1. OBJECTIVO E ÂMBITO
Este procedimento tem como objectivo estabelecer regras para a instalação eléctrica em edifícios.
1.1. Abreviaturas e definições
Não aplicável
2. MODO DE PROCEDER
Fluxo
Critérios de Execução
Características
a controlar
Responsável
Antes do início de qualquer trabalho, proceder-se-á à marcação dostraçados e à localização dos vários materiais a aplicar, atendendo nesta marcação a que:
• Dever-se-á evitar traçados oblíquos e faltas de paralelismo dos tubos, condutores e cabos.
• Os raios de curvatura de tubos e condutores serão adequados aos respectivos diâmetros, não sendo inferiores a 6 vezes o valor destes.
• Os traçados serão tais que se evite a entrada de humidade e água nos tubos e muito especialmente, a sua conservação dentro dos tubos.
• Os aparelhos e caixas da mesma natureza serão colocados à mesma altura; a sua localização será tal que nunca interfiram com sancas ou ombreiras.
• Dever-se-á ter em consideração o estado em que na ocasião da marcação se encontre o acabamento dos trabalhos de construção civil, estabelecendo-se as devidas compensações para que as alturas e distâncias a respeitar resultem correctas relativamente às obras acabadas.
• Dever-se-á associar as marcações de infraestruturas de especialidades distintas de modo a optimizar os seus trajectos. No entanto deverá ser respeitado o exigido no projecto de execução e as distâncias mínimas entre infraestruturas de especialidades diferentes.
• Traçado • Encarregado
• Recorrendo a uma picadeira, abrem-se os roços, tendo em
conta a marcação descrita no ponto anterior. • Não Aplicável • Não Aplicável • Nas instalações embebidas coloca-se a base da caixa apôs a
marcação afim desta ser chumbada pela civil.
• Nas instalações á vista primeiro coloca-se a tubagem de seguida as caixas e depois a cablagem. Apôs a passagem dos cabos, finaliza-se a ligação das caixas, verificando-se a conformidade da ligação (aperto ou correcto encaixe).
• As caixas de derivação, passagem e aparelhagem são moldadas em PVC rígido, de paredes robustas, com tampas de encaixe rápido ou fixadas por parafuso de latão cromado ou cadmiado, e convenientemente dimensionadas para o número e secção dos condutores a suportarem.
• As entradas são feitas por meio de boquilhas e batentes, do mesmo material das caixas, independentes ou não da própria caixa. • Localização do equipamento e traçado • Encarregado Marcação da instalação Abertura de roços Montagem de caixas de derivação passagem e de aparelhagem
a controlar
• As caixas de derivação e terminais para montagem exterior sãoestanques, fazendo-se a penetração dos cabos através de bucins (mínimo IP 44).
• As derivações nas caixas são feitas com ligador do tipo rápido ou em placas de borne com base em porcelana, com terminais de latão niquelado, adequados à secção e número de condutores a interligar. Não são permitidos mais de quatro condutores por borne.
• As caixas de aparelhagem são redondas, com 60 mm de diâmetro interior, e a altura de 40 mm, nos casos de caixas terminais, ou de 68 mm nos casos de caixas de fundo duplo.
• Localização do equipamento e traçado
• Encarregado
Tipo de tubo:
ISOGRIS – Embebido (Paredes, lajes, betão alvenaria)
– À vista (em casos especiais)
Anelado – Só nas paredes de alvenaria
– Se for homologado para pavimento, chão, laje
VD
– À vista (braçadeiras (Clip e aperto) e esteira)
– Embebido (Paredes de alvenaria e pladur)
PVC corregado – Infraestruturas exteriores
• Os tubos que correm em tecto falso são assentes, por princípio, em prateleiras técnicas.
• As junções da tubagem são feitas por intermédio de uniões apropriadas, devidamente coladas, não devendo haver rebarbas que possam prejudicar o isolamento dos condutores. Não é permitida a abocardagem dos tubos.
• Nas ligações dos tubos às caixas de derivação e de aparelhagem ou quadros, são utilizadas boquilhas e batentes de plástico, da caixa ou independentes.
• As curvas podem ser feitas com o próprio tubo, executadas a frio, mas de modo a não danificar a tubagem nem a reduzir a sua secção nominal.
• O raio de curvatura mínimo dos tubos não deve ser inferior a dez vezes o diâmetro exterior do tubo.
• A montagem deve processar-se de modo não existirem, normalmente, mais de duas curvas, nem comprimentos rectos superiores a 12 m entre caixas, devendo-se prever as caixas de passagem necessárias para garantir esta condição.
• Sempre a que uma tubagem passe no local onde exista uma junta de dilatação do edifício, deve ser prevista a montagem de uma junta flexível estanque na tubagem, ou utilizados métodos que permitam à tubagem absorver sem inconvenientes as dilatações do edifício.
• A fim de evitar a acumulação de água de condensação no interior das tubagens, elas deverão ser montadas com uma ligeira inclinação, de modo a permitir a saída de eventuais águas de condensação.
• Os tubos, quando em instalação saliente, são fixos às superfícies de apoio por meio de braçadeiras apropriadas, colocadas a distâncias não superiores a 0,80 m, junto das caixas de aparelhos de comando ou aparelhos de iluminação e 0,20 m nos restantes casos.
• Preferencialmente, estabelecer-se-ão troços horizontais ou verticais, por forma a ser possível referenciar as canalizações ocultas para eventuais futuros trabalhos de manutenção.
• Tipo de tubo • Localização • Encarregado Montagem de caixas de derivação passagem e de aparelhagem Montagem de tubos
a controlar
• As prateleiras destinadas a caminhos de cabos (esteiras), têmde ser leves e perfuradas, dimensionadas de modo a suportar as canalizações eléctricas. As prateleiras são fixadas às paredes ou tectos, de molde a permitir fácil e expedita manutenção das canalizações. Os apoios devem estar distanciados entre si no máximo 2 m, as uniões devem ser feitas a uma distância igual ou inferior a 1/5 do respectivo vão. • O índice de ocupação de cada troço de caminho de cabos ou
passerelle não deverá exceder os 80%.
• Sempre que existir rede de tensão reduzida, esta terá de passar por um caminho de cabos diferente da rede eléctrica
• Traçado
• Apoios • Encarregado
• No tapamento dos roços, deve-se garantir que a argamassa de
fecho fique à face com a parede de tijolo. • Não Aplicável • Não Aplicável
Cabos e condutores
• São utilizados os cabos e condutores indicados nos respectivos desenhos, nas secções aí mencionadas.
• A cor do isolamento dos condutores distingue os condutores de fase, neutro e terra, de acordo com o Regulamento de Segurança de Instalações de Utilização de energia Eléctrica.
Montagem de cabos e condutores
• Não são permitidas emendas nos cabos. A ligação dos condutores só deve ser feita em caixas de derivação.
• As ligações dos condutores em caixas, quadros, etc., devem ser feita com acessórios de aperto mecânico, normalizados. • Sempre que os cabos não possam ficar enfiados imediatamente
na caixa de terminais ou compartimento de cabos, a ponta é protegida contra danos mecânicos ou penetração de humidade, por exemplo com um capacete retráctil.
Identificação de cabos
• Todos os cabos devem ser marcados com identificação existente no projecto. Caso não exista deve ser elaborada uma identificação numérica e sequencial registada numa folha.
• Traçado e Secções • Encarregado
• Todos os quadros eléctricos terão o grau de protecção adequado ao local da instalação.
• Todos os quadros serão previstos para a corrente de curto-circuito trifásica simétrica prevista no local.
• No interior de cada quadro deverá ficar instalado o respectivo esquema eléctrico, devidamente acondicionado e em lugar acessível apenas ao pessoal da manutenção.
• No exterior do quadro, de forma visível, deverá ser colado um autocolante com a indicação de PERIGO DE MORTE.
Características Construtivas
• Todo o equipamento deverá ser acessível pela porta frontal dos quadros, incluindo bornes e terminais.
• Os painéis frontais serão providos de porta de protecção com charneira e fechadura de pistões ronis, com rasgos para acesso ao comando dos aparelhos.
• Electrificação • Funcionamento • Encarregado Montagem caminho de cabos Tapamento de roços Montagem de cabos e condutores Montagem de quadros
a controlar
Electrificação e Montagem do Equipamento
• As barras serão devidamente dimensionadas, localizadas e fixadas de modo a conseguir-se boas condições de segurança e de funcionamento, resistências elevadas aos esforços electrodinâmicos em caso de curto-circuito, aquecimento moderado quando percorridas pelas respectivas intensidades de corrente nominais e bom isolamento eléctrico entre barras sobre tensão e entre estas e a massa.
• Todas as ligações dos cabos de electrificação do quadro deverão ser executadas com terminais de aperto assegurado por anilhas de mola de boa qualidade. Os condutores de electrificação e todos os terminais das ligações aos circuitos exteriores, ou da instalação eléctrica do quadro, serão devida-mente referenciados por lembretes adequados.
• As saídas serão efectuadas através de bornes de aperto mecânico, montados sobre calhas, ou ligadas directamente aos aparelhos, identificadas através de números.
• Estes números deverão estar de acordo com os colocados nos bornes de saída, quando existam.
• A secção mínima dos condutores a utilizar na electrificação dos quadros deverá ser de 2,5 mm², sendo do tipo H07V-K e admitindo-se a utilização de condutores multifilares agrupados em calha plástica, com acesso pela frente. Nos circuitos de comando será possivel utilizar secções inferiores a 2,5 mm2. • Todos os circuitos de saída serão devidamente identificados,
junto ao respectivo órgão de comando, por uma etiqueta apropriada.
• Respeitar-se-á, sempre que existam os esquemas do projecto. • Quando executado em estaleiro, o quadro, deverá ser
previamente totalmente testado em termos de: - Isolamento;
- Continuidade dos circuitos; - Protecções;
- Comandos.
• Quando executados em fábrica, deverá vir com relatório de ensaios nos termos do item anterior.
Ligação à Terra
• Todas as peças metálicas normalmente sem tensão serão ligadas à terra, através de condutor com secção adequada
•
Valores de terras de protecção •Encarregado
Interruptores, comutadores e tomadas
• Aparelhagem de comando da iluminação embebida deve ficar montada à altura de 1,10 m acima do pavimento e a instalação deve ser feita de modo a que, na posição de desligada, o condutor de fase esteja desligado.
• As tomadas são montadas à altura de 0,30 m acima do pavimento, salvo em casos especiais a indicados em projecto ou pela fiscalização.
Em instalação exterior ou ambiente industrial
• A aparelhagem de comando da iluminação tem de ser estanque, montada à altura de 1,10 m acima do pavimento.
• Localização • Funcionamento • Encarregado Montagem de quadros Montagem de aparelhos
a controlar
• As tomadas são do mesmo tipo e devem ser montadas à alturade 1,50 m acima do pavimento, salvo em casos especiais indicados em projecto ou pela fiscalização.
Armaduras de iluminação
• No início dos trabalhos de marcação da obra dever-se-á verificar a viabilidade do tipo de iluminação em função do local.
• As armaduras de iluminação tem de possuir terminal de terra e a disposição dos condutores deverá ser tal que possibilite o acesso fácil e seguro ao equipamento.
• A ligação à terra é dispensada em equipamento de classe II de isolamento.
• As armaduras devem estar equipadas com borne de repicagem ou deve ser prevista a instalação de uma caixa de tecto por cada armadura ou ponto de luz, para repicagem.
Aparelhos específicos
• Respeitar-se-á os regulamentos, normas dos fabricantes aplicáveis e regras de boa pratica de execução.
• Localização • Funcionamento
• Encarregado
• São executados os ensaios de funcionamento.
• Iluminação normal e de emergência, tomadas e quadros • Director de obra • SADI • Quadro eléctrico / protecção diferencial • Accionamento das betoneiras de corte • Grupo gerador de emergência • Sistema de detecção de monóxido de carbono • Sistema de detecção de incêndios