MINISTÉRIO DO TRABALHO E EMPREGO
SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM RURAL
ADMINISTRAÇÃO REGIONAL DO ESTADO DO
RIO GRANDE DO SUL
RELATÓRIO DE GESTÃO
EXERCÍCIO 2016
MINISTÉRIO DO TRABALHO E EMPREGO
SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM RURAL
ADMINISTRAÇÃO REGIONAL DO ESTADO DO
RIO GRANDE DO SUL
RELATÓRIO DE GESTÃO
EXERCÍCIO DE 2016
Relatório de Gestão do exercício 2016 apresentado aos
órgãos de controle interno e externo como prestação de contas ordinária anual a que esta Unidade está obrigada nos termos do art. 70 da Constituição Federal. Documento elaborado de acordo com as disposições descritas na Instrução Normativa TCU nº 63/2010, na Decisão Normativa TCU nº 154/2016.e na Portaria - TCU nº 59/2017.
Lista de Abreviações e Siglas
AP – Agricultura de Precisão BPA – Boas Práticas Agropecuárias CCT – Convênio de Cooperação Técnica CGU – Controladoria Geral da União
CNA - Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil CNAE – Cadastro Nacional de Atividade Econômica CNAP – Cadastro Nacional de Aprendizagem Rural CTA – Capacitação Tecnológica Avançada
DN – Decisão Normativa DOU – Diário Oficial da União
EFQF – Eixo de Formação e Qualificação DTH – Desenvolvimento de Talentos Humanos EPPS – Eixo de Políticas Públicas Sociais
FARSUL – Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul FETAG – Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul FGTS – Fundo de Garantia Por Tempo de Serviço
FPR – Formação Profissional Rural GAS – Gestão de Atividades do Senar IN – Instrução Normativa
MP – Manual de Procedimentos
MTE – Ministério do Trabalho e Emprego NR – Norma Regulamentadora
OCI – Órgão do Controle Interno PAT – Plano Anual de Trabalho PIS - Programa Integração Social
PPC – Programa Prática Complementares PS – Promoção Social
REAPAR – Reaparelhamento de Entidades Parceiras RH – Recursos Humanos
RLC - Regulamento de Licitações e Contratos ROD – Relatório de Observação de Desempenho
SEBRAE-RS - Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Rio Grande do Sul SENAR/AC – Serviço Nacional de Aprendizagem Rural – Administração Central
SENAR-RS – Serviço Nacional de Aprendizagem Rural – Administração Regional do Estado do Rio Grande do Sul
SIGES – Sistema de Gerenciamento do Senar-RS SOL – Segurança, Organização e Limpeza
TC – Termo de Cooperação
TCU – Tribunal de Contas da União TI - Tecnologia da Informação UPC – Unidade Jurisdicionada UPC – Unidade Prestação de Contas
Lista de Gráficos, Quadros e Tabelas.
Quadro 1 – Identificação da UPC - Relatório de Gestão Individual ... 13
Quadro 2 – Normas Relacionadas ao Senar-RS ... 13
Figura 1– Organograma Funcional ... 18
Quadro 3 – Macroprocessos Finalísticos ... 19
Figura 2 – Etapa de Planejamento das Ações de Formação Profissional Rural ... 21
Figura 3 – Etapa de Planejamento das Atividades de Promoção Social ... 21
Quadro 4 - Execução Física e Financeira das Ações ... 26
Quadro 5 – Resumo dos instrumentos celebrados e dos montantes transferidos nos últimos três exercícios FAZER QUADRO... 27
Quadro 6 – Resumo da prestação de contas sobre transferências concedidas pela UPC na modalidade de convênio, termo de cooperação e de contratos de repasse ... 27
Quadro 7 – Situação da análise das contas prestadas no exercício de referência do relatório de gestão ... 28
Quadro 8 – Realização Orçamentária (Receitas) ... 29
Quadro 9 - Despesas por Modalidade de Contratação ... 30
Quadro 10 – Despesas Correntes por Grupo de Despesa ... 31
Quadro 11 - Despesas de Capital por Grupo de Despesa ... 31
Quadro 11a – Realização Orçamentária (Despesas) ... 32
Quadro 12 – Identificação do Programa 0101 (Adaptado a UPC) ... 33
Tabela 1 - Execução Orçamentária do Programa ... 33
Tabela 2 - Comparativo Geral - Qualificação Profissional do Trabalhador ... 34
Tabela 3 – Comparativo das Ações de FPR. ... 34
Tabela 4 – Comparativo dos Treinamentos de FPR... 35
Tabela 5 – Treinamentos mais demandados FPR. ... 36
Tabela 6 – Comparativo: Seminários/PPC’s/ Palestra – FPR. ... 37
Tabela 7 – Seminários/Palestras/PPC’s Realizados – FPR. ... 37
Tabela 8 – Comparativo das Oficinas de FPR. ... 38
Tabela 9 – Comparativo das Oficinas mais demandadas de FPR. ... 38
Tabela 10 – Cursos de Aprendizagem Rural de FPR. ... 39
Tabela 11 – Comparativo Cursos de Aprendizagem de FPR. ... 39
Tabela 12 – Metas dos Programas Especiais no PAT 2016. ... 40
Tabela 13 – Números do Programa CLVL ... 40
Tabela 14 – Números do Programa de AP ... 41
Tabela 15 – Números do Programa BPA - Uva. ... 41
Tabela 26 - Números do Programa BPA Corte. ... 42
Tabela 17 – Números do Programa de Inclusão Digital Rural ... 43
Tabela 18 – Números do Programa Empreendedor Rural ... 43
Tabela 19 – Números do Programa SOL Rural. ... 44
Tabela 20 – Números do Programa Leitec ... 44
Tabela 21 – Resultados do TC 002/0-2016 – FETAG/RS. ... 45
Tabela 22 – Metas Físicas TC 002/0-2016 – FETAG/RS. ... 45
Tabela 23 – Eventos Previstos x Realizados - CASA RURAL ... 47
Tabela 24 – Metas Físicas e Financeiras – CASA RURAL ... 47
Tabela 25 – Metas Físicas de EFO no PAT 2016 ... 48
Tabela 26 – Metas Financeiras de EFO no PAT 2016 ... 48
Quadro 13 – Identificação do Programa 0108 - (Adaptado a UPC) ... 49
Quadro 14 – Identificação da Ação 8788 - (Adaptado a UPC) ... 49
Tabela 27 – Informações Orçamentárias e Financeiras da Ação ... 50
Tabela 28 - Comparativo Geral Promoção Social Rural ... 50
Tabela 29 – Comparativo dos Eventos de PS. ... 50
Tabela 30 – Comparativo dos Treinamentos de PS. ... 51
Tabela 31 – Treinamentos mais Demandados PS. ... 51
Tabela 33 – Palestras mais demandados PS... 52
Tabela 34 – Comparativo de Oficinas de PS... 53
Tabela 35 – Oficinas mais Demandadas PS. ... 53
Quadro 15 – Identificação da Ação 8772 (Adaptado a UPC) ... 53
Tabela 36 - Informações Orçamentárias e Financeiras da Ação ... 54
Tabela 37 – Metas Físicas (Programa Alfa) ... 54
Tabela 38 – Metas Financeiras (Programa Alfa) ... 55
Quadro 16 – Identificação do Programa 0750 – (Adaptado a UPC) ... 55
Quadro 17 – Identificação da Ação 8701 – (Adaptado a UPC)... 56
Tabela 39 - Informações Orçamentárias e Financeiras da Ação ... 56
Quadro 18 – Identificação da Ação 8777 – (Adaptado a UPC)... 57
Tabela 40 - Informações Orçamentárias e Financeiras da Ação ... 57
Quadro 19 – Identificação da Ação 8711 – (Adaptado a UPC)... 58
Tabela 41 - Informações Orçamentárias e Financeiras da Ação ... 58
Quadro 20 – Identificação do Programa 0801 – (Adaptado a UPC) ... 59
Quadro 21 – Identificação da Ação 8718 – (Adaptado a UPC)... 59
Tabela 42 - Informações Orçamentárias e Financeiras da Ação ... 60
Tabela 43 – Desenvolvimento Recursos Humanos ... 60
Quadro 22 – Identificação do Programa 0253 – (Adaptado a UPC) ... 61
Quadro 23 – Identificação da Ação 8719 – (Adaptado a UPC)... 61
Tabela 44 - Informações Orçamentárias e Financeiras da Ação ... 62
Quadro 24 – Identificação do Programa 0100 – (Adaptado a UPC) ... 62
Quadro 25 – Identificação da Ação 8703 – (Adaptado a UPC)... 63
Tabela 45 - Informações Orçamentárias e Financeiras da Ação ... 63
Quadro 26 – Identificação da Ação 8705 – (Adaptado a UPC)... 63
Tabela 46 – Realização Orçamentária e Financeira da Ação ... 64
Quadro 27 – Identificação da Ação 8706 – (Adaptado a UPC)... 64
Tabela 47 - Realização Orçamentária e Financeira da Ação ... 65
Quadro 28 – Identificação da Ação 8707 – (Adaptado a UPC)... 65
Tabela 48 - Realização Orçamentária e Financeira da Ação ... 65
Tabela 49 – Número de Eventos Realizados ... 67
Tabela 50 – Eventos Realizados, Reprovados e Cancelados. ... 68
Tabela 51 – Eventos Previstos no PAT x Realizado ... 68
Tabela 52 – Número de Participantes ... 69
Tabela 53 – Carga Horária Realizada ... 70
Tabela 54 – Carga Horária Prevista X Realizado (PAT) ... 70
Tabela 55 – Número de Participantes Certificados ... 71
Tabela 56 – Eventos Realizados X Funcionários ... 71
Tabela 57 – Eventos Realizados X Supervisores ... 72
Tabela 57 – Eventos Realizados X Municípios ... 72
Tabela 58 – FPR – Situação dos Participantes ... 72
Tabela 59 – PS – Situação dos Participantes ... 73
Tabela 60 – Eventos Realizados X Instrutores ... 73
Tabela 61 – Despesas Correntes / Nº. Horas Aula ... 74
Tabela 62 – Despesas Operacionais / Número de Participantes... 74
Tabela 63 – Percentual de Eventos Supervisionados por Região ... 75
Gráfico 01 – Resultado da Avaliação do Instrutor (Comportamental) ... 75
Gráfico 02 – Resultado da Avaliação do Instrutor (Técnica e metodológica) ... 76
Quadro 29 – Dirigente e Membros de Conselhos Gestão 2016 a 2018... 79
Quadro 30 – Estrutura de Controles Internos da UPC ... 80
Quadro 31 – Força de Trabalho da UPC Apurada em 31/12 ... 83
Quadro 32 - Custos Associados à Manutenção dos Recursos Humanos ... 84
Quadro 33 – Distribuição dos Bens Imóveis Locados de Terceiros ... 86
Quadro 34 - Relação de Sistemas ... 87
Gráfico 3 - Comparativo da Arrecadação 2016/2015 ... 92
Tabela 64 – Comparativo Receita ... 93
Tabela 65 – Comparativo Principais Itens de Despesa ... 93
Tabela 66 – Resultado Operacional ... 94
Tabela 67 – Comparativo: Receita x Despesa ... 94
SUMÁRIO
APRESENTAÇÃO ... 11
1. VISÃO GERAL ... 13
1.1 Identificação da Entidade ... 13
1.2 Normas e regulamento de criação, alteração e funcionamento da unidade ... 13
1.3 Finalidade e Competências ... 14
1.3.1 Finalidade ... 14
1.3.2 Compete ao SENAR-RS ... 14
1.4 Identificação e Descrição Sucinta dos Setores da Economia Abrangidos pela Atuação da Entidade. ... 14
1.4.1 Ambiente de Atuação ... 14
1.4.2 Formas de atuação ... 15
1.5 Apresentação do Organograma Funcional com Descrição Sucinta das Competência e das Atribuições das Áreas. ... 15
1.5.1 Estrutura Organizacional – Nível Estratégico ... 15
1.5.2 Estrutura Organizacional – Nível Tático ... 15
1.5.3 Macroprocessos Finalísticos ... 19
2. PLANEJAMENTO ORGANIZACIONAL E RESULTADOS ... 20
2.1 Planejamento Organizacional ... 20
2.1.1 Descrição Sintética dos Objetivos do Exercício... 22
2.1.2 Estágio de Implementação do Planejamento Estratégico ... 22
2.1.3 Vinculação dos planos da unidade com as competências institucionais e outros planos 23 2.2 Formas e instrumentos de monitoramento da execução e dos resultados dos planos ... 23
2.2.1 Estratégias Adotadas ... 23
2.2.2 Referenciais Estratégicos... 24
2.3 Desempenho Orçamentário ... 26
2.3.1 Execução física e financeira das ações da Lei Orçamentária Anual de responsabilidade da unidade ... 26
2.3.2 Fatores Intervenientes no Desempenho Orçamentário ... 26
2.3.3 Execução Descentralizada com Transferências de Recursos ... 27
2.3.4 Informações Sobre a Realização das Receitas ... 29
2.3.5 Informações Sobre a Realização das Despesas ... 30
2.4 Desempenho Operacional ... 33
2.4.1 Programa 0101 - Qualificação Profissional do Trabalhador (Ação 8729) ... 33
2.4.2 Programa 0108 - Melhoria da Qualidade de Vida do Trabalhador ... 49
2.4.3 Programa 0750 - Apoio Administrativo ... 55
2.4.4 Programa 0801 – Formação de Gerentes e Empregados ... 59
2.4.6. Programa 0100 - Assistência ao Trabalhador ... 62
2.5 Apresentação e Análise de Indicadores de Desempenho ... 67
2.5.1 Indicadores de Eficácia ... 67
2.5.2 Indicadores de Eficiência ... 71
2.5.3 Indicadores de Economicidade ... 73
2.5.4 Indicadores de Qualidade... 74
2.5.5 Outros Indicadores ... 77
3. GOVERNANÇA, GESTÃO DE RISCOS E CONTROLES INTERNOS ... 79
3.1 Descrição das Estruturas de Governança ... 79
3.2 Informações Sobre os Dirigentes e Colegiados... 79
3.3 Atuação da Unidade de Auditoria Interna ... 80
3.4 Atividades de Correição e Ilícitos Administrativo ... 80
3.5 Gestão de Risco e Controle Interno ... 80
3.6 Política de Remuneração dos Administradores e Membros de Colegiados ... 82
3.7 Informações sobre a Empresa de Auditoria Independente Contratada ... 82
4. ÁREAS ESPECIAIS DA GESTÃO ... 83
4.1 Gestão de Pessoas ... 83
4.1.1 Estrutura de Pessoal da Unidade ... 83
4.1.2 Demonstrativo das Despesas Com Pessoal... 84
4.1.3 Gestão de Riscos Relacionados ao Pessoal ... 85
4.2 Gestão do Patrimônio e da Infraestrutura... 86
4.2.1 Gestão da Frota de Veículos Próprios e Terceirizada ... 86
4.2.2 Gestão do patrimônio imobiliário da União ... 86
4.2.3 Informações sobre a Gestão do Patrimônio Imobiliário Próprio e dos Imóveis Locados de Terceiros. ... 86
4.3 Gestão da Tecnologia da Informação ... 87
4.3.1. Principais Sistemas de Informações ... 87
4.3.2 Informações sobre a Gestão de Tecnologia da Informação (TI) da UPC. ... 87
4.4. Gestão Ambiental e Sustentabilidade ... 88
4.4.1 Adoção de Critérios de Sustentabilidade Ambiental na Aquisição de Bens, Contratação de Serviços ou Obras. ... 88
5 RELACIONAMENTO COM A SOCIEDADE ... 90
5.1. Canais de acesso do cidadão ... 90
5.2. Carta de Serviços ao Cidadão ... 90
5.3. Aferição do grau de satisfação dos cidadãos-usuários ... 90
5.4. Mecanismos de transparência das informações relevantes sobre a atuação da unidade 91 6 – DESEMPENHO FINANCEIRO E INFORMAÇÕES CONTÁBEIS ... 92
6.2. Tratamento contábil da depreciação, da amortização e da exaustão de itens do patrimônio
e avaliação e mensuração de ativos e passivos ... 95
6.3. Sistemática de apuração de custos no âmbito da unidade ... 96
6.4 Demonstrações Contábeis exigidas pela Lei 4.320/64 e notas explicativas. ... 96
7. CONFORMIDADE DA GESTÃO E DEMANDAS DE ÓRGÃOS DE CONTROLE ... 97
7.1 Tratamento de Determinação e Recomendações do TCU ... 97
7.2 Tratamento de Recomendações do Órgão de Controle Interno ... 97
7.3 Demonstração da conformidade do cronograma de pagamentos de obrigações com o disposto no Art. 5º da Lei 8.666/1993 ... 97
8 ANEXOS E APÊNDICES ... 98
8.1 Demonstrações Contábeis Previstas na Lei 6404/76 Incluindo as Notas Explicativas... 98
8.2 Relatório da Auditoria Independente ... 98
APRESENTAÇÃO
O presente Relatório de Gestão 2016 do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural – Administração Regional do Rio Grande do Sul – SENAR-AR/RS foi elaborado atendendo as orientações dos seguintes normativos:
Instrução Normativa TCU nº 63, de 1º de setembro de 2010 que estabelece normas de organização e de apresentação dos relatórios de gestão e das peças complementares; Decisão Normativa TCU nº 154, de 19 de outubro 2016, dispõe acerca das unidades
cujas dirigentes máximos devem apresentar relatório de gestão e informações suplementares referentes à prestação de contas do exercício de 2016, especificando a forma, os conteúdos e os prazos de apresentação;
Portaria TCU nº 59, de 17 de janeiro de 2017, dispõe sobre as orientações para a elaboração do relatório de gestão, rol de responsáveis, demais relatórios, pareceres, declarações e informações suplementares para a prestação de contas referentes ao exercício de 2016, bem como sobre procedimentos para a operacionalização do Sistema de Prestação de Contas.
Os conteúdos que compõem o Relatório de Gestão estão organizados conforme informações especificadas no Anexo Único da Portaria TCU nº 59/2017 e orientações do sistema de prestação de contas E-Contas do TCU.
Apresentamos o relatório de gestão que contempla todas as ações e atividades executadas pelo SENAR-RS no exercício de 2016.
O Relatório está estruturado de forma a privilegiar a demonstração dos resultados obtidos, os ganhos capitalizados pelo produtor e trabalhador rural e a demonstração da evolução das ações da entidade.
As diretrizes de atuação do SENAR estão concentradas no desenvolvimento das famílias do meio rural, buscando a fixação das mesmas no campo. Desde a elaboração do Plano Anual de Trabalho, balizador orçamentário do SENAR-RS até as ações junto a grupos organizados através de programas especiais, nossa preocupação é com a efetividade.
O público do SENAR-RS acompanha a característica agrária do meio rural gaúcho. A grande maioria do público beneficiado pelas ações da Instituição vem da pequena propriedade cuja é a maior demandante de ações de formação profissional e promoção social. O atendimento de nossa missão institucional expande as atividades a programas de forte apelo social como a alfabetização de jovens e adultos no campo e o Programa Agrinho, que abrange exclusivamente crianças da rede pública de ensino, localizadas no interior do Estado.
Neste exercício obtivemos significativos resultados através de nossa rede de parceiros, sem os quais o trabalho não poderia ser realizado. Sindicatos Rurais, Sindicatos de Trabalhadores Rurais, Prefeituras, Secretarias de Educação e de Agricultura, entre tantos outros criaram e dispuseram de toda a estrutura necessária a realização de nossa tarefa educativa.
No ano de 2016 o SENAR-RS passa a ofertar o “Curso Técnico em Agronegócio” que tem como objetivo habilitar o profissional como técnico na aplicação de procedimentos de gestão e de comercialização do agronegócio, visando os diferentes segmentos e cadeias produtivas do agronegócio brasileiro.
A informação e orientação profissional de forma correta e positiva, também foi foco do SENAR-RS em 2016. Inúmeras palestras, seminários e participação em feiras e eventos permitiram que
nos aproximássemos do homem e da mulher do campo levando tecnologia e capacitação ao setor rural.
Nossos indicadores de desempenho são motivo de grande satisfação, apresentam resultados calcados em ações efetivas e que geraram resultados positivos e duradouros aos participantes. Nosso orçamento é cumprido à risca, denotando respeito com a aplicação dos recursos oriundos da produção agropecuária do Rio Grande do Sul, devolvendo ao setor produtivo através da capacitação educação profissional, o valor arrecadado.
Para 2017 novos desafios serão enfrentados. Nossos projetos incluem uma maior participação junto a grupos de produtores e trabalhadores visando o aproveitamento da mobilização qualificada para acelerar o processo de desenvolvimento do setor rural.
Incentivaremos cada vez mais a realização de programas que tem a gestão das propriedades como fator central; citamos como exemplo os Programas “Com Licença Vou a Luta” e “Empreendedor Rural”, que levam capacitação, tecnologia e gerenciamento nas diversas etapas da produção agropecuária. Também focaremos mais na educação continuada e nos programas de maior duração visando garantir uma melhor profissionalização no meio rural.
Reputamos ainda da maior importância o incremento das ações de cunho social, visando levar a família rural maiores condições de cidadania, cultura, esporte e lazer.
1. VISÃO GERAL
1.1 Identificação da Entidade
Quadro 1 – Identificação da UPC - Relatório de Gestão Individual
Identificação da Unidade Jurisdicionada Denominação completa: Serviço Nacional de Aprendizagem Rural Denominação Abreviada: SENAR-RS
CNPJ: 04.303.406/0001-02
Órgão de Vinculação: Ministério do Trabalho e Emprego Situação: Ativa
Natureza Jurídica: Serviço Social Autônomo
Principal Atividade: Outras Atividades de ensino não especificadas anteriormente.
Código CNAE: 85.99-6-99 Telefones/Fax de contato: (51) 3215-7500 (51) 3215-7502 (051) 3215-7551 E-mail: [email protected]
Página da Internet: http://www.senar-rs.com.br
Endereço Postal: Praça Saint Pastous de Freitas, 125 – 3º andar, Cidade Baixa, CEP 90050-390, Porto Alegre, Rio Grande do Sul
Fonte: Divisão de Administração e Finanças
1.2 Normas e regulamento de criação, alteração e funcionamento da unidade Quadro 2 – Normas Relacionadas ao Senar-RS
Normas de criação e alteração da Unidade Jurisdicionada
- Lei nº. 8315 de 23 de dezembro de 1991 DOU: 24/12/1991, - Decreto nº 566/92: Aprova Regulamento do SENAR, DOU 11/06/1992, - Decreto 790/93: Altera o Regulamento do SENAR DOU 31/03/1993.
Outras normas infra legais relacionadas à gestão e estrutura da Unidade Jurisdicionada - Regimento Interno do SENAR-RS – última alteração 10/08/2009, registro nº 1454820, no 1º cartório de títulos e documentos pessoa jurídica, Porto Alegre/RS;
- Regulamento de Licitações e Contratos – Resolução 001/Conselho Deliberativo SENAR/AC de 2006 e Resolução 033/CD do SENAR/AC de 28/06/2011;
- Instruções Normativas Internas: IN 001/1999 - Sistema de Comunicação Formal, IN 002/1999 - Compras e Contratação de Serviços, IN 003/2002 - Regime do Horário de Trabalho, IN 004/2002 - Almoxarifado e Controle de Estoque, IN 005/2002 - Processo Seletivo de Pessoal, IN 006/2003 - Fundo Fixo de Caixa, IN/007 2004 - Aplicações Financeiras, IN 008/2004 - Movimentação Financeira e Conciliação Bancária, IN 009/ 2004 – Viagens: Autorizações e Critérios, IN 010/2004 - Supervisão Regional, IN 011/ 2005 - Utilização de Celulares a Serviço, IN 012/2005 - Veículos de Serviço, IN 013/2007 - Sistema de Banco de Horas, IN 014/2008 - Programa de Incentivo a Educação Continuada; IN 015/2008 - Inventário dos Bens Patrimoniais e IN 016/2010 Convênios e Termos de Cooperação – Critérios para Análise de Prestação de Contas;
- Manuais de Procedimentos: MP 001/1999 - Manual de Procedimentos das Entidades Concentradoras, MP 002/1999 - Manual de Procedimentos do Prestador Serviços, MP 003/2004 - Manual Processo Seletivo Permanente/Prestação de Serviços, MP 004/2008 - Celebração de Termos de Cooperação.
1.3 Finalidade e Competências 1.3.1 Finalidade
Desenvolver, no território do Estado do Rio Grande do Sul, ações de Formação Profissional Rural – FPR e atividades de Promoção Social – PS, voltadas às Famílias Rurais, contribuindo para a sua profissionalização, integração na sociedade, melhoria da qualidade de vida e pleno exercício da cidadania.
Ressalta-se ainda que todas as ações e atividades promovidas pelo SENAR-RS são oferecidas gratuitamente aos seus participantes.
1.3.2 Compete ao SENAR-RS
a) Organizar, administrar e executar o ensino da Formação Profissional Rural e a Promoção Social dos exercestes da atividade rural e dos trabalhadores das agroindústrias e suas famílias que atuem na produção primária de origem animal e vegetal;
b) Assistir as entidades empregadoras na elaboração e execução de programas de treinamento e na realização da aprendizagem metódica ministrada no próprio emprego;
c) Com base nos princípios da livre iniciativa e da economia de mercado, estabelecer e difundir metodologias adequadas à Formação Profissional Rural e à Promoção Social do agente que exerce a atividade rural;
d) Exercer em conjunto com o SENAR – Administração Central a coordenação, supervisão e fiscalização da execução dos programas e projetos de formação profissional rural e de promoção social; e
e) Prestar assessoria às entidades governamentais e privadas, relacionadas com a formação de profissionais rurais e atividades assemelhadas.
1.4 Identificação e Descrição Sucinta dos Setores da Economia Abrangidos pela Atuação da Entidade.
1.4.1 Ambiente de Atuação
No cumprimento de sua missão, levar a formação profissional e a promoção social ao meio rural, o SENAR-RS atua nos três setores da economia:
No setor primário atua na formação profissional em diversas linhas de ação como: agricultura, pecuária, silvicultura, aqüicultura.
Junto ao setor secundário desenvolve ações junto as Agroindústrias do Estado, capacitando e levando gestão e organização a estas empresas.
Já no setor terciário atua na capacitação para o exercício de atividades de apoio como mecanização agrícola, irrigação e drenagem, administração rural e segurança no trabalho.
Completam ainda as ações junto ao setor terciário as atividades relativas a prestação de serviços vinculados a atividade rural como: construções rurais, montagem e reparo de máquinas agrícolas e motores, classificação, armazenagem e preservação de produtos agrícolas, prestação de serviços nas áreas da saúde, vestuário, artigos domésticos, agropecuários e extrativismo, além de turismo rural.
1.4.2 Formas de atuação
O SENAR-RS disponibiliza ao seu público uma oferta educativa variada, específica e definida no plano anual de trabalho (PAT), desenvolvido a partir das necessidades de Formação Profissional Rural e Promoção Social nos municípios do Rio Grande do Sul.
A fim de viabilizar a execução dos eventos associados à FPR e à PS, a Administração Regional estabelece parcerias com entidades como Sindicatos Rurais, Associações de Produtores, Entidades de Classe Organizadas e outras que as auxiliem a alcançar a clientela de modo abrangente e efetivo no maior número possível de municípios do Estado. Essas entidades, por seu poder de atuação como lideranças locais e junto a seus associados, em geral atingem a capilaridade almejada pela instituição, contribuindo para o levantamento das necessidades locais de capacitação profissional e promoção social, bem como para a mobilização e composição das turmas.
Para que se mantenham os níveis de qualidades dos serviços educativos prestados, o processo de escolha, capacitação e acompanhamento das entidades parceiras é criterioso e constante.
1.5 Apresentação do Organograma Funcional com Descrição Sucinta das Competência e das Atribuições das Áreas.
1.5.1 Estrutura Organizacional – Nível Estratégico
Conselho Administrativo – composto de cinco membros e igual número de suplentes, é o órgão
Máximo no âmbito da Administração Regional do Estado do Rio Grande do Sul.
Tem a função de cumprir e fazer cumprir as diretrizes emendas do Conselho Deliberativo do Senar Administração Central, no que se refere ao planejamento, organização, coordenação, controle e avaliação das atividades de toda a instituição. Responsável pela análise e decisão sobre as principais diretrizes de atuação da administração regional. Aprovação orçamentária do Exercício, Aprovação das demonstrações contábeis e financeiras quadrimestrais e do exercício.
Titular: Carlos Rivaci Sperotto
Cargo: Presidente do Conselho Administrativo Período de Atuação: 01/01/2016 a 31/12/2016 1.5.2 Estrutura Organizacional – Nível Tático Superintendência
Competências: Implantação das diretrizes estabelecidas pelo Conselho Administrativo, envolvendo: planejamento, programação, execução, acompanhamento e avaliação de toda a atividade da instituição.
Macroprocessos: Gestão organizacional, assessoramento jurídico, Desenvolvimento de material de divulgação institucional e outras atividades de comunicação social;
Produtos: Planejamento da divulgação institucional, aprovação dos planos de trabalho, Aprovação dos relatórios de gestão, emissão de pareceres jurídicos.
Titular: Gilmar Tietböhl Rodrigues Cargo: Superintendente
Período de Atuação: 01/01/2016 a 31/12/2016 Divisão Técnica
Competências: responsabiliza-se pelo gerenciamento da formulação, execução acompanhamento e avaliação da Formação Profissional Rural, Programas Especiais, Promoção Social e Assistência Técnica Gerencial; participação e elaboração nos planos anuais e plurianuais de trabalho; desenvolvimento de metodologias pedagógicas; capacitação de prestadores de serviços e de entidades parceiras.
Macroprocessos: Plano de trabalho anual, gestão das ações de Formação e atividades de Promoção Social e Assistência Técnica, elabora relatórios de acompanhamento e avaliação, desenvolve programas especiais e implementa, coordena os processos de supervisão a campo.
Produtos: Plano anual de trabalho, material instrucional, capacitação de instrutores e demais parceiros, certificação de alunos, cursos de formação profissional, assistência técnica, e atividades de promoção social.
Titular: João Augusto Araujo Telles Cargo: Chefe da Divisão Técnica
Período de Atuação: 01/01/2016 a 31/12/2016 Divisão Administração e Finanças
Competências: Administração dos recursos materiais (compras/estoque), humanos, financeiros; planejamento, coordenação e controle de bens patrimoniais; responsável pelos sistemas; contábil e financeiro; elaboração do orçamento anual e os planos de investimentos e custeio que irão compor a proposta orçamentária da Administração Regional; elaboração de contratos e editais de licitação, analise e parecer sobre a prestação de contas de convênios.
Macroprocessos: Gestão administrativa e financeira, sistemas de contabilização e demonstrações fiscais e controle, licitações e contratos administrativos, processos na área de recursos humanos e sistemas de tecnologia da informação.
Produtos: Folha de pagamentos, demonstrações contábeis e financeiras, programação orçamentária, inventários de estoque e patrimonial, prestações de contas quadrimestrais e anuais, relatório de gestão (TCU), desenvolvimento e manutenção de sistemas de gestão (TI).
Titular: Valmir Antonio Susin
Cargo: Chefe da Divisão de Administração e Finanças Período de Atuação: 01/01/2016 a 31/12/2016
Divisão de Gestão da Arrecadação
Competências: Gerenciar e supervisionar os processos de arrecadação; captação de recursos, análise e projeções econômicas, planejamento, organização e logística para eventos de capacitação de contribuintes.
Macroprocessos: Acompanhamento da arrecadação mensal, controle de evasão de arrecadação, acompanhar os assuntos técnicos e legislação pertinentes a arrecadação e estimular a comunicação estratégica no que tange ao público em geral e principalmente aos contribuintes. Fomentar e acompanhar os acordos com os órgãos de fiscalização. Produtos: Projeção da Arrecadação anual para fins orçamentários, mapeamento dos
contribuintes através do sistema de gestão, organização de eventos de capacitação a contribuintes, Relatórios de análises e projeções econômicas.
Titular: Saulo Jose Ribas Gomes
Cargo: Chefe da Divisão de Gestão da Arrecadação Período de Atuação: 01/01/2016 a 31/12/2016
Divisão de Inovação e Ações Especiais
Competências: planejamento, elaboração e gestão de projetos voltados à inovação, à gestão estratégica e à formação de lideranças no âmbito sindical do agronegócio. Macroprocessos: projetos voltados à inovação, à gestão estratégica e à formação de
lideranças no âmbito sindical do agronegócio.
Produtos: Programas de formação, ações conjuntas com parceiros, palestras, cursos e workshops.
Titular: Taylor Favero Guedes
Cargo: Chefe da Divisão de Inovação e Ações Especiais Período de Atuação: 01/01/2016 a 31/12/2016
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1.5.3 Macroprocessos Finalísticos
No cumprimento da sua missão institucional, o SENAR-AR/RS estabelece duas vertentes prioritárias de trabalho, sendo elas a Formação Profissional Rural (FPR) e a Promoção Social (PS). Estas vertentes compreendem os macroprocessos finalísticos, demandando a maior parte do esforço operacional e financeiro da entidade. Foram conduzidos de acordo com as normas e diretrizes nacionais, com base no Planejamento Organizacional abaixo descrito:
Quadro 3 – Macroprocessos Finalísticos
Fonte: Série Metodológica do Senar
Macroprocessos Descrição Produtos e Serviços Principais Clientes Subunidades Responsáveis
Formação Profissional Rural
Processo educativo, não formal, participativo e sistematizado, que possibilita a aquisição de conhecimento, habilidades e atitudes, para o
desempenho de uma ocupação.
Cursos de aperfeiçoamento, atualização, qualificação e aprendizagem Trabalhadores rurais e trabalhadores da agroindústrias que atuem
exclusivamente na produção primária de origem animal e vegetal.
Divisão Técnica
Promoção Social
Processo educativo, não formal, participativo e sistematizado, que visa o desenvolvimento de aptidões pessoais e sociais do trabalhador rural
e de sua família, numa perspectiva de maior qualidade de vida, consciência crítica e
participação na vida da comunidade.
Atividades voltadas as áreas de artesanato, produção artesanal de alimentos e qualidade de vida Trabalhadores rurais e trabalhadores da agroindústrias que atuem
exclusivamente na produção primária de origem animal e vegetal.
Divisão Técnica
Programas Especiais
Programas oriundos de parcerias com outras instituições públicas e/ou privadas ou que são realizados pelo próprio SENAR. Não possuem as mesmas características da Formação
Profissional Rural ou Promoção Social tradicionalmente desenvolvidas, pois a carga
horária tem longa duração, formato, metodologia, público-alvo etc.
Cursos, seminários, encontros, palestras, feiras e exposições, viagens técnicas, etc.
Pessoas físicas e jurídicas, envolvidas, direta
ou indiretamente, nas atividades produtivas, agrossilvipastoris e agroindustriais. Divisão Técnica Assistência Técnica e Gerencial
Serviço de educação não formal, de caráter continuado, no meio rural, que promova processos de gestão, produção, beneficiamento e comercialização das atividades e dos serviços agropecuários e não agropecuários, inclusive
das atividades agroextrativistas, florestais e artesanais. Assistência técnica e gerencial continua de forma individual na propriedade, Capacitações em consonância com a Formação Profissional Rural
Produtores rurais e seus trabalhadores que atuem
exclusivamente na produção primária de origem animal e vegetal.
2. PLANEJAMENTO ORGANIZACIONAL E RESULTADOS 2.1 Planejamento Organizacional
O Planejamento Estratégico visa vislumbrar em um determinado período um retrato bastante aproximado dos ambientes externo e interno à instituição, além de permitir a proposição de um plano anual de trabalho condizente com as reais necessidades e interesses da clientela do SENAR e do mercado de trabalho.
Denomina-se ambiente externo à instituição o mapeamento das características sociopolíticas e econômicas dos municípios, regiões e do estado. Uma análise criteriosa desses aspectos resulta na obtenção do diagnóstico externo.
Em conjunto com os supervisores regionais, as entidades concentradoras e seus parceiros elaboram um plano anual de trabalho para a sua região e realizam reuniões mensais para avaliação e programação de eventos ao longo do ano.
Na elaboração do PAT, os parceiros e a supervisão identificam projetos de desenvolvimento municipais e regionais que demandam ações de formação profissional rural e atividades de promoção social. Essas informações são analisadas pela equipe técnica da administração regional e monitoradas durante o planejamento e aprovação dos eventos ao longo do ano, atendendo às prioridades da profissionalização e aos objetivos pretendidos pelo SENAR-RS. Obtido o diagnóstico externo, o SENAR passa a analisar sua capacidade operativa. Neste caso, a instituição faz um estudo de suas possibilidades e limitações para atendimento às necessidades verificadas, compondo, assim, o diagnóstico interno.
A partir da compatibilização dos dois diagnósticos (externo e interno), elabora-se o plano anual de trabalho (PAT), que é o produto final do planejamento. Há que se ressaltar que do PAT podem resultar planejamentos semestrais ou trimestrais, a depender da forma de trabalho de cada administração regional do SENAR.
Figura 2 – Etapa de Planejamento das Ações de Formação Profissional Rural
Fonte: Série Metodológica do Senar - Livro 2, pagina 65
Figura 3 – Etapa de Planejamento das Atividades de Promoção Social
2.1.1 Descrição Sintética dos Objetivos do Exercício Objetivos Estratégicos
a) Incentivar a permanente qualificação da mobilização para as ações de FPR e atividades de PS demandadas pelos parceiros (sindicatos rurais e de trabalhadores e parcerias locais), com orientação dos Supervisores e ouvidos os interesses do mercado de trabalho de cada município;
b) Aperfeiçoar o quadro técnico da instituição e dos prestadores de serviço, através de treinamentos técnicos e operacionais;
c) Ampliar do quadro de prestadores de serviços de instrutória, consultoria e assistência técnica visando atender a demanda crescente;
d) Ampliar as oportunidades de educação profissional para produtores, trabalhadores, jovens e adultos com ou sem escolaridade;
e) Aumentar o número de ações e atividades, observando a dotação orçamentária; f) Planejar e executar as metas com foco no conhecimento da realidade Regional;
g) Apoiar os sindicatos para estimular a integração destes com as organizações comunitárias, para se obter maior consistência externa na definição dos cursos de profissionalização e nas atividades de promoção social, como forma de legitimar o planejamento;
h) Ampliar o processo de divulgação institucional junto a feiras e eventos, bem como entre os diversos meios de comunicação;
i) Formalizar parcerias estratégicas com entidades, instituições e empresas que, de alguma forma, possam realizar um trabalho conjunto para o desenvolvimento da Formação Profissional e a Promoção Social no meio rural;
j) Ampliar as cooperações técnicas e financeiras através de termos de cooperação, convênios e parcerias institucionais visando à ampliação do número de projetos atendidos;
k) Realizar estudos a fim de viabilizar a implantação de novos polos da Rede e-Tec no Estado; l) Modernizar os procedimentos técnicos, administrativos, contábeis e financeiros pela informatização dos processos, possibilitando a redução de custos operacionais e maior agilidade nos trâmites internos e com nossos parceiros;
m) Promover ações de capacitação e orientação do sistema arrecadatório do SENAR-RS; n) Estreitar as relações através de parcerias com o INSS, RFB e CRC/RS a fim de programar
eventos voltados a divulgar a legislação tributária e previdenciária para o meio rural, visando transmitir conhecimentos sobre obrigações e direitos deste público;
o) Iniciar o processo de implantação de software para o gerenciamento das contribuições do SENAR-RS.
2.1.2 Estágio de Implementação do Planejamento Estratégico
Não temos um planejamento estratégico implementado até momento. A unidade está adotando procedimentos para sua elaboração e implementação.
2.1.3 Vinculação dos planos da unidade com as competências institucionais e outros planos
Os programas e ações desenvolvidas pelo SENAR-RS destinam-se a específico público alvo, o produtor, o trabalhador rural e suas famílias.
A FPR é destinada a jovens, homens e mulheres, que exerçam ou pretendam exercer atividades profissionais no meio rural, com ou sem vínculo empregatício, incluindo os produtores rurais em regime de economia familiar e trabalhadores rurais.
No atendimento aos seus objetivos institucionais e cumprimento de sua missão, o SENAR-RS desenvolve uma série de Programas. Os programas são classificados como finalísticos, quando geram benefícios e desenvolvimento da sociedade, ou são como de apoio, quando visa dar sustentabilidade a execução da atividade fim da instituição no cumprimento de suas metas físicas e financeiras.
No cumprimento de sua missão o SENAR-RS se utiliza de 6 (seis) programas vinculados a sua estrutura orçamentária quais sejam:
0101- Qualificação Profissional do Trabalhador; 0108 - Melhoria da Qualidade de Vida do Trabalhador; 0801 - Formação de Gerentes e Servidores;
0750 - Apoio Administrativo;
0253 - Serviços de Comunicação de Massa; 0100 - Assistência ao Trabalhador.
Os resultados dos programas acima citados estão apresentados de forma detalhada no item 2.3
Desempenho Operacional.
2.2 Formas e instrumentos de monitoramento da execução e dos resultados dos planos 2.2.1 Estratégias Adotadas
O SENAR-RS utiliza alguns critérios no processo de planejamento e programação de eventos. Além de seguir um orçamento mensal pré-estabelecido, é utilizado o Sistema de Gerenciamento do SENAR-RS – SIGES que permite aos técnicos e supervisores o acompanhamento on-line das informações sobre eventos.
O SIGES foi desenvolvido pelo próprio Senar-RS, obedecendo sua própria metodologia de atuação, com a finalidade de planejar e gerenciar toda programação de eventos, desde a necessidades de demanda, e formulação da proposta de cursos oriundos do catálogo existente, com pré-requisitos e quantidade dos participantes, conteúdo programático, carga horária, engenharia de produtos e custos, até a conclusão do evento, possibilitando o acompanhamento de sua execução. Possibilita também, a identificação e acompanhamento dos participantes para certificação, além de relatórios gerenciais e estatísticos para análise e acompanhamento. São utilizados diversos instrumentos de gestão e controle operacional das ações e atividades técnicas do SENAR-RS, o Manual de Procedimentos Operacionais para Programação e Prestação de Contas da Entidade Concentradora, o Manual de Procedimentos do Prestador de Serviços (instrutor), o Manual de Procedimentos Operacionais dos Supervisores e o Manual do Processo Seletivo Permanente (utilizado para o credenciamento de prestadores de serviços). Visando melhor gerenciar os processos, são utilizados ainda sistemas de controle e acompanhamento do desempenho dos parceiros e instrutores, tais como:
a) Controle de procedimentos incorretos de programação (acompanhamento da qualidade do preenchimento e dos prazos de envio das propostas de eventos);
b) Controle de procedimentos incorretos na prestação de contas: nos controles de frequência, nos relatórios de conclusão do evento, idade mínima dos participantes, número mínimo e máximo de alunos nos eventos, avaliação do evento pelo prestador de serviços;
c) Controle e acompanhamento de pendências de documentação de eventos (acompanha os prazos de envio, de acordo com o Manual de Procedimentos);
d) Controle de transferências e cancelamentos de eventos com as respectivas ocorrências e justificativas;
e) Relatório de Observação de Desempenho de instrutores – ROD, que é aplicado por supervisores e técnicos do SENAR-RS.
f) Instrumento de Avaliação de Reação – questionário aplicado, de forma amostral (mínimo de 3 (três) eventos/mês), pelo supervisor regional do SENAR- RS, aos participantes de eventos de FPR e PS por ele supervisionados.
g) Essas informações são acompanhadas permanentemente. Com base nelas, são realizadas ações corretivas e de orientação junto aos instrutores e às entidades concentradoras e seus parceiros. São realizados encontros com supervisores e técnicos do RS para avaliação de resultados e definição de planos de atuação do SENAR-RS junto aos parceiros.
O processo decisório na aprovação/reprovação de eventos considera as seguintes variáveis: a) Orçamento aprovado, de acordo com o Plano Anual de Trabalho;
b) Ocorrências verificadas nos sistemas de controles acima referidos; c) Histórico das ações realizadas em anos ou meses anteriores;
d) Informações e análises sobre mercado de trabalho referente às várias ocupações com as quais opera o SENAR-RS;
e) Projetos de desenvolvimento municipais, regionais ou estaduais;
f) Parcerias institucionais, bem como contrapartida por parte dos parceiros e participantes no custeio dos eventos;
g) A avaliação do supervisor regional sobre a mobilização e consistência da ação proposta; h) Informações contidas no Plano Anual de Trabalho (PAT).
2.2.2 Referenciais Estratégicos
O SENAR-RS desenvolve estratégias próprias de análise das propostas de eventos, com o objetivo de auferir maiores resultados em seus trabalhos e garantir o cumprimento de sua missão institucional. Dentre estas, destacam-se as seguintes:
a) Priorização do atendimento às áreas ocupacionais que tenham relevância econômica e, por consequência, empregabilidade no meio rural, bem como daquelas que estão em desenvolvimento através de projetos sustentáveis;
possibilitando discutir e elaborar em conjunto a programação em nível municipal ou regional;
c) O processo de supervisão, que orienta apoia e avalia as ações e atividades do SENAR-RS, desenvolvidas através dos prestadores de serviço e das entidades concentradoras parceiras;
d) A valorização da estratégia pedagógica de aprendizagem, realizando permanente revisão e adaptação do material instrucional à realidade do mercado de trabalho no meio rural; e) A orientação às entidades de classe parceiras e contribuintes quantos aos aspectos
formais e administrativos referentes à arrecadação de recursos para o SENAR-RS; f) A formalização de parcerias estratégicas com entidades, instituições e empresas que, de
alguma forma, possam realizar um trabalho conjunto para o desenvolvimento da Formação Profissional e a Promoção Social na área rural.
2.3 Desempenho Orçamentário
A análise crítica do desempenho orçamentário e informações sobre a programação e execução do orçamento da unidade. Serão demonstradas a relação entre a previsão e a execução das principais rubricas do orçamento do exercício, assim como as conexões do orçamento da UPC com os objetivos dos programas de forma sucinta.
2.3.1 Execução física e financeira das ações da Lei Orçamentária Anual de responsabilidade da unidade
Quadro 4 - Execução Física e Financeira das Ações
Fonte: Reformulação Orçamentaria 2016/Departamento de Controladoria
A análise física e financeira das ações está detalhada no capitulo “2.4 - Desempenho
Operacional” que para o cumprimento de sua missão o SENAR-RS se utiliza de 6 Programas
vinculados a sua estrutura orçamentária.
2.3.2 Fatores Intervenientes no Desempenho Orçamentário
Neste exercício não ocorrerão dificuldades na execução do orçamento como podemos observar no quadro da “Execução Física e Financeira das Ações” e demais itens deste capitulo.
Prev. Real.
122 - ADMINISTRAÇÃO GERAL 33 32 7.387.790 6.242.870 85
0750 - Apoio Administrativo 33 32 7.387.790 6.242.870 85
8701 - Manutenção de Serviços Administrativos 1 1 2.995.759 2.389.355 80 8777 - Pagamento de Pessoal e Encargos Sociais 31 30 3.601.049 3.129.602 87 8711 - Gestão Administrativa 1 1 790.982 723.913 92
128 - FORMAÇÃO DE RECURSOS HUMANOS 50 114 172.132 110.184 64
0801 - Formação de Gerentes e Empegados 50 114 172.132 110.184 64
8718 - Capacitação de Recursos Humanos 50 114 172.132 110.184 64
131 - COMUNICAÇÃO SOCIAL 70 79 2.106.945 1.447.599 69
0253 - Serviço de Comunicação de Massa 70 79 2.106.945 1.447.599 69
8719 - Divulgação de Ações Institucionais 70 79 2.106.945 1.447.599 69
301 - ATENÇÃO BÁSICA 260 212 694.979 681.889 98
0100 - Assistência ao Trabalhador 260 212 694.979 681.889 98
8703 - Assistência Médica e Odonto a Empregados 260 212 694.979 681.889 98
306 - ALIMENTAÇÃO E NUTRIÇÃO 31 30 181.771 176.045 97
0100 - Assistência ao Trabalhador 31 30 181.771 176.045 97
8705 - Auxílio Alimentação a Empregados 31 30 181.771 176.045 97
331 - PROTEÇÃO E BENEFÍCIO AO TRABALHADOR 65 56 10.673.033 8.838.367 83
0100 - Assistência ao Trabalhador 65 56 184.268 184.195 100
8706 - Auxílio Transporte aos Empregados 20 11 13.832 13.769 100 8707 - Assistência Social a Servidores 45 45 170.436 170.426 100
0108 - Melhoria da Qualidade de Vida do Trabalhador 10.488.765 8.654.172 83
8788 - Promoção Social 45.424 66.014 10.488.765 8.654.172 83
366 - EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS 3.200 3.194 3.765.997 3.541.912 94
0108 - Melhoria da Qualidade de Vida do Trabalhador 3.200 3.194 3.765.997 3.541.912 94
8772 - Curso de Alfabetização 3.200 3.194 3.765.997 3.541.912 94
333 - EMPREGABILIDADE 94.803 102.639 44.662.520 41.503.419 93
0108 - Qualificação Profissional do Trabalhador 94.803 102.639 44.662.520 41.503.419 93
8729 - Qualificação Profissional na Área de Agropecuária e Agroindústria 94.803 102.639 44.662.520 41.503.419 93
TOTAL 69.645.167 62.542.285 90
Meta Física
SUBFUNÇÃO/PROGRAMA/AÇÃO Orçado (R$) Realizado (R$) %
Onde verifica-se que tanto as metas físicas como os recursos financeiros foram atingidas em sua plenitude em sua maioria.
2.3.3 Execução Descentralizada com Transferências de Recursos
Quadro 5 – Resumo dos instrumentos celebrados e dos montantes transferidos nos últimos três exercícios FAZER QUADRO
Adaptado pela UPC
Modalidade
Quantidade de instrumentos celebrados
Montantes repassados no exercício (Em R$ 1,00)
2016 2015 2014 2016 2015 2014
Convênio 2 2 2 2.858.400,00 2.522.508,56 1.519.693,20
Termo de Cooperação. 2 2 5 3.364.915,94 2.818.616,00 2.651.129,02 Totais 4 4 7 6.223.315,94 5.341.124,56 4.170.822,22
Fonte: Instrumentos Jurídicos Assinados
Quadro 6 – Resumo da prestação de contas sobre transferências concedidas pela UPC na modalidade de convênio, termo de cooperação e de contratos de repasse
Adaptado a UPC
Fonte: Departamento de Controladoria
Para fins dos quadros sobre a prestação e análise de contas prestadas, leva-se em consideração apenas as prestações de contas finais. Não há prestação de contas em atraso.
Convênios Termos de Cooperação
Quantidade 1 2 Montante Repassado 2.265.623,28 2.818.616,00 Quantidade - -Montante Repassado - -Quantidade - -Montante Repassado - -Exercício do relatório de gestão
Contas Prestadas Contas NÃO Prestadas
Exercícios anteriores Contas NÃO Prestadas
Instrumentos
(Quantidade e Montante Repassado) Exercício da Prestação das Contas Quantitativos e montante repassados
Quadro 7 – Situação da análise das contas prestadas no exercício de referência do relatório de gestão
Contas apresentadas ao repassador no exercício de referência do relatório de gestão
Instrumentos Convênios Termos de Cooperação Contas analisadas* Quantidade aprovada 1 2 Quantidade reprovada 0 0 Quantidade de TCE instauradas 0 0 Montante repassado (R$) 2.265.623,28 2.818.616,00 Contas NÃO analisadas**
Quantidade 0 0
Montante repassado (R$) 0 0
Fonte: Departamento de Controladoria
* Informa as prestações de contas finais apresentadas em 2016 e analisadas até o final do exercício.
** Não há prestações de contas finais apresentadas em 2016 não analisadas até o final do exercício.
Análise Crítica sobre a Situação da Gestão das Transferências Vigentes no Exercício
A gestão das transferências de recursos financeiros apresenta rotinas que já estão devidamente incorporadas nos instrumentos contratuais e absorvidas pelas entidades que captam recursos do SENAR-RS para a realização de ações de objetivos comuns.
Estas rotinas incluem todas as etapas da realização de uma cooperação, desde a elaboração do Plano de Trabalho contendo a descrição completa dos objetivos, recursos a serem utilizados, cronogramas de desembolso, fiscalização e prestação de contas.
A Instrução Normativa 16/2010 “Critérios para Análise de Prestação de Contas” que tem o objetivo padronizar os procedimentos para a realização da análise das Prestações de Contas e visa atribuir as reponsabilidades pela correta aplicação dos procedimentos descritos as áreas envolvidas na análise dos processos de prestação de contas.
O acompanhamento físico, realizado pelo pessoal de campo, continua a ser de vital importância para o aperfeiçoamento das análises das prestações de contas.
No exercício de 2016 todos as transferências e as prestações de contas ocorreram dentro da normalidade sem ocorrências significativas.
2.3.4 Informações Sobre a Realização das Receitas Acompanhamento do Orçamento anual – Receitas
A proposta orçamentária reformulada para 2016 projetou uma arrecadação de R$ 60.198.428, receitas totais na ordem de R$ 69.645.167 e despesas no mesmo montante.
A realização das receitas totais no exercício atingiu 97% das expectativas e projeções atualizadas pela reformulação orçamentária, desta forma a receita total de 2016 foi de R$
67.536.373.
A arrecadação de 2016 foi de R$ 57.435.277, ou seja, 95,4% do valor previsto na proposta orçamentária reformulada.
As receitas decorrentes de rendimentos de aplicação financeira foram realizadas em 7,5% superior da projeção, atingindo o montante de R$ 8.846.418.
As demais receitas correntes somaram R$ 1.254.678 e são principalmente relativas à Realização de Subvenções (R$ 605.187) para Programas Especiais (Agrinho e JPC), Termos de Cooperação realizados com empresa Bayer e Juros Ativos (R$ 568.203) decorrentes da compensação dos créditos junto a Previdência Social1.
Quadro 8 – Realização Orçamentária (Receitas)
Tipo Previsto Realizado Δ%
Arrecadação 60.198.428 57.435.277 95,4%
Rendimentos de Aplicação 8.228.160 8.846.418 107,5%
Outras Receitas 1.218.579 1.254.678 103,0%
Total 69.645.167 67.536.373 97%
Fonte: Divisão de Administração e Finanças – Controladoria
A execução da receita também está detalhada no capitulo “Desempenho Financeiro do Exercício” deste relatório de gestão.
1Os contratantes de serviços prestados por cooperativas de trabalho não mais estão obrigados ao recolhimento do
2.3.5 Informações Sobre a Realização das Despesas a) Execução das Despesas por Modalidade de Licitação
Quadro 9 - Despesas por Modalidade de Contratação Adaptado à especificidade da UPC
(Valores em R$ 1)
Fonte: Divisão de Administração e Finanças - Departamento de Controladoria (*) Despesa: Despesas Realizadas conforme Balancete Contábil dos exercícios; (**). Outras despesas não enquadráveis nas modalidades de contratação informadas.
2015 2016 2015 2016 Licitação R$ - R$ - R$ 1.951.773 R$ 1.935.357 Convite R$ 728.157 R$ 706.270 Tomada de Preços R$ - R$ - Concorrência R$ - R$ - Pregão R$ 1.223.616 R$ 1.229.087 Concurso R$ - R$ - Consulta R$ - R$ - Contratações Diretas R$ - R$ - R$ 37.236.079 R$ 41.863.674 Dispensa - (Art. 9º, inciso I do RLC)
compra direta R$ 6.131.902 R$ 4.925.642
Dispensa - (Art. 9º, Inciso III, do RLC) R$ - R$ -
Dispensa - (Art. 9º, Inciso V, do RLC) R$ - R$ -
Dispensa - (Art. 9º, Inciso VI, do RLC) R$ 1.516.211 R$ 1.561.681
Dispensa - (Art. 9º, Inciso VIII, do RLC) R$ 679.575 R$ 736.361
Dispensa - (Art. 9º, Inciso IX, do RLC) R$ 12.046.104 R$ 15.805.785
Dispensa - (Art. 9º, Inciso XI, do RLC) R$ - R$ -
Dispensa - (Art. 9º, Inciso XII, do RLC) R$ 16.862.287 R$ 18.834.205
Inexigibilidade R$ - R$ - R$ 3.231.140 R$ 4.239.303
Inexigibilidade (RLC, art 10, caput) e
Inexigibilidade (RLC, art 10, I) R$ 2.908.542 R$ 3.875.232 Inexigibilidade (RLC, art. 10, II) R$ 302.881 R$ 364.071
Inexigibilidade (RLC, art. 10, III) R$ 19.716 R$ -
Regime de Execução Especial R$ - R$ - R$ - R$ - Suprimento de Fundos Pagamento de Pessoal R$ - R$ - R$ 11.600.837 R$ 13.034.018 Pagamento em Folha R$ 11.563.085 R$ 12.981.053 Diárias R$ 37.752 R$ 52.965 Outros (**) Não se Aplica Não se Aplica R$ 2.182.186 R$ 2.098.132 Modalidade de Contratação Despesa Liquidada Despesa (*) Não se Aplica Não se Aplica Não se Aplica Não se Aplica Não se Aplica Não se Aplica Não se Aplica
b) Execução das Despesas Correntes por Natureza e Elemento
Quadro 10 – Despesas Correntes por Grupo de Despesa Adaptado à especificidade da UPC
(Valores em R$ 1)
Fonte: Divisão de Administração e Finanças/Controladoria
Despesas Correntes Realizadas conforme Balancete Contábil dos exercícios;
c) Execução das Despesas de Capital por Natureza e Elemento
Quadro 11 - Despesas de Capital por Grupo de Despesa Adaptado à especificidade da UPC
(Valores em R$ 1) Grupos de Despesa (natureza e
elemento) Valores Pagos 2015 2016 4 – Investimentos R$ 1.244.450 R$ 202.753 1º Bens Móveis R$ 1.244.450 R$ 202.753 2º Bens Imóveis R$ 0 R$ 0 Demais elementos do grupo R$ 0 R$ 0 5 - Inversões Financeiras R$ 0 R$ 0 6 - Outras Despesas de Capital R$ 0 R$ 0
Fonte: Divisão de Administração e Finanças /Controladoria
Investimentos realizados conforme Balancete Contábil dos exercícios
2015 2016
1 - Despesas com Pessoal R$ 12.199.580 R$ 13.389.297 1º Salários e Vantagens Fixas R$ 7.497.478 R$ 8.410.729 2º Outras Vantagens Variáveis R$ 675.417 R$ 643.255 3º Encargos Sociais Diretos R$ 2.816.299 R$ 2.888.455 Demais elementos do grupo R$ 1.210.386 R$ 1.446.857 2- Outras Despesas Correntes R$ 43.284.573 R$ 48.919.575 1º Material de Cosumo R$ 1.047.489 R$ 1.217.091 2º Serviços de Terceiros Pessoa Jurídica R$ 14.652.370 R$ 14.728.862 3º Despesas com Eventos FPR e PS R$ 21.948.632 R$ 24.461.723 4º Termos de Cooperação/Convênios R$ 4.200.466 R$ 6.749.349 Demais elementos do grupo R$ 1.435.616 R$ 1.762.550
d) Acompanhamento do Orçamento Anual - Despesas
Quadro 11a – Realização Orçamentária (Despesas)
DESPESA Previsto Realizado Δ%
Pessoal e Encargos Sociais 13.781.676 12.280.569 89,1%
Outras Despesas Correntes 54.494.421 50.058.963 91,8%
Investimentos 1.369.070 202.753 14,8%
TOTAL 69.645.167 62.511.625 89,8%
Fonte: Divisão de Administração e Finanças – Controladoria Analise critica
A execução da despesa também está detalhada no capitulo “Desempenho Financeiro do
Exercício” deste relatório de gestão.
Com relação às despesas orçamentárias, o valor realizado neste exercício atingiu o percentual de 89,8% do total previsto no orçamento de 2016.
Nestas despesas, destacam-se os custos com atividade fim do SENAR-RS, quais sejam a Qualificação Profissional do Trabalhador com R$ 41.503.419,10 e Melhoria da Qualidade de Vida do Trabalhador com R$ 8.654.172 que correspondem a 93% e 83% respectivamente, do total das despesas orçamentárias previstas para neste ano de 2016.
Importante salientar que estas despesas estão devidamente ajustadas a determinação regimental (mínimo de 80% na atividade fim e máximo de 20% no custeio da atividade meio) quanto à distribuição da aplicação da arrecadação nas atividades da Área Meio (11,6%) e Área
2.4 Desempenho Operacional
No cumprimento de sua missão o SENAR-RS se utiliza de 6 (seis) Programas vinculados a sua estrutura orçamentária quais sejam:
0101- Qualificação Profissional do Trabalhador; 0108 - Melhoria da Qualidade de Vida do Trabalhador; 0801 - Formação de Gerentes e Servidores;
0750 - Apoio Administrativo;
0253 - Serviços de Comunicação de Massa; 0100 - Assistência ao Trabalhador.
A seguir apresentamos o desempenho operacional do SENAR-RS é medido através da realização dos eventos de Formação Profissional Rural (FPR); Promoção Social (PS); Desenvolvimento de Recursos Humanos (DRH) e Programas Especiais (PE), em comparação com os eventos previstos para o exercício.
2.4.1 Programa 0101 - Qualificação Profissional do Trabalhador (Ação 8729) a) Identificação do Programa
Quadro 12 – Identificação do Programa 0101 (Adaptado a UPC)
Tipo de programa Finalístico
Objetivo geral
Realizar programas de formação profissional rural (FPR) em diversas ocupações relacionadas ao mercado de trabalho da agropecuária e da agroindústria das regiões do Estado do Rio Grande do Sul.
Objetivos específicos
Promover cursos, seminários e treinamentos de formação profissional rural aos produtores, trabalhadores rurais e suas famílias no território do Estado do RS.
Gerente do programa Não se aplica Responsável pelo
programa no âmbito da UPC
Divisão Técnica do SENAR-RS Indicadores ou
parâmetros utilizados para avaliação do
programa
Número de eventos realizados; Número de participantes dos eventos; Carga horária total dos eventos. Público-alvo
(beneficiários)
Produtores rurais, trabalhadores rurais, jovens aprendizes e dirigentes de entidades sindicais.
Ações Vinculadas Ação 8729 – Qualificação Profissional na Área da Agropecuária e Agroindústria
b) Informações Orçamentárias e Financeiras do Programa
Tabela 1 - Execução Orçamentária do Programa
Metas Previsão Execução Execução/Previsão Financeira R$ 44.662.520 R$ 41.503.419 93%
Física 94.803 102.639 108,3%
c) Resultados Alcançados pelo Programa
Os resultados do Programa 0101, Qualificação Profissional do Trabalhador estão identificados na Tabela 2, a seguir e incluem as ações de qualificação denominadas, treinamentos, seminários e cursos:
Tabela 2 - Comparativo Geral - Qualificação Profissional do Trabalhador
Exercício 2016 Turmas Participantes Carga Horária
Previsto no PAT 5.828 87.654 138.436
Realizado 5.867 95.643 137.674
Percentual Realizado 100,67% 109,11% 99,45%
Fonte: Divisão Técnica – GAS
A meta física dos eventos de Formação Profissional Rural no PAT 2016 foi alcançada e superada em 0,67% do previsto, compostos por treinamentos, oficinas, cursos, seminários e palestras. Com relação aos participantes foi alcançada e superada em 9,11%, significando 7.989 participantes a mais que o previsto.
No exercício de 2016 foram realizados 5.867 eventos de Formação Profissional Rural pelo SENAR-RS, onde foram capacitadas 95.643 pessoas, com uma carga horária de 137.674 horas/aula. Destes, 88,8% são Treinamentos, foram realizados 5.208 treinamentos, com 59.560 produtores e trabalhadores rurais atendidos. As oficinas representam 8,0% das ações, foram realizadas 468 oficinas em exposições e feiras, envolvendo 29.309 produtores e trabalhadores rurais.
Foram realizados ainda 113 Seminários e PPC’s, que representam 1,9% do total de eventos de FPR, com atendimento a 3.890 produtores e trabalhadores rurais. Além de 62 palestras, onde participaram 2.598 produtores. As palestras representam 1,1% dos eventos de FPR realizados. Entre os seminários e palestras destacam-se temas como bovinocultura de corte, bovinocultura de leite, administração rural, cadastro ambiental rural, entre outros. Cabe destacar que, para melhor análise comparativa com o realizado no ano de 2015, optou-se por consolidar estes tipos de programação.
Também foram realizados 16 Cursos de Aprendizagem Rural, que contaram com a participação de 286 produtores e trabalhadores rurais, representando 0,3 % do total de eventos de FPR. A tabela abaixo apresenta o comparativo entre o realizado em 2016 com ano anterior.
Tabela 3 – Comparativo das Ações de FPR.
Período Eventos Participantes Carga Horária Média de Participantes
Exercício 2015 5.907 98.420 129.106 17
Exercício 2016 5.867 95.643 137.674 16
Variação -0,7% -2,8% 6,6% -5,9
Fonte: Divisão Técnica – GAS.
Quando comparado com 2015, a quantidade de eventos realizados em 2016 apresentou redução de 40 eventos, uma variação negativa de 0,7%.