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Zero, 2007, ano 25, n.4, set.

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(1)

FLORIANÓPOLIS,

SETEMBRO

DE

2007

-

ANO

XXV,

NÚMERO

4

,

ENTREVISTA

PÓSTUMACOM

JOEL SILVEIRA

MEMÓRIA

DE

SANTA

CATARINA JOGADA

ÀS TRAÇAS

ZERO

COMEMORA

25ANOS

DE

.

PUBLICAÇÃO

A

NOVELA

DA

TELEFONIA

FIXA

BRASILEIRA

r r �,. I'" r ·y·r ,

(2)

zero aos

25

LUCAS NEUMANN

QUANDOEUNASCI.MEU

PAIDISSE QUE EU MEXI COMAVIDADELEr

PFFFT L----_

QUANDOEUNASCI.

MEU PAI DISSEQUEEU

ZEBO

JORNAL

LABORATÓRIO

ZERO ANO xxv

-N° 4

SETEMBRO2007

CURSODEJORNALISMODA

UNIVERSIDADEFEDERAL DE SANTA

CATARINA -UFSC

FECHAMENTO:19 DESETEMBRO

REDAÇÃO

DO JORNAL CURSODEJORNALISMO UFSC- CCE- JOR Trindade

-Florianópolis

CEP88040-900

EDiÇÃO

Ana Carolina

Dall'Agnol, Diego

Ribas,

Fernanda

Rebelo,

Ingrid

Santos,

Naiana

Cantú,

Paula

Reverbel,

Renan

Dissenha,

Tadeu

Sposito,

Tarsia

Farias,

Vera Flesch

ILUSTRAÇÃO

LucasNeumann

EDITORAÇÃO

Diego

Ribas,

Paula

Reverbel,

Renan

Dissenha,

Tiago

Santaella

FOTOGRAFIA

Agência

Ensaio

Fotojornalismo, Diego

Ribas,

Fernanda

Rebelo,

Janaina

Cavalli,

Lucas

Sampaio,

Luiza

Ferreira,

Nanni

Rios,

Vera Flesch

REPORTAGEM

Ana Paula

Flores,

André

Faust,

Amanda

Busato,

Diego

Ribas,

Diogo

Honorato,

Elaine

Manini,

Fernanda

Rebelo,

Jéssica

Lipinski,

Lucas

Sampaio,

Luiza

Ferreira,

Manfred

Mattos,

Nanni

Rios,

Paula

Reverbel,

RafaelaBiff

Cêra,

Sabrina

Carozzi,

Tadeu

Sposito,

Vera Flesch

AGRADECIMENTO

Agência

Ensaio

Fotojornalismo,

Janaína

Cavalli,

MauroCésar

Silveira,

Ricardo Barreto PROFESSOR COORDENADOR Lucio

Baggio

MONITORIA Lucas Neumann

INFORMAÇÕES

IMPRESSÃO:Diário Catarinense

CIRCULAÇÃO:

Nacional

DISTRIBUiÇÃO:

Gratuita TIRAGEM: 5.000

exemplares

TELEFONES +55

(48)

3721.6599 3721.9490 3721.3215 FAX 3721.9490 NAINTERNET SITE:www.zero.ufsc.br

CIRCULAÇÃO

[email protected]

������

Melhor

Peça

Gráfica

I, II, III,

IVeXI

SetUniversitário / PUC-RS

1988, 89, 90, 91,

92e98

30melhor Jornal-laboratório do Brasil EXPOCOM 1994

MelhorJornal-laboratório I Prêmio Foca

Sind. dos Jornalistas de

SC,

2000

Jornallaboratório

ZERO

completa

bodas de

prata

História

do

periódico

é

marcada

pela abordagem

polêmica

e

opinativa

que sempre teve

espaço

em suas

páginas

Em

25anosde

história,

ZEROfirmou-se comoreferência para

grande

parte

dos

jornais

laboratórios

produzidos

no

Brasil,

tendo acumuladodiversos

prê­

miosao

longo

desua

trajetória

na história da

imprensa

uni­

versitáriado

país.

Nos

primeiros

anos, apu­

blicação

nãotinha

periodícida­

de

definida,

e como

dependia

de trabalho quase que exclu­

sivamente

manual,

raramente

ultrapassava

uma

edição

por

semestre. "Na

época

em que

cheguei

para trabalharno cur­

so tinham cinco

edições",

diz

Ricardo

Barreto,

professor

docursode

[orna­

lismoe

ex-supervisor

do ZERO. "Nós resolve­

mosque

queríamos

levantaro

jornal,

fazer

comquefossereferênciaemtermosde

jornal

laboratório".

no

início,

ZEROtinhauma

tiragem

relativamente elevada:3milexem­

plares,

distribuídos para diversas escolas de

Jornalismo

de todoo

país

epara vários veí­

culos de

imprensa,

de

circulação regional

ou

nacional.Na

época,

o

periódico

era

impresso

em

Brusque,

pois

Florianópolis

não tinha

um

grande

número de

gráficas.

O

logotipo

do

jornal

surgiu

em

1985,

criado por Ricardo

Barreto,

eainda

hoje

éo mesmo.

Wendel Martins,ex-aluno docurso e

ex-monitordo

ZERO,

afirmaque

partici-.

par do

jornal

foiumadas melhores expe­

riências que teve ao

longo

docurso. "Foi

uma

experiência bacana,

talvez amelhor

quetiveduranteauniversidade. Alémdas

tarefas cotidianas de

reportagem,

redação,

diagramação

e

edição,

o ZERO ensinou muitosobre

espírito

de

equipe

e

liderança.

O

[ornal

IaboratóríoZERO é essencial para

colocarem

prática

técnicas

aprendidas

nas

aulas de

redação

e também serve como

estímulo a reflexão dos assuntosqueper­ meiam a

universidade,

educação,

cidade,

país

emundo".

Para a ex-aluna e coordenadora do

curso, Maria

José Baldessar,

o

jornal

sempre

tevea

preocupação

desediferenciar deou­

tros

produtos

lançados

nomercado."Outro

dia estava conversando com uma aluna sobreas

pautas

do ZERO1edosatuais.São super

parecidas,

mostramquenão quere­

mosfazer

igual

aoqueomercado fazou

ignora.

Nesse

sentido,

achoo

jomal

muito

bom. Embora ache que é

preciso

responsa­ bilidadenofazerdo

jornallaboratório:

che­ car e

checar,

escrever

bem,

aceitar

palpites

de

edição,

etc",

reflete. O

professor

Barreto

completa:

"Pela

independência

editorial que a gente consegue ter

aqui

- nunca

houveinterferêncianemdereitornemde

chefe de

departamento

dentro do

jornal-

é claro queagente

pode

atacartemáticas que

mesmo a

grande

imprensa

nãotinhacon­

dições

ounão

queria

peitar".

A maiorliberdadedo

jornal

em

relação

à

abordagem

dos temastinhaum preço,

éclaro.Em

algumas

ocasiões,oZEROre­

<Mie cebia críticas

pelas

denúncias

'�

e

pelo

tratamento que dava a

'cl:'

suasmatérias.

"Quando

entrei

oep

na

faculdade,

quem comanda­

va o

jornal

era

Henrique

Finco. Nasua

gestão

ele editouuma

matéria sobre o

aluguel

da Receita

Federal,

escritaporum ex-rnonitordo

ZERO,

Alexandre Brandãoeque rendeu processo ao

professor",

relembra Wen­

del.Finco,noentanto,foiino­

�{� centado. "Se comprovou que o

jornal

estavacerto", garanteBarreto.

Apesar

de considerar ZERO um bom

jornal,

Barretoafirmaque ainda hámui­ to a acrescentar:

um

jornal

maduro,

mas evidentemente que háerros,sempre

se

pode

melhorar",

explica.

"O fato deser

uma

disciplina obrigatória

ébom porque hámaisalunos

trabalhando,

mas éclaro

que

alguns

trabalhamcom menosvontade

do queoutros".

De acordocomMaria

José,

o

jornal

é

muito

importante

paraa

formação

acadê­

micados alunosdocurso."Nomeutempo

oZEROera

obrigatório.

Hoje

acho

ímpor­

tanteele voltar a ser

obrigatório:

oaluno

precisa

dessa

experiência

coletiva de

fazer,

de decidir.Masacho quea

pulverização

de

produção

emváriasmídiastornaacoisaen­

fadonha.

Então,

é

importante

as

disciplinas

de

práticas

profissionais

serem

obrigatórias.

Nãogostade rádio:

paciência;

nãogostade

Internet:

paciência

...

Participar

dessas expe­

riênciase sedesafiarafazermelhor éoque nosfaz melhores".Acoordenadora docurso

afirma que consideramuito

importante

o

desafiodefazero

jornallaboratório,

pois

a

experiência

de enfrentaro "não-saber-fa­ zer"é muito marcante."Na minha

época

tudo

parecia

difícil:

nós,

alunos de

Jorna­

lismo,

nãotínhamoso acessoqueosalunos de

hoje

têm àsfontes.

Éramos

a

segunda

turmado

Jornalismo, ninguém

confiavaou

recebiaagentecom

alegria".

Wendel considera quea

transformação

da

disciplina

de

optativa

para

obrigatória,

em

2006,

foimuito

positiva

paraa

produ­

ção

do

jornal.

"Maisgenteveiopara traba­

lharnolaboratório.Duranteos anos80,o

ZEROeraoúnicoou omaisbemestrutura­

do laboratório docurso eissofaziacomque osalunostivessem interesseem

participar

de cada

edição.

Comofortalecimentodos

laboratórios de rádioe

TV,

em

função

da

digitalização

desistemas,avançoebarate­

amentodas

tecnologias,

bemcomo o

surgi­

mentodo Unaberta

(extinto

sitede notícias

produzido pelo

curso),

oZERO passoua se

tornar,emmeadosde

2000,

umlaboratório

de que poucos

participavam.

Em diversas

,

"E

a

primeira

oportunidade

do aluno de

publicar

uma

matéria,

de

ter

contato

com

a

fonte,

com

a

realidade da

profissão"

Ricardo Barreto

oportunidades,

o

professor

RicardoBarreto recorriaaalunos quenãocursavammaisa

disciplina

para

poder

fecharo

jornal.

Lem-.

bro-me bem deumavaga paramonitordo ZERO que nãofoi

preenchida

por

alguns

meses,

enquanto

nolaboratório de TVti­

nham30candidatos para bolsista."

Barreto também afirma achar

impor­

tantequea

disciplina

seja

obrigatória.

a

primeira

oportunidade

do aluno de

publicar

uma

matéria,

de tercontato com a

fonte,

com arealidade da

profissão.

Euachavaum

absurdoem umaescola de

Jornalismo

não terquesefazer

obrigatoriamente

aativida­

de de

jornallaboratório.

O

próprio

currículo do Ministério da

Educação

preconiza

queo

jornal

laboratório

seja

obrigatório

nos cursos

de

Jornalismo.

Naúltima

avaliação

do

MEC,

nossocursoaté

perdeu

pontosporqueo

[or­

nallaboratórionãoera

obrigatório".

"O ZERO

apresentoumateriaisme­

moráveis",

orgulha-se

Barreto. Entre as

entrevistas,o

professor

cita

algumas

como:

Clóvis

Rossi,

Fernando

Moraes,

Eduardo

Galeano,

Caco

Barcellos,

Bernardo Ku­

sinski.josé

Hamilton

Ribeiro,

e

reportagens

sobrea

Operação

Moeda

Verde,

Apartheid,

Aids,

Guerrano

Iraque

eoutras, além das

edições

temáticas.

O

jornal

laboratório coleciona

alguns

prêmios:

osde Melhor

Peça

Gráficado Set

Universitário da Pontifícia Universidade Católica doRio Grande do

Sul,

de

1988,

1989, 1990, 1991,

1992e

1998;

ode3°Me­

lhor

Jornal

Laboratóriodo

Brasil,

da

Expo­

com

94

eode Melhor

Jornal

Laboratório do

IPrêmioFocado Sindicatodos

Jornalistas

deSantaCatarina de 2000.

Hoje,

a

tiragem

doZERO é de 5 mil

exemplares,

"mais que

de

alguns

jornais

profissionais,

emaiorque

da maioria dos

jornais laboratórios",

diz Barreto.Ele conclui: "O ZERO deveservisto

como

privilégio,

nãocomo

obrigação".

For

jéssica

02

ZERO

SETEMBRO

(3)

--zero aos

25

ZERO

1

investia

em

jornalismo

critico

Depois

de

mais de duas

décadas

o

jornal

continua

a se

dedicar

aos

temas pouco abordados

pela

grande

mídia

Cm

setembrode1982,estudantes deCornu­

L.nicação

Social

-Habilitação

em

Jornalis­

modaUniversidadeFederal de Santa Catarina

(UFSC) apresentavam

àcomuni-

;;cÓãnos,

dadeo

ptimeiro

jornallaboratório

lu.c�..

impresso

dahistóría docurso.O

ZEROnúmero1foi

redigido

eedi­ tado

pelos

alunosdasextafaseem

disciplina obrigatória.

Cadaturmadeveria

produ­

zir, na

época,

uma

edição.

No

semestre anterior, a

equipe

da

�effil!SP?f

qual

participou

aatual

professo-

�:+s

rado

departamento

de

Cinema,

Aglair

Bernardo,

haviaelaborado

um

jornallaboratório,

masnão

conseguiu

imprimi-lo. "Aquele

foio

ZERO,

que não

saiu",

dizMaria

José

Baldessar.

Hoje

professora

docursode

Jorna­

lismo,

Maria

José

eraestudanteefezparteda

equipe

deredatores doZERO

1, junto

como

professor

de

Fotojornalisrno

Ivan

Giacomelli,

quefezas

fotografias

paraa

edição.

Sérgio

Murillode

Andrade,

atual

presidente

daFe­

deração

Nacional dos

Jornalistas (FENAJ)

e

fundadorda

Cooperativa

dos

Jornalistas

Ca­

tarinenses, também

participou

no

primeiro

númerodo

jornal.

Os

professores

Ayrton

Ka­ nitz,Daniel

Herz,

EduardoMeditscheLuiz Lanzetta eram

responsáveis

pelo

texto no

projeto, enquanto

Cesar Valentee

José

Gatti cuidavamda área

gráfica.

Diantede várias de

sugestões

parao nome

do

jomal,

alguém

falouque "todo

primeiro

número deum

jornal

éoZERO".Onomepe­

�bor.t;

gou,

explica

Maria

José:

"Como 4.: •

'::

cada

edição

do

jomal

Iaborató­

rioseráum novo

expetimento,

IlIlP teremosoZERO

1,

oZERO

2,

e

assimsucessivamente,enquan­

to o nosso trabalho

perdurar",

.

sees contaram alunos e

professores

,tulaen!

noeditorial.

O ZERO nasceu crítico e

que::'

opinativo,

abordandotemas

po-1:.;:_:

lêmícosefazendo

denúncias,

no

I

I'l{.;�

final da ditadura militar Sendo

.�...l1li ._"_,"",",,-<".P,eg1l

�,u...-pu

um

complemento

das

aulas,

suacaracterística

principal

era o

exercício da crítica que,comoanunciavaoedi­

torial,

"foifundamental paraa

prática

deum

jomalismo compromissado

com acomunida­

decatarinenseebrasileira. Como deveriaser,é

claro,

o

propósito

de

qualquer

jornal"

No

primeiro número,

Sérgio

Murillo de Andrade

redigiu

a

reportagem-denúncia

intitulada Milhõespara aparecer, inserida

na

página

oito,na

qual

criticavaogoverno

do estado por estar

promovendo

concursos

nacionaisde literaturacom a

justificativa

de

divulgar

a"identidadecatarinense"e usan­

do indevidamentea

máquina

administrativa

para promovero

partido

do

governador

com a

distribuição

demilhões decruzeirospara

a

publicidade

inseridanas

grandes

revistas

e

jornais

do

país.

"Paulo Malufmorreriade

inveja

denossos

administradores",

escreveu ofuturo

presidente

da

FENA].

Naquele

ano,osbrasileirosmais

jovens

sepreparavam paraexercer

pela

primeira

vez ovotoeescolherseus

governadores,

que

desdeadécada de

60

eramnomeados

pelo

regime

militar.A

equipe

do ZERO promoveu

uma

eleição

simulada,

nas

dependências

do

RestauranteUniversitário.A

reportagem

de capa

aponta

queamaioriados2.535estu­

dantes,

professores

efuncionáriosvotantes

optou

por candidatos que

naquela época

estavamna

oposição: [aison

Barretofoio

escolhido doscatarinensese

José

Richa dos paranaenses, ambos doPMDB. No entanto

foi

Esperidião

Amin

(PDS),

quevenceu a

eleição verdadeira,

em15 de novembro.

Os alunos também

produziram

um

suplemento

paraa

Associação

Brasileira de

Enfermagem,

ABEn-SC,

em forma deen­

cartedequatro

páginas.

Sualinha editorial foi

amplamente

discutidae

planejada

com a diretoria da entidade.

'Juntaram

adis­

ciplina

de

Edição

comade

Comunicação

Institucional",

comenta

Mariajosé,

"muito

antesdessa

disciplina

aparecernocurrícu­ lo". Ela lembraqueo

presidente

da ABEn

era

Jorge

Lorenzetti

-churrasqueiro

do

presidente

Lula,

envolvidonoescândalo da compra de dossiê

contrajosé

Serra

(PSDB),

emoutubro doano

passado.

"Naquela

época,

eramuitodifícil fazer

reportagens,

porqueaspessoas nãoestavam

acostumadasafalarcomestudantesde

[orna­

lismo",

diza

professora.

"O

professor

Lanzetta

nos fez escrever e reescrever nossa matéria

oito vezes,atéelaestarredondínha Volta láe

entrevistadenovo,dizia ele".Paradificultara

tarefa,

osalunos

dispersaram

a

impressão

em

off-sete sedeslocarama

Brusque,

onde foram

apreender

tudo sobrea

impressão"

a

quente".

Ela esclarece queaturmaescolheua

gráfica

da Editora Mendes

Ltda.,

aúltima do estado a usar a

linotipia, pelo

grau dedificuldade e

pelo

desafio de

produzir

um

jornal

com a

tecnologia

antiga.

Na

gráfica,

osalunosveri­

ficaram queavelhamasincansável

impres­

sora

Schnellpressenfabrik

Frankenthal

Albert,

"ummistode trilhadeirae

locomotiva",

era

apelidada

carinhosamentede

Tesouro,

pelos

funcionários.

Impecavelmente

limpa

e bem

cuidada,

ela havia

impresso

atélivrosnazistas

quando

pertenceraaumaempresa

alemã,

em

Porto

Alegre.

Os3mil

exemplares

da

ptimeira

edição

do ZERO foram dístríbuídcs apenasinterna­ mente. Com

tiragem

de 5 mil

exemplares

o

jomal

laboratóriomantém até

hoje

ocompro­

missocom aliberdade de

expressão

e

postura

crítica- com

toquesde humor "Seus

repórte­

rescobrem deumamaneira mais

ampla

os

assuntostratados

pela

mídia,além desededi­

carematema,aos

quais

amídia tradicional

nãodá espaço, por envolverinteresseseconô­

micose

políticos.

O ZERO éumadas poucase

únicas

experiências

emqueosestudantes de

jomalismo podem

terum

produto

desvincu­

lado de

qualquer

interesse",afirmao

professor

Lucio

Baggio,

atual coordenador da

equipe.

Plli'VeraFlesch

o

ZE

90

Estae

' �

l'elembra

marcaJltes

dosanosSO

ZE

OIMPÉRlO

DO

QlADRINHO

JAPONÊS

oCENTENÁlueDAOITAVA ARTE

EDiÇÕES

DOSZEROSDE DEZEMBRO DE

1987,

JANEIRO DE

1990,

MARÇO

E SETEMBRO DE

1992,

OUTUBRO DE

1999,

ABRIL DE

2003,

JUNHO EOUTUBRODE 2006

COORDENADORADOCURSO MARIA

JOSÉ

BALDESSAR FEZ PARTE DA

EDiÇÃO

DO1°ZERO

03

;" ,

'.

. ' ':r

ZERO

'. ' , ,', "

SETEMBRO

-07

(4)

entr��ista

.póstuma

Morre

o

último

dos

grandes

dinossauros

"Há

cinqüenta

e

cinco

milhões

de

anos um

asteróide

chocou-se

com a

Terra

e

matou

todos

os

dinossauros.

Todos,

não.

Eu

escapei."

Cinco

jornalistas

brasileiros foram

correspondentes

na

Segunda

Guerra Mundial.

Joel

Silveiraeraum deles. Do

alojamento

ao

front,

os

repórteres

atravessavam

diariamente,

de

jipe,

aPontedellaVenturina- alvode bombardeios alemães.

Adão,

o

motorista,mandava que todos ficassem

abaixados,

soltavao

grito

"Deusé

grande!"

e

acelerava.

Freqüentemente

ouviam-se

explosões

natravessia.

Joel

fezacoberturacom

muitomedo

(e

muito

frio,

noinvernodos

Apeninos italianos).

Aguerra foi apenas umdosacontecimentos históricos que

Joel

Silveira presen­ ciou.Eleviu

golpes

de estadono

Brasil,

Bolíviae

Nicarágua;

entrevistouos

presidentes

Juscelino Kubitschek, [ânio Quadros

e

João Goulart; viajou

à

Espanha

paracontar

comoviviam os bascos. Umcurrículo

invejável,

construído emmais de 60anosde

jornalismo.

Osfatosrelatadosnasreportagensde

Joel

Silveira

impressionam.

Em

grande

parte

graças à

competência

do autor,quecontavahistóriascomo

ninguém.

Dominavaa

técnica

narrativa,

sabia

quando

entregar

detalhes,

colocava-semuitobemcorno nar­

rador

participante,

reproduzia

amaneiradefalar deseusentrevistados. Obtevecomo

resultadotextosque envolvemo

leitor,

prendem

a

atenção

do começoaofim.

Não poracasotrabalhouem

publicações

de

grande importância

nahistória da

imprensa

brasileira.Passou

pelas

revistasO

Cruzeiro,

Manchete eDiretrizese

pelos

jornais Última

HoraeO Estado de SãoPaulo.Tevecomo

patrões

Adolfo

Bloch,

Samuel

WainereAssisChateaubriand.Odono dos Diários

Associados,

"Doutor

Assis",

foi quem

deua

Joel

o

apelido

de "víbora".

Sergipano

da cidade de

Lagarto.joel

nasceu em1918e aos14anos

trabalhava

em

jornal.

Em1937 mudou-se para o Rio de

Janeiro.

então

Capital

do

país,

onde firmou-se na

imprensa

nacional. De

copydesk

a

editor,

fezde tudo dentro deuma

redação

mas,

apaixonado pela

reportagem, gostavamesmodeestarna ruaacompa­

nhando de

perto

osacontecimentos.

Em15 deagostodesteano,

Joel

Silveiramorreu em seu

apartamento

em

Copaca­

bana. Com 88anos,tinha dificuldade para andareenxergava muito pouco

-oqueo

impedia

de lerosmaisde 18 millivros desuabiblioteca. Em

homenagem

ao

jornalis­

ta,ZERO

publica

estaentrevista, realizadaemnovembro doano

passado.

Na

época

o

repórter

do ZERO Tadeu

Sposito

fazia um trabalho sobreo livroA

feijoada

que derrubouogovernoe conversou com

Joel

por telefone por quase40

minutos.Eleestavamuito

lúcido,

bem-humoradoebem informado

-acompanhava

diariamenteosnoticiáriostelevisivos.

Joel

Silveiramostrou-seum

daqueles

entrevis­

tadoscomquemtodo

repórter

sonha:tinharespostasinteressanteseconsistentespara

qualquer

pergunta.

Foitambémmuitosolícito

quando

recebeua

ligação

do

repórter:

"Estou àssuas

ordens,

comandante".

Zero:

Quais

sãoascaracterísticas que deveterumbom

repórter?

Joel

Silveira: EssaperguntaeufiznaItáliaa um senhorchamado HerbertMat­

thews,

que

depois

da guerrafoidiretordoThe New York Times. Ele tinhaumcertoca­

rinho pormim,eu era o

correspondente

mais

jovem,

tinha 27anos e comoelefalava muitobem

espanhol,

sempreoprocurava paraconversar.Umdia fizessa

pergunta

que você me faz agoraeele disse:

'Silveira,

são três

[características]: persistência,

paciência

esorte.Aíeu

respondi:

'bem,

mastendosortenão

precisa

terasoutras

duas,

né?',

eeleconcordou.Eéissoque the

respondo

agora. Z:Eosenhor acha queteve sortenacarreira?

JS: Ah,

sempretive,não temdúvida. Tive

alguns

percalços,

né?Todo

repórter

gosta

muitodecontarseussucessos,eu

prefiro

contarmeus

fracassos,

compreendeu?

Não

forammuitos, masforam terríveis. Como por

exemplo

o encontroqueeu deviater tido com o

[Ernest] Hemingway

e nãoaconteceupor falta minha. A históriafoi a

seguinte:

euestavaemParis comSamuel

Wainer,

diretor do

Última

Hora,e eleme

disse:

"Joel,

sabe quem está

aqui?

O

Hemingway.

Todo

dia,

àsnoveda

manhã,

vaipra

umbistrozinhonaRiveGaucheefica até às11. Entãovocêvailá entrevistá-lo." Eu

sabia

disso,

masestavaemParispra

descansar,

compreendeu?

Tivequeire

cheguei

antes,às 8 horas.

Comeceiabeber

conhaque

Mastel- melembro até do

conhaque

-eàsnove em

ponto

ele

chegou.

Sóa

aparência

do

Hemingway

medeixou

profundamente

chocado,

aterrorizado. Eraumhomem

imenso,

tinha quase doismetrosde altura. Eubebiae meperguntava:"o que é quevou

perguntar

praesse

homem,

umescritor internacio­

nal quenemsabequeexisteoBrasil?". Lá

pelas

10emeialembrei que elegostavade

safári,

iaperguntarseele

gostaria

defazerumna

Amazônia,

essacoisatoda.Tomei

mais uma

talagada

de

conhaque

efuiao banheiro.

Quando

voltei ele

tinha ido

embora,

foium

negócio

terrível. Voltei pro hotele

cheguei

lá dizendo:

"Samuel,

você

éomaisdesinformado do mundo. O

Hemingway

foi

embora,

tána

Espanha."

E ele acreditou.

Z: Em

qual

veículo foimais prazeroso trabalhar?

JS:

Foramos

Associados,

porcausada guerra. Aí você

alcançou

o

ponto

máximo do

jornalismo.

Eeu

jamais

poderia

imaginar

queiriaparaguerra,euestavanosAs­

sociados fazia apenasummêsehavia três candidatos parairparaaguerra, queeram

tI

JOEL SILVEIRA GANHOU O APELIDO"A

VíBORA"

DEASSIS CHATEUBRIANDPORCONTADESEU ESTILO DETEXTO IMPACTANTE

"Todo

repórter

gosta

muito

de

contar

seus

sucessos,

eu

prefiro

contar

meus

fracassos.

Não

foram

muitos,

mas

foram

terríveis"

Carlos

Lacerda,

DavidNassereEdmar Morel.Eutinha ido para lá porque

Diretrizes,

a

revistaemque

trabalhava,

tinhafechado.Ecomo eu eramuito

amigo

do

Virgilinho,

o

Virgílio

de MeloFranco

-queera

amigo

do Chateaubriand-,fuiaeleedisse: "Doutor

Virgílio,

desempregado,

osenhornãotem

qualquer

coisapramim?"

Ele

respondeu

que

tinha,

então

desceu,

meempurrouno carro e falou parao

chofer: "SacaduraCabral".

Quando

ele disse SacaduraCabraleusoube queeram os

Associados.

Chegando

láfomos.paraoquarto

andar,

ondeo Chateaubriand tinhao

gabinete,

ele abriua

porta,

meempurrounosombrosedisse:

"Assis,

aí estáavíbora

que você

queria".

O Chateaubriandtinhalido umareportagem

minha,

chamadaOs

grã-finos

de São

Paulo,

etinha

gostado

muito.

Sempre

queencontravacom

Virgílio

dizia:

"Virgí­

lio,

metragaessavíbora".

Quando cheguei

lá ele falou: "Senhor

Silveira,

osenhorvai

trabalhar

comigo,

senhor Silveira'Passeláno

segundo

andare converse com oCarlos

[Lacerda].

Eosenhorvai

ganhar

...".

Quando

elemedisseoordenado

fiquei pálido,

eraimensoparaa

época,

cincovezesmaisdo que

ganhava

emDiretrizes.

Então desciefaleicomoCarlos. Ele

queria

irparaaguerraeprocuroumeafastar

-depois

deduziisso-,memandando fazer reportagemnoBrasil

inteiro,

acomeçar

pelo

Acre. Eutinha deixadocomeleumas

reportagens,

inclusiveumasobreoClube

das Vitórias

Régias,

queera umgrupo de senhoras quarentonas,

adiposas,

todasin­

tegralistas,

quesereuniamsemanalmente paracantar, recitar... umalevava

bolinho,

outraflores... Eumadessas vitórias

régias,

sem eu

saber,

era aRosalina CoelhoLisboa

(5)

Larraigotti,

mulher do dono da SulAmérica

Seguros,

de quemo Chateaubriandera

amigo

íntimo.

Quando

volteida

viagem

oLacerda disse: "O homem táumafera porcausadare­

portagem

da

Vitória-Régia.

O homem táumaferaequer falarcomvocê".

Quando

eu

cheguei

veiooChateaubriand:"Seu

Silveira,

osenhor éumhomemterrível! Osenhor

não sabeo que acabou de fazer! Dona Rosalina éuma

dama,

senhor

Silveira,

uma

dama!".Falei:"Doutor Assis,se eusoubesse que Dona Rosalina ésua

amiga,

osenhor

acha que ia cairnaasneirade

publicar

essa

reportagem?

O senhortemme tratado

bem,

temmepago

bem,

só por burriceou

ignomínia

fariaisso.Caberiaao

Lacerda,

que conheceassuas

amizades,

sustara

reportagem.

Vamosfazerassim:euthe

aperto

amão,peço

desculpas,

vouemboraeespero que

sejamos amigos".

EntãooChateaubriand

respondeu:

"Isso éoqueosenhor pensa, senhor Silveira.

O senhor nãovaiembora assim, não,vaireceberumcorretivo! Senta

aí,

seu

Silveira,

osenhorvaiparaaguerra,vaimatar

alemão,

seuSilveira!Evouthe

pedir

umfavor:

osenhornãomemorra,se osenhormorrerthe demitonahora!"

Z:Aguerra éa

situação

maisdifícil paraum

repórter?

JS: Evidente,

a guerra é umacoisaquemarca muito. Eu costumodizer que fui

paraaguerracom26anos,

passei

lá11 meses evolteicom40.Aguerra amadurece muito,

aqui

noBrasileusóconheciaolado bom doser

humano,

naguerraviooutro

lado,

o lado perverso,a

destruição,

a fome ea

miséria,

compreendeu?

Eu

perdi

a

inocêncianaguerra.

Z:Foiomelhormomentode suacarreira?

JS:

Não temdúvida. Eu

acho,

enãosousóeu,queo

correspondente

de guerra é o

ponto

alto do

jornalismo,

porque éoinstante emqueestásedecidindoasorteda humanidade.

Principalmente

essaguerra, quefoiaúltima guerra

justa.

Toda guerra é

injusta,

mas essacontraHitler foi

justa.

Omundo não

podia

permitir

queessaperver­

sãonazista

continuasse,

demaneiraque todo mundo lutavaeviaaguerracom

grande

entusiasmo,sabendo queoTerceiro

Reich,

queerapara durar milanosedemorou15, estava desmoronando.Com

medo, evidente,

porque quem disser quenão temmedo

em umaguerra éumfanfarrão.Naguerraagentetemmedoe

frio,

principalmente

no

invernodos

Apeninos

com20 grausabaixodezero,para quemsaiudoRiode

Janeiro

com40acima...

Masagentese

adapta

fácil,

porqueaverdade é queanotícia éumacoisa

milagro­

sa,umacoisafantástica.Anotícia compensa

tudo,

vocêsabendo que está

presencían­

doumfatohistórico quevaiserlembrado por séculos eséculoseestátransmitindo parao seu

público

tudooque estávendotemuma

compensação

fantástica. Vocêsente

quesuavidateveumsentido.

Z: Osenhor

disse,

ementrevista à Revista

IstoÉ,

que oBrasil éuma

farsa.

JS:

O Brasil éo

país

do

futuro,

doStefan

Zweig,

mas odiabo dessefuturonunca

chega,

né?Adivisãodedinheiro noBrasil éum

negócio

terrível,

20%da

população

é dona do

Brasil,

80%vivenaclassemédia-baixaouentão namiséria.

É

terrível a

injustiça social,

porissoque

digo

que éumafarsa.TemosumPresidenteda

República

que nãogovernacom a

Constituição,

governa através das Medidas Provisórias. Toda vezquenãoconsegue

aprovação

no

Congresso

ele editaumaMedida

Provisória,

eaté que ela vá parao

Congresso

e

seja vetada,

o

presidente

fezoque

queria.

Z:Há

algum presidente,

e osenhor

acompanhou

de

perto

vários

deles,

que consideraterfeitoumbom

governo?

JS: Apesar

deeu nãogostarde Getúliocomo

ditador,

acho que foiumestadista.

Antes do

Getúlio,

o trabalhador não tinha nenhuma

garantia,

não tinhacarteira, assistência

social,

salário mínimo... Poroutro

lado,

até

Getúlio,

oBrasilerasomente

agrícola.

Ele

transacionou,

fezuma

barganha

com o

presidente

Roosevelt,

dos Estados

Unidos,

duranteaguerra.ORoosevelt

precisava

daquelas

bases do

Nordeste,

Pernam­

buco,

RioGrande do

Norte,

paraosaviõesdecolarem.EntãoGetúlio

pediu

umaside­

rúrgica.

Ele tinha visão de estadista.

_____,_o_,_

. I!

autrev.isla

póstuma

_.--�--- --- -_--- -­ --- -- - - ---

--o JORNALISTA EESCRITOR

COMEÇOU

ATRABALHARNAIMPRENSA AOS18

ANOS,

POUCOSMESES ANTES DOGOLPEDE 1937

"

Evidentemente

a

guerra

é

uma

corsa

que

marca

muito.

Eu

costumo

dizer que fui

para

a

guerra

com

26

anos,

passei

11

meses,

e

voltei

com

40.

(

...

)

Eu

perdi

a

inocência

na

guerra"

Outro queteveuma

grande

importância

noBrasil

foiJuscelino,

comquemeu me

davamuito

bem,

era

amigo

dele desde queera

governador

deMinas.Ele fez

Brasília,

que

hoje

tem1milhãoe200mil habitantes.Ealém de Brasília feza

Brasília-Belém,

aestrada quedescobriu

aquele

miolodo Brasil queera

deserto,

nãohavia nada.

Hoje

há cidadescom maisde

200,

300milhabitantesà margem dessa estrada.

Quer dizer,

ele povoouo

Brasil,

nãotemdúvida.

Z:No encontroqueosenhortevecomGetúlio eleotratoucomodou­

tor...

JS:

É,

ele começoumuito ameno,mechamando de doutor.Eu

disse,

"presidente,

mas eunãosou

doutor,

estudei só atéo

segundo

anode Direito".Eele:

"não,

doutor

Silveira,

osenhor é doutor. Comomediziammeus

professores,

os

padres

Dominicanos de São

Leopoldo,

doutor é quem é doutoem

alguma

coisa, e osenhor é douto em

jornalismo".

Ovelhoera

terrível,

né?

Nofundoeu

queria

umaentrevista,maseleestava certode queeu

queria

emprego

- eeleiamedar. Mas

quando

eu

apresentei

aeleum

questionário,

elese

transmudou,

setransformou. Ficou

frio,

osolhos

fuzilantes,

puxoua

cadeira,

cadeira

pesadíssima

de

presidente,

me

jogou

o

papel

edisse: "o senhortratecom odoutorLuisMauro".Me

deu ascostasefoi

embora,

nem meestendeuamão. Foia

primeira

eúltimavezque

vi

Getúlio,

doismesesantesde elemorrer.

Z:Comoosenhor avaliao

jornalismo

atual?

JS: Ah,

eu acho que houve

grande

progressono

jornal

do Brasil.

Hoje

os

jornais

brasileiros

podem

se

equiparar

aos

grandes

jornais

do mundo.Houve umaremode­

lação

totalno

ponto

devista

gráfico

-hoje

os

jornais

são muitobem

diagramados

-e no

ponto

de vistade notícias.

Antigamente

o

jornal

brasileiro só dava notícia

[internacional]

sob o ponto de vistadas

agências

internacionais,

praticamente

as

americanas.

Hoje não,

os

grandes

jornais

têmseus

correspondentes

nomundointeiro, aGlobo tem

correspondente

aténaChina. Demaneira que dãoanotícianaversão

brasileira,

comoé queoBrasil vêessa

notícia,

comoela afetaoBrasil.E issoeuacho

damaior

importância.

PorTadeu

Sposito

Diário

da

víbora

EudeixaraosDiários Associadoseaindanão

arranjara

empregonovo.Faziaumbiscate

aqui,

outro

acolá,

ia vivendo- até queme

apareceu

pela

frenteumsenhor bem-falante

quesedizia

empresário

devários

negócios,

mas

cujo

sonho,

há muito

acalentado,

era serdono deum

jornal.

Eu

podia

meencarregardacoisa?Insolventecomomeencontra­

va,não

pensei

maisqueum

segundo:

-"Topo!"

O cavalheiro

alugou

um

conjunto

de

quatro

salasna rua

México,

mobilizou-as,

comprou

meiadúziade

máquinas

deescrever,disse-mequeeutinha carta branca: queescolhe­

separaessa

empreitada

quemeuachassemelhor.

De

jornal

nãoentendo nada. Mas

preciso

deumparadefendercertasidéias.

E acrescentou:

imponho

uma

condição:

você não

pode

falar mal de

Fulano,

Sicrano e

Beltrano,

gente

boae meus

amigos! (Na

verdade,

eramtrêsnotários

sicofantas,

manjadíssimos

na

praça)

E temmais:o

pessoal

a serrecrutado não

pode

sermuito

grande,

somenteo

essencial,

que por

enquanto

odinheironãodá mais.

O

jornal

saiu unsvintedias

depois,

chamava-se Folha do

Rio,

não mais que oito

pági­

na.

Entãoaconteceuoque eunão esperava:antes de

completar

um

mês,

o

jornal

tevede fazera cobertura de um enorme incêndioque estava acontecendo na

Cinelândia,

na

áreados cinemas. Fizemoso

possível.

Mashouve uminstanteemque faltou

repórter,

faltou

fotógrafo,

faltou tudo.Eo

fogaréu

ali bem

perto,

cadavezmaisaceso.

Hora de fecharo

jornal,

antesdo meio dia

(era

vespertino,

tinhade estarnabancaàs

duas),

eusó tinhanas mãosduasfotostiradasaindanoiníciodo desastreemaisumas

duas laudasescritas

apressadamente

porum

repórter

free-lancer.

Que fazer?

Frustrado atéa

medula,

nãovacilei. Dei uma

copidescada

na

matéria,

escolhi afoto

menos

ruim,

arrumeitudona

primeira

página.

E,

no

da

matéria,

na

segunda

página

escrevi: "Esta

reportagem

continuanoO Globo".

Sefuidemitido?

Perguntinha

boba...Demitidíssimo.E por

justa

causa.Justíssima.

(Publicado originalmente

narevista

pernanbucana

Continente

Multicu!turan

SETEMBRO

-

07

. " .

ZERO

. " ... ' . _ )' ) . .

05

(6)

consumidor

Brasil Telecom

confunde

usuários

de

telefonia fixa

Campeã

de atendimentos

no

Procon

SC,

operadora

não

se

preocupa

em

deixar claro

o

funcionamento

do sistema de

cobranças

A

tarefa

parecia

fácil:

ligar

paraaBrasil Te­ lecomede;coblirquantocustaominutD

das

ligaçêes

locaise

em qual plano

estáaminha

conta.O

objetivo

era usarapenasostelefones que

estãoà

disposição

dos

usuátios,

o103 14e o080041 1414.Masquem

ligou alguma

vezpara

qualquer

serviço

de atendimentoaoconsumidor deveter,no

mínimo,

dadouma

gargalhada

por tamanhaino­

cênciade minhaparteaoachar que

poderia

seruma

missão

simples.

Primeiro

Capítulo:

Brasil Telecom

k

21h44deum

domingo

começavaa

prmeira

de três

ligaçêes

paraaBrasil Telecom Seria

preciso

discarumtotal de 10 números

(os

dígitos

do103 14 maisas

opçi'íe;

a serem

escoUudas)

eesperarcinco minutos,escutando

jingles

e

musiquinhas

deeleva­

dor,

até

conseguir

falarcom

Femando,

umatendente

devozmal-humorada

Após

conferir dadosecolocar

mais

jingles,

Fernandoafuma quemeu telefone

estánoPlano Básicocomdireitoa400 minutos

por

R$39,69.

Tenho direito tambéma200minutDs

numa

franquia

adicional que

adquiri

por

R$

6,83.

Pagaria

R$46,52

pela

minhaconta.

Quando

pergunto

quantD

custa o mi­ nuto ele

responde:

"é só dividir

R$

46

pela

quantidade

deminutos,

senhora". Mas quan­

to dá essa conta? Ele

responde:

"é só

dividir,

senhora".Insistoeper­

guntoseelenão

pode

fazer a

operação.

"Só

um momentD, senho­

ra",dáum

suspiro

fun­

doemais

musiquinhas.

Voltacom ospreços:

R$

0,10

pelos

minutosfala­ dos dentro da

franquia

e

R$ 0,19

pelos

minutos

excedentes.

Ela diz que tenhooPlano Básicode 200mi­

nutospor

R$ 39,17,

eque

comprei

uma

franquia

adicional de600minutospor

R$

20,74,

oque eleva

minhacontapara

R$ 59,910

preço dominutoago­

raé

R$ 0,19

nafranquiae

R$ 0,10

pelos

excedentes.

Luanatambémafuma queos

primeiros

30

segundos

são

gratuitos

e a

partir daí,

a

cobrança

éfeitaacada

6

segundos

a10"10 do valor dominuto.Nossa

ligação

acaba às 22h20.

(De

acordocom aAnateie com osite

da

própria

Brasil

Telecom,

os

prsneíros

30

segundos

não são

gratuitos.

Osconsumidor paga,no

mínimo,

o

equivalente

a30

segundos

de

conversação,

mesmo

que falemenosque

isso).

Voltoaligarparao

10314naesperançaderesol­

ver o

problema

Oatendente daveznãoseapresenta.

Quarenta

minutosnotelefoneequasesem

paciência.

escutoumterceiro

tipo

de

plano

parameutelefone.

Segundo

oatendente

anênimo,

tenhooPlano Básico

com200minutospor

R$

39,69

e

umafranquia

adi­

cional de 200minutospor

R$

6,83.

Ovalor dominu­

tDé

igual

aode Fernando:

R$ 0,10

dentro da

franquia

e

R$ 0,19

pelos

minutDsexcedentes.Desisto.

Mais confusa queantes,

ligo

paraaAnatei

(Agência

Nacional de

Telecomunicações),

para

200minutDs,

R$

0,03415.

Foradas

franquias

ovalor

éde

R$ 0,03878.

Confuso?Comcerteza

Diferentementedo que foi ioíormadonacentral

de

atendimento,

omodo de

cobrança

éousadono

modelo doPasoo

(Plano

Alternativo de

Serviço

de Oferta

Obrigatória).

Emhorário

normal,

écobrada

umataxade

completamento

da

ligação equivalen­

teaquatro minutos,que

segundo

oatendimento

on-line da Brasil Telecom é de

R$ 0,15512. Depois

a

cobrança

éfeitaacadaseis

segundos

por 10"10 do

valor dominuto.Noshorátios reduzidos

(de

segunda

a

sexta-feira,

de Oh

-6h,

aossábados das14h

-Oh,

aos

domingos

efeliadosodia

todo),

sóataxade

completamento

écobrada.

Segundo

Capítulo:

"O Herói"

Educadoe

bem-humorado,

Sidinei

Parisoto,

diretor do Procon

(Órgão

deDefesado

Consumidor)

Estadual,

perde

acalma

quando

oassuntoéBrasil Telecom

"Imagine

uma

daquelas

redomas devi­

dro, gigantes

einaoessíveisnoestilo 'filme de

ficção

científica'.ABrasilTelecom está lá dentro".Esegue

indignado, inerrompendo

o meurelato decomofui

atendidacom

epresões

como

"despreparo

tDtal,

descasoe

desrespeito

ao

consumidor".

Enquanto

aguar­ davaaentrevista,ainda

nasala de espera,ase­

cretáriadeParisoto,An­

dréia, ligou

paraaBrasil

Telecomeperguntouo

valor dominutodas li­

gaçãe;

locais.Emmenos

de 5minutos láestava elacom a

ufonnação

"O

negócio

é

ligar

di­

reío na

fonte",

conta,

sem revelar o número

mágico

queusou.

Logo

depois,

quando

esta­

va nasala de

Parisoto,

Andréiaentrou dizendo

queo

"pessoal

da Brasil

Telecom

ligou"

equeos

preços iníormades

esta-vamerrados.Prometeramqueembreve mandariam

umfaxcom osvalorescorretDs.

Aempresa éumavelhaconhecidadoProcon.

SóemagostDde

2007,

226pessoas procuraramo

órgão

para reclamaroutirardúvidas sobreaopera­

doraNomesmo

período,

foram

registrados

apenas

15 atendinlentDs da

operadora

GvrEntre

agostD

de

2006e

2007,

foram 1772

redamaçõs

sobreaBrasil

Telecomcontra85 da GvrEoqueocliente

pode

fa­

zer?Reclamare reclamar. "O Consumidor espera que

oProcon

coloque

umaestrelano

peito,

entrenum

fusca brancoevá até as

operadoras

para darum

soco na cam

deles,

masnão éassimque funciona". Parisoto

garante

queas

queixas

devemserencami­

nhadas para quese

faça

umlevantamento decomo

andaoatendinlento.

Quando

oassuntoéa

mudança

de

pulso

para

minutos,odireíor doProcondiz que ela é

positiva,

pois permite

quea

cobrança

seja

feita deumamanei­

ramaisclara"Acontadetalhada éumaluta de vá­

tios anos".O

problema

estánomodocomofoi feita

Entre todas

as

opções

dadas

pelos

atendentes da Brasil

Telecom,

tente

marcar a

opção

correta:

(A)

Fernando

(B)

Luana

(C)

Terceiro atendente

(D)

Atendimento on-line

(E)

Gisele

(F)

Nenhuma alternativas

Pergunto

omotivo da

diferença

e porque osexcedentes sãomais

caros.Femandonãoconsegue daruma

explicação

racional,

talvez por quenão existatal

explicação.

Apenas

diz quenãovoupassar da

franquia,

pois

te­ nhomuitos minutespara falar.

Então,

tudo bem

(Depois

fizascontasnaminha calculadora

enão

cheguei

anenhum desses valores. Dividin­

do

R$

46,52

por400minutosda minha

franquia

inicialominuto sairiapor

R$

0,1163

edividindo

R$

46,52

por600minutosda

franquia

total,

o

resultado dá

R$ 0,ü775).

Sobre a

cobrança

noshorários

reduzidos,

Fernando diz que devo

ligar

parao 0800 da empresa. "Posso

ajudar

emmais

alguma

coi-­ sa,senhora?".Não,

obrigada.

"A Brasil Telecom

agradece

sua

ligação".

Próximatentativa,o0800 411414.

À)

22hco­

meça tudooutravez:"Bem vindoaBrasil Telecom

Agora

usandoo14você

liga

para

qualquer lugar

do Brasiledo mundo"Maisumalista de

opçãe;. k

22ho6,

Luanaatendecom umavozmaisanimadi­ nha queade Fernando.

Plano

Preço

dominuto Inicial de 400 por

R$ 39,69

Na

franquia: R$ 0,10

Adicional de 200 por

R$ 6,83

Fora:

R$ 0,19

Inicial de 200 por

R$39,17

Na

franquia: R$ 0,19

Adicional de 600 por

R$ 20,74

Fora:

R$ 0,10

Inicial de.200por

R$39,69

Adicional de 200 por

R$6,83

Inicial de 400 por

R$

39,69 Adicional de 200 por

R$ 6,83

Inicial de 200 por

R$ 39,69

Adicional de 200 por

R$ 6,83

Dentroefora:

R$ 0,1056

registrar

uma

queixa.

O atendimento émais

rápido

e sem

musiquinhas.

Em cincodias úteis devo receber

resposta

da

operadora.

Protocolo

anotado,

agora é só

aguardar.

Arespostaveioantes,devidoaoe-mail queman­

dei diretamente paraaBrasil Telecom: "Em

primeiro

lugar

cabe

aqui

umsincero

pedido

de

desulpas

pelo

atendirpento

equivocado

por

parte

da central 103

14".Também írformam que

"segue

abaixoasiníor­

maçãe;

con-etassobreseu

plano".

Será?

De acordocom o"atendimento

on-line",

tenhooPlano

Franquia

Adicional600minutos.

Divididosem uma

franquia

inicial de400mi­

nutos

(antígos

100

pulsos)

por

R$ 39,

69

e uma

franquia

adicional de200 minutos

(antigos

50

pulsos)

por

R$

6,83.

E nãoé queo

Fernando,

o

primeiro atendente,

estavacerto?

Sobreopreço dominuto,

ninguém

acertou.De

acordocom o

e-mail,

opreço variade

plano

para

pla­

no.Nomeucaso,dentro da

franquia

de400 minuíos, éde

R$ 0,099225

edentro da

franqina

adicional de

"Faltou ufonna­

ção

e

divulgação.

A Brasil Telecom

mesmo não fez

qual­

quer

tipo

de

divulgação".

Segundo

a

Anatei,

apenas

2%dosconsumidores

pedi­

rarn o detalliamento dacontae1% solicitou o compara­ tivo entre o Pl31l0 Básicoe o

Pl3110Pasoo.Comodetalllamento daconta

telefônica,

tDdasas

ligaçãe;

virãolistadascom a

data,

o

horário,

a

duração

eopreço de cada chamada

o

compar.ativo,

fazumasímu­

lação

dequantosenaaconta

se oconsumidortivesseusado outro

plano.

Osdois

selviços

são

gratuitos.

Assinlcomo a

mudança

de

um

pl3110

paraoutro.

Terceiro

capítulo:

"As vítimas"

O romerdante

Thiago

Coutoéumdosusu­

ários insatisfeitoscom o atendimento da Brasil

Telecom Eletentoumudaro

endereço

e o

prefixo

dacontateleíônicado bairro

Ingleses

para Canas­

vieiras. Na

primeira

tentativamudaramoende­ reço,masnãoonúmero.Na

segunda,

mudaram

onúmeroenãoo

prefixo.

Thiago

queria

trocaro

3369

(de

Ingleses)

pelo

3266 (de Canasvieiras).

Na terceira vez,canceloua

antiga

linhaecomprouou­

tra,tambémnaBrasil TelecomAoinstalaro novo

telefone soube queo

prefixo

seriao

antigo

3369,

aquele

que

Thiago

não

queria

Otécnicodeinsta­

lação

solucionouo

problema

- fezuma"

gambiar­

ra"ecolocouo

prefixo

desejado

por

Thiago.

Um

mês

depois, quando

tudo

parecia

estar

resolvido,

ele recebeuumacontadeseu

antigo

número que

não existia mais. Foiirformado

pelo

atendimento da

operadora

queovalorera umresíduo do

antigo

telefone.Como

Thiago já

tinha recebidouma con­

tareferenteaosúltimos diasemqueusou a

snííga

linha,

sabia queera uma

cobrança

indevida.Foi

atéopostoda

operadora

emCanasvieiraseouviua

mesma

explicação.

Decidiu procuraroProcon.

Quando

aatendente doProcon

ligou

paraa

Brasil

Telecom,

a

operadora

reconheceu que tinha

feitDuma

cobrança

indevida

Registrada

a

queixa,

Thiago

deve voltarao

órgão

em15 dias paraverificar

se oprocesso está correndoconíormeo

prometido.

A

operadora

afuma quevai retirara

cobrança

Aos23311OS,

Thiago

édono do

próprio negá­

cio,umadistribuidora de

gás

de cozinha Mas antes

daautonomia, trabalhouduranteseismeses no102

da Brasil Telecomedefendeos

colegas.

"Não

chega

a ser

incompetência,

é

despreparo

mesmo".Eletra­ balhavaquatrohoras por dia

ganhando

cercade

R$

220."TInha vale

trànsporte,

mais

R$

96,00

de vale

alimentação".

Horáriode

almoço?

Não.

Apenas

um

intervalo de 15minutosparaumlanchee ameta

de realizaroatendinlentoem30

segundos.

Emcada

tumo,

atendia, média,

500

ligaçi'íe;.

Thiago

estádentro das estatísticas daAnateLDe

acordocom oPlano Geral deMetasde

Qualidade

de

2007,

aBrasil

Telecom,

Filial

se,

nãoatendeu atéomêsde

juUm

nenhuma dasmetasdeemissão

decontasno

quesito

"Número de

documentos de

cobrança

com

l-e-clamação

deerro emcada mil

documentos emitidosnamoda­

lidade local".A metaéde até2%deerro.O mais

próxinlo

disso foi

em

janeiro,

quando

2,81%

dascontas

ti-veram falhas

Foram

equívocos

na

medição

de

serviço

emPonte Serranae co­

brança dupla

para clientes do Plano

Conta

Completa

(cobrado

franquia

mensalemais

assinatura).

O

pico

de

redarnações

foi

regísrado

em

junho,

com

4,85%

decontas com

cobranças

incorretas.

Segundo

aAnatel,

ametanãofoi

cumpti­

da porque houve "uma falha

pontual

nosistemade

faturamentoqueocasionou

cobrança

indevidaaos

clientes do Pl31l0 Conta

Completa

ede ADSL'.

Quarto

capítulo:

"Omediador"

Em

relação

à

mudança

de

pulso

parami­

nutos,o assessorde

imprensa

da

Anatei, Augusto

DrumondMoraes,disse que a

Agência proibiu

o

marketing

direto das empresas, queestavam

ligando

paraacasa dos clientes e oferecendo

planos

deminutosnão-oficiais.Moraesdiz que

a Anatei funciona como um mediador entre

consumídore

operadora

..Ediz que é

importante

queoconsumidor procure

primeiro

a

operadora

para solucionaros

problemas.

E

quando

aopera­

doratrazmaisconfusão do que

solução?

"Aísim

procureaAnateL

É importante

reclamar paraa

agência,

pois

subsidiaaAnatei de

írformações"

Deacordocom oassessor,ocorretoé

ligar

primei­

roparaaempresa,anotaronúmerodo

protocolo

e se o

problema

nãofor

solucionado,

ligar

para

aAnateLDentrodecincodias úteisa

operadora

deveentraremcontatocom oconsumidorcom

uma

solução

parao

problema.

As

operadoras

realmente dãoumarespostaao

consumidor

depois

deuma

queixa

naAnateLReconi

à

agência

para reclamar sobreaconfusãode valo­

res.Umpoucoantesdeíerminaressa

reportagem,

recebiumtelefonema da Brasil Telecom.Aatendente

Giseleinícrrrou que tenhooPlano Básicocom200

minutospor

R$

39.69

equeominutDé

R$

0,1056.

Omodo de

cobrança

éodo Plano Básico:semtaxa

de

completamento.

Conclusão:sevocêsvoltaremao

inícioda

matéria,

vãoverqueaconfusãocontinua E

que

ninguém

acertDu.

Eselembram queaBrasil Telecomiamandar

umfaxcom osvalorescorretosdominuíoparaodi­

retordo Proeon?Pois

é,

nãomandaram. Momes aindacontaqueembreveteremosrea­

juste

nastarifas locais. Oaumento

tinha sidoau­

íorízadoem

julbo,

masparanãoprovocar confusão

com a

mudança

de

pulso

paraminutos, foiadiado

para outubro.

Segundo

o assessorda

Anatei,

aBrasil

Telecomvai

reajustar

astarfasem2,13%.

PorSabtinaCarozzi

06

ZERO

SETEMBRO

-07

Na

franquia: R$ 0,10

Fora:

R$

0,19 Na de 400:

R$0,099225

Na de 200:

R$

0,03415 Fora:

R$ 0,03878

Referências

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