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PERGUNTAS E RESPOSTAS

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PERGUNTAS E RESPOSTAS

A Lei não refere os meios de prova necessários para justificar os pedidos de resgate de PPR’s

ao abrigo do regime excecional e temporário de resposta à COVID 19, no entanto, tendo em

consideração que cada uma das situações excecionais previstas, se encontra devidamente enquadrada na legislação que foi sendo publicada após a declaração de Pandemia Mundial pela Organização Mundial de Saúde (OMS) , o cliente deverá juntar a documentação que comprove

a situação em que se encontra.

De forma a esclarecer e apoiar as Redes Comerciais, relativamente a questões que possam ser colocadas pelos clientes sobre esta matéria, elaborámos as seguintes FAQ’s.

Anexos:

I - Artigo 362º do OE 2021 (Resgate de Planos de Poupança Reforma Educação); II - Alguns dos modelos a serem utilizados como meios de prova.

1. Quais são as Condições Pessoais para solicitar o reembolso ao abrigo deste regime excecional e quais são os documentos que devem ser apresentados, para cada uma das situações enquadradas nesta Lei?

1.1 Isolamento Profilático

Esta é a medida utilizada em pessoas doentes, para que através do afastamento social não contagiem outros cidadãos. Para ficar em isolamento é necessário que as autoridades de saúde preencham o formulário específico (ver anexo II).

Comprovativos a Apresentar

Certificação de Isolamento Profilático – Identificação de trabalhadores/alunos em situação de isolamento, emitida pelo delegado de saúde (Mod. 1 - DGAEP).

1.2 Doença

Tal como outra situação de doença, é emitido um Certificado por Incapacidade Temporária que é comunicado, por via eletrónica, pelos serviços de Saúde.

O impedimento temporário do exercício da atividade profissional (exceto teletrabalho ou programas de formação à distância), reconhecido por autoridade de saúde, no contexto de perigo de contágio pelo COVID-19, é equiparado a doença com internamento hospitalar (Despachos n.º 2875-A/2020, de 3 de março).

Comprovativos a Apresentar

Atestado Médico - Certificado por Incapacidade Temporária;

Listagem de trabalhadores / alunos em situação de isolamento (Mod. GIT71 – DGSS).

1.3 Assistência a Filhos e Netos

1.3.1 Assistência a Filho ou Neto por Isolamento Profilático

Esta situação decorre do acompanhamento de isolamento profilático de filho ou outro dependente a cargo, menores de 12 anos, ou com deficiência/doença crónica independentemente da idade, motivado por situações de grave risco para a saúde pública, certificado pelo delegado de saúde. Neste caso, além do Certificado de Isolamento Profilático do filho ou outro dependente, deverá apresentar o requerimento aprovado para o subsídio para assistência a filho ou netos da SS. No caso do

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encerramento do estabelecimento de ensino poderá fazer prova apenas o requerimento aprovado para o subsídio para assistência a filho ou netos.

Comprovativos a Apresentar

Requerimento aprovado para o subsídio para assistência a filho ou netos e/ou Certificado de Isolamento Profilático do filho ou outro dependente (emitido pelo delegado de saúde - Mod. 1 - DGAEP).

1.3.2 Apoio Excecional à Família dos Trabalhadores por Conta de Outrem

Esta situação decorre quando trabalhadores, que exercem atividade por conta de outrem, faltem ao trabalho por motivos de assistência a filhos ou outros menores a cargo, menores de 12 anos, ou com deficiência/doença crónica independentemente da idade, decorrente de encerramento do estabelecimento de ensino determinado por decisão da autoridade de saúde ou do governo.

Comprovativos a Apresentar

Declaração do trabalhador por conta de outrem - Mod. GF88-DGSS.

Comprovativo de inscrição no estabelecimento de ensino ou equipamento social de apoio à primeira infância ou à deficiência; ou

Comprovativo da Segurança Social de ser beneficiário de Apoio Excecional à Família para Trabalhadores por Conta de Outrem.

1.3.3 Apoio Excecional à família para Trabalhadores Independentes e do Serviço Doméstico

Esta situação decorre quando trabalhadores independentes e trabalhadores do serviço doméstico não possam exercer a sua atividade por motivos de assistência a filhos ou outros menores a cargo, menores de 12 anos, ou com deficiência/doença crónica independentemente da idade, decorrente de encerramento do estabelecimento de ensino determinado por decisão da autoridade de saúde ou do governo.

Comprovativos a Apresentar

Comprovativo da Segurança Social de ser beneficiário de Apoio Excecional à Família para Trabalhadores Independentes e do Serviço Doméstico.

1.4 Crise Empresarial

Esta situação poderá ser comprovada através de declaração emitida pelo empregador conjuntamente com certidão do contabilista certificado da empresa que ateste a paragem total ou parcial da atividade da empresa ou estabelecimento ou a quebra abrupta e acentuada de, pelo menos, 40 % da faturação no período de trinta dias anterior ao do pedido.

Em alternativa, pode ser enviado o Requerimento de Situação de Crise Empresarial - modelo RC 3056-DGSS e respetivo anexo.

Comprovativos a Apresentar

Requerimento Situação de Crise Empresarial (Mod. RC 3056 – DGSS); ou

Uma declaração da entidade patronal, no caso de trabalhadores por conta de outrem; ou

Declaração de Contabilista Certificado, no caso de regime de contabilidade organizada;

1.5 Situação de Desemprego

A situação de desemprego deve ser decorrente do surto pandémico associado ao SARS-COV-2 e de acordo com o registo no IEFP.

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Chama-se a atenção que, os períodos de concessão do subsídio de desemprego que terminem em 2021 são, excecionalmente, prorrogados por seis meses (Art.º 154.º do OE 2021).

Comprovativos a Apresentar

Declaração de situação de desemprego - Mod.RP5044-DGSS.

1.6 Elegibilidade para o apoio extraordinário ao rendimento dos Trabalhadores

Este apoio foi criado com o objetivo de assegurar a continuidade dos rendimentos das pessoas em situação de particular desproteção económica causada pela pandemia da doença COVID-19 e não é cumulável com outros apoios atribuídos no âmbito da resposta à pandemia.

O Apoio Extraordinário é regulamentado pela Portaria n.º 19-A/2021, de 25 de janeiro, produzindo efeitos entre 1 de janeiro de 2021 e 31 de dezembro de 2021.

Nas situações de desemprego (as alíneas a) e b) do n.º 2 do artigo 156.º do OE 2021), o Apoio Extraordinário é concedido por um período máximo de 12 meses. Para as restantes situações, o período máximo é de 6 meses, seguidos ou interpolados, correspondendo a uma prestação concedida por um mês, prorrogável mensalmente.

Prestação de desemprego termine no ano 2021

Os trabalhadores por conta de outrem, incluindo os trabalhadores do serviço doméstico, os trabalhadores independentes e os membros de órgãos estatutários com funções de direção, cuja prestação de proteção no desemprego termine após 1 de janeiro 2021.

Desemprego, sem prestação e com 3 meses de contribuição nos 12 meses anteriores ao desemprego

Os trabalhadores por conta de outrem, incluindo os trabalhadores do serviço doméstico, os trabalhadores independentes economicamente dependentes e os membros de órgãos estatutários com funções de direção que, por razões que não lhes sejam imputáveis, ficaram em situação de desemprego, sem acesso à respetiva prestação, e que tenham, pelo menos, três meses de contribuições nos 12 meses imediatamente anteriores à situação de desemprego.

Quebra de rendimento relevante médio mensal superior a 40%

Os trabalhadores independentes e os trabalhadores do serviço doméstico com regime diário ou horário que tenham, pelo menos, três meses de contribuições nos 12 meses imediatamente anteriores ao requerimento do apoio e que apresentem uma quebra do rendimento relevante médio mensal superior a 40 % no período de março a dezembro de 2020 face ao rendimento relevante médio mensal de 2019 e, cumulativamente, entre a última declaração trimestral disponível à data do requerimento do apoio e o rendimento relevante médio mensal de 2019.

Desproteção económica e social

Os trabalhadores em situação de desproteção económica e social que não tenham acesso a qualquer instrumento ou mecanismo de proteção social, que não se enquadrem em nenhuma das situações previstas nas alíneas anteriores e que se vinculem ao sistema de segurança social como trabalhadores independentes e mantenham essa vinculação durante a atribuição do apoio e nos 30 meses subsequentes.

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Paragem total de atividade / Quebra de, pelo menos, 40% da faturação

Os gerentes das micro e pequenas empresas, tenham ou não participação no capital da empresa, empresários em nome individual, bem como os membros dos órgãos estatutários de fundações, associações ou cooperativas com funções equivalentes às daqueles, que estejam, nessa qualidade, exclusivamente abrangidos pelos regimes de segurança social, que tenham, pelo menos, três meses seguidos ou seis meses interpolados de contribuições nos 12 meses imediatamente anteriores ao requerimento do apoio:

i) Em situação comprovada de paragem total da sua atividade, ou da atividade do respetivo setor, em consequência da pandemia da doença COVID -19; ou

ii) Mediante declaração do próprio conjuntamente com certidão de contabilista certificado que o ateste, em situação de quebra abrupta e acentuada de, pelo menos, 40 % da faturação no período de trinta dias anterior ao do pedido junto dos serviços competentes da segurança social, com referência à média mensal dos dois meses anteriores a esse período, ou face ao período homólogo do ano anterior ou, ainda, para quem tenha iniciado a atividade há menos de 12 meses, à média desse período.

Trabalhadores estagiários

Os trabalhadores estagiários ao abrigo da medida de estágios profissionais, prevista na Portaria n.º 131/2017, de 7 de abril, na sua redação atual.

Comprovativos a Apresentar

Requerimento aprovado do Apoio Extraordinário ao Rendimento dos Trabalhadores. Note-se que a análise e decisão sobre a concessão do Apoio Extraordinário são operadas automaticamente, com recurso a notificações eletrónicas.

ou

Comprovativo da Segurança Social de ser beneficiário do Apoio Extraordinário ao rendimento dos trabalhadores.

1.7 Elegibilidade para o apoio extraordinário à redução da atividade económica de trabalhador independente

Critérios de elegibilidade para o apoio extraordinário à redução da atividade económica de trabalhador independente (que não seja pensionista): situação comprovada de paragem total da sua atividade ou da atividade do respetivo setor, em consequência da pandemia da doença COVID-19; ou mediante declaração do próprio conjuntamente com certidão de contabilista certificado que o ateste, em situação de quebra abrupta e acentuada de, pelo menos, 40 % da faturação com referência à média mensal dos dois meses anteriores ao período do pedido de apoio. Estas circunstâncias são atestadas mediante declaração do próprio, sob compromisso de honra, ou de contabilista certificado no caso de trabalhadores independentes no regime de contabilidade organizada;

Comprovativos a Apresentar

Declaração do próprio sob compromisso de honra.

Declaração do contabilista certificado para trabalhadores do regime de contabilidade organizada.

1.8 Situação de Desproteção Económica e Social

Nesta situação, o indivíduo deverá beneficiar do Apoio Extraordinário a Trabalhadores (Artigo 325.º - G da Lei n.º 2/2020 – OE 2020) ou do Apoio Extraordinário ao Rendimento dos Trabalhadores (Artigo 156.º do OE 2021). Esta última situação já está contemplada

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no ponto 1.6 - Situação de desproteção económica e social, pelo que se entende que existe uma redundância nesta parte da alínea f) do Artigo 362.º do OE 2021 com a alínea d) do mesmo artigo.

O reconhecimento de situação de desproteção económica é validado por meio da verificação de condição de recursos, definida em função do rendimento médio mensal do agregado familiar do requerente ao Apoio Extraordinário. A comprovação dos rendimentos é efetuada através da interconexão de dados entre os serviços da administração fiscal e as instituições da segurança social.

Comprovativos a Apresentar

Requerimento aprovado do Apoio Extraordinário a Trabalhadores ou do Apoio Extraordinário ao Rendimento dos Trabalhadores.

Note-se que a análise e decisão sobre a concessão do Apoio Extraordinário são operadas automaticamente, com recurso a notificações.

ou

Comprovativo da Segurança Social de ser beneficiário do Apoio Extraordinário ao rendimento dos trabalhadores.

1.9 Quebra do Rendimento Relevante

Nesta situação (alínea g) do Artigo 362º do OE 2021), admite-se que a intenção do legislador é a de alargar a possibilidade de resgate a outro tipo de trabalhadores que não trabalhadores independentes e de serviço doméstico (ver ponto 1.6 - Quebra de rendimento relevante médio mensal superior a 40%), mas tal não é explícito e a exigência de um requerimento remete automaticamente para outra disposição legal que esta alínea não explicita.

À falta de melhor entendimento, interpreta-se que é um lapso e/ou uma remissão para a alínea c) do nº 2 do Artº 156º do OE 2021 - que, por sua vez já está contemplada na alínea d) do Artigo 362.º do OE 2021.

Comprovativo a Apresentar

Requerimento aprovado do Apoio Extraordinário ao rendimento dos trabalhadores. Note-se que a análise e decisão sobre a concessão do Apoio Extraordinário são operadas automaticamente, com recurso a notificações eletrónicas.

ou

Comprovativo da Segurança Social de ser beneficiário do Apoio Extraordinário ao rendimento dos trabalhadores.

1.10 Arrendatário num contrato de arrendamento de prédio urbano para habitação própria e permanente

Para poder beneficiar deste regime, o arrendatário tem de ter um contrato de arrendamento de prédio urbano para habitação própria e permanente em vigor à data de 31 de março de 2020 e tem de estar a beneficiar do regime de diferimento do pagamento de rendas nos termos da Lei nº 4-C/2020, de 6 de abril, necessitando desse valor para regularização das rendas alvo de moratória.

Este regime prevê que a demonstração da quebra de rendimentos, condição necessária para a sua aplicação, seja regulamentada através de Portaria do membro do Governo responsável pela área da habitação. Esta regulamentação foi publicada através da Portaria n.º 91/2020, de 14 de abril, em particular nos artigos 4º a 7º deste diploma. Em todo o caso, nos termos do nº 1 do artigo 6º da Lei n.º 4-C/2020, os arrendatários que se vejam impossibilitados do pagamento da renda têm o dever de informar o senhorio, por escrito, até cinco dias antes do vencimento da primeira renda em que

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pretendem beneficiar deste regime, juntando-lhe a documentação comprovativa da situação.

Comprovativos a Apresentar

Documento enviado pelo Arrendatário ao Senhorio, a comunicar a sua pretensão de beneficiar do regime excecional de pagamento diferido das rendas em atraso, nos termos do nº 1 do artigo 6º da Lei nº 4-C/2020, de 6 de abril, incluindo comprovativos exigidos nos termos da Portaria n.º 91/2020.

2. Qual é o Prazo para Solicitar o Reembolso?

Os pedidos de reembolso nestas condições, serão válidos até 30 de setembro de 2021. Entende-se que para poder aceder a este regime de reembolso excecional de PPR o beneficiário (ou algum dos membros do seu agregado familiar) deve ter passado a uma das

condições acima no decurso do período em que vigore o regime excecional.

A documentação comprovativa deve confirmar o cumprimento dos prazos acima indicados.

3. Que apólices PPR podem ser enquadráveis neste regime excecional?

Pode ser solicitado o resgate sobre qualquer apólice PPR ou PPR/E, desde que tenha sido subscrita até ao dia 31 de março de 2020.

4. Qual o Limite Máximo que pode ser resgatado?

O limite mensal do reembolso é equivalente ao valor do Indexante dos Apoios Sociais (IAS), que para o ano de 2021 é de 438,81€ (valor bruto de resgate). No entanto, se o reembolso for solicitado para efeitos de regularização de rendas prediais (habitação própria e permanente) alvo de moratória, o valor pode ir até ao limite mensal de uma vez e meia o IAS, ou seja, 658,22€.

Este limite é aplicável por participante e por companhia (e não por contrato), ou seja, a

cada NIF (participante) apenas poderá ser reembolsado um valor total de 438,81€ (ou de 658,22€), independentemente do número de contratos existentes na Companhia.

No caso, em que por força do regime de bens do casal, o PPR seja um bem comum, deverão ser mantidas as exigências do estabelecido pelo DL 158/2002, de 2 de julho.

5. E se for solicitado o resgate total da apólice (ou um valor superior a este montante), dentro de uma destas condições elegíveis?

Caso seja solicitado um resgate total do PPR, apenas o limite indicado fica sujeito a este regime excecional, estando o remanescente sujeito às penalizações regulamentares dos PPR’s.

6. Um reembolso solicitado ao abrigo deste regime excecional está sujeito a Penalização Contratual?

Os resgates solicitados ao abrigo deste regime e até ao limite mensal definido, não estão sujeitos a qualquer penalização por resgate antecipado.

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O tratamento será idêntico a um reembolso efetuado dentro das Condições Previstas na Lei.

7. E está sujeito a Penalização Fiscal, caso as entregas tenham sido utilizadas para efeitos de dedução à coleta do IRS?

No âmbito destes resgates, não existirão penalizações fiscais, ou seja, não há devolução do

benefício fiscal (dedução à coleta) ou majorações, desde que o PPR tenha sido subscrito

até 31 de março de 2020.

O reembolso efetuado nestas condições, para todos os efeitos, deverá ser considerado como efetuado dentro das condições legais (e fiscais) pelo que não deverá ser objeto de

reporte à Autoridade Tributária, como incumprimento.

8. Em termos de tributação sobre os rendimentos, quais vão ser as taxas a aplicar?

Caso existam rendimentos a ser resgatados, há lugar à tributação normal em sede de IRS,

aplicável a reembolsos dentro das condições legais (e fiscais).

Isto é, serão aplicadas as condições previstas no âmbito dos pontos 3 e 5 do artigo 21º do EBF.

De notar que, havendo lugar a retenção na fonte, o valor máximo reembolsável, deve ser entendido como o valor bruto de quaisquer retenções na fonte.

9. Este novo motivo vai ser integrado nas condições contratuais dos Planos de Poupança Reforma?

Não. Face ao caráter temporário desta medida, não vai ser efetuada qualquer alteração nas condições contratuais e nos suportes de apoio à comercialização do PPR.

10. O novo motivo de resgate vai estar disponível nas Plataformas dos Canais de Distribuição, para abertura dos respetivos pedidos?

Sim. Os pedidos enquadráveis neste novo motivo, devem ser efetuados, selecionando a opção “Covid-19”.

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ANEXO I

Artigo 362º do OE 2021 (Resgate de Planos de Poupança Reforma Educação)

1 — Sem prejuízo do disposto nos nºs. 1 a 4 do artigo 4.º do Decreto-Lei n.º 158/2002, de 2 de julho, até 30 de setembro de 2021, o valor de planos de poupança -reforma (PPR), de planos de poupança-educação (PPE) e de planos de poupança-reforma/educação (PPR/E) pode ser reembolsado até ao limite mensal do valor do IAS pelos participantes desses planos e desde que um dos membros do seu agregado familiar:

a) Esteja em situação de isolamento profilático ou de doença ou preste assistência a filhos ou netos, conforme estabelecido no Decreto-Lei n.º 10 -A/2020, de 13 de março; b) Tenha sido colocado em situação de redução do período normal de trabalho ou de suspensão do contrato de trabalho, em virtude de crise empresarial;

c) Esteja em situação de desemprego registado no IEFP, I. P.;

d) Seja elegível para o apoio extraordinário ao rendimento dos trabalhadores, previsto no artigo 156.º;

e) Seja elegível para o apoio extraordinário à redução da atividade económica de trabalhador independente, nos termos do artigo 26.º do Decreto-Lei n.º 10 -A/2020, de 13 de março;

f) Sendo trabalhador em situação de desproteção económica e social, preencha os pressupostos para beneficiar do apoio extraordinário previsto no artigo 325.º -G da Lei n.º 2/2020, de 31 de março, aditado pela Lei n.º 27-A/2020, de 24 de julho, ou no artigo 156.º da presente lei;

g) Apresente uma quebra do rendimento relevante médio mensal superior a 40 % no período de março a dezembro de 2020 face ao rendimento relevante médio mensal de 2019 e, cumulativamente, entre a última declaração trimestral disponível à data do requerimento do apoio e o rendimento relevante médio mensal de 2019; ou

h) Sendo arrendatário num contrato de arrendamento de prédio urbano para habitação própria e permanente em vigor à data de 31 de março, esteja a beneficiar do regime de diferimento do pagamento de rendas nos termos da Lei n.º 4 -C/2020, de 6 de abril, e necessite desse valor para regularização das rendas alvo de moratória.

2 — No caso da aplicação do disposto na alínea h) do número anterior, o valor dos planos a reembolsar ao abrigo deste regime pode ir até ao limite mensal de 1,5 IAS.

3 — O valor do PPR reembolsado deve corresponder ao valor da unidade de participação à data do requerimento de reembolso.

4 — As instituições de crédito, tal como definidas na Lei n.º 298/92, de 31 de dezembro, e as entidades autorizadas a comercializar este tipo de produtos financeiros divulgam de forma visível, até 30 de setembro de 2021, a possibilidade de resgate de PPR, PPE e PPR/E, ao abrigo deste regime nos seus sítios na Internet e nos extratos de conta com uma área para a prestação de informações ao cliente, caso os emitam.

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5 — Para efeitos do presente artigo, não é aplicável o disposto no n.º 4 do artigo 21.º do Estatuto dos Benefícios Fiscais, desde que os planos tenham sido subscritos até 31 de março de 2020. 6 — O Banco de Portugal e a Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões fiscalizam as entidades que regulam quanto ao cumprimento do disposto no n.º 4.

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ANEXO II

Alguns dos Modelos a Serem Usados como Meios de Prova

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Referências

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