Soneto a Walesca
Tomando a lira cantarei também
Canções que evoquem a emoção mais pura, Quero tangê-la em divinal candura
Aos teus ouvidos quando a noite vem…
E entre os arpejos que a saudade tem Vou desvelar-te a doce formosura Do amor perene que o tempo emoldura Nas telas raras do infinito bem…
E a imagem clara de um porvir risonho, Velada sempre em teu mais belo sonho, Quero pintá-la em teu olhar, querida…
E junto ao vento de asas silenciosas Em teu regaço vou depor as rosas Feitas de luz para alegrar tua vida.
Poetas que voltam
Mensagem psicografada por Lucimar Laidens, por ocasião do aniversário de Walesca Linhares, trabalhadora da Casa
Natal
Singelo berço, manjedoura pobre, Primeiro templo de Jesus Menino Descido à Terra sob o cristalino
Manto de estrelas que a manhã descobre.
Belém recebe o Mensageiro Nobre
Sem vislumbrar no estranho peregrino O sol de amor no doce olhar divino
Cujo esplendor a palha humilde encobre.
Sua branda voz multiplicou a paz, Suas mãos formosas acolheram tanto E asserenaram todo um mar de pranto…
Singelo berço, tua lembrança traz Ao coração a eterna imagem pura Da Luz abraçando a Terra escura…
Nova Lira
Soneto psicografado por Lucimar Mantovani no dia 24/12/2008, véspera de Natal, no Centro Espirita de Caridade Dias da Cruz – Passo Fundo – RS.
Prece
Meu Deus, abençoe os meus irmãos Desta casa e também seus familiares Derrama a luz serena de tuas mãos Sobre nós e por todos os lugares…
Abençoa, Senhor, o nosso lar, Nosso templo de amor e caridade.
Perdoa o egoísmo milenar
Que nos tira a ideal serenidade.
Enfim, nesta noite iluminada
Conforta nossas almas tão sofridas.
Em nosso coração faz tua morada Lenindo nossas dores e feridas.
(Mensagem recebida por Lucimar Mantovani Laidens no noite de 30/10/08, na reunião mensal dos trabalhadores – CEC Dias da Cruz – Passo Fundo-RS)
Canção para uma flor
Trago a lira em plangente melodia Modulando em surdina uma canção…
Minh’alma reverente silencia…
Convertendo a sonata em oração
Mui singela a dizer-te, jovem dama, Que por ver-te a serviço de Jesus Mais te envolve a falange que te ama E há séculos te ampara e te conduz.
Perdoa os que te ferem sem pudor…
Resguarda-te na fé, confiando em Deus, Levanta os que tombarem quando for Todo o pranto inundar os olhos teus…
Distende a tua piedade aos infelizes, Partilha o bem e espalha os teus tesouros De amor sobre as alheias cicatrizes,
Serão luzes por ti, nos dias vindouros…
Alma doce na carne mergulhada, Suporta humildemente toda a prova,
Mais à frente verás, banhando a estrada, Revérberos de paz e vida nova…
Poema psicografado por Lucimar Laidens, dedicado a uma trabalhadora da Casa por ocasião dos momentos difíceis que enfrentava. CEC Dias da Cruz – Passo Fundo RS
Com Jesus
Choraste e no silêncio pressenti Testemunhos que o verbo não traduz, Clamores de quem traz forjado em si O grave compromisso com Jesus…
No tremor de teus lábios eu reli Juramentos de amor aos pés da cruz E em tua fronte abatida pressenti Converterem-se lágrimas em luz…
Choraste…, não por ti, mas pela messe Juncada de amarguras onde tragas
Redenção no teu cálice de chagas…
Soluçaste os acordes de uma prece Transportada ao altar sereno e santo Do Amigo que te aguarda, além do pranto…
Poetas que voltam
Mensagem psicografada por Lucimar Laidens – CEC Dias da Cruz – Passo Fundo RS
Quem sabe renunciar
Toda renúncia traz a recompensa De maneira, talvez, inesperada…
Geralmente no fim da longa estrada Feita de lágrima e tristeza imensa.
Jamais se aniquilou a luz sagrada Erguida pelo amor, cuja presença Converte em esperança a dor intensa Forjando o dissabor em quase nada…
Sê feliz, minha irmã, pois entregaste Aos “teus” o coração, como da haste
Se arranca sem piedade a flor mais rara…
Sacrificando, num gesto sublime, O teu melhor, e como o bem redime
Caminha em paz porque o Senhor te ampara.
Poetas que voltam
Mensagem psicografada por Lucimar Laidens em abril/2003, a trabalhadora Salete Braga – CEC Dias da Cruz – Passo Fundo RS
Entre Irmãos
O Peres* me convidou Para falar a vocês…
Pensei em dizer: “não vou”…
Mas ele disse: “é tua vez”…
Então vos digo, do Além, Que nada fiz de melhor, Conheço o pranto também E várias dores de cor…
Na estrada da provação, De difíceis padeceres Nem sempre usei a razão, Soterrado nos deveres
Do mundo, preso à matéria.
Daqui, porém, vejo mais…
A vida é coisa bem séria…
E aquilo que procurais Nem sempre vem a contento…
Buscai na prece a defesa E o bem a todo momento.
No Evangelho, com certeza, Tereis o conselho certo Sem risco de enganação,
E o Centro sempre por perto, Para uma nova lição…
Jesus a todos proteja E envolva no seu olhar A cada um, e que seja Sempre momento de amar.
Deixo aqui meu verso e vou Saudando a todos vocês, O Peres sinalizou…
Terminou-se a minha vez…
Abílio*
Poema psicografado por Lucimar Laidens – mês 03/2010 – CEC Dias da Cruz – Passo Fundo RS
Francisco
Francisco
Francisco amava a natureza bela, Frondes airosas e flores pequenas Beijadas por minúsculas falenas Ou banhadas por rústica procela.
Sonhava entre os regatos cristalinos, Espelhos líquidos do firmamento…
E orava no murmúrio doce e lento Dos ventos elevando brandos hinos Ao Senhor sob as verdes ramarias.
Passava o tempo em divinais instantes Junto aos pássaros livres e cantantes Socorrendo as profundas agonias
Dos aflitos tombados pela estrada…
Servo do Cristo e nobre tarefeiro, Se pudesse abraçar o mundo inteiro Toda a Terra andaria iluminada
Pelas alvas candeias luzidias De seus olhos ardentes de bondade Vertendo abençoada claridade, Orvalhando de luz noites e dias…
O amigo da pobreza nos convida, E espera que num gesto de coragem Acolhamos agora a sua mensagem Tão amada e também tão esquecida…
Buscar luz e verdade e compreendê-las Foi conquista de poucos entre vós…
Caminharam anônimos e sós
Elevando-se à pátria das estrelas…
Franciscanos
(Psicografia Lucimar Mantovani) 30/12/2010
Poema Deus
Quando o sol se derrama nas campinas Beijando as tenras flores orvalhadas, Tremeluzem ao longe, nas estradas, Novas bênçãos formosas, pequeninas,
Luzernas de esperanças renovadas Nos eternos fanais das mãos divinas Desatam mil belezas peregrinas
Sobre as mansas e calmas madrugadas…
Quando a lua desliza de vagar
Descendo sobre os verdes arvoredos, Ouço o vento cantando seus segredos, Talvez longas histórias de além- mar…
Percebo Deus em tudo o que conheço Regendo a mais perfeita sinfonia Da vida entretecida a cada dia Na certeza de um novo recomeço…
Deus me fala no som das águas calmas, No murmúrio da brisa entrincheirada Nos perfumes agrestes da galhada.
Deus adentra o recôndito das almas…
Ele é o sol dos Espíritos… É a Paz, É o orvalho bendito refrescando
Silencioso e sereno, sempre amando…
Deus é o Todo em que nada se desfaz.
Amigo da Casa (Lucimar)
Poema psicografado por Lucimar Laidens – mês 10/2009 – CEC Dias da Cruz – Passo Fundo RS
Sofrimento
Sofrimento não é juiz tirano
Vigiando-te os passos nesta vida, Nem verdugo elevado por engano Ao poder em tarefa imerecida…
*
É a colheita de ontem…ou a prova Escolhida em cirúrgico momento…
Valiosa situação que te renova
E apressa teu passo incerto e lento.
*
Bem sofrer, eis o grande desafio…
Caminhar entre espinhos sem receio, Colher fanadas rosas pelo estio
Fazendo-as reflorir no próprio seio.
*
Bendito é o sofrer que te enriquece, De trágico e pobre peregrino
Te eleva ao grande altar da luz, e em prece
Retomas a esperança de menino…
*
Sofrimento é prelúdio de ventura…
Quando aceito e vivido com valor.
É o remédio colhido em fonte pura E aplicado em tua alma pelo Amor.
Nova Lira
(Poema psicografado por Lucimar Laidens em 29/11/2012 – Centro Espírita de Caridade Dias da Cruz – Passo Fundo RS)