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OABsabado-29.05.2010-Dir.Administrativo-aula5

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Memorizar o material dado e ler a lei é suficiente para a prova da CESPE. Mais de 50% da prova tem por base a letra da lei.

CONCESSÃO DE SERVIÇO PÚBLICO (LEI 8987/95)

Obs: a administração passa apenas a execução do serviço, mantendo a titularidade.

I - Conceito

É o contrato administrativo pelo qual a administração pública confere ao particular a execução de um determinado serviço, para que ele o preste por sua conta e risco, nos prazos e condições estabelecidos, sendo remunerado por meio da tarifa (art. 2º da Lei 8987/95).

II - Características

1 - obrigatoriedade de licitação (art. 14, Lei 8987/95), na modalidade concorrência. Essa licitação permite a possibilidade de inversão das fases.

2 - Prestação de um serviço público adequado (art. 6º da lei 8987/95). 3 - Responsabilidade do concessionário (art. 37, §6º, CF).

O concessionário responde de forma objetiva, na modalidade do risco administrativo.

Quando se tratar de usuário direto do serviço, a concessionária responde de forma objetiva, na modalidade do risco administrativo.

O Estado responderá de forma subsidiária. III - Extinção (art. 35, Lei 8987/95)

1- Reversão - é o retorno do serviço para o poder público

quando do término da concessão.

2- Rescisão - pode ser:

A) unilateral por:

- Encampação ou resgate - é a extinção da concessão por rescisão unilateral quando houver interesse público.

Obs: os bens que não foram amortizados pelas tarifas devem ser indenizados.

- Caducidade: é a rescisão unilateral quando houver inadimplência do concessionário.

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B) Amigável - é aquela que ocorre quando há acordo entre as partes. C) Judicial - é a requerida pelo concessionário.

PARCERIAS PÚBLICO-PRIVADAS (PPP - Lei 11079/2004)

I - Conceito

É um contrato administrativo de concessão, mas como estado também paga, a tarifa é menor.

Assim, a PPP é o contrato de concessão nas modalidades administrativa e patrocinada.

Modalidades

Modalidade patrocinada

É a concessão de serviços ou obras públicas que se caracteriza pela contraprestação adicional paga pelo poder público ao parceiro privado.

Modalidade administrativa

É o contrato de prestação de serviços de que a administração pública é a usuária direta ou indireta, ainda que envolva a execução de obra fornecimento de bens e instalação dos mesmos. Ex. construção de estádio e posterior administração; construção de presídio e posterior administração.

III - Dos contratos Características

1 - Só é possível em contratos acima de 20 milhões de reais. 2 - Prazo de 5 a 35 anos (já incluídas as prorrogações)

3 - É vedado o contrato cujo objeto único seja a prestação do serviço, o fornecimento de mão de obra e de bens, e a execução da obra.

4 - Licitação na modalidade concorrência

5 - Repartição dos lucros e dos prejuízos entre os parceiros (na concessão comum, é tudo do particular)

6 - Antes da celebração do contrato há a necessidade de se constituir sociedade com propósito específico para gerar a parceria.

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8 - Nas concessões em que mais de 70% da remuneração do parceiro privado for paga pelo parceiro público, há a necessidade de autorização legislativa.

SERVIÇOS PÚBLICOS I - Conceito

É aquele prestado pelo estado ou pelo particular (que o presta por delegação) para satisfazer necessidades essenciais da coletividade ou simples conveniências do Estados.

II - Classificação

1 -Serviços públicos propriamente ditos

São prestados pela administração pública em razão da sua essencialidade. São privativos do poder público. Ex. Serviço de polícia, defesa nacional, preservação da saúde pública.

2 -Serviços de utilidade pública

São prestados pela administração ou particulares em razão da conveniência. Ex. Transporte coletivo, telefonia, gás, energia elétrica, etc.

3 - Serviços gerais ou “Uti universe”

São prestados sem usuários determinados, são indivisíveis, não mensuráveis. Ex. Serviço de policia, segurança pública, defesa nacional, etc.

Como não consigo quantificar quanto cada um utiliza, é remunerado por imposto.

4 - Serviços individuais ou “uti singuli”

São aqueles prestados com usuários determinados. São divisíveis, mensuráveis. Ex. transporte coletivo, luz, água, gás, etc.

III - Formas 1 - Centralizado

É aquele prestado pela administração pública direta ou centralizada. Prestado pela própria união, pelo próprio município, pelo próprio Estado.

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É aquele prestado pela administração indireta ou descentralizada (autarquias, fundações, empresas públicas). Acontece quando crio um novo ente para prestar o serviço. Nesse caso, além da prestação do serviço, passo também a titularidade.

Obs: Desconcentração administrativa

É técnica de administração pública decorrente do poder hierárquico consistente na distribuição de competência entre os vários órgãos da administração pública, para facilitar a prestação do serviço ao particular.

Ex. criação de subprefeituras, superintendências, departamentos, etc. 3 - Concessão

Firmada por contrato

Característica de definitividade Serviços de utilidade pública 4 - Permissão

Firmado por contrato de adesão

Característica de transitoriedade - firmados de modo unilateral e precário

Serviços de utilidade pública 5 - Autorização

Firmada por Termo

Também tem característica de transitoriedade - firmados de modo unilateral e precário

Serviços de emergência Em resumo:

Concessão Permissão Autorização

Firmada por contrato

Firmada por contrato de adesão

Firmada por Termo Definitivida de Unilateralidade/discricionário/ precário Unilateral/discricionário/ precário Utilidade pública

Utilidade pública Serviços de emergência

transitória ou interesses coletivos instáveis (Ex.

guarda particular,

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CONSÓRCIOS PÚBLICOS e CONVÊNIOS ADMINISTRATIVOS Conceitos

Consórcios públicos Convênios administrativos

Doutrina: São acordos

administrativos firmados entre

entidades estatais, sempre da mesma espécie para a realização de interesses e objetivos comuns dos partícipes. Ex. município e autarquia, etc.

Doutrina: São acordos

administrativos firmados por

entidades públicas de qualquer

espécie, ou entre estas e

organizações particulares, para a

realização de interesses e

objetivos comuns dos partícipes. Ex. município e ONGs, Autarquia com empresa pública, etc.

Lei 11107/2005 (consórcios públicos)

- Podem ser firmados com personalidade jurídica de direito público ou privado:

- Se o consórcio for público (firmado com entidade pública) integra a administração indireta.

- Se for privado constitui-se como associação civil.

- Os consórcios podem ser firmados entre entidades da mesma espécie ou não.

- Os consórcios podem ser contratados pela administração por meio de dispensa de licitação.

- Os consórcios celebram 2 tipos de contrato: contrato de rateio, que é a divisão da despesa entre os consorciados, e contrato de programa, que disciplina as obrigações dos consorciados no tocante aos objetivos do consórcio.

INTERVENÇÃO DO ESTADO NA PROPRIEDADE PRIVADA

I - Desapropriação (Art. 182 e 184, CF e Decreto 3365/1941)

Aplica-se o Princípio da supremacia do interesse público sobre o privado.

1- Conceito

Desapropriação é o procedimento administrativo pelo qual há a transferência da propriedade particular (ou pública, de entidade de grau inferior pela superior), para o poder público ou seus delegados, por razões de necessidade

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pública, utilidade pública ou interesse social, mediante o pagamento de indenização prévia, justa e em dinheiro, salvo as exceções constitucionais de pagamentos em títulos da dívida pública ou agrária.

A união pode desapropriar bens dos estados e dos municípios.

Os estados podem desapropriar bens de seu próprio estado ou de seus municípios.

Os municípios só podem desapropriar seus próprios bens.

MODALIDADES A - Reforma Agrária

É competência da União para os imóveis que não atendem a função social da propriedade (art. 186, CF). O pagamento é em títulos da dívida agrária, com o prazo de resgate em até 20 anos.

Obs - art. 243, CF - esse artigo fala em desapropriação de glebas que cultivam substâncias psicotrópicas. Apesar de estar escrito desapropriação, é confisco. Não gera indenização.

B - Política Urbana

É competência do Município para os imóveis que não atendem ao plano diretor (obrigatório para cidades com mais de 20.000 habitantes - art 182, CF).

O pagamento é em títulos da dívida pública, aprovados pelo senado federal, com prazo de resgate de até 10 anos.

DESAPROPRIAÇÃO ORDINÁRIA ou COMUM

Tem esse nome porque é comum aos três entes federativos.

É competência da União, Estados e Municípios, regulamentada pelo Decreto 3365/1941.

A - Fases

1- Fase administrativa

Tem início com o decreto expropriatório, expedido pelo executivo (mas pode ser por lei - legislativo). Após o decreto, há a oferta pelo bem, que, se for aceita, encerra-se a desapropriação.

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2 - Fase judiciária

Esta fase inicia-se com a propositura da ação de desapropriação pelo poder público.

Na contestação discute-se apenas valor e eventuais

irregularidades/ilegalidades. Qualquer outra matéria será em ação própria (art. 20 do decreto).

B - Desapropriação indireta

É aquela feita sem observância da lei (art. 35 do decreto). Acontece muito em abertura de estradas, e o imóvel se incorpora ao poder público, restando ao particular entrar com ação de indenização, resolvendo-se em perdas e danos.

C - Tresdestinação

É o desvio de finalidade e ocorre quando um bem é desapropriado para um fim e utilizado em outro sem interesse público.

D - Direito de extensão

É aquele que assiste ao proprietário de exigir que na sua desapropriação se inclua parte restante do bem, que se tornou inútil ou de difícil utilização.

E - Retrocessão (art. 519, CC)

Ocorre quando há desinteresse superveniente, pelo poder público, pelo bem que se desapropriou.

Neste caso, na hipótese de venda do bem, deve ser oferecido ao ex-proprietário para que ele exerça o seu direito de preferência pela compra do bem. Será considerado o valor atual do bem.

F - Desapropriação por zona (art. 4º do decreto)

Consiste na ampliação da área de desapropriação para valorização do entorno, em razão da obra ou serviço.

G - Indenização

A indenização, que deve ser em dinheiro, inclui o valor do bem, suas rendas, lucros cessantes, danos emergentes, correção monetária, juros moratórios (devidos do atraso do pagamento) e compensatórios (devidos desde a ocupação do bem), honorários advocatícios.

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II - Servidão administrativa

É o ônus real (incide sobre a coisa) imposto pela administração pública sobre a propriedade particular para assegurar a realização de obras e serviços públicos, mediante o pagamento de indenização dos prejuízos suportados pelo particular.

Ex. Passagens de fios elétricos, dutos de água, etc. III - Requisição administrativa (art. 5º, XXV, CF)

É a utilização coativa de bens ou serviços particulares pelo poder público, por ato de execução direta e imediata da autoridade pública, com indenização ulterior (se houver dano), para o atendimento de necessidades coletivas urbanas urgentes e transitórias.

IV - Limitação Administrativa

É a imposição geral unilateral e gratuita, de ordem pública, condicionadora de bens e atividades particulares.

Ex. Limites de altura de prédios, Exigência de recuos laterais para construções urbanas, exigência de manutenção de área florestada em imóvel em área de manancial, etc.

V - Tombamento (Decreto-Lei nº 25 de 1937)

A expressão tombamento vem do fato de ser inscrito o ato no livro do tombo.

É uma declaração do estado acerca do valor histórico, artístico, cultural, ambiental, de um determinado bem ou coisa.

As coisas tombadas não podem ser demolidas, destruídas ou pintadas sem prévia autorização do órgão competente.

As coisas tombadas não podem ser alienadas sem ser concedido o direito de preferência para a União, Estado e Município onde se localizam.

O tombamento, em regra, não gera indenização, salvo se as restrições impostas para o uso do bem forem tantas que inviabilizem a sua normal utilização ou depreciem extraordinariamente o seu valor econômico.

Ex. tombamento de casa, vila de Paranapiacaba, etc.

ESTATUTO DA CIDADE (Lei 10.257/2001)

Ler o artigo 4º do estatuto - instrumentos da política urbana.

1 - IPTU progressivo - significa a majoração de alíquotas por 5 anos consecutivos em caso de não utilização do imóvel urbano.

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2 - Se não funcionar o anterior, faz-se Desapropriação para política urbana.

3 - Usucapião coletiva - comum em áreas de favela, depois pode haver desmembramento.

4 - Outorga onerosa do direito de construir (antes chamado de solo ocupado) - é a possibilidade de construção acima dos índices (limites) permitidos, mediante contraprestação pelo particular.

5 - Direito de preempção - É o direito de preferência do poder público para a aquisição de imóvel urbano objeto de alienação entre particulares.

6 - Estudo de impacto de vizinhança - exigência de estudo prévio para empreendimentos públicos ou privados. Ex. construção de shopping center, etc.

7 - operações urbanas consorciadas - são as intervenções feitas pelo poder público com a participação dos proprietários, moradores, empreendedores, para valorizar ambientalmente uma região.

Referências

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