CONSELHO REGIONAL DE MEDICINA VETERINÁRIA DO ESTADO DO TOCANTINS
MANUAL
DE
RESPONSABILIDADE
TÉCNICA
GESTÃO 2005/2007CONSELHO REGIONAL DE MEDICINA VETERINÁRIA DO ESTADO DO TOCANTINS
GESTÃO 2005/2007
DIRETORIA EXECUTIVA Presidente: Francisco Pereira Ramos Vice-Presidente: Helciléia Dias Santos
Secretária-Geral: Elga Lopes da Cunha Martins Tesoureiro: Olivério Alves da Silva Neto CONSELHEIROS EFETIVOS
Alberto Mendes da Rocha Espedito Pereira Lima Júnior Jair Fernandes de Oliveira Marcelo Aguiar Inocente Marques Barbosa de Oliveira Paulo Sérgio da Rocha
CONSELHEIROS SUPLENTES: Felipe Nauar Chaves
Carlos Nunes da Silva Hugo Sérgio Zanetti
José Gaspar Silva de Moraes José Henrique Pereira da Silva Sebastião de Oliveira Costa
Av. Teot. Segurado, Qd. 602 sul, Cj. 01 Lt. 06, Caixa Postal 1020 - CEP 77.105-010 Palmas - TO, Telefone: (63) 3214-2558 / 3214-1077
CONSELHO REGIONAL DE MEDICINA VETERINÁRIA DO ESTADO DO TOCANTINS
COMISSÃO DE ELABORAÇÃO DO MANUAL DE RESPONSABILIDADE TÉCNICA
FELIPE NAUAR CHAVES Presidente
Méd. Vet. CRMV-TO 0040
WELCITON DE ASSUNÇÃO ALVES Méd. Vet CRMV-TO 0320
KARLA LUIZA PINTER LACERDA Méd. Vet. CRMV-TO 0436
LÍVIA CARLA VINHAL Méd. Vet CRMV-TO 0328
ÍNDICE
Apresentação 09
Resolução 015/2004 11
CAPÍTULO I
Orientações Gerais e Obrigações do Responsável Técnico
1 Limites de Carga horária 14 2 Capacitação para assumir a Responsabilidade Técnica - RT 14 3 Limites da Área de Atuação 14 4 Responsabilidade pala Qualidade dos Produtos e Serviços Prestados 15 5 Livro de Registro e Anotação das Ocorrências 15 6 Obrigação do Cumprimento da Carga Horária 15 7 Fiscalização dos Estabelecimentos e Constatação de Irregularidades 16 8 Relacionamento com o Serviço de Inspeção Oficial 16 9 Habilitação do Estabelecimento 16 10 Cobrança de Honorários 16 11 Termo de Constatação e Reconhecimento 17
12 Laudo Informativo 17
13 Situação em que é Permitido o Vedado ao RT Acumular Função de
de Inspeção Oficial 18
CAPÍTULO II
Legislações de Interesse do Responsável Técnico
Leis Federais 19
Leis Estaduais 20
Decretos Federais 20
Decretos Estaduais 21
Resoluções do CFMV 21
Portarias Federais e Estaduais 22
CAPÍTULO III
Responsabilidades, Deveres e Procedimentos do Responsável Técnico
1 Apicultura 23
2 Aquicultura 23
3 Biotérios 27
4 Casas Agropecuária, Pet Shops e outros Estabelecimentos que
cializam e/ou distribuem medicamentos, rações, minerais e animais 28 5 Empresas de Controle e Combate de Pragas e Roedores 30 6 Estabelecimentos Avícolas 30 7 Estabelecimentos que Industrializam Rações, Concentrados e Sais
Minerais para Alimentação Animal 33 8 Estabelecimentos de Multiplicação de Animal 34 9 Exposições,Feiras, Leilões e outros Estabelecimentos Pecuários 36 10 Empresas de Produção Animal 37 11 Hospitais, Clínicas, Consultórios, Ambulatórios e Laboratórios de
Patologia e Análises Clínicas Veterinárias 38 12 Indústrias da Carne 38
13 Indústrias de Laticínios 40
14 Indústrias de Pescados 41
15 Indústrias, Entrepostos e Distribuidores de Produtos Veterinários 43
16 Estabelecimentos de Ensino Superior de Zootecnia e Medicina Veterinária 43
17 Planejamento, Consultoria Veterinária e zootécnica 46
18 Produção de Ovos, e Larvas de Bicho da Seda 47
19 Rastreabilidade de Animais 48
20 Suinocultura 49
21 Supermercados 49
22 Zoológicos, Parques Nacionais, Criatório de Animais Silvestres Exóticos e Outros 52
ANEXO I Anotação de Responsabilidade Técnica 54
ANEXO II Tabela de Honorários 55
ANEXO III Termo de Constatação e Recomendação 56
ANEXO IV Laudo Informativo 57
ANEXO V Baixa da Anotação de Responsabilidade Técnica 58
ANEXO VI Lei nº 5.517, de 23 de outubro de 1968 59
ANEXO VII Lei nº 5.550 de 041 de dezembro de 1968(parte) 68
ANEXO VIII Lei nº 6.839 de 30 de outubro de 1980 71
ANEXO IX Resolução CFMV Nº722de 16 de agosto de 2002 72
ANEXO X Resolução Nº413de 10 de dezembro de 1982 (parte) 84
ANEXO XI Resolução Nº582 de 11 de dezembro de 1991 87
ANEXO XII Resolução Nº619 de 14 de dezembro de 1994 88
ANEXO XIII Resolução nº683de 16 de março de 2001 90
APRESENTAÇÃO
O CONSELHO REGIONAL DE MEDICINA VETERINÁRIA DO ESTADO DO TOCANTINS, ao instituir este MANUAL, através da Resolução 015/2004 do CRMV-TO, resgata uma antiga reivindicação por parte dos Médicos Veterinários e Zootecnistas do Estado do Tocantins. Que graças a inestimável contribuição de outros Conselhos, através de seus Manuais, Diretoria Executiva, Conselheiros e servidores deste CRMV-TO e em especial, da Comissão de Elaboração, e após minucioso estudo das normas e adequação à nossa realidade, foi possível concluir o Manual.
Esta Gestão tem a grande honra e o privilégio de publicar e disponibilizar este MANUAL DE RESPONSABILIDADE TÉCNICA, aos nossos profissionais, como valioso instrumento de trabalho, que terá como finalidade precípua, normatizar a atuação dos profissionais da Medicina Veterinária e Zootecnia, no desempenho das funções de Responsável Técnico, com ética no cumprimento de seus deveres e obrigações.
Esperamos estar contribuindo com a sociedade tocantinense, propiciando aos profissionais, oportunidade de usar um instrumento legal, que venha contribuir para melhorar o desempenho de suas atividades de responsabilidade Técnico em todos os níveis de atuação, e por reconhecer que a Sociedade Brasileira não permite mais, produtos e serviços, em especial no nosso segmento sem a devida qualidade e inapropiado ao consumo e uso por parte.
Oportunamente não poderíamos deixar de agradecer a todos os profissionais e colaboradores, responsáveis pela elaboração deste MANUAL, bem como recomendar aos Médicos Veterinários e Zootecnistas, que façam deste, um verdadeiro instrumento de orientação no exercício da Responsabilidade Técnica, com competência e assim termos o reconhecimento da sociedade e a valorização profissional, frente às demais categorias profissionais.
Finalmente nos propomos a andar juntos com os Médicos Veterinários e Zootecnistas na consolidação dos problemas, vislumbrando as melhorias do sistema e da classe que fazemos parte. Ciente de estarmos no rumo certo, colocamo-nos a disposição, aceitando críticas e sugestões que possam contribuir para o nosso crescimento e valorização.
Méd. Vet. FRANCISCO PEREIRA RAMOS CRMV-TO Nº 0019
MANUAL DE RESPONSABILIDADE TÉCNICA
Resolução CRMV-TO nº, 015 de 30 de setembro de 2004.
Aprova e institui o Manual de Responsabilidade Técnica do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado do Tocantins
O Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado do Tocantins CRMV-TO, pelo seu Plenário, reunido em 06 de agosto de 2004, com fulcro no art. 4º, “r”, da Resolução nº 591, de 26 de junho de 1992, do egrégio Conselho Federal de Medicina Veterinária; RESOLVE:
Art. 1º - Aprovar o manual de orientação técnico-profissional, destinado ao médico veterinário e ao zootecnista que desempenham a função de Responsável Técnico junto a empresas, associações, companhias, cooperativas, entidades públicas, empresas de economia mista e outra que exercem atividades peculiares à medicina veterinária e à zootecnia.
Art. 2º - A função de Responsável Técnico será exercida por profissionais regularmente inscrito e em dias com as suas obrigações perante o CRMV-TO. Parágrafo único Para assumir a Responsabilidade Técnica, é necessário que o Profissional, além de sua graduação universitária, tenha conhecimento específico na área em que irá desempenhar sua função.
Art. 3º - O desempenho da atividade do Responsável Técnico dar-se-á com carga horária mínima de 05 (cinco) horas semanais, por estabelecimentos, respeitando o limite de 44 (quarenta e quatro) horas semanais.
Parágrafo 1º - Cabe ao profissional programar a distribuição de sua carga horária durante a semana.
Art. 4º - O Responsável Técnico que não cumprir a carga horária mínima exigida está sujeito a ter seu contrato de Responsabilidade Técnica rescindido e a responder a processo ético-profissional.
Art. 5º - O Responsável Técnico deverá apresentar ao CRMV-TO a Anotação de Responsabilidade Técnica ART (anexo 1), firmada com a empresa para que seja submetido à análise e averbação.
§1º - No campo destinado à “descrição sucinta do serviço contratado” da ART, constará a expressão: “Atividade descrita no item, do capítulo III -Responsabilidade e Deveres do Manual de -Responsabilidade Técnica do
CRMV-TO aprovado pela Resolução nº 015/04, onde constará o item específico ao tipo de estabelecimento onde se desenvolve a Responsabilidade Técnica.
§ 2º - Caso o Responsável Técnico seja contratado para desempenhar apenas parcialmente as atividades descrita no capítulo do tipo de estabelecimento para que foi contratado, o CRMV-TO somente efetivará a anotação de responsabilidade técnica em conjunto com a de outro profissional que desempenhe as demais ações obrigatórias.
§ 3º - A validade da ART, será no máximo (um ou dois) anos podendo ao término deste ser renovado.
Art.6º - O CRMV-TO avaliará se a Anotação de Responsabilidade Técnica ART permite o fiel desempenho da responsabilidade técnica contratada, levando em consideração as funções outras assumidas pelo mesmo profissional, a compatibilidade de horário e a situação geográfica dos respectivos locais de trabalho e o seu domicílio, estabelecido ainda, o que preconiza o Art. 58 da CLT e o Art 7º inciso XIII, da Constituição Federal. §1º - Quando o profissional que irá assumir a Responsabilidade Técnica for sócio, proprietário ou diretor técnico da empresa, a Anotação de Responsabilidade Técnica poderá ser substituída por uma declaração, assinada pela partes, na qual conste que o profissional é o Responsável Técnico da pessoa jurídica.
§2º - O CRMV-TO poderá indeferir a Anotação de Responsabilidade Técnica, ou a Declaração de Responsabilidade Técnica, se convencido do comprometimento ao fiel desempenho e alcance da responsabilidade contratada.
§3º - Em campo específico da ART, constar o horário do exercício da atividade de Responsabilidade Técnica.
Art.7º - O desempenho da função de Responsável Técnico é incompatível com a atividade de fiscalização exercida por servidor público, exceto nos casos em que não haja conflito entre ambas as atribuições.
Parágrafo único O profissional que iver seus contrato já firmado, sem a observação do caput deste artigo, fica obrigado a regularizar a sua situação, em até 180 (cento e oitenta) dias, após a publicação desta Resolução.
Art. 8º - O Responsável Técnico deve manter afixado no estabelecimento onde atua em local visível, informações constando: seu nome, função e telefone de contato.
Art.9º - O Profissional deve assegurar-se de que o estabelecimento do qual assumirá a Responsabilidade Técnica encontra-se legalmente habilitado ao desempenho de suas atividades, especialmente quanto ao seu registro junto ao CRMV-TO.
Art.10º - É vedada a prestação de serviços gratuitos ou por preço flagrantemente abaixo dos praticados na região, exceto por motivo personalíssimo, o que, se ocorrer, requer do profissional justificativa desse procedimento junto ao solicitante dos seus trabalhos e ao CRMV-TO.
Art.11º - O Responsável Técnico no desempenho de suas funções, deve pautar sua conduta obedecendo:
a) O horário do exercício da atividade, estabelecido em sua ART;
b) Manter um bom relacionamento com os órgãos oficiais de fiscalização, executando suas atividades em consonância com as normas legais pertinentes;
c) Notificar às Autoridades Sanitária Oficiais quando da ocorrências de Doenças de Notificação Compulsória;
d) Propor revisões de normas legais ou de decisões das autoridades constituídas, sempre que estas venham a conflitar com os aspectos científicos, técnicos e sociais, disponibilizando subsídios que proporcionem e justifiquem as alterações necessárias, enviando-as ao CRMV-TO;
e) - inteirar-se da legislação ambiental, orientando a adoção de medidas preventivas e reparadoras a possíveis danos ao meio ambiente e
f) comunicar, imediatamente, ao CRMV-TO o cancelamento do contrato de Responsabilidade Técnica (anexo 4), sob pena de continuar sendo co-responsável por possíveis danos ao consumidor, perante ao CRMV-TO.
Art. 12 Às empresas e organizações obrigadas a registrarem-se no quadro de pessoas jurídicas do CRMV-TO, por força do disposto no artigo 27, da Lei nº 5.517, de 23 de outubro de 1968, na forma da redação que lhe deu a Lei nº 5.634, de 02 de dezembro de 1970, é exigida a apresentação de seu Responsável Técnico, em conformidade com as normas constantes desta Resolução.
Art.13 Esta Resolução entra em vigor nesta data.
Palmas, aos 30 dias do mês de setembro de 2004.
Méd. Vet. Francisco Pereira Ramos CRMV-TO nº 0019
MANUAL DE RESPONSABILIDADE TÉCNICA APROVADO PELA RESOLUÇÃO CRMV-TO Nº 015/2004
CAPÍTULO I
ORIENTAÇÕES GERAIS E OBRIGAÇÕES DO RESPONSÁVEL TÉCNICO (RT)
O presente Capítulo trata de situações concretas da responsabilidade do profissional perante a empresa e o consumidor e, sobre o qual, OBRIGATORIAMENTE, deve estar ciente para o bom desempenho de sua função.
1 - LIMITES DE CARGA HORÁRIA:
O Profissional poderá comprometer seu tempo no máximo com carga horária de 44 (quarenta e quatro) horas semanais. Assim, o número de empresas que poderá assumir como RT dependerá da quantidade de horas que consta no contrato de cada uma, bem como do tempo gasto para deslocamento entre uma e outra empresa. A carga horária mínima para Pessoa Jurídica é 05 (cinco) horas semanais.
2 - CAPACITAÇÃO PARA ASSUMIR A RESPONSABILIDADE TÉCNICA
É de responsabilidade do Profissional e recomenda-se que o mesmo tenha, além de sua graduação universitária, treinamento específico na área em que assumir a responsabilidade técnica, mantendo-se sempre atualizado, cumprindo as normas e resoluções do CFMV e CRMV-TO.
3 - LIMITES DA ÁREA DE ATUAÇÃO DO RT
município onde reside o Profissional ou no máximo num raio de 150 (cento e cincoenta) quilômetros deste, podendo o CRMV-TO, a seu juízo, conceder anotação em situações excepcionais, desde que plenamente justificado e que não haja incompatibilidade com outras responsabilidades técnicas já assumidas.
4 - RESPONSABILIDADE PELA QUALIDADE DOS PRODUTOS E SERVIÇOS PRESTADOS
O RT é o profissional que vai garantir à empresa contratante bem como ao consumidor a qualidade do produto através do serviço prestado, respondendo eticamente por possíveis danos que possam vir a ocorrer ao consumidor, uma vez caracterizada sua culpa (por negligência, imprudência, imperícia ou omissão). O RT não será responsabilizado pelos danos oriundos da omissão das Empresas em suas atribuições.
O processo ético não impede ações civis e criminais decorrentes.
5 - LIVRO DE REGISTRO E ANOTAÇÃO DAS OCORRÊNCIAS O RT deve manter na empresa, à disposição dos fiscais do CRMV-TO, o “LIVRO DE REGISTRO E ANOTAÇÕES DO RESPONSÁVEL TÉCNICO” para seu uso exclusivo, para este fim, com páginas numeradas. No decorrer do contrato firmado com a empresa, é importante que o RT registre neste livro as recomendações e orientações prestadas aos funcionários, proprietários e clientes. Deve, ainda, constar neste livro, qualquer ocorrência que não exija o registro nos formulários “Termo de Constatação e Recomendação” ou “Laudo Informativo”, conforme item 11 deste Capítulo. (Quando emitir o Termo de Constatação e Recomendação).
6 - OBRIGAÇÃO NO CUMPRIMENTO DA CARGA HORÁRIA
Considerando a distância em que está localizado o estabelecimento, a disponibilidade de Profissional habilitado, as dificuldades para exercer a função de RT, bem como a realidade vivenciada pela
comunidade e, especialmente, as condições da empresa, a capacitação de seus funcionários e o volume de produção, o CRMV-TO poderá, a seu critério, fazer concessões quanto a carga horária. Neste caso o Profissional que solicitou a concessão, passa a ter maior responsabilidade que aquela na condição normal porque o CRMV-TO vai exigir maior rigor em seus controles.
7 - F I S C A L I Z A Ç Ã O D O S E S TA B E L E C I M E N T O S E CONSTATAÇÃO DE IRREGULARIDADES PELO CRMV-TO
A fiscalização das atividades dos RT's nos estabelecimentos se dará através dos Fiscais do CRMV-TO. O acompanhamento tem a finalidade de cobrar os resultados esperados, exigindo o trabalho do RT em defesa do consumidor, proprietário e da profissão.
8 - RELACIONAMENTO COM O SERVIÇO DE INSPEÇÃO OFICIAL
O RT deve executar suas atribuições em consonância com o Serviço de Inspeção Oficial, acatando as normas legais pertinentes, ciente de que as atribuições legais de Inspeção Sanitária Oficial são de competência do médico veterinário do serviço oficial, juridicamente distinta das ações da função de RT.
9 - HABILITAÇÃO DO ESTABELECIMENTO
Deve o Profissional assegurar-se de que o estabelecimento com o qual assumirá ou assumiu a responsabilidade técnica, encontra-se legalmente habilitado ao desempenho de suas atividades, especialmente quanto a seu registro junto ao CRMV-TO e demais órgãos relacionados à sua atividade.
10 - COBRANÇA DE HONORÁRIOS
prestação de serviços de RT, estão previstos em tabela (Anexo 2. Tabela de Honorários). Ao Profissional que executar qualquer atividade, diferente daquela contratada, recomenda-se cobrar estes serviços separadamente, como liberal autônomo.
11 - TERMO DE CONSTATAÇÃO E RECOMENDAÇÃO
O RT emitirá o Termo de Constatação e Recomendação (Anexo 3) à empresa, quando identificados problemas técnicos ou operacionais que necessitem de ação corretiva, após terem sido relatados no Livro de Ocorrências e não resolvidos.
Este Termo deve ser lavrado em 2 (duas) vias, devendo a 1ª via ser encaminhada à empresa e a 2ª via permanece de posse do RT.
12 - LAUDO INFORMATIVO
Nos casos em que o proprietário se negar a executar a atividade e/ou dificultar a ação do RT, este deverá emitir o Laudo Informativo (Anexo 4), que será remetido ao CRMV-TO, acompanhado da(s) cópia(s) do(s) respectivo(s) Termo de Constatação e Recomendação (caso tenha sido usado como recurso anteriormente), devendo esse Laudo ser o mais detalhado possível em informações sobre a(s) ocorrência(s).
Tal documento é muito importante para o RT, nos casos em que tenha sido colocado em risco a saúde pública ou que o consumidor tenha se sentido lesado. É documento hábil para dirimir dúvidas quanto às responsabilidades decorrentes de sua ação e tem a finalidade de salvaguarda-lo da acusação de omissão ou conivência.
Deve, entretanto, o RT evitar atitudes precipitadas, usar o bom senso, reservando a elaboração deste laudo àqueles casos onde for impossível solução no prazo desejado.
Deve ser emitido em 02 (duas) vias, sendo a 1ª via para tramitação interna do CRMV-TO e a 2ª via como documento do Profissional, servindo de elemento comprobatório da notificação da ocorrência.
13 - SITUAÇÕES EM QUE É PERMITIDO OU VEDADO AO RT ACUMULAR A FUNÇÃO DE INSPEÇÃO OFICIAL
Em estabelecimentos administrados pela Prefeitura Municipal (Matadouros e outros) o RT poderá acumular a função de Inspetor Oficial se houver concordância do Responsável pelo referido Serviço Oficial. Leva-se em consideração, neste caso, a impossibilidade da Prefeitura contratar dois Profissionais e a disponibilidade de tempo suficiente para que o mesmo possa cumprir as duas tarefas.
Nos estabelecimentos particulares, o RT deve ser outro profissional que não o do Serviço de Inspeção, atendendo o descrito no item 8 deste Manual.
CAPÍTULO II
LEGISLAÇÃO DE INTERESSE DO RESPONSÁVEL TÉCNICO LEIS FEDERAIS
. Lei nº 1.283, de 18 de dezembro de 1950
Dispõe sobre a Inspeção Industrial e Sanitária dos Produtos de Origem Animal;
.Lei nº 4.736, de 15 de julho de 1965
Dispõe sobre a Inspeção e Fiscalização de ingredientes, alimentos e produtos destinados à alimentação animal;
.Lei nº 5.197 de 3 de janeiro de 1967 Dispõe sobre a proteção à fauna; .Lei nº 5.517 de 23 de outubro de 1968.
Dispõe sobre o exercício da profissão de Médico-Veterinário e cria os Conselhos Federal e Regionais de Medicina Veterinária;
.Lei nº 5.550 de 04 de dezembro de 1968 Dispõe sobre o exercício da Zootecnia; .Lei nº 6.198, de 26 de dezembro de 1974
Dispõe sobre a Inspeção e a Fiscalização obrigatórias dos produtos destinados à alimentação animal;
.Lei nº 6.839 de 30 de outubro de 1980
Dispõe sobre o Registro de Empresas nas Entidades Fiscalizadoras do exercício de Profissões;
.Lei nº 7.889/89 de 23 de dezembro de 1989
Dispõe sobre a Inspeção Sanitária e Industrial dos Produtos de Origem Animal, e dá outras providências;
.Lei nº 8.078 de 11 de setembro de 1990 PROCON
.Lei 8.171, de 17 de janeiro de 1991, alterada pela Lei 9712 de 20 de novembro de 1998
Dispõe sobre a política agrícola
.Lei nº 9.605 de 16 de fevereiro de 1998
Dispõe sobre as sanções penais e administrativas derivadas de condutas e atividades lesivas ao meio ambiente; “Lei de Crimes Ambientais”;
LEIS ESTADUAIS
. Lei 502 de 28 de dezembro de 1.992
Dispõe sobre a inspeção sanitária industrial de produtos de origem animal e dá outras providências
.Lei nº 1.082 de 1º de julho de 1999
Dispõe sobre a defesa da sanidade animal e vegetal no Estado do Tocantins
DECRETOS FEDERAIS .1.255 de 25 de junho de 1962
Altera o Decreto nº 30.691 de 29 de março de 1952, que aprovou o regulamento da inspeção industrial e sanitária de produtos de origem animal .64.704 de 17 de junho de 1969
Aprova o regulamento do exercício da Profissão de Médico Veterinário e dos Conselhos de Medicina Veterinária;
.69.134. de 27 de agosto de 1971, alterado pelos dispositivos do Decreto 70.206 de 25 de fevereiro de 1992
Dispõe sobre o Registro das entidades que menciona no Conselho de Medicina Veterinária e dá outras providências;
.1.662 de 06 de outubro de 1995
Aprova o Regulamento de Fiscalização de Produtos de uso Veterinário e dos estabelecimentos que os fabriquem e/ou comerciem, e dá outras providências.
DECRETOS ESTADUAIS . 860 de 11 de novembro de 1999
Regulamenta a Lei 1082/99, na parte que dispõe sobre a defesa da sanidade animal no Estado do Tocantins.
343 de 04 de novembro de 1996
Estatui a regulamentação da inspeção e reinspeção industrial e sanitária de produtos de origem animal
RESOLUÇÕES DO CFMV . 413 de 10 de dezembro de 1982
Ementa: Código de Ética Profissional Zootécnico; .582 de 11 de dezembro de 1991
Dispõe sobre Responsabilidade Profissional (técnica) e dá outras providências;
.591 de 26 de junho de 1992
Institui no âmbito da Autarquia, o Regimento Interno Padrão dos CRMV's; .592 de 26 de junho de 1992
Enquadra as entidades obrigadas a Registro na Autarquia: CFMV-CRMV's; .619 de 14 de dezembro de 1994
Especifica o campo de atividade do Zootecnista; .670 de 16 de setembro de 2000
Conceitua e estabelece condições para o funcionamento dos estabelecimentos médicos veterinários, e dá outras providências
.680 de 15 de dezembro de 2000
Dispõe sobre inscrição, registro, cancelamento e movimentação de pessoa física e jurídica no âmbito da autarquia;
.682 de 25 de junho de 2001 Fixa valores de multas;
.705 de 07 de março de 2002
Altera dispositivos das resoluções que especifica; .722 de 16 de agosto de 2002
Aprova o Código de Ética do Médico Veterinário
PORTARIAS FEDERAIS E ESTADUAIS
Além destes dispositivos legais RT deve estar ciente de Portarias e Instruções Normativas, emitidos pelos órgãos Federais e Estaduais na sua área de atuação.
Observação: Sites para consulta à legislação
- www.planalto.gov.br - www.agricultura.gov.br - www.cfmv.org.br - www.to.gov.br/seagro
CAPÍTULO III
RESPONSABILIDADES, DEVERES E PROCEDIMENTOS DO RESPONSÁVEL TÉCNICO
1.APICULTURA
Estabelecimentos que manipulam, beneficiam e distribuem produtos derivados da criação de abelhas.
1.1.Entrepostos de mel e derivados
Quando no desempenho de suas funções, o Responsável Técnico (RT) deve: a) orientar sobre procedimentos que envolve a colheita do mel e derivados, de forma a facilitar os trabalhos no entreposto;
b) orientar adequadamente o transporte do mel e cuidados a serem dispensados nos veículos;
c) orientar sobre o fluxograma de processamento do mel;
d) orientar os funcionários quando à observação dos preceitos básicos de higiene pessoal, uso de vestuário adequado e da manipulação;
e) orientar a empresa quanto à utilização das embalagens, conforme o previsto em legislação vigente;
f) ter conhecimento dos aspectos técnicos e legais a que estão sujeitos os estabelecimentos, especialmente quanto aos Regulamentos e Normas.
CARGA HORÁRIA:
.ENTREPOSTOS DE MEL E DERIVADOS até 500 kg/dia: 05 horas/semanais acima 500kg/dia: 10 horas/semanais
2. AQÜICULTURA 2.1 Piscicultura
Empresas rurais que têm como objetivo básico, a produção de animais aquáticos, ou a pesca principalmente como laser. Classificam-se em:
- Estação de alevinagem; - Engorda e/ou ciclo completo;
- Pesque-pague;
- Produtores de Peixes Ornamentais com finalidade comercial. 2.1.1 Estação de alevinagem
Estabelecimentos que tenha como objetivo primordial a produção de ovos, larvas e alevinos.
No desempenho de sua função técnica cabe ao Responsável Técnico (RT): a) orientar que toda água a ser utilizada em tanques ou viveiros deve ser originária de fontes isentas de contaminação;
b) orientar quanto à qualidade de água isenta de ovos e larvas de espécies indesejáveis;
c) manter controle físico-químico da água dentro dos parâmetros técnicos recomendados em termos de oxigenação, temperatura, alcalinidade, pH, dureza, amônia, nitritos e nitratos entre outras provas;
d) não permitir o uso de medicamentos, drogas ou produtos químicos para tratamento de peixe ou desinfeção da água e equipamentos quando houver a possibilidade de acúmulo de resíduos tóxicos, altos riscos na manipulação e/ou contaminação ambiental, através de efluentes;
e) a utilização de medicamentos ou produtos químicos deverá ser orientada quando houver segurança da eficiência, sem riscos de manipulação e isentos de efeitos sobre o meio ambiente, através dos efluentes;
f) estar perfeitamente informado sobre as drogas e medicamentos aprovados; g) mater sob permanente vigilância os estabelecimentos localizados em depressões de solo, pela possibilidade de receber invasão de outras águas fluviais;
h) orientar o proprietário e estar atento quanto aos riscos do estabelecimento estar próximo a propriedades agrícolas em função do uso de defensivos agrícolas;
i) orientar o proprietário, por ocasião da aquisição de reprodutores, quanto ao local de origem ou de captura, considerando aspectos sanitário, ambiental e genético;
j) ter domínio da tecnologia de produção (manejo, nutrição, sanidade, etc.) das espécies cultivadas, bem como da tecnologia de manejo da água e dos tanques, além dos instrumentos e equipamentos do laboratório de reprodução (Alevinagem);
k) orientar o fluxo de água e não permitir a descarga de efluentes poluentes nos mananciais da captação dos mesmos. Orientar para que efluentes poluentes sejam adequadamente tratados nas propriedades;
transporte de alevinos, larvas e ovos da estação até as propriedades, seja realizado em embalagens com água oriunda do subsolo (poço) e fontes superficiais;
m) ter conhecimento pleno sobre a legislação ambiental, sanitária e fiscal vigentes, para orientar o proprietário sobre o seu cumprimento;
n) primar pela manutenção das condições higiênico-sanitárias em todas as instalações, equipamentos e instrumentos;
o) orientar sobre a necessidade de obter outorga de água e a licença ambiental da piscicultura.
2.1.2 Engorda e/ou ciclo completo
Estabelecimentos que criam em ciclo completo ou recebem alevinos ou peixes jovens com objetivo de criação e engorda para abastecimento dos Pesque-pague ou comercialização junto às indústrias e outros estabelecimentos.
No desempenho da Função Técnica o RT deve:
a) garantir que os animais saiam da propriedade somente após vencido o prazo da carência de medicamentos utilizados na criação e/ou engorda;
b) responsabilizar-se por todas as atividades constantes do item “14” letras de “a” até “k” (Indústrias de Pescados).
2.1.3 Pesque-Pague
Nestes estabelecimentos é preciso considerar:
1º - A exigência do Responsável Técnico (RT) está atrelada a existência ou não de Pessoa Jurídica constituída;
2º - A grande maioria está estabelecida como Pessoa Física (Produtor Rural); 3º - Que a legislação atual não prevê a exigência de Registro e RT para Pessoa Física;
4º - Que o problema é complexo em função do uso inadequado de produtos medicamentosos considerados cancerígenos que são aplicados muitas vezes indiscriminadamente, sendo que imediatamente após o uso, os peixes estão disponíveis ao consumo humano.
Assim, havendo a possibilidade de contar com o RT nos Pesque-pague, a responsabilidade do Profissional é:
a) garantir que a pesca somente seja possível após vencido o prazo de carência dos medicamentos utilizados;
b) garantir uso somente de medicamentos tecnicamente recomendados; c) prestar assistência quanto a nutrição;
d) orientar o manejo em geral;
e) acatar e determinar o cumprimento de toda a legislação vigente relativa a espécie explorada;
f) orientar práticas higiênico-sanitárias;
g) orientar a manipulação de produtos e/ou subprodutos;
h) orientar sobre a necessidade de obter a outorga de água e a licença ambiental de piscicultura.
2.1.4 Produtores de peixes ornamentais No desempenho da sua função o RT deve: a) orientar o transporte adequado;
b) orientar os clientes (proprietários lojistas) sobre práticas higiênico-sanitárias, qualidade da água, pH, temperatura, etc, para garantir aos consumidores, espécimes sadios;
c) prestar assistência quanto a nutrição; d) orientar o manejo em geral;
e) acatar e determinar o cumprimento de toda a legislação vigente relativa a espécie explorada;
f) orientar a manipulação de produtos e/ou subprodutos;
g) orientar sobre a necessidade de obter a outorga de água e a licença ambiental de piscicultura.
CARGA HORÁRIA MÍNIMA: 05 (cinco) horas semanais
2.2. Ranicultura
Estabelecimento que tem como objetivo especial à criação de rãs com finalidade comercial.
No desempenho de sua função o Responsável Técnico (RT) tem como objetivo:
a) acompanhar a avaliação do projeto junto ao Órgão Ambiental;
b) orientar no sentido de que toda água a ser utilizada deve ser isenta de contaminações, ovos e larvas indesejáveis bem como de defensivos agrícolas.
produzidos dentro dos padrões exigidos pelo CONAMA 020/86;
d) não permitir o uso de medicamentos e produtos químicos que no ambiente aquático venham a provocar poluição por intermédio dos eferentes;
e) orientar o proprietário por ocasião da aquisição dos reprodutores, quanto ao local de origem, quanto à qualidade sanitária e genética;
f) ter domínio da tecnologia de produção em todas as suas fases nas atividades ranícolas da anfigranja;
g) controlar os predadores da espécie sem propósito de amplo extermínio; h) dar atenção especial à unidade de abate, proporcionando uma adequação ao processo direcionado à comercialização;
i) preocupar-se quanto ao processo de congelamento das carcaças inteiras ou coxas e a suas embalagens;
j) manter-se informado e informar sobre a qualidade de manipulação das peles;
k) acompanhar o tratamento dado às vísceras brancas (intestinos) destinadas à fabricação de fios cirúrgicos;
CARGA HORÁRIA:Mínima de 05 (cinco) horas semanais.
3. BIOTÉRIOS
O exercício da “medicina de animais de laboratório” no Brasil é uma atividade profissional privativa do Médico Veterinário (Decreto na 64.704/69, Cap. II, art.2º itens “c” e “d”; Decreto na 6.638/79).
A presença do Médico Veterinário, especialista em animais de laboratório, é um fator de garantia e de segurança em um Biotério, pois assegura um bom manejo, produzindo animais de boa qualidade e que valorizam os resultados dos trabalhos dos pesquisadores veterinários e profissionais de outras áreas, fornecendo-lhes orientação ou colaboração na execução de projetos de pesquisas biológicas.
MÉDICO VETERINÁRIO RESPONSÁVEL POR BIOTÉRIO. A) Dos estabelecimentos que possuem Biotério:
- Universidades com cursos nas áreas de Ciências Médicas e/ou Biológicas,
- Indústrias farmacêuticas;
- Laboratórios que executam testes com animais. B) Das atribuições do Responsável Técnica de Biotério:
a) ser responsável pela criação, saúde e bem estar dos animais do Biotério.
b) prestar atendimentos e serviços específicos da Medicina Veterinária para animais de laboratório, tais como clínica de rotina e emergência, patologia, reprodução, etc;
c) desenvolver ações de Medicina Veterinária Preventiva;
d) realizar diagnósticos, tratamentos e controle de epizootias e enzootias de animais de laboratório;
e) assessorar em pesquisas que envolvem animais de laboratórios, conhecer as leis específicas e regulamentos relacionados ao uso de animais em experimentação;
f) estar atualizado quanto ao conhecimento de zoonoses e de biossegurança para manter rotina de trabalho de acordo com as normas de segurança ambiental;
g) ter pleno conhecimento de todas as normas de trabalho relativas aos animais de laboratório e Bem Estar Animal.
-CARGA HORÁRIA: Integral.
4. CASAS AGROPECUÁRIAS, “PET SHOPS” E OUTROS E S TA B E L E C I M E N TO S Q U E C O M E R C I A L I Z A M E / O U DISTRIBUEM MEDICAMENTOS, RAÇÕES, SAIS MINERAIS E ANIMAIS.
Quando no desempenho de suas funções técnicas, o Responsável Técnico (RT) deve:
a) permitir a comercialização somente de produtos devidamente registrados nos órgãos competentes, observando rigorosamente o prazo de validade; b) garantir as condições de conservação e acondicionamento de produtos; c) orientar o proprietário quanto à aquisição de produtos veterinários junto a laboratórios, indústrias e/ou distribuidores, de acordo com o usualmente prescrito por Médicos Veterinários;
d) orientar a disposição setorizada dos produtos no estabelecimento;
de vacinas e antígenos e controlar rigorosamente as condições de temperatura dos refrigeradores;
f) garantir a retenção de receitas em que estejam prescritos medicamentos controlados e que somente podem ser comercializados com receitas, tais como: anestésicos, psicotrópicos, tranqüilizantes, vacinas contra brucelose, etc;
g) garantir que a substituição de medicamentos receitados por outro profissional, somente seja feita sob condições legais e éticas.
h) orientar o consumidor sobre utilização dos produtos de acordo com as especificações do fabricante e sobre os riscos decorrentes de seu manuseio e uso;
i) conhecer a origem dos animais comercializados (cães, gatos, etc.);
j) orientar para que as gaiolas com animais sejam dispostas de tal forma que recebam iluminação natural e ventilação;
k) orientar quanto a alimentação dos animais expostos a venda, enquanto estiverem no estabelecimento;
l) não admitir a existência de carteira de vacinação no estabelecimento (sob pena de cumplicidade com ilícito penal) exceto quando estiverem em consultório sob responsabilidade de Médico Veterinário;
m) não permitir a manutenção e/ou presença de animais doentes no estabelecimento;
n) orientar o proprietário e funcionários que o atendimento clínico, vacinação e/ou prescrição de medicamentos no interior do estabelecimento é terminantemente proibido.
o) orientar sobre a importância do controle e/ou combate a insetos e roedores; p) estar inteirado dos aspectos técnicos e legais a que estão sujeitos esses estabelecimentos;
q) informar ao CRMV-TO qualquer fato que caracterize a prática de exercício ilegal da profissão de Médico Veterinário, por funcionários e/ou proprietário do estabelecimento comercial;
r) garantir a saída dos animais comercializados nos estabelecimentos, devidamente imunizados e com carteira ou atestado assinado por Médico Veterinário (principalmente cães e gatos);
s) estar informado sobre todos os aspectos que regulam a comercialização de produtos sob controle citados anteriormente na letra “f” (anestésicos, sedativos, etc.).
CARGA HORÁRIA MÍNIMA:
Com Capital Social até R$ 31.923,00 - 5 (cinco) horas semanais, de R$ 31.923,00 até R$ 287.307,00 10 (dez) horas semanais, acima de R$ 287.307,00 15 (quinze) horas semanais.
5. EMPRESAS DE CONTROLE E COMBATE DE PRAGAS E VETORES
(Dedetizadoras)
Empresas passíveis de ação e responsabilidades interdisciplinares. No desempenho de suas funções o RT deve:
a) conhecer o mecanismo de ação dos produtos químicos sobre as pragas e vetores;
b) conhecer o ciclo de vida das pragas e vetores a serem combatidos;
c) orientar o cliente ou o responsável pelas pessoas que habitam o local que será dedetizado, sobre os riscos da aplicação;
d) permitir a utilização somente de produtos aprovados pelo Ministério da Agricultura e orientar o proprietário da empresa sobre as conseqüências do uso de produtos não aprovados;
e) orientar sobre o efeito das aplicações no meio ambiente, evitando danos à natureza;
f) conhecer e orientar sobre o poder residual e toxicidade dos produtos utilizados;
g) garantir a utilização de produtos com prazo de validade adequado;
h) estar apto para orientar as pessoas que habitam o local a ser dedetizado sobre os cuidados imediatos que devem tomar em caso de acidentes;
i) ter conhecimento técnico e da legislação pertinente à atividade;
j) respeito aos preceitos estabelecidos pela Lei nº 8078/90 (Código de Proteção e Defesa do Consumidor);
k) orientar o preparo e mistura dos produtos químicos;
l) definir e orientar o método de aplicação, conforme o espaço físico e riscos. CARGA HORÁRIA MÍNIMA: 05 (cinco) horas semanais.
6. ESTABELECIMENTOS AVÍCOLAS
Empresas que têm como objetivo básico a produção de aves e ovos. Classificam-se em:
1.1 Avozeiros; 1.2 Matrizeiros; 1.3 Incubatórios;
1.4 Granjas de Produção de Ovos para Consumo; 1.5 Entrepostos de Ovos;
1.7 Quando no desempenho de suas funções técnicas, os Responsáveis Técnicos (RT's) de quaisquer dos estabelecimentos acima classificados devem ter conhecimento dos aspectos técnicos e legais a que estão sujeitos os estabelecimentos, especialmente quanto aos Regulamentos e Normas, bem como, orientar sobre a necessidade de obter a licença ambiental.
6.1 Avozeiros e 6.2 Matrizeiros:
Compete ao Responsável Técnico (RT):
a) ter conhecimento sobre biossegurança, fazendo cumprir a legislação vigente;
b) assegurar a higiene das instalações e adjacências;
c) orientar sobre a importância da higiene e saúde do pessoal responsável pelo manuseio de aves e ovos;
d) assegurar o isolamento da granja de possíveis contatos externos e/ou com outros animais domésticos e silvestres;
e) manter controle rigoroso de acesso de pessoas e veículos ao interior da granja;
f) proporcionar condições de controle sobre as águas de abastecimento e servidas;
g) manter controle permanente sobre fossas sépticas e/ou fornos crematórios; h) manter permanentemente limpas as proximidades das cercas além da área de isolamento;
i) orientar quanto ao controle e/ou combate de insetos e roedores;
j) ter conhecimento sobre Defesa Sanitária, fazendo cumprir a legislação em vigor;
k) elaborar e fazer cumprir calendário de vacinação, obedecendo as vacinações obrigatórias e de acordo com a idade das aves;
l) fazer cumprir as monitorias para granjas certificadas como livres de salmonelas e micoplasmas;
m) solicitar a ação da Defesa Sanitária Animal sempre que se fizer necessário. 6.3. Incubatórios;
São estabelecimentos destinados à produção de pintos de um dia, tanto para Avozeiros como para Matrizeiros.
Compete ao Responsável Técnico (RT) conhecer as Leis, Regulamentos e Normas citadas anteriormente, bem como:
a) orientar para que se mantenha total isolamento de vias públicas;
b) manter permanentemente limpa e higienizada todas as instalações industriais;
c) controlar as condições de higiene dos meios de transporte de ovos e pinto de um dia, inclusive quanto a eficiência de rodolúvios e pedilúvios;
d) controlar as condições higiênicas de vestiários, lavatórios e sanitários. Estes devem ser compatíveis com o número de servidores e operários;
e) orientar e exigir o destino adequado dos resíduos de incubação e das águas servidas;
f) controlar a higiene, temperatura e umidade de chocadeiras e nascedouros; g) orientar quanto ao controle e/ou combate a insetos e roedores;
h) manter permanente fiscalização quanto a qualidade e renovação do ar; i) orientar sobre a importância do controle da progênie (Teste de Progênie segundo a legislação em vigor);
j) garantir a vacinação obrigatória conforme a legislação e aquelas por exigência da situação epidemiológica e do comprador;
k) manter Livro de Registro de Ocorrências de Doenças e Óbitos, principalmente àqueles de notificação obrigatória.
6.4. Granja de postura:
Compete ao Responsável Técnico (RT) conhecer as Leis, Regulamentos e Normas citadas anteriormente, bem como:
a) garantir que o estabelecimento disponha de água potável, bem como equipamentos indispensáveis;
b) orientar para que a iluminação e ventilação atendam às necessidades de produção;
c) orientar quanto ao controle e/ou combate de insetos e roedores;
d) orientar sobre a importância da manipulação da qualidade higiênico sanitária das instalações e produtos;
e) orientar sobre os cuidados a serem dispensados com os produtos que saem do estabelecimento, salvaguardando os interesses do consumidor, especialmente quanto à Saúde Pública;
f) manter controle permanente sobre fossa sépticas, fornos crematórios, e/ou composteiras.
6.5 Entrepostos de ovos:
Estabelecimentos destinados à recepção, higienização, classificação e embalagens de ovos.
Compete ao Responsável Técnico (RT) conhecer as Leis, Regulamentos e Normas citadas anteriormente, bem como:
a) criar facilidades para que o Serviço Oficial tenha condições plenas para exercer a inspeção sanitária;
b) garantir que o estabelecimento disponha de água potável, bem como equipamentos indispensáveis para tratamento da água para lavagem dos ovos;
c) orientar para que a iluminação e ventilação atendam às necessidades de funcionamento;
d) orientar quanto ao controle e/ou combate de insetos e roedores;
e) orientar para que o estabelecimento disponha de equipamentos e pessoal preparado para realização do ovoscopia, classificação de ovos e encaminhamento de amostra para exames laboratorais;
f) orientar para que todos os produtos do estabelecimento sejam acom-panhados dos certificados sanitários e transportadores em veículos apropriados;
g) controlar adequadamente a temperatura das câmaras frias. CARGAS HORÁRIAS:
O Responsável Técnico (RT) deve cumprir a carga horária de acordo com a tabela abaixo:
. AVOZEIROS/MATRIZEIROS/INCUBATÓRIO: tempo integral . GRANJAS DE POSTURA:
Até 30.000 ovos/dia mínimo de 01 horas/dia Acima de 30.000 a 60.000 ovos/dia 02 horas/dia Acima de 60.000 03 horas/dia
.ENTREPOSTOS DE OVOS: até 50cx./30dz/dia 05 horas/semanais acima 50cx./30dz/dia 10horas/semanais
.GRANJAS DE CRIA, RECRIA OU ENGORDA: Mínima de 05 horas/semanais.
7 ESTABELECIMENTOS QUE INDUSTRIALIZAM RAÇÕES, CONCENTRADOS, INGREDIENTES E SAIS MINERAIS PARA ALIMENTAÇÃO ANIMAL
No desempenho da função, nestes estabelecimentos, o Responsável Técnico (RT) é co-responsável pela qualidade do produto final e deve:
a) participar ativamente da formulação dos produtos
b) orientar quanto a aquisição de matérias primas que entram na composição do produto final
c) verificar as condições físicas e de higiene das instalações;
manipulação, embalagem e armazenamento;
e) orientar quanto à aquisição de aditivos e conservantes, bem como seu uso; f) observar rigorosamente os prazos de validade dos produtos;
g) orientar as condições de transportes dos produtos finais; h) ter conhecimento da origem da matéria prima;
i) garantir que todas as informações para uso correto do produto, inclusive composição e prazo de validade, estejam discriminadas de forma clara, permitindo entendimento perfeito do consumidor;
j) garantir que o memorial descritivo dos produtos industrializados seja rigorosamente observado;
k) orientar sobre a necessidade de obter a licença ambiental CARGA HORÁRIA:
Até 5ton/dia 01/hora/dia de 5,1 a 50 ton./dia 02/horas/dia de 51 a 100 ton./dia 03/horas/dia acima de 100 ton./dia 04/horas/dia
8. ESTABELECIMENTOS DE MULTIPLICAÇÃO ANIMAL Classificação dos estabelecimentos:
8.1 Estabelecimento produtor de sêmen para fins comerciais;
8.2 Estabelecimento produtor de sêmen na propriedade rural, para uso exclusivo em fêmeas do mesmo proprietário, sem fins comerciais;
8.3 Estabelecimento produtor de embriões para fins comerciais;
8.4 Estabelecimento produtor de embriões na propriedade rural, sem fins comerciais;
8.5 Estabelecimentos de botijões criobiológicos para acondicionamento de sêmem e embriões congelados
8.6 Estabelecimento produtor de ampolas, palhetas, minitubos, macrotubos, pipetas, etc.;
8.7 Estabelecimento produtor de máquinas para envase de sêmen e embriões, para gravar as embalagens de identificação das doses de sêmen e embriões; 8.8 Estabelecimento produtor de meios químicos e biológicos para diluição, conservação e cultura de sêmen e embriões;
8.9 Estabelecimento importador de sêmen, embriões, serviços destinados à inseminação artificial, transferência de embriões, revenda de sêmen e embriões e de prestação de serviços na área de fisiopatologia da reprodução e
inseminação artificial;
8.10 Estabelecimento prestadores de serviços nas diversas áreas de multiplicação animal.
De modo geral, para todos os estabelecimentos, cabe ao Responsável Técnico (RT):
a) garantir a higiene geral dos estabelecimentos, dos equipamentos e dos insumos;
b) garantir a qualidade de água de abastecimento e águas servidas; c) proceder o exame do produto acabado;
d) garantir o controle de qualidade do sêmem ou embrião, mediante exames físicos, morfológicos, bioquímicos, bacteriológicos e outros julgados necessários;
e) acompanhar as fases de colheita, manipulação, acondicionamento, transporte e estocagem do sêmen e embriões;
f) orientar sobre a necessidade de estrutura física adequada e pessoal técnico capacitado.
Para os estabelecimentos citados no item 8.10 Prestadores de serviços nas diversas áreas de multiplicação animal, compete ao Responsável Técnico (RT) realizar:
a) os exames andrológicos; b) os exames ginecológicos; c) os exames sanitários;
d) o treinamento de mão de obra para aplicação de sêmem; e) a transferência de embriões;
f) a aplicação de produtos para superovulação e sincronização de cio; g) a inseminação artificial;
h) o armazenamento de sêmem e embriões congelados; i) a tipificação sanguínea dos doadores de sêmen e embriões.
Para os animais usados como doadores de sêmem ou embriões, cabe ao Responsável Técnico (RT):
a) atentar para os aspectos sanitários, zootécnicos, andrológicos, de saúde hereditária e de identificação;
b) garantir que o ingresso do reprodutor no centro de produção de sêmem e embriões seja precedido de uma quarentena para os necessários exames sanitários, andrológicos, ginecológicos e de tipificação sangüínea;
c) emitir os certificados sanitários, andrológicos e ginecológicos, com base nos exames clínicos e laboratoriais efetuados durante a quarentena;
e) garantir o cumprimento das normas técnicas sanitárias, andrológicas, ginecológicas e de ordem zootécnica, instituídas pelos órgãos competentes, mesmo na produção de sêmen ou embriões, a nível de propriedade sem fins comerciais.
CARGAS HORÁRIAS:
1. Estabelecimento produtor de sêmen para fins comerciais: tempo integral ou enquanto tiver atividade no estabelecimento;
2. Estabelecimento produtor de embriões para fins comerciais: tempo integral ou enquanto tiver atividade no estabelecimento;
3. Estabelecimento de prestação de serviços: tempo integral; 4. Demais estabelecimentos: mínimo de 5 horas semanais.
9. EXPOSIÇÕES, FEIRAS, LEILÕES E OUTROS EVENTOS PECUÁRIOS
O Responsável Técnico (RT), deve:
a) garantir que todos os animais presentes no local do evento estejam acompanhados dos atestados e exames fornecidos por Médicos Veterinários e/ou órgão competente, de acordo com as exigências e normas estabelecidas; b) separar os animais que apresentarem, após a entrada no recinto do evento, perda das condições de comercialização ou situação contrária ao conteúdo dos atestados sanitários;
c) garantir o isolamento e remoção imediata de animais com problemas sanitários que possam comprometer outros animais do evento;
d) orientar sobre a acomodação dos animais no recinto do evento; e) orientar quanto ao transporte dos animais;
f) no caso de enfermidades e/ou outros problemas referidos no item “c”, o RT deve comunicar-se imediatamente com as autoridades sanitárias (Órgãos Oficiais) e garantir as medidas profiláticas requeridas (desinfecção, vacinação,etc.);
g) de modo geral o RT deve interferir no sentido de solucionar irregularidades que constatar, observando rigorosamente a conduta ética e, quando necessário, dar conhecimento das irregulares constatadas aos representantes dos Órgãos Oficiais de Fiscalização sanitária;
h) acatar e cumprir as exigências oficiais sobre os aspectos sanitários vigentes, sujeitando-se às exigências legais e administrativas pertinentes; i) participar, quando possível, na elaboração do regulamento do evento pecuário, fazendo constar as normas sanitárias oficiais, os padrões e normas
zootécnicas vigentes;
j) estar presente, obrigatoriamente, durante todo o evento, principalmente enquanto estiver ocorrendo a entrada e saída de animais no recinto.
CARGAS HORÁRIAS:
Nas Exposições e Feiras: tempo integral
Nos Leilões: mínimo de 06 (seis) horas por evento realizado. Nas Feiras Permanentes: tempo integral
Nos Rodeios:mínimo de 06 (seis) horas por evento
10. EMPRESAS DE PRODUÇÃO ANIMAL
Empresas agropecuárias (Pessoas Jurídicas) que utilizam permanentemente animais vivos com a finalidade de produção, tais como:
-Empresas rurais que exploram a Bovinocultura de Corte; -Empresas rurais que exploram a Bovinocultura de Leite; -Empresas rurais que exploram outras espécies animais.
No desempenho da sua função o Responsável Técnico (RT) deve: a) prestar assistência ao rebanho quanto à nutrição;
b) orientar o proprietário quanto ao melhoramento zootécnico; c) orientar o manejo geral;
d) orientar a construção das instalações;
e) acatar e determinar o cumprimento de toda a legislação vigente relativo a(s) espécie(s) explorada(s);
f) orientar e treinar os funcionários ministrando-lhes ensinamentos neces-sários à sua segurança e bom desempenho de suas funções;
g) orientar a contenção dos animais ao funcionário responsável por esse trabalho;
h) orientar práticas higiênico-sanitárias;
i) orientar a manipulação de produtos e/ou subprodutos.
CARGA HORÁRIA.
11. HOSPITAIS, CLÍNICAS, CONSULTÓRIOS, AMBULATÓRIOS VETERINÁRIOS E LABORATÓRIOS DE PATOLOGIA E ANÁLISES CLÍNICAS VETERINÁRIAS.
São empresas prestadoras de serviços Médicos Veterinários. Nestas empresas o Responsável Técnico (RT) deve:
a) garantir que nas clínicas 24 horas e nos Hospitais Veterinários, o Médico Veterinário esteja presente em tempo integral;
b) garantir que todas as atividades realizadas por enfermeiros e/ou estagiários sejam supervisionadas por Médico Veterinário;
c) usar adequadamente a área de isolamento garantindo que animais doentes não tenha contato com outros;
d) exigir que os Médicos Veterinários e auxiliares estejam adequadamente uniformizados quando do atendimento;
e) exigir que todos os Médicos Veterinários que atuam no estabelecimento estejam devidamente registrados no CRMV-TO;
f) fazer cumprir as normas de saúde pública vigentes, no que diz respeito à higiene do ambiente, separação, destinação de lixo hospitalar e estocagem dos insumos;
g) ter conhecimento dos aspectos técnicos e legais a que estão sujeitos os diversos estabelecimentos, especialmente quanto aos Regulamentos e Normas.
CARGA HORÁRIA MÍNIMA: 05 (cinco) horas semanais. 12. INDÚSTRIAS DA CARNE
Estabelecimentos que industrializam, manipulam, beneficiam e embalam produtos ou derivados da carne.
Classificam-se em:
12.1.Matadouros e Frigoríficos de Bovinos e Suínos, Abatedouros Avícolas e outros animais;
12.2. Fábricas de Conservas e/ou Embutidos e Defumados; 12.3. Entrepostos de carnes e derivados;
12.4. Indústrias de subprodutos derivados.
Quanto no desempenho de suas funções, o Responsável Técnico (RT) deve: a) orientar a empresa na aquisição de animais de regiões sanitariamente
controladas e na seleção de seus fornecedores;
b) ter conhecimentos básicos referentes ao processo antes e após o abate dos animais;
c) orientar e garantir condições higiênico-sanitárias das instalações e dos equipamentos;
d) treinar o pessoal envolvido nas operações de abate, manipulação, embalagem, armazenamento dos produtos e demais procedimentos;
e) proporcionar facilidades para realização da inspeção das carcaças e subprodutos;
f) orientar sobre a aquisição de matéria prima, aditivos, desinfetante, embalagens, aprovados e registrados pelos órgãos competentes;
g) orientar quanto ao controle e/ou combate de insetos e roedores; h) orientar quanto ao transporte;
i) orientar e exigir qualidade e quantidade adequadas da água utilizada na indústria bem como o destino adequado de águas servidas;
j) orientar quanto a importância da higiene e saúde dos funcionários da empresa;
k) em condições especiais, nos Matadouros Municipais administrados pela Instituição Pública (Prefeitura), o RT poderá ser o mesmo profissional responsável pela inspeção dos animais abatidos.
l) identificar e orientar sobre os pontos críticos de contaminação dos produtos e do ambiente;
m) garantir rigoroso cumprimento dos memoriais descritivos quanto da elaboração de um produto;
n) exigir disponibilidade dos equipamentos e materiais mínimos necessários para desempenho das atividades dos funcionários;
o) garantir o destino dos animais, produtos ou peças condenadas, conforme determinação do Serviço Oficial de Inspeção;
p) orientar sobre a necessidade de obter a licença ambiental;
q) ter conhecimento sobre os aspectos técnicos e legais a que estão sujeitos os estabelecimentos, especialmente quanto aos Regulamentos e Normas específicas.
CARGA HORÁRIA: O número de horas de permanência do Responsável Técnico (RT) deve ser estabelecido pelo contratado, levando em consideração o volume de trabalho do estabelecimento contratante, obedecendo à carga horária mínima conforme segue:
atividades e permanecer durante o abate e/ou manipulação e processamento da carne no estabelecimento.
.FÁBRICAS DE CONSERVAS E/OU EMBUTIDOS: até 100 kg/dia 01 hora/dia
de 101 a 500 kg/dia 02 horas/dia de 501 a 1.000 kg/dia 06 horas/dia acima de 1.000 kg/dia 08 horas/dia
.ENTREPOSTOS E DISTRIBUIDORES DE CARNES E DERIVADOS: até 100 t/mês 02 horas/dia
de 101 a 500 t/mês 04 horas/dia de 501 a 1.000 t/mês 06 horas/dia acima de 1.000 t/mês 08 horas/dia .INDÚSTRIAS DE SUBPRODUTOS: Mínimo de 02 (duas) horas diárias.
13.INDÚSTRIAS DE LATICÍNIOS
Estabelecimentos que industrializam, manipulam, beneficiam e/ou embalam produtos ou derivados do leite.
Classificam-se em:
-Usinas de beneficiamento, pasteurização e empacotamento de leite; -Fábricas de laticínios;
-Postos de refrigeração.
Quando no desempenho de suas funções, o Responsável Técnico (RT) deve: a) orientar a empresa na aquisição de matéria prima de boa qualidade e boa procedência;
b) orientar a empresa quando da aquisição de aditivos, embalagens e desinfetantes aprovados e registrados pelos órgãos competente;
c) orientar quanto às condições de higiene das instalações, equipamentos do pessoal;
d) promover treinamento e formação de pessoal envolvido nas operações de transformação, manipulação, embalagem, armazenamento e transportes dos produtos;
execução dos exames laboratorais;
f) orientar quanto ao emprego adequado de aditivos, conservantes, sanitizantes desinfetantes nos processos industriais;
g) orientar programa de controle e/ou combate de insetos e roedores;
h) recomendar cuidados higiênicos necessários na produção da matéria prima
i) assumir a responsabilidade, no estabelecimento industrial, sobre a qualidade do produto em todos seus aspectos;
j) identificar e orientar sobre os principais pontos críticos de contaminação dos produtos e do ambiente;
k) orientar sobre a importância das condições técnicas do laboratório de controle de qualidade quanto a equipamentos, pessoal, reagentes e técnicas analíticas;
l) exigir rigoroso cumprimento dos memoriais descritivos quando da elaboração de um produto;
m) orientar sobre a necessidade de obter a licença ambiental;
n) ter conhecimento dos aspectos técnicos e legais a que estão sujeitos os estabelecimentos especialmente quanto aos Regulamentos e Normas específicas.
CARGA HORÁRIA:
O horário de permanência do Profissional deve ser estabelecido e definido entre Contratante e Contratado, levando em consideração o volume de trabalho do estabelecimento, obedecendo a carga horária mínima, conforme segue:
.POSTOS DE RECEPÇÃO E RESFRIAMENTO DE LEITE: mínima de 05 horas semanais
.FÁBRICAS DE LATICÍNIOS:
até 500 kg/dia 01 hora/dia de 501 kg à 1.000 kg/dia 02 horas/dia de 1001 kg a 3.000 kg/dia 03 horas/dia acima de 3.000 kg/dia 04 horas/dia
14. INDÚSTRIAS DE PESCADOS
Estabelecimentos que industrializam, manipulam, beneficiam e/ou embalam produtos derivados da pesca.
Classificam-se em: -Entrepostos de Pescados;
-Fábricas de Conserva de Pescados
Quando no desempenho de suas funções técnicas, o Responsável Técnico (RT) deve:
a) orientar a empresa na aquisição de matéria prima de boa qualidade e boa procedência;
b) orientar a empresa quando da aquisição e utilização de aditivos, desinfetantes e embalagens, aprovados e registrados pelos órgãos competentes;
c) orientar quanto às condições de higiene das instalações, equipamentos e do pessoal;
d) promover treinamento e formação de pessoal envolvido nas operações de transformação, manipulação, embalagem, armazenamento e transporte dos produtos;
e) facilitar a operacionalização da inspeção higiênico-sanitária; f) implantar programa de controle e/ou combate de insetos e roedores;
g) orientar quanto aos cuidados com a qualidade de gelo utilizado no pescado, bem como do pescado embarcado;
h) orientar quanto à obtenção de pescados, crustáceos, moluscos, bivalves, univalves de locais de captura seguramente isentos de contaminações primárias e secundárias;
i) garantir o rigoroso cumprimento do memorial descritivo dos produtos processados;
j) identificar e orientar sobre os pontos críticos de contaminação dos produtos e do ambiente;
k) ter conhecimento dos aspectos técnicos e legais a que estão sujeitos os estabelecimentos, especialmente quanto aos Regulamentos e Normas.
CARGA HORÁRIA:
O horário de permanência do Profissional deve ser estabelecido e definido entre Contratante e Contratado, levando em consideração o volume de trabalho do estabelecimento, obedecendo a carga horária mínima.
.Entrepostos de Pescados:
até 5.000 Kh/dia 01/hora/dia acima de 5.000 Kg/dia 02/horas/dia .Fábricas de Conserva de Pescados:
até 5.000 Kg/dia 02/hora/dia acima de 5.000 Kg/dia 03/horas/dia
15. INDÚSTRIAS, ENTREPOSTOS E DISTRIBUIDORAS DE PRODUTOS VETERINÁRIOS
Conforme legislação específica, enquadram-se neste item as indústrias, entrepostos e distribuidoras de medicamentos de uso veterinário.
Quando no desempenho de suas funções, o Responsável Técnico (RT) deve: a) conhecer os aspectos técnicos e legais pertinentes a industrialização de Produtos Veterinários a que estão sujeitos estes estabelecimentos, sendo de sua responsabilidade as irregularidades detectadas pelos órgãos oficiais de fiscalização;
b) ter conhecimento técnico sobre formulação e produção farmacêutica; c) providenciar para que o conteúdo do produto esteja de acordo com rótulo e bula, por ocasião de seu envasamento;
d) orientar a pesagem de matéria prima que será utilizada no produto final; e) acompanhar as condições de estocagem da matéria prima e do produto final;
f) providenciar os memoriais descritivos dos produtos quando de seu registro no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento ou da Saúde;
g) orientar e avaliar os resultados dos testes de eficiência realizados com os produtos;
h) manter sob rigoroso controle as câmaras de resfriamento e estocagem de produtos, monitorando periodicamente a temperatura das mesmas;
i) orientar quanto aos cuidados na higiene pessoal dos operários;
j) adotar medidas preventivas e reparadoras a possíveis danos ao meio ambiente provocados pelo estabelecimento.
CARGA HORÁRIA:
O horário de permanência do Profissional deve ser estabelecido e definido entre Contratante e Contratado, levando em consideração o volume de trabalho do estabelecimento, obedecendo a seguinte carga horária mínima: - Nas indústrias, o RT deve permanecer no estabelecimento durante as atividades industriais e nos entrepostos e distribuidoras, no mínimo, 10 horas semanais.
16. ESTABELECIMENTOS DE ENSINO SUPERIOR DE ZOOTECNIA E MEDICINA VETERINÁRIA.
Em 1968 foram promulgadas duas importantes Leis no Brasil. A primeira, de nº 5.517, de 23 de outubro, que dispõe sobre o exercício profissional do médico veterinário e cria os Conselhos Federal e Regionais no Brasil e a segunda, de nº 5.550, de 04 de dezembro, que dispõe sobre o exercício da profissão de Zootecnista em todo o território nacional.
Em seu Artigo 5º, letra “I”, a Lei nº 5.517/68 estipula que é da competência privativa do médico veterinário “a direção e a fiscalização do ensino da Medicina Veterinária, nos estabelecimentos em que a natureza dos trabalhos tenha por objetivo exclusivo a produção, a indústria e a medicina animal sob qualquer forma”. Ainda, a Resolução nº 619, de 14 de dezembro de 1994, que especifica o campo de atividades do Zootecnista, estipula em seu Artigo 1º, letra “o”, que é sua atividade privativa “a direção de instituições de ensino e de pesquisa na área de produção zootécnica”.
Por outro lado, a Resolução nº 592/92 do Conselho Federal de Medicina Veterinária, que enquadra as entidades obrigadas a registro na Autarquia, determina em seu Artigo 3º, Parágrafo Único, que “as instituições privadas de ensino e/ou pesquisa na área de Medicina Veterinária estão obrigadas a registro no Conselho Regional”.
Quanto à função de Responsável Técnico, a Resolução do CFMV, nº 582, de 11 de dezembro de 1991, determina em seu Artigo 2º que serão submetidas (os) a registros nos CRMVs e obrigadas (os) à contratação e mantença de RESPONSÁVEL TÉCNICO, as empresas e/ou estabelecimentos cujas atividades estão diretamente relacionadas à Medicina Veterinária e à Zootecnia.
Por conseqüência, as instituições de ensino superior de Zootecnia e Medicina Veterinária deverão indicar um profissional, devidamente habilitado, para a função de Responsável Técnico, que terá por atribuições:
a) estar perfeitamente inteirado dos aspectos legais a que estão sujeitos os estabelecimentos de ensino superior de Zootecnia e Medicina Veterinária; b) estar informado sobre o estado de manutenção das instalações e equipamentos da instituição, comunicando ao Coordenador/Diretor do curso ou a quem de direito, as irregularidades existentes, solicitando as providências cabíveis, comunicando ao CRMV-TO os problemas são solucionados em tempo hábil:
laboratórios, hospital veterinário, biblioteca-setorial, salas de aula, etc) da instituição, comunicando a quem de direito, os problemas atinentes a cada setor para que as medidas corretivas sejam adotadas;
d) acatar e fazer cumprir as normas e legislação pertinente à sua função de RT junto à instituição de ensino, agindo de forma integrada com os demais profissionais da instituição;
e) orientar todos os profissionais médicos veterinários e zootecnistas que atuam na instituição para que estejam devidamente registrados no CRMV-TO;
f) atuar estritamente de acordo com a legislação vigente no sentido de solucionar as irregularidades constatadas, observando rigorosamente a conduta ética;
g) inteirar-se da legislação ambiental, orientando a adoção de medidas preventivas e reparadoras a possíveis danos ao meio ambiente provocados pela atividade da instituição;
h) manter, na instituição, à disposição dos fiscais do CRMV-TO, o “Livro de Registro e Anotação do Responsável Técnico RT”, fornecido pela Autarquia, no qual deverão ser registradas as recomendações e orientações bem como as ocorrências e irregularidades que, a seu critério, não foram registradas no “Termo de Constatação e Recomendação”, conforme modelo constante no “Manual do Responsável (RT) Normas e Procedimentos”; i) no caso de cancelamento da ART Anotação de Responsabilidade Técnica, comunicar ao CRMV-TO, no máximo de 8 (oito) dias, solicitando a baixa da anotação através de formulário próprio, conforme modelo constante no Manual do RT (BAIXA DA ANOTAÇÃO DE RESPONSABILIDADE TÉCNICA). O não cumprimento desta norma implicará em co-responsabilidade civil e criminal pela ocorrência de possíveis danos aos usuários da instituição.
j) Informar ao(s) responsável (veis) pela direção da IES sobre a obriga-toriedade de ser afixado em local visível um cartaz contendo o nome do RT e o Certificado de Regularidade.
CARGA HORÁRIA: Período integral
17. PLANEJAMENTO, CONSULTORIA VETERINÁRIA E ZOOTÉCNICA.
Enquadram-se neste item as empresas de planejamento, assessoria, assistência técnica e crédito para a pecuária.
No desempenho de suas funções, cabe ao Responsável Técnico (RT):
a) estar ciente de que, em alguns projetos agropecuários, há necessidade de trabalho interdisciplinar, o que determina a co-responsabilidade com outros Profissionais na sua elaboração e acompanhamento;
b) elaborar o projeto técnico, levando em consideração: . Viabilidade técnica de execução;
. Viabilidade econômica;
. Indicações dos possíveis mecanismos de crédito e financiamento, forne-cendo laudos, sempre que necessário;
. As questões ambientais envolvidas; e
. Os recursos humanos necessários para viabilizar a execução.
c) adotar medidas preventivas e reparadoras de possíveis danos ao meio ambiente, provocados pela execução do projeto, orientando adequadamente todo o pessoal envolvido na execução do mesmo;
d) estar inteirado de todas as normas legais a que estão sujeitas as empresas, relativas a sua área de atuação.
CARGA HORÁRIA MÍNIMA:
05 (cinco) horas semanais ou conforme contrato entre as partes. OBSERVAÇÃO:
RESOLUÇÃO CFMV Nº 683/2001
Através desta Resolução o CFMV regulamentou a concessão da “ANOTAÇÃO DE RESPONSABILIDADE TÉCNICA”, no âmbito da prestação de serviços e atividades profissionais inerentes à Medicina Veterinária e à Zootecnia.
Art. 1º - “Toda a prestação de serviço, estudo, projeto, pesquisa, orientação, direção, assessoria, consultoria, perícia, experimentação, levantamento de dados, parecer, relatório, laudo técnico, inventário, planejamento, avaliação, arbitramentos, planos de gestão, demais atividades escritas nos artigos 5º e 6º da Lei nº 5.517/68, bem como às ligadas ao meio ambiente à preservação da natureza, e quaisquer outros serviços na área da Medicina Veterinária e da Zootecnia ou a elas ligados realizados por pessoa física, ficam sujeitos à Anotação de Responsabilidade Técnica (ART)”.