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CRÉDITO O ACESSO AO CRÉDITO PODE SER UM PONTO DEFINITIVO PARA O SUCESSO DA EMPREITADA DOS PEQUENOS NEGÓCIOS DINHEIRO O IMPULSO DO

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Academic year: 2022

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O IMPULSO DO

O ACESSO AO CRÉDITO PODE SER UM PONTO DEFINITIVO PARA O SUCESSO DA EMPREITADA DOS PEQUENOS NEGÓCIOS

CRÉDITO

DINHEIRO

7 DE FEVEREIRO DE 2022

FORTALEZA - CEARÁ

Vicente Lima, proprietário da Vidromáquinas, recorreu ao crédito como suporte em momento de dificuldade e a empresa conseguiu não só se manter ativa, mas evoluir 7 DE FEVEREIRO DE 2022

FORTALEZA - CEARÁ

Vicente Lima, proprietário da Vidromáquinas, recorreu ao crédito como suporte em momento de dificuldade e a empresa conseguiu não só se manter ativa, mas evoluir

CRÉDITO

FOTO JOÃO FILHO TAVARES

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Na nova fase do projeto Cuidar para crescer serão publicados três cadernos com temáticas sobre como organizar as finanças: conceitos básicos de gestão financeira para os pequenos negócios, como acessar crédito: canais de crédito disponíveis e os cuidados necessários na hora da contratação e como organizar melhor a operação: conceitos básicos de gestão de processos e demanda. “Com a missão de caminhar lado a lado com o nosso povo, acompanhando de perto os desafios enfrentados em meio à pandemia, iniciamos uma nova fase do Projeto Cuidar para Crescer.

O empreendedorismo tem se mostrado uma marca do povo cearense e ajudou muitas famílias a superar as dificuldades desse momento. E nesse sentindo seguimos cumprindo com o nosso papel como poder público, incentivando ações que fortalecem a atividade empreendedora na cidade”, analisa Antônio Henrique, presidente Câmara Municipal de Fortaleza.

Nas páginas a seguir, o assunto é o acesso ao crédito, as opções de crédito para pequenos disponíveis no Ceará e como não fazer do crédito uma furada. Além disso, apontamos os caminhos para reestruturar seu negócio.

Boa leitura!

EXPEDIENTE

FUNDAÇÃO DEMÓCRITO ROCHA (FDR)

Presidente: LUCIANA DUMMAR | Diretor Administrativo-Financeiro: ANDRÉ AVELINO DE AZEVEDO | Gerente Geral: MARCOS TARDIN | Gerente Editorial e de Projetos: RAYMUNDO NETTO | Gerente Pedagógica: VIVIANE PEREIRA | Gerente de Audiovisual (Canal FDR): CHICO MARINHO | Gerente de Marketing & Design:

ANDREA ARAUJO | Analistas de Projetos: AURELINO FREITAS e FABRÍCIA GOIS

CUIDAR PARA CRESCER II:

GESTÃO FINANCEIRA DE PEQUENOS NEGÓCIOS

Concepção e Coordenadora Geral: VALÉRIA XAVIER | Coordenador Editorial:

GIL DICELLI | Editora-executiva: PAULA LIMA | Editora-adjunta: ANA BEATRIZ CALDAS | Designer: NATASHA ELLEN e MARINA MOTA | Repórter: LETÍCIA DO VALE | Ilustrador: RAFAEL LIMAVERDE | Analista de Projetos: TACI MORAIS

REALIZAÇÃO

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GESTÃO

FINANCEIRA DOS PEQUENOS NEGÓCIOS

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PROFISSIONAIS AUTÔNOMOS, COM FOCO NOS PEQUENOS NEGÓCIOS.

CURSO É GRATUITO

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FORTALEZA - CE, 07 DE FEVEREIRO DE 2022CUIDAR PARA CRESCER

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CONTEÚDO DOS MÓDULOS

MÓDULO 1 – “Como formalizar seu negócio”

Autor: Randal Mesquita

Sobre o autor: Contador, especialista em Controladoria, em Educação Financeira e em Varejo e Serviços. Mestre em Administração de Empresas, professor do ensino superior e sócio da Result Consultoria em Varejo e Serviços.

MÓDULO 2 – “Microcrédito e as pequenas empresas”

Autor: Wandemberg Almeida

Sobre o autor: Economista pela Universidade Federal do Ceará (UFC), MBA em Gestão Financeira e Controladoria pelo Centro Universitário Estácio do Ceará, Mestre em Economia pelo CAEN/UFC, Diretor Administrativo Financeiro do Instituto CUCA, Funcionário do Banco do Nordeste do Brasil, Professor Universitário, Conselheiro do CORECON CE, Conselheiro do CONDECON, Revisor da Revista Econômica do Nordeste – REN, Palestrante.

MÓDULO 3 – “Como administrar as finanças em pequenos e médios negócios”

Autor: Randal Mesquita

MÓDULO 4 – “Como gerenciar custos e preços em pequenos e médios negócios”

Autor: Danielle Porto

Sobre a autora: Mestre em Administração e Controladoria pela Universidade Federal do Ceará (UFC), com pós-graduação em Finanças, Controladoria e Auditoria (FGV-RJ), MBA em Estratégia Empresarial (USP) e graduada em Ciências Contábeis (UFC).

Diretora Vogal do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças IBEF Ceará, Consultora Sênior na FIEC, Mentora Internacional em Finanças – GMG, professora universitária e Diretora da Focus 3 Consultoria

Empresarial e Treinamentos Ltda.

MÓDULO 5 – “Como elaborar rotinas produtivas para gerenciar seu negócio”

Autor: Fauber Diogo

Sobre o autor: Economista. Pós-graduado em Gestão da Qualidade e Engenharia da Produção. Especialista em Varejo Físico e Online (USP) e em Business Intelligence (HSM University). Professor de pós-graduação.

MÓDULO 6 – “Como trabalhar com bancos sociais”

Autor: Luís Carlos Queiroz de Alencar

Sobre o autor: Professor universitário, Coordenador do Núcleo de Práticas de Gestão da Unichristus (NPGE), técnico em Edificações, bacharel e mestre em Administração de Empresas, especialista em Controladoria, ex-assessor de planejamento da Prefeitura Municipal de Fortaleza, bacharelando em Filosofia e ex -capacitador do Crediamigo do BNB.

Estamos na segunda fase do proje- to “Cuidar para crescer”, um curso com foco nos pequenos negócios, voltado aos profissionais autônomos que que- rem se capacitar.

O curso, que é gratuito, é composto por seis módulos, elaborados em uma linguagem simples e direta e disponibi- lizados nas plataformas digitais. Cada módulo tem um e-book, uma videoaula e um podcast.

Três temas centrais são a base do conteúdo do curso: como organizar as finanças (conceitos básicos de gestão financeira para os pequenos negócios);

como acessar crédito (canais de crédito

disponíveis e os cuidados necessários na hora da contratação) e como organi- zar melhor a operação (conceitos bási- cos de gestão de processos e demanda).

O curso tem a coordenação geral de Valéria Xavier, executiva de Proje- tos Especiais do O POVO, e a coorde- nação de conteúdo do professor Ran- dal Mesquita, especialista em Varejo e Serviços. É uma realização da Funda- ção Demócrito Rocha/Universidade Aberta do Nordeste e da Câmara Mu- nicipal de Fortaleza.

O conteúdo do curso, na íntegra, pode ser acessado em fdr.org.br/cuidar- paracrescer2

PROGRAMA DE TV

A gestão financeira dos pequenos negócios (já disponível no site)

LIVES E PROGRAMAS DE RÁDIO

- Como organizar as finanças conceitos básicos de gestão financeira para os pequenos negócios (já disponível no site)

- Como acessar crédito canais de crédito disponíveis e os cuidados necessários na hora da contratação (8 de fevereiro) - Como organizar melhor a operação conceitos básicos de gestão de processos e demanda (15 de fevereiro)

CONTEÚDO EXTRA

Você pode acessar todos os conteúdos do projeto gratuitamente em:

fdr.org.br/cuidarparacrescer2

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CRÉDITO PARA

MICRO E PEQUENOS:

INVESTIMENTO

CONSEGUIR

NEGÓCIOS QUE AINDA ESTÃO COMEÇANDO TAMBÉM PODEM TER ACESSO A BOAS LINHAS DE CRÉDITO, MAS É

PRECISO PESQUISAR E PLANEJAR BEM PARA EVITAR PROBLEMAS

COMO

E ONDE

NEGÓCIOS QUE

PLANEJAR BEM PARA

EVITAR PROBLEMAS

PRECISO PESQUISAR E

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FORTALEZA - CE, 07 DE FEVEREIRO DE 2022CUIDAR PARA CRESCER

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Nem sempre o capital finan- ceiro acompanha os sonhos do empreendedor no momento de começar, aprimorar ou expandir a operação de um negócio. Por isso, especialmente para quem é Mi- croempreendedor Individual (MEI) ou está à frente de uma peque- na empresa, o acesso ao crédito pode ser um ponto definitivo para o sucesso da empreitada.

Conseguir contratar uma linha de crédito, porém, é um processo burocrático e que exige atenção e planejamento. Mesmo antes de escolher em que instituição finan- ceira irá buscar o investimento, é ANA BEATRIZ CALDAS

[email protected]

preciso reunir documentos pes- soais e profissionais que compro- vem o comprometimento com o negócio e o banco ou cooperativa - e a formalização, em muitos ca- sos, é a melhor amiga do empreen- dedor, pois facilita esses trâmites.

“O grande problema para mui- tas pessoas é conseguir compro- var tudo o que as instituições exi- gem, mas há diversas opções de empréstimo e crédito direcionado.

Há a facilidade, por exemplo, do microcrédito, que tem valor mais baixo e pode ajudar a ter um capi- tal de giro mais rápido ou a adqui- rir itens para a sua empresa. Por ser um valor menor, a burocracia também é menor”, explica Wan- demberg Almeida, professor uni- versitário e mestre em Economia.

O conselho do economista é

que o empreendedor que vai bus- car crédito pela primeira vez co- mece contratando microcrédito

“para arrumar a casa”, já que os valores da modalidade, que costu- mam variar entre R$ 300 e R$ 20 mil, são mais fáceis de gerenciar e tem taxas mais atrativas.

Outro ponto importante é sa- ber em que o dinheiro será aplica- do, e incluir de imediato o valor da parcela nas despesas mensais do negócio, para evitar problemas na contabilidade ou confusão entre contas pessoais e profissionais. “É preciso saber se ele irá para com- pra de maquinário, matéria-prima, reforma… Isso também gera con- fiança nas instituições, que come- çam a aumentar o limite quando percebem que o empreendedor paga em dia”.

Vicente Lima, proprietário da Vidromáquinas, recorreu a um crédito de R$ 5 mil para minimizar impactos da pandemia no negócio

FOTO JOÃO FILHO TAVARES

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No fim de 2019, quando resol- veu colocar em prática o apren- dizado que teve trabalhando no centro de manutenção de máquinas pesadas do pai e montar o seu próprio negócio, Vicente Lima, 30, não imagi- nava os desafios que estavam por vir. Nos primeiros meses do negócio, Vicente tocou a Vidro- máquinas, loja de peças para máquinas pesadas e agrícolas, apenas com o auxílio da irmã Aline - ele no operacional, ela no administrativo -, e com relativa tranquilidade. Após a chegada da Covid-19, porém, os irmãos precisaram se reorganizar para manter as finanças em dia.

“Começamos com capital próprio e muita vontade de trabalhar, mas com a pande- mia, o movimento diminuiu e o negócio começou a ficar ruim.

Foi aí que decidimos que seria preciso investir em 2020 para 2021 ser melhor”, conta o em- presário. Como já tinha conta aberta e bom relacionamento em um banco privado, Vicente resolveu buscar uma linha de crédito emergencial que ofer- tava R$ 5 mil - dinheiro que foi aplicado em estoque e melho- rias na estrutura física da loja, localizada no bairro Messejana, em Fortaleza.

Na época, conseguimos sanar dívidas com alguns forne- cedores e adquirir produtos para reposição da loja. O valor ajudou a estabilizar o negócio em um momento de oscilação do mercado”, comenta. Com o sucesso do investimento e do planejamento para quitar a dívida no tempo certo, o empreendedor recorreu a uma nova contratação de crédito em setembro de 2021, dessa vez no valor de R$ 10 mil.

Com o suporte em momentos de maior dificuldade, a empre- sa conseguiu não só se manter ativa, mas apresentar evolu- ção. A segunda contratação de crédito possibilitou, além de estoque, a contratação e a capacitação de colaboradores.

Atualmente, a Vidromáquinas vende para estados de todo o Brasil, através do e-commerce, e conta com quatro funcioná- rios, além de uma nova estru- tura organizacional.

“Aos poucos, estamos setori- zando a empresa e contratando mão de obra para cada setor.

A expectativa agora é investir em tecnologia da informação e também começar a produzir o nosso próprio vidro - e, para isso, vamos buscar um banco que compre a ideia”.

EVITANDO IMPREVISTOS APOIO FINANCEIRO DURANTE A CRISE

O empréstimo informal, desaconselhado por especialistas por não haver um contrato e segurança entre as partes, não é o único perigo na hora de buscar incentivo financei- ro. Na hora de contratar crédito, é essencial só buscar instituições financeiras autoriza- das pelo Banco Central - que disponibiliza uma lista dessas empresas em seu site oficial (www.bcb.gov.br) - para evitar golpes.

Também é recomendado pesquisar o his- tórico de atendimento e suporte do banco ou cooperativa antes de contratar a linha de crédito, além de evitar começar já com valores muito altos, que podem dificultar o pagamento e “manchar” o histórico da empresa com a instituição, atrapalhando futuras negociações.

Aline - ele no operacional, ela no administrativo -, e com relativa tranquilidade. Após a chegada da Covid-19, porém, os irmãos precisaram se reorganizar para manter as finanças em dia.

“Começamos com capital próprio e muita vontade de trabalhar, mas com a pande-

FOTOS JOÃO FILHO TAVARES

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FORTALEZA - CE, 07 DE FEVEREIRO DE 2022CUIDAR PARA CRESCER

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FORTALEZA - CE, 07 DE FEVEREIRO DE 2022

CUIDAR PARA CRESCER

O QUE VOCÊ PRECISA SABER

QUAIS DIFICULDADES O EMPREENDEDOR PODE ENCONTRAR?

Falta de informação em relação aos projetos existentes e falta de formação por parte do empreendedor quanto ao valor, como esse dinheiro deve ser utilizado, qual a viabilidade do negócio, quando se dará o retorno do investimento realizado, enfim, de uma educação financeira empresarial básica.

POR ONDE COMEÇAR A PESQUISAR?

Procure se informar bem sobre os projetos e linhas de crédito que existem nos bancos de fomento subsidiados pelas políticas públicas da União, Estados e Municípios, nos bancos sociais ou comunitários.

COMO SABER QUAL A MELHOR OPÇÃO?

As melhores opções de crédito para pequenos empreendedores estão atreladas a alguns fatores como localização, tamanho e segmentação do empreendimento, assim como o valor a ser captado, entre outras variáveis.

No Ceará, o programa de microcrédito produtivo do Governo do Estado (Ceará Credi), por exemplo, concede empréstimo, capacitação empreendedora e educação financeira e é uma possibilidade interessante devido a sua abrangência, valores de concessão de crédito e outras facilidades. Contudo, não deixe de pesquisar se na sua região não tem um banco solidário com melhores condições de crédito.

FONTE: Luís Carlos Alencar, administrador e professor da Unichristus

TIRA-DÚVIDAS

BANCOS PÚBLICOS

Além de possibilidades de acesso a crédito no Banco do Brasil, na Caixa Econômica Federal e no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), quem mora no Ceará também pode conseguir boas opções de linhas de crédito com o Banco do Nordeste - o banco possui a maior operação de microcrédito da América Latina, o CrediAmigo.

O Governo do Ceará também possui um programa de micro- crédito para empreendedores, o Ceará Credi. O programa tem como principal público-alvo micro e pequenos negócios de jovens, mulheres e pessoas de baixa renda, MEI, informais, autônomos, agricultores familiares e desempregados.

BANCOS PRIVADOS E FINTECHS

Para micro e pequenos empreendedores formalizados, grandes bancos privados como Bradesco, Itaú e Santander já oferecem linhas de crédito e microcrédito orientado com boas condições de pagamento. Para escolher o banco ideal, alerta Wandemberg Almeida, é preciso “bater na porta” de cada um para estudar opções. Mas não só bancos tradicionais oferecem comodidade e segurança: bancos digitais como C6 Bank, Inter, Nubank e Original já dispõem de modalidades de crédito com a facilidade da digitalização dos processos.

“As fintechs fecham uma linha de crédito pelo celular com os mesmo benefícios de um banco tradicional - ou até mais”.

BANCOS SOCIAIS

Segundo o administrador Luís Carlos Alencar, o papel dos bancos comunitários (ou bancos sociais) é combater a pobre- za por meio de uma reorganização financeira de territórios vulneráveis, com base na economia solidária e foco na digni- dade humana. “Esse tipo de instituição funciona mediante ao empréstimo de recursos financeiros para produção e consu- mo de bens e serviços para serem produzidos e comprados na própria comunidade, criando oportunidade de crescimento econômico a quem emprega, a quem é empregado e a comuni- dade de forma geral”, explica. No Ceará, de acordo com a Rede Brasileira de Bancos Comunitários, há mais de 30 bancos solidários. A lista completa pode ser conferida no site do Ins- tituto Banco Palmas (www.institutobancopalmas.org).

OPÇÕES DE CRÉDITO PARA

MICRO E PEQUENOS EMPREENDEDORES

Procure se informar bem sobre os projetos e linhas de crédito que

autônomos, agricultores familiares e desempregados.

subsidiados pelas políticas públicas da União, Estados e Municípios, nos bancos sociais ou comunitários.

COMO SABER QUAL A MELHOR OPÇÃO?

Segundo o administrador Luís Carlos Alencar, o papel dos

bancos comunitários (ou bancos sociais) é combater a pobre-

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APESAR DA EVOLUÇÃO ONLINE CAUSADA

PELA NECESSIDADE DO ISOLAMENTO SOCIAL,

PERÍODOS DE QUARENTENA TAMBÉM AUMENTARAM O DESEJO POR EXPERIÊNCIAS FORA DE CASA

LETÍCIA DO VALE

[email protected]

Eduardo Torres, diretor da Bicicletando Bike Shop, além de duas lojas físicas investe em um e-commerce que atende a todo o Brasil

COMO DIGITALIZAR

NEGÓCIOS SEM DEIXAR O PRESENCIAL DE LADO

RECUPERAÇÃO

SAINDO

DA CRISE

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FORTALEZA - CE, 07 DE FEVEREIRO DE 2022CUIDAR PARA CRESCER

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A pandemia instaurou no comércio uma crise difícil de ser superada, mas não impossível. O principal obstáculo tem sido a necessidade de distancia- mento social, o que deu um empur- rãozinho extra na digitalização de ne- gócios que já estava em andamento.

O online, então, se tornou a resposta para a maioria dos problemas.

No entanto, não basta apenas estar presente no mundo virtual: é necessá- rio que a empresa tenha uma estraté- gia bem traçada. É o que explica Pau- lo Carvalho, fundador da Xper Global, empresa especializada em inovação.

“A primeira coisa que o empreendedor precisa fazer é se posicionar no mundo digital. Não adianta só fazer impulsio- namento, tem que estar bem localiza- do e ser visto”, aponta.

Um negócio que soube se posi- cionar bem nesse cenário foi a Bici- cletando Bike Shop, em Fortaleza. A empresa trabalha com revenda de bicicletas, serviço de oficina, biome- cânica e a comercialização de peças e vestuário. Eduardo Torres, diretor do empreendimento, há seis anos trabalhava como vendedor na loja de bikes do pai, até que resolveu abrir o próprio bikeshop. Atualmente, a mar- ca tem duas lojas físicas e uma plata- forma de e-commerce que atende a todo o Brasil.

Apesar da surpresa da pandemia e da rápida necessidade de fortalecer o atendimento ao cliente nos canais virtuais, Eduardo explica que esse já era um movimento que vinha sendo adotado pela loja.

“Nós estávamos com o projeto em andamento, então não foi tão difícil porque não precisamos começar do zero. Já tínhamos um setor online e de- dicávamos atenção a ele, então quan- do aconteceu a pandemia a gente es- tava preparado. Já tínhamos delivery, canais de atendimento, soluções de pagamento, tudo online”, aponta.

Para o diretor, readaptar o negócio para o virtual é a chave para superar as principais dificuldades que a pandemia trouxe aos pequenos negócios. Além disso, é importante estar organizado na questão de estoque e compra. “An- tes tinha mais procura do que produto, e agora tem mais produto do que pro- cura de novo. Então, você vinha num ritmo de compra e agora precisa vir em outro”, alerta.

FOTOS JOÃO FILHO TAVARES

READAPTAR O NEGÓCIO PARA O

VIRTUAL É A CHAVE PARA SUPERAR AS PRINCIPAIS

DIFICULDADES QUE A

PANDEMIA

TROUXE

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TENDÊNCIAS E ADAPTAÇÕES

Apesar da clara importância do mundo virtual para o comércio após o aconte- cimento da pandemia, isso não significa que lojas físicas devem ser totalmente descartadas. Para Paulo Carvalho, é necessário que os negócios se adaptem, simultaneamente, tanto ao mundo vir- tual quanto ao mundo real. Atualmente, segundo ele, muitas empresas que eram somente físicas agora estão no online, por meio do e-commerce, e empresas que eram 100% online estão criando suas estruturas físicas.

“São experiências diferentes: alguns produtos você precisa de uma expe- riência física, e outros produtos você não precisa. Além disso, as pessoas sentem falta desse contato. À medida que as restrições vão reduzindo, as pessoas têm essa necessidade de ter a experiência no estabelecimento. Isso já entrou na vida das pessoas e não tem mais volta. A capacidade de vender presencialmente e online se tornou um fator competitivo”, explica.

Para quem começou o negócio virtual- mente, Marília Marinho, administradora e especialista em varejo e inovação, alerta que o investimento no mundo físico deve ser feito com cautela. “Tem que analisar sua capacidade de também atuar na loja física de uma forma pro- fissional, e se o seu consumidor é desse ambiente, para saber o momento certo de fazer essa ampliação”, aponta.

FOCO NA RELAÇÃO COM O CONSUMIDOR

Outro ponto que ganhou ainda mais atenção nesta nova realidade é a relação da empresa com o consumidor. A administradora Marília Marinho destaca que esse contato é um ponto de diferenciação dentro do mercado.

“A competição se torna uma só. Existem diversas empresas semelhantes e o processo de comunicação com o consumidor vai exigir toda uma preparação de produtos, serviços, ambientes de compra, política de troca e atenção ao relacionamento com o consumidor. Se destaca quem tem uma comunicação ágil e realmente cumpre a proposta. Não é só conquistar o consumidor, mas garantir a entrega do serviço”, aponta a especialista.

De acordo com Marília, os principais pontos de desenvolvimento de confiança do consumidor na empresa são:

QUALIDADE DO PRODUTO

CONDIÇÕES DE ENTREGA

CUMPRIMENTO DE PRAZOS

POLÍTICA DE

TROCA EFICIENTE

RAPIDEZ

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FORTALEZA - CE, 07 DE FEVEREIRO DE 2022CUIDAR PARA CRESCER

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DICAS PARA LIDAR COM A CRISE E APRIMORAR OS NEGÓCIOS

Esteja bem posicionado na internet. Você pode cadastrar a empresa no Google Meu Negócio, uma área em que você insere todos os dados do empreendimento, per- mitindo que você apareça em um local de privilégio nas buscas orgânicas na platafor- ma. Também é importante se cadastrar no Google Maps, pois ele sinaliza os produtos e serviços de acordo com a localização de quem buscou, conectando sua empresa a quem está próximo.

Tenha um site. O Wix, por exemplo, é uma plataforma versátil e acessível na qual é possível montar um bom e-commerce.

Depois de bem posicionado online, é pos- sível partir para o impulsionamento das redes sociais do negócio.

Se você tem produtos, atualmente, que só podem ser vendidos em uma determinada área, procure expandir essa atuação.

É necessário se reinventar. Olhe o que você está fazendo no momento e tente criar algo que torne isso obsoleto. Se você con- seguir, você vai inovar. E se você criar uma coisa nova, que ela seja imprescindível pras pessoas: elas precisam precisar comprar de você. Esse é o segredo!

Fonte: Paulo Carvalho, fundador da Xper Global

O CAMINHO DO SUCESSO

Antigamente, era muito comum que os negócios fossem levados de maneira mais intuitiva, vivendo um dia após o outro, sem defini- ções concretas de metas, obje- tivos e resultados. No entanto, para Paulo Carvalho, a surpresa da pandemia deve acabar de vez com esse costume.

De acordo com o especialista, a adoção de modelos de negócio e a capacitação em instituições como o Sebrae são uma boa saída para que o empreendedor consiga construir uma planilha com os detalhes de cada produto e seguir com um pla- nejamento financeiro a partir disso.

“Com o mínimo de conhecimento é possível identificar erros com agi- lidade. No momento em que você tem um bom planejamento, você já sabe o que tem que cortar, a

quantidade de capital de giro para manter o negócio, como estão as vendas online e consegue plane- jar melhor qualquer variação que ocorrer no mercado, lidando com novas tecnologias para atender seu cliente diretamente”, indica.

Para Marília, “não existe mais es- paço para ser amador no mercado, mas sim para boas ideias e criação de novos negócios”. A administra- dora destaca que, com as redes sociais, é possível levar produtos e serviços para todo o Brasil, e até para outros países. “O empresário deve se profissionalizar, utilizar boas ferramentas de gestão, pla- nejamento e avaliação do negócio.

Sempre buscar conhecimentos, constantemente com um olhar para dentro do empreendimento e para fora”, aconselha.

O EMPRESÁRIO DEVE SE

PROFISSIONALIZAR, UTILIZAR BOAS

FERRAMENTAS

DE GESTÃO

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Referências

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