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Interface (Botucatu) vol.10 número19

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Academic year: 2018

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2 5 9 Inter face - Comunic, Saúde, Educ, v.9, n.18, p.259-62, jan/jun 2006

t e se s

O est u do, r ealizado n o per íodo 2 0 0 4 -2 0 0 5 , t eve com o obj et ivo ger al in vest igar a sit u ação at u al do en sin o de biossegu r an ça em cu r sos de n ível m édio da ár ea de saú de. T eve com o f oco de colet a de dados, seis cu r sos de n ível m édio da Fu n dação Oswaldo Cr u z n o Rio de Jan eir o. Um t ot al de 9 7 alu n os, 1 2 pr of essor es e t r ês coor den ador es dos locais pesqu isados par t icipar am do est u do. Car act er izou -se com o u m a pesqu isa t eór ico-em pír ica, com abor dagem qu alit at iva e u t ilização de dados qu an t it at ivos qu e em er gir am ao lon go do pr ocesso de t r abalh o. Os dados f or am an alisados a lu z da

m u lt ir r ef er en cialidade. Est a in vest igação j u st if icou -se pela def asagem da

biossegu r an ça em r elação ao m u n do do t r abalh o e o m u n do da escola e as dem an das decor r en t es do pr ogr esso t écn ico-cien t íf ico e da pr ópr ia evolu ção social, n o qu e se r ef er e a biossegu r an ça em espaços da saú de.

Resu lt ados obt idos apon t am par a u m a n ecessidade sen t ida de apr im or am en t o dos pr ocessos de en sin o em biossegu r an ça em cu r sos de n ível m édio da ár ea de saú de n a Fu n dação Oswaldo Cr u z. O est u do, in ser ido

Const rução do conheciment o em saúde:

Const rução do conheciment o em saúde:

Const rução do conheciment o em saúde:

Const rução do conheciment o em saúde:

Const rução do conheciment o em saúde: o ensino de

biossegurança em cursos de nível médio na Fundação Oswaldo Cruz

Const ruct ion of t he knowledge in healt h: t he biosafet y t eaching in secondary courses in t he Oswaldo Cruz Foundat ion

n o pr ocesso edu cação-t r abalh o-saú de, poder á su por t ar ações pedagógicas n o cam po da edu cação pr of ission al, especif icam en t e n o qu e se r ef er e ao en sin o da biossegu r an ça em cu r sos de n ível m édio da Fu n dação Oswaldo Cr u z, n a ár ea de saú de, e t am bém at u ar com o in st r u m en t o de apoio par a a

elabor ação de polít icas pú blicas n o âm bit o do SUS e de sist em as de en sin o em ger al,

pr in cipalm en t e aos r elacion ados às Escolas T écn icas do SUS ( ET SUS) .

M ar co An t o n i o Fer r ei r a d a Co st a M ar co An t o n i o Fer r ei r a d a Co st a M ar co An t o n i o Fer r ei r a d a Co st a M ar co An t o n i o Fer r ei r a d a Co st a M ar co An t o n i o Fer r ei r a d a Co st a Tese ( Dou t or ado) , 2 0 0 5 Pr ogr am a de Pós-Gr adu ação em En sin o de Biociên cias e Saú de, I n st it u t o Oswaldo Cr u z, Fiocr u z, Rio de Jan eir o. <cost a@f iocr u z.br >

PALAVRAS-CHAVE: segurança. saúde. educação profissionalizante.

KEY WORDS: safety. health. education professional. PALAVRAS CLAVE: seguridad. salud. educación profesional.

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T ESES

2 6 0 Inter face - Comunic, Saúde, Educ, v.10, n.19, p.259-62, jan/jun 2006

I nvest igam os a f or m ação do enf er m eir o enquant o sujeit o cr ít ico-r ef lexivo no Cur so de Enf er m agem da Faculdade de Medicina de Mar ília ( FAMEMA) , t endo com o objet ivo capt ar , por m eio dos alunos, com o est á sendo

const r uído seu pr ocesso de f or m ação, na dir eção da const it uição de um pr of issional cr ít ico-r ef lexivo; ident if icar as m ar cas

dif er enciais do pr ocesso de f or m ação per cebidas pelos m esm os, a par t ir da lógica do Pr ojet o Polít ico-Pedagógico ( PPP) , bem com o apr eender quais as f acilidades e dif iculdades encont r adas, pelos m esm os no t r anscor r er de um pr ocesso de f or m ação cr ít ico/ r ef lexivo. Tom am os por pr essupost o que a f or m ação de um enf er m eir o cr ít ico-r ef lexivo im plica que o aluno se t or ne sujeit o no pr ocesso de f or m ação e essa t r ansf or m ação do aluno em sujeit o est á det er m inada e det er m ina o cont ext o da im plem ent ação do PPP adot ado pelo Cur so de Enf er m agem da FAMEMA. A pesquisa f oi r ealizada com os alunos da 4 ª sér ie do Cur so de Enf er m agem da FAMEMA, no ano de 2 0 0 1 , sendo ut ilizadas as t écnicas de gr upo f ocal e ent r evist a sem i-est r ut ur ada. Par a a or ganização do m at er ial em pír ico ut ilizou-se do m ét odo do Discur so do Sujeit o Colet ivo ( DSC) , com post er ior aplicação da t écnica de análise t em át ica pr opost a por Minayo. Na análise em er gir am t r ês eixos t em át icos, r evelando que o pr ocesso de f or m ação do enf er m eir o cr ít ico-r ef lexivo se dá pela const ico-r ução de com pet ências, as quais apr esent am qualidade f or m al e polít ica, iniciando-se na gr aduação e cont inuando ao longo da vida, num a per spect iva de r enovação

const ant e da pr of issão e do pr of issional. A m udança cur r icular deu-se por m eio da im plem ent ação do PPP enquant o pr ocesso dinâm ico, hist ór ico, cont r adit ór io, const r uído pelos sujeit os que at uam no m esm o,

apr esent ando adesão e r esist ências ao longo do pr ocesso. Ao ut ilizar m os a Met odologia da Pr oblem at ização e o cur r ículo int egr ado, ver if icam os ser im por t ant e a ar t iculação ent r e ensino-ser viço-com unidade m ediant e par cer ias, ger ando novos cenár ios de

ensino-apr endizagem , t om ando o t r abalho enquant o pr incípio da f or m ação, pr ovocando um a ação cr ít ico-r ef lexiva acer ca da r ealidade vivida no cot idiano, no ent ant o, ger ando vár ios conf lit os nest a nova r elação. Os alunos apont am par a um a am pliação do f azer do enf er m eir o e da concepção de saúde-doença, ut ilizando as t ecnologias leves no cuidado com o usuár io, além de r econhecer que o t r abalho em equipe r equer um a nova post ur a do pr of issional na qual deve cr iar vínculo, t er ar gum ent ação f undam ent ada posicionando-se f r ent e à equipe. O t r abalho pedagógico ocor r e em pequenos e no gr ande gr upo, nos quais apr ende-se a ar gum ent ar , a ouvir , conviver e r espeit ar a diver sidade e dif er enças de opiniões, apr ende-se a lidar com os conf lit os, os quais nem sem pr e são consider ados pelos docent es que

apr esent am dif iculdades par a t r abalhá-los enquant o pr ocesso educat ivo. O pr of essor , nest a m et odologia, f az a m ediação ent r e o objet o a ser apr endido e o aluno par a a

const r ução do conhecim ent o, na per spect iva da aut onom ia no pr ocesso de apr ender a apr ender ,

O pr ocesso de f or mação do enf er meir o cr ít ico-r

O pr ocesso de f or mação do enf er meir o cr ít ico-r

O pr ocesso de f or mação do enf er meir o cr ít ico-r

O pr ocesso de f or mação do enf er meir o cr ít ico-r

O pr ocesso de f or mação do enf er meir o cr ít ico-ref lexiv

ef lexiv

ef lexiv

ef lexiv

ef lexivo na

o na

o na

o na

o na

visão dos alunos do curso de Enfermagem da F

visão dos alunos do curso de Enfermagem da F

visão dos alunos do curso de Enfermagem da F

visão dos alunos do curso de Enfermagem da F

visão dos alunos do curso de Enfermagem da FAMEMA

AMEMA

AMEMA

AMEMA

AMEMA

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T ESES

2 6 1 Inter face - Comunic, Saúde, Educ, v.10, n.19, p.259-62, jan/jun 2006

PALAVRAS-CHAVE: educação. educação em enfermagem. currículo.

KEY WORDS: education. education nursing. curriculum. PALABRAS CLAVE: educación. educación en enfermería. currículo.

Recebido em: 30/03/06. Aprovado em: 17/04/06. Os per iódicos cien t íf icos e t écn ico-cien t íf icos con st it u em u m dos pr in cipais veícu los da com u n icação f or m al en t r e pesqu isador es, desem pen h an do in ú m er as f u n ções den t r o do u n iver so social de pr odu ção da ciên cia, desde a dissem in ação de in f or m ações à legit im ação e con sagr ação de pesqu isas e pesqu isador es. Por con t a disso, a pr odu ção e a dissem in ação dessas pu blicações en con t r am -se est r eit am en t e

r elacion adas com as at ividades de pesqu isa qu e car act er izam e dif er en ciam ár eas de

con h ecim en t o e disciplin as. Est e t r abalh o é u m est u do t eór ico-descr it ivo sobr e a pr odu ção e a dif u são dos per iódicos n o Br asil e n o m u n do con t em por ân eos e con t ém pesqu isa explor at ór ia sobr e os t ít u los br asileir os dedicados a t em át icas de com u n icação list ados n a base Qu alis-CAPES n os an os de 2 0 0 1 a 2 0 0 3 .

Car o l i n a Gu i m ar ães d e So u za D i as, Car o l i n a Gu i m ar ães d e So u za D i as, Car o l i n a Gu i m ar ães d e So u za D i as, Car o l i n a Gu i m ar ães d e So u za D i as, Car o l i n a Gu i m ar ães d e So u za D i as, Disser t ação ( M est r ado) , 2 0 0 6 Pr ogr am a de Pós-Gr adu ação em Com u n icação e Cu lt u r a, Escola de Com u n icação, Un iver sidade Feder al do Rio de Jan eir o. <car oldias@in f olin k.com .br >

P

P

P

P

Per iódicos na comunicação

er iódicos na comunicação

er iódicos na comunicação

er iódicos na comunicação

er iódicos na comunicação

cient ífica:

cient ífica:

cient ífica:

cient ífica:

cient ífica:

produção e difusão de

periódicos e panorama dos veículos

brasileiros da área de Comunicação na

base Qualis

PALAVRAS-CHAVE: comunicação científica. periódicos. produção editorial.

KEY WORDS: scientific communication. journals. editing. PALABRAS CLAVE: comunicación cientifica. periodicos. produción editorial.

sendo consider ado com o aquele que inst iga o aluno a r ef let ir sobr e a r ealidade, or ient ando e auxiliando em suas at ividades e dif iculdades. O pr ocesso de avaliação deve ser cont ínuo e f or m at ivo, no ent ant o, m ant eve-se no ger al um a concepção e pr át ica t r adicional, sendo r ealizada por vezes de f or m a bur ocr at izada, sem signif icado e f inalidade pr ocessual par a alunos e pr of essor es.

M a r a Q u a g l i o Ch i r el l i M a r a Q u a g l i o Ch i r el l i M a r a Q u a g l i o Ch i r el l i M a r a Q u a g l i o Ch i r el l i M a r a Q u a g l i o Ch i r el l i Tese ( Dou t or ado) , 2 0 0 2 Escola de En f er m agem de Ribeir ão Pr et o Un iver sidade de São Pau lo <m ar a@f am em a.br >

T ext o com p l et o: < h t t p:/ / www.t eses.u sp.br / t eses/ dispon iveis/ 8 3 /

8 3 1 3 1 / t de-2 4 0 5 2 0 0 6 -1 5 4 5 1 5 / >

Recebido em: 18/04/06. Aprovado em: 27/04/06.

Journals in scient ific communicat ion:

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T ESES

2 6 2 Inter face - Comunic, Saúde, Educ, v.10, n.19, p.259-62, jan/jun 2006

O Pr ogr am a de Saú de da Fam ília ( PSF) t em se colocado com o a pr in cipal est r at égia par a viabilizar a at en ção pr im ár ia à saú de, pela pr opost a de m u dan ça n a r acion alidade da assist ên cia, com base em u m pr ocesso de t r abalh o em equ ipe m u lt ipr of ission al em qu e são cen t r ais a vigilân cia à saú de, in t egr alidade das pr át icas, h ier ar qu ização, t er r it or ialização e adscr ição da clien t ela. T ais pr in cípios oper at ivos, or gan izat ivos e con ceit u ais qu e or ien t am o PSF en con t r am r esson ân cias im por t an t es n a r ef or m a psiqu iát r ica

br asileir a, pr ocesso qu e t em en f at izado qu e os cu idados em saú de m en t al são m ais

r esolu t ivos qu an do con t a-se com est r at égias qu e possibilit em a in t egr alidade,

con t in u idade da at en ção e r espon sabilidade de u m a equ ipe de saú de. I n icialm en t e, pr ocu r a-se eviden ciar as f or m as pelas qu ais a-se

desen volver am as con cepções de com u n idade em t or n o de algu n s dos pr in cipais

m ovim en t os de r ef or m a san it ár ia e su a in f lu ên cia n a def in ição das dir et r izes

h ist ór icas de At en ção Pr im ár ia à Saú de, base do PSF. A segu ir , discu t e-se o m ovim en t o br asileir o de r ef or m a psiqu iát r ica e as

qu est ões colocadas par a as t r an sf or m ações n a at en ção à saú de m en t al n os m ar cos da

desin st it u cion alização, com ên f ase n a

descr ição e an álise de exper iên cias qu e visam à ar t icu lação das equ ipes de saú de da f am ília aos m odelos su bst it u t ivos em saú de m en t al. Fin alm en t e, apr esen t a-se u m est u do em pír ico, par t e do desen volvim en t o de u m a pesqu isa par t icipan t e, qu e an alisa en t r evist as

r ealizadas com u m a equ ipe de saú de da f am ília, n o qu al se pr ocu r ou in vest igar com o são su bj et ivam en t e sign if icadas, por est a equ ipe em par t icu lar , a pr odu ção de cu idados em saú de m en t al da popu lação at en dida. Obser vou -se qu e o en f r en t am en t o cot idian o das dif icu ldades sócio-econ ôm icas da

popu lação at en dida im plica u m a per cepção am pliada do pr ocesso saú de-doen ça, em qu e a

pr ópr ia aber t u r a par a ou t r os r ecu r sos par a além do en qu adr e clín ico da con su lt a possibilit ada pela f or m a de or gan ização do t r abalh o n o PSF con t r ibu i posit ivam en t e. A con sciên cia das in ú m er as n ecessidades qu e a popu lação at en dida viven cia é t am bém u m a f on t e de sof r im en t o par a os pr of ission ais, o qu e f ica eviden t e qu an do, n as en t r evist as, se r ef er em à saú de m en t al da pr ópr ia equ ipe. Est e pr ocesso im põe aos pr of ission ais a n ecessidade de in st r u m en t alização em t or n o de h abilidades e com pet ên cias par a o cu idado em saú de n a dir eção da am pliação do n ú cleo biom édico de det er m in ação do pr ocesso saú de-doen ça. Not ar am -se t am bém dif icu ldades qu an t o à abor dagem da f am ília en qu an t o u n idade de cu idado, t an t o em r elação à at en ção à saú de m en t al qu an t o de u m a f or m a ger al. O acolh im en t o com o r ecu r so t er apêu t ico e o vín cu lo e a con t in u idade da at en ção

en qu an t o possibilidades de r u pt u r a com a exclu sividade do n ú cleo biom édico n a

det er m in ação do pr ocesso saú de-doen ça f or am qu est ões cen t r ais iden t if icadas n as en t r evist as r ealizadas. Fin alm en t e, obser vou -se qu e a im plem en t ação r elat ivam en t e r ecen t e do PSF n o m u n icípio é u m a m ediação im por t an t e par a qu e dif icu ldades sign if icat ivas r elacion adas com o acesso, u n iver salização e in t egr alidade das est r at égias de at en ção à saú de est ej am p r esen t es.

M ar cel o D al l a Vecch i a M ar cel o D al l a Vecch i a M ar cel o D al l a Vecch i a M ar cel o D al l a Vecch i a M ar cel o D al l a Vecch i a Disser t ação de M est r ado, 2 0 0 6 . Un iver sidade Est adu al Pau list a, Facu ldade de M edicin a de Bot u cat u , Pr ogr am a de Pós-Gr adu ação em Saú de Colet iva. <m dvecch ia@yah oo.com .br >

PALAVRAS-CHAVE: cuidados primários de saúde. programa saúde da família. saúde mental.

KEY WORDS: primary health care. family health program. mental health.

PALABRAS CLAVE: atención primaria a la salud. programa salud de la familia. salud mental.

Recebido em: 29/03/06. Aprovado em: 07/04/06.

A saúde ment al no P

A saúde ment al no P

A saúde ment al no P

A saúde ment al no P

A saúde ment al no Progr

rogr

rogr

rogr

rograma de S

ama de S

ama de S

ama de Saúde da F

ama de S

aúde da F

aúde da F

aúde da Família:

aúde da F

amília:

amília:

amília:

amília:

est udo sobre prát icas e significações de uma equipe

Referências

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