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Charles Robert Darwin

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Academic year: 2021

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Charles Robert Darwin

Ricardo R. C. Solar

(2)

Sum´

ario

1 O pensamento evolutivo pr´e-Darwiniano 4

2 A fam´ılia Darwin/Wedgwood 5

3 Infˆancia 5

4 Adolescˆencia e vida adulta ”pr´e-Beagle” 6

4.1 Edinburgo . . . 6 4.2 Cambridge . . . 6 4.2.1 A caminho do Beagle . . . 8 5 Enfim, Beagle! 8 5.1 N˜ao seria t˜ao f´acil . . . 8 5.2 A viagem do Beagle . . . 9 5.3 Gal´apagos . . . 9 6 O Retorno do Beagle 10 6.1 Charles Darwin . . . 10 6.2 Malthus . . . 11 6.3 A Origem das Esp´ecies . . . 11

7 Recebimento das id´eias Darwinianas 11

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Resumo

Charles Robert Darwin ´e um dos pesquisadores de maior influˆencia da hist´oria da Ciˆencia. Em biologia, n˜ao h´a sequer uma quest˜ao de Por quˆe?, que n˜ao possa ser respondida, baseando-se em Evolu¸c˜ao. Como j´a fora dito por Theodosius Dobzhansky:

Nada em biologia faz sentido a n˜ao ser `a luz da Evolu¸c˜ao. Mas, como Darwin chegou ao desenvolvimento de tal teoria na forma que a conhecemos? Quais eram suas bases? Este texto tem o objetivo de delinear alguns dos pontos principais da vida de Charles Darwin que ajudam na resposta destas perguntas.

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1

O pensamento evolutivo pr´

e-Darwiniano

Sim! Evolu¸c˜ao ´e um conceito pr´e-Darwiniano! Entretanto, na Inglaterra Vitoriana, s´eculo XIX, falar sobre qualquer assunto que desafiasse o poder da cria¸c˜ao Divina era algo fortemente combatido. Ao falar sobre Evolu¸c˜ao, portanto, tirava-se de Deus o pleno m´erito por toda a perfei¸c˜ao das formas vivas existentes!

Por´em, com os avan¸cos culturais proporcionados pela Revolu¸c˜ao Cient´ı-fica do s´eculo XVII, era imposs´ıvel impedir o pensamento cr´ıtico das pessoas. A ciˆencia desta ´epoca fervilhava! Impulsionados pelas grandes descobertas sobre Astronomia de Cop´ernico, Galileu, Newton, Kepler, era inevit´avel que outros cientistas se sentissem compelidos a dar explica¸c˜oes naturais para os fenˆomenos observados.

A Geologia era um dos ramos mais promissores. Disputas entre duas correntes fervorosas tomavam conta das Sociedades de Ciˆencia. Alguns dos pensadores da ´epoca j´a notavam que a Terra era muito mais antiga do que os meros 6000 anos calculados pelos Te´ologos. Isto incitava o pensamento sobre a origem da Terra, muito al´em dos dogmas religiosos.

A Biologia, por outro lado era uma ciˆencia quase morta. O Gˆenesis era interpretado literalmente e o criacionismo fixista1 era a regra da ´epoca.

Contudo, alguns pensadores n˜ao deixaram escapar as ineg´aveis evidˆencias de que ”o mundo vivo flui”. Ou seja, nada ´e est´atico.

Os f´osseis, morfologia comparada, embriologia, esp´ecies mais semelhantes entre si n˜ao eram fatos que pudessem ser negados! Eles existem! V´arios pen-sadores dedicaram extensos livros e cartas `a id´eia de que os animais podem compartilhar ancestrais comuns, ou seja, que o mundo vivo evolui! Mu-pertius, Erasmus Darwin2 e outros pensadores j´a propunham evolu¸c˜ao. A

principal diferen¸ca ´e que, nenhum deles lan¸cava qualquer explica¸c˜ao de por que isso acontecia, tampouco porque esp´ecies surgem ou desaparecem. Desta forma, a especula¸c˜ao dominou o conhecimento evolutivo desta ´epoca.

Por´em, o fil´osofo natural francˆes Jean Baptiste de Lamarck foi al´em. Em 1809 3, Lamarck publica seu livro mais importante Philosophie Zoologique.

Neste livro, Lamarck discute que as esp´ecies s˜ao capazes de mudar no tempo, evoluirem! Entretanto, para Lamarck, todas as esp´ecies foram criadas, e poderiam mudar para serem cada vez melhores. Lamarck n˜ao discute mecan-ismos de como a vida pode surgir, ou ser extinta. A Figura 1 exemplifica a diferen¸ca entre o pensamento de Lamarck (a) e o de Darwin (b).

1Entenda por criacionismo fixista a vis˜ao de que o mundo ´e, e sempre ser´a, da forma que fora criado por um Deus todo poderoso. Imut´avel

2Avˆo de Charles Darwin.

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Figura 1: Formas de evolu¸c˜ao da vida propostas (a) Lamarck e (b) Darwin. Lamarck n˜ao assumia ancestralidade comum, nem extin¸c˜ao.

2

A fam´ılia Darwin/Wedgwood

De ambos os lados da fam´ılia, Charles 4 teve alguma ascendˆencia

pen-sadora. Seu avˆo materno, Josiah Wedgwood era dono de uma f´abrica de vasos. Nas horas vagas, era pensador, formava o grupo dos ”Lun´aticos”, in-teressados em quest˜oes do mundo natural. Deste mesmo grupo, fazia parte o avˆo paterno de Charles, Erasmus Darwin. Este sim, influenciaria Charles. Apesar de nunca tˆe-lo conhecido, Erasmus deixou uma consider´avel obra es-crita sobre hist´oria natural e Evolu¸c˜ao. O pai de Charles, Robert Darwin, foi um m´edico conhecido, que teve grande influˆencia na vida do filho. Por-tanto, nota-se que Charles adv´em de uma fam´ılia tradicional e rica. Este fato permite a Charles uma vida tranquila, com tempo e recursos para as investiga¸c˜oes que fez.

3

Infˆ

ancia

Charles Robert Darwin5 nasceu em 12.02.1809 na pequena cidade inglesa

de Shrewsbury. Foi educado at´e os oito anos em casa, pelas irm˜as. Durante toda a infˆancia, foi um ´avido colecionador. Conta-se que ele juntava tudo o que pudesse se pensar: ovos, pedras, conchas, selos postais e etc. Seguia sempre o jardineiro da fam´ılia, com quem aprendeu a nomear coisas. Aos oito anos foi matriculado na escola local, bastante r´ıgida, aonde aprendeu l´ınguas cl´assicas, como Latim e Grego. Neste mesmo ano, sua m˜ae morre.

Durante a infˆancia, Charles aprendeu equita¸c˜ao, ca¸ca e pesca, al´em de de-senvolver v´arias atividades laboratoriais com o irm˜ao Erasmus (Eras). Jun-tos, os dois montaram um laborat´orio de qu´ımica, aonde Charles aprendeu a manusear v´arios instrumentos e alguns pontos de metodologia cient´ıfica.

Du-4Daqui em diante, apenas o nome Charles ser´a usado em referˆencia a Charles Darwin. 5O nome Charles foi uma homenagem ao tio, que morreu antes de se formar m´edico.

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rante este tempo, Charles e Eras eram leitores inveterados, podendo comprar os livros que quisessem, leram de tudo.

Com a ida do irm˜ao para Cambridge, Charles se dedica menos ao labo-rat´orio e mais `as ca¸cadas, o que se tornou uma preocupa¸c˜ao para seu pai. Charles era demasiadamente bagunceiro e desatento, ”muito deificente para um Darwin”! Assim, temendo um futuro tr´agico para o filho, Robert Darwin decide mandar o filho de 16 anos para estudar medicina na Universidade de Edinburgo.

4

Adolescˆ

encia e vida adulta ”pr´

e-Beagle”

4.1

Universidade de Edinburgo, m´

edico?

Charles foi para Edinburgo, por vontade do pai, a fim de se tornar m´edico em 1825. L´a ele pode se juntar ao seu irm˜ao, Eras, que seria uma ´otima companhia. Entretanto, Medicina era a ´ultima coisa que Charles queria na vida! As aulas eram massantes, e nada o fazia gostar do curso. Al´em disso, aliado `a fobia de Charles por sangue humano, a falta das anestesias tornava as aulas de cirurgia intoler´aveis.

Havia pontos positivos em Edinburgo. L´a, Charles aprendeu taxidermia a fundo com John Edmonstone, um ex-escravo, que tamb´em povoou a mente de Charles com hist´orias de florestas tropicais. O contato com Robert Jame-son permite `a Charles os primeiros aprendizados em Geologia. Ainda mais importante, em Edinburgo, Charles conhece Robert Grant, que havia lido os trabalhos do seu avˆo, Erasmus Darwin. Grant decide orientar Charles, e o apresenta `a diversos autores como Lamarck e St. Hilaire. Nesta mesma ´

epoca, Charles lˆe o livro Zoonomia, aonde seu avˆo discute suas id´eias sobre Evolu¸c˜ao. Ainda em Edinburgo, Charles junta-se `a Plinian Society, aonde publica seu primeiro artigo, com o briozo´ario Flustra.

Entretanto, apesar de ter passados bons momentos em Edinburgo, todos os seus amigos e mestres se foram. Em abril de 1827 Charles volta para casa e desiste do curso de medicina.

4.2

Christ’s College, Cambridge

Ap´os desistir da carreira de m´edico, Robert Darwin fica ainda mais du-vidoso do futuro de Charles. Sem idade para seguir carreira militar, Robert Darwin decide mandar o filho para o Christ’s College, em Cmabridge, para cursar Artes e formar-se cl´erigo da Igreja Anglicana. Na vis˜ao de Robert Darwin, aliar o gosto do filho por hist´oria natural com a atividade religiosa

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era o correto. Nesta ´epoca, grande parte dos naturalistas respeitados tamb´em eram cl´erigos. Muito mais do que os ensinamentos Crist˜aos, em Cambridge, Charles acha o lugar perfeito para se estudar hist´oria natural. Junto ao seu primo, William Fox, Charles inicia a sua famosa cole¸c˜ao de Besouros. A ca¸cada por besouros, ou Beetling torna-se uma paix˜ao na vida do jovem Charles.

Neste ponto, vale contar um pequeno caso sobre as ca¸cadas a besouros de Charles. Um dia, durante uma das buscas, Charles descreve que: Ap´os arrancar a casca de uma ´arvore, vi dois be-souros, todos novos! Foi ent˜ao que avistei mais um, ainda mais diferente ... sem pensar duas vezes, peguei um deles e coloquei na minha boca! Era um besouro-bombardeiro! Isto n˜ao abalou o gosto de Charles pelos besouros.

Em Cambrige, Charles conhece o homem que talvez seja a pessoa que mais o influenciou em toda a vida, Jonh Stevens Henslow(Figura2). Henslow era Naturalista, principalmente dedicado `a botˆanica. Charles ent˜ao come¸cou a frequentar os cursos ministrados por Henslow, e rapidamente tornou-se o ”pupilo favorito”de Henslow. A proximidade era tanta que Charles era conhecido como O homem que andava com Henslow. Neste meio tempo,

Figura 2: John S. Henslow, tutor de Charles Darwin.

Charles passou por seus dois exames de curso - Little go e Final exam 6 - para os quais se dedicou e foi aprovado. Nestes exames, Charles leu os livros de Paley,Evidences of Christianity e Principles of Moral and Political Phylosophy, que neste momento fizeram bastante sentido. N˜ao havia d´uvida que a vida necessitava de um designer. Nas palavras de Paley:

Um rel´ogio precisa ser constru´ıdo por um relojoeiro!

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4.2.1 A caminho do Beagle

Darwin terminou a gradua¸c˜ao em Artes, agora poderia se dedicar inte-gralmente `a hist´oria natural. Neste momento, Henslow o aconselha a fazer um tour pelas florestas tropicais. Era o incentivo que Charles precisava. Florestas tropicais que ele leu nos livros de von Humboldt, e ficou mar-avilhado. Charles iniciou os preparativos da viagem. Convenceu seu pai a pag´a-la; definiu o local, as ilhas Can´arias e Tenerife; conseguiu um compan-heiro, Ramsay e tomou aulas de Geologia com Sedgwick. Tudo pronto? N˜ao, Ramsay foi acometido de uma doen¸ca e foi a ´obito.

Todos os meses de prepara¸c˜ao pareciam ent˜ao, perdidos. Se n˜ao fosse um envelope, gordo, que encontrava-se a espera de Charles em Shrewsbury. Este envelope trazia uma indica¸c˜ao de Henslow para que Charles embarcasse no HMS (Her Majesty Ship) Beagle (Figura 3)

Figura 3: Planta do HMS Beagle, navio no qual viajou Charles Darwin.

5

Enfim, Beagle!

5.1

ao seria t˜

ao f´

acil

Ap´os convencer o pai, totalmente contra a viagem, Charles vai para Lon-dres, para aceitar o convite. Entretanto, ele n˜ao foi o ´unico a ser convidado. Entretanto, Charles tinha todos os requisitos para o cargo, acompanhante do Capit˜ao, Robert Fitz Roy. Nas palavras de Henslow ”Garanto que ele ´e o homem mais correto para o que procuram”. Muito mais do que isso, nesta altura Charles era um naturalista formado, completo para exercer muito mais

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do que apenas companhia para Fitz Roy. Depois de muita insistˆencia, e de uma semana de conv´ıvio experimental com o capit˜ao, Charles ´e aceito para o cargo, pelo qual pagou uma valiosa quantia.

5.2

A viagem do Beagle

´

E durante a tenebrosa viagem a bordo do HMS Beagle (Figura 4). Sim, tenebrosa pois Charles sentia n´auseas terr´ıveis no navio, sequer conseguia comer. Conseguia apenas ler os livros que levou. Um dos mais importantes foi Principles of Geology de Charles Lyel. Apesar disto, Chales consguiu observar algumas coisas durante a viagem. Por exemplo, ao observar o es-pet´aculo de luzes criado nas ´aguas pelo plˆancton, se questionou da utilidade desta cria¸c˜ao Divina, sen˜ao agradar e proporcionar ao homem tal vis˜ao.

Ap´os o desembarque na Am´erica do Sul, Charles passou dois ter¸cos da viagem em terra! No Brasil, Charles experimentou um ”Caos de Prazer”com a Floresta Atlˆantica e uma extrema reprova¸c˜ao `a escravid˜ao. Ainda na costa do Atlˆantico, Charles encontrou os primeiros grandes f´osseis, pr´oximos `a Tierra del Fuego. Juntamente com as observa¸c˜aos geol´ogicas (Charles presenciou um terremoto), a coleta dos f´osseis proporcionou a Charles um vislumbre da for¸ca do Gradualismo na hist´oria da Terra e da vida.

Figura 4: Mapa com os locais por onde passou o HMS Beagle.

5.3

Gal´

apagos

Na costa do Pac´ıfico, Gal´apagos foi um dos pontos mais importantes da viagem. Todavia, n˜ao foi l´a que Charles conseguiria fazer todas as associa¸c˜oes devotadas a estas ilhas. Durante o tempo em Gal´apagos, ele as taxou de ilhas feias e pretas, com animais esquisitos (Iguanas) e bobos (Albatrozes). Coletou diversos animais, os quais n˜ao etiquetou devidamente. Coletaram tartarugas, por´em principalmente como fonte de alimento.

(10)

Gal´apagos tem grande importˆancia durante a fase de an´alise de material. Charles nota sua falha na etiquetagem, pois descobre que v´arios p´assaros diferentes pertencem `a um mesmo gˆenero, Geospyza, ou melhor dizendo, Tentilh˜oes de Darwin. Por sorte, o naturalista da expedi¸c˜ao havia coletado e etiquetado muito bem todos os p´assaros. Impressionante, cada ilha tinha seu conjunto espec´ıfico de p´assaros! Como poderia haver uma Cria¸c˜ao espec´ıfica para cada ilha?

6

O Retorno do Beagle

Cinco anos de viagem haviam gerado muito material de coleta. Agora, Charles era conhecido e respeitado como cientista. Durante grande parte dos anos posteriores, ele se dedicou a publicar livros sobre a fauna e flora da viagem do Beagle. Al´em disso, as v´arias contribui¸c˜oes em Geologia os tornaram ainda mais respeitado, principalmente a descri¸c˜ao da forma¸c˜ao dos At´ois.

Em segundo plano, cadernos intitulados ”A, B, C ...”foram escritos, nos quais Charles lentamente construiu suas id´eias acerca de Evolu¸c˜ao. Entre-tanto, estas id´eias necessitavam muito mais suporte, pois carregavam uma mudan¸ca de paradigma muito grande, e seriam fortemente combatidas. Uma das primeiras id´eias a serem expostas foi a de ancestralidade comum.

As id´eias de Paley, sobre design Divino n˜ao eram mais aceitas, como na ´

epoca da faculdade. N˜ao era mais necess´ario um relojoeiro, as leis naturais faziam esse papel! Parecia existir algum mecanismo capaz de governar a diversifica¸c˜ao dos organismos vivos, e era gradual! E cada vez mais, a coleta de evidˆencias continua. Charles percorreu v´arios breeders em Londres, um dos mais interessantes s˜ao os criadores de pombos. Quanta varia¸c˜ao partindo de uma coisa simples!

6.1

A vida privada de Charles Darwin

Entre v´arios livros publicados, a sa´ude de Charles n˜ao ia t˜ao bem assim. A viagem pelo mundo cada vez mais cobrava seu pre¸co. Temendo a morte, Charles deixa em seus cadernos instru¸c˜oes para a publica¸c˜ao post-mortem de suas id´eias sobre Evolu¸c˜ao. Se casa com sua prima, Emma Wedgwood, com quem teve dez filhos. A morte de uma de suas filhas o fez duvidar da bondade Divina.

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6.2

A leitura de Malthus

Com a leitura do livro An Essay on the Principle of Population do economista Thomas Malthus, Charles nota como pode haver extin¸c˜ao das esp´ecies. Ele realiza que o potencial bi´otico tende a ser maior que a disponi-bilidade de recursos. Na luta por estes recursos, apenas os mais aptos s˜ao capazes de sobreviver.

6.3

Toma corpo o Origem das Esp´

ecies

Em 1842, uma primeira vers˜ao secreta do Origem das Esp´ecies ´e feita. Diversos motivos, principalmente sociais e religiosos o fazem relutar em pub-licar o livro. Aumenta o desejo de publica¸c˜ao ap´os a sua morte. Para ap´oiar suas id´eias, decide ele mesmo experimentar algumas teorias. Darwin come¸ca a criar pombos e publica um artigo sobre viabilidade de sementes e colo-niza¸c˜ao de ilhas oceˆanicas. Ap´os se sentir seguro para conversar com alguns poucos amigos sobre suas id´eias, o livro avan¸ca bastante. Hooker, Asa Gray, Lyel e Huxley s˜ao alguns dos principais amigos com quem Charles conversava. Entretanto, o tempo de espera ´e atacado. Charles Lyel recebe uma carta de um naturalista inglˆes, que trabalhando na ´Asia apresenta id´eias muito parecidas `as de Charles. Logo ap´os, Alfred Russel Wallace escreve uma carta `a Charles, um choque! Ambos diziam basicamente a mesma coisa. Agora a publica¸c˜ao ´e inevit´avel. Em 1 de julho de 1858 o primeiro artigo de Origem das Esp´ecies ´e apresentado `a Sociedade Lineana de Londres, por Lyel e Hooker. Em 22 de novembro de 1859, finalmente, ´e publicado o livro On the Origin of Species by Means of Natural Selection , or the Preservation of Favoured Races in the Struggle for Life. O livro apresentou 6 reedi¸c˜oes durante a vida de Charles, sendo no final renomeado ao seu t´ıtulo mais conhecido, The Origin of Species.

7

Recebimento das id´

eias Darwinianas

Com sua obra, Charles explica de uma s´o vez como as esp´ecies surgem, modificam e s˜ao extintas! Suas id´eias certamente mudaram para sempre a forma como a Biologia seria vista! Seu livro, agora publicado, passa a ser campo de guerra!

O livro foi um sucesso de vendas. A teoria, nem tanto. V´arios pontos careciam de explica¸c˜oes e, o pensamento religioso da ´epoca barrava uma s´erie de desdobramentos. As duas principais id´eias contidas no texto: Evolu¸c˜ao e Sele¸c˜ao Natural apresentaram aceita¸c˜oes distintas. Enquanto as proposi¸c˜oes sobre Evolu¸c˜ao e Ancestralidade comum encontraram um forte apoio entre os

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cientistas da ´epoca, Sele¸c˜ao Natural foi fortemente combatida. N˜ao haviam evidˆencias de um mecanismo de transmiss˜ao de caracateres que fosse com-pat´ıvel com o mecanismo selecionista. Duas id´eias eram vigentes, a teoria Lamarckiana e a teoria de ”Heran¸ca por Mistura”, ambas incompat´ıveis.

Desta forma, somente depois de 1930, com a reformula¸c˜ao da teoria Dar-winiana, incluindo o mecanismo de heran¸ca proposto por Mendel, a Sele¸c˜ao Natural foi finalmente aceita como mecanismo de evolu¸c˜ao. Esta reformu-la¸c˜ao ´e amplamente conhecida como Nova S´ıntese.

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8

Bibliografia

Darwin, C. 1859 The Origin of Species. London: John Murray. Desmond, A. and Moore, J. 1991. Darwin London: Michael Joseph, Penguin Group.

Mayr, E. 2001. What evolution is. New York: Basic Books. Ridley, M. 2004. Evolution. London: Blackwell Publishing. Wikipedia. www.wikipedia.org. keywords: Darwin; Origin of Species.

Referências

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