BREVES CONSIDERA ÇÕ ES
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A FEBRE ESCARLATINA
^ ääü i ü
APRESENTADA A* FACULDADE DE MEDICINA DO RIO DE JANEIRO, ESUSTENTADA EM 4DE DEZEMDRO DE1847
POR
^ é
ecoNATURAL DO RIO DE JANEIRO/
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n/ 6
aieeta FILHOD E N 1 C O L Á O J O A Q U I M M O R E I R A
DOUTOREMMEDICINAPELA MESMA FACULDADE.
UneDiese excellente, ouloutmarcheet sesuil N'est pas decestravauxqu'uncapriceproduit; Ilfaut du temps,des soins,etce penibleouvrage Jamais d'un ecolicr ne fut l'apprentissage
.
BOILEAU,ART.POET
.
CHANT.3.OKIO
DE JANEIRO
TYPOGRAPIIIA IMPARCIALDEFRANCISCO DEPAULA BRITO Pra çadaConstituiçãou
.
et.1847 .
FACULDADE DB MEDICINA DORIO DEJANEIRO
.
DIRECTOR
OSNU.DR.JOSE MARTINSDACurzJOMM (Serve interinameute o Sr.Dr
.
JoaquimJoséda Silva).LENTES PROPRIETÁRIOS.
OiSrs.Urs
.
I
—
A S S O.
Franciscode Paula Candido
. . .
FranciscoFreire Allemäo
Physica Medica
.
$Bolanica Medica,cprincí pios elementares de Zoo
-
c logia
.
5Chimica Medica,e principioselementaresde Mine
( ralogia
.
Anatomia geralcdc
-
scriptivu.Anatomia Geraledcscriptivn.
Pliysiologia
.
Pathologiaexterna.
Pathologiainterna.
Piiarmacia
.
Materia Medica,especaiutente«Hr*sileira,Therap.,eArte dcformular.
Operações,Anatomia topogr
.
cApparclhos.
Partodos«,meninos
.
Moléstias das mulheresrecent-nascidos.pejadaseparicii-
,eII
—
A N N O.
Joaquim Vicente Torres Homem
. . . .
Jcse Mauricio Nones Garcia HI
—
A N N O.
loseMauricio NunesGarcia LoureuçodeAssis PereiradaCunha
.
IV
—
A N N O.
Luiz Francisco Ferreira,Examinudor
.
JoaquimJose da Silva João JosédcCarvalho,Examinador
.
V
—
A N N O.
Candido Borges Monteiro Francisco Julio Xavier
I
VI
—
A N N O.
Hygiene,chistoria da Medicina.Medicina legal
.
Thomaz Gomes dos Santos Jose Martins da Cruz Jobim
2.°ao 4.°Manoel Feliciano Pereira dc Carv
.
0,Près.
5.'’ao6
.
° Manoel de Valladão PimentelClinica externa, eAnal,patho)
.
respective. Clinica interna,cAnat.pathol.respectiva. LENTES SUBSTITUTOS.Francisco Gabriel da Rocha Freire,Examinador
....
AntonioMariadeMirandaCastro JoséBento daIloso Antonio Felix Martins
DomingosMarinhodcAzevedoAmericano,Exam
.
Luiz daCunhaFeijò
Secçãodcscienciasaccessorius.
Secção medica
.
Secçãocirúrgica
.
SECRETARIO Dr.Luiz Carlos daFoncecn
.
AFaculdade nãoipproranem desnpprova as opiniõesetnillidn«na» These»,que lhe*ãoapresentai
.
AOS MANES DE MEU PAI
Tributo derespeitoeveneração.
A ’ MINHA ADORADA E CARINHOSA MÃ I
ASRA
.
D.
CARLOTAMAIUAGONçALVESMOREIRA.
Senhora!
—
Sca gratidãoéumdosmaisnobres sentimentos queornamo coração humano,sepor ellaH'Diosobrigadosareconhecerosserviçosquenos sãoprestadoscmqualquer épocadavida,quanto nãome devoeu mostraragradecidoáaquclla quesollicitae extremosa nãocessademultiplicaresforços opromover
meiospara proporcionar
-
meuinadignaposição,umfuturobrilhante.
Sim,Senhora,desdeoberço onde ternos ecarinhososafagosmeembalaramaleo diade hoje,vossas mãos generosasnão temdeixadode derramar sobre mimbenefícios tendentesáminha felicidade.
Nenhumapessoa,pois,mais digna domeureconhecimento; nenhuma mais merecedorade meus respeitos ecuidados.
Éhoje,Senhora,odiacmqueufano penetro os um-
braes dasociedade revestido deumdosmaisnobres titulos que ellaoutorga,céhoje que,implorandoavossa bênção,ousono transporte
,
doquemeachoarrebatado,offertar-
vos estemesquinho trabalhocomoprovade minhaeterna gratidão eamorfilial.A MEU TIO
O ILLM
.
Sn. ANTONIO JOSéDOSSANTOSCAIIDOSO.Senhor lQuantovos devo!ede quemaneirapodereicuexprimir
-
vos operfeito reconhecimentodos bene-
fíciossem conta,de que me tendes enchido? Sem vós,semvossagenerosidade,e semoardorquetoinaes pelomeuadiantamento, talvez nãotivesseeutocado bojoa metademeusdesejos,de todosos meus esforç os.
Aposiçãoqueoccupoempartevosédevida; c seexpressões me faltampara manifestar
-
vosminha gratidão, ficai certoque ella permanecerágravadaem meu coração,esaberáconservaramaispreciosa lembrançaNicolno Joaquim Moreira
.
NM E U S T I O S OSSENHORES
FELICIANNO GALVÃO FERREIRA /
EFER
1NO
JOSÉDASILVA.
à M I N H A S T l A S ASSENHORAS
D.HENRIQUETAMARIA GONÇALVES
FERREIRA
D.MARIAROSA GONÇALVES 1).
EULALIA CANDIDA DEASSISAmor,gratidão erespeito.
ATODOSOS MEUSPRIMOS
EEM PARTICULAR
OsSus
.
MANOEL FEL1CIANNOGALYÃO FERREIRA JOSÉ MARQUESFERREIRAJOSÉANTONIODOS SANTOS CARDOSO D
.
MARIA AUGUSTA FERREIRA D.
MARIA GONÇALVES DOS SANTOS CARDOSO.
A
ILLMA.
SUA.
D.
LUZAMARIA DAPURIFICAÇÃO Tributo dc particular amizade.
AILLMA
.
SRA.
1).
XAV1ELAALBINGOMENSOROKA TODAASUAFAMÍLIA,E EMt*ARTICULAU
ÃILLMA
.
SRA.
I)
.
MARTINA GORGONA ALBIN GOMENSORO WAN’DENCOl.
K AoILLM.
SU.
CAPITÃO TENENTEJOSÉEDUARDOWAN DENCOl
.
K.
Além deum coraçãomais nada tenho ; Masdou
-
vosum coraçãosinceroegrato.ÁMEU PADRINHO
OILLM
.
SU.
FRANCISCO JOAQUIM RIBEIROPequenaprova dc respeito e amizade
.
A’ieohio Joaquim M^rrim
AODIST1NCTOCIRURGIÃ
O
BRASILEIRO UILLM.
Sn.MANOELFELICIANNOPEREIRA DECARVALHODoutor em Mediciua pela faculdade do Rio deJaneiro,cirurgião formado pelaacademia medu; cirurgi
•
:eotedecUnica externaeanatomiapalhologica respectif damesmafaculdade,primeirocirurgiãodo hospital
(jaMisericórdia,membrotitulardaacademia imperial de medicina,cavallciro da Ordem de Christo,eh HdJIF.XACIMAOSAliF.ll.
AOSDIGNOS LENTES DAFACULDADE DEMEDICINA. Os ILLMS
.
Sus.
Dus.
.MANOEL DOVALLADÃOPIMENTE1FANCISCOJULIO XAVIER
FRANCISCOGABRIEL DA ROCHA FREIRE ANTONIO FELIX MARTINS.
AO MEU PARTICULAR AMIGO
0 ILLM
.
SR.
JOÃO BAPTISTALUIZDESIDEBIO SENECHAL DoutoremMedicina pelaFaculdadedo Paris,Cavalleiroda Legiãode Honra,ntigoCirurgião dosExércitosFrancezes, PresidentedasociedadedeBeneficencia France Ote1l'amitié de la vie
Cequirestede bien»,est peudigne d'envie.
A TODOS OS MEUS AMIGOS
F.ESPECIALMENTE
OSSRS
.
DRS.
HENRIQUEJOSÉDE MATTOSJOSÉMARIANNO DA SILVA JOSÉAUGUSTO DE OLIVEIRA
JUSTINO ZEFER1N0DASILVAME1RELLES BERNARDO JOSÉ DEFIGUEIREDO. OSSRS
.
JOSÉDA CUNHA PINHEIRO FILHOMANOEL DA ROCHA OLIVEIRANEVES JOSÉ JOAQUIMDASTRINAS MARGOLINOGONÇALVES DA COSTA
.
Lembrançadevossoamigo
N
.
J MoreiraBREVES CONSIDERA ÇÕES
SOBUE
Trop souvent le mal extérieur n’estqu'un reflet du mal intérieur,etce serait avoir des notions biensuperficielles de ses ravages que de s’entenir,enquelque façon,à son écorce
.
DANCE
.
ESCARLATINA,enfermidadecaracterisadaasmaisdas vozes por peque
-
ynospontosrubrosquesetransformamdepoisemlargasmanchasirregu
-
<
8?
lares,dcuma còr escarlate,diffundidas por quasi todaasuperfície docorpo,terminando-
se ordinariamente por esfoliaçãodaepiderme W*
fimdosetimo dia,eacompanhadade maioroumenor gráode febreede irritaçãogastro-
laringiana, outra cousa não6mais do que umadepuração salutar que a naturezaestabelecenaperipheriados corposalim dedesembaraçar-
sedeumprincipiopre-
judicial queperturbaaharmonia desuasfuncçòesharmonia estasemaqualasaudenão poderia subsistir
.
A escarlatina,quesempre'estevecollocadano numerodasenfermidadespuramenteperten
-
centesaodomínio dapalhologiacutanea,acaba de ser consideradaporgrandenumero de práticos modernos como uma alteraçãodo sangue,provenientedainfluenciadeum agente miasmatico que sobre elleaclua
.
sendoainflammaçãodapelle devida sómentea scrdiao emonctorioprincipalporonde este agenteéexpellidodaeconomia.
*
•r no
I
2
Ksta consideração
.
que pareçoexplicartio umamaneira claraoprecisaosphenomenoaque sepassamnaescarlatinaoomodo detratai—
a.
ótantomais consentâneacomarazão, quanto aobservarãonosmostraquo todasasmolcstias que provémdaabsorpçãodo matériasnocivas e miasmas desenvolvidos por substancias animaescvegelaesemputrefacto,eomeçainpor uma alteraçãoprimitivado sangue,poisque fazendo-
scumestudoaprofundadoda moléstia não so encontram as causas destaalteração nossolidos.Ena verdade, quandotudo somodificanoorganismo,quandoestonãoémais do que um composto de partes solidas cfluidas,cencerrando estascmsiosmesmosprincípiosque n’aquellasso contém,nâoatinarmos com a razãoporqnosúmenre osanguenomeio de tantas mudanças conservará,sópelo simplesfactode ser oproductode um trabalho orgânico, uma inalterável pureza,nâopodendoserpreviamenteviciado semqueos orgãosqueoelaboramou os canaesqueo transportam o sejam
.
Quandopor meio deexperiênciasphysiologicas nóschegamosaoconhecimento de que substanciasdelecterias introduzidasna circulaçãoproduzemmoléstiasanalogas áscausadas pelosmiasmas;quando nóssabemos que a inoculaçãodasmatérias pútridas quecobremas feridasatacadas de gangrena e depodridãodohospital,dálugarás mesmasenfermidades nos indivíduossujeitos aestasexperiências;comonãoacreditaremos que uma causamorbifica póde obrar directamcnte sobre o sanguequecirculaemnossoorganismo,semactuarsobre osorgãosoucanaes que o encerram? De certoquenãopoderemossemaomenosquerer negar aexistência de umfactosóporque eile se furta ás nossasexplicações, deixar de admiltir que muitasmoléstiasexistemdependentesde uma modificaçãodesse fluido,ainda quemuitas vezesnãopossamosassignarde uma maneiracompletaogeneroou a naturezadesta sortede alterações.
Demais,alem do raciocínio c da inspecçãoeanalysechimieasobroosangue,aquesetem entregado algunsdos práticos dapresente épocha
.
afim de indicarem deummodo exuberante as alteraçães do sangue, outromeio existe quecontastaessas mesmas alterações.Assim nós sabemosqueosangue deumanimalpodeserimpunemente transfundido emoutrodainesm.
tespecie
.
achando-
scambosemestadophysiologico;poremsetirarmososangue de um indi-
víduo atacadoporumamoléstiaqualquereointroduzir
-
mosnacirculaçãodcoutroperfeita-
mente são
.
nós veremosqueestesanguetornar-
se-
ha um veneno puramente real.
eque se manifestarãophenomenos pathologicostaes,quenoslevarãoaadmiltir tera naturezadesse fluidosido modificada de uma maneira todaespecial,Numerosos factos seencontramnosAnnaesdasSciencias Medicas,que comprovam ainda maisaverdade que acabamos de avançar
.
ODr.
Home referetercommunicadoosarampãopormeio do sangue tirado deum indivíduo afleetado por elle
.
Duhamel noscontaocaso deumcarniceiro que tendocollocadoentreosdentesafacacomque acabava dc tirar avidaA um boiesfalfado,fòraacommctlido porumainflammaçâodclingoa cgargantadentroem poucashoras,seguidadc umaerupçãodepustulas negras por todoocorpo,áqualsuccumbira empoucosdias
.
Uma outrapessoatcndo
-
scferido com umaesquirolado osso do mesmo boi fòraassaltada porurna inflammaçâo do braçoseguida dc mortificação eda morte.
Duasmulheresmaisexperimentaramtambém inflammações gangrenosasprovenientes de algumas gotas de
-
angu»Jo
mesmo
animal cabidas sobreamãodeumaeafacedeoutra.
KinalmentcLeurete Dupui dizem ter produzidoapustula malignaintroduzindonas veia- :
,
nn cavalloosangueextrahido dooutroaflcctadopela mesma moléstia.
Aondepoisestão nestescasosos orgàosprimitivamento alteradossemosquaesosangue nã opodescl
-
o ?Longe denósa ideiadequerermosfazerreviverasexaggeratesdostheoricoshumoristas e aperigosapratica aque taesexaggeratesoslevaram,eque jazemnoesquecimento;ecleticos
soinos queremossómentequesc nos coneeda que osfluidosesobre tudo o sangue, podemscrpreviamente viciados pelamistura desubstancias extranhasenocivas,e emconse
-
quência destaviciaçãomanifestar
-
seumadesordem funccionaldosystema nervosoeíinalmento razão daintimaenecessária dependência dos fluidosparacomossolidos.
edestesparacomaqiielles uma constante, postoquenemsempreapreciável, modificação por estesangue assimalterado
.
Ora aescarlatina,que nãocmais do que umaaffecçãofebrilnão interrompida por inter
-
missãoalguma,equetempor ponto de partidauma condiçãogeralmórbida, que resulta dc uma modificação peculiar do sangue entretida porumprincipio particular, devenecessa
-
riamente ser collocada no numero d'aqucllasmoléstiasque pertencemás alteraçõesd’aquelle lluido;por quantoconhecendo
-
sepelaanalyse chiraicaonumero
,aqualidadecaquantidade deseus princípios constituintesno estado de saude, estessc mostram muidifferentesno estado demoléstia,semqueencontremosalgurna outra causa explicativa desta diflerença.
Esta maneira dcencararaescarlatina,que pareceseramais conformecomosconhecimentos actuaesda scicncia
.
nãosóéconfirmadapelo estudodascausas,dossymtomas e do trata-
mentodestaenfermidade, como mesmo sanccionadapor seuestadosempreagudo,por seu caractercontagiosocfinalmentcpela propriedade de nãoatacaramesma pessoamaisde vezna vida
.
como
cm
uma
HISTORIA .
Entre as numerosas obscuridades quo cercama historia dasmoléstias,a que cobre
.
1origemdaescarlatina éscmcontradição uma das maisdifliceisadissipar
.
Segundoa opiniãode alguns pathologisla
.
e entre estesFranck,esta moléstiadatadetempos muiremotos;parece ter sido observada pelos arabescintroduzidanaeuropapelosSarracenos
nosmeadosdo sextoséculo
.
Entretantonenhumaallusão seencontra nasobras do llyppo-
cratese dos autores antigos Gregos e Homanos por ondepossamoscolligir ter cila sido
contre -
—
i—
ùilaporelles;eainda queaescarlatinao osarampãopermaneceram porrnuitotempoconfim
-
didos em consequência demuitospontos de semelhança queapresentam,comtudosegundo oparecerda maior partedosmedicos da escóia francezaadmillc-
sc emgeralque Pros|K*rMartianus,medico italiano,foraoprimeiro queaobserversemHumapelos meados doséculo decimo sexto
.
Comoquerque seja,ocertoéque Ingassiasfoi oprimeiro quedeo os caracteresproprios desta enfermidadeemtermosnãoequívocos:queJean Coyttar, medicodePoitiersadescreveo em 1578eque Bâillon indicouaepidemia queremouemParis em1581
.
Desde então aescarlatina tornou
-
se objecto de uma multidãodeinvestigações da parle detodososclínicos. Asdiversasvariedadesde fórmaque aescarlatina apresenta em differentes epidemias, podemexplicar até certo pontoaconfusãoqueprovaleceo sobreesteobjectoantesdo tempo deSydenham,poisqueaté entãoestamoléstia eraconsideradacomoumaforma confluente de sarampão;eaindamesmo no fundo ultimo século Mortonoalgunsescriptoresmais sustentavam queaescarlatinae osarampão eram umacamesma cousa, differindoentresiem séus grãos deintensidade,masnãoem sua natureza.
Foisómenledepoisdoapparecimento do Ensaio sobreaFebre Escarlatinapublicadapor Withering,edo Tratado dasmoléstias Cutaneasdo Dr
.
Willan que a convicção de que estas duas enfermidades eram denatureza distincta,penetrou osespíritos.
Asobservações destes autoresjuntas ás deoutrosque lhes seguiram, mostraramsatisfactoriamente que ossymptomas percussores,oscaracteresda efflorescencia,aslesõesdos orgãosinternosqueasacompanham, e as suas moléstias consecutivas eramrazõesbaslaute solidaspara queestasenfermidades,filhasdeprincípiosdifferentes, fossem discriminadas inteiramente
.
Foi d abiemdiantequeaescarlatina occupouumlugar separado, umlugar proprionaclassedas febreseruptivas
.
Immcnsas lambemtemsidoasdenominaçõesquesetemdadoaestaenfermidade
.
RIortou descreveu aescarlatinacom onomede morbilli confluentes;Hoffman adenominou rubeola rossalia;ZacutusLusitanus deu-
lheonomedeignissacer;SauvagesVogelcCullenacha-
maramescarlatina synanebia, emfim grandenumérodenosographesaappellidaramfebre ru
-
bra. Epostoquetodasestasdenominações estejambaseadassobrealgunssymplomasonca
-
racteresparticulareseextraordinários queaerupçãopodeapresentaralgumasvezes,caracteres estesquepodem dependerdealgumamodificaçãonaformadoexanthema,do predomíniode algum phenomenoinsolito e de outras circumstanciasindivuluaesemesmo desconhecidas,
comtudo nós não nosfaremoscargo emmostrarqualdos supracitadostitulosmais lhe con
-
vêm,reservandotãosomenteparaestamoléstia o mero nomedefebreescarlatina que Syde
-
nhamlhe tributou,sejaqualfôr amodificaçãoquesepossaapresentar no seuexteriore na manifestação dc seus symplomas,porissoque os consideramos como secundários enamaio
-
riadoscasos«le muito pequeno valòr
.
Aescarlatina,posto quepossaapresentar
-
scsporadicamcnte, todaviatemreinado quasi sempre deumamaneiraepidemica.
Assimnoséculodecimosextoaprimeiraepidemiadesta moléstia manifestou-
se cmParisefoidescriptapor Baillou.
No século decimo septimo cilaappareccunaHespanha(lGlO)debaixodcumaspectosevero; em1010 reinounaItaliacfoiobservado por Sennerti
.
Oem 100;i c1697
mostrou-
se naSaxonia—
5—
Noséculo decimo oilavoumaepidemiacscarlalinosapercorreu Upsal pelos
anno *
de1-
i I •1712;em1749espalhou
-
se porLáHaye;Chnlons- sur -
Marneso
íTreuos estragos devidos » suainfluenciacm 1751, Cephaloniaem1759c Edimburgem 1776.
Em ViennacCopenhaguegravesepidemiasgrassaram cm1778;Bucki
-
nghanshirefoiassaltada
por ella cm 1788,cMercalus fazmenção daepidemiaqueneste século assolou a Hespanha e grande parle da Italia.
NoMedicorepositionencontra-
se também adescripçãodoumafebrecscarlalinosapestilencialqueem1795e1794sedeclarouem Belblem ao éste daPcnsvlvania;estamoléstia foitãogeral,dizPinei,quenão houvepessoaalgumaqueaella se subtrahisse
.
easua invasãotãorapidaqueoautorcompara seusefleitosaos golpesdeum liomemarmado;ellaprincipiou nomezdefevereiro,suspendeo-
se duranteo estio etornou aapparcceremfevereiroseguinte
.
Emfim em 1855aescarlatina devastou aimmcnsa c rica população de Montc
-
Vidcoo Buenos-
Ayres, dondesetransportouparaoRioGrande e SantaCatharina.
Destasultimasprovínciasfoi ella importadanoRiodeJaneiroem 1855,ondeappareceo pouco tempodepois de 1ercessado afebretyphoide,cpermancccopor espaço de anno e meio debaixodocaractcr sporadico, depois doqual tornou
-
seepidemica. Esta epidemia repro-
dtizio
-
sepelos annosde1857,1810,1811 e1842efoinosúltimos mezesdesteultimoanno tãoterrível queceifouquasitodaaflorda mocidade Fluminense, chegando mesmo a invadir o paço Imperialc ameaçandoosdias deuma denossasIVincezas.
Alem destasepidemias, cujachronicahistórica aqui delineamos,outrasmuitasappareceram, sobretudonoséculo actual,asquaesnão indicamos ouporque nãotemos conhecimento delias, ou porque os autores queas observaramnão fixaram asépochasdeseusdesenvolvimentos
.
ETIOLOGIA .
Uestudodas causas das moléstiasé umadas partesni3isimportantes da palhologia; e < •
pormeio dellcquechegamos aoconhecimentodeque certos agentes queexistemna
.
natureza actuandode taloutal maneirasobrenossoorganismo, podem produzir certas e determinadas moléstias, de cujasconsideraçõesdiscutidascaveriguadas demodoa tornal-
asclarascomoaluz meridiana procede oconhecimento das indicações apropriadasa fazer com que desap
-
pareçam os efleitos dessascausas
.
Isto posto, odesenvolvimento da escarlatina comoodeoutras moléstias contagiosassuppòo necessariamenteo
concurso
deduasordensdccausas,a saber:causaspredisponenlcseas mais das vezesinherentesao indivíduo, c causa material transmiltidaaccidentaltnenlo.2
—
G—
C
.
us.
vsURBDISPON ENTES.
lianoorganismo animal umccrtooslado particular,umareib maneiradeexistirquelhe dáaptidãoacontraliir amaiorparledas moléstias principalmerite contagiosas pormaisinsignificantesquesejamsuas
causasmateriaes;e]>ostoquesejadifil-
cultosono estado actual dasciencia apreciar juslamentecm (jue consiste esta aptidão,<•
comludo tora dotodaaduvida queumamaneiradoser dos líquidos c dos soJidosdo nosso organismo existedependente de certascondiçõ
es
de sensibilidadequeopredispõeacertas c determinadas moléstias.
Épor tantoa esta aptidão que,nãoconstituindoumestado verda-
deiramentemorbide,mas tãosómenteuma das condiçõ
es
necessárias paraa producção da enfermidade,nós chamamospredisposição.
A predisposiçãonãoéumapalavravãcôca comoa julgam algunsphysiologistas;poupando aosmedicoso explicarem
- se
por meio de longas e fastidiosas periphrases,ella,comoa pa-
lavrafebre
.
dáa entendercertasideias extensasc complexas, porisso queoflcrccca van- tagem de explicara tendcnciadirecla dosorgãosa sentirainfluenciadascausasniorbificas, nãodependendo estaacçãocseuscfleilos unicamentedanaturezaedoestado anatornico dos orgãos.
0efleito destascausas,«pioremosdizera moléstia,nãocmais do queoresultado da acçãoreciproca daqualidade da causa c do estado daparlesobreaqualellaobra, como a clectricidadedifferente dc duas moléculasconcorrea produzir acombinação delias queoutra cousa não ésenão o efleito desuaacçãomutua.
E poisesteestadoquemna nossahumilde opinião torna refractariogrande numero dein
-
divíduos á acçãodavaccina;éestadisposição organic»quemfazquededuaspessoasexpostas aocontagio dasyphilise davariola,sómenlcumadeliascontratea moléstia,c équemfinal
—
meutenospodesatisfactorianicnteexplicaresses innuraeravciscasosexcepcionaesde immu
-
nidade
.
Vejamos comoarespeitodapredisposiçãoseexprimeum celebre medico Fiancezno seu eloquente tratadodeepidemias
.
«0quenão nos surprehendemenos,diz Fodcrè, évermos comocertasmoléstias,querepidcmicas,quercontagiosas,atacamcertos indivíduos de prefe-
rencia aoutrosque se achamexpostosásmesmas influencias do ar,do clima, dosalimentos, doregimem devida,etc
.
,comoalguns indivíduosescapammilharesdc vezesápestec á va-
riola csãoinfectadosnomomentoemquemenoso
esperam
, ecomoestasmoléstiasou outras analogasora assaltam somente oshabitantes dos paizes onde reinam e respeitam osestran-
geiros
.
ora fazemdevastaçõesporentre estes respeitando »quelles,e exerccndo-
scdeprefe-
renciasobre pessoas dc tal ou talnação,de taloutalcòr,etc
.
, postoque todos se achem mergulhados no mesmofóco. Assim Fabricio do Hilden, falhandoda peste de Bale , dizque ellaatacaras
ómenteosSuissos.
poupando os Allemàes,Francezes e Italianosquehabitavam amesmacidade;segundo JeanUtenhow,a de Copenhague assolou os Dinamarquezcs.
res-
peitando Inglezes,Celgas e Allemàes
.
NorelatoriodeDcgncr, adysentcría de Nimegue não assaltou osFrancezesnem osJudcos;e.
segundoValti, que bastanteestudouas febresty-
phoides e quefoiuma desuasvictimas , a peste do Levante começasempre pelosJudcos
.
depoispassaaos Gregos, c por fim aosTurcos
.
t Na America os brancos sãoacommellidospormuitas moléstias,que não affectantos ne
-
gros, c estesporseu turnosoiVrem males deque aqucllessãoimmunes
.
E assim era neees-
sarioparaque nasgrandescalamidadesumaparle da populaçio,ficandoizempta,p
'
xb'S*-
soctorrera outra
.
<Nósdissemos,continuao mesmoautor, naprimeiraparte queascausas dasepidemia.' nãoeramcomoos venenos propriamenteditos;estes destróemosseresqiiacsquerquo
-
ojam,aquellas precisamdeacharcorpos dispostosparaque poßsamproduzirseuscffcilos.
* Ávistapor tantodas idéasqueacimaemittimosc doapoioprestado porFoderô.
impossí-
velédeixarmosdcadmiltirparaaescarlatina,bem como para todasasmais enfermidades, umapredisposiçãonoindivíduo
.
semaqualnemocontagio teria lugar,nem a moléstiase desenvolveria.
Alémdeste estadopeculiar dos orgàosdanossaeconomia
.
outras causas ainda existem maisapreciadaspor nós.
queconcorrem deuma maneirapoderosapara queosindividuos sejamatacados pelaescarlatina.
Nonumerodeliasnóscollocaremos entre outras , que apon-
taremosdepois,asaffecçòesdoespirito
.
Comefleito,tào comesinhoéo império deliassobreonossoorganismo,etãogrande o seu dominio sobreelle,que ninguémignoraqueo homemdebaixo dcsuaintluenciavariavelora apparecc invulnerávelno meiodasepidemias
.
oraperdeaforça e a coragem,desceã intima classe,c não podendoreagircontraas causasmateriaesque sobreelle obram,succumbee morre.
Sãoaindaas alVecçoesdoespirito,que.
acarretando desarranjosmaisoumenos sensí-
veisnacirculação cenervação, tornam
-
sccondiçõesmaisque suíTicientesparaa producção da mulestia.
Alémd'isto,dizBuchan, otemorconstantedeum malfuturopenetrando nosso espirito muitas vezescausaomesmomalque sc teme:e d'aquivem queumgrande numero depessoas temsidoassaltadaspormoléstias dequesc arreceiavam, ouque poralgum motivo lhestinhamfeitoforteimpressão.Élambem por estarazão queno Orientesempre setern consideradocomoum dosmaisenérgicos preservativos contraapeste o ter-
sea almatran-
quilla c isemptadetemor
.
Otemperamentolvmphalico,osystemanervosomuidesenvolvido, a fraqueza
.
afome.
amiséria,afaltadeaceio,etudooque,tendendoadebilitaraeconomia, augmentai
-
aabsorp-
çào, deveserconsideradocomocausaspredisponentesdaescarlatina
.
Adebilidadeactivando aforça absorvente dosorgãosfavorece ainlroducçàodos princípiosmiasmalicos;cparece mesmoprovávelqueasimplesmodificaçãoexperimentadapelo systemanervosonestescasos basta sómentepara queoorganismo sc tornemais susceptivel deaffectar-
secom as impres-
sões deleeterias
.
Demais,nósvemosque homens ha que, frequentandoimpunementeas Ibèresasmaisdevassaseasmaisimpregnadasdevirus—
syphilitico, parecem privilegiados,entretantoqueellesinesmosadquiremamoléstia quandoscexpõem ao contagio enfraquecidos poralgumexcesso,querphysico
.
querinoral.
Nadaha demais nocivoásaudo,c porconseguinte nadaquomaispredisponhaos indiví
-
duosadiversas moléstias
.
do queo usoimmodcradodcbebidas espirituosas.
Com efleito.
»crápulaabateo vigordocorpo,perturba aenergiado cerebro,excita a sensibilidade einbabilitaossolidosparao
exerc
íciodcsuas funeções: além dc que.
cilaè uma dasmaispoderosascausasde affecçòesvisccracs
.
Hl»*«
mu
-
nervosa
—
8—
Aexpcrioncin quotidianatemdemonstradoestasverdadescmumpontotal
.
que seria hoje omaior dosabsurdosoquerercontestal-
as.
Outra causanão menosproductoradcenfermidadessão semduvidaosexcessosnospra
-
zeresvenereos
.
Kilos tiramtodaaforçado organismo, enfraquecemsuacstruclura, deslrúem aconstituição amais robusta,abafandopor assim dizeraquelle fogonecessário aoprincipio da vida, debilitandoos nervos c fazendo comqueasentranhas percamsuaactividade propria.
Kntàoaharmonia que dependeda acçãoc rcacçào dossolidos edos fluidoscessapoucoa pouco, ocqtiilibrioserompeearelaxaçãodos orgãostrazcomsigo desordens quasi sempre raortaes
.
Emflm
.
asidadeseos sexos sãocircunstanciasquemuito favorecem odesenvolvimentoda moléstiadequetratamos;ebemquecilatenha sido observada indistinctamenteemtodasas idades ccmtodosos sexos,todavia ellaparecetermaispredilccçãopelainfancia,mocidadee pelamulher:sendo isto ainda conforme com osprincípiosjãenunciadospornós :porquanto énestasphasesda vidac nosexofeminino quepredominando osystcma nervoso como se-
nhor absoluto,epor conseguintesendo mui exaltada asensibilidade ,torna
-
seaquellemui susceptivel de serperturbadonoexercido dc suas funeções.
dando istolugaraquea acçãoda menor causaproduzaaescarlatinaemumindivíduo deste modoorganisado
.
Assim,sobre 140observações apresentadas por Clark, GGpertencem ao sexo masculino e 80 ao feminino : ede 184 casosreferidosporTweedie, 55sãodehomense120demulheres.O seguintequadrostatistico feito em umdos melhoresemaisvastoshospitaesdc Londres confirmaas asserções supra
-
citadas.
Idades
.
De 5 a10 annos De 10 a15 » De15a20 » De20 a25
*
De 25a50 » De50a55 » De55a 40 i
De40a45 » De45a50 » De 50a55 »
Homens. Mulheres
.
Total.
7 8 15
25
8 15
17 40 57
14 50 55
8 21 20
G 10 1G
1 2 3
1 1
»
1 1
»
1 1
01 158 100
CAI'SA MATERIAL
. —
A escarlatinareconhece porcausa material umprincipio miasmatico desenvolvidoeespalhadonaatinosphcra,oqualse communica por contactomediatoou im-
mediato, cpodesertransmitiido a certadistancia
.
Esteprincipio miasmatico óeminentcmenlc contagioso,easepidemias quotemgrassado
—
0—
pordiversas vezese deque játemos foliado oprovamdeuma
seapresentam factos numerososdepessoasque,estandoemcircumslanciasasmaisfavoia\
.
is,nãotemcoinludo contraindoaescarlatina
.
Aceitandoestes factos de barato,nóssóinenU-
di-
remosqueelles nàoprovamsenãoquenaescarlatina,como em outras moléstiasmiasinaticase virulentas,ocontagionãodeveserconsideradode uma maneira absoluta, porem que lambem énecessário prestar attenção,a certasdisposiçõesorganicaseparticularesdosindivíduos expostosáinfecçào;disposiçõesestasalgumasdasquaes jáfizemos notar naprimeiraparle daetiologia
.
Esteprincipiomorbido achando
-
scespalhado pela atmospliera ctidonellaemsuspensão por meio dosvapores aquosos,infecta oarqueserespira,inunda assuperfícies absorventes pulmonares,impregnacpenetra-
as,e levadopelacorrente circulatória vai sepôremcontacto com os orgãos da economia.
Desdeentão,diz Mr.
Roche, phenomenosmorbidossemanifes-
tame sesuccedememumaordem tal,que denunciam ostensivamenteapresença deum agenteestranhointroduzido noorganismo edalucta deste comaquelleafim dee.\pulsal
-
o. Assim,os symptomasprecursoresindicamnào sóaintroducção docorpo estranho,comotam-
bémoeffcito de seu contacto com os orgãos,a.reacçàoquedepoisse estabeleceáconstituída pelosesforçosclirainadorcs,cascrises que sobrevémassignalamaeliminação
.
Ora
.
sendo exhaladoemnaturezado corpo dos doentesesteprincipiomaléfico sem modifi-
carãoalgumapor meiodatranspiração cutanea epulmonare poroutrasmuitas vias de excre
-
ções.comoosàotodososcorpos voláteisintroduzidos accidentaiouarlificialmentenoorga
-
nismo
.
éclaroqueesteprincipioconservará aspropriedades que possuía,c que, dadasas mesmascircumslancias.
deveráacarretarefieitosanalogosaosanleriormentedesenvolvidos,e assimpor diante,atéque srja destruído,decompostooucxpcllidopormudançasnasconsti-
tuiçõesreinantesouporum outromotivo qualquer
.
É destas consideraçõesqueos autoresmodernostiramaprova do contagio;provaesta queaceitamosemtoda a suaplenitude
.
Duassão asmaneiraspor meio das quaestemosautorespretendido explicara acção dos miasmassobroaeconomiaanimal;unsacreditando quoestas partículas fluctuantes produzem umaimpressãomórbida sobreosnervosquesedistribuem nassuperficiesmucosas
.
queestaimpressãosctransmitte maisoumenosrapidamente pelosyslemanervosode vida organica que o restoda economiadependentedestesyslemamanifestaoresultado destaaeçào
.
dãotodaaimportância aos nervos;outrosporem,tendocmvistaarapidezdaabsorpçàopui
uaieapromplaentradadcsubstanciasestranhas no sangue
.
suppocm que ellassãoabsor-
vidas pelosorgãospulmonaresccirculatórios.Tosto queaprimeiradestashypothesesseja sustentável e pareçammesmo pertencer a ella essescffeitos nocivosdesenvolvidos rapidamente pelaacçãoinstantancade certos gazes me
-
phiticos,comtudonósnosinclinamosmaisparaasegundadelias,por isso quoexperienciasde phisiologistasmui conspicuostemmostrado que muitassubstancias nimiamente toxicaspostas em relaçãocom osnervosnàodãosempre resultados nocivos,entretantoqueamaisdiminuta porçãodelias inoculadaem umdoscanaesvenosos sc nãotraz a morteapósella suaacçãomanifesta
-
se em poucosinstantes;alemde quo.
examinando-
semaneira exhuberanle
.
Kmvão.
emo
-
.
ao menososanguee as es
-
3
—
10-
nrimpregnado decertosprincipio
*
,vãoseen-
creções deindivíduos quetemrespiradoum
contrarnessesangueenessascscrcções esses mesmosprincipio
*.
K assimquearespiraçãodeumarhúmido dálugar »umasecreção urinariaabundante;queosgazes deleterios pro
-
ductorcs daasphixiasãoencontradosnosangue : queo arimpregnado deessenciadc there
-
bentina dá áurina o cheiro devioletas,provadequeoaroma foiabsorvido;céaindapor causa daforçaabsorventeda mucosapulmonar sobreassubstancias «pieseacham immcdiatas aella,que lteddocscoutros medicosprocuraramcurar differentes moléstias tornando o ar medicinal efazendoosdoentesrespiral
-
o.
Aorganisaçàodas superfíciespulmonares,anaturezadosuas funeções, aimmediata relação delias com oaratmosphericoe sua extremaconnexào comoapparelhocirculatório
.
explicamsatisfactoriaraente arapidezcomqueestaspartículassão levadasfrequentementepara o nosso interior
.
Osanguelevado por innumeravcis tubos flexiveis aos recônditos os mais obscuros doste
-
cidos.
nelles semetamorpbosèaemuda dcaspectoemvirtudedasleis dc chimica viva.
Aqui ellealonga-
se emmusculo,ali condensa-
se emtecidoosseo;maislongeexpande-
se emmem-
branas;ora reveste
-
seda forma de um tecidogranulosoesegregaabile,ora apresenta-
seformandoumacavidade estensivaeaquecendonoseuinterior uma nova existência,um novo ramoda grandearvore dahumanidade
.
Nofimdecerto tempoporem asmoléculas,que serviram paraa construcção destes diver
-
sosorgàos,não seachando maisemestado depreenchersuas funeções,são de novolevadas ao coração,que por seuturnoasenviaa umlaboratorio onde sãosubmettidasauma modifi
-
caçãoparticular quelhes dá todas as suasqualidades primitivas
.
Asmoléculassanguíneaschegamaospulmões,e estessemelhantesa umfolieaspirandoe expirandoalternativamente o ar que nos cerca as revivificam,dando
-
lhes uma còrmais bri-
lhante,umcalor mais vivo
.
Oarc osanguese achamdestasorteemcontactoporinnumeraveis superfícies
.
Osangue, sobrecarregado deumamateriaprejudicialeimprópriaásfuneções davida.
ésubmeltido a umacspecicdecombinaçãoecede aoaresseprincipionocivo;entãoelle torna-
serubro de escuroqueera;sua temperatura se eleva eregeneradovem1er aocoração, quede novooex-
pellcaos confins da economia,onde vai alimentarobrilhante facho davida
.
Eispoisosangueem movimentoencarregadoderepararaspeidascontinuas de nossa or
-
ganisaçào;porem,coinosuaboa oumáqualidade depende pelamaior parte da influenciaque sobre elle exerceo ar.
esse alimento da vida,como o chamaHyppocrates.
já sc vé quão grande importânciadeveterarespiração, amaisindispensável das funeções.
nos actos davida, querphisiologicos,quer pathologicos.
.
Mas se arespiraçãoóde talsortenecessáriaáexistência do homemqueavida suspende-
seimmediatamcntequandoellafalta
.
tambémpor outrolado é necessárioque o ar quese respiraencerro(permitta-
se-
me aexpressão) snnspropriedadesvitaes, para que viciadonào se tornovchiculoda morte,cpara quearespiração sepossamanternoseuregularexercício, sobretudo sabendonósqueellaéumadas maisfecundasfontesdc affecçòesmórbidas, porisso que todasascondiçõesdo humidado edeseccura,todas asmodificações noselementosessen-
—
11—
ciaesdaalmosphfira
.
iodasasalteraçõescausadasaccidenlalmente porpazes,vaporesesubs-
tancias deleteriasimportam sempresobrecilaimpressõespromptascdirectas,eraseguidadas quaessedeclaramlesõesmaisoumenosgraves doorganismo
.
Considerando
poisqueaabsorpçãopulmonare aunicavia por onde penetram mais fre-
quentemente
osmiasmas,ctendoemvista suamaneira de obrar.
adquire-
seaconvicçãodequeasradiculasvenosassãoosúnicos canaes queastransportam, o osangueseuvehiculo indispensável;bemque algunsautorespresumamqueos vasoslymphalicosealymphare
-
presentamumimportante papelnestetrabalho.Mas razõessuflicienlesexistem quenoslevam aacreditarocontrario : edepois das experiênciasdeMayer
.
Laurence,Coates,Segalás,Fo-
derá
.
Magendi,Tiedman, Gmeline outrosmuitosphisiologistas,claramentesemostraquea íuncçâo dasabsorpçõesdassubstanciasinsólitasnãoéconfiada aosvasoslymphaticos dassu-
perfícies,porem que oscapillares venososdos orgãos sào os queseencarregam desta funcçào.
Detudoportantoque levamos dito
.
concluímos que osmiasmasespalhadosemantidosem suspensãonaatmosphera,postosemrelaçãocom ospulmõespor meiodainspiração,absorvi-
dospelasradiculas venosas,levados pelosangueparaointeriordo organismo;produzemos effeilosde acção,rcacçãoeeliminação que jámencionámos
.
Comoadamaior parte dos miasmasanatureza do agentet ãomaléfico quãosubtil da escar
-
latinaignorada pelos antigosnãoéainda bem conhecidapor nós:t ão fugazé elle e em tal quantidadescachaespalhado,que se furta aosnossos maisdelicadosmeiosdeinvestigação; sendo todavia sua presençapercebida pelasenérgicasdestruiçõesquecausa.
Emgeral
.
todos os miasmaspodemserconsideradoscomofermentosmorbidoscapazesde suspensãonaatmospheraevariandoinfmitamenteemseu gráodevolatilidade.
Elles sãode variasespeciescparecem provirdedifferentes origens: poremnãopodemserdiscriminados senão por seus effoitos cspeciacs.
Emtodas as partes domundo,emqueosmiasmasteinsido objectode observação,setemsemprenotado um caracterdeterminadonelles,variandosó-
menteem certas circumstanciasque podemserimputadasá estação, aoclima,eaoutrascausas externasouconstituiçõespeculiaresdosindivíduos.
Muitassão astentativas que selemfeito afimde sereconheceranaturezaintima dos mias
-
mas;mastodas cilas tem sido infructuosas
.
Foi cm vãoqueLavoisiercSeguin tentaram ana-
lysaro arquetinham recolhidoemumadas salas de LaSalpétrière
.
Estessábios queespera-
vamreconhecer a causada infecçâodoar, queeratal que o mesmoLavoisierrespirando
-
oesteveapontode succumbir,nunca opoderamconseguir pormaisesforçosqueempregaram.
Da carênciapoisdeconhecimentos sobreanaturezadosmiasmascomeçaramasurgiropi
-
niões mais ouincnosdifferentes,maisoumenos razoaveis
.
Assimuns autoresacreditavamque os miasmasnão eramsenãomyriadas deinseclosinfi
-
nitamente pequenoscinvisíveis, outrososjulgavamvaporesaquosos e sulfurosos;estesque
-
riam queanaturezadelles fossodevidasemduvidaácombinação dobydrogcnocom o car
-
bonooucom o enxofre;aquclles que fosse o resultado da uniãochimica daquellc gazcomo phosphorooucom azoto emproporçõescestadosdo combinaçõesdesconhecidos
.
Hoje porem
.
considerandoos matcriacsfornecidos pelos corpos orgânicos privadosda vida—
12—
e empresadaputrôfacçilo,edepoisdos grandes trabalhosde Lecanu, Papavoine,Donné, Andrale Gavarret, sobreasalteraçõesdo sangueede suas differentesmodificaçõesnasdiver
-
sas moléstias, trabalhos quo espalharamumabrilhanteluzsobreesta parle da sciencia, pode
-
mos dealgum modopresumir (referindo
-
nosaonossoobjecto)queo agenteproductorda escarlatinaé umprincipio alcalinoque,causandoumacspecie dedissoluçãodo sangue,ébas-
tantepoderosopara impedir queofluidocirculatório sejaelaboradoemsuas proporçõesres
-
pectives,dandoporistolugarádiminuiçãodafibrina,e augmentoconsideráveldo numerode globulossanguíneos,osquaes,circulandomais livrementepelos capillaresc em maiorquanti
-
dade,dãotalvezápelleessacòrescarlate quetantodistingueestaenfermidade
.
Nãopodendoporemdeumamaneiracertaepositiva denunciaraqualidadedesteprincipio especifico ,passaremos a mostrarcertosestadosparticularesdoambientecmque vivemos,os quaesparecemfavorecernão só seudesenvolvimento,como suatransmissão
.
Aatmospherasendoum vastolaboratorio decontínuos evariadosphenomenosmeteorolo
-
gieos
.
concebe-
sefacilmentequeasagitações asmais levesnãopodemdeixar deproduzirgrandese duráveisperturbações em suascondições,asquaesvariandoinfinilamenteinfluem deummodocertocpositivo sobre o nossocorpo,imprimindo
-
lhemodificaçõestacsqueo tor-
nam aptoacontrahir esta ouaquellamoléstia.
Éaoaratmosphericoaquem emtodosostempossetempedidoaexplicação ou a razão dasepidemiasqueporentãograssam,cénolle que setemidoprocurarapresençadeum agentemodificadorque
.
apresentandoconstantemente certosprodromos geraesesui-
generis , invade villas,cidadesereinos,marcandoapopulaçãodestes com o seu selloespecial.
Com effeito,não éprecisosergrandemediconem habilphysico parase reconhecera neces
-
sidade deumaboa constituiçãodoar cdesua renovação Investidos comonos achamos por todaaparleporestefluidoaclivoepenetrante,quetãonecessário sefaz ánossarespiração e circulação de nossos fluidos,decerto que não poderemosdeixar de resentirsuasalte
-
rações
.
Ninguém desconhece apressãoque elle exerce sobre asuperficiedo corpo humano,e nãoseignorando quearapidamudançadesta enormepressãopodetrazera morte não só do homemcomo lambemde lodososanimacs quesobrea terraexistem,quem sabeseessas mesmas tenuesvariaçõesmarcadas pelos barometrose outrosinstrumentosnãoimportammo-
dificaçõesmais ou menos sensíveis nosphenomenosdavida?
Alem disto,se aosprincípiosconstituintes daatmospheracomo ooxigeno,o azoto,oacido carbónico, aagoa,ocalorico c aelectricidade
.
nósaccrescenlarmos outrosmuitos,que se não fazem parte immcdiata,acham-
secomludo accidentalmentenella.
taescomoohydrogenobicarbonadocoacido hydrosulfuricofornecidospelasagoasestagnadas,osvapores que se levantam diariamente dasuperfíciedaterra
.
ascxhalaçõesdeleterias,as emanaçõespútridas quenãosótornamo arimpurocinfecto,como mesmodestroemsuaelasticidade,quem como nóse amaiorpartedos medicos celebresnãoreconheceráqueessesflagellosdomoléstias epidemicas.
quepovoações inteirastemassolado,temasmais das vezessido precedidasou acompanhadasdecondiçõesatmosphcricas que parecemfavorecer odesenvolvimento, entreter aexistência e facilitarapropagaçãodessesagentes nocivos ?Percorra
-
seoquadrochronologico das moléstiasepidemicas, leam-
se suashistorias,o1
.
“—
gViOSUlUU‘Adeva»(oiia UMtqï
iouuorMo
.
mureiuevitaven»consequência.'«»<
adqunu
-
$o-
haacertoza«loquecllasjtroosphericas
.
Kassimqueucatarrho cpidemico(influenza,grippe),q» ilesüeodecimoterceiroait1odecimo oilavoscculo,foisempreprecedidoporumhdefebresintermittente
*
appare-
>
.
insesubstituído depois porunitempo húmido;que os accesses
cem doordinário perto da noite,istoé,quandooar,principiandoaperdero seu calornop<u meio do radiamento,vni
-
setornando húmido;queacholera-
morbus ,esseterriu-
lllagei!"e chuvosas
.
dahumanidadeeuropéa casiatica,seannunciaporinvernos cprimaverasquentes ventosescassos e fracos,coceosombrioecarregadode nevoeiros,eque linalmenteaslag« :
. -
poDiinasnãosãovingadasimpunementepelosviajoresdo cahir da noite em diante
.
Condições analogasásque acabamos de apontaracompanhamde umamaneiraconstant* escarlatina
.
poisque cila sempre setemmanifestadodepoisdecopiosas chuvas seguidasd-
intensocalor
.
de mudanças de clectricidadcatmosphericsede escassez deventos;circums-
tancesestasbastante favoráveis paraaproducçàodamoléstia,porquanto,comonóssabemos, ahumidade favoreceaputrefacçàodos corposorganisados, ocalor e aelectricidadeactivama fermentaçãoevolatilisaçãode seus princípios, e aatmospheranãosendolavadaregularmente pelosar ventos
.
essas partículas volatilisadas permanecem nella por maistempo.
Além disto,<-
quente e húmido,excitandoospulmões e fornecendo
-
lhes no mesmo tempo menosoxigeno em umvolume dado, torna oorganismo languido,augmenta a sua forçaabsorvente cfazcom quenãosó nahematosepenetrealgumahumidade e com ellaacausamaterial daescailatina.
como tambémapelle
.
estando continuaniente em uma superexcitação,toma-
senimiamenteimpressionavelásinfluenciasatmosphericas,obrando as mais fracas destas ultimas comoas mais intensas delias.
SYMPTOM
ATOLOGIA .
Debaixo dequatro aspectosprincipaespóde apresentar
-
seaescarlatinaaos olhos do obser-
vador
.
No primeiroacfllorcscencia semanifesta precedidadephenomenos febris brandos inflaminaçàode garganta;escarlatina simples.No segundo a febre que acompanha aerupçãoémais forte,ehadesenvolvimentodeangina;escarlatinaanginosa. Noterceiroo caracterda febreémuitomais severomas sem
quenos casos precedentes,temum typotvphoideoe vemseguidadeulceraçõesgangrenosasna garganta;escarlatina maligna
.
Noquarto afebr ómaisoumenosregular,existeainflammaçãodagarganta, porém não se manifesta o exan-
thema;escarlatina semexanthema de Rayer
.
Decadaumadelias trataremosem particular i—
11—
ESCARLATINASIMPLES
. —
Indisposiçãogeral,cansaço*
expontâneos, abatimentocalteração traçosphisionomicos.
dõrosvagas,friosmais ou menosirregulares,sede.
inapetência.
nauseasomesmo vomitos
.
cephalalgias,
insomniaoumadornas.
seccuradepellet*frequenci»
Jepulso
.
taessàoos symptomasqueconstituemocortejoprecursordestacspeciede escar-
latina
.
Nodiaimmediatoao dodesenvolvimentodestesphenomcno
*
, que ordinariamentecorres-
pondeaoquintoou sextodia de infecção,aerupçãoprincipiaapronunciar
-
sepelaface e pes-
coçoporinnumeraveispontos rubros, quenoespaço de vintec quatrohorassedisseminam portodaasuperfície docorpo
.
invadindo oslábios,alingoa, ovéo dopaladareopharinge.
Ámedidaqueestespontos,aoprincipioisolados c de uma còrvermelha pallida,sedesenvol
-
vem,elles se reúnemformandomanchas de còrescarlate brilhante,queconstituem no fim do terceiro diaumaeíllorescencia continuae extensasobreosmembroseprincipalmenteaoredor dosdedos
.
Sobreo troncoèraroqueaerupçãose tornegeraleuniforme
.
e as manchasqueahise desenhamsàolargas,pontilhadasparaseusbordosede dilferentesformase contornos.
A còrvermelha caractcristicadesta moléstiaémuitomaispronunciadanasdobras das arti
-
culações,nasaxillas,nasverillias,aoredor doslombosc noslugares que solTrem grandes pressões.
Apellemuito mais quente qnc nos outros exanthemasc*urente
.
distendida,sccca e insen-
sívelao tacto;suasuperficieéalgumasvezesrugosa,sobretudonaparteexternaeposterior tantodos membros lhoraxicos como abdominaes.
Ênoquarto dia quenestaespecic de escarlatina aerupção tocaomáximo deseudesen
-
volvimento
.
eédesdeent ãoque cila começa adeclinargradualmenlcenaordem de sua appa-
rição
.
No quinto dia aeíllorescenciaépouco distincta ;no sexto nãoexistem mais traços delia,o no sétimoprincipiaaepidermeadestacar-
sedebaixodeumaforma furfuracea ou es-
camosa,cxcepto nasmãos e nospésonde ella cabe emplacasdegrandezae formavariavel
.
Nesteperiodoapelleéexlremamentcsensí vel cmanifestaumpruridomuiincommodee esquisito,emrazãodoestado de nudez cm que ficam as eminênciaspapillaresdoderma
.
Nestaépocalambemaescarlatinasimples costumaalgumasvezes apresentar umasingula
-
ridadenotável c dequeébom que estejamos aofactoparaquenãonossorprelífmdamos com ella. Depoisda quéda inteiradaepiderme,ummovimentofebril reapparecee apelletorna a cobrir-
sede novas manchas rubras menos numerosaselargasdoqueasprimeiras;lodos estesaccidentes porémsedesvanecemlogoapós umacrise que a elles sesegue.
constituída por um suor maisoumenosabundante.nos
ESCARLATINAANGINOSA
. —
Esta especiedeescarlatinaémais gravedo queaprecedente.
e seus symptomasprecussores,taescomocephalalgias acompanhadas de delírio
.
calor dapelle muipungente cprostraçãopronunciada pertencendoaumaescala maiselevada,indicam umadesordem maisviolentado organismo.
Depoisdoapparccimcntodosphonomenos precursoresou geraespropriosdesta moléstia