AÇÃO PENAL
• Conceito:
• AÇÃO PENAL PÚBLICA INCONDICIONADA
• TITULARIDADE:
• Art. 24. Nos crimes de ação pública, esta será promovida
por denúncia do Ministério Público, mas dependerá, quando a lei o
exigir, de requisição do Ministro da Justiça, ou de representação do
ofendido ou de quem tiver qualidade para representá-lo.
AÇÃO PENAL
– EXCEÇÕES
• Exercício arbitrário das próprias razões
• Art. 345 - Fazer justiça pelas próprias mãos, para satisfazer
pretensão, embora legítima, salvo quando a lei o permite:
• Pena - detenção, de quinze dias a um mês, ou multa, além
da pena correspondente à violência.
• Parágrafo único - Se não há emprego de violência,
• Agressão de garota de programa entre os julgados da Sexta Turma
• Em julgamento realizado nesta terça-feira (17), a Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) considerou extinta a punibilidade de garota de programa acusada de subtrair o cordão de um cliente após ele se negar a pagar pelos serviços dela. A decisão foi unânime.
• De acordo com a denúncia do Ministério Público do Tocantins (MPTO), em 2008, a garota de programa subtraiu um cordão com pingente folheado na cidade de Araguaína (TO). Segundo o MPTO, a mulher ainda ameaçou a vítima com uma faca.
• A sentença considerou que a conduta da prostituta deveria ser entendida como exercício arbitrário das próprias razões. O magistrado afirmou que a mulher tinha a expectativa de ver o seu serviço remunerado e que a recusa de pagamento por parte da vítima motivou a conduta.
• Pretensão legítima
• Todavia, o Tribunal de Justiça do Tocantins (TJTO) modificou a decisão de primeira instância e condenou a garota de programa pelo crime de roubo, estabelecendo pena de quatro anos de reclusão.
• No STJ, os ministros decidiram restabelecer o julgamento de primeira instância. Para o ministro relator, Rogerio Schietti, a mulher estava exercendo a pretensão legítima de ser ressarcida pelos serviços prestados ao homem. • HC 211888 (17/05/2016)
AÇÃO PENAL- PRINCÍPIOS
• OBRIGATORIEDADE:• Os requisitos legais:
• EXCEÇÕES- JECRIM – TRANSAÇÃO PENAL
• Art. 76. Havendo representação ou tratando-se de crime de ação penal pública incondicionada, não sendo caso de arquivamento, o Ministério Público poderá propor a aplicação imediata de pena restritiva de direitos ou multas, a ser especificada na proposta. • Obs: MP não estaria abrindo mão da ação penal.
• A homologação da transação penal prevista no artigo 76 da Lei 9.099/1995 não faz coisa julgada material e, descumpridas suas cláusulas, retoma-se a situação anterior,
possibilitando ao Ministério Público a continuidade da persecução penal mediante oferecimento de denúncia ou requisição de inquérito policial. (Súmula Vinculante 35)
AÇÃO PENAL- PRINCÍPIOS
• INDISPONIBILIDADE:
• art. 42. O Ministério Público não poderá desistir da ação
penal. (CPP)
• Art. 385. Nos crimes de ação pública, o juiz poderá proferir
sentença condenatória, ainda que o Ministério Público tenha
opinado pela absolvição, bem como reconhecer agravantes,
AÇÃO PENAL- PRINCÍPIOS
• EXCEÇÕES – lei 9.099/95 - JECRIM
• Art. 89. Nos crimes em que a pena mínima cominada for
igual ou inferior a um ano, abrangidas ou não por esta Lei, o
Ministério Público,
ao oferecer a denúncia
, poderá propor a
suspensão do processo, por dois a quatro anos, desde que o
acusado não esteja sendo processado ou não tenha sido
condenado por outro crime, presentes os demais requisitos
que autorizariam a suspensão condicional da pena (
art. 77 do
AÇÃO PENAL- PRINCÍPIOS
• INDIVISIBILIDADE =
• Artigos do CPP:
• Art. 48. A queixa contra qualquer dos autores do crime
obrigará ao processo de todos, e o Ministério Público velará
pela sua indivisibilidade.
• Art. 49. A renúncia ao exercício do direito de queixa, em
relação a um dos autores do crime, a todos se estenderá
• Ementa: HABEAS CORPUS. CRIMES DE CALÚNIA CONTRA JUIZ DE DIREITO. TRANCAMENTO DA AÇÃO PENAL. DECADÊNCIA. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. REEXAME DE PROVAS. PRINCÍPIO DA INDIVISIBILIDADE. AÇÃO PENAL PÚBLICA, CONDICIONADA A REPRESENTAÇÃO. INAPLICABILIDADE. ORDEM DENEGADA. 1. A alegação de decadência do direito de representação em relação a alguns dos crimes de calúnia - pelos quais o Paciente foi condenado em continuidade delitiva - não foi analisada pelo Tribunal a quo, sendo, desse modo, vedado o pronunciamento deste Superior Tribunal de Justiça, sob pena de indevida supressão de instância. E não merece reparos o acórdão recorrido, que denegou a ordem originária porque o Impetrante não demonstrou o transcurso do prazo decadencial nos autos da ação penal, que já contava com sentença condenatória na data da impetração do writ originário. 2. O princípio da indivisibilidade da ação penal é aplicável, apenas, à
ação penal privada. Precedentes do Supremo Tribunal Federal e do Superior Tribunal de
AÇÃO PENAL- PRINCÍPIOS
• Ementa: o Ministério Público, como 'dominus litis', pode aditar
a denúncia, até a sentença final, para inclusão de novos réus,
ou ainda oferecer nova denúncia, a qualquer tempo"
(STF, HC 71.538/SP, 1ª Turma, Rel. Min. Ilmar Galvão, DJ de
15/03/1996).
• Princípio da oficialidade
• Princípio da autoridade
• Princípio da oficiosidade:
AÇÃO PENAL CONDICIONADA
• Art. 24. Nos crimes de ação pública, esta será promovida por
denúncia do Ministério Público, mas dependerá, quando a lei
o exigir, de requisição do Ministro da Justiça, ou de
representação do ofendido ou de quem tiver qualidade para
representá-lo.
• Titularidade:
• Representação:
• Destinatários:
AÇÃO PENAL CONDICIONADA
• Observações Estupro: inf. 553 STJ:
• observa-se que, embora a suposta vítima tenha sido considerada incapaz
de oferecer resistência na ocasião da prática dos atos libidinosos, esta
não é considerada pessoa vulnerável, a ponto de ensejar a modificação da
ação penal. Ou seja, a vulnerabilidade pôde ser configurada apenas na
ocasião da ocorrência do crime. Assim, a ação penal para o
processamento do crime é pública condicionada à representação. “(…) a
vulnerabilidade detectada apenas nos instantes em que ocorreram os atos
libidinosos não é capaz, por si só, de atrair a incidência do dispositivo legal
em questão (art. 225, parágrafo único, do CP)”. (nossos destaques). Hc
276.510/RJ (1/12/14)
AÇÃO PENAL CONDICIONADA
• Lei 11.340/06: lei Maria da Penha• Art. 16. Nas ações penais públicas condicionadas à representação da ofendida de que
trata esta Lei, só será admitida a renúncia à representação perante o juiz, em audiência
especialmente designada com tal finalidade, antes do recebimento da denúncia e ouvido o Ministério Público.
• STF/STJ: pressupõem que toda mulher é vulnerável e hipossuficiente. • Caso Luana Piovani.
• No julgamento do recurso especial no STJ, a ministra Laurita Vaz, relatora, destacou que “a Lei Maria da Penha não exige prova de hipossuficiência e vulnerabilidade da mulher, isso é
pressuposto de validade da própria Lei”, reiterando que a Lei nº 11.340/2006 “aplica-se a
namoros, ex-namoros, a todas as relações íntimas de afeto, independentemente de coabitação e classe econômica e social”. (01/04/2014)
AÇÃO PENAL CONDICIONADA
Retratação: Art. 25. A representação será irretratável, depois de
oferecida a denúncia.
Lei Maria da Penha:
DÁ oportunidade ao AMOR!!!!!
Art. 16. Nas ações penais públicas condicionadas à representação da
ofendida de que trata esta Lei, só será admitida a renúncia à
representação perante o juiz, em audiência especialmente designada
com tal finalidade, antes do recebimento da denúncia e ouvido o
Ministério Público.
Obs: STJ: audiência não é automática, vitima deverá requerer (inf.
483/STJ)
AÇÃO PENAL CONDICIONADA
• Momento da retratação:
• art.
16
da Lei
11.340
/2006 prevê que a audiência designada para a vítima
expressar o seu desejo de renunciar à representação deve ser realizada em
momento anterior ao recebimento da denúncia, o que não se verificou no
caso em análise, uma vez que o suposto desejo teria sido manifestado
somente na audiência de instrução e julgamento, de modo que não há
falar, pois, em ofensa ao devido processo legal. III – Tal disposição legal não
visa beneficiar o réu, mas tem por escopo formalizar, perante o
magistrado, o ato de retratação, com o objetivo de proteger a vítima,
afastando-a, das ingerências do agressor. IV- Ordem denegada. HC
109176/MG (04/10/11)
• Obs:
• 1.
• 2.
• 3.
AÇÃO PENAL CONDICIONADA- requisição o
Ministro da Justiça
• Ato de conveniência política
• Destinatário:
• Prazo:
• Hipóteses: crimes contra a honra do presidente ou chefe de
governo estrangeiro (art. 145, p. único).
• Crimes praticados contra brasileiro no estrangeiro (art. 3, art. 7,
p.2, CPP).
• Retratação:.
• vinculação do MP?
Ação penal Pública
• Denúncia: Art. 41. A denúncia ou queixa conterá a exposição do fato criminoso, com todas as suas circunstâncias, a qualificação do acusado ou esclarecimentos pelos quais se possa identificá-lo, a classificação do crime e, quando necessário, o rol das testemunhas.
• art. 28. Se o órgão do Ministério Público, ao invés de apresentar a denúncia, requerer o
arquivamento do inquérito policial ou de quaisquer peças de informação, o juiz, no caso de
considerar improcedentes as razões invocadas, fará remessa do inquérito ou peças de informação ao procurador-geral, e este oferecerá a denúncia, designará outro órgão do Ministério Público para oferecê-la, ou insistirá no pedido de arquivamento, ao qual só então estará o juiz obrigado a atender.
• Art. 10. O inquérito deverá terminar no prazo de 10 dias, se o indiciado tiver sido preso em flagrante, ou estiver preso preventivamente, contado o prazo, nesta hipótese, a partir do dia em que se executar a ordem de prisão, ou no prazo de 30 dias, quando estiver solto, mediante fiança ou sem ela.
Ação Penal Privada
• Conceito: • Titularidade
• Art. 31. No caso de morte do ofendido ou quando declarado ausente por decisão judicial, o direito de oferecer queixa ou prosseguir na ação passará ao cônjuge, ascendente,
descendente ou irmão.
• Morte da vítima poderá extinguir a punibilidade?
• Induzimento a erro essencial e ocultação de impedimento
• Art. 236 - Contrair casamento, induzindo em erro essencial o outro contraente, ou ocultando-lhe impedimento que não seja casamento anterior:
• Pena - detenção, de seis meses a dois anos.
• Parágrafo único - A ação penal depende de queixa do contraente enganado e não pode ser intentada senão depois de transitar em julgado a sentença que, por motivo de erro ou impedimento, anule o casamento.