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PROPOSTA DE RESOLUÇÃO

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RE\1126058PT.docx PE603.770v01-00

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Unida na diversidade

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Parlamento Europeu

2014-2019 Documento de sessão B8-0345/2017 15.5.2017

PROPOSTA DE RESOLUÇÃO

apresentada na sequência de uma declaração do Vice-Presidente da Comissão / Alto Representante da União para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança

nos termos do artigo 123.º, n.º 2, do Regimento

sobre a obtenção de uma solução assente na coexistência de dois Estados no Médio Oriente

(2016/2998(RSP))

Tamás Meszerics, Margrete Auken, Ernest Urtasun, Klaus Buchner, Florent Marcellesi, Bart Staes, Jordi Solé, Pascal Durand

em nome do Grupo Verts/ALE

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B8-0345/2017

Resolução do Parlamento Europeu sobre a obtenção de uma solução assente na coexistência de dois Estados no Médio Oriente

(2016/2998(RSP))

O Parlamento Europeu,

– Tendo em conta as suas anteriores resoluções sobre o conflito israelo-palestiniano, – Tendo em conta as conclusões do Conselho dos Negócios Estrangeiros sobre o processo

de paz no Médio Oriente, nomeadamente de 18 de janeiro de 2016,

– Tendo em conta as Diretrizes da UE em matéria de Direito Internacional Humanitário, – Tendo em conta a declaração da Vice-Presidente da Comissão Europeia /Alta

Representante da União para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança, Federica Mogherini, sobre a situação em Israel e na Palestina,

– Tendo em conta a decisão do Governo sueco de reconhecer o Estado da Palestina, em 30 de outubro de 2014, à semelhança do que fizeram 136 outros países, incluindo oito Estados-Membros da UE, a Islândia e o Vaticano, os quais reconheceram a Palestina, – Tendo em conta a comunicação da UE sobre a rotulagem dos produtos provenientes dos

territórios palestinianos ocupados, publicada em novembro de 2015,

– Tendo em conta o relatório intitulado «Six-Month Report on Demolitions and Confiscations of EU funded structures in Area C September 2016-February 2017» (Relatório semestral sobre demolições e confiscos de estruturas financiadas pela UE na Zona C – setembro de 2016 a fevereiro de 2017), publicado pelo SEAE em 5 de abril de 2017,

– Tendo em conta as resoluções do Conselho de Segurança da ONU sobre o conflito israelo-palestiniano, nomeadamente a Resolução 2334, aprovada em 26 de dezembro de 2016,

– Tendo em conta as convenções da ONU sobre direitos humanos e os tratados sobre direito internacional humanitário em que Israel, a Palestina e os Estados-Membros da UE são Partes,

– Tendo em conta a Iniciativa de Paz Árabe adotada em março de 2002 pelo Conselho da Liga dos Estados Árabes,

– Tendo em conta o estudo do Parlamento Europeu intitulado «Occupation/Annexation of a Territory: Respect for International Humanitarian Law and Human Rights and

Consistent EU Policy» (Ocupação/anexação de um território: respeito pelo direito internacional humanitário e pelos direitos humanos e uma política coerente da UE neste domínio), de 25 de junho de 2015,

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A. Considerando que as perspetivas de um reatamento efetivo das negociações tendo em

vista uma resolução global do conflito israelo-palestiniano no âmbito do chamado processo de paz no Médio Oriente continuam a ser pouco promissoras, apesar das diligências diplomáticas preliminares realizadas pela nova administração dos Estados Unidos;

B. Considerando que a solução assente na coexistência de dois Estados continua a ser a opção preferida, tanto dos palestinianos como dos israelitas, e que apenas uma minoria em ambos os lados apoia a ideia de uma solução de um Estado binacional, de acordo com uma sondagem efetuada em fevereiro de 2017 pelo Centro de Política e

Investigação palestiniano e pelo Centro de Investigação para a Paz Tami Steinmetz; C. Considerando que o Relatório Anual da Amnistia Internacional 2016/2017 refere o

seguinte: «nesse ano, ocorreram esfaqueamentos, atropelamentos com automóveis, tiroteios e outros ataques perpetrados por palestinianos contra israelitas na Cisjordânia e em Israel. Os ataques, cometidos na sua maioria por palestinianos não filiados em grupos armados, causaram a morte de 16 israelitas e de um cidadão estrangeiro, na sua maioria civis. As forças israelitas mataram 110 palestinianos e dois cidadãos

estrangeiros durante o ano. Algumas destas pessoas foram mortas ilegitimamente, dado que não representavam uma ameaça para a vida. Grupos armados palestinianos na Faixa de Gaza dispararam, regularmente e de forma indiscriminada, rockets e morteiros contra Israel, sem causar mortes ou ferimentos graves. As forças israelitas responderam com ataques aéreos e fogo de artilharia, matando três civis palestinianos, incluindo duas crianças, em Gaza»;

D. Considerando que o Gabinete de Coordenação dos Assuntos Humanitários das Nações Unidas (OCHA) regista, até à data em 2017, 16 palestinianos mortos e 525 palestinianos feridos pelas forças israelitas nos territórios palestinianos ocupados, 5 israelitas mortos por palestinianos nos territórios palestinianos ocupados e em Israel e uma média quinzenal de sete israelitas feridos por palestinianos;

E. Considerando que, desde o início do ano, o Governo israelita anunciou a criação de um novo colonato ilegal e prosseguiu com a construção de cerca de mais 6000 habitações em colonatos existentes, incluindo em locais situados em Jerusalém Oriental

repetidamente referidos como «linhas vermelhas» da UE; que, em 6 de fevereiro de 2017, o Knesset aprovou a Lei da Regularização que autoriza efetivamente o confisco de terras palestinianas pertencentes a particulares para o estabelecimento e a expansão de postos avançados e colonatos; que grupos da sociedade civil alertam para a

existência de planos para construir mais 15 000 mil habitações em Jerusalém Oriental, incluindo em Givat Hamatos;

F. Considerando que a população palestiniana da Cisjordânia é vítima de violações flagrantes dos seus direitos, incluindo a violência dos colonos e as fortes restrições à livre circulação e ao acesso a serviços essenciais (incluindo a água); que se encontram atualmente detidos em prisões israelitas 6300 palestinianos, incluindo 300 crianças, 61 mulheres e 536 pessoas em detenção administrativa; que uma greve de fome massiva de prisioneiros palestinianos em apoio dos seus direitos básicos está em curso desde 17 de abril de 2017;

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G. Considerando que, de acordo com o gabinete do Representante da UE na Palestina, se registou uma elevada taxa sem precedentes de demolições de estruturas palestinianas pelas autoridades israelitas na Zona C e em Jerusalém Oriental nos últimos meses, incluindo 440 estruturas propriedade de palestinianos, o que resultou na deslocação de 1628 pessoas, incluindo 772 crianças, e afetou negativamente outros 7216 palestinianos; que o gabinete da UE comunicou um «aumento excecional» das demolições de

estruturas financiadas pela UE ou pelos Estados-Membros da UE, num total de 182 estruturas, com um valor de 557 378 euros, em 2016; que não foi solicitada nenhuma indemnização por esta destruição;

H. Considerando que o bloqueio permanente da Faixa de Gaza está a ter um impacto devastador nos 1,8 milhões de pessoas que aí vivem, o que constitui, de acordo com o Comité Internacional da Cruz Vermelha, «uma punição coletiva imposta em manifesta violação das obrigações de Israel decorrentes do direito internacional humanitário»; I. Considerando que os esforços no sentido da reconciliação palestiniana não alcançaram

progressos palpáveis; que a Autoridade Palestiniana (AP) não tem conseguido exercer a sua autoridade na Faixa de Gaza; que os dirigentes palestinianos continuam envolvidos em lutas de poder internas; que a AP é confrontada com cada vez mais acusações de favorecimento, autoritarismo, detenção de críticos e corrupção;

J. Considerando que, desde os Acordos de Oslo de 1993, a comunidade de doadores investiu mais de 23 mil milhões de euros na paz e na ajuda ao desenvolvimento na Palestina; que a desigualdade, o desemprego e as taxas de pobreza dos palestinianos aumentaram de forma constante durante o mesmo período;

K. Considerando que uma avaliação da cooperação da UE com os territórios palestinianos ocupados realizada em nome da Comissão, em maio de 2014, concluiu que o atual modelo de cooperação atingiu os seus limites devido à ausência de uma via política paralela da UE que aborde os obstáculos colocados pelas políticas israelitas de ocupação e de colonatos e pela divisão política da Cisjordânia e de Gaza; L. Considerando que, por força do direito internacional, os terceiros, incluindo os

Estados-Membros da UE, têm a obrigação de não encorajar, auxiliar ou prestar assistência à criação de colonatos e de fazer tudo o que razoavelmente estiver ao seu alcance para impedir a criação de qualquer novo colonato e pôr termo a essa prática ilegal;

1. Está firmemente convicto de que a única solução duradoura para o conflito no Médio Oriente continua a ser a existência de dois Estados democráticos, Israel e a Palestina, vivendo lado a lado, em paz, dentro de fronteiras seguras e reconhecidas, com base em «linha verde» de 1967 e com Jerusalém como capital de ambos os Estados;

2. Considera que a permanente consolidação de uma realidade de um Estado com desigualdade de direitos, uma ocupação interminável e uma anexação sub-reptícia da Cisjordânia, bem como a perspetiva que se desvanece de um Estado palestiniano, requerem que a política da UE em relação ao conflito seja repensada;

3. Salienta, uma vez mais, que os meios não violentos constituem a única forma de

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civis, incluindo os atos de terrorismo, bem como todos os atos de provocação,

incitamento e destruição de ambos os lados;

4. Condena a contínua expansão dos colonatos israelitas, que constitui uma violação flagrante do direito internacional humanitário, contribui para o ressentimento e o desespero palestinianos e representa o principal obstáculo para a viabilidade e as perspetivas da solução baseada na coexistência de dois Estados;

5. Sublinha a determinação da comunidade internacional, tal como exprimiu, uma vez mais, o Conselho de Segurança das Nações Unidas em dezembro de 2016, de não reconhecer quaisquer alterações às fronteiras de 1967, incluindo no que diz respeito a Jerusalém, para além das que foram objeto de acordo entre as partes através da

negociação; exorta as autoridades israelitas a suspenderem de imediato e a reverterem a sua política de colonatos; rejeita a política do Governo israelita da chamada contenção no que diz respeito à construção de colonatos e convida a UE a manter-se firme sobre a questão;

6. Manifesta profunda preocupação quanto à exploração dos recursos naturais da Palestina por Israel e a prevalência de deslocações forçadas, nomeadamente na Zona C, o que constitui uma grave violação das convenções de Genebra; solicita às autoridades israelitas que respeitem plenamente os direitos da população palestiniana na Zona C, incluindo dos beduínos, e que cancelem de imediato todos os planos para a sua reinstalação forçada e todas as ordens de demolição e despejo contra essas pessoas, incluindo nas comunidades de Khan-Al-Ahmar e Susya;

7. Insta a UE a cumprir as suas responsabilidades à escala mundial, empreendendo uma iniciativa corajosa e abrangente de paz para a região; salienta que esta nova política da UE se deve centrar na preservação da viabilidade a longo prazo de uma solução baseada na coexistência de dois Estados;

8. Insta as instituições da UE e os Estados-Membros a cumprirem a sua obrigação legal de não reconhecimento e, em conformidade com a Resolução 2334 do Conselho de

Segurança das Nações Unidas, a aplicarem uma política eficaz e abrangente de

diferenciação por parte da UE entre Israel e os seus colonatos, assente no pleno respeito pelo direito internacional e pelos princípios da União;

9. Exorta a Comissão e a VP/AR, como parte de uma política mais robusta relativamente aos colonatos israelitas, a tomarem as seguintes medidas:

a. Intensificar a diplomacia pública em resposta à atividade de implantação de colonatos e articular claramente que esta política decorre da profundidade das relações UE-Israel e tem por base um imperativo jurídico;

b. Proceder a uma revisão na íntegra das relações UE-Israel para garantir que uma política de diferenciação da UE seja efetivamente aplicada em todas as relações bilaterais;

c. Criar um mecanismo de fiscalização e cumprimento sólido da UE no que diz respeito ao comércio proveniente dos colonatos e apresentar um relatório anual sobre a execução das orientações da UE sobre a rotulagem de produtos

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provenientes dos colonatos; exorta a Comissão a instaurar processos por infração em caso de incumprimento;

d. Reproduzir a nível da UE a assessoria dos Estados-Membros às empresas que adverte o setor privado para os riscos jurídicos e económicos das atividades que beneficiam os colonatos;

e. Elaborar orientações para a cooperação financeira entre entidades europeias e israelitas, de molde assegurar que os fundos de investimento ou os bancos da UE não apoiem empresas ou fundos que operem nos colonatos;

f. Recusar a admissibilidade dos documentos legais emitidos nos colonatos israelitas, tais como títulos de propriedade ou diplomas do ensino;

g. Proceder à revisão das relações UE-Israel à luz do artigo 2.º do Acordo de Associação;

h. Garantir que o aprofundamento das relações entre a UE e Israel continue a estar dependente do empenho no sentido de uma solução assente na coexistência de dois Estados e que as futuras prioridades de parceria UE-Israel incluam uma cláusula territorial;

10. Insta todos os Estados-Membros a reconhecerem incondicionalmente o Estado da Palestina; está firmemente persuadido de que o reconhecimento à escala europeia fará avançar as perspetivas de paz e incentivará os esforços, nomeadamente da sociedade civil israelita, para garantir uma solução baseada na coexistência de dois Estados; 11. Lamenta que a nomeação pela VP/AR do Representante Especial da UE para o Processo

de Paz do Médio Oriente não tenha conseguido melhorar tangivelmente os esforços diplomáticos e a visibilidade da UE e, por conseguinte, considera necessário proceder a uma revisão drástica deste mandato;

12. Manifesta preocupação com o aumento da destruição e do confisco de assistência humanitária na Zona C; lamenta profundamente a falta de determinação do SEAE e da Comissão, assinalada pelo Tribunal de Contas Europeu, para assegurar indemnizações e garantias de não repetição por parte das autoridades israelitas; espera que a Comissão deduza da assistência bilateral da UE para Israel o montante equivalente a essas perdas; insiste que é essencial que a Comissão respeite as mais rigorosas normas de

transparência e de prestação de contas em relação à sua assistência bilateral na Palestina e garanta que todas as alegações de financiamento ilícito sejam investigadas de forma adequada;

13. Congratula-se com o apoio da UE às comunidades em risco de deslocação forçada e apela a mais investimento na Zona C; insta a Comissão a assegurar que essa ajuda seja concedida de forma a inverter a fragmentação, a integrar plenamente a dimensão política da ocupação e a apoiar de modo eficaz a autodeterminação palestiniana;

sublinha, neste contexto, a importância crucial de assegurar o acesso dos palestinianos à Zona C em prol da recuperação económica e do crescimento sustentável;

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14. Exorta o Governo israelita a pôr termo imediata, incondicional e completamente ao

bloqueio ilegal à Faixa de Gaza; lamenta profundamente a continuação das restrições impostas por Israel à entrada de materiais de construção em Gaza;

15. Manifesta preocupação face aos relatos de deterioração das condições para as ONG de direitos humanos e para as forças progressistas em Israel e na Palestina, e ao número cada vez maior de tentativas feitas pelas autoridades para reprimir a dissidência e as vozes independentes; insta a delegação da UE e as missões diplomáticas dos Estados-Membros a continuarem a colaborar com as autoridades e a reunirem-se

sistematicamente com os intervenientes em matéria de direitos humanos e paz, bem como a apoiá-los, uma vez que sem esses intervenientes será difícil alcançar a solução assente na coexistência de dois Estados;

16. Salienta o potencial único da comunidade árabe palestiniana em Israel para

desempenhar um papel crucial no que toca a lograr uma paz duradoura entre israelitas e palestinianos; apela ao fim da discriminação contra os cidadãos árabes palestinianos de Israel; manifesta profunda preocupação com a lei sobre o Estado-nação, que se junta a outra legislação discriminatória adotada recentemente, e exorta os deputados do Knesset a oporem-se à sua aprovação como lei; solicita ao SEAE e à Comissão que aumentem consideravelmente o apoio às minorias em Israel e a colaboração com as mesmas, e que apoiem os seus esforços para assegurar a igualdade de direitos e conseguir uma melhor participação política, económica e social;

17. Lamenta profundamente a persistente desunião entre os palestinianos e apela a todas as forças palestinianas para que retomem os esforços de reconciliação, nomeadamente através da organização de eleições presidenciais e legislativas, há muito aguardadas em toda a Palestina; insta as autoridades israelitas a libertarem todos os membros do Conselho Legislativo Palestiniano que se encontram atualmente em detenção

administrativa, bem como todos os outros palestinianos em detenção administrativa sem acusação; manifesta profunda preocupação com a greve de fome em curso de

prisioneiros palestinianos e insta as autoridades israelitas a respeitarem os seus direitos fundamentais como prisioneiros; insta a UE a tomar medidas inovadoras para promover a reconciliação;

18. Decide convocar, como sinal do seu firme empenho para com a solução assente na coexistência de dois Estados, uma reunião extraordinária da Conferência dos

Presidentes, em Jerusalém, em junho de 2017, e criar um grupo de acompanhamento para avaliar a execução da política de diferenciação da UE;

19. Recorda a sua decisão de lançar uma iniciativa denominada «Deputados para a Paz», destinada a reunir deputados europeus, israelitas e palestinianos no intuito de fazer avançar uma agenda para a paz e complementar os esforços diplomáticos da UE; 20. Manifesta indignação face à obstrução permanente e injustificada por parte das

autoridades israelitas a qualquer visita de órgãos oficiais do Parlamento Europeu à Faixa de Gaza;

21. Decide enviar uma delegação ad hoc a Gaza/Palestina e a Israel para avaliar a situação no terreno no que se refere à destruição dos projetos financiados pela UE na Zona C e em Gaza, bem como a perspetiva de uma política revista da UE em relação ao conflito;

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22. Encarrega o seu Presidente de transmitir a presente resolução ao Conselho, à Comissão, à Vice-Presidente da Comissão/Alta Representante da União para os Negócios

Estrangeiros e a Política de Segurança, aos governos e parlamentos dos

Estados-Membros, ao Secretário-Geral das Nações Unidas, ao Quarteto, ao Governo israelita, ao Knesset, ao Presidente da Autoridade Palestiniana, ao Conselho Legislativo Palestiniano e aos órgãos da Assembleia Parlamentar Euro-Mediterrânica.

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