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KARINE FIORIO PROJETO DE PESQUISA

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Academic year: 2021

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UNIVERSIDADE DE CAXIAS DO SUL PRÓ-REITORIA DE EXTENSÃO

PROJETO NOSSA ESCOLA PESQUISA SUA OPINIÃO - PÓLO RS CURSO “ESCOLA E PESQUISA: UM ENCONTRO POSSÍVEL”

KARINE FIORIO

PROJETO DE PESQUISA

Aula de Educação Física x Inclusão: Uma combinação possível?

Projeto de pesquisa apresentado junto ao curso de Extensão “Escola e Pesquisa: um encontro Possível”.

Coordenadora: Drª: Nilda Stecanela

Caxias do Sul 2012

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SUMÁRIO

1 DADOS DE IDENTIFICAÇÃO... 1.1Dados dos Pesquisadores...

2 TEMA... 2.1 Delimitação do Tema... 2.2 Problema... 3 JUSTIFICATIVA... 4 HIPÓTESES... 5 OBJETIVOS... 5.1 Objetivo Geral... 5.2 Objetivos Específicos... 6 METODOLOGIA... 7 POPULAÇÃO/AMOSTRA... 8 RECURSOS... 8.1 Recursos Humanos... 8.2 Recursos Materiais... 9 CRONOGRAMA... 10 REFERENCIAL TEÓRICO-METODOLÓGICO... 11 REFERÊNCIAS...

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Etapas de um projeto de pesquisa 1

1 DADOS DE IDENTIFICAÇÃO

UNIVERSIDADE DE CAXIAS DO SUL PRÓ-REITORIA DE EXTENSÃO

CURSO DE EXTENSÃO: “Escola e Pesquisa: um encontro Possível” Coordenadora: Drª: Nilda Stecanela

Período: março a agosto de 2012 Autores: Karine Fiorio

2 TEMA

A aula de Educação Física e a inclusão na escola.

2.1 DELIMITAÇÃO DO TEMA

A aula de Educação Física e a inclusão numa turma de 3º ano do Ensino Fundamental.

2.2 PROBLEMA

As aulas de Educação Física, por meio do conteúdo de jogos, influenciam as relações sociais e afetivas de uma turma de 3º ano do Ensino Fundamental com aluno portador de necessidade especial?

3 JUSTIFICATIVA

A pesquisa se deterá a atender e observar as relações sociais e afetivas entre alunos de um 3º ano e seu colega portador de necessidade especial. A escolha da temática deste projeto surgiu através do contato, com um aluno portador de necessidade especial em uma escola de ensino regular, pelo estágio supervisionado que realizei em minha vivência acadêmica no curso de Licenciatura em Educação Física.

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Considero o tema de grande relevância para a sociedade atual, em que muitas vezes, o “ter” vale mais que o “ser”, pois vivemos em uma época em que ser humano acaba não sendo valorizado em sua totalidade.

4 HIPÓTESES

Os alunos da turma interagem entre si, respeitam e socializam mutuamente com todos os seus colegas sem distinção durante o jogo proposto. Os alunos da turma expressam verbalmente as dificuldades em relacionar-se com o colega especial, estreitando as relações sociais, afetivas durante o jogo proposto.

5 OBJETIVOS

5.1 OBJETIVO GERAL

Analisar a partir das aulas de Educação Física vivenciadas, por meio do conteúdo de jogos, as relações sociais e afetivas de uma turma do 3º ano do Ensino Fundamental com aluno portador de necessidade especial?

5.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Identificar se os conteúdo de jogos, da Educação Física contribuem para aumentar e engajar as relações sociais e afetivas da turma com um aluno portador de necessidade especial.

Analisar e discutir as pautas de observações das expressões verbais em que os alunos estabelecem relações sociais e afetivas com o colega especial.

6 METODOLOGIA

A pesquisa será feita de corte qualitativo em que se fundamenta na descrição, análise e na interpretação das informações recolhidas.

Para Neves (1996), os estudos qualitativos têm características essenciais para esse tipo de pesquisa como a coleta de dados no ambiente local, a

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compreensão do fenômeno em todo o seu processo e com caráter descritivo. Assim, tendo mais riqueza nos detalhes observados nas aulas, para que no futuro possa comparar de uma maneira mais justa. E também sobre a pesquisa de opinião que se refere ao Nepso. A pesquisa de opinião permite: averiguar a existência de algum problema; confirmar a continuidade de uma ação que já está em andamento; compreender a visão que as pessoas têm de um fato ou de alguma ação em curso; detectar a dimensão de algum problema ou de alguma ação; refletir sobre como agir, como mudar, como superar, ou como reafirmar as posições ou caminhos já escolhidos. (Montenegro e Ribeiro, 2002, p. 25).

INSTRUMENTOS DE PESQUISA OBSERVAÇÕES

A observação é um instrumento importante na pesquisa qualitativa, onde se aplica a um determinado objetivo externo, porém o que determina o tipo de observação que ela é será a problematização e os objetivos.

Nesse sentido, Negrine (1999, P.? ) afirma que quanto mais descritiva for a observação, sem contaminá-la com nossos vícios, mais vantajosa ela se tornará para a análise das informações.

As observações da presente pesquisa serão feitas nas aulas de Educação Física, com uma turma do 3º ano do Ensino Fundamental, de uma escola da rede particular de ensino. As aulas possuem duração média de 50 minutos cada aula, totalizando ao final da investigação, aplicação 6 aulas. A partir da pauta de observação (Apêndice X), os alunos serão observados através da pauta com pontos de interesse que o entrevistador anotará (ver Apêndice X).

Nesse contexto, então a pesquisa será de observação seletiva direcionando a partir de algumas pautas de observação ou também das questões de problematização. Com uma estratégia semi-estruturada, delimitando algumas pautas de observação sem limitando as ocorrências que possam passar a existir no processo, em que seu observador é um participante passivo, ou seja, que não participa dos fatos e sim só observa (ALVES-MAZZOTTI e GEWANDSZNAJDER, 1999).

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7 POPULAÇÃO/AMOSTRA

Os participantes da pesquisa serão 10 alunos, do 3º ano do Ensino Fundamental, de uma escola da rede privada de Nova Prata – RS, em que é composta por uma aluno de traços autistas com dificuldade de aprendizagem e concentração. 8 RECURSOS 8.1 RECURSOS HUMANOS 8.2 RECURSOS MATERIAIS MATERIAIS/SERVIÇOS QUANTIDADE Folhas de Ofício A4 10

Tinta para Impressora 1

Caneta esferográfica 5

Combustível para Transporte 50

Balões 20

Espaço Físico da quadra 1

Fonte: Elaborado pela Autora

9 CRONOGRAMA

Período Descrição da ação Responsáveis Observações

Maio/2012 Elaboração objetivo e tema Karine Fiorio Junho/2012 Elaboração Referencial teórico ; Aplicação da pesquisa e coleta de dados; Karine Fiorio

Julho Entrega Artigo Karine Fiorio

10 REFERENCIAL TEÓRICO METODOLÓGICO

Segundo Etchepare; Pereira; Zinn, (2003, P. ) a escola, enquanto meio educacional, deve oferecer a oportunidade de boa e ampla prática motora, pois

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ela é essencial e determinante no processo de desenvolvimento geral da criança.

A atuação do professor principalmente nas séries iniciais deverá ser planejada e coerente e não meramente aplicada sem qualquer objetivo. E ainda, Segundo Gallahue e Ozmun (2001, P?) a escola, muitas vezes, é o espaço onde, pela primeira vez , as crianças vivem situações de grupo e não são mais o centro das atenções, como na sua fase anterior, em que viviam no egocentrismo, e as experiências vividas nesta fase escolar darão base para um desenvolvimento saudável durante o resto de sua vida.

Por isso, de acordo com a realidade da turma, essencialmente pela sua diversidade, as palavras de Darido et al (2001) sobre o tema exclusão em Educação Física, nos remetem a refletir sobre alguns fenômenos, que são ainda pouco estudados em conjunto, mas a exclusão das práticas de atividades físicas dos menos habilidosos, dos “gordinhos”, dos portadores de necessidades especiais, dos que usam óculos, das meninas em determinados esportes, entre outros, são exemplos que mostram a extensão da complexidade do problema.

Quando o professor pode efetivamente ter uma prática inclusiva? Quando apoia, estimula, incentiva, valoriza, promove o estudante etc. Valorizar todos os alunos independentemente da etnia, sexo, língua falada, classe social, religião, opinião política ou social, deve ser a primeira estratégia do professor. Além desta atitude o professor deve favorecer discussões entre os alunos sobre o significado do preconceito, da discriminação e da exclusão. O processo ensino-aprendizagem deve ser baseado na compreensão, esclarecimentos e entendimento das diferenças. As estratégias escolhidas devem não apenas favorecer a inclusão, como também discuti-la e torná-la clara para os alunos ( p.7).

A Revista Nova Escola (1999), salienta que, as crianças portadoras de necessidades especiais tendem a obter as seguintes vantagens quando convivem com outras crianças: - aprendem a gostar da diversidade; - adquirem experiência direta com a variedade das capacidades humanas; -demonstram crescente responsabilidade e melhor aprendizagem através do trabalho em grupo, com outros deficientes ou não; - ficam melhor preparadas para a vida adulta em uma sociedade diversificada; - entendem que são diferentes, mas não inferiores.

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A educação inclusiva se caracteriza como processo de incluir os portadores de necessidades especiais ou com distúrbios de aprendizagem na rede regular de ensino, em todos os seus graus, pois nem sempre a criança que é portadora de necessidades especiais (deficiente), apresenta distúrbio de aprendizagem, ou vice versa, então todos esses alunos são considerados portadores de necessidades educativas especiais. Fonseca (1991) descreve os tipos de deficiência e suas características gerais:

”a criança com paralisia cerebral apresenta essencialmente um problema de envolvimento neuromotor. Do mesmo modo, a deficiência mental apresenta uma inferioridade intelectual generalizada como denominador comum. Por um outro lado, na criança deficiente visual ou auditiva, o problema situa-se ao nível da acuidade sensorial. No que respeita à criança emocionalmente perturbada esta

apresenta um desajustamento psicológico como

característica comportamental predominante.” (p.27)

Bento e Gonçalves (2008) entendem que a Educação Física escolar, como componente curricular de ensino, deve contribuir conjuntamente com os educandos através de processos educativos significativos, em relação a diversidade cultural, pois além de contemplar as práticas da cultura corporal, também, pode dialogar sobre as influências e contribuições de diferentes povos na nossa cultura.

Segundo Le Boulch, a educação do movimento com atuação sobre o intelecto,numa relação entre pensamento e ação, que engloba funções neurofisiológicase psíquicas. Assegura o desenvolvimento funcional, tendo em conta aspossibilidades da criança e ajuda a sua afetividade a se expandir e equilibrar-se, através do intercâmbio com o ambiente humano.

Dialogando a respeito das relações sociais, na visão de Dayrell, podemos compreender que:

São as relações sociais que verdadeiramente educam, isto é, formam, produzem os indivíduos em suas realidades singulares e mais profundas. Nenhum individuo nasce homem. Portanto, a educação tem um sentido mais amplo, é o processo de produção de homens num determinado momento histórico. (DAYRELL, 1996, p.02).

Notamos aqui a interação que há na Educação Física tratando-se de jogos e as relações sociais pois é através deles que as crianças em sua idade inicial começa a criar as suas relações com o mundo ao seu redor.

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Segundo Kishimoto (1997), “... os jogos colaboram para a emergência do papelcomunicativo da linguagem, a aprendizagem das convenções sociais e a aquisição das habilidades sociais.”

O jogo é uma atividade rica e de grande efeito, que corresponde às atividades lúdicas, intelectuais e afetivas. Estimula a vida social, representando, assim, os diferentes papéis assumidos na sociedade, desde as relações de poder ( empregado x patrão, pai/mãe x filhos, professor x aluno ) até a estruturas de ações comunitárias ( nas diferentes profissões, na igreja, no círculo de amigos). No campo social, os jogos permitem que o grupo se estruture, que as crianças estabeleçam relações de trocas, que aprendam a esperar sua vez, que se acostumem a lidar com regras,conscientizando-se que podem ganhar ou perder. São métodos de ensino que estimulam as habilidades nos processos de construção do conhecimento ( Ramos, 2007 p.2).

11 REFERÊNCIAS

NEGRINE, Airton da Silva. Aprendizagem e desenvolvimento infantil. Porto Alegre: Prodil, 1994-1999. 3 v.

ALVES-MAZZOTTI, Alda Judith; GEWANDSZNAJDER, Fernando. O método nas ciências naturais e sociais: pesquisa quantitativa e qualitativa. 2.ed. São Paulo: Pioneira, 1999.

CRUZ,G.Classe Especial e Regular no contexto da Educação Física: Segregar ou Integrar?, Londrina, Ed UEL, 1997.

FONSECA, V. Educação Especial, Porto Alegre, Ed. Artes Médicas,1991

BENTO, Clovis C.; GONÇALVES JUNIOR, Luiz. Jogos e brincadeiras de diferentes culturas nas aulas de educação física escolar. In: XX ENCONTRO NACIONAL DE RECREAÇÃO E LAZER (ENAREL) - Gestão do Lazer: Competências e Atuação Multiprofissional, 2008, São Paulo. Anais... São Paulo: SESI, 2008.

DAYRELL, Juarez. A escola como espaço sócio-cultural. In: DAYRELL, J. (org). Múltiplos olhares sobre educação e cultura. Belo Horizonte: Ed. UFMG, 1996.

LE BOULCH, J.O desenvolvimento psicomotor do nascimento até 6 anos. Porto Alegre: Artes Médicas, 1992

KISHIMOTO, T. Jogo, brinquedo, brincadeira e a educação. São Paulo: Cortez,1997

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RAMOS, M. C. A. L. Jogar e brincar: representando papéis, a criança constrói o próprio conhecimento e consequentemente, sua própria personalidade. 2007, Disponível em www.icpg.com.br.

MONTENEGRO, Fábio; RIBEIRO, Vera Masagão. Nossa escola pesquisa sua opinião:

manual do professor. São Paulo: Global, 2002.

APENDICE X – PAUTAS DE OBSERVAÇÕES PARA AS AULAS

1- Observar se os alunos da turma interagem e participam comunicando-se corporalmente, verbalmente com os seus colegas através da realização das atividades propostas pelo professor em torno do jogo.

2 - Observar se todos os alunos da turma se expressam corporalmente compreendendo o que é proposto pelo professor.

3 – Observar a turma, se enquanto realizam as atividades planejadas pelo professor, os alunos respeitam e compreendem as diferenças existente entre eles.

4 - Observar se existem laços afetivos (demonstrações de carinho, verbal, gestual, e toque corporal) criados pelos integrantes do grupo.)

Referências

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