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MANIPULAÇÃO CÉLULAS ESTAMINAIS

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Academic year: 2021

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MANIPULAÇÃO CÉLULAS ESTAMINAIS

Trabalho elaborado por:

Sónia Tenreiro Patrícia Abreu Paulo Moita

Nº.18 Nº.10 Nº.12

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Introdução

O que são Células Estaminais

Qual o potencial de utilização médica destas células?

Só existem nos fetos e cordão umbilical dos recém-nascidos ou adultos também têm?

Aplicações médicas em que as células já são utilizadas

As células estaminais podem curar doenças ou apenas tratar?

Há quanto tempo são utilizadas células estaminais?

As células estaminais retiradas de um indivíduo só são compatíveis com esse indivíduo?

Como devem proceder os pais interessados em preservar as células estaminais dos filhos que vão nascer?

E quais os custos?

Durante quanto tempo podem ser criopreservadas estas células?

Controvérsias Públicas e Polémica ( Problemas Éticos) Conclusão / Bibliografia

ÍNDICE

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Trabalho inserido em STC 7 – Saberes Fundamentais DR3 – Ciência e Controvérsias Públicas

Neste trabalho iremos mostrar as controvérsias e polémicas da manipulação de células estaminais, no campo social e científico.

Iremos apresentar a contribuição da tecnologia para a evolução da ciência no âmbito do tema escolhido

Prós e contras da Investigação no domínio das células estaminais Reflexão dos Membros do Grupo

INTRODUÇÃO

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O que são Células Estaminais?

As células estaminais são células indiferenciadas que podem dar origem aos diferentes tipos de células de um organismo. Estas células têm ainda capacidade de se auto-renovar. Isto significa que uma célula estaminal ao dar origem a uma célula mais especializada (diferenciada) dá também origem a uma cópia idêntica de si mesma, e tem também capacidade de se multiplicar aumentando o número de células estaminais (expansão). Existem diferentes tipos de células estaminais.

Durante o desenvolvimento embrionário, estas células especializam-se, originando os vários tipos de células do corpo, desde as células do músculo cardíaco, células nervosas, glóbulos vermelhos ou células da pele, ou mesmo, por exemplo, as células que fazem parte do olho. Mais tarde, no indivíduo adulto, as células estaminais reparam tecidos danificados e substituem as células que vão morrendo.

O exemplo mais conhecido é a substituição dos glóbulos vermelhos do nosso sangue. Estas células desempenham um papel crucial para a saúde e bem-estar de cada um de nós. As células estaminais podem ser usadas em transplantes para curar doenças em que os tecidos foram perigosamente danificados.

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CIÊNCIA

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Até 2007, foram efectuados mais de oito mil transplantes com células estaminais do sangue do cordão umbilical, três mil dos quais em indivíduos adultos. A grande maioria destes transplantes foi efectuado sendo o dador uma outra pessoa que não o paciente, a partir de amostras de dadores compatíveis.

No entanto, nos últimos tempos tem crescido consideravelmente o número de transplantes efectuados através de um transplante com as células estaminais do sangue do cordão umbilical do próprio indivíduo, que foram criopreservadas na altura do seu nascimento. Os resultados destes transplantes são semelhantes àqueles realizados com células estaminais da medula óssea, sendo que as principais vantagens são a disponibilidade imediata, quando se trata de transplante com amostras de bancos privados, ou a maior facilidade de encontrar um dador compatível, caso se recorra aos bancos públicos.

Embora no presente a aplicação das células estaminais do sangue do cordão umbilical se restrinja fundamentalmente a doenças sanguíneas e cancerígenas, experiências em modelos animais sugerem que, no futuro, a gama de aplicações com estas células poderá alargar-se a outras doenças, como as doenças cardíacas, as doenças neurodegenerativas, a diabetes ou as lesões vasculares.

Qual o potencial de utilização médica destas células?

Leucemias Linfomas Anemias

Cancro na Medula Óssea

Doenças em que podem ser utilizadas Células Estaminais

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Só existem nos fetos e cordão umbilical dos recém-nascidos ou os adultos também têm?

Existem diversos tipos de células estaminais, dependendo da fonte de onde são isoladas. Para além das células estaminais embrionárias e fetais, obtidas durante o desenvolvimento embrionário, e das células estaminais isoladas do sangue do cordão umbilical dos recém-nascidos, existem também células estaminais nos indivíduos adultos.

Estas células estaminais adultas podem encontrar-se em diferentes órgãos e tecidos como a medula óssea, a pele, o intestino, entre outros. A existência de células estaminais nestes tecidos deve-se ao facto destes terem um elevado grau de perda celular, requerendo uma substituição constante das suas células.

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1. Cérebro- A maioria das células-tronco neuronais situa-se no cérebro,e existem também na espinal medula

2. Pulmão- Os cientistas acreditam que existem diferentes populações de células-tronco nos pulmões. A identidade de algumas é controversa.

3. Coração- Raras células-tronco cardíacas foram descobertas perto do átrio, a câmara superior do coração

4. Fígado- Células-tronco hepáticas substituem células velhas e multiplicam-se rapidamente quando o órgão é danificado.

5. Intestino- Células-tronco produzem milhares de novas células intestinais a cada dia.

Elas substituem células danificadas durante o processo de digestão.

6. Medula óssea- Aqui ficam as células-tronco mais potentes, capazes de se transformar em vários tecidos. São produzidas dentro dos ossos e viajam pelo organismo através do sistema circulatório.

7. Músculos- Traumas e lesões provocados pelo excesso de exercício induzem as células- tronco a regenerar os músculos.

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Aplicações médicas em que as células já são utilizadas

As aplicações das células estaminais conhecidas até ao momento dizem respeito a doenças do foro hemato-oncológico, tais como algumas leucemias, linfomas e tumores sólidos e outras doenças, hereditárias ou adquiridas do sistema sanguíneo ou imunitário.

Acredita-se, no entanto, que o leque de aplicações das células estaminais do sangue do cordão umbilical será mais alargado.

Recentemente, a utilização de amostras de sangue do cordão umbilical para uso em doenças não hematológicas tem crescido consideravelmente.

Na área da cardiologia, existem estudos de regeneração do músculo cardíaco em patologias como isquémia e enfarte do miocárdio. Há dados muito promissores nesta área, com resultados muito concretos na recuperação funcional do miocárdio em pessoas transplantadas com células estaminais da medula óssea. No entanto, serão necessários ensaios clínicos para poder alargar a aplicação à população em geral.

Num futuro mais longínquo, pode vir a ser possível o tratamento de doenças como diabetes e doenças neurodegenerativas (Alzheimer e Parkinson). Esta é uma área muito promissora, mas a investigação ainda está numa fase precoce, restringindo-se apenas a estudos em modelos animais.

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As células estaminais podem curar doenças ou apenas tratar?

As células estaminais têm capacidade tanto de tratar como de curar dependendo das doenças em causa. No caso das leucemias e linfomas, elas vão substituir as células sanguíneas cancerígenas que são destruídas por tratamentos de quimioterapia, fornecendo de facto uma cura. Isto também ocorre em casos de deficiências imunitárias em que o sistema defensivo do organismo é reposto pelas células transplantadas.

Em alguns casos, no entanto, as células estaminais apenas fornecem um tratamento que permite melhorar significativamente a qualidade de vida dos pacientes e a sintomatologia, mas em que a causa da doença não se consegue eliminar.

Há quanto tempo são utilizadas células estaminais?

O primeiro transplante de células estaminais do sangue do cordão umbilical foi realizado em 1988 numa criança com anemia de Fanconi, a qual recebeu uma amostra compatível de sangue do cordão umbilical de um familiar, anteriormente criopreservada. Desde então tem crescido o número de transplantes de células estaminais para tratar diversas patologias.

As células estaminais retiradas de um indivíduo só são compatíveis com esse indivíduo?

Não, a compatibilidade de uma amostra é de 100% para o próprio indivíduo, mas existe 25% de probabilidade de uma amostra ser 100% compatível com um irmão directo, ou seja num em cada quatro casos existe compatibilidade total entre irmãos. A probabilidade de existir compatibilidade vai depois diminuindo à medida que diminui o grau de parentesco entre o dador e o paciente.

Será necessário fazer um teste de compatibilidade HLA (antigénios de leucócitos humanos) entre o dador (criança de cujo cordão umbilical foram criopreservadas as células estaminais) e o doente para

testar essa compatibilidade. 6

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Tecnologia envolvida na extracção e preservação de Células Estaminais

Os pais interessados em usufruir do serviço de criopreservação de células estaminais do sangue do cordão umbilical da Crioestaminal devem adquirir um kit Crioestaminal que contém todo o material necessário para a recolha do sangue do cordão umbilical e seu acondicionamento. É aconselhável efectuar a aquisição do Criokit com uma antecedência mínima de pelo menos um mês antes da data prevista para o parto, de preferência dois meses antes, para poderem ler com atenção todas as indicações que são enviadas com o kit. O kit de recolha é levado para a maternidade, para que a recolha do sangue do cordão umbilical possa ser feita pela equipa de parto, imediatamente após o nascimento da criança. A recolha é totalmente indolor e não apresenta qualquer risco para a mãe ou para o recém- nascido. Depois de recolhido, o sangue é levado por uma equipa especializada para os laboratórios da Crioestaminal onde o isolamento das células estaminais e a sua criopreservação durante 20 anos são feitos seguindo os mais elevados padrões de qualidade e respeitando todas as exigências legais, o que garante um rigoroso controlo de todos os processos. O custo de adesão ao serviço da Crioestaminal, que inclui o valor do kit, é de 115 euros. A criopreservação propriamente dita custa 1085 euros.

Os dados de que dispomos actualmente referem um período de pelo menos cerca de 20 anos, durante o qual as células estaminais do sangue do cordão umbilical se mantêm viáveis. No entanto, à semelhança do que acontece com outro tipo de células, é provável que estas também se possam manter viáveis por

Durante quanto tempo podem ser criopreservadas estas células?

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O primeiro problema ético,que é fundamental, pode ser formulado assim:

"É moralmente lícito produzir e/ou utilizar embriões humanos vivos para a preparação de CE"?

"A resposta é negativa", pelas seguintes razões:

Partindo duma completa análise biológica, o embrião humano vivo é, a partir da fusão dos gametas, um sujeito humano com uma identidade bem definida, que começa, a partir daquele instante, o seu próprio

desenvolvimento coordenado, contínuo e gradual, de tal forma que, em nenhuma etapa posterior, se pode considerar como um simples aglomerado de células.

Consequentemente, como "indivíduo humano", tem direito à sua própria vida; e, por isso, toda a intervenção que não seja em benefício do próprio embrião, constitui um acto que viola este direito. A teologia moral

sempre ensinou que, no caso do "jus certum tertii", o sistema do probabilismo não é aplicável.

Assim, a ablação da massa celular interna (ICM) do blastócito, que lesiona grave e irremediavelmente o embrião humano, interrompendo a sua evolução, é um acto gravemente imoral e, portanto, gravemente

ilícito.

Nenhum fim considerado bom, como seja o uso das células estaminais obtidas a partir deles para a preparação doutras células diferenciadas em ordem a procedimentos terapêuticos há muito esperados,

pode justificar tal intervenção. Um fim bom não faz boa uma acção que, em si mesma, é má.

Problemas Éticos

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O segundo problema éticopode ser formulado assim:

"É moralmente lícito efectuar a chamada "clonação terapêutica" através da produção de embriões humanos clonados e a sua posterior destruição para a produção de CE"?

"A resposta é negativa", pela seguinte razão:

Todo o tipo de clonação terapêutica, que implique a produção de embriões humanos e a posterior destruição dos mesmos com o fim de obter as suas células estaminais, é ilícita; cai-se no mesmo

problema ético anteriormente exposto, que não pode ter senão uma resposta negativa.

Problemas Éticos

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O terceiro problema ético pode-se formular assim:

"É moralmente lícito utilizar as CE, e as células diferenciadas delas obtidas, que sejam eventualmente fornecidas por outros pesquisadores ou encontradas à venda"?

"A resposta é negativa",

porque, para além de compartilhar, formalmente ou não, a intenção moralmente ilícita do agente principal, no caso em exame dá-se a cooperação material próxima na produção e manipulação de embriões

humanos por parte do produtor ou fornecedor.

Em conclusão, resultam evidentes a seriedade e a gravidade do problema ético levantado pela vontade de estender ao campo de pesquisa humana a produção e/ou o uso de embriões humanos, mesmo por

motivos humanitários.

A possibilidade, já comprovada, de utilizar células estaminais adultas para conseguir os mesmos objectivos pretendidos com as células estaminais embrionárias - apesar de se exigirem ainda muitos passos, em ambas as áreas aliás, até se obter resultados claros e definitivos - indica-a como a via mais

razoável e mais humana a percorrer para um progresso correcto e válido neste novo campo que se abre à pesquisa e a promissoras aplicações terapêuticas. Estas representam, sem dúvida, uma grande

esperança para um número considerável de pessoas doentes.

Problemas Éticos

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CONCLUSÃO / BIBLIOGRAFIA

Grande Inovação da Medicina

Grandes potencialidades para a melhoria da qualidade de vida

Os Desenvolvimentos da Tecnologia são evidentes mas ainda há um longo caminho a percorrer na indústria Biomédica

A Igreja e a Ciência estão em desacordo

http://saude.sapo.pt/artigos/entrevistas_a_especialistas/ver.html?id=816962 http://www.bebevida.com/VidsCrio.asp

http://www.bioteca.pt/video/bioteca.swf

http://www.crioestaminal.pt/web/pt/main.aspx http://www2.iict.pt/?idc=21&idi=13854

Referências

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