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TÍTULO: CARACTERIZAÇÃO DO PERFIL SOCIOECONÔMICO E FAMILIAR DAS CRIANÇAS COM INTERNAÇÃO PEDIÁTRICA DE LONGA PERMANÊNCIA E AS PRINCIPAIS DEMANDAS AO SERVIÇO SOCIAL

TÍTULO:

CATEGORIA: CONCLUÍDO

CATEGORIA:

ÁREA: CIÊNCIAS SOCIAIS APLICADAS

ÁREA:

SUBÁREA: SERVIÇO SOCIAL

SUBÁREA:

INSTITUIÇÃO: FACULDADES INTEGRADAS DE BOTUCATU

INSTITUIÇÃO:

AUTOR(ES): EDUARDO DE ALMEIDA MARTINS

AUTOR(ES):

ORIENTADOR(ES): PRISCILA SALES PICOLI

ORIENTADOR(ES):

COLABORADOR(ES): MARIANA SOUZA CAMPOS, NILZA PINHEIRO DOS SANTOS

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CARACTERIZAÇÃO DO PERFIL SOCIOECONÔMICO E FAMILIAR DAS CRIANÇAS COM INTERNAÇÃO PEDIÁTRICA DE LONGA PERMANÊNCIA E AS PRINCIPAIS DEMANDAS AO SERVIÇO SOCIAL

RESUMO

Uma internação hospitalar de criança ou adolescente é sempre uma situação de estresse e ansiedade para toda a família, pois modifica o seu dia-a-dia, necessitando reorganizar-se. Este estudo objetiva identificar os principais motivos de uma internação de longa permanência na enfermaria de pediatria e na ocorrência desta, se é prestado apoio sócio-familiar e institucional aos pacientes internados e respectivos acompanhantes. Desenvolvemos uma pesquisa com familiares dos pacientes internados com 15 dias ou mais no hospital, representando 100% dos 53 leitos de internação, cujo resultado demonstrou que em várias situações a ausência de apoio social e institucional aos acompanhantes de menores internados, tornando-se mais uma dificuldade de a ser enfrentada pelas famílias .Na maioria das situações, são as mães aquelas que acompanham os filhos, e isso as impossibilitam de permanecerem trabalhando ou os cuidados para os demais filhos que ficaram em casa. Os dados demonstram que esta enfermaria na oportunidade da pesquisa tinha mais pacientes do sexo masculino, estes estão frequentando a escola e não apresentam prejuízo no processo escolar. Os acompanhantes não encontram dificuldades para permanecerem no hospital ao lado dos pacientes durante a internação prolongada. O Serviço Social tem por objetivo prestar atendimento social aos familiares e acompanhantes dos pacientes internados de forma humanizada, através da compreensão da dinâmica familiar e dos determinantes sociais de saúde que possam interferir no processo de saúde doença.

Palavra chave: Família, Internação, Longa permanência.

INTRODUÇÂO

A Constituição Federal de 1988 garante a saúde como “direito de todos e dever do Estado”, devendo ser tratada como uma política pública dirigida a todos os cidadãos, tanto individual ou coletivamente, seja na prevenção, nos cuidados de baixa complexidade prestados na rede básica, seja na média complexidade ou alta complexidade prestados por unidades especializadas.

Nas situações que envolvem crianças ou adolescentes, temos além da garantia constitucional, o direito estabelecido pelo Estatuto dos Direitos da Criança e do Adolescente-ECA que é a permanência, ao lado do paciente, de um membro familiar durante todo o período que durar a internação. Embora seja um benefício à criança, pois lhe proporciona mais segurança e tranquilidade naquele momento de grande estresse que é o da internação e por todo o processo que irá enfrentar no tratamento, é também um dificultador no contexto familiar, pois exige o afastamento de um dos seus responsáveis, alterando toda a dinâmica familiar, que por sua vez, demanda da família uma especial organização, alterando a rotina de todos.

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O presente estudo objetiva melhor compreender o contexto sócio-familiar e suporte institucional a essa família, além de contribuir para a reflexão das práticas profissionais do assistente social no atendimento e atenção nesse período de internação.

OBJETIVOS

-Identificar se há existência do apoio sócio-familiar e institucional aos pacientes e acompanhantes internados na enfermaria de pediatria, bem como, os principais motivos que levam a internação de longa permanência;

-Analisar o perfil socioeconômico e familiar das crianças internadas;

-Verificar os recursos disponíveis na rede sócioassistencial, frente às demandas identificadas;

METODOLOGIA

Para coleta de dados, utilizamos uma amostra não probabilística intencional composta por familiares dos pacientes internados na enfermaria de pediatria, com 15 dias ou mais de internação, representando 100% do total de 53 leitos desta enfermaria.

A pesquisa ocorreu em duas fases, inicialmente para conhecimento do diagnostico preliminar foram coletados dados no prontuário de cada criança ou adolescente e posteriormente aplicado um formulário com perguntas abertas e fechadas e preenchido através de entrevista na própria enfermaria de pediatria, no período de janeiro a maio de 2016, onde os familiares receberam um termo de consentimento, livre e esclarecido.

DESENVOLVIMENTO

O processo de hospitalização se revela como um momento de crise, com delicadas decisões na vida de qualquer ser humano e tem contornos especiais quando se trata de uma criança ou um adolescente, já que implica em mudanças na dinâmica familiar, afetando todos os membros. O acompanhamento de uma criança ou adolescente no ambiente hospitalar é tem muitas dúvidas e incertezas, que acarretam intenso sofrimento para os pais e familiares, e quem adentra ao mundo do

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hospital e precisa enfrentar muitas vezes sozinho, a hospitalização da criança ou do adolescente. (MOLINA, 2014:03)

O Estatuto da Criança e Adolescente, lei federal nº 8.069/1990, dispõe sobre a proteção integral à criança e ao adolescente, e em seu art. 2º define criança até doze anos de idade incompletos, e o adolescente aquele entre doze e dezoito anos de idade. Em caso expressos pela referido Estatuto é garantido até vinte e um anos de idade. Em seu art. 12 garante que “os estabelecimentos de atendimento à saúde deverão proporcionar condições para a permanência em tempo integral de um dos pais ou responsável, nos casos de internação de criança ou adolescente”.

Nesta perspectiva, entende-se que o acompanhante é importante apoio para o tratamento de alguém em restabelecimento, pois ao se manter perto alguém que significa um vínculo do paciente, auxiliar na sua adaptação com o ambiente hospitalar, podendo livrá-lo de mais estresse ou amenizar para que isso venha interferir mais ainda no quadro da doença.

Quando a internação é por um período breve, não se percebe grandes transtornos para a família, mas, na ocorrência de internações de longa permanência toda a dinâmica familiar tende a se modificar, precisando muitas vezes que ao internar o paciente, seu responsável tenha também que se preocupar com aqueles que não estão doentes, mas que igualmente dependem de sua presença, como por exemplo, no caso de outros filhos serem acolhidos por outras familiares, o distanciamento na convivência entre cônjuges, entre pais e filhos e entre irmãos.

Pode ainda, ocorrer a interrupção nos contatos sociais, exigindo que todos tenham máxima compreensão e se adaptem à nova dinâmica, fato este que muitas vezes traz conflitos tanto no ambiente doméstico como também nas relações de trabalho, lidando com dificuldades para permanecerem em seus vínculos profissionais, quer seja, formal ou informal, sendo que com relação ao informal, a maior dificuldade é manter a renda para o sustento da casa.

Neste sentido, também se torna relevante as intervenções do Serviço Social frente às demandas apresentadas, pois se atende tanto os familiares, quanto a equipe multidisciplinar, subsidiando-a com informações sobre a situação socioeconômica e

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familiar do paciente com o objetivo de melhor elaboração e adesão do seu plano terapêutico.

O acolhimento, desses familiares faz-se necessário como estratégica de intervenção para compreensão dos condicionantes de saúde, bem como, na construção de vínculo com o profissional, facilitando sua adaptação à hospitalização. (SILVA, 2010:02)

Além dos benefícios para o tratamento do paciente a também as dificuldades da internação prolongada, há muitas vez a não aceitação por parte da família, quanto ao diagnostico, exigindo mais atenção por parte da equipe e do profissional de serviço social.

RESULTADOS

A seguir apresentaremos uma análise dos resultados obtidos a partir da presente pesquisa, demonstrados através de gráficos que facilitam a visualização dos dados obtidos.

GRÁFICO 1 – Referente ao sexo, faixa etária, local de procedência, parentesco, situação civil, escolaridade do acompanhante, situação de trabalho antes da internação, em qual ocupação, avaliação sobre o direito de acompanhamento e dificuldade enfrentada.

Fonte: Pesquisa realizada junto aos acompanhantes das internações de longa duração na Enfermaria da Pediatria. Janeiro/Maio, 2016 85,71 46,43 78,57 82,14 75 28,6 17,86 57,14 39,29 33,93 16,07 76,79 To d o s o s d ad o s o e m p o rc en ta gem Sexo / Idade Local de procedencia Parentesco

Situação Civil / escolaridade Estava trabalhando antes da internação

Ocupação

Opinião quanto ao direito de acompanhamento

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Constatamos que 85,71% dos entrevistados são do sexo feminino destes, 46,43% estão na faixa etária entre 27 e 36 anos; 78,57% são procedentes da Diretoria Regional de Saúde VI (DRS-VI); 82,14% são as genitoras dos pacientes; 75,00% são casadas ou convivente, destas 28,57% estudaram até o ensino fundamental incompleto e 17,86% até o ensino médio incompleto; 57,14% não estavam trabalhando antes da internação, destas, 39,29% se ocupam do trabalho no lar. Quanto à avaliação do direito de acompanhamento hospitalar, para 33,93% alega entender como essencial acompanhar o paciente, pois ele se sente mais seguro, destes 16,07% relata que é bom estar próximo do paciente e saber o que está acontecendo; 76,79% dos acompanhantes dizem não encontrar nenhuma dificuldade para estar ali ao lado do paciente.

Estes dados demonstram que os acompanhantes na sua maioria são as mães, jovens em idade economicamente ativas, embora não estejam trabalhando. Estas vivenciam a situação familiar com relacionamento estável, portanto, durante a internação redobra seus cuidados, o que facilita os cuidados do paciente e acompanhamento nos retornos ambulatoriais, prevalecendo a procedência da área da DRS-IV, que abrange este município e toda referida região do Estado de São Paulo. Quanto ao direito de acompanhamento, os entrevistados não alegam dificuldades para estarem ao lado do membro internado.

GRÀFICO 2: Referente ao sexo, faixa etária, grau de escolaridade do paciente, se está matriculado e frequentando uma escola e se houve prejuízo no processo escolar e diagnostico para internação.

Fonte: Pesquisa realizada junto aos acompanhantes das internações de longa duração na Enfermaria

da Pediatria. Janeiro/Maio, 2016 62,5 21,43 21,43 41,07 55,36 55,36 66,07 16,07 10,71 To d o s o s d ad o s o e m p o rc e n ta ge m Sexo Faixa Etária Grau de Escolaridade Estava matriculado

Estava frequentando a escola Houve prejuizo no processo escolar Diagnostico do paciente

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Constatamos que entre os pacientes, 62,5% são do sexo masculino, destes 21,43% têm entre 1 e 11 meses ou têm entre 6 e 10 anos de idade; 41,07% estão no ensino fundamental, destes, 55,36% estão matriculados e frequentando uma escola; 66,07% não tiveram prejuízos no processo escolar. Quanto ao diagnostico para internação, 16,07% apresentou insuficiência respiratória e 10,71% por leucemia aguda.

No período da entrevista, os pacientes na sua maioria eram do sexo masculina, menores de 10 anos, matriculados e frequentando o ensino fundamental, e mesmo com o diagnostico que requer uma internação mais prolongada, não se referem prejuízo no processo escolar por ser a primeira internação, sendo que os diagnósticos são diversos, mais prevalecendo as complicações respiratória e a leucemia, esta última, com realizam tratamento no hospital.

GRÁFICO 3: Referente ao número de membros na família, renda familiar, tipo de moradia, número de cômodos, se acompanhante recebe apoio familiar, de quem recebe, porque não recebe apoio, tipo de apoio recebido, e opinião se a ausência do apoio familiar interfere na recuperação do paciente.

Fonte: Pesquisa realizada junto aos acompanhantes das internações de longa duração na Enfermaria da Pediatria. Janeiro/Maio, 2016

Verificamos que 55,36% dos pacientes residem com família composta de 4 a 5 membros; 66,07% têm renda familiar entre 1 e 2 salários mínimos; 94,64% moram em casa de alvenaria, 73,21% das residências possuem de 4 a 6 cômodos; 76,79% dos acompanhantes relatam receber apoio familiar e entre os parentes que mais apóiam,

55,36 66,07 94,64 73,21 76,79 33,93 20,93 16,28 Número de membros Renda familiar Tipo de construção Número de comôdos Existe apoio famíliar Qual grau de parentesco Tipo de apoio que recebe Ausência de apoio famíliar dificulta o período de internação

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33,93% são os seus genitores; sobre o tipo de apoio recebido , 20,93% recebem visitas e 16,28% os familiares cuidam dos outros filhos durante o período de internação; 67,86% avaliaram que a ausência de apoio familiar dificulta a situação durante um período prolongado de internação.

Podemos constatar que são famílias numerosas, ou seja, existe mais filhos que dependem da presença da mãe, que na maioria dos casos como pudemos verificamos, é quem acompanha o paciente internado; possuem condições satisfatória de residência, mas de baixo poder aquisitivo. O contrário do que se supõe, os acompanhantes receberam apoio de outros parentes durante o período de internação de seu familiar, apoio este tão importante para a tranquilidade e minimização dos transtornos que o afastamento da mulher e mãe do contexto familiar provoca; outro dado importante, que na sua maioria são os genitores do acompanhante que auxiliam, e a forma de ajuda, é através de visitas ou mesmo cuidados do outros filhos, pois pelo que verificamos as famílias são numerosas na sua maioria, sendo que a falta desse apoio dificultaria ainda mais esse processo.

GRÁFICO 4 – Referente ao acompanhamento família na UBS de seu município, se a rede de serviços tem contribuído com o tratamento do paciente, que tipo de contribuição, tempo de tratamento do paciente, tempo de internação do mesmo.

Fonte: Pesquisa realizada junto aos acompanhantes das internações de longa duração na Enfermaria da Pediatria. Janeiro/Maio, 2016

Verificamos que 73,21% das famílias mantêm acompanhamento na unidade básica de saúde; 53,57% recebem apoio da rede de serviço sócio assistencial para o tratamento do paciente; 53,33% recebem ajuda no que precisam; 40% relatam que o Município tem contribuído com o transporte; 37,50% dos pacientes estão em tratamento de 1 e 2 meses e 33,93% estão em tratamento há mais de 7 meses;

73,21 53,57 40,00% 37,5 33,93 67,86 20,73 21,73 88,89 To d o s o s d ad o s o e m p o rc en ta gem Há acompanhamento na UBS A rede de serviço tem contribuido para o tratamento

Que tipo de contribuição

Há quanto tempo está em tratamento Há quanto tempo está internado O que interfere na internação prolongada

Qual a dificuldade em seguir o tratamento

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67,86% dos pacientes estavam internados há 15 dias ou mais; em relação ao que interfere no tratamento, 20,73% alegam ser a renda insuficiente e 21,73% a falta de suporte social; para 88, 89% alegam que a maior dificuldade em seguir o tratamento é os cuidados com ao paciente.

Portanto, em relação ao tratamento, a maioria mantem acompanhamento nas Unidades Básicas de Saúde de seu município de origem, recebem ajuda da rede socioassistencial quando precisam, sendo que os município colaboram com o transporte para locomoção entre o hospital e sua residência, o que facilita a realização do tratamento, e quanto ao tempo de internação verifica-se que a maioria estava há 15 dias ou mais; analisando o que interfere na permanecia prolongada na internação, a falta do suporte social e a renda insuficiente; e a maioria relata ter dificuldade com os cuidados do pacientes após a alta.

GRÁFICO 5: Referente à atividade que deixou de executar com a internação, se houve mudança na dinâmica familiar, de que forma mudou, se ocorreu algum conflito pós internação, se conhece o trabalho do Serviço Social, se já o procurou, motivo da procura, se o trabalho do Serviço Social tem auxiliado e como auxiliou.

Fonte: Pesquisa realizada na Enfermaria da Pediatria. Janeiro/Maio, 2016

Constatamos que 53,57% dos acompanhantes deixaram de cuidar dos outros filhos com a internação; 51,79% tiveram mudanças na dinâmica familiar; 83,93% disseram que não teve nenhum tipo de conflito familiar com a internação; 82,14%

53,57 51,79 83,93 82,14 71,43 42,5 22,5 64,29 17,86 12,5 To d o s o s d ad o s o e m p o rc en ta ge m

Qual atividade deixou de executar

A família mudou a dinâmica familiar

Houve conflito familiar Conhece o trabalho do Serviço Social

Já procurou para atendimento Qual o motivo da procura O trabalho do Serviço Social tem auxiliado como

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conhecem o trabalho do serviço social e 71,43% já procuraram por atendimento social; 42,50% procuraram o Serviço Social para orientações e auxilio assistencial, e 22,5% precisou para preenchimento do BPC; 64,29% relata ter sido auxiliado pelo serviço social de alguma forma, destes 17,86% mencionam as visitas ao leito e através das orientações que o assistente social faz durante o atendimento social, 12,5% pelo fornecimento de auxílios assistenciais.

Podemos constatar que a maioria dos acompanhantes deixam de cuidar dos demais filhos, relatam a mudança na dinâmica familiar, mas que não resulta em conflito familiar; procuram o profissional em serviço social seja para orientação ou mesmo para acesso aos benefícios sociais, assim como recebem auxilio do serviço social, seja quando na visita ao leito.

CONSIDERAÇÔES FINAIS

No caso de uma criança e adolescente, o acompanhamento de um responsável é um direito legal, e normalmente uma internação hospitalar significa o início de um tratamento que vai melhorar a qualidade de vida do paciente, mas há a sensação de isolamento e de abandono, quando não há a colaboração de outros membros da família; principalmente pelo fato de normalmente existirem outras crianças na família, e as responsabilidades e preocupações diárias precisam ser delegadas a outro.

Portanto, uma família nestas circunstancias, precisa ser auxiliada para assistir mais adequadamente seu ente querido, pois uma situação transitória como de uma internação, que não deve comprometer o relacionamento familiar e nem gerar conflitos.

O Serviço Social tem como uma de suas funções a de mediador, ou seja, de mediar às relações entre Instituição, pacientes e familiares, compreendendo e atuando em todas as questões sociais que possam interferir no processo saúde-doença, oferecendo subsídios ao trabalho da equipe interdisciplinar ou multidisciplinar com as informações sociais da família, objetivando impedir ou minimizar os reflexos de problemas que possam interferir na adesão e continuidade do tratamento.

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FONTES CONSULTADAS

BRASIL. Estatuto da Criança e do Adolescente. Lei nº 8.069 de 13 de julho de 1990. Dispõe sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente e dá outras providências. Brasília, DF, 1990.

BRASIL, 1988. Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília<http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituiçao.htm>. Acesso em: 09/03/2016

MOLINA RCM, Higarashi IH, Marcon SS. Importância atribuída à rede de suporte social por mães com filhos em unidade intensiva. Esc Anna Nery. 2014; 18(1): 60-7.

SILVA, T.C.F. Acompanhamento familiar de crianças hospitalizadas reflexão sobre as implicações sociais decorrentes [s.I]: 2010 disponível em http://www. profala.com/artpediatria3.htm acesso em 21/08/2015

Referências

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