Benefits in a Hydroelectric Power Systems - Operation Research, vol. 29, n° 4, Julho-Agosto, 1981.
[15] Soares, S. Planejamento da Operação de Sistemas Hidrotérmicos – Revista SBA: Controle e Automação, Vol.1, n° 2, pp.122-123, 1987.
[16] Souza, Z. e outrosCentrais Hidro e Termelétricas – Edgard Blücher, São Paulo; Escola Federal de Engenharia, Itajubá, 1983.
HydroData
®Manual do Usuário
HydroLab
®HydroLab Engenharia e Consultoria
www.hydrolab.com.br
Manual do Usuário do Sistema HydroData (versão 0.60)
Autores: Marcelo Augusto Cicogna e Secundino Soares Filho
Dúvidas: [email protected]
Versão 1.8 atualizada em 31 de janeiro de 2005.
Índice
1 Características Técnicas ... 4
2 O Programa HydroData... 6
2.1 O Quadro de Usinas ... 7
2.2 O Quadro de Dados... 9
2.3 Aba Geral... 9
2.4 Aba Reservatório... 10
2.5 Aba Casa de Máquinas... 11
2.6 Aba Curva Colina... 12
2.7 Aba Canal de Fuga ... 15
2.8 Aba Vazão ... 15
2.9 Aba Cálculos ... 18
3 Recursos
Avançados ... 20
3.1 Compatibilidade com o Programa SIPOT ... 20
3.2 Capacidades de Impressão ... 21
3.3 Capacidades de Exportação ... 22
3.4 Histórico das Alterações... 24
3.5 Dados das Empresas ... 25
3.6 Sistema de Ajuda Online... 25