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INCONDICIONADA TITULARIDADE:

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Academic year: 2021

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(1)

AÇÃO PENAL

• Conceito:

• AÇÃO PENAL PÚBLICA INCONDICIONADA

• TITULARIDADE:

• Art. 24. Nos crimes de ação pública, esta será promovida

por denúncia do Ministério Público, mas dependerá, quando a lei o

exigir, de requisição do Ministro da Justiça, ou de representação do

ofendido ou de quem tiver qualidade para representá-lo.

(2)

AÇÃO PENAL

– EXCEÇÕES

• Exercício arbitrário das próprias razões

• Art. 345 - Fazer justiça pelas próprias mãos, para satisfazer

pretensão, embora legítima, salvo quando a lei o permite:

• Pena - detenção, de quinze dias a um mês, ou multa, além

da pena correspondente à violência.

• Parágrafo único - Se não há emprego de violência,

(3)

Agressão de garota de programa entre os julgados da Sexta Turma

• Em julgamento realizado nesta terça-feira (17), a Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) considerou extinta a punibilidade de garota de programa acusada de subtrair o cordão de um cliente após ele se negar a pagar pelos serviços dela. A decisão foi unânime.

• De acordo com a denúncia do Ministério Público do Tocantins (MPTO), em 2008, a garota de programa subtraiu um cordão com pingente folheado na cidade de Araguaína (TO). Segundo o MPTO, a mulher ainda ameaçou a vítima com uma faca.

• A sentença considerou que a conduta da prostituta deveria ser entendida como exercício arbitrário das próprias razões. O magistrado afirmou que a mulher tinha a expectativa de ver o seu serviço remunerado e que a recusa de pagamento por parte da vítima motivou a conduta.

Pretensão legítima

• Todavia, o Tribunal de Justiça do Tocantins (TJTO) modificou a decisão de primeira instância e condenou a garota de programa pelo crime de roubo, estabelecendo pena de quatro anos de reclusão.

• No STJ, os ministros decidiram restabelecer o julgamento de primeira instância. Para o ministro relator, Rogerio Schietti, a mulher estava exercendo a pretensão legítima de ser ressarcida pelos serviços prestados ao homem. • HC 211888 (17/05/2016)

(4)

AÇÃO PENAL- PRINCÍPIOS

• OBRIGATORIEDADE:

• Os requisitos legais:

• EXCEÇÕES- JECRIM – TRANSAÇÃO PENAL

• Art. 76. Havendo representação ou tratando-se de crime de ação penal pública incondicionada, não sendo caso de arquivamento, o Ministério Público poderá propor a aplicação imediata de pena restritiva de direitos ou multas, a ser especificada na proposta. • Obs: MP não estaria abrindo mão da ação penal.

• A homologação da transação penal prevista no artigo 76 da Lei 9.099/1995 não faz coisa julgada material e, descumpridas suas cláusulas, retoma-se a situação anterior,

possibilitando ao Ministério Público a continuidade da persecução penal mediante oferecimento de denúncia ou requisição de inquérito policial. (Súmula Vinculante 35)

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AÇÃO PENAL- PRINCÍPIOS

• INDISPONIBILIDADE:

• art. 42. O Ministério Público não poderá desistir da ação

penal. (CPP)

• Art. 385. Nos crimes de ação pública, o juiz poderá proferir

sentença condenatória, ainda que o Ministério Público tenha

opinado pela absolvição, bem como reconhecer agravantes,

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AÇÃO PENAL- PRINCÍPIOS

• EXCEÇÕES – lei 9.099/95 - JECRIM

• Art. 89. Nos crimes em que a pena mínima cominada for

igual ou inferior a um ano, abrangidas ou não por esta Lei, o

Ministério Público,

ao oferecer a denúncia

, poderá propor a

suspensão do processo, por dois a quatro anos, desde que o

acusado não esteja sendo processado ou não tenha sido

condenado por outro crime, presentes os demais requisitos

que autorizariam a suspensão condicional da pena (

art. 77 do

(7)

AÇÃO PENAL- PRINCÍPIOS

• INDIVISIBILIDADE =

• Artigos do CPP:

• Art. 48. A queixa contra qualquer dos autores do crime

obrigará ao processo de todos, e o Ministério Público velará

pela sua indivisibilidade.

• Art. 49. A renúncia ao exercício do direito de queixa, em

relação a um dos autores do crime, a todos se estenderá

(8)

• Ementa: HABEAS CORPUS. CRIMES DE CALÚNIA CONTRA JUIZ DE DIREITO. TRANCAMENTO DA AÇÃO PENAL. DECADÊNCIA. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. REEXAME DE PROVAS. PRINCÍPIO DA INDIVISIBILIDADE. AÇÃO PENAL PÚBLICA, CONDICIONADA A REPRESENTAÇÃO. INAPLICABILIDADE. ORDEM DENEGADA. 1. A alegação de decadência do direito de representação em relação a alguns dos crimes de calúnia - pelos quais o Paciente foi condenado em continuidade delitiva - não foi analisada pelo Tribunal a quo, sendo, desse modo, vedado o pronunciamento deste Superior Tribunal de Justiça, sob pena de indevida supressão de instância. E não merece reparos o acórdão recorrido, que denegou a ordem originária porque o Impetrante não demonstrou o transcurso do prazo decadencial nos autos da ação penal, que já contava com sentença condenatória na data da impetração do writ originário. 2. O princípio da indivisibilidade da ação penal é aplicável, apenas, à

ação penal privada. Precedentes do Supremo Tribunal Federal e do Superior Tribunal de

(9)

AÇÃO PENAL- PRINCÍPIOS

• Ementa: o Ministério Público, como 'dominus litis', pode aditar

a denúncia, até a sentença final, para inclusão de novos réus,

ou ainda oferecer nova denúncia, a qualquer tempo"

(STF, HC 71.538/SP, 1ª Turma, Rel. Min. Ilmar Galvão, DJ de

15/03/1996).

• Princípio da oficialidade

• Princípio da autoridade

• Princípio da oficiosidade:

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AÇÃO PENAL CONDICIONADA

• Art. 24. Nos crimes de ação pública, esta será promovida por

denúncia do Ministério Público, mas dependerá, quando a lei

o exigir, de requisição do Ministro da Justiça, ou de

representação do ofendido ou de quem tiver qualidade para

representá-lo.

• Titularidade:

• Representação:

• Destinatários:

(11)

AÇÃO PENAL CONDICIONADA

• Observações Estupro: inf. 553 STJ:

• observa-se que, embora a suposta vítima tenha sido considerada incapaz

de oferecer resistência na ocasião da prática dos atos libidinosos, esta

não é considerada pessoa vulnerável, a ponto de ensejar a modificação da

ação penal. Ou seja, a vulnerabilidade pôde ser configurada apenas na

ocasião da ocorrência do crime. Assim, a ação penal para o

processamento do crime é pública condicionada à representação. “(…) a

vulnerabilidade detectada apenas nos instantes em que ocorreram os atos

libidinosos não é capaz, por si só, de atrair a incidência do dispositivo legal

em questão (art. 225, parágrafo único, do CP)”. (nossos destaques). Hc

276.510/RJ (1/12/14)

(12)

AÇÃO PENAL CONDICIONADA

• Lei 11.340/06: lei Maria da Penha

• Art. 16. Nas ações penais públicas condicionadas à representação da ofendida de que

trata esta Lei, só será admitida a renúncia à representação perante o juiz, em audiência

especialmente designada com tal finalidade, antes do recebimento da denúncia e ouvido o Ministério Público.

• STF/STJ: pressupõem que toda mulher é vulnerável e hipossuficiente. • Caso Luana Piovani.

• No julgamento do recurso especial no STJ, a ministra Laurita Vaz, relatora, destacou que “a Lei Maria da Penha não exige prova de hipossuficiência e vulnerabilidade da mulher, isso é

pressuposto de validade da própria Lei”, reiterando que a Lei nº 11.340/2006 “aplica-se a

namoros, ex-namoros, a todas as relações íntimas de afeto, independentemente de coabitação e classe econômica e social”. (01/04/2014)

(13)

AÇÃO PENAL CONDICIONADA

Retratação: Art. 25. A representação será irretratável, depois de

oferecida a denúncia.

Lei Maria da Penha:

DÁ oportunidade ao AMOR!!!!!

Art. 16. Nas ações penais públicas condicionadas à representação da

ofendida de que trata esta Lei, só será admitida a renúncia à

representação perante o juiz, em audiência especialmente designada

com tal finalidade, antes do recebimento da denúncia e ouvido o

Ministério Público.

Obs: STJ: audiência não é automática, vitima deverá requerer (inf.

483/STJ)

(14)

AÇÃO PENAL CONDICIONADA

• Momento da retratação:

• art.

16

da Lei

11.340

/2006 prevê que a audiência designada para a vítima

expressar o seu desejo de renunciar à representação deve ser realizada em

momento anterior ao recebimento da denúncia, o que não se verificou no

caso em análise, uma vez que o suposto desejo teria sido manifestado

somente na audiência de instrução e julgamento, de modo que não há

falar, pois, em ofensa ao devido processo legal. III – Tal disposição legal não

visa beneficiar o réu, mas tem por escopo formalizar, perante o

magistrado, o ato de retratação, com o objetivo de proteger a vítima,

afastando-a, das ingerências do agressor. IV- Ordem denegada. HC

109176/MG (04/10/11)

(15)

• Obs:

• 1.

• 2.

• 3.

(16)

AÇÃO PENAL CONDICIONADA- requisição o

Ministro da Justiça

• Ato de conveniência política

• Destinatário:

• Prazo:

• Hipóteses: crimes contra a honra do presidente ou chefe de

governo estrangeiro (art. 145, p. único).

• Crimes praticados contra brasileiro no estrangeiro (art. 3, art. 7,

p.2, CPP).

• Retratação:.

• vinculação do MP?

(17)

Ação penal Pública

• Denúncia: Art. 41. A denúncia ou queixa conterá a exposição do fato criminoso, com todas as suas circunstâncias, a qualificação do acusado ou esclarecimentos pelos quais se possa identificá-lo, a classificação do crime e, quando necessário, o rol das testemunhas.

• art. 28. Se o órgão do Ministério Público, ao invés de apresentar a denúncia, requerer o

arquivamento do inquérito policial ou de quaisquer peças de informação, o juiz, no caso de

considerar improcedentes as razões invocadas, fará remessa do inquérito ou peças de informação ao procurador-geral, e este oferecerá a denúncia, designará outro órgão do Ministério Público para oferecê-la, ou insistirá no pedido de arquivamento, ao qual só então estará o juiz obrigado a atender.

• Art. 10. O inquérito deverá terminar no prazo de 10 dias, se o indiciado tiver sido preso em flagrante, ou estiver preso preventivamente, contado o prazo, nesta hipótese, a partir do dia em que se executar a ordem de prisão, ou no prazo de 30 dias, quando estiver solto, mediante fiança ou sem ela.

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Ação Penal Privada

• Conceito: • Titularidade

• Art. 31. No caso de morte do ofendido ou quando declarado ausente por decisão judicial, o direito de oferecer queixa ou prosseguir na ação passará ao cônjuge, ascendente,

descendente ou irmão.

• Morte da vítima poderá extinguir a punibilidade?

• Induzimento a erro essencial e ocultação de impedimento

• Art. 236 - Contrair casamento, induzindo em erro essencial o outro contraente, ou ocultando-lhe impedimento que não seja casamento anterior:

• Pena - detenção, de seis meses a dois anos.

• Parágrafo único - A ação penal depende de queixa do contraente enganado e não pode ser intentada senão depois de transitar em julgado a sentença que, por motivo de erro ou impedimento, anule o casamento.

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