• Nenhum resultado encontrado

HÍBRIDOS DE MILHO CONSORCIADOS COM

N/A
N/A
Protected

Academic year: 2021

Share "HÍBRIDOS DE MILHO CONSORCIADOS COM"

Copied!
52
0
0

Texto

(1)

UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO CAMPUS UNIVERSITÁRIO DE RONDONÓPOLIS INSTITUTO DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS E TECNOLÓGICAS PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA AGRÍCOLA

HÍBRIDOS DE MILHO CONSORCIADOS COM Urochloa ruziziensis

Rondonópolis, MT 2019

(2)

RAFAEL BRITO VEIGA Engenheiro Agrônomo

HÍBRIDOS DE MILHO CONSORCIADOS COM Urochloa ruziziensis

Orientador: Prof. Dr. Leandro Pereira Pacheco

Rondonópolis 2019

Dissertação apresentada ao Programa de Pós-graduação em Engenharia Agrícola da Universidade Federal de Mato Grosso, Campus de Rondonópolis, como requisito para a obtenção do título de Mestre em Engenharia Agrícola.

(3)
(4)

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO

UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO

PRÓ-REITORIA DE ENSINO DE PÓS GROSSO -GRADUAÇÃO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA AGRÍCOLA Rodovia RondonópolisGuiratinga, km 6 Sagrada Família, Cep: 7873590

-Rondonópolis/MT Tel : (66) 3410-4063 - Email : [email protected]

FOLHA DE APROVAÇÃO

TÍTULO:

HÍBRIDOS DE MILHO CONSORCIADOS COM Urochloa ruziziensis”

(5)

À minha esposa Cynthia e a minha filha Ana Luísa, pelo apoio, paciência e por terem escolhido viver os mesmos sonhos.

(6)

Agradeço primeiramente à Deus, pela graça do aprendizado. Agradeço de maneira especial, meu orientador, prof. Dr. Leandro Pereira Pacheco, pela orientação e suporte desde o início do curso. Aos professores, Dr. Carlos Eduardo Cabral, Dr. Edicarlos Damacena Souza e Dra. Edna Maria Bonfim Silva, por todas as contribuições neste trabalho. À Coordenação do Mestrado de Engenharia Agrícola, Professor Dr. Tonny José Araújo da Silva, pelo apoio e compreensão durante o decorrer do curso. Aos colegas do PPG em Engenharia Agrícola, em especial Priscilla Barros Feitosa, Ícaro Camargo e Andressa Dalla Côrt, pelo suporte, companheirismo e solidariedade de sempre.

(7)

LISTA DE FIGURAS ... 15 LISTA DE TABELAS ... 16 RESUMO ... 17 ABSTRACT ... 18 INTRODUÇÃO ... 8 2. REFERENCIAL TEÓRICO ... 10

2.1 Aspectos socioeconômicos da cultura do Milho ... 10

2.2 A importância da cobertura vegetal ... 10

2.3 Consórcio Milho-Braquiária como opção para o Cerrado... 12

2.4 Arquitetura de Plantas de Milho ... 12

3. MATERIAL E MÉTODOS ... 14

3.1 Manejo na cultura do milho ... 15

3.2 Manejo na cultura soja ... 16

3.3 Avaliações realizadas no experimento ... 17

4. RESULTADOS E DISCUSSÃO ... 19

CONCLUSÕES ... 45

(8)

Figura 1. Precipitação, temperatura máxima e mínima, durante o ciclo do milho

implantado na fazenda Bom Jesus em Pedra Preta-MT...18

Figura 2. Precipitação, temperatura máxima e mínima, durante o ciclo da soja implantado

na fazenda Bom Jesus em Pedra Preta-MT...20

Figura 3. Fitomassa coletada no período de florescimento dos híbridos cultivados em

consórcio com Urochloa ruziziensis e solteiro, segregada em colmo e folha...22

Figura 4. Fitomassa coletada no período da senescência dos híbridos cultivados em

consórcio com Urochloa ruziziensis e solteiro, segregada em colmo e folha...24

Figura 5: Radiação fotossinteticamente ativa (RFA), interceptada pelo milho cultivado

em consórcio com Urochloa ruziziensis e sistema solteiro...25

Figura 6: Radiação fotossinteticamente ativa (RFA), interceptada pela Urochloa ruziziensis em consórcio com milho...26

Figura 7: Índice de Área Foliar (IAF), avaliado nos híbridos cultivados em consórcio

com Urochloa ruziziensis e solteiro...27

Figura 8: Índice da Área Foliar (IAF) da Urochloa ruziziensis cultivada em consórcio

com híbridos comerciais...28

Figura 9: Cobertura do solo, no sistema Urochloa ruziziensis cultivada em consórcio

com híbridos comerciais e milho solteiro...29

Figura 10: Fitomassa acumulada no dia da dessecação (pré-plantio soja), no sistema Urochloa ruziziensis cultivada em consórcio com híbridos comerciais e milho solteiro...36

Figura 11: Acúmulo, decomposição e tempo de meia-vida da fitomassa de híbridos de

milho consorciados com U. ruziziensis na safra 2017/18 na Fazenda Bom Jesus em Pedra Preta – MT...37

Figura 12: Acúmulo, decomposição e tempo de meia-vida da fitomassa dos híbridos em

sistema solteiro na safra 2017/18 na Fazenda Bom Jesus em Pedra Preta – MT...38

Figura 13. Produtividade de milho nos diferentes tratamentos, cultivados solteiros e em

consórcio com Urochloa ruziziensis...39

Figura 14: Produtividade de soja, cultivada sobre os híbridos avaliados, com e sem a

(9)

Tabela 1. Dados da análise química e granulométrica do experimento na Fazenda Bom

Jesus em Pedra Preta-MT...17

Tabela 2. Características fenotípicas dos híbridos...19 Tabela 3. Acúmulo de Nitrogênio (N) nos sistemas no florescimento e na senescência 30 Tabela 4. Acúmulo de Fósforo (P) nos sistemas no florescimento e na senescência...31 Tabela 5. Acúmulo de Potássio (K) nos sistemas no florescimento e na senescência...32 Tabela 6. Acúmulo de Cálcio (Ca) nos sistemas no florescimento e na senescência...33 Tabela 7. Acúmulo de Magnésio (Mg) nos sistemas no florescimento e na

senescência...34

Tabela 8. Acúmulo de Enxofre (S) nos sistemas no florescimento e na senescência….35 Tabela 9. Nitrogênio no dia da dessecação (0DAD) e 120 dias após dessecação do milho

e U. ruziziensis...40

Tabela 10. Fósforo no dia da dessecação (0DAD) e 120 dias após dessecação do milho e U. ruziziensis...41 Tabela 11. Potássio no dia da dessecação (0DAD) e 120 dias após dessecação do milho

e U. ruziziensis...42

Tabela 12. Cálcio no dia da dessecação (0DAD) e 120 dias após dessecação do milho e U. ruziziensis...43 Tabela 13. Magnésio no dia da dessecação (0DAD) e 120 dias após dessecação do milho

e U. ruziziensis...44

Tabela 14. Enxofre no dia da dessecação (0DAD) e 120 dias após dessecação do milho

(10)

Ao considerar a importância do milho (Zea mays) no cerrado brasileiro como cultura de segunda safra em sucessão à soja (Glycine max)e também as dificuldades em promover cobertura permanente do solo nesta região, o consórcio milho com Urochloa ruziziensis torna-se uma alternativa para produção de fitomassa. Por isso, teve-torna-se como objetivo identificar híbridos de milho com potencial para uso em consórcio com U. ruziziensis e mensurar o efeito sobre a produtividade de soja. O experimento foi conduzido na Fazenda Bom Jesus, município de Pedra Preta – MT, em um solo classificado como Latossolo Vermelho distrófico. Realizou-se um experimento fatorial 10x2, onde foram cultivados 10 híbridos comerciais de milho em sistema solteir e consorciados com a Urochloa ruziziensis, com três repetições. A área experimental foi implementada em fevereiro de 2017 e encerrada após colheita da cultura de verão do ano seguinte, março de 2018. No estádio de florescimento e senescência do milho, foram realizadas as avaliações de fitomassa do milho e do consórcio, radiação fotossinteticamente ativa, fitomassa seca e índice de área foliar. Após a colheita do milho, foram realizadas avaliações de taxa de cobertura e fitomassa seca no dia da dessecação e também aos 15, 30, 60, 90 e 120 dias após a dessecação para a semeadura da soja. A presença da U. ruziziensis em consórcio com o milho reduziu a produtividade de grãos, porém, os dois híbridos mais produtivos (AG8700PRO3 e DKB290PRO3), em ambos os sistemas, não tiveram sua produtividade afetada pela presença do consórcio. A produtividade da soja foi maior quando o milho foi consorciado com a U. ruziziensis.

Termos de indexação: braquiária, consorciação, ciclagem de nutrientes, Glycine max, Zea

(11)

Considering the importance of maize (Zea mays) in the Brazilian cerrado as a second crop in succession to soybean (Glycine max) and also the difficulties in promoting permanent soil cover in this region, the maize consortium with Urochloa ruziziensis becomes an alternative for phytomass production. Therefore, the objective was to identify maize hybrids with potential for use in a consortium with U. ruziziensis and to measure the effect on soybean yield. The experiment was conducted at Fazenda Bom Jesus, in the municipality of Pedra Preta - MT, in a soil classified as Dystrophic Red Latosol. A 10x2 factorial experiment was carried out, where 10 commercial maize hybrids were grown in single systems and intercropped with Urochloa ruziziensis, with three replicates. The experimental area was implemented in February 2017 and closed after harvesting of the summer crop of the following year, March 2018. In the corn flowering and senescence stage, maize and consortium phytomass evaluations, photosynthetically active radiation, dry matter and leaf area index. After harvesting of maize, evaluations of cover rate and dry matter were carried out on the day of desiccation and also at 15, 30, 60, 90 and 120 days after desiccation for soybean sowing. The presence of U. ruziziensis in consortium with maize reduced grain yield, but the two most productive hybrids (AG8700PRO3 and DKB290PRO3) in both systems did not have their productivity affected by the presence of the consortium. Soybean yield was higher when maize was intercropped with U. ruziziensis.

(12)

INTRODUÇÃO

O milho é um dos cereais mais importantes em todo o mundo, e a maior parte da produção mundial é utilizada na alimentação animal. No Brasil, esta cultura é cultivada em duas épocas distintas: o milho verão ou primeira safra, cultivado em regiões onde as condições climáticas não permitem outra época de cultivo, seja pela disponibilidade hídrica ou pela ocorrência de geadas. O milho segunda safra, chamado milho safrinha, é cultivado após a colheita da soja. Um dos fatores que vem contribuindo para este aumento da semeadura de milho segunda safra é o ciclo cada vez mais precoce das cultivares de soja, com produtividades superiores às cultivadas anteriormente.

Com o ciclo mais rápido, a colheita de soja é antecipada e a semeadura do milho segunda safra é realizada num período favorável, que diminui os riscos de perda de produção por déficit hídrico. Na região central do Brasil e, consequentemente no estado do Mato Grosso, predomina o cultivo de milho segunda safra, permitindo ao agricultor destas regiões a oportunidade de cultivar duas safras rentáveis no mesmo ano agrícola, soja no verão e milho segunda safra, no inverno. Este sistema de sucessão de culturas traz benefícios financeiros para o agricultor, mas do ponto de vista técnico, é prejudicial a um dos pilares do sistema de plantio direto, a rotação de culturas.

Devido ao aumento de produtividade da soja por meio do sistema de sucessão de culturas: soja verão e milho segunda safra, o produtor opta por não adotar a rotação de culturas e, a longo prazo, torna-se cada vez mais difícil obter todas as vantagens do sistema plantio direto (SPD). Pelo sistema de cultivo de sucessão que predomina na região do cerrado e pelas características climáticas, onde a temperatura é elevada na maior parte do ano, dificilmente consegue-se formar cobertura vegetal, pois a fitomassa deixada pelas culturas após a colheita é rapidamente decomposta.

O princípio da rotação de culturas com sistemas radiculares agressivos e com morfologia distintas, favorece a exploração ao longo do perfil do solo, com possibilidades de absorver nutrientes não disponíveis à soja cultivada em sucessão. Em seguida, os resíduos vegetais dessas culturas são mineralizados na forma iônica ou agregado à matéria orgânica particulada do solo, o que resulta em aumento na eficiência do uso dos nutrientes pela soja. Uma forma de promover a diversificação na sucessão soja/milho safrinha no Cerrado é inserir a cultura de cobertura em consórcio com o milho. Existem diversos estudos de culturas de

(13)

cobertura que podem ser consorciadas com o milho, como por exemplo a Crotalaria spectabilis e a Urochloa ruziziensis.

Uma das espécies mais utilizadas pelos produtores é a U. ruziziensis. A opção por essa cultura dá-se devido a características desejáveis em culturas de cobertura, tais como ser uma planta sensível ao herbicida glifosate, ou seja, de fácil dessecação; por crescer rapidamente, mesmo em situações adversas (pouca disponibilidade hídrica); e pelo modo de crescimento, sem formar touceiras, espalhando-se horizontalmente e cobrindo rapidamente o solo. Além disso, depois da colheita do milho, a U. ruziziensis continua a se desenvolver no período de entressafra, o que mantem o solo coberto e acumula fitomassa. Antes da semeadura da soja, a U. ruziziensis é dessecada e forma uma cobertura vegetal sobre o solo que promove a criação de um microclima na sua superfície, e libera os nutrientes através da decomposição da fitomassa. Esta cobertura, diminui a emergência de plantas invasoras na cultura da soja e em situações de estresse hídrico, garantem um melhor estabelecimento da cultura de verão.

A realização desse trabalho se justifica pelo fato que nos últimos anos novos híbridos de milho foram lançados no mercado, cada vez mais produtivos, porém com arquitetura e velocidade de crescimento de plantas distintas dos híbridos mais antigos. Esse fato tem influência direta do desempenho desse consórcio na produtividade de grãos, acúmulo de fitomassa e nutrientes na parte aérea das culturas. Por isso, objetivou-se avaliar o desempenho de dez híbridos comercias, quando cultivados em sistemas solteiros e em consórcio com U. ruziziensis; quanto a produção de fitomassa, acúmulo e liberação de nutrientes.

(14)

2. REFERENCIAL TEÓRICO

2.1 ASPECTOS SOCIOECONÔMICOS DA CULTURA DO MILHO

O milho é segunda cultura mais importante do Brasil no aspecto sócio econômico. A grande importância econômica desse cereal é devida as formas de sua utilização, que vão desde a alimentação animal até a indústrias tecnológicas. 70% do milho em grão, no mundo, é utilizado na alimentação animal. De acordo com a Embrapa (2018), a alimentação animal absorve entre 60 a 80% do grão produzido, enquanto nos Estados Unidos 50% é destinado a esse fim.

No Brasil o cultivo deste cereal é dividido em duas épocas: milho primeira safra e milho segunda safra. O milho verão é cultivado principalmente na região sul do país. A área de milho verão no Brasil é de 4.976,6 mil hectares, a produtividade média é de 5.059 kg/hectare e, a produção é de aproximadamente 67.170,0 mil toneladas, de acordo com CONAB (2018). Atualmente, a maior área de milho no Brasil é a de segunda safra. Nesta modalidade, a região central do Brasil se destaca em área cultivada. Segundo a CONAB (2018), a área de milho segunda safra no Brasil é de 12.109,2 mil hectares, com produtividade média de 5.547 kg/ha e consequentemente uma produção de 67.170,9 mil toneladas. Considerando primeira e segunda safra a área total de milho no pais é de 17.085,5 mil hectares e a produção nacional é de 92.347,7 mil toneladas. Ainda segundo a CONAB (2018), o estado de Mato Grosso é o maior produtor de milho segunda safra do Brasil, com uma área cultivada de 4.605,7 mil hectares e produção de 27.885 mil toneladas no ano de 2018.

2.2 A IMPORTÂNCIA DA COBERTURA VEGETAL

O sistema plantio direto (SPD), é um sistema que mantém a fitomassa das culturas na superfície do solo. Trata-se de uma técnica que promove a manutenção e recuperação da capacidade produtiva do solo sob cultivo em regiões de clima tropical e subtropical, devido às melhorias nos atributos físicos, químicos e biológicos dos solos (Azevedo et al., 2007; Aratani et al., 2009). Cultivos sucessivos de uma única cultura podem esgotar ou reduzir o estoque dos nutrientes no solo devido à exportação pela colheita e a reposição insuficiente dos mesmos por meio dos fertilizantes.

(15)

A inserção de coberturas vegetais, após o cultivo da cultura principal, tem sido utilizada com intuito de minimizar os efeitos dos cultivos sucessivos por meio do aumento da produção e melhoria da qualidade da fitomassa, e do acúmulo e ciclagem de nutrientes (Espíndola et al., 2006; Silva & Menezes, 2007; Soratto & Cruciol, 2007). Segundo Nunes (2006), a caraterística básica e essencial de uma cultura de cobertura é ter elevada produção de fitomassa, para proporcionar proteção física ao solo, principalmente em regiões de elevadas temperatura e umidade. A elevada produção de fitomassa, além de promover cobertura do solo por mais tempo, também beneficia o sistema por meio de maior ciclagem de nutrientes.

No Cerrado, a implantação das culturas de cobertura e a permanência da fitomassa sobre o solo é dificultada pelas condições de clima. Com inverno seco, altas temperaturas no decorrer do ano e estação seca prolongada, a fitomassa decompõe-se de forma acelerada (Pacheco et al., 2008). Nessa região, as taxas de decomposição podem situar-se entre cinco até dez vezes superiores às taxas de regiões de clima temperado. A permanência da fitomassa na superfície do solo, além de propiciar a manutenção da umidade do solo, o que favorece a biota e ciclagem de nutrientes, é importante para a manutenção e a proteção do sistema solo-planta (Kliemann et al., 2006).

Além disso, acredita-se que a fitomassa propicia a redução do banco de sementes de ervas daninhas no solo, e controle de aproximadamente 70% destas plantas (Balbino Jr et. al, 2007). Esse fato reforça a importância de produzir fitomassa em maior quantidade e com decomposição mais lenta, o que significa mantê-la sobre o solo por maior período, e assim haja redução de gastos com aplicações de defensivos (Torres et al., 2005). A decomposição da fitomassa também beneficia o sistema com a liberação de nutrientes para a cultura da soja, que resulta em ganho de produtividade.

O acúmulo de nutrientes nas culturas de cobertura depende de diversos fatores, tais como: espécie, fertilidade do solo, época de semeadura, estádio fenológico no momento da dessecação, quantidade de fitomassa produzida, relação C/N e lignina/N total, além das condições climáticas (Boer et al., 2007, Teixeira et al., 2011, Pariz et al., 2011a). Culturas como o milheto, o sorgo forrageiro e as gramíneas do gênero Urochloa em regiões de Cerrado (Pariz et al., 2011b) vêm sendo utilizadas do outono à primavera para fornecimento de forragem e, ou, fitomassa para o SPD. A técnica de consorciação de culturas graníferas como o milho com gramíneas do gênero Urochloa, além de representar alternativa viável para produção de fitomassa, em quantidade e qualidade, no período seco, detém outra vantagem que é o custo de implantação quando comparado a outras culturas como o milheto e sorgo forrageiro (Pariz et al., 2011a , Costa et al., 2012; Crusciol et al., 2012).

(16)

2.3 CONSÓRCIO MILHO-BRAQUIÁRIA COMO OPÇÃO PARA O CERRADO

De acordo com a Ceccon (2013), o consórcio milho-Urochloa é adotado com intuito de produzir grãos e fitomassa de milho, ou ainda, pasto de braquiária, o que resulta em sustentabilidade da produção, principalmente quando se analisa a imprevisibilidade climática, típica da atividade agrícola. Trata-se de uma tecnologia que permite a consolidação do SPD em áreas de Cerrado, com benefícios para as culturas subsequentes, como a soja e o milho, e a conservação dos recursos naturais. As espécies do gênero Urochloa (syn. Brachiaria) são importantes forrageiras de regiões tropicais e,segundo Ferraz (2003), no Brasil existem aproximadamente 95 milhões de hectares cultivados com espécies desse gênero.

De acordo com Ceccon (2013), quando o objetivo do consórcio milho-Urochloa é apenas a cobertura do solo, deve-se optar por uma forrageira com facilidade de dessecação, que produza fitomassa em quantidade suficiente para proteger o solo, porém, não convém que tenha crescimento excessivo. Para cobertura do solo, a inserção da U. ruziziensis tem representado opção viável, pois preenche esses pré-requisitos, isto porque suas plantas emitem colmos decumbentes, que enraízam nos nós e cobrem espaços vazios nas entrelinhas, além de ser uma espécie fácil dessecação (Ferreira, 2010).

2.4 ARQUITETURA DE PLANTAS DE MILHO

Diversos estudos foram conduzidos com o objetivo de entender a melhor distribuição espacial de plantas de milho, considerando o espaçamento entre linhas e a população final. Segundo Kappes (2010), a arquitetura foliar é a característica morfológica que mais influencia a resposta do genótipo à densidade de plantas. O maior percentual de milho segunda safra, no Brasil é cultivado utilizando o mesmo espaçamento da cultura de verão (0,45m ou 0,50m), ou seja, espaçamento reduzido, já que inicialmente utilizavam-se espaçamentos entre 0,80m e 0,90m. Empresas detentoras de germoplasmas, trazem para o mercado híbridos selecionados nestas condições. Por esta razão, híbridos modernos, além de elevado potencial produtivo, possuem também características fenotípicas diferentes, como altura de planta, altura de inserção da espiga, arquitetura foliar ereta e ciclo rápido.

A arquitetura foliar de uma planta de milho, de acordo com Kappes (2010), é representada pela interação do número de folhas, ângulo foliar, área foliar e distribuição ao longo do colmo. Devido ao rendimento de grãos estar estritamente relacionado com a

(17)

interceptação da radiação solar pelo dossel, a escolha do híbrido de milho torna-se essencial na obtenção de melhores níveis de produtividade, visto que a arquitetura das plantas varia de acordo com os híbridos (Palhares, 2003). Devido as folhas serem responsáveis por, aproximadamente, 50 a 80% da massa seca acumulada nos grãos, o atual modelo de genótipo pressupõe a existência de um grande número de folhas com lâminas eretas e estreitas acima da espiga (Fornasieri Filho, 2007).

Ao considerar que a arquitetura foliar está diretamente relacionada com a radiação fotossintética ativa da planta e, consequentemente com o acúmulo de fitomassa e rendimento de grãos, torna-se importante entender o comportamento destes híbridos, quando cultivados em consorcio com Urochloa ruziziensis. Para isso, deve-se analisar a eficiência fotossintética da cultura de cobertura em consórcio com híbridos de diferentes arquiteturas e também o volume e a qualidade da fitomassa deixada pelos híbridos após colheita.

(18)

3. MATERIAL E MÉTODOS

O experimento foi iniciado na segunda safra de 2017 e foi finalizado com a colheita e análise dos dados da safra verão 2017/2018 na Fazenda Bom Jesus, município de Pedra Preta, MT (16º78'62.58"S 54º10'20.65"O, altitude de 750 m). O solo da área foi classificado como Latossolo Vermelho distrófico (EMBRAPA, 2013), com relevo plano, cultivada a mais de 15 anos com soja, milho e algodão. Antes da semeadura de segunda safra foi realizada a amostragem de solo para análise química (Tabela 1).

Tabela 1. Dados da análise química e granulométrica do experimento na Fazenda Bom Jesus em Pedra Preta-MT.

pH P K+ Ca2+ Mg2+ H+Al T V MO Areia Silte Argila

Água -mg dm-3- ---cmol

cdm-3--- % mg dm-3 ----g kg-1----

6,1 26,7 64,5 3,1 1,2 4,03 8,49 51,8 34,9 432,5 125,0 442,5

O delineamento utilizado foi em faixas, em esquema fatorial 10x2, sendo o fator (A) híbrido e o fator (B) sistemas (milho em consórcio com U. ruziziensis e milho solteiro), em três repetições, totalizando 60 parcelas experimentais. Foram abertos corredores, de 1m a cada 22m de comprimento nas faixas, obtendo assim parcelas de 20,0 m de comprimento por 3,15 de largura e uma área total de 3.780 m2 (31,5 m de frente x 120 m de comprimento).

A semeadura do milho foi realizada em 15 de fevereiro de 2017, após a colheita de soja. Para instalação do experimento foi utilizado uma semeadora com 7 linhas espaçadas em 0,45m.. No dia 17 de fevereiro de 2017, dois dias após a semeadura do milho, para instalação do consórcio, foi semeada a U. ruziziensis a lanço com taxa de semeadura de 3 quilos de sementes puras e viáveis por hectare. No dia 19 de fevereiro (quatro dias após a semeadura do milho e dois dias após a semeadura da U. ruziziensis ocorreu a primeira chuva (35 mm), garantindo o estabelecimento inicial da cultura do milho e da cobertura na área experimental.

(19)

3.1 MANEJO NA CULTURA DO MILHO

A adubação utilizada foi de 120 kg de MAP ha-1, no sulco de semeadura e a adubação de cobertura realizada em área total, á lanço, no dia 24 de fevereiro de 2017 (milho em V3/V4) utilizando 200 kg de ureia e 100 kg ha-1 de cloreto de potássio. Foram adotados diferentes manejos para controlar plantas daninhas. Na área com milho solteiro, sem a presença do consórcio com a Urochloa ruziziensis, foi aplicado 0,24 L ha-1 de tembotriona e l L ha-1 de atrazina. Na área de consórcio com a Urochloa ruziziensis, foi aplicado 0,005 L ha-1 de tembotriona e, novamente 0,005 L ha-1 de tembotriona (aplicação sequencial), 15 dias após a primeira aplicação, com objetivo de manter a cultura sem a infestação de plantas daninhas e retardar o crescimento inicial da Urochloa ruziziensis, evitando que a planta de cobertura tenha um crescimento maior que a cultura principal.

Foram realizadas duas aplicações de inseticidas na fase vegetativa da cultura, após o monitoramento e identificação das pragas, neste caso, lagarta do cartucho (Spodoptera frugiperda). No monitoramento, não foram observadas diferenças de infestação de pragas entre as áreas com e sem consórcio com Urochloa ruziziensis, adotando-se o manejo padrão (1,3 L ha-1 de metomil). O monitoramento de doenças também foi realizado antes das aplicações e, também não foram observadas diferenças entre áreas em consórcio e milho solteiro, adotando-se o manejo padrão da fazenda 0,7 L ha-1 de piraclostrobina e epoxiconazole em V12 e 0,35 L ha-1 de azoxistrobin e ciproconazole, no estádio R2.

A precipitação acumulada durante o ciclo da cultura principal totalizou 433,7 mm (Figura 1).

Figura 1. Precipitação, temperatura máxima e mínima, durante o ciclo do milho implantado na

fazenda Bom Jesus em Pedra Preta-MT. 288,6 82,7 58,9 3,5 0 10 20 30 40 0 100 200 300 400

Fevereiro Abril Maio Junho

T em p er atu ra (º C ) P rec ip itaçã o ( m m )

Ciclo Milho

(mm) Máx Mín,

(20)

Neste trabalho, para mensurar arquitetura foliar dos híbridos, considerou-se altura de plantas, altura de inserção de espiga, largura das folhas e ângulo das folhas em relação ao colmo (folhas eretas ou estendidas), para todas as avaliações foram dadas notas de 0 a 9, sendo de 0 a 3, plantas classificadas como de arquitetura pouco ereta; de 4 a 6, ereta; e 7 a 9, muito ereta (Tabela 2).

Tabela 2. Características fenotípicas dos híbridos.

Híbridos Largura Folha Altura de Planta Inserção espiga Ângulo da folha Arquitetura

DKB335PRO3 9 8 8 8 Muito ereta

AS1633PRO3 2 3 3 1 Pouco ereta

AS1780PRO3 5 8 6 6 Ereta

AG8061PRO2 3 8 5 2 Pouco ereta

AG8700PRO3 8 8 9 8 Muito ereta

AG7098PRO2 3 2 3 3 Pouco ereta

DKB310PRO2 3 1 3 3 Pouco ereta

DKB290PRO3 7 7 8 8 Muito ereta

DKB390PRO3 3 7 6 3 Pouco ereta

AS1555PRO3 7 9 9 7 Muito ereta

A colheita do milho foi realizada no dia 23 de junho de 2017 e foram colhidas as duas linhas centrais de cada parcela, eliminando o efeito bordadura. Antes disso, todas as plantas colhidas foram contadas. A própria colhedora utilizada faz a leitura produtividade (peso) e umidade (percentual). Todos os híbridos tiveram a umidade corrigida para posterior comparação.

3.2 MANEJO NA CULTURA SOJA

A semeadura da soja foi realizada no dia 18 de outubro (20 dias após a dessecação da área), utilizando a cultivar BMX Desafio RR, com população de 440 mil plantas por hectare. Para colheita da soja, adotou-se a mesma metodologia da colheita do milho. Foram contadas todas as plantas da parcela, com as mesmas dimensões (3,15m x 20m) e foram colhidas as duas linhas centrais, com colhedora de parcelas, que trouxe a leitura de produtividade (peso) e umidade (percentual).

Durante o ciclo da soja, foi utilizado 150 kg ha-1 de KCl e 180 kg ha-1 de superfosfato simples, ambos em pré-semeadura. Para o manejo de plantas daninhas utilizou-se glifosate, na dose de 2,0 L ha-1, em V2 e nova aplicação e 1,5 L ha-1 em V4, com objetivo de controlar a U. ruziziensis, rebrotada. No manejo de lagartas, foram utilizadas 2 aplicações de

(21)

clorantraniliprole 0,050 L ha-1. No manejo de doenças, foram realizadas 3 aplicações de piraclostrobina e epoxiconazole, na dose de 0,5 l ha-1. A precipitação acumulada durante o ciclo da soja foi de 916,8 mm (Figura 2).

Figura 2. Precipitação, temperatura máxima e mínima, durante o ciclo da soja implantado na

fazenda Bom Jesus em Pedra Preta-MT. Fonte: Estação Fazenda Bom Jesus

3.3 AVALIAÇÕES REALIZADAS NO EXPERIMENTO

Além de avaliações de avaliações simples como altura de planta, altura de inserção de espiga, arquitetura e população final, foi avaliada ainda a radiação fotossinteticamente ativa (RFA) através do equipamento CI-110, por meio do software Plant Canopy Imager CID Bio-Science (obtida em µmol m-2s-1 e convertida para MJ m-2dia-1). As avaliações foram realizadas acima do dossel da cultura principal, acima do dossel do consórcio e abaixo do consórcio (nível do solo), no período de florescimento (R3 – grão bolha) e nova avaliação na senescência (R6 – maturação fisiológica) da cultura principal. Nestes mesmos períodos de avaliação (R3 e R6), foram coletadas plantas de milho e do consórcio para avaliação de fitomassa. As plantas coletadas foram separadas em caule e folha (milho e braquiária) sendo realizadas avaliações de área foliar, através do aparelho LI-3100 Área Meter LI-COR Bio-Science.

O índice de área foliar (IAF), que é a relação da área foliar por área de solo, foi calculado utilizando a seguinte formula: IAF: (m2 m-2), a partir da equação: (IAF = (Área foliar x Estande médio)

(Estande coletado x 4500) ). Após estas avaliações, as amostras foram levadas a estufa de

31,6 286,4 296,8 193 109 0 5 10 15 20 25 30 35 40 0 50 100 150 200 250 300 350

Outubro Novembro Dezembro Janeiro Fevereiro

T em p er atu ra (º C ) P recip it ação ( m m )

Ciclo Soja

(mm) Máx Mín,

(22)

circulação forçada de ar a 60°C, até atingir massa constante. Após a secagem das amostras, estas foram pesadas e trituradas separadamente em moinho tipo Willey (malha de 2mm), para posterior determinação dos teores de N, P, K, Ca, Mg e S.

Para avaliar a mineralização de nutrientes da fitomassa no sistema, foram realizadas coletas de amostras de fitomassa seca, ainda seguindo a metodologia proposta por Crusciol et al. (2005). As coletas de fitomassa seca foram realizadas no dia da dessecação e pré-semeadura de soja. Estas coletas se repetiram 15 dias após a dessecação (DAD), aos 32 DAD (soja em V3), 62 DAD (soja R2), 92 DAD (soja em R5) e 123 DAD (soja em R6). Nestas mesmas datas, foram realizadas avaliações de taxa de cobertura do solo, seguindo a metodologia sugerida por Sodré Filho et al. (2004), por meio de um quadrado de ferro com dimensões de 50 x 50cm (0,25m2), com uma rede de barbantes espaçados a cada 5cm que formam dez pontos, nos quais, avalia-se a presença ou ausência de cobertura.

Todos os dados obtidos foram submetidos a análise de variância e pelo teste de Scott-Knott, a 5% de probabilidade, por meio do programa SISVAR 5.6.

(23)

4. RESULTADOS E DISCUSSÃO

Observou-se que os híbridos cultivados no sistema de consórcio agregaram maior fitomassa que no sistema solteiro, ocorrendo diferença significativa entre os sistemas (consorciado ou não). Na avaliação no florescimento todos os híbridos cultivados em consórcio obtiveram as maiores fitomassas, com destaque para o híbrido 5 (AG8700PRO3), o qual obteve maior fitomassa, em ambos sistemas. Este híbrido, cultivado em consórcio obteve 14% de acréscimo de fitomassa, quando comparado ao mesmo no sistema solteiro.

Figura 3. Fitomassa coletada no período de florescimento dos híbridos cultivados em consórcio

com Urochloa ruziziensis e solteiro, segregada em colmo e folha. Colunas com letras maiúsculas iguais, demonstram que os híbridos, não diferem entre si, pelo teste de Scott-Knott, a 5% de probabilidade. Letras minúsculas iguais, demonstram que os sistemas não diferem entre si, pelo teste de Scott-Knott, a 5% de probabilidade.

Todos os híbridos, quando cultivados em consórcio, obtiveram as maiores fitomassas (Figura 3). O híbrido 6 (AG7098PRO2), demonstrou a maior fitomassa no florescimento, no sistema solteiro. No sistema consórcio o híbrido híbrido 5 (AG8700PRO3), teve maior fitomassa. Os híbridos 3 (AS1780PRO3), 8 (DKB290PRO3) e 5 (AG8700PRO3), ambos de arquitetura ereta, foram os que apresentaram os maiores acréscimos de fitomassa, quando cultivados no sistema de consórcio. O híbrido 3 (AS1780PRO3), que possui arquitetura ereta e

Fitomassa no florescimento sistema consórcio

Fitomassa no florescimento sistema solteiro

(24)

baixa estatura, quando cultivado em consórcio, teve um acréscimo na fitomassa de 70%. O híbrido 8 (DKB290PRO3) teve um acréscimo de 36% e o híbrido 5 (AG8700PRO3), um acréscimo de 35% quando cultivados em consórcio. A maior parte deste aporte de fitomassa, não veio da cultura de cobertura, mas sim dos próprios híbridos, que tiveram seu comportamento alterado pelo sistema de cultivo, produzindo mais fitomassa em situação de estresse, uma vez que neste período a cultura de cobertura compete com a cultura principal, por água, luz e nutrientes. Os híbridos de ciclo tardio e desenvolvimento inicial lento, permaneceram por mais tempo competindo com a cultura de cobertura. Em média o aporte de fitomassa foi de 32% no cultivo em consórcio. No cultivo em consórcio, os híbridos considerados de arquitetura moderna, com folhas eretas e finas, proporcionaram maior passagem de luz e consequentemente maior desenvolvimento da fitomassa das plantas de cobertura.

Para a fitomassa na senescência, também foram encontradas diferenças estatísticas significativas entre os sistemas de cultivo consórcio e solteiro e, também entre os híbridos avaliados (Figura 4). Neste momento de avaliação, as médias de fitomassa no cultivo em consórcio também foram superiores as médias do sistema de cultivo solteiro. A fitomassa do milho, em ambos os sistemas de cultivo, no período de senescência foi inferior a fitomassa (milho) no período de florescimento. Neste período, as folhas dos híbridos perdem umidade e senescem, a radiação solar intensifica sua incidência abaixo do dossel e no cultivo em consórcio a planta de cobertura tende a se desenvolver mais que no período de florescimento. Como a avaliação foi realizada em uma única data e os híbridos possuem ciclos diferentes, os mais precoces entraram no período de senescência antes dos híbridos tardios e isto influenciou nos resultados.

O híbrido 5 (AG8700PRO3), destacou-se novamente na produção de fitomassa no cultivo em consórcio, com incremento de 88% de volume, neste sistema de cultivo, quando comparado com o sistema solteiro. Outros híbridos não tiveram avaliações positivas no florescimento, como por exemplo o híbrido 2 (AS1633PRO3) e o híbrido 9 (DKB390PRO3), ambos de ciclo mais longos, se destacaram, com um acréscimo de 51% de fitomassa, no sistema de consórcio. De maneira geral, no sistema consórcio o aporte de fitomassa foi em média de 39%, quando comparado com o sistema solteiro.

(25)

Figura 4. Fitomassa coletada no período da senescência dos híbridos cultivados em consórcio

com Urochloa ruziziensis e solteiro, segregada em colmo e folha. Colunas com letras maiúsculas iguais, demonstram que os híbridos, não diferem entre si, pelo teste de Scott-Knott, a 5% de probabilidade. Letras minúsculas iguais, demonstram que os sistemas não diferem entre si, pelo teste de Scott-Knott, a 5% de probabilidade.

Quanto à radiação fotossinteticamente ativa (RFA) foram observadas diferenças significativas entre os híbridos e os sistemas de cultivo (Figura 5). De maneira geral, no sistema de cultivo milho solteiro, as médias de RFA interceptadas foram superiores as médias do cultivo em consórcio. A RFA interceptada pela Urochloa ruziziensis, quando cultivada em consórcio é influenciada pelas características fenotípicas do milho. Híbridos com folhas eretas, finas e de porte baixo, permitem RFA maior na planta de cobertura. Os híbridos de folhas largas, abertas e porte alto, proporcionam maior sombreamento na cobertura e consequentemente menor RFA.

Fitomassa na senescência sistema consórcio

Fitomassa na senescência sistema solteiro

(26)

Ab Eb Db Eb Fb Bb Cb Fb Hb Gb Híbridos H1 H2 H3 H4 H5 H6 H7 H8 H9 H10 RFA inte rceptada pela c ultura (MJ m -2 dia -1 ) 0 5 10 15 20 25 Sistema consórcio Sistema solteiro Ab Eb Db Eb Fb Bb Cb Fb Hb Gb Ha Ga Ba Aa Fa Da Da Ha Ca Ea

Figura 5: Radiação fotossinteticamente ativa (RFA), interceptada pelo milho cultivado em

consórcio com Urochloa ruziziensis e sistema solteiro no florescimento. Colunas com letras maiúsculas iguais, demonstram que os híbridos, não diferem entre si, pelo teste de Scott-Knott, a 5% de probabilidade. Letras minúsculas iguais, demonstram que os sistemas não diferem entre si, pelo teste de Scott-Knott, a 5% de probabilidade.

No sistema de cultivo milho solteiro, destacam-se os híbridos 1 (DKB335PRO3), 6 (AG7098PRO2) e 7 (DKB310PRO2), com as maiores médias de interceptação de RFA (Figura 6). No sistema de cultivo consórcio, destacam-se os híbridos 4 (AG8061PRO2), 3 (AS1780PRO3) e 9 (DKB390PRO3). O híbrido 1 (DKB335PRO3), obteve a melhor média de interceptação de RFA no sistema de consórcio e, mesmo aumentado sua média de interceptação, no sistema solteiro foi a menor média, neste sistema de cultivo, mostrando que existe uma alteração no comportamento dos híbridos em relação ao sistema de cultivo.

(27)

Sistemas com U.ruziziensis S1 S2 S3 S4 S5 S6 S7 S8 S9 S10 R FA inte rceptada pela c ultura de co bertur a (MJ m -2 dia -1 ) 0 2 4 6 8 10 12 14 Fa Ga Da Ca Ea Ha Da Da Aa Ba

Figura 6: Radiação fotossinteticamente ativa (RFA), interceptada pela Urochloa ruziziensis

em consórcio com milho no florescimento. Colunas com letras maiúsculas iguais, demonstram que os híbridos, não diferem entre si, pelo teste de Scott-Knott, a 5% de probabilidade. Letras minúsculas iguais, demonstram que os sistemas não diferem entre si, pelo teste de Scott-Knott, a 5% de probabilidade.

Nos sistemas com os híbridos 9 (DKB390PRO3) e 10 (AS1555PRO3) houve influência positiva sobre a U. ruziziensis quanto aos resultadas da RFA. A cultura de cobertura obteve maior interceptação de RFA nos sistemas com esses híbridos devido às características de estatura dos híbridos e também e baixa inserção de espiga Na comparação entre as médias de RFA milho (Figura 5) e RFA da U. ruziziensis (Figura 6), é possível observar que as maiores médias de RFA milho são as menores médias de RFA da Ruziziensis, ou seja, quando o hibrido teve o melhor aproveitamento da RFA a U. ruziziensis teve o menor aproveitamento desta radiação.

Foram observadas diferenças estatísticas significativas de IAF entre os sistemas de cultivo e híbridos avaliados. O IAF do sistema consórcio, foi superior ao sistema de cultivo solteiro. Neste sistema de cultivo (consórcio), destacaram-se as médias do híbrido 5 (AG8700PRO3), 2 (AS1633PRO3) e 7 (DKB310PRO2), respeitando esta ordem de grandeza, uma vez que o híbrido 5 (AG8700PRO3) já havia se destacado na avaliação de fitomassa no florescimento e senescência. Estes resultados demonstram o potencial do híbrido 5, de converter a radiação absorvida em fitomassa, com maior eficiência em relação aos demais híbridos avaliados, devido a sua morfologia foliar. O híbrido 2 (AS1633PRO3) e o 7 (DKB310PRO2) tiveram as maiores médias na avaliação de fitomassa na senescência. O híbrido 3

(28)

(AS1780PRO3), foi o único, entre os avaliados que teve IAF superior no sistema solteiro que no sistema consórcio. Da Ba Ja Ga Aa Ia Ca Ea Fa Ha Híbridos H1 H2 H3 H4 H5 H6 H7 H8 H9 H10

Índice de ár

ea foli

ar

0 5 10 15 20 25 Sistema consórcio Sistema solteiro Da Ba Ja Ga Aa Ia Ca Ea Fa Ha Db Bb Eb Jb Gb Hb Ab Cb Fb Ib

Figura 7: Índice de Área Foliar (IAF), avaliado nos híbridos cultivados em consórcio com Urochloa ruziziensis e solteirono florescimento.Colunas com letras maiúsculas iguais, demonstram que os híbridos, não diferem entre si, pelo teste de Skott-Knott, a 5% de probabilidade. Letras minúsculas iguais, demonstram que os sistemas não diferem entre si, pelo teste de Skott-Knott, a 5% de probabilidade.

O IAF da cultura de cobertura está diretamente relacionado com a arquitetura foliar do híbrido com o qual a U. ruziziensis está consorciada. Nesta avaliação as maiores médias foram obtidas pelos híbridos 9 (DKB390PRO3), 2 (AS1633PRO3) e 1 (DKB335PRO3), respectivamente. Esses resultados são justificados pela maior interceptação de RFA pela U. ruziziensis, a qual foi favorecida devido à arquitetura desses híbridos. A U. ruziziensis, em consórcio com o híbrido 5 (AG8700PRO3) teve uma das menores médias de IAF, seguido pelo híbrido 4 (AG8061PRO2) (Figura 9).

(29)

Sistemas com U.ruziziensis S1 S2 S3 S4 S5 S6 S7 S8 S9 S10 IAF 0,0 0,5 1,0 1,5 2,0 Ba Ca Fa Ja Ia Da Ea Ha Aa Ga

Figura 8: Índice da Área Foliar (IAF) da Urochloa ruziziensis cultivada em consórcio com

híbridos comerciais no florescimento. Colunas com letras maiúsculas iguais, demonstram que os híbridos, não diferem entre si, pelo teste de Skott-Knott, a 5% de probabilidade. Letras minúsculas iguais, demonstram que os sistemas não diferem entre si, pelo teste de Skott-Knott, a 5% de probabilidade.

A maior produtividade do milho foi observada do híbrido 5 (AG8700PRO3) consorciado com a Urochloa (Figura 9). A partir dos resultados verifica-se que esse sistema não está entre os que deteve maior quantidade de fitomassa no momento da dessecação, dessa forma é possível afirmar que a densidade de plantas de Urochloa foi menor nesse sistema. Quando comparado aos demais sistemas em consórcio, a menor população de Urochloa reduziu a competição por nutrientes requisitados para a produção de grãos de milhos. Esse fato se confirma quando se observa o híbrido 3 (AS1780PRO3) em sistema consórcio, que além de estar entre os que mais acumularam fitomassa, é o sistema que durante o florescimento apresentou maior acúmulo nutricional. De maneira geral, no sistema de consórcio, os híbridos de milho produziram menos que no sistema solteiro, mas alguns híbridos como o AG8700PRO3 e o DKB290PRO3 não diferiram estatisticamente quando os sistemas solteiro e consórcio são comparados.

(30)

Figura 9. Produtividade de milho nos diferentes tratamentos, cultivados solteiros e em

consórcio com Urochloa ruziziensis. Letras maiúsculas iguais, demonstram que os híbridos, não diferem entre si, pelo teste de Scott-Knott, a 5% de probabilidade. Letras minúsculas iguais, demonstram que os sistemas não diferem entre si, pelo teste de Scott-Knott, a 5% de probabilidade.

No florescimento, o híbrido 3 (AS1780PRO3) no sistema consórcio destacou-se em acúmulo de Nitrogênio (N), com 497 kg ha-1. Apesar de ter se destacado em acúmulo de N, o sistema com o híbrido 3 (AS1780PRO3) translocou 422,7 kg ha-1 do florescimento para senescência, o que aponta alta exigência nutricional nesse sistema. Todavia, observa-se que o híbrido 6 (AG7098PRO2) quando cultivado solteiro, requisitou maior quantidade de N para produzir grãos, pois apresentou 267,67 kg ha-1 de N no florescimento, e 48 na senescência (Tabela 3).

Na senescência, o híbrido 5 (AG8700PRO3) no sistema consórcio obteve o melhor resultado em acúmulo, apresentando 102,3 kg ha-1. Observa-se que, em termos de eficiência no uso desse nutriente o híbrido 9 (DKB390PRO3) reteve menos N na fitomassa, durante o florescimento, quando comparado ao híbrido 5 (AG8700PRO3), 332.07 e 229.59 kg ha-1, respectivamente, porém, durante a senescência apresentaram resultados similares, sendo 102,3 kg ha-1 e 100,24 kg ha-1, respectivamente (Tabela 3).

(31)

Tabela 3. Acúmulo de Nitrogênio (N) nos sistemas no florescimento e na senescência. SISTEMA CONSÓRCIO Florescimento Senescência Híbrido N (kg ha-1) N (kg ha-1) N Translocado DKB335PRO3 242,29 Fa 75,97 Da 166,32 AS1633PRO3 293,77 Ea 76,45 Da 217,32 AS1780PRO3 497 Aa 74,3 Ea 422,7 AG8061PRO2 288,73 Ea 62,53 Hb 226,2 AG8700PRO3 332,07 Ca 102,3 Aa 229,77 AG7098PRO2 309,56 Da 64,7 Ga 244,86 DKB310PRO2 370,07 Ba 93,85 Ca 276,22 DKB290PRO3 244,53 Fa 68,7 Fa 175,83 DKB390PRO3 229,59 Fa 100,24 Ba 129,35 AS1555PRO3 182,09 Ga 59,45 Ia 122,64 SISTEMA SOLTEIRO DKB335PRO3 174,9 Cb 42,2 Hb 132,7 AS1633PRO3 181,9 Cb 63,4 Bb 118,5 AS1780PRO3 194,43 Bb 53,9 Eb 140,53 AG8061PRO2 163,66 Db 68,5 Ab 95,16 AG8700PRO3 163,44 Db 54,5 Eb 108,94 AG7098PRO2 267,67 Ab 48 Gb 219,67 DKB310PRO2 154,7 Db 50,1 Fb 104,6 DKB290PRO3 143,95 Eb 62,34 Cb 81,61 DKB390PRO3 160,06 Db 55,34 Db 104,72 AS1555PRO3 170,23 Cb 40,4 Ib 129,83 CV (%) 5,62 8,78

Letras maiúsculas iguais, demonstram que os híbridos, não diferem entre si, pelo teste de Skott-Knott, a 5% de probabilidade. Letras minúsculas iguais, demonstram que os sistemas não diferem entre si, pelo teste de Skott-Knott, a 5% de probabilidade.

Os resultados obtidos em acúmulo de N indicam uma elevada exigência de N pelos híbridos de milho em ambos os sistemas. Além disso, essa resposta pode estar condicionada à adubação realizada para o cultivo do milho. Borghi & Crusciol (2007) relatam que pode haver competição por esse nutriente devido à essa elevada requisição nutricional, principalmente se o sistema contar com um maior número de plantas forrageiras.

Assim como no acúmulo de N, o sistema com híbrido 3 (AS1780PRO3) também apresentou maior acúmulo de Fósforo (P) em consórcio, apresentando 46, 11 kg ha-1 de P. Na senescência o híbrido 9 (DKB390PRO3) obteve o melhor resultado, com 21,59 kg ha-1 (Tabela 4).

(32)

Tabela 4. Acúmulo de Fósforo (P) nos sistemas no florescimento e na senescência. SISTEMA CONSÓRCIO Florescimento Senescência Híbrido P (kg ha-1) P (kg ha-1) P Translocado DKB335PRO3 39,80 Ca 13,89 Fa 25,91 AS1633PRO3 42,66 Ba 18,00 Ca 24,66 AS1780PRO3 46,11 Aa 16,34 Da 29,77 AG8061PRO2 39,18 Ca 10,89 Ia 28,29 AG8700PRO3 36,37 Da 18,26 Ba 18,11 AG7098PRO2 30,58 Fa 11,28 Há 19,3 DKB310PRO2 33,34 Ea 15,53 Ea 17,81 DKB290PRO3 32,14 Ea 13,83 Fa 18,31 DKB390PRO3 37,99 Ca 21,59 Aa 16,4 AS1555PRO3 34,85 Da 12,65 Ga 22,2 SISTEMA SOLTEIRO DKB335PRO3 22,98 Bb 6,56 Fb 16,42 AS1633PRO3 20,26 Cb 9,52 Cb 10,74 AS1780PRO3 16,43 Db 8,47 Eb 7,96 AG8061PRO2 18,41 Cb 9,15 Db 9,26 AG8700PRO3 17,22 Db 6,30 Gb 10,92 AG7098PRO2 17,84 Db 6,00 Hb 11,84 DKB310PRO2 17,40 Db 9,75 Bb 7,65 DKB290PRO3 27,24 Ab 10,33 Ab 16,91 DKB390PRO3 17,15 Db 9,25 Db 7,9 AS1555PRO3 14,59 Eb 8,38 Eb 6,21 CV(%) 4,18 6,46

Letras maiúsculas iguais, demonstram que os híbridos, não diferem entre si, pelo teste de Skott-Knott, a 5% de probabilidade. Letras minúsculas iguais, demonstram que os sistemas não diferem entre si, pelo teste de Skott-Knott, a 5% de probabilidade.

Todos os sistemas obtiveram acúmulos maiores quando cultivados em consórcio com a U. ruziziensis, tanto no florescimento quanto na senescência. O cultivo solteiro do híbrido 8 (DKB290PRO3) apresentou a maior absorção de P (Tabela 4). De acordo com Silva et al. (2015), a característica do crescimento da Urochloa, com maior incremento inicial do sistema radicular, favorece a competição pelo fósforo entre as culturas, portanto, quanto maior o número de plantas da Urochloa próximas às do milho, menor a quantidade desse nutriente nas folhas do milho.

(33)

Tabela 5. Acúmulo de Potássio (K) nos sistemas no florescimento e na senescência. SISTEMA CONSÓRCIO Florescimento Senescência Híbrido K (kg ha-1) K (kg ha-1) K Translocado DKB335PRO3 549,66 Da 265,36 Ba 284,3 AS1633PRO3 769,41 Aa 292 Aa 477,41 AS1780PRO3 759,88 Aa 232,21 Fa 527,67 AG8061PRO2 709,12 Ba 205,19 Ha 503,93 AG8700PRO3 692,62 Ca 241,26 Da 451,36 AG7098PRO2 559,43 Da 237,25 Ea 322,18 DKB310PRO2 485,29 Ea 206 Ha 279,29 DKB290PRO3 679,8 Ca 227,96 Ga 451,84 DKB390PRO3 438,42 Fa 244,63 Ca 193,79 AS1555PRO3 375,63 Ga 138,86 Ia 236,77 SISTEMA SOLTEIRO DKB335PRO3 403,53 Eb 152,44 Eb 251,09 AS1633PRO3 470,35 Db 168,45 Db 301,9 AS1780PRO3 461,08 Db 174,55 Cb 286,53 AG8061PRO2 608,79 Bb 128,55 Fb 480,24 AG8700PRO3 701,64 Aa 109,79 Hb 591,85 AG7098PRO2 572,54 Ca 109,66 Hb 462,88 DKB310PRO2 587,62 Cb 207,74 Aa 379,88 DKB290PRO3 421,58 Eb 182,49 Bb 239,09 DKB390PRO3 385,76 Fb 170,3 Db 215,46 AS1555PRO3 359,12 Ga 112,73 Gb 246,39 CV (%) 10,18 9,2

Letras maiúsculas iguais, demonstram que os híbridos, não diferem entre si, pelo teste de Skott-Knott, a 5% de probabilidade. Letras minúsculas iguais, demonstram que os sistemas não diferem entre si, pelo teste de Skott-Knott, a 5% de probabilidade.

Para o Potássio (K), no florescimento, os híbridos 2 (AS1633PRO3) e 3 (AS1780PRO3) no sistema consórcio apresentaram os maiores acúmulos de K, 769,41 e 759,88 kg há-1, respectivamente e, o híbrido 5 (AG8700PRO3) não se diferenciou entre os sistemas. Na senescência o híbrido 2 (AS1633PRO3) no sistema consórcio se destacou com acúmulo de 292kg ha-1 e, o híbrido 7 (DKB310PRO2) não se diferenciou entre os sistemas (Tabela 5).

A elevada quantidade de K acumulado durante o florescimento K pode ser explicado pela capacidade de absorção e acúmulo desse nutriente pelas gramíneas do gênero Urochloa. Dessa forma, a prática do consórcio possibilita uma maior ciclagem de nutrientes, aumentando os teores nas camadas superficiais, a partir da decomposição da fitomassa remanescente na área, após sua dessecação (Crusciol et. al, 2007).

Na avaliação de Cálcio (Ca), o híbrido 3 (AS1780PRO3) foi o que apresentou maior acúmulo desse nutriente durante o florescimento em sistema consórcio, sendo 187,6kg há-1, porém, ressalta-se que o híbrido 8 (DKB390PRO3), apesar de ter acumulado apenas 73,8 kg há-1 no florescimento, apresentou 59,66 kg há-1 na senescência (Tabela 6). No cultivo solteiro,

(34)

o híbrido 6 (AG7098PRO2) apresentou o maior acúmulo de Ca no florescimento. Na senescência o maior acúmulo foi no híbrido 7 (DKB310PRO2) (Tabela 6).

Tabela 6. Acúmulo de Cálcio (Ca) nos sistemas no florescimento e na senescência. SISTEMA CONSÓRCIO Florescimento Senescência Híbrido Ca (kg ha-1) Ca (kg ha-1) Ca Translocado DKB335PRO3 125,99 Ca 50,14 Ba 75,85 AS1633PRO3 119,96 Ca 33,17 Há 86,79 AS1780PRO3 187,6 Aa 39 Ea 148,6 AG8061PRO2 155,36 Ba 17,5 Jb 137,86 AG8700PRO3 152,2 Ba 47,93 Ca 104,27 AG7098PRO2 124,19 Ca 42,38 Da 81,81 DKB310PRO2 124,79 Ca 35,08 Ga 89,71 DKB290PRO3 102,7 Da 37,97 Fa 64,73 DKB390PRO3 73,8 Ea 59,66 Aa 14,14 AS1555PRO3 107,95 Da 25,48 Ia 82,47 SISTEMA SOLTEIRO DKB335PRO3 57,72 Eb 23,31 Db 34,41 AS1633PRO3 100,57 Cb 28,56 Bb 72,01 AS1780PRO3 41,66 Fb 28,43 Bb 13,23 AG8061PRO2 88,85 Db 20,89 Ea 67,96 AG8700PRO3 98,36 Cb 12,22 Hb 86,14 AG7098PRO2 115,67 Ab 26,16 Cb 89,51 DKB310PRO2 93,1 Db 30,59 Ab 62,51 DKB290PRO3 107,96 Ba 17,45 Fb 90,51 DKB390PRO3 100,15 Cb 26,72 Cb 73,43 AS1555PRO3 94 Db 15 Gb 79 CV (%) 6,6 4,8

Letras maiúsculas iguais, demonstram que os híbridos, não diferem entre si, pelo teste de Skott-Knott, a 5% de probabilidade. Letras minúsculas iguais, demonstram que os sistemas não diferem entre si, pelo teste de Skott-Knott, a 5% de probabilidade.

Para o Magnésio (Mg), o sistema com o híbrido 3 (AS1780PRO3) continuou a se destacar como o que mais absorveu e utilizou o nutriente para fechar seu ciclo, apresentando uma quantia inferior de nutriente durante a senescência quando comparado aos outros sistemas em consórcio. No sistema solteiro, durante o florescimento, o híbrido 6 (AG7098PRO2) foi o que se destacou em acúmulo de Mg (Tabela 7).

(35)

Tabela 7. Acúmulo de Magnésio (Mg) nos sistemas no florescimento e na senescência. SISTEMA CONSÓRCIO Florescimento Senescência Híbrido Mg (kg ha-1) Mg (kg ha-1) Mg Translocado DKB335PRO3 77,18 Ca 23,22 Ca 53,96 AS1633PRO3 73,09 Da 22,25 Da 50,84 AS1780PRO3 95,77 Aa 21,43 Ea 74,34 AG8061PRO2 82,84 Ba 18,93 Ga 63,91 AG8700PRO3 71,95 Da 27 Ba 44,95 AG7098PRO2 69,28 Ea 19,33 Fa 49,95 DKB310PRO2 69,32 Ea 21,45 Ea 47,87 DKB290PRO3 51 Ga 18,84 Ga 32,16 DKB390PRO3 56,58 Fa 29,95 Aa 26,63 AS1555PRO3 70,46 Ea 13,5 Ha 56,96 SISTEMA SOLTEIRO DKB335PRO3 47,97 Db 12,37 Eb 35,6 AS1633PRO3 50,93 Cb 15,5 Bb 35,43 AS1780PRO3 33,79 Eb 14,48 Cb 19,31 AG8061PRO2 51,73 Cb 13,1 Db 38,63 AG8700PRO3 56,91 Bb 9,57 Hb 47,34 AG7098PRO2 59,9 Ab 13,18 Db 46,72 DKB310PRO2 52,49 Cb 14,4 Cb 38,09 DKB290PRO3 55,52 Bb 11,66 Fb 43,86 DKB390PRO3 56,25 Ba 16,76 Ab 39,49 AS1555PRO3 32,63 Eb 11,2 Gb 21,43 CV (%) 11,2 7,5

Letras maiúsculas iguais, demonstram que os híbridos, não diferem entre si, pelo teste de Skott-Knott, a 5% de probabilidade. Letras minúsculas iguais, demonstram que os sistemas não diferem entre si, pelo teste de Skott-Knott, a 5% de probabilidade.

Na quantificação do Enxofre (S), o sistema com o híbrido 3 em consórcio com a Urochloa apresentou maior acúmulo de S durante o florescimento, 31,53 kg há-1. No sistema solteiro os híbridos 1 (DKB335PRO3), 6 (AG7098PRO2) e 8 (DKB290PRO3) não apresentaram diferença significativa durante o florescimento (Tabela 8).

De maneira geral, esses resultados demonstram a capacidade da Urochloa quanto a absorção dos nutrientes, podendo, em alguns casos, mais do que dobrar a quantia acumulada durante o florescimento, que é o pico de acúmulo de nutrientes. Isso pôde ser observado claramente nos sistemas com o híbrido 3 (AS1780PRO3), o qual no florescimento apresentou 497 kg ha-1 de N quando cultivado em consórcio, e 194,43 kg ha-1 no sistema solteiro.

(36)

Tabela 8. Acúmulo de Enxofre (S) nos sistemas no florescimento e na senescência. SISTEMA CONSÓRCIO Florescimento Senescência Híbrido S (kg ha-1) S (kg ha-1) S Translocado DKB335PRO3 22,84 Da 7,7 Ca 15,14 AS1633PRO3 27,6 Ba 7,91 Ba 19,69 AS1780PRO3 31,53 Aa 6,26 Fa 25,27 AG8061PRO2 25,10 Ca 5,00 Ia 20,1 AG8700PRO3 25,70 Ca 8,32 Aa 17,38 AG7098PRO2 22,48 Da 5,82 Ga 16,66 DKB310PRO2 17,82 Ea 6,59 Ea 11,23 DKB290PRO3 17,11 Ea 5,59 Há 11,52 DKB390PRO3 15,03 Fa 7,50 Da 7,53 AS1555PRO3 15,08 Fa 4,07 Já 11,01 SISTEMA SOLTEIRO DKB335PRO3 16,74 Ab 3,47 Fb 13,27 AS1633PRO3 13,51 Cb 4,89 Bb 8,62 AS1780PRO3 12,27 Db 5,00 Ab 7,27 AG8061PRO2 15,49 Bb 3,98 Cb 11,51 AG8700PRO3 13,72 Cb 3,19 Gb 10,53 AG7098PRO2 16,57 Ab 3,70 Db 12,87 DKB310PRO2 15,74 Bb 4,92 Bb 10,82 DKB290PRO3 16,96 Aa 4,00 Cb 12,96 DKB390PRO3 12,35 Db 3,55 Eb 8,8 AS1555PRO3 11,14 Eb 2,89 Hb 8,25 CV (%) 8,3 7,9

Letras maiúsculas iguais, demonstram que os híbridos, não diferem entre si, pelo teste de Skott-Knott, a 5% de probabilidade. Letras minúsculas iguais, demonstram que os sistemas não diferem entre si, pelo teste de Skott-Knott, a 5% de probabilidade.

Autores como Jakelaitis et al. (2005), apontam que a viabilidade do consórcio milho-Urochloa está estritamente ligada a diferença na taxa de crescimento inicial das duas culturas, bem como os momentos distintos de picos de demandas nutricionais, não acarretando, assim, prejuízos durante o desenvolvimento das espécies.

Para avaliação de cobertura do solo, o sistema de consórcio foi superior ao sistema milho solteiro, com diferença estatística significativa. Entre os híbridos, as diferenças não foram significativas (Figura 10).

(37)

H1 H2 H3 H4 H5 H6 H7 H8 H9 H10 T axa de cobertur a ( %) 0 20 40 60 80 100 Sistema consórcio Sistema solteiro Aa Ab Aa Ab AaAb Aa Ab Aa Aa Aa Ab Aa Ab Aa Ab Aa Ab Aa Ab

Figura 10: Cobertura do solo, no sistema Urochloa ruziziensis cultivada em consórcio com

híbridos comerciais e milho solteiro. Colunas com letras maiúsculas iguais, demonstram que os híbridos, não diferem entre si, pelo teste de Skott-Knott, a 5% de probabilidade. Letras minúsculas iguais, demonstram que os sistemas não diferem entre si, pelo teste de Skott-Knott, a 5% de probabilidade.

Na avaliação de fitomassa, no momento da dessecação (pré semeadura de soja), o sistema de consórcio foi significativamente superior ao sistema milho solteiro. Os híbridos com as maiores médias de fitomassa, foram os mesmos em ambos os sistemas. No sistema consórcio as maiores médias foram do híbrido 7 (DKB310PRO2), seguidas dos híbridos, 1 (DKB335PRO3) e híbrido 3 (AS1780PRO3), que também se destacaram, sem diferir estatisticamente entre si. No sistema solteiro, as melhores médias foram as do híbrido 7 (DKB310PRO2) e do híbrido 3 (AS1780PRO3), que não diferiram estatisticamente entre si e, na sequencia novamente o híbrido 1 (DKB335PRO3) (Figura 11). Nesta avaliação não foi segregada a fitomassa deixada pelo milho e pela U. ruziziensis, sendo que esta contribui muito na taxa de cobertura do solo e também no acúmulo de fitomassa, fazendo o sistema de consórcio diferir estatisticamente do sistema milho solteiro.

(38)

H1 H2 H3 H4 H5 H6 H7 H8 H9 H10

Fit

om

assa kg ha

-1

0 2000 4000 6000 8000 10000 12000 14000 Sistema consórcio Sistema solteiro Ba Bb Ha Ib Ba Ab Ca Cb Da Eb Da Db Aa Ab Ea Fb Fa Gb Ga Hb

Figura 11: Fitomassa acumulada no dia da dessecação (pré-plantio soja), no sistema Urochloa ruziziensis cultivada em consórcio com híbridos comerciais e milho solteiro. Colunas com letras maiúsculas iguais, demonstram que os híbridos, não diferem entre si, pelo teste de Skott-Knott, a 5% de probabilidade. Letras minúsculas iguais, demonstram que os sistemas não diferem entre si, pelo teste de Skott-Knott, a 5% de probabilidade.

A partir da velocidade de decomposição da fitomassa, nos sistemas consorciados e solteiros (Figuras 12 e 13), é possível destacar quais híbridos proporcionam cobertura do solo por maior período de tempo. De um modo geral, o sistema solteiro (Figura 13) apresentou decomposição mais acelerada, quando comparado com o sistema consórcio (Figura 12), desde as primeiras avaliações (15DAD) e aos 120DAD apresentou volume de fitomassa consideravelmente reduzido. Pode-se observar também a diferença de fitomassa deixada por cada híbrido no sistema com e sem a presença do consórcio.

(39)

Dias após dessecação 0 20 40 60 80 100 120 Fit omass a (k g ha -1 ) 2000 4000 6000 8000 10000 12000 14000

DKB335PRO3 + U.ruziziensis: 11382,9exp(-0,0065t) R2: 0,92**(T1/2: 106 dias)

AS1633PRO3 + U.ruziziensis: 8405,33exp(-0,0060t) R2: 0,93**(T1/2: 115 dias)

AS1780PRO3 + U.ruziziensis: 11169,1exp(-0,0049t) R2: 0,85**(T1/2: 141 dias)

AG8061PRO2 + U.ruziziensis: 11033,1exp(-0,004t) R2: 0,78**(T1/2: 173 dias)

AG8700PRO3 + U.ruziziensis: 11079,8exp(-0,0044t) R2: 0,90**(T1/2: 157 dias)

AG7098PRO2 + U.ruziziensis: 11079,8exp(-0,0044t) R2: 0,90**(T1/2: 157 dias)

DKB310PRO2 + U.ruziziensis: 10980,6exp(-0,0047t) R2: 0,92**(T1/2: 147 dias)

DKB290PRO3 + U.ruziziensis: 10684,7exp(-0,0059t) R2: 0,91**(T1/2: 117 dias)

DKB390PRO3 + U.ruziziensis: 9689,7exp(-0,006t) R2: 0,93**(T1/2: 115 dias)

AS1555PRO3 + U.ruziziensis: 8614,7exp(-0,0065t) R2: 0,95**(T1/2: 106 dias)

Figura 12: Acúmulo, decomposição e tempo de meia-vida da fitomassa de híbridos de milho

consorciados com U. ruziziensis na safra 2017/18 na Fazenda Bom Jesus em Pedra Preta – MT.

Nos sistemas em consórcio os menores tempos de meia vida foram observados nos híbridos 1 (DKB335PRO3) e 10 (AS1555PRO3), ambos com 106 dias. O maior tempo de meia vida, de 173 dias, do híbrido 4 (AG8061PRO2), seguido pelo híbrido 5 (AG8700PRO3) e híbrido 6 (AG7098PRO2), com 157 dias, mostrando capacidade destes híbridos em manter o solo coberto por um maior período.

(40)

Dias após dessecação 0 20 40 60 80 100 120 Fitomass a (kg ha -1 ) 0 2000 4000 6000 8000 10000 12000 14000

DKB335PRO3 10596,3exp(-0,0052t) R2: 0,93**(T1/2: 133 dias) AS1633PRO3: 7408,2exp(-0,0083t) R2: 0,92**(T1/2: 83 dias) AS1780PRO3: 10578,3exp(-0,0065t) R2: 0,92**(T1/2: 106 dias) AG8061PRO2: 10536,9exp(-0,007t) R2: 0,96**(T1/2: 90 dias) AG8700PRO3: 9874,3exp(-0,0069t) R2: 0,92**(T1/2: 100 dias) AG7098PRO2: 10536,9exp(-0,007t) R2: 0,96**(T1/2: 90 dias) DKB310PRO2: 10601,6exp(-0,0067t) R2: 0,94**(T1/2: 103 dias) DKB290PRO3: 9966,9exp(-0,0075t) R2: 0,96**(T1/2: 92 dias) DKB390PRO3: 9132,9exp(-0,0089t) R2: 0,97**(T1/2: 78 dias) AS1555PRO3: 7980exp(-0,0086t) R2: 0,98**(T1/2: 80 dias)

Figura 13: Acúmulo, decomposição e tempo de meia-vida da fitomassa dos híbridos em

sistema solteiro na safra 2017/18 na Fazenda Bom Jesus em Pedra Preta – MT.

Ao se comparar com o sistema consorciado, com exceção do híbrido 1 (DKB335PRO3), todos os sistemas solteiros obtiveram tempo de meia vida inferior. Evidencia-se a que a inserção da U. ruziziensis nesses sistemas proporcionou cobertura do solo por maior período de tempo. No sistema solteiro o híbrido 1 (DKB335PRO3) obteve maior tempo de meia vida, 133 dias. O menor tempo de meia vida foi verificado no híbrido 10 (AS1555PRO3), de 80 dias.

No momento da dessecação, o sistema com o híbrido 4 (AG8061PRO2) foi o que apresentou maior acúmulo de N no sistema consórcio, enquanto no sistema solteiro foi o híbrido

(41)

3 (AS1780PRO3), com respectivamente, 200,75 e 110,99 kg.ha-1. De modo geral os sistemas em consórcio apresentaram maiores acúmulos de N quando se comparado ao sistema solteiro. Esse resultado é justificado pela presença da U. ruziziensis, a qual possui elevada capacidade de extração de nutrientes devido ao desenvolvimento de seu sistema radicular.

Entretanto, o sistema que apresentou maior liberação de nutrientes do momento da dessecação de pré-semeadura da soja, até 120 dias após dessecação, foi o sistema consórcio com o híbrido 8 (DKB290PRO3), o qual restituiu ao solo 145,86 kg ha-1 de N. No sistema solteiro, a maior restituição deu-se pelo híbrido 10 (AS1555PRO3), 79,54 kg ha-1 de N.

Tabela 9. Nitrogênio no dia da dessecação (0DAD) e 120 dias após dessecação do

milho e U. ruziziensis.

SISTEMA CONSÓRCIO

0DAD 120DAD Valor absoluto ciclado

Híbrido N (kg.ha-1) N (kg.ha-1) (kg.ha-1)

DKB335PRO3 136,79 Fa 80,9 Ea 55,89 AS1633PRO3 125,39 Ia 48,9 Ga 76,49 AS1780PRO3 171 Da 82,75 Da 88,25 AG8061PRO2 200,75 Aa 83,96 Ca 116,79 AG8700PRO3 130,33 Há 98,85 Ba 31,48 AG7098PRO2 162,94 Ea 104,53 Aa 58,41 DKB310PRO2 173 Ca 57,94 Fa 115,06 DKB290PRO3 194,3 Ba 48,44 Há 145,86 DKB390PRO3 131,53 Ga 40,8 Já 90,73 AS1555PRO3 115,84 Já 41,7 Ia 74,14 SISTEMA SOLTEIRO DKB335PRO3 78,39 Eb 46 Fb 32,39 AS1633PRO3 44,65 Jb 20,88 Ib 23,77 AS1780PRO3 110,99 Ab 52,62 Db 58,37 AG8061PRO2 76,68 Fb 54,75 Cb 21,93 AG8700PRO3 59,52 Ib 34,99 Gb 24,53 AG7098PRO2 60,64 Hb 60,66 Ab -0,02 DKB310PRO2 79,28 Db 48,12 Eb 31,16 DKB290PRO3 88,69 Cb 60,49 Bb 28,2 DKB390PRO3 66 Gb 30,28 Hb 35,72 AS1555PRO3 91,32 Bb 11,78 Jb 79,54 CV (%) 10,1 9,4

Letras maiúsculas iguais, demonstram que os híbridos, não diferem entre si, pelo teste de Skott-Knott, a 5% de probabilidade. Letras minúsculas iguais, demonstram que os sistemas não diferem entre si, pelo teste de Skott-Knott, a 5% de probabilidade.

Para o P, o sistema consórcio que obteve maior acúmulo no momento da dessecação foi o com o híbrido 7 (DKB310PRO2), o qual não se diferenciou significativamente do híbrido 3 (AS1780PRO3) em sistema solteiro. Analisando o valor absoluto ciclado, observa-se que na

(42)

restituição de P ao solo, os híbridos 1 (DKB335PRO3), 3 (AS1780PRO3), 4 (AG8061PRO2), 5 (AG8700PRO3) e 6 (AG7098PRO2) em cultivo solteiro obtiveram melhores resultados

Tabela 10. Fósforo no dia da dessecação (0DAD) e 120 dias após dessecação do milho

e U. ruziziensis.

SISTEMA CONSÓRCIO

0DAD 120DAD Valor absoluto

ciclado

Híbrido P (kg ha-1) (kg.ha-1) (kg.ha-1)

DKB335PRO3 14,39 Eb 9 Ca 5,39 AS1633PRO3 9,12 Jb 5 Ja 4,12 AS1780PRO3 15,5 Db 10,17 Aa 5,33 AG8061PRO2 17,07 Bb 7,59 Fa 9,48 AG8700PRO3 12,44 Ib 8,78 Da 3,66 AG7098PRO2 15,7 Cb 9,94 Ba 5,76 DKB310PRO2 18,77 Aa 8 Ea 10,77 DKB290PRO3 14,21 Ga 6,63 Ga 7,58 DKB390PRO3 13,14 ha 5,73 Ha 7,41 AS1555PRO3 14,23 Fa 5,23 Ia 9 SISTEMA SOLTEIRO DKB335PRO3 17,47 Ea 2,9 Jb 14,57 AS1633PRO3 11,56 Ga 3,33 Ib 8,23 AS1780PRO3 20,38 Aa 3,43 Hb 16,95 AG8061PRO2 18,18 Ca 3,67 Gb 14,51 AG8700PRO3 16,05 Fa 5,16 Fb 10,89 AG7098PRO2 20 Ba 5,2 Eb 14,8 DKB310PRO2 17,55 Db 5,65 Db 11,9 DKB290PRO3 9,71 Hb 6,8 Cb 2,91 DKB390PRO3 7,64 Jb 7,12 Bb 0,52 AS1555PRO3 9,36 Ib 7,79 Ab 1,57 CV(%) 8,8 6,3

Letras maiúsculas iguais, demonstram que os híbridos, não diferem entre si, pelo teste de Skott-Knott, a 5% de probabilidade. Letras minúsculas iguais, demonstram que os sistemas não diferem entre si, pelo teste de Skott-Knott, a 5% de probabilidade.

O híbrido 8 (DKB290PRO3) em sistema consorciado obteve maior acúmulo de K no momento da dessecação, enquanto o 2 (AS1633PRO3) em sistema solteiro e consórcio, não se diferiram significativamente. O híbrido 8 também foi o que mais restituiu K ao solo.

Referências

Documentos relacionados

Homens de Grossa Aventura: Acumulação e Hierarquia na Praça Mercantil do Rio de Janeiro (1790-1830).. O Arcaísmo como Projeto: Mercado

o estudo da comunidade, do meio físico e social, das características económicas, dos valo- res, crenças e tradições da sociedade local ou nacional são feitos,

Altura h Área A Coeficiente de Poisson ν Coeficiente de Poisson dinâmico νdin Coeficiente de Poisson dinâmico em condição saturada νdin_sat Coeficiente de Poisson dinâmico

No âmbito do Programa do Medicamento Hospitalar do Ministério da Saúde, a Farmacotecnia está descrita como sendo o “sector dos Serviços Farmacêuticos Hospitalares onde é

Segundo a Portaria nº 224/2015, de 27 de julho, a prescrição de medicamentos, incluindo medicamentos manipulados e medicamentos contendo estupefacientes e psicotrópicos, tem de ser

Consistent with previous research (Montgomery, 2010), the narratives show that poor contact between international students and their local counterparts does not seem to nullify

Durante as discussões ressaltamos a possibilidade de ensinar os mapas a partir do conceito de lugar para os nossos alunos sob esse novo olhar, tal qual