ECONOMIA A 11º ANO | EXERCÍCIOS UNIDADE 9 – A CONTABILIDADE NACIONAL
Exercícios de Exames – Proposta de Correção
(2014-2020)
9. A Contabilidade Nacional
1. A Tabela 5 apresenta dados relativos a alguns dos indicadores das contas nacionais portuguesas, em 2018 e em 2019.
Com base nos dados apresentados na Tabela 5, podemos afirmar que, em Portugal, (A) em 2018 e em 2019, as importações de bens e serviços foram, respetivamente, 89 293 milhões de euros e 93 119 milhões de euros.
(B) em 2018 e em 2019, as exportações de bens e serviços foram, respetivamente, 88 445 milhões de euros e 92 916 milhões de euros.
(C) em 2018, as importações de bens e serviços e as exportações de bens e serviços foram, respetivamente, 88 445 milhões de euros e 89 293 milhões de euros.
(D) em 2018, as importações de bens e serviços e as exportações de bens e serviços foram, respetivamente, 92 916 milhões de euros e 93 119 milhões de euros.
(1ª fase, 2020) 2018
Exportações = Procura Global – Procura Interna = 292 750 – 203 457 = 89 293 Despesa Interna = Procura Global - Importações
Importações = Procura Global - Despesa Interna = 292 750 - 204 305 = 88 445 2019
Exportações = 305 170 – 212 051 = 93 119 Importações = 305 170 – 212 254 = 92 916
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2. De acordo com a contabilidade nacional, a diferença entre rendimento nacional bruto, calculado a preços correntes, e rendimento nacional líquido, calculado a preços correntes, corresponde ao valor
(A) do total de impostos sobre a produção, depois de deduzidos os subsídios de exploração.
(B) dos subsídios à produção de produtos finais e à importação de matérias-primas. (C) do consumo de capital fixo/amortização calculado para o conjunto de uma economia. (D) dos consumos intermédios realizados nos vários processos produtivos de bens e serviços.
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3. Considere que, em 2019, uma determinada economia fechada, sem Estado, produziu apenas pão como bem de consumo final. No processo produtivo deste bem participaram apenas duas empresas, uma produtora de farinha (empresa E) e outra produtora de pão (empresa F). Em 2019, a empresa E não efetuou qualquer consumo intermédio. Esta empresa cultivou o trigo e transformou-o em farinha, comercializando-a por 8000 milhares de euros. No mesmo ano, a empresa F transformou a farinha em pão, acrescentando 15 000 milhares de euros ao valor da farinha. No conjunto, as duas empresas efetuaram pagamentos anuais relativos a salários, rendas e lucros no valor, respetivamente, de 10 000, 7000 e 6000 milhares de euros. Considere, ainda, que a produção realizada em 2019 foi vendida na totalidade e que, tanto no início como no final desse ano, não havia existências de quaisquer dos bens.
Complete o texto seguinte, escolhendo a opção adequada para cada espaço.
Transcreva para a folha de respostas cada uma das letras a), b), c) e d), seguida do número que corresponde à opção selecionada.
Com base na situação descrita, podemos afirmar que, em 2019, nesta economia, o produto foi a) milhares de euros. O produto desta economia, de acordo com a ótica b), corresponde também à soma das remunerações dos fatores produtivos. O valor do produto é distinto do valor c), pois este último valor corresponde à soma do valor do consumo final e do valor d).
(1ª fase, 2020) a) 3;
b) 1; c) 1; d) 2
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4. A Figura 1 apresenta o circuito económico de uma determinada economia, no qual estão representados todos os fluxos monetários estabelecidos, em 2019.
4.1 Complete o texto seguinte, relativo à Figura 1, selecionando a opção adequada para cada espaço.
Transcreva para a folha de respostas cada uma das letras a), b), c) e d), seguida do número que corresponde à opção selecionada.
Em 2019, nesta economia, o valor da procura interna foi a) e o valor da despesa interna foi b). Este valor da despesa poderia ter sido calculado segundo a ótica do rendimento através da soma c). Neste ano, o sector institucional administrações públicas cobrou receitas no valor de 6 milhões de euros e apresentou recursos de valor d) ao dos empregos.
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4.2 Sabendo-se que a alguns fluxos monetários correspondem fluxos reais de idêntico valor, podemos afirmar que, com base na Figura 1, aos fluxos monetários «despesas de consumo» e «salários» correspondem, respetivamente, os fluxos reais
(A) «horas de trabalho» e «bens e serviços». (B) «horas de trabalho» e «mercadorias». (C) «bens e serviços» e «mercadorias». (D) «bens e serviços» e «horas de trabalho».
(2ª fase, 2020)
5. Leia o texto.
Uma das parcelas mais significativas da procura interna é o investimento. O investimento desempenha dois papéis na economia. No curto prazo, o investimento, efetuado sem recurso às importações, altera o produto. Além disso, o investimento leva à acumulação de capital. Novos edifícios e equipamentos criam as condições para o crescimento do produto a longo prazo.
Baseado em: Paul A. Samuelson e William D. Nordhaus, Economia, 19.ª edição, Lisboa, McGraw-Hill, 2012, p. 420. Explicite, com base no texto, o contributo do investimento para o crescimento do produto de um país no curto prazo e no longo prazo.
(2ª fase, 2020) Sendo uma das componentes da procura interna (a par do consumo privado e do consumo público), o investimento, contribui para o aumento do produto no curto prazo, considerando-se tudo o resto constante.
Ao traduzir-se na aquisição de novos equipamentos (acumulação de capital), o investimento contribui para aumentar a capacidade de produção e o produto no longo prazo.
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6. Em 2018, registaram-se os seguintes fluxos relativos à realização de operações sobre produtos (bens e serviços).
1) A embaixada do país B, localizada no país A, obteve 24 mil euros, como valor acrescentado, pelos serviços prestados aos seus cidadãos residentes no território geográfico do país A.
2) A extração de petróleo em águas territoriais do país A, por uma empresa constituída por capitais do país B e residente no território económico do país A, possibilitou a obtenção de 1,2 milhões de euros, como valor acrescentado.
Com base na situação descrita, podemos afirmar que o valor acrescentado relativo à prestação de serviços foi registado no produto interno do _____________ e que o valor acrescentado relativo à extração de petróleo foi registado no produto interno do _____________.
Selecione a opção que completa corretamente a afirmação anterior. (A) país A; país B
(B) país B; país A (C) país A; país A (D) país B; país B
(1ª fase, 2019) A embaixada do país pertence ao território económico do país B.
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7. A Tabela 4 apresenta alguns dados relativos às contas nacionais de um determinado país, em 2018.
Com base nos dados apresentados na Tabela 4, podemos afirmar que, em 2018, neste país,
(A) as importações de bens e serviços e o investimento foram, respetivamente, 120 milhões de euros e 240 milhões de euros.
(B) as importações de bens e serviços e o investimento foram, respetivamente, 240 milhões de euros e 120 milhões de euros.
(C) a procura interna e as importações de bens e serviços foram, respetivamente, 680 milhões de euros e 240 milhões de euros.
(D) a procura interna e as importações de bens e serviços foram, respetivamente, 920 milhões de euros e 120 milhões de euros.
(1ª fase, 2019) Despesa Interna =Procura Global - Importações <=>
<=> Importações = 1520 – 1280 = 240
Procura Global = Consumo Total + Investimento + Exportações <=> <=> Investimento = 1520 – 800 – 600 = 120
Procura Global = Procura Interna + Exportações <=> <=> Procura Interna = 1520 – 600 = 920
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8. Leia o texto.
Um dos instrumentos que o governo utiliza para influenciar a atividade económica é a aplicação de impostos diretos sobre o rendimento das famílias. Por um lado, o aumento dos impostos diretos sobre o rendimento das famílias reduz, por exemplo, a aquisição de automóveis ou de refeições fora de casa. Por outro lado, o aumento destes impostos proporciona ao Estado mais recursos, por exemplo, para a construção de hospitais e para o fornecimento de lanches escolares.
Baseado em: Paul A. Samuelson e William D. Nordhaus, Economia, 19.ª edição, Lisboa, McGraw-Hill, 2012, p. 304. Explique, com base no texto, os efeitos do aumento dos impostos diretos no produto de um país, considerando-se tudo o resto constante.
Na sua resposta, utilize a ótica da despesa.
(1ª fase, 2019) Tendo por base a ótica da despesa, o aumento dos impostos diretos provoca a diminuição do rendimento disponível dos particulares e por isso o consumo privado decresce, contribuindo para a descida do produto de um país.
Por outro lado, este aumento possibilita uma subida da carga fiscal e, como tal, o Estado consegue arrecadar mais receitas, levando ao aumento do consumo público e por conseguinte do produto.
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9. Leia o texto.
No cálculo do produto de um determinado país, pela ótica do produto, não se soma tudo o que as empresas vendem. Veja-se o exemplo de um pequeno país, cuja única empresa é uma construtora de skates, responsável por produzir as tábuas e as rodas, e que vende 100 mil euros de skates por ano. Vamos imaginar agora que a empresa se divide em duas. Passamos a ter uma empresa que produz as rodas (empresa E) e outra que constrói as tábuas, monta as rodas nas tábuas e vende os skates às famílias (empresa F). A empresa E tem uma produção que vende, por 30 mil euros, à empresa F, e esta vende às famílias os skates, por 100 mil euros. Significa isso que o produto deste país aumentou de 100 mil para 130 mil euros?
Nuno Aguiar, Os Números da Nossa Vida, 1.ª edição, Lisboa, A Esfera dos Livros, 2015, p. 44. (Texto adaptado) Explique por que razão o produto de um país não corresponde à soma das vendas de todas as suas empresas.
(1ª fase, 2019) O produto de um país não corresponde à soma das vendas de todas as suas empresas, porque assim estaríamos a incorrer num problema de múltipla contagem. Pelo
contrário, o produto é igual à soma dos valores acrescentados. O valor das vendas corresponde ao valor acrescentado mais os consumos intermédios das empresas. No caso concreto apresentado no texto, o produto continuaria a ser 100 mil e não 130 mil euros.
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10. Uma empresa de pesca, constituída por capitais portugueses, explora recursos piscícolas, há mais de um ano, em águas territoriais da Suécia.
O valor acrescentado bruto criado na exploração desses recursos naturais, em águas territoriais suecas, é contabilizado, pelo sistema de contas nacionais, como componente do produto interno bruto (PIB) português. Esta afirmação é
(A) falsa, porque toda a atividade económica realizada por empresas residentes no território económico sueco é contabilizada no PIB da Suécia.
(B) verdadeira, porque toda a atividade económica realizada por empresas de capitais portugueses é contabilizada no PIB de Portugal.
(C) verdadeira, porque o PIB português apenas contabiliza a produção realizada por empresas residentes no território económico português.
(D) falsa, porque o PIB sueco apenas contabiliza a produção realizada por empresas constituídas por capitais suecos.
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11. A Tabela 3 apresenta dados relativos ao cálculo do produto de uma determinada economia fechada, sem Estado, constituída apenas por três empresas, E, F e G, em 2018.
Com base nos dados apresentados na Tabela 3, podemos afirmar que, em 2018, o valor do produto desta economia foi
(A) 52 780 milhões de euros. (B) 79 700 milhões de euros. (C) 92 120 milhões de euros. (D) 67 280 milhões de euros.
(2ª fase, 2019) Valor do produto = Valor bruto da produção – Valor dos consumos intermédios
Valor do produto = 18 700 + 16 000 + 45 000 – 2020 -1500 – 8900 = 67 280 milhões de euros
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12. Leia o texto.
O produto interno bruto (PIB) é um indicador abrangente, que está relacionado com o valor de mercado de todos os bens e serviços produzidos na economia. Todavia, há alguns bens e serviços que são excluídos no processo de cálculo do PIB. Os serviços de jardinagem, por exemplo, contratados por uma família a uma empresa entram no cálculo do PIB, mas os serviços de jardinagem realizados por essa família no jardim da sua moradia não entram nesse cálculo. Esta exclusão do PIB pode, às vezes, levar a resultados menos fiáveis.
Baseado em: N. Gregory Mankiw, Introdução à Economia,2.ª edição, Rio de Janeiro, Elsevier, 2001, p. 496. Explique a limitação da contabilidade nacional exemplificada no texto, abordando: – a dificuldade de contabilizar o valor de mercado de todos os bens e serviços no cálculo do PIB;
– o impacto dessa dificuldade no valor do PIB.
(2ª fase, 2019) Tal como é evidenciado no texto, existe dificuldade em contabilizar o valor de mercado de todos os bens e serviços, isto porque só o que é transacionado é tido em linha de consideração. No caso do serviço de jardinaria, se for feito por um indivíduo a uma empresa, será contabilizado no cálculo do PIB, pois é um serviço transacionado. Se, por outro lado, este serviço for realizado no jardim desse indivíduo já não haverá transação no mercado e por isso não entra no cálculo do PIB.
A dificuldade de contabilização do valor do PIB subvaloriza os seus resultados, porque não fornecem dados tão completos quanto aqueles que a realidade económica apresenta.
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13. A Tabela 4 apresenta dados das contas nacionais de um determinado país, em 2017.
13.1 Os dados apresentados na Tabela 4 permitem afirmar que, em 2017, nesse país, (A) o valor do produto interno bruto a preços de mercado foi 102 000 milhões de euros.
(B) o valor da despesa nacional foi 101 000 milhões de euros. (C) o valor da despesa interna foi 76 000 milhões de euros.
(D) o valor do produto nacional líquido a preços de mercado foi 71 000 milhões de euros.
PIBpm = Despesa Interna = Procura Global – Importações = 120 000 – 23 000 = 97 000 PNBpm = Despesa Nacional = PIBpm + SRRM = 97 000 + 4 000 = 101 000
PNLpm = PILpm + SRRM = 75 000 + 4000 =79 000
13.2 Os dados apresentados na Tabela 4 permitem afirmar que, em 2017, nesse país, o valor das exportações de bens e serviços foi
(A) 21 000 milhões de euros. (B) 19 000 milhões de euros. (C) 27 000 milhões de euros. (D) 24 000 milhões de euros.
(1ª fase, 2018) Procura Global = Procura Interna + Exportações
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14. A Tabela 2 apresenta, para um determinado país, dados retirados do sistema de contas nacionais, em 2016 e em 2017.
Considere que a taxa de variação nominal anual do produto interno bruto (PIB), em 2017, foi -3,2%. Com base nos dados apresentados, podemos afirmar que as duas componentes da procura global cujo peso no PIB aumentou, em 2017, face a 2016, foram
(A) a formação bruta de capital e as exportações de bens e serviços. (B) a formação bruta de capital e o consumo privado.
(C) o consumo público e as exportações de bens e serviços. (D) o consumo público e o consumo privado.
(2ª fase, 2018) Componentes cujo peso aumentou ou diminui menos que a variação do PIB
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15. Leia o texto.
Acabaram de bater no carro do João. A seguradora do outro condutor terá de pagar a reparação do carro do João. O outro condutor terá de pagar mais pelo seguro todos os anos e será obrigado a comprar um carro novo. Umas semanas depois, o João terá ainda de ir ao hospital, pois a dor no braço persiste desde o acidente. Se calhar, um dos dois ainda decide contratar um advogado e ir a tribunal. Parece um cenário medonho, mas veja o lado positivo: sem se aperceberem, ambos acabaram de dar um contributo importante para o produto interno bruto (PIB) do país.
Nuno Aguiar, Os Números da Nossa Vida, 1.ª edição, Lisboa, A Esfera dos Livros, 2015, p. 33 (texto adaptado).
Justifique o contributo do acidente referido no texto para o PIB do país, considerando-se tudo o resto constante.
(2ª fase, 2018) Tendo por base a ótica da Despesa, o acidente tem como consequência o aumento do valor das despesas de consumo. Como tal, a procura interna irá aumentar e por isso a despesa interna, equivalente ao PIB, crescerá, mantendo tudo o resto constante.
16. A Tabela 3 apresenta a evolução das componentes da despesa interna de um determinado país, no período de 2012 a 2016.
Com base na Tabela 3, podemos afirmar que, nesse país, o valor do produto interno bruto (PIB), calculado em termos nominais,
(A) diminuiu, em 2015, face a 2014. (B) diminuiu, em 2016, face a 2015. (C) aumentou, em 2014, face a 2013. (D) aumentou, em 2013, face a 2012.
(1ª fase, 2017)
Despesa Interna = Procura Interna + Exportações – Importações = PIBpm
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17. O Gráfico 2 apresenta valores, calculados em termos nominais, retirados do sistema de contas nacionais de um determinado país, no período de 1970 a 2010.
Com base no Gráfico 2, podemos afirmar que, nesse país, o valor do saldo dos rendimentos do trabalho, da propriedade e da empresa com o resto do mundo (A) foi negativo, em 1970 e em 1990.
(B) foi positivo, em 2000 e em 2010. (C) foi positivo, em 1970 e em 1980. (D) foi negativo, em 1990 e em 2000.
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18. A Tabela 9 apresenta dados das contas nacionais de um determinado país, em 2010.
Considere ainda que, em 2016, nesse país, o produto interno bruto (PIB) foi 165 000 milhões de euros e que, no período de 2010 a 2016, a taxa de variação do PIB foi 10%. Calcule, com base na situação descrita, o valor do investimento, nesse país, em 2010. Na sua resposta, apresente a fórmula usada e os cálculos efetuados.
(1ª fase, 2017) 165 000 − 𝑃𝐼𝐵2010 𝑃𝐼𝐵2010 × 100 = 10 <=> <=> 165 000 − 𝑃𝐼𝐵2010𝑃𝐼𝐵2010 = 0,1<=> <=> 165 000 − 𝑃𝐼𝐵2010 = 0,1 × 𝑃𝐼𝐵2010 <=> <=> 165 000 = 1,1 𝑃𝐼𝐵2010 <=> <=> 𝑃𝐼𝐵2010 = 150 000
Procura Interna = Consumo Total + Investimento 159 000 = 115 500 + Investimento <=>
<=> Investimento2010 = 43 500 milhões de euros
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19. A Tabela 5 apresenta dados do produto interno bruto (PIB) e suas componentes na ótica da despesa, para um determinado país, no período de 2014 a 2016.
Com base nos dados da Tabela 5, podemos afirmar que, nesse país, o valor da procura interna
(A) diminuiu, em 2016, face a 2015. (B) aumentou, em 2015, face a 2014. (C) foi 170 850 milhões de euros em 2016. (D) foi 211 680 milhões de euros em 2014.
(2ª fase, 2017) Procura Interna = Consumo Total + Investimento
2014: Procura Interna = 193 680 2015: Procura Interna = 154 980 2016: Procura Interna = 170 850
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20. O Gráfico 1 apresenta valores do consumo privado, retirados do sistema de contas nacionais de um determinado país, no período de 1970 a 2010.
Com base no Gráfico 1, podemos afirmar que, nesse país,
(A) em 2010, face a 2000, se verificou um aumento do nível médio de preços. (B) em 1990, face a 1980, o nível médio de preços se manteve.
(C) em 1980, face a 1970, se verificou uma diminuição do nível médio de preços. (D) em 2000, face a 1990, o nível médio de preços se manteve.
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21. Leia o texto.
Um simples exemplo basta para tornar evidentes as limitações do cálculo do produto como forma de avaliar o bem-estar das populações. Um navio petroleiro naufragou nas costas do Alasca e as autoridades contrataram várias empresas para levar a cabo a limpeza da orla costeira. Como pode a destruição ambiental, que impossibilita a utilização da zona costeira pela população, para atividades de lazer, aumentar o produto?
Baseado em: Ladislau Dowbor, O debate sobre o PIB: estamos fazendo a conta errada,26 de setembro de 2009, DVD anexo à obra Economia(s), de Francisco Louçã e José Castro Caldas, 2.ª edição, Porto, Afrontamento, 2010
Explique como os efeitos do derrame de petróleo referido no texto contribuíram para aumentar o produto do país e, simultaneamente, para reduzir o bem-estar da população.
(2ª fase, 2017) O derrame de petróleo levou à necessidade de contratar empresas responsáveis pela limpeza da orla costeira. Com a sua atuação, estas empresas criam valor acrescentado, contribuindo para o crescimento do produto do país.
As consequências causadas no ambiente pelo derrame de petróleo constituem uma externalidade negativa, que reduz o bem-estar da população pelo facto de os indivíduos se virem impedidos de usufruir da zona costeira.
22. O espaço aéreo nacional de Portugal e a Embaixada de Espanha, em Lisboa, são considerados, no âmbito da contabilidade nacional, território económico
(A) de Portugal, em ambos os casos. (B) de Espanha, em ambos os casos. (C) de Portugal, apenas no primeiro caso. (D) de Espanha, apenas no primeiro caso.
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23. A Tabela 4 apresenta valores retirados do sistema de contas nacionais de um país, em 2015.
Com base na Tabela 4, podemos afirmar que, em 2015, nesse país, o valor (A) da procura global foi 4600 milhões de euros.
(B) da procura global foi 3040 milhões de euros.
(C) das exportações de bens e serviços foi 240 milhões de euros. (D) das exportações de bens e serviços foi 540 milhões de euros.
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24. As tabelas 7 e 8 apresentam, respetivamente, o valor acrescentado bruto (VAB) e o valor bruto da produção, por sectores de atividade económica, numa dada economia sem Estado, em 2015.
Considere, ainda, que, nesta economia, o VAB do sector terciário foi 102 000 milhões de euros.
Calcule, com base nos dados apresentados, o consumo intermédio da economia em 2015.
Na sua resposta, apresente a fórmula usada e os cálculos efetuados.
(1ª fase, 2016) VAB setor terciário = 102 000 milhões de euros = 60% do PIB
PIB = (102 000 x 100) / 60 = 170 000 milhões de euros
Valor bruto da produção total = 35 000 + 72 000 + 107 000 = 214 000 milhões de euros
VAB total = PIB = 170 000
VAB total = Valor bruto da produção total – Consumo intermédio 170 000 = 214 000 – Consumo intermédio <=>
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25. Em 2015, num determinado país, o valor do produto interno bruto a preços de mercado, calculado segundo a ótica do produto, é diferente do valor da despesa interna, calculado segundo a ótica da despesa. Esta afirmação é
(A) verdadeira, porque cada ótica de cálculo do valor do produto fornece informações diferentes.
(B) verdadeira, porque cada ótica de cálculo do valor do produto produz a sua análise da realidade.
(C) falsa, porque as duas óticas de cálculo do valor do produto utilizam as mesmas componentes.
(D) falsa, porque as duas óticas de cálculo do valor do produto conduzem à obtenção do mesmo resultado.
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26. A Figura 1 apresenta o circuito económico de uma economia, em 2015, no qual estão representados todos os fluxos monetários estabelecidos nesse ano.
Com base na Figura 1, e de acordo com a contabilidade nacional, podemos afirmar que, nessa economia, em 2015, o valor da procura interna foi
(A) 1070 unidades monetárias. (B) 1720 unidades monetárias. (C) 1010 unidades monetárias. (D) 1660 unidades monetárias.
(2ª fase, 2016) Procura Interna = Consumo privado + Consumo público + Investimento
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27. Os dados apresentados na Tabela 6 referem-se à economia portuguesa, em 2013 e em 2014.
Explicite, com base nos dados apresentados, o comportamento do produto interno bruto (PIB) português, em 2014, considerando:
– a evolução do PIB, em termos reais;
– a evolução das componentes da despesa interna;
– os efeitos da evolução dessas componentes no crescimento do PIB.
(2ª fase, 2016) Em 2014 face a 2013, o PIB português registou uma taxa de variação real anual de 0,9% como se pode observar pela tabela.
No que se refere à evolução das componentes da despesa interna, registaram taxas de variação real anual positivas o consumo privado (2,2%), a formação bruta de capital fixo (5,5%), as exportações de bens e serviços (3,9%) e as importações de bens e serviços (7,2%). Já o consumo público teve uma variação negativa (-0,5%).
As componentes consumo privado, formação bruta de capital fixo e exportações de bens e serviços contribuíram para o crescimento do PIB enquanto a diminuição do consumo público e o aumento das importações de bens e serviços impediram que esse crescimento fosse superior.
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28. Leia o texto.
O uso de dinheiro como unidade de medida para avaliar o produto de uma economia levanta um problema. Os preços variam ao longo do tempo. As barras de chocolate, os livros e as cirurgias cardíacas custam mais hoje do que há dez anos. Corremos o risco de errar, imaginando que a economia está a produzir mais quando, na verdade, pode ser que apenas os preços tenham aumentado. Para comparar adequadamente valores do produto de diferentes anos, os economistas corrigem esses valores de modo a excluir as variações nos preços.
Joseph E. Stiglitz e Carl E. Walsh, Introdução à Macroeconomia,3.ª edição, Rio de Janeiro, Campus, 2003, p. 91 (adaptado)
Identifique e explique, com base no texto, a vantagem da valorização do produto a preços constantes face à valorização do produto a preços correntes para analisar a evolução do produto.
(2ª fase, 2016) A valorização do produto a preços constantes é realizada tendo em conta um ano-base, ou seja, não considera as variações no preço e por isso, ao contrário da valorização do produto a preços correntes, reflete apenas as variações na quantidade produzida. Torna-se mais vantajosa a valorização a preços constantes porque facilita a comparação da quantidade produzida em diferentes anos.
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29. Suponha que, em 2014, numa economia fechada, toda a produção foi realizada apenas por três empresas. Considere que não havia existências de quaisquer bens, tanto no início como no final de 2014.
O Quadro 3 apresenta os valores das vendas de cada uma das empresas às restantes empresas e às famílias, nesse ano. O total das vendas de cada uma das empresas corresponde à sua produção (em milhares de euros).
Os dados apresentados permitem-nos afirmar que, em 2014, o Produto dessa economia, calculado pelo método
(A) dos valores acrescentados, foi 505 milhares de euros. (B) dos valores acrescentados, foi 325 milhares de euros. (C) dos produtos finais, foi 810 milhares de euros.
(D) dos produtos finais, foi 350 milhares de euros.
(1ª fase, 2015) Valor do produto método dos VA = Valor do produto método produtos finais
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30. Uma empresa, constituída por capitais do país B, explora, há dois anos, gás natural em águas territoriais do país A. O valor acrescentado bruto criado na produção de gás natural, por essa empresa, em águas territoriais do país A, é contabilizado, pelo Sistema de Contas Nacionais, no PIB do país A. Esta afirmação é
(A) falsa, porque a empresa que faz a exploração de gás natural é uma unidade residente no país B.
(B) falsa, porque as plataformas de exploração de gás natural desta empresa estão localizadas no território económico do país B.
(C) verdadeira, porque a produção efetuada, no resto do mundo, por residentes no país A corres ponde ao valor do PIB desse país.
(D) verdadeira, porque as águas territoriais do país A fazem parte do território económico desse país.
(1ª fase, 2015)
31. O Quadro 8 apresenta dados relativos ao Produto Interno Bruto (PIB) e às principais componentes da Despesa, em Portugal, em 2003 e em 2013. O Quadro 9 apresenta dados relativos à estrutura do Produto Interno Bruto (PIB), em Portugal, nos mesmos anos.
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Explique, com base nos documentos apresentados, as alterações verificadas na estrutura do PIB, em Portugal, em 2013, face a 2003, considerando:
– a evolução do PIB, em termos nominais;
– a relação entre a evolução do PIB e a evolução das componentes da procura global; – o efeito dessas evoluções na estrutura do PIB.
(1ª fase, 2015) Em 2013 face a 2003, o PIB português, em termos nominais, registou uma variação positiva de 15,5%, tendo passado de 143 471,7 para 165 690,0 milhões de euros.
No que se refere à procura global, o crescimento do PIB resultou de variações positivas das componentes consumo total (15,8%) e exportações de bens e serviços (70%). Por outro lado, a redução da formação bruta de capital fixa (-24,1%) impediu um maior aumento do PIB no período em análise.
Como consequência de taxas de variação nominal superiores à taxa de variação nominal do PIB, o consumo total e as exportações de bens e serviços aumentaram o seu peso no PIB, passando de 83,3% para 83,5% e de 27,6% para 40,7%, respetivamente, entre 2003 e 2013. Por sua vez, a taxa de variação negativa da formação bruta de capital fixo levou a que o seu peso no PIB diminuísse de 23,5% em 2003 para 15,4% em 2013.
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32. O Quadro 1 apresenta dados das contas nacionais de um dado país, em 2014.
Os dados apresentados no Quadro 1 permitem-nos afirmar que, em 2014, nesse país, o valor
(A) das amortizações/consumo de capital fixo foi 55 000 milhões de euros. (B) das amortizações/consumo de capital fixo foi 30 000 milhões de euros.
(C) do Produto Interno Bruto a preços de mercado foi 215 000 milhões de euros. (D) do Produto Interno Bruto a preços de mercado foi 225 000 milhões de euros.
(2ª fase, 2015) Despesa Nacional = PNB pm
PNB pm = PIB pm + SRRM «=» PIB pm = 255 000 – 25 000 «=» PIB pm = 230 000
PIB pm = PIL pm + Consumo Capital Fixo «=» Consumo Capital Fixo = 230 000 – 200 000 «=» Consumo Capital Fixo = 30 000
33. De acordo com a Contabilidade Nacional, a procura global calcula-se
(A) adicionando ao valor da procura interna o valor das importações de bens e serviços.
(B) adicionando ao valor da procura interna o valor das exportações de bens e serviços. (C) subtraindo ao valor da Despesa Interna o valor das importações de bens e serviços. (D) subtraindo ao valor da Despesa Interna o valor das exportações de bens e serviços.
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34. O Quadro 1 apresenta dados relativos às contas nacionais de um determinado país, em 2013.
Com base no Quadro 1, podemos afirmar que, em 2013, nesse país, o valor da (A) Procura interna foi 7800 milhões de euros.
(B) Procura interna foi 7200 milhões de euros. (C) Despesa nacional foi 10 000 milhões de euros. (D) Despesa nacional foi 7700 milhões de euros.
(1ª fase, 2014) Despesa Nacional = 7500 + (-200) = 7300
Despesa Interna = Procura Interna + Exportações – Importações <=> <=> Procura Interna = Despesa Interna – Exportações + Importações <=> <=> Procura Interna = 7800
35. Em 2013, uma determinada família gastou 120 mil euros na construção da sua própria habitação e5 mil euros numa viagem turística. Estas despesas, efetuadas por essa família, são consideradas pela Contabilidade Nacional,
(A) ambas, despesas de investimento. (B) ambas, despesas de consumo.
(C) respetivamente, despesas de investimento e despesas de consumo. (D) respetivamente, despesas de consumo e despesas de investimento.
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36. Considere uma economia fechada que apenas produziu bolachas como bem de consumo final, em 2013. No processo produtivo das bolachas, as diversas empresas utilizaram vários bens como consumos intermédios: farinha, açúcar, leite, água e eletricidade (sendo a produção de bolachas a única utilização dada a estes bens). A produção realizada no país foi vendida na totalidade. Assim, tanto no início como no fim de 2013, não havia existências de quaisquer dos bens.
O Quadro 6 apresenta, para essa economia, o valor da produção de 2013, em unidades monetárias.
Explicite o problema da múltipla contagem, fundamentando a sua resposta com os valores do Quadro 6.
(1ª fase, 2014) O problema da múltipla contagem representa o erro cometido no cálculo do Produto de um determinado país, quando se adicionam os valores de produção de todos os bens, independentemente de os mesmos serem utilizados para consumo final ou para consumo intermédio.
Se forem somados os valores da eletricidade (2 500 u.m.), da produção da farinha, do açúcar, do leite e da água (10 000 u.m.) e da produção de bolachas (18 000 u.m.), é obtido como valor do Produto 30 500 u.m. Assim, incorreremos no problema da múltipla contagem, pois é contabilizado por duas vezes o valor dos consumos intermédios (12 500 u.m.).
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37. O Quadro 2 apresenta, para um determinado país, em 2012 e em 2013, o valor do consumo privado calculado a preços correntes e o valor do consumo privado calculado a preços constantes de 2006.
Os dados apresentados no Quadro 2 permitem-nos afirmar que, nesse país, em 2013, face a 2012,
(A) diminuíram a quantidade consumida pelas Famílias e o nível médio de preços. (B) diminuiu a quantidade consumida pelas Famílias e aumentou o nível médio de preços.
(C) aumentou a quantidade consumida pelas Famílias e diminuiu o nível médio de preços. (D) aumentaram a quantidade consumida pelas Famílias e o nível médio de preços.
(2ª fase, 2014)
38. Em 2013, uma dada empresa, residente em Espanha, mas constituída por capitais portugueses, criou, no território económico espanhol, um valor acrescentado bruto de 200 mil euros. Nesse ano, a empresa não distribuiu lucros pelos seus acionistas, nem efetuou outros pagamentos relativos a rendimentos primários ao Resto do Mundo. O valor acrescentado bruto criado pela empresa, em 2013, foi contabilizado (A) no PIB espanhol e no PNB português.
(B) no PIB português e no PNB espanhol. (C) no PIB português e no PNB português. (D) no PIB espanhol e no PNB espanhol.
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Autor: Tiago Martins
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PROGRAMA COMPLETO DE ECONOMIA A – 11º ANO
A CONTABILIZAÇÃO DA ATIVIDADE ECONÓMICA 8 | Os agentes económicos e o circuito económico 9 | A Contabilidade Nacional
A ORGANIZAÇÃO ECONÓMICA DAS SOCIEDADES 10 | Relações económicas com o resto do mundo 11 | A intervenção do Estado na economia