AULA 6
6 AS NECESSIDADES HUMANAS E O COMPORTAMENTO NAS ORGANIZAÇÕES
6.1 Estudo das Necessidades de Maslow
6.1.1 Primeiros Estudos – Decorrências da Teoria das Relações Humanas
1. O Homem Social Os trabalhadores são criaturas sociais complexas, com sentimentos, desejos e temores.
As pessoas são motivadas por certas necessidades e alcançam suas satisfações primárias por meio dos grupos com os quais interagem.
O comportamento dos grupos pode ser manipulado por um adequado estilo de supervisão e liderança.
As normas do grupo funcionam como mecanismos reguladores do comportamento dos membros.
2. Influência da Motivação Humana
Com a Teoria das Relações Humanas passou-se a estudar a influência da motivação no comportamento das pessoas. A motivação humana procura explicar por que as pessoas se comportam. A compreensão da motivação do comportamento humano exige o conhecimento das necessidades humanas fundamentais.
Verificou-se que o comportamento humano é determinado por causas que, às vezes, escapam ao próprio entendimento e controle do homem. Essas causas se chamam necessidades ou motivos: são forças conscientes ou inconscientes que levam o indivíduo a um determinado comportamento. A motivação se refere ao comportamento que é causado por necessidades dentro do indivíduo e que é dirigido em direção aos objetivos que podem satisfazer essas necessidades.
Os três níveis ou estágios de motivação correspondem às necessidades fisiológicas, psicológicas e de autorrealização.
a) Necessidades Fisiológicas: São as chamadas necessidades vitais ou vegetativas, relacionadas com a sobrevivência do indivíduo. São inatas e instintivas.
Situadas no nível mais baixo, as necessidades fisiológicas são também comuns aos animais. Exigem satisfação periódica e cíclica. Fome, sono, sede, atividade física,
Coordenação Pedagógica – Cursos Técnicos Pág. 45 satisfação sexual, abrigo e proteção contra os elementos e de segurança física contra
perigos.
b) Necessidades Psicológicas: São necessidades exclusivas do homem. São aprendidas e adquiridas no decorrer da vida e representam um padrão mais elevado e complexo de necessidades. As necessidades psicológicas são raramente satisfeitas em sua plenitude. O homem procura indefinidamente maiores satisfações dessas necessidades, que vão se desenvolvendo e se sofisticam gradativamente.
c) Necessidades de Autorrealização: É a síntese de todas as outras necessidades.
É o impulso de cada um realizar o seu próprio potencial, de estar em contínuo autodesenvolvimento no sentido mais elevado do termo.
6.1.2 Hierarquia das Necessidades de Maslow
Abraham H. Maslow, psicólogo e consultor americano, apresenta uma teoria da motivação segundo a qual as necessidades humanas estão dispostas em níveis, numa hierarquia de importância e influência.
Nessa hierarquia das necessidades (pirâmide de Maslow), encontram-se cinco níveis de necessidades, subdivididas em 2:
Necessidades Primárias: Necessidades fisiológicas e Necessidades de segurança.
Necessidades Secundárias: Necessidades sociais, Necessidade de estima e Necessidades de autorrealização.
1. Necessidades Fisiológicas: Necessidades de alimentação, sono e repouso, de abrigo, desejo sexual, etc. Esse grupo de necessidades está relacionado com a sobrevivência do indivíduo e com a preservação da espécie.
2. Necessidades de Segurança: Necessidades de segurança, estabilidade, busca de proteção contra a ameaça ou privação, e a fuga ao perigo.
3. Necessidades Sociais: necessidade de associação, de participação, de aceitação por parte dos companheiros, de troca de amizade, de afeto e amor.
4. Necessidades de Estima: Relacionadas com a maneira pela qual a pessoa se vê e se avalia. Envolve a autoapreciação, a autoconfiança, a necessidade de aprovação social e de respeito, de status, prestígio e consideração.
5. Necessidades de Autorrealização: São as necessidades humanas mais elevadas e que estão no topo da hierarquia. São as necessidades de cada pessoa realizar o seu próprio potencial e de autodesenvolver-se continuamente (ser constantemente mais do que é - vir a ser tudo o que pode ser).
A Teoria de Maslow pressupõe os seguintes aspectos:
1. Somente quando um nível inferior de necessidades está satisfeito ou adequadamente atendido é que o nível imediatamente mais elevado surge no comportamento.
2. Nem todas as pessoas conseguem chegar ao topo da pirâmide de necessidades.
3. Quando as necessidades mais baixas estão razoavelmente satisfeitas, as necessidades localizadas nos níveis mais elevados começam a dominar o comportamento. Contudo, quando uma necessidade de nível mais baixo deixa de ser satisfeita, ela volta a predominar no comportamento, enquanto gerar tensão no organismo.
4. Cada pessoa possui sempre mais de uma motivação. Toda necessidade está intimamente ligada com o estado de satisfação ou insatisfação de outras necessidades. Seu efeito sobre o organismo é sempre global e nunca isolado.
5. Qualquer comportamento motivado é um canal pelo qual muitas necessidades fundamentais podem ser expressas ou satisfeitas conjuntamente.
6. Qualquer frustração ou possibilidade de frustração de certas necessidades passa a ser considerada ameaça psicológica. Essa ameaça é que produz as reações gerais de emergência no comportamento humano.
Várias pesquisas não chegaram a provar cientificamente a teoria de Maslow e algumas delas até a invalidaram. Contudo, a teoria de Maslow é bem estruturada suficientemente para poder oferecer um esquema orientador e útil para o comportamento do administrador.
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Esquema 6 - Pirâmide de Maslow
6.2 Paradigmas e Reflexão - Contraponto Entre Necessidades e Desejos
O estudo mostra que o homem busca sempre satisfazer necessidades, mas conforme a pirâmide ilustra a evidencia que de algumas necessidades são de ordem primária, portanto essenciais. O fato é que existem questionamentos se o item que fica no topo da pirâmide, tem conotação de “necessidade” mesmo ou poderia ser classificado como “desejo”. Sendo a segunda opção então, o desejo não expressa uma exigência de interesse urgente.Deixamos aqui uma reflexão sobre se existe diferença entre necessidades e desejos?
6.3 Abordagem Geral das Gerações e suas Contribuições Dentro das Organizações
6.3.1 Estilos de Administração
A Teoria Comportamental procurou demonstrar a variedade de estilos de administração que estão à disposição do administrador. A administração das
•Autodesenvolvimento, moralidade, criatividade, sucesso.
Necessidades Autorrealização de
•Amor, relacionamento, amizade, família, conquista, confianaça.
Necessidades de Estima
•Amor, relacionamento, amizade, família, conquista, confiança.
Necessidades Sociais
•Abrigo, proteção contra elementos de segurança física contra perigos Necessidades de Segurança
•Fome, sono, sede, atividade física, satisfação sexual.
Necessidades Fisiológicas
organizações em geral (e das empresas em particular) está fortemente condicionada pelos estilos com que os administradores dirigem dentro delas o comportamento das pessoas.
Por sua vez os estilos de administração dependem substancialmente das convicções que os administradores têm a respeito do comportamento humano dentro das organizações. Essas convicções moldam não apenas a maneira de conduzir as pessoas, mas também a maneira pela qual se divide o trabalho, se planejam e se organizam as atividades.
Fazendo uma referência aos estudos da Disciplina de Comportamento Organizacional, o psicólogo McGregor preocupou-se em comparar dois estilos opostos e antagônicos de administrar, que denominou de Teoria X e Teoria Y. Vejamos abaixo os pressupostos a respeito do comportamento humano existentes em cada uma dessas teorias:
Pressuposições da Teoria X Pressuposições da Teoria Y
As pessoas são preguiçosas e indolentes As pessoas são esforçadas e gostam de ter o que fazer
As pessoas evitam o trabalho O trabalho é uma atividade tão natural quanto brincar ou descansar
As pessoas evitam a responsabilidade a fim de se sentirem mais seguras
As pessoas procuram e aceitam responsabilidades e desafios
As pessoas precisam ser controladas e dirigidas.
As pessoas podem ser automotivadas e autodirigidas
As pessoas são ingênuas e sem iniciativa As pessoas são criativas e competentes
A Teoria Y desenvolve um estilo de administração muito aberto e dinâmico, extremamente democrático, através do qual administrar é um processo de criar oportunidades, liberar potenciais, remover obstáculos, encorajar o crescimento individual e proporcionar orientação quanto a objetivos.
Segundo McGregor, a teoria Y é geralmente aplicada nas empresas através de um estilo de direção baseado em uma série de medidas inovadoras e humanistas, dentre as quais salienta as seguintes:
Descentralização das decisões e delegação de responsabilidades.
Ampliação do cargo para maior significado do trabalho.
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Participação nas decisões mais altas e administração consultiva.
Autoavaliação do desempenho.
Sugestão da Reportagem Especial do Jornal Globo sobre as Gerações
O estudo das gerações interfere na filosofia das organizações, ou seja, na sua maneira de pensar e agir diante de um mercado cada vez mais mutante e competitivo. Como a influência das distintas gerações pode comprometer ou aprimorar a evolução das empresas.
Assista aos vídeos e divirta-se com a maneira diferente das gerações para tomarem decisões sobre ambientes de trabalho ou de relacionamento parecidos. A viagem acontece desde os Babys Boomers até as novas gerações, como a Z.
O estudo do comportamento das gerações aponta que para uma organização ter uma condição sinérgica entre todas as gerações é fundamental que as empresas tenham a consciência que somente uma geração não possui habilidades suficientes para atingirem melhores resultados. Que conciliar diversos tipos de gerações e suas particularidades de experiências ou sonhos pode fazer com que esta mistura traz visões diferentes e por consequência novas maneiras de entender as tendências de mercado para atender as soluções das empresas ou instituições.