• Nenhum resultado encontrado

Guia de Regras Sala de Imprensa

N/A
N/A
Protected

Academic year: 2021

Share "Guia de Regras Sala de Imprensa"

Copied!
19
0
0

Texto

(1)

Guia de Regras

Sala de Imprensa

(2)

ÍNDICE:

1. AMBIENTAÇÃO p.3 2. REGRAS GERAIS p.3

2.1 Turnos p.3

2.1.1 Carta de ação p.3

2.1.2 Quem pode usar a carta de ação? p.4

2.1.3 Trabalho da imprensa p.4

2.1.4 - Momento de Pausa p.4

2.2 Dinâmica de discussão em sala p.4

2.2.1 Sala Conselho de Segurança (CS) - Regra de Debate p.5

2.2.1.a Início de Sessão p.5

2.2.1b Moção p.5

2.2.1c Questões p.5

2.1.2 Salas Táticas e de Guerra - (Gabinete dos EUA, Sala Tática Europa e Sala Tática “Vermelha”) - Regras de Debate p.6

2.1.2 a Comunicação p.6

2.1.2b Armageddon p.7

2.1.3 Sala Submarino Nuclear - Regras de debate p.7

3. IMPRENSA p.7

3.1 Principais funções p.7

3.2 Ambientação e Objetivos p.7

3.3 Modelo de capa de jornal p.8

3.4 Posição dos países envolvidos no Conselho de Segurança p.8 4. TEXTO DE APOIO p.11

(3)

O FEP, neste ano, terá como tema a crise na península coreana. Serão seis salas totalmente interligadas, ou seja, as ações de um comitê afetarão os demais em maior ou menor grau dependendo da situação. As salas são as seguintes:

● Conselho de Segurança (28 - 60 membros); ● Gabinete dos EUA (Inglês) (6 - 12 membros);

● Sala Tática Europa (Reino Unido, França e Alemanha) (6 - 12 membros); ● Sala Tática “Vermelha”: Rússia/China/Coréia do Norte (6-12 membros); ● Submarino (10- 20 membros);

● Sala de Imprensa (0-8 membros).

1. AMBIENTAÇÃO

Em 15 de Janeiro de 2018, Um submarino, o GORAE choego jidoja (Líder Supremo), afundou o destróier americano USS Fitzgerald, alegando que este estava em suas águas territoriais, causando 32 mortes e 15 desaparecidos. Tal incidente fez crescer as pressões contra o regime de Kim Jong-un. Horas após o incidente, o governo chinês deslocou o seu porta-aviões “Liaoning” para as águas norte-coreanas, para garantir uma resolução pacífica e evitar o conflito. O Pentágono reagiu à manobra, acusando a China de proteger o governo de Pyongyang. Em sua página no Twitter, Donald Trump chamou o líder norte-coreano de morto-vivo e exigiu uma retratação e a entrega do submarino. Chamou também o líder chinês Xijimping de fraco e otário. No dia 16, um avião chinês, ao fazer um voo rasante perto de uma esquadra americana, foi abatido pelo destróier US Mary, que alegou manobra defensiva e que a aeronave chinesa assumiu clara posição de ameaça. Tal incidente fez a China aumentar as suas tropas na fronteira e no mar das Coreias. O Governo russo declarou apoio à China e ao governo norte-coreano, deslocando suas tropas para a fronteira com a Coreia do Norte, e acusou os EUA de criar uma crise artificial e ameaçar a integridade e a autodeterminação dos povos asiáticos. A Coreia do Sul e o Japão se alinharam aos Estados Unidos. O submarino norte-coreano está desaparecido. Uma reunião do Conselho de Segurança (CS) foi marcada às pressas para tentar resolver o conflito.

2. REGRAS GERAIS

2.1 Turnos

Para realizar uma maior interação entre as salas, serão construídos turnos de aproximadamente 3h reais, que irão representar um dia na simulação. Tal fato é necessário, pois pode haver pequenas distorções de tempo entre as salas e isto irá organizar melhor os movimentos estratégicos de tropas ou as ações táticas. Os participantes deverão apresentar, ao final de cada turno, um documento que será a carta de ação, o qual apontará as ações que serão efetivamente realizadas.

2.1.1 Carta de ação

Carta de ação é a tomada de decisão do grupo que irá afetar os acontecimentos no próximo turno (um dia na simulação). Ela deverá conter todos os detalhes

(4)

relevantes para a ação e somente o que está escrito será levado em conta. Se algo essencial for esquecido, pode afetar o sucesso da ação.

2.1.2 Quem pode usar a carta de ação?

Uma carta de ação é expedida por cada líder de nação representado, ou seja: EUA, Coreia do Norte, Rússia, China, Inglaterra, França e Alemanha, apenas nas salas táticas e de guerra.

No submarino, a cada turno, os tripulantes devem produzir um “Diário de Bordo”, contendo a rota e os procedimentos a serem tomados. Devido à dinâmica do submarino, a rota pode ser alterada, porém, isto deve ser também posto no diário. Os tripulantes poderão escolher um indivíduo para ser o responsável pela feitura do diário de bordo.

Na sala Conselho de Segurança (CS), os delegados não possuem poderes políticos para fazer ou romper tratados. Devem seguir a política externa do seu país e conseguir o máximo de vantagem diplomática possível. Porém, podem fazer Cartas de Recomendação Diplomática (CRD), que também podem ser produzidas a cada turno. O objetivo da CRD é sugerir tomadas de decisão dos governos que podem ser desde ações diplomáticas, como acordos bilaterais, até movimentação militar. Por serem sugestões, elas deverão ser avaliadas pela mesa, que, ao início da próxima sessão, dirá qual é a resposta oficial do país. Os delegados que representarem as nações cujos líderes possuem participantes reais no FEP, como a China e a Alemanha, não precisam fazer a CRD, pois estarão constantemente em comunicação com os líderes do seu governo através de um sistema de comunicação interno.

2.1.3 Trabalho da imprensa

Ao final de um turno, a imprensa deverá ter composto uma capa e uma matéria sobre o ocorrido no Fórum. O documento deverá estar pronto logo após o “momento de pausa” e deverá ser lida, a exceção da sala submarino, em todas as salas. A Imprensa pode a qualquer momento pedir uma entrevista a qualquer membro do FEP, à exceção dos tripulantes do submarino. A entrada da imprensa na sala Conselho de Segurança (CS) é livre e sem restrições, porém, não pode interferir nas discussões. Nas salas táticas ou de guerra, apenas mediante a autorização dos membros e, no submarino, a visita não é permitida.

2.1.4 - Momento de Pausa

Ao final de cada turno, ocorrerá uma pausa de 30 minutos para que as mesas se reúnam para analisar as ações dos participantes e preparar um novo cenário de ação. Ao início de cada turno, um novo cenário de ação será apresentado a todos os presentes em cada comitê.

2.2 Dinâmica de discussão em sala

Cada Sala tem uma dinâmica própria e regras distintas de organização do debate. Em todas as salas, a mesa possui o poder final sobre a orientação e o andamento do debate. A mesa pode alterar as regras, se achar necessário, para manter o andamento da atividade. Não serão permitidas ofensas aos participantes, salvo aquelas que forem pertinentes à simulação. Em casos extremos, um participante pode ser convidado a se retirar da atividade.

(5)

2.2.1 Sala Conselho de Segurança (CS) - Regra de Debate

No Conselho de Segurança (CS), existe um ambiente diplomático e, desta maneira, há um conjunto de regras mais rígidas a serem seguidas. Toda a linguagem deve ser diplomática e formal, evitando gírias e comentários de baixo calão. Nesta sala, o debate pode ter três dinâmicas diferentes:

Debate em lista - os delegados serão colocados em uma lista fechada e terão um determinado tempo para discursar. A fala deve seguir rigorosamente a ordem da lista. Este tipo de debate é muito útil no início e na conclusão do trabalho;

Debate Moderado - a cada fala, os delegados serão convidados a levantar suas placas. A mesa escolhe entre as placas levantadas qual terá direito à fala. Este debate é muito útil quando se pretende ter um debate mais fluido;

Debate Não Moderado - nesta forma de debate, os delegados podem sair de seus lugares e conversar livremente durante um período pré-determinado. Este debate é muito útil para se finalizar documentos.

2.2.1.a Início de Sessão

No início de cada sessão, o debate começa obrigatoriamente em lista, dando preferência inicial aos membros permanentes do Conselho de Segurança (EUA, Reino Unido, França, Rússia e China). Após a fala destes, o debate em lista é aberto para novas inscrições de fala. Para se inscrever, basta a delegação levantar sua placa e seu nome será colocado na lista. O debate prossegue até a Mesa Diretora mudar ou haver uma moção.

2.2.1b Moção

Moção é um pedido que pode ser feito a qualquer momento por qualquer delegação e tem por motivo a alteração do fluxo do debate. Pode-se pedir a alteração do modelo do debate (lista, moderado e não moderado), para pedir a leitura de um documento, para apresentar uma proposta ou modificar o tempo limite de fala (no caso de debates moderados e em lista) ou mesmo modificar o tempo de debate não moderado. No caso de debate não moderados o padrão é de 5 (cinco) minutos, porém, este valor pode ser alterado pela mesa ou a pedido dos delegados. Os pedidos de moção possuem regras de precedência, ou seja, vota-se a moção mais radical e, caso ela seja aprovada, não é preciso votar as outras moções.

Moção especial – nesta, os delegados podem fazer um pedido para convocar ou aceitar o pronunciamento de um líder de país representado nas demais salas. Apenas um pronunciamento pode ser feito por sessão e não pode ser superior a 10 minutos. Caso deseje, o Líder de país pode ceder espaço para questões ou dúvidas e este espaço não pode exceder o tempo máximo de 5 (cinco) minutos.

2.2.1c Questões

As questões existem para atender às dúvidas dos delegados e manter o fluxo do debate. Só podem ser direcionadas à Mesa Diretora. Podem ser de três tipos: de Dúvida, de Ordem e de Privilégio Pessoal. A questão de dúvida é utilizada quando um delegado necessita de alguma informação, substantiva e/ou procedimental, pertinente ao andamento do debate. Por exemplo, se um documento é votado por maioria simples ou qualificada ou mesmo a respeito das regras do debate. A

(6)

o discurso de outro, quando ele observar algo que seja relativo às regras de procedimento da Reunião que não esteja sendo cumprido ou pedir uma análise mais detalhada do procedimento da mesa. Ela deverá ser imediatamente apreciada pela Mesa Diretora, que poderá desconsiderá-la se o delegado proponente não houver mostrado moderação e decoro no uso desse direito ou se a questão for inapropriada em sua natureza. A questão de privilégio pessoal é a única que pode interromper a discussão e, quando apresentada por um delegado, a Mesa Diretora deverá apreciá-la imediatamente. Ela só deve ser utilizada quando delegado experimentar desconforto pessoal (estar impossibilitado de escutar o discurso de outro delegado, por exemplo), seja esse físico ou psicológico. Novamente, este recurso pode ser negado pela mesa. Em caso de ofensa pessoal ou ataque ao país, pode ser considerado pela Mesa Diretora um direito de resposta imediato com o mesmo tempo de fala do delegado que promoveu a infração em questão.

EM TODOS OS CASOS, A MESA É SOBERANA EM DECIDIR OS PROCEDIMENTOS A SEREM TOMADOS.

2.1.2 Salas Táticas e de Guerra - (Gabinete dos EUA, Sala Tática Europa e Sala Tática “Vermelha”) - Regras de Debate

Nestas salas, o modelo de debate padrão é o debate não moderado (ver item 2.2.1). A qualquer momento, este modelo de debate pode ser alterado mediante a apresentação de pedido por parte de qualquer membro da sala à Mesa Diretora. O procedimento de votação é o mesmo do CS. Na sala “Gabinete dos EUA”, quem acata ou não qualquer pedido de alteração do debate é o Presidente Donald Trump, porém, a Mesa tem a última palavra no andamento dos debates. Nas salas “Tática Europa” e “Tática Vermelha”, os membros de um mesmo país podem fazer reuniões sigilosas. Neste caso, eles podem pedir para ir a uma sala reservada e sigilosa, onde possam traçar planos. Para tanto, devem pedir à Mesa Diretora para se ausentarem e apresentarem um tempo máximo que não pode ser superior a 15 minutos. Apenas um pedido de reunião sigilosa pode ser feito por sessão ou turno.

2.1.2 a Comunicação

A comunicação na sala é extremamente controlada. Os participantes não podem interagir durante o FEP com membros de outras salas, salvo em casos específicos que serão detalhados aqui:

 Comunicação direta com o delegado correspondente no CS: cada país, nas salas táticas ou de guerra, possui um representante no CS. A comunicação será feita via Skype ou similar, a ser definido no início de FEP. Neste caso, a comunicação é livre;

 Convocação para discurso no Conselho de Segurança: um líder de país pode ser convocado para um pronunciamento na CS. Neste caso, apenas o líder do país poderá ir à sala do CS e fazer um pronunciamento. Neste caso, e somente neste caso, a imprensa pode fazer uma transmissão ao vivo para todas as salas (à exceção do submarino);

(7)

 Comunicação com o submarino nuclear: apenas a Coreia do Norte pode inicialmente se comunicar com o submarino. A comunicação é livre e somente será feita via rádio. Mensagens de texto ou de qualquer outro tipo serão proibidas.

2.1.2b Armageddon

Caso algum país resolva utilizar seu arsenal atômico e atacar com armas nucleares, este deve apresentar a decisão à Mesa Diretora e explicar detalhadamente o ataque, fornecendo hora de lançamento, origem e destino do ataque. Após a aprovação da Mesa, devem se locomover até a sala do juízo final, a ser definida no início do FEP, e apertar o botão. Todos os membros do país devem concordar com a decisão, com exceção da Coreia do Norte, em que apenas o líder Kim Jong-un pode tomar esta decisão. Uma vez acionado o botão, cabe aos membros acatarem as consequências deste ato.

2.1.3 Sala Submarino Nuclear - Regras de debate

Nesta sala, assim como nas salas táticas e de guerra, o modelo de debate padrão é o debate não moderado (ver item 2.2.1). A qualquer momento, este modelo de debate pode ser alterado mediante a apresentação de pedido por parte de qualquer tripulante à Mesa Diretora. O procedimento de votação é o mesmo do CS. Não é permitida a comunicação desta sala com as demais. Celulares ou similares não podem ser conectados à internet. Esta também é a única sala em que a visita da imprensa pode ocorrer (um tanto óbvio!!!). A única comunicação com o mundo exterior será um sistema de rádio ligado diretamente aos líderes da Coreia do Norte.

3. IMPRENSA

A Imprensa tem um papel fundamental na dinâmica do FEP. Divulgar, opinar e informar os membros do FEP sobre os bastidores. Ao desempenhar o papel de jornalistas, as duplas têm a principal função de cobrir os Comitês através de um jornal específico que será divulgado a posteriori. A equipe de imprensa deve ter sempre em mente a ideologia do jornal que representa ao redigir as matérias. Assim, as reportagens terão de ter linguagem e assuntos que atendam aos interesses de todos os participantes, ao mesmo tempo em que atendam às perspectivas da linha editorial do jornal.

3.1 Principais funções

● Cobrir o evento seguindo a linha editorial do jornal;

● Produzir, a cada turno, uma matéria de capa e duas chamadas curtas;

● Emitir um artigo de opinião a cada dia de evento;

● Fazer coletivas de imprensa com os líderes de países presentes no FEP.

(8)

3.3 Modelo de capa de jornal:

Um periódico Global. 2 de janeiro 2018

O Delegado dos EUA declarou, na tarde de ontem, que os EUA estão oficialmente em guerra contra a Rússia. Anunciou também o aumento de tropas dos EUA para auxiliar o governo livre da

Ucrânia e que descarta, ao menos inicialmente, o uso de armas nucleares. - Eles (os russos) não valem a pena - declarou Diego Massado, delegado dos EUA.

3.4 Posição dos países envolvidos no Conselho de Segurança

Segue abaixo um pequeno resumo da política externa de cada país. Para um melhor aproveitamento do FEP, é importante que o participante pesquise e colete mais informações sobre o seu país.

EUA

Os Estados Unidos acusam a Coreia do Norte de promover uma escalada nuclear regional e que o programa nuclear norte-coreano é uma ameaça à paz mundial. Sua relação com a China e a Rússia no plano econômico é positiva, porém, existe um aumento de tensão geopolítica envolvendo disputas territoriais e de áreas de influência em diversas partes do globo, em especial na Ásia. Japão e Coreia do Sul são seus aliados nesta região.

Rússia

A Rússia vem disputando geopoliticamente a expansão de sua influência pela Ásia e pela Europa, o que vem gerando conflitos com países europeus e com a China. Na região da península coreana, a Rússia não deseja um aumento da presença americana na região. Vladimir Putin vem aumentando a sua força militar e geopolítica, o que vem ameaçando a hegemonia dos Estados Unidos.

China

Maior apoiador do regime norte-coreano. Para o governo chinês, o regime de Pyongyang é um ótimo estado tampão entre eles e a área de influência

(9)

estadunidense. Para Pequim, as disputas sobre as águas no mar do Japão são essenciais para a sua segurança estratégica, aumentando as chances de conflito entre China e Japão. Apesar da tensão geopolítica com os EUA, a guerra não é, a princípio, interessante para a China.

França

A França é a favor de sanções contra a Coreia do Norte, porém, defende uma resolução pacífica. Defende um tom mais forte contra a Coreia e acredita que a China pode ser uma boa intermediadora do conflito.

Alemanha

Condena o programa militar norte-coreano, mas critica duramente um posicionamento mais agressivo por parte dos EUA. Defende o aumento das sanções contra o regime coreano como estratégia fundamental.

Reino Unido

Condena os testes nucleares norte-coreanos e apoia o governo dos Estados Unidos em sua tentativa de se impor a Kim Jong-un. Em caso de ofensiva militar,

tradicionalmente o Reino Unido se posiciona junto com o governo estadunidense. Bolívia

Para a Bolívia, o conflito na península faz parte do plano imperialista dos Estados Unidos. O presidente Evo Morales declarou que, caso ocorra um conflito militar, ele se posicionará ao lado da Coreia do Norte, inclusive mandando auxílio militar. Egito

O atual governo egípcio é aliado dos Estados Unidos. Condena o regime norte-coreano e, em caso de conflito, o país se posicionará a favor de Washington. Internamente, um posicionamento militar pró-EUA pode acirrar disputas internas pelo poder, já que grande parte da população egípcia possui um posicionamento anti-estadunidense.

Etiópia

Aliado da Coreia do Norte, o governo etíope é um grande comprador de armas do regime norte-coreano. Os conflitos internos do país impulsionaram um comércio ilegal de armas. Em caso de conflito, o governo etíope se posicionará a favor da Coreia do Norte.

Itália

O governo italiano apoia os Estados Unidos, inclusive em possíveis incursões

militares. Porém, seu maior problema é interno. Deseja discutir mais as questões de fronteiras e de movimentos separatistas na Europa.

Japão

O Japão é um grande aliado da Coreia do Sul e dos EUA e inimigo declarado da Coreia do Norte. Deseja a queda do regime de Kim Jong-un, porém, teme que um conflito militar na região possa ameaçar o seu território. Outro problema é a disputa territorial sobre ilhas ao sul com a China, país com o qual vem aumentando disputas geopolíticas que têm raízes históricas.

(10)

Cazaquistão

Forte aliado da Rússia, o Cazaquistão defende a redução do programa nuclear da Coreia do Norte. Mantém boas relações diplomáticas com os EUA e a China e pode ser um bom intermediador no processo de paz.

Senegal

O Senegal possui fortes relações econômicas com a China, mas vem recebendo apoio militar dos EUA envolvendo disputas contra a Gâmbia, que contou com a anuência do Conselho de Segurança da ONU.

Suécia

O governo sueco é considerado um dos mais capazes para costurar um acordo de paz na região por possuir boas relações diplomáticas. No entanto, deseja que a Coreia do Norte pague uma antiga dívida. Em 1974, a Coreia do Norte ordenou a compra de 1.000 Volvos 144 sedãs junto com outros produtos suecos. A compra foi feita, mas a Suécia não recebeu uma só coroa. Entretanto, a dívida subiu para um absurdo de 2,7 bilhões de coroas suecas (R$ 1 bilhão, aproximadamente).

Os carros Volvo, que hoje têm mais de 40 anos de idade, continuam circulando na Coreia do Norte. O fato de a dívida em questão ser a maior de um só país com a Suécia dá mais um tom de singularidade a ela.

Ucrânia

O governo ucraniano possui tensas relações com a Rússia, a qual alega estar fomentando conflitos separatistas em seu território. Procura se aproximar dos governos ocidentais (Europa e EUA). Recentemente, a Ucrânia foi acusada de ter ajudado a Coreia do Norte a receber especialistas e a documentação necessária para o desenvolvimento de mísseis balísticos. Fato que Kiev nega.

Uruguai

O governo uruguaio condena o programa nuclear norte-coreano, mas expressa a necessidade da construção de canais diplomáticos e da resolução do conflito de maneira pacífica.Recentemente, o governo uruguaio vem estreitando alianças com a China, inclusive econômicas.

Coreia do Sul

Principal rival da Coreia do Norte é também o país com maior prejuízo em caso de conflito armado. Oficialmente em guerra com o vizinho do norte, deseja o fim das hostilidades. Recentemente, o atual presidente tentou uma aproximação entre os países, mas a crise afastou essa possibilidade.

Coreia do Norte

Pivô da crise. O regime norte-coreano é o mais fechado do mundo. Para o governo, seu sistema de mísseis é importante para a sobrevivência do país, constantemente ameaçado pelo imperialismo americano. A Coreia do Norte não recebe inspeções da ONU e não assinou o tratado de não proliferação de armas nucleares.

(11)

4. TEXTO DE APOIO

A importância da mídia nas relações internacionais

No livro Discursos Geopolíticos da Mídia – Jornalismo e Imaginário Internacional na

América Latina, a professora da Universidade Federal do ABC, Margarethe Born

Steinberger, apresenta a tese de que a nova ordem geopolítica internacional é uma ordem internacional midiática. Segundo a autora, as diferentes formas de imperialismo cultural (que não implicam necessariamente em domínio territorial físico e direto) indicam que o sistema de referência em ascensão atual é o sistema pós-moderno midiático, em que a indústria cultural e os meios de comunicação de massa detêm o poder de configurar mentalidades em médio/longo prazo e, consequentemente, amalgamar o apoio social necessário à consolidação de qualquer liderança global. Nesse sentido, a hegemonia no âmbito das relações internacionais depende cada vez mais do desenvolvimento tecnológico na área informacional. Em outros termos, o atual processo de dominação de uma nação sobre outras não se restringe apenas ao espectro militar, mas também está relacionado ao campo discursivo. Indubitavelmente, um acontecimento que não esteja “documentado” na mídia não “existe” sob o ponto de vista geopolítico. Além de um poderoso exército, uma grande potência contemporânea também deve ter à sua disposição um eficiente aparato midiático, capaz de difundir determinadas ideias em escala planetária. Após a Guerra do Golfo, as práticas de estratégia militar dos Estados Unidos, por exemplo, passaram a incluir também um ostensivo planejamento midiático, baseado na preocupação com o controle da opinião pública internacional.

Atualmente, podemos compreender geopolítica a partir do tripé governo/academia/ mídia, em que os principais líderes globais lançam determinadas agendas (“guerra ao terror”), alguns pensadores as corroboram intelectualmente (“choque de civilizações”) e a mídia tem por função legitimar e tornar compreensível os discursos políticos e acadêmicos frente à população (“consenso fabricado”). Pelo menos desde a Segunda Guerra Mundial, a mídia é uma das principais “armas” utilizadas pelos principais atores geopolíticos. O próprio Adolf Hitler recorreu às ondas radiofônicas para disseminar seu discurso doentio por todo o território alemão. Durante o maior conflito armado da história, a atuação ideológica da indústria cultural não se restringiu ao público adulto; o universo dos desenhos animados também transmitiu mensagens de ódio aos inimigos bélicos. Enquanto uma produção japonesa destinada ao público infantil retratava Mickey Mouse como uma criatura maléfica que invadia e bombardeava o Japão, um desenho estadunidense apresentava Popeye lutando contra a marinha nipônica. Por sua vez, a criação do personagem Zé Carioca, por Walt Disney, foi uma tácita maneira de atrair o apoio brasileiro para os aliados e acabar com qualquer possibilidade de o governo Vargas se aliar às potências do Eixo. Findada a guerra, os órfãos Huguinho, Zezinho e Luisinho (sobrinhos do famoso Pato Donald) foram o consolo das crianças estadunidenses que perderem os pais, mortos em combate.

(12)

O perigo do enquadramento midiático

No contexto geopolítico da Guerra Fria, a indústria cultural ocidental desempenhou um duplo papel: difundiu em ampla escala o consumismo exacerbado típico do

american way of life (“Era de Ouro” do capitalismo) e, por outro lado, propagou a

paranoia anticomunista entre os aliados de Washington. Desse modo, toda uma gama de propaganda ideológica foi utilizada para amedrontar a população sobre o “perigo vermelho”. Todavia, nem sempre os meios de comunicação favorecem a agenda política de uma grande potência. As fortes imagens da Guerra do Vietnã foram de suma importância para que boa parte da população estadunidense se posicionasse contra o conflito no sudeste asiático. Na atual ordem mundial – em que a hegemonia global paulatinamente vem se deslocando do campo político (Estado nacional) para atores não estatais (mercado, organismos internacionais, capital desterritorializado) –, a mídia tem assumido o papel de uma “esfera pública internacional sem fronteiras”. Conforme mencionado anteriormente, o reconhecimento e a validação de uma determinada agenda geopolítica passam, inexoravelmente, pelo prisma midiático. Como bem asseverou o ativista Noam Chomsky, o governo dos Estados Unidos utiliza a imprensa para legitimar suas ações imperialistas, atacar os seus inimigos ideológicos e construir “fatos” e “verdades”. A “guerra ao terror”, empreendida por George Bush, não teria o mesmo êxito junto à opinião pública ianque se não fossem os grandes veículos de comunicação. Em contrapartida, também não há como imaginar o atual terrorismo internacional sem os impactos causados pelas imagens hollywoodianas do World Trade Center em chamas, das pessoas correndo desesperadamente durante a Maratona de Boston ou das degolações realizadas pelo Estado Islâmico.

Por outro lado, devemos salientar que conceitos clássicos como Estado, território e nação ainda são importantes para situar o cidadão comum no complexo xadrez geopolítico ou para a análise lexical da atual conjuntura global pautada na ordem internacional midiática. Não por acaso, as grandes agências de notícia recorrem ao conceito weberiano de Estado, como o detentor legítimo do monopólio da violência, para qualificar as intervenções israelenses na Palestina como “ações preventivas” ou “retaliações”, e a resistência dos palestinos frente ao Estado sionista como “terrorismo”. Se formos levar em consideração que 80% do conteúdo dos noticiários geopolíticos que circulam pelo planeta são concebidos por agências de origem europeia e estadunidense, não é difícil inferir que a ideologia imperialista das grades potências é praticamente a única fonte de informação sobre política internacional para a imensa maioria da população. Portanto, frente a esse quadro, não basta apenas se manter informado, é preciso saber ler a mídia, desvendar seus possíveis mecanismos manipuladores e entender os jogos de interesse que estão por trás do seu discurso. O sujeito que possui o mínimo conhecimento sobre o maquinário midiático, a seleção de pautas (agenda-setting) e o contexto de construção da notícia (newsmaking), dificilmente será um alvo vulnerável para o pensamento dominante. Diante dessa realidade, as instituições escolares podem ser instâncias privilegiadas para a formação de cidadãos críticos em relação à mídia. Cabe, então, aos educadores promoverem a ressignificação do discurso midiático em sala de aula, orientando seus alunos no gerenciamento das informações que estão

disponíveis nos principais veículos de comunicação. Surge, assim, um dos grandes desafios para os professores neste início de século 21: contribuir para que, no

(13)

tocante aos estudos geopolíticos, o senso de julgamento de seus discentes não fique refém do enquadramento midiático.

***

Francisco Fernandes Ladeira é especialista em Ciências Humanas: Brasil, Estado e Sociedade pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e professor de Geografia em Barbacena, MG.

Mídia e poder na sociedade do espetáculo

Cláudio Novaes Pinto Coelho Ilustração Adriano Paulino

Um dos principais equívocos sobre a sociedade contemporânea é o argumento de que o conjunto dos meios de comunicação, a mídia, é a instituição social mais poderosa. Fazem parte desse argumento expressões problemáticas, como “sociedade midiatizada”, “cultura da mídia” etc.

Antes de mais nada, é preciso distinguir quais meios de comunicação possuem poder e que tipo de poder exercem. Não há dúvidas de que conglomerados empresariais, como as Organizações Globo, no contexto brasileiro, e a News Corporation, de Rudolph Murdoch, no contexto mundial, são exemplos de

instituições poderosas, que movimentam enorme quantidade de capital, influenciam comportamentos individuais e coletivos e agem politicamente, defendendo seus próprios interesses e os interesses da sociedade capitalista de modo geral. De forma alguma essas empresas podem ser consideradas como fazendo parte de uma mesma instituição social, com todos aqueles que são produtores de

mensagens e utilizam algum tipo de recurso tecnológico.

O conceito de “indústria cultural”, ainda que tenha sido criado por Adorno e

Horkheimer na primeira metade do século passado, explica muito melhor a atuação dos meios de comunicação do que o termo “mídia”, pois destaca a dimensão

econômica da comunicação. Adorno e Horkheimer, no livro Dialética do Esclarecimento, publicado em 1947, já indicavam que os conglomerados

empresariais que atuam na comunicação são fundamentais para a existência da sociedade capitalista, mas que seu poder depende do poder dos conglomerados empresariais de modo geral.

Sociedade do espetáculo e capitalismo

A própria expressão “sociedade do espetáculo” pode dar margem a interpretações equivocadas, se for entendida como o poder que as imagens exercem na sociedade contemporânea. É certo que Guy Debord, o criador do conceito de “sociedade do espetáculo”, definiu o espetáculo como o conjunto das relações sociais mediadas pelas imagens. Mas ele também deixou claro que é impossível a separação entre essas relações sociais e as relações de produção e consumo de mercadorias. A sociedade do espetáculo corresponde a uma fase específica da sociedade capitalista, quando há uma interdependência entre o processo de acúmulo de capital e o processo de acúmulo de imagens. O papel desempenhado pelo

(14)

marketing, sua onipresença, ilustra perfeitamente bem o que Debord quis dizer: das relações interpessoais à política, passando pelas manifestações religiosas, tudo está mercantilizado e envolvido por imagens.Mas, se a sociedade do espetáculo só pode ser compreendida dentro do contexto da sociedade capitalista, isso não quer dizer que só nessa forma de vida social ocorre a produção de espetáculos.

A produção de imagens, a valorização da dimensão visual da comunicação como instrumento de exercício do poder, de dominação social, existe, conforme argumenta Debord no livro Sociedade do Espetáculo, publicado em 1967, em todas as sociedades em que há classes sociais, isto é, em que a desigualdade social está presente graças à divisão social do trabalho, principalmente a divisão entre trabalho manual e trabalho intelectual.

Na sociedade feudal, por exemplo, o poder da nobreza sobre os servos estava vinculado à aparência de superioridade construída pelos nobres, mediante o uso de peças sofisticadas de vestuário, a construção de moradias com estilos arquitetônicos imponentes, a organização de festas suntuosas etc. O que permite a caracterização do capitalismo como a sociedade do espetáculo é o caráter cotidiano da produção de espetáculos, a quantidade incalculável de espetáculos produzidos e seu vínculo com a produção e o consumo de mercadorias feitas em larga escala. O poder espetacular

Na sociedade capitalista, o poder espetacular está disseminado por toda a vida social, na qual há simultaneamente produção e consumo de mercadorias e de imagens, constituindo-se na forma difusa desse poder, conforme definição dada por Debord, em 1967, ou ocorre vinculado à ação do Estado, de forma concentrada, com a produção de imagens para justificar o poder exercido por seus dirigentes. Assim como o conceito de “indústria cultural”, o conceito de “sociedade do espetáculo” faz parte de uma postura crítica com relação à sociedade capitalista. Não são conceitos pensados de maneira puramente acadêmica, como capazes apenas de descrever as características sociais, mas fazem parte de uma construção teórica que procura apontar aquilo que se constitui em entraves para a emancipação humana.

Na década de 1960, Guy Debord e os demais militantes políticos e culturais aglutinados em torno da Internacional Situacionista destacaram-se pela capacidade de influenciar um dos mais importantes movimentos sociais do século 20, que contou com a participação de milhões de estudantes e operários e entrou para a história como o movimento de maio de 1968. Os situacionistas defendiam uma ação contra a alienação presente na vida cotidiana, postulando que os estudantes e os trabalhadores deveriam retomar o controle sobre suas próprias vidas, ocupando as escolas e fábricas e passando a exercer, com base em decisões tomadas

coletivamente em assembleias, o poder nessas instituições. As ocupações aconteceram, mas fracassaram como estratégia para revolucionar a sociedade capitalista.

Em 1988, Debord publica os Comentários sobre a Sociedade do Espetáculo, reconhecendo que, em vez de a sociedade do espetáculo ser destruída, ela se fortaleceu no período histórico posterior às lutas sociais de 1968. Nesse texto, ele afirma que a produção de espetáculos tomou conta de toda a vida social; o poder espetacular manifesta-se agora de forma integrada, já que desapareceram os movimentos sociais de oposição, que se assimilaram à sociedade capitalista e não

(15)

defendem mais a sua superação.

A análise feita por Debord, em 1988, a respeito do poder espetacular corresponde ao momento do triunfo do neoliberalismo em escala mundial. O neoliberalismo, com a defesa da liberdade de atuação para os grandes

conglomerados empresariais, significou um retrocesso nas conquistas sociais dos trabalhadores, causando o avanço do desemprego, da precarização das condições de trabalho, e o enfraquecimento dos sindicatos, movimentos sociais e partidos de esquerda.

Com o neoliberalismo, o poder dos conglomerados comunicacionais

fortalece-se e a indústria cultural, articulada mundialmente, transforma-se no porta-voz ideológico do capitalismo, desqualificando qualquer visão contrária a ele como ultrapassada, promovendo, assim, o pensamento único em relação ao qual não há alternativa.

Cláudio Novaes Pinto Coelho é professor da Faculdade Cásper Líbero.

4.1 Mapas:

(16)
(17)
(18)
(19)

Referências

Documentos relacionados

Em contrapartida, o que, via de regra, se vê nas varas de família, jurisdição onde as ações que instauram a curatela são propostas, muitas das pessoas não

indicado pelo Sindicato dos Trabalhadores da Educação do Estado de Santa Catarina,

XI – ter autonomia para definir produção, programação e distribuição de conteúdo no sistema público de radiodifusão, em consonância com o seu Conselho

Nesse contexto, foi possível pensar que não devemos ignorar as diferenças existentes entre uns e outros como seres em si diante de um determinado viés ou contexto social aos quais

A altura manométrica, vazão, tipo de filtro e qualidade da água utilizados no sistema são parâmetros do projeto intimamente relacionados que justificam a necessidade de conhecimento

O objetivo do curso foi oportunizar aos participantes, um contato direto com as plantas nativas do Cerrado para identificação de espécies com potencial

 Para a realização desta lâmina, com uma pipeta pingar uma gota de cada cultura em lâminas, colocar a lamínula em um ângulo de 45°, deixá-la cair e pressionar com