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Academic year: 2021

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16°

TÍTULO: HISTÓRIAS EM QUADRINHOS NO ENSINO MÉDIO

TÍTULO:

CATEGORIA: CONCLUÍDO

CATEGORIA:

ÁREA: CIÊNCIAS HUMANAS E SOCIAIS

ÁREA:

SUBÁREA: LETRAS

SUBÁREA:

INSTITUIÇÃO: FACULDADE DE AURIFLAMA

INSTITUIÇÃO:

AUTOR(ES): SARA PATRICIA DA SILVA TEIXEIRA, RAYTHA FEDERICI RAMOS DE OLIVEIRA

AUTOR(ES):

ORIENTADOR(ES): ALEXANDRA ALVES DE OLIVEIRA, ILZA ALVES FERREIRA GONÇALVES DA SILVA

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1. RESUMO

Estamos vivendo uma considerável mudança das propostas em Educação, principalmente, no que diz respeito ao uso de diversas ferramentas para melhorar o processo de ensino aprendizagem. Neste sentido, o presente trabalho buscou analisar a seguinte problemática: qual a importância das histórias em quadrinhos no processo de ensino aprendizagem e, qual a melhor maneira de se trabalhar com essa ferramenta dentro do ensino médio? A metodologia escolhida foi a pesquisa de campo numa escola estadual e bibliográfica através de renomados autores que discorrem sobre o tema. Sendo assim, esta pesquisa buscou conceituar HQs, mostrando a grandiosidade de suas possibilidades, além de levantar através de conceitos de estudiosos do assunto, as inúmeras vantagens de se trabalhar com esse gênero textual, buscando assim, contribuir para uma profunda reflexão dos futuros docente e uma melhoria na qualidade na aprendizagem dos alunos do ensino médio. Conclui-se que devido à multiplicação de forma surpreendente, a História em Quadrinho é um dos sistemas de forma de comunicação que continua sendo primordial para a formação de qualquer indivíduo, inclusive os que integram o ensino médio.

Palavras-chaves: Importância; Histórias em Quadrinhos; Ensino Médio.

2. INTRODUÇÃO

O presente trabalho tem como objetivo analisar a importância do trabalho com as Histórias em Quadrinhos, como um gênero textual diferenciado, dentro do ensino médio. Pode-se dizer que os quadrinhos sempre foram os espaços por excelência da representação social, dos cenários aos enredos, passando pelos personagens.

A presente pesquisa se justifica, pois, observa-se que as Histórias em Quadrinhos contribuem para o aprendizado de Língua Portuguesa de forma prazerosa, até mesmo no ensino médio. Também têm se multiplicado de forma surpreendente, como alternativa de comunicação universal, surgindo, com o intuito de diversão direcionada.

Assim como qualquer outro meio de comunicação, as HQs têm papel importante no reflexo da sociedade vigente. Ela pode ser mais direcionada a um público restrito por possuir características ímpares, mas é tão eficiente quanto qualquer outra arte ou mídia.

A principal problemática a ser resolvida deste trabalho de pesquisa é verificar: Qual a importância das histórias em quadrinhos no processo de ensino aprendizagem e, qual a melhor maneira de se trabalhar com essa ferramenta dentro

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do ensino médio? Entende-se que as Histórias em Quadrinhos, nas últimas décadas, têm se multiplicado de forma surpreendente.

Vale lembrar que a prática de utilizar diferentes tipologias textuais, neste caso, as Histórias em Quadrinhos deve ser constante em todos os anos da educação escolar. No que diz respeito aos três primeiros anos do ensino médio, ela deve estar articulada com as atividades relacionadas à apropriação da produção textual e interpretação de texto.Sendo assim, o presente trabalho pretende mostrar que a formação do cidadão letrado se dá num processo sequêncial, e se faz necessário um contato direto com diversidade textual.

3. OBJETIVO

Esta pesquisa tem como objetivo geral apontar a importância das Histórias em Quadrinhos no processo ensino aprendizagem de Língua Portuguesa no ensino médio, ou seja, de que forma esse tipo de texto contribui para um aprendizado significativo.

Objetivos específicos:

 Conceituar este gênero literário;

 Reconhecer a importância das Histórias em Quadrinhos dentro do ensino de Língua Portuguesa;

 Refletir as práticas utilizadas no ensino médio através das HQs;

 Apresentar as histórias em quadrinhos e sua vital necessidade na estruturação do futuro do leitor

4 METODOLOGIA

Para a realização desta pesquisa optou-se pela pesquisa bibliográfica e a pesquisa de campo que foi realizada na EE. Prof.ª Maria Pereira de Brito Benetoli localizada na cidade de Auriflama com 689 alunos matriculados. Sabe-se que este tipo de pesquisa possibilita levantar a opinião de vários autores e analisá-las, confrontando-as com outras e formando uma hipótese na resolução do problema.

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5 DESENVOLVIMENTO

5.1 Surgimento das histórias em quadrinhos.

Pode-se dizer que, de acordo com estudos de Rama (2004) as Histórias em Quadrinhos tiveram seus primórdios através do homem primitivo, que, fazia das imagens na parede das cavernas, registros de elementos de comunicação para seus amigos, familiares, tais como: o relato de uma caçada, a informação da existência de animais selvagens em uma determinada região, a indicação de seu destino ou origem e outras informações. Ainda, segundo a autora supracitada:

Assim, quando o homem das cavernas gravava duas imagens, uma dele mesmo, sozinho, e outra incluindo um animal abatido, poderia estar, na realidade, vangloriando-se por uma caçada vitoriosa, mas também registrando a primeira história contada por uma sucessão de imagens. Bastaria, então, enquadrá-las para se obter algo muito semelhante ao que modernamente se conhece como histórias em quadrinhos (RAMA e outros, 2004, p.8)

Percebe-se que de acordo com as palavras da autora que as Histórias em Quadrinhos surgiram para atender as necessidades do homem. Isso acontece desde a mais tenra idade, pois as crianças expressam através de desenhos, mesmo desconexos, imagens de famílias, crimes, maus-tratos, carinhos, enfim uma infinidade de sentimentos, os quais ela não consegue falar, escrever, relatar. (RAMA, Ângela e outros, 2004)

Rama e outros (2004, p. 12) Wertham reuniu suas observações em um livro denominado “À sedução dos inocentes”, publicado em 1954, que foi um grande sucesso de público e marcou, durante as décadas seguintes, a visão dominante sobre os quadrinhos nos Estados Unidos e, por extensão, em grande parte do mundo.

Conforme a autora, entre outras teses, o livro defendia, por exemplo, que a leitura das histórias do Batman poderia levar os leitores ao homossexualismo, na medida em que esse herói e seu companheiro Robin representavam o sonho de dois homossexuais vivendo juntos. Ou que o contato prolongado com as histórias do Superman poderia levar uma criança a se atirar pela janela de seu apartamento, buscando imitar o herói.

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E foi nessas circunstâncias que as famílias tiveram uma posição contraditória perante os enredos que tratavam as edições das Histórias em Quadrinhos levando-as uma imensa desaprovação, que coube ao psiquiatra Dr. Wertham fazer uma intervenção na conduta dos adolescentes e censurar determinadas revistas com conteúdos impróprios e influenciáveis.

Conforme consta nas normas pedagógicas do Núcleo de Formação de Professores Alfabetizadores (2004) pode-se afirmar que as Histórias em Quadrinhos sempre foram subjugadas por alguns teóricos que não conseguiam enxergá-las como uma obra literária constituída por elementos linguísticos, peculiares e específicos, que evidenciavam uma obra de arte moderna com representação mundial.

Os professores também trataram por muito tempo esse gênero textual com o mesmo descaso destes teóricos, sendo utilizada somente como um instrumento de iniciação no mundo da Literatura, deixando assim de explorar uma gama enorme de elementos linguísticos, artísticos e ideológicos, consoantes com o contexto da arte moderna universal.

De forma geral, somente na primeira década deste século o quadrinho se constitui como linguagem sistematizada: articulação de signos verbais e não verbais como práticas simbólicas narrativas. As produções dos quadrinhos brasileiros têm seu marco divisor – modernidade x antiguidade; (1960/64), de Ziraldo, conseguiu penetrar na realidade nacional da época com bastante agudeza crítica.

A arte em quadrinhos brasileira pós-68 encontrou no "Zéferino" (1972/JB), de Henfil, a marca maior de uma crítica social que se fazia necessária. Através dos quadrinhos, e depois dos "Fradinhos", do "Preto-que-ri", da série publicada no Jornal dos Sports, Henfil conseguiu atingir o cerne da realidade brasileira penetrando na realidade nordestina e seu realismo de Henfil explorou com eficácia discursiva os elementos formais das estruturas dos quadrinhos.

Além de Henfil, os outros autores de quadrinhos que têm pensado a realidade brasileira de modo tão contundente são Evandro Mesquita, Edgar Vasques, Chico Caruso, Ivan Maurício, entre outros. Somente Maurício de Sousa, ao longo de vários anos (a partir de 1959), conseguiu montar uma estrutura eficaz para atender às necessidades do mercado consumidor. Seus personagens são hoje conhecidos nacionalmente, através de suas revistas que vendem por mês três milhões de exemplares e de algumas dezenas de jornais em todo o país, e

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internacionalmente, atingindo mercados europeus, asiáticos e americanos com as traduções de suas histórias.

5.2. Histórias em Quadrinhos na Sala de Aula

Sem dúvida, os quadrinhos representam hoje, no mundo inteiro, um meio de comunicação de massa de grande penetração popular. Nos quatro cantos do planeta, as publicações do gênero circulam com uma enorme variedade de títulos e tiragens de milhares ou, às vezes, até mesmo milhões de exemplares, avidamente adquiridos e consumidos por um público fiel, sempre ansioso por novidades.

E mesmo com o surgimento e a concorrência de outros meios de comunicação e entretenimento, cada vez mais abundantes, diversificados e sofisticados, não impediram que os quadrinhos continuassem, neste início de século, a atrair um grande número de fãs.

Pais e mestres desconfiavam das aventuras fantasiosas das páginas multicoloridas das HQs, supondo que elas poderiam afastar crianças e jovens de leituras “mais profundas”, desviando-os assim de um amadurecimento “sadio e responsável”. (RAMA e outros, 2004, p. 12)

Todavia, em muitos jovens, escolas e instituições as histórias em quadrinhos estão, além de entretenimento, muito educativas e relacionadas à ética, saúde, política e cidadania. Desmistificando o conteúdo e a opinião de pais e professores que direcionaram a leitura das mesmas, à apenas um conjunto de leituras ociosas e desperdiçáveis.

Daí, a entrada dos quadrinhos em sala de aula encontrou severas restrições, acabando por serem banidos, muitas vezes de forma até violenta, do ambiente escolar. Aos poucos, tais restrições foram atenuadas e extinguidas, mas não de forma tranquila, sendo na verdade resultado de uma longa e árdua jornada. Para entender melhor esse processo, é preciso recuar no tempo e conhecer um pouco mais a evolução das Histórias em Quadrinhos e, por consequência, as raízes da resistência a elas por parte de pais e educadores.

Apesar de sua imensa popularidade junto ao público leitor – composto principalmente por jovens e adolescentes – e das altíssimas tiragens das revistas, a leitura de histórias em quadrinhos passou a ser estigmatizada pelas camadas ditas

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“pensantes” da sociedade. Tinha-se como certo que sua leitura afastava as crianças de “objetivos mais nobres” – como o conhecimento do “mundo dos livros” e o estudo de “assuntos sérios” –, que causava prejuízos ao rendimento escolar e poderia, inclusive, gerar consequências ainda mais aterradoras, como o embotamento do raciocínio lógico, a dificuldade para apreensão de ideias abstratas e o mergulho em um ambiente imaginativo prejudicial ao relacionamento social e afetivo de seus leitores.

A barreira pedagógica contra as histórias em quadrinhos predominou durante muito tempo e, ainda hoje, não se pode afirmar que ela tenha realmente deixado de existir. Mesmo atualmente há notícias de pais que proíbem seus filhos de lerem quadrinhos sempre que as crianças não se saem bem nos estudos ou apresentam problemas de comportamento, ligando o distúrbio comportamental à leitura de gibis. (RAMA e outros, 2004, p.12)

Esta pré-concepção e suas teorias não condizem com os ensinamentos que estas leituras proporcionam, muitas instituições, inclusive igrejas adotam os quadrinhos para ensinar crianças e jovens de maneira jovial, criativa e divertida.

Se o objetivo é formar cidadãos capazes de compreender os diferentes textos com os quais se defrontam, é preciso organizar o trabalho educativo para que experimentem e aprendam isso na escola, principalmente quando os alunos estão em fase de construção do conhecimento acerca da escrita.

É preciso, portanto, oferecer-lhes os textos do mundo: não se formam bons leitores solicitando aos alunos que leiam apenas durante as atividades na sala de aula, apenas no livro didático, apenas porque o professor pede, mas sim por prazer. Eis a primeira e talvez a mais importante estratégia didática para a prática de leitura: o trabalho com diversidade textual. Sem ela pode-se até ensinar a ler, mas certamente não se formarão leitores competentes.

A leitura como prática social é sempre um meio, nunca um fim. Ler é resposta a um objetivo, a uma necessidade pessoal. Uma prática de leitura que não desperte e cultive o desejo de ler não é uma prática pedagógica eficiente. Ler é adentrar outros mundos possíveis. É questionar a realidade para compreendê-la melhor, é distanciar-se do texto e assumir uma postura crítica frente ao que de fato se diz e ao que se quer dizer, é assumir a cidadania no mundo da cultura escrita.

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6- RESULTADOS

Os resultados obtidos com a pesquisa possibilitaram entender que praticar a leitura em diferentes contextos, ou seja, diferentes gêneros textuais requer que se compreendam as esferas discursivas em que os textos são produzidos e circulam, bem como se reconheçam as interações e os interlocutores do discurso.

Neste estudo, com a pesquisa sobre as histórias em quadrinhos no ensino médio e as práticas utilizadas pelos professores para despertar o gosto pela leitura e também a produção de texto, pode-se verificar que a formação do leitor, na escola, deve priorizar o desenvolvimento sistemático e progressivo das habilidades da leitura, compreensão, interpretação, inferência, avaliação.

E incentivar à leitura como prazer e lazer, o que se pode fazer promovendo o convívio dos alunos com livros de diferentes gêneros: narrativas, poemas, histórias em quadrinhos, etc., possibilitando a leitura, sugerindo atividades que possam levar o aluno a descobrir o prazer de ler.

6.1 Análise qualitativa

Na segunda parte da pesquisa, foi realizada uma entrevista aberta, com os docentes do ensino médio da EE Profª. Maria Pereira de Brito Benetoli, o que possibilitou-nos analisar as práticas desenvolvidas para trabalhar as Histórias em quadrinhos e de que forma elas contribuem para a formação do aluno leitor e produtor de textos.

Conforme podemos conferir nas falas destacadas a seguir a professora 1 destacou que:

“Para trabalhar as histórias em quadrinhos no ensino médio, primeiramente é preciso obter informação a respeito do que os alunos já sabem e do que precisam aprender. É importante organizar uma atividade que possibilite investigar os conhecimentos prévios deles, ou seja, é preciso saber que tipos de textos fazem parte do cotidiano do aluno.”

Quando perguntadas sobre como a equipe pedagógica prepara as atividades a serem desenvolvidas com histórias em quadrinhos obtivemos a seguinte fala da professora 2:

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“Para que as atividades sejam desenvolvidas, dispusemos de horários de HTPCs, hora de trabalho pedagógico coletivo no qual analisamos e preparamos todo o material a ser desenvolvido. São selecionados textos, ou seja, as historias em quadrinhos propriamente ditas e a partir daí, traça-se os objetivos dependendo do que se pretende atingir. Uma forma prazerosa de trabalhar a fala dos personagens, sinais de pontuação, análise sintática bem como vocabulário.”

Questionadas a respeito do "ambiente alfabetizador” dentro do ensino médio e como este tem sido confundido e até mesmo mal compreendido, afinal, cobra-se total cultura letrada desse indivíduo, obtivemos a seguinte fala da professora 1:

“É importante que se entenda que o processo de alfabetização é contínuo e pode perpetuar até mesmo no ensino superior. Ficar preso a processos educacionais engessados só barra e inibi o desenvolvimento do indivíduo em suas potencialidades. Afinal, cada indivíduo tem um tempo para aprender, um jeito individual. E trazer para a sala de aula, variadas tipologias textuais, neste caso, as histórias em quadrinhos contribui para que os jovens se envolvam, afinal, a maioria delas tem uma relação da identidade deles.”

Em relação à forma de abordar o assunto, a professora explicou na seguinte fala:

“É preciso permitir ao aluno o contato de forma prazerosa e com a intervenção de professor, o aluno vai se aproximando aos poucos da leitura e entendimento convencional, podendo vir a produzir textos com as mesmas características das histórias em quadrinhos, e possibilitando ao professor observar aspectos gramaticais ou problemas de ortografia.”

Conclui-se, portanto, diante da fala das professoras que as histórias em quadrinhos contribuem de diversas formas no ensino e aprendizagem da Língua Portuguesa e se faz necessário repensar nossas práticas com bases nesses conceitos.

Quando questionadas sobre os ganhos desta prática em sala de aula, obteve-se a seguinte observação conforme consta a fala da professora 2:

“Esse é um processo que deve iniciar-se, de preferência, na fase infantil ou juvenil da sua vida, pois está associado, também, à adoção de um comportamento mais pessoal e menos dependente dos valores tradicionais e coletivos impostos dentro da educação. O trabalho com esta prática está apoiado, inclusive, na formação da personalidade do indivíduo. A leitura das histórias em quadrinhos

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possibilita a experiência gratuita do prazer estético, do ler pelo simples gosto de ler. Para admirar. Para deleitar-se com as ideias, com as imagens criadas, com o jeito divertido de dizer, literariamente, as coisas.”

Portanto, oportunizar, no ensino médio, o encontro do educando com o universo imaginário proporcionado pela literatura das histórias em quadrinhos pode ter uma significância muito mais ampla do que se possa, em primeiro instante, supor. Diante da ficção o leitor tende a estabelecer relações com sua própria existência.

7-CONSIDERAÇÕES FINAIS

O trabalho de pesquisa aqui apresentado, possibilitou-nos compreender que a presença das HQs em sala de aula é algo inquestionável, pois é fonte prazerosa e superabundante. Verificou-se que os quadrinhos tornam-se poderosos instrumentos educativos a qualquer tipo de público, fazendo com que o aluno ao lidar com algo interessante se torne mais participativo em sala, desenvolvendo assim maior espírito de civilidade.

Os professores entrevistados esclareceram que o trabalho com as histórias em quadrinhos tem o poder de despertar mesmo nos mais recatados o desejo da leitura, pois os desenhos despertam os interesses de conhecer a ação que o personagem está realizando.

Os quadrinhos praticamente se expressam por si, uma vez que além de ilustrados são ricos em pontuações e onomatopeias, possibilitando até mesmo para os alunos com dificuldades de aprendizagem possam compreender o que o autor do quadrinho tenta passar, estimulando assim a criatividade individual e ao mesmo tempo coletiva quando discutido em sala.

Conclui-se que devido à multiplicação de forma surpreendente, a História em Quadrinho é um dos sistemas de forma de comunicação que continua sendo primordial para a formação de qualquer indivíduo, inclusive os que integram o ensino médio.

8-FONTES CONSULTADAS

GARCIA, C. L. De olho no futuro. Português 4. São Paulo: Quinteto Editorial, 1998. Quadrinhos. Almanaque Abril. São Paulo: Abril, 1995. p. 724-729.

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Quadrinhos. Literatura do século. Revista Vozes. Rio de Janeiro: Vozes, ano 63,

julho de 2003, n. 7, p. 1 - 53.

RAMA, A; VERGUEIRO, W; BARBOSA, A ; RAMOS, P; VILELA. A origem das histórias em quadrinhos. Como usar HQ na sala de aula. São Paulo: Contexto, 2004.

Secretaria de Estado da Educação – São Paulo. Coordenadoria de Estudos e Normas Pedagógicas – CENP – Programa de Formação de Professores Alfabetizadores. Coletânea de Textos. Módulo 3.

SILVA, D. Quadrinhos para quadrados. Porto Alegre: Bels, 1998. p. 102 - 104. SOUSA, M. de. Almanaque do Cebolinha. São Paulo: Globo, 1997. nº 12. SOUSA, M. de. Magali. São Paulo: Globo. Agosto/97. nº 213.

______________. Código de Ética dos quadrinhos. Disponível em: http://editoracontexto.com.br. Acesso em 22 de maio de 2016.

______________. Histórias em quadrinhos no Brasil. Disponível em: www.wikipedia.com.br. Acesso em 16 de maio de 2016.

______________. Quadrinhos On Line. Disponível em: www.ibiznet.com.br. Acesso em 20 de maio de 2016.

Referências

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