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ACTA DA SESSÃO ORDINÁRIA DA ASSEMBLEIA MUNICIPAL REALIZADA A DEZASSETE DE JUNHO DE DOIS MIL E DEZ---
ANTES DA ORDEM DE TRABALHOS
--- Pela bancada do PPD/PSD foi apresentada a seguinte proposta de recomendação: “Considerando que o princípio da independência dos órgãos de comunicação social em relação ao poder político e económico é um dos pilares do sistema democrático, consagrado no artigo 38.º da Constituição da República Portuguesa; ---
PROPOSTA DE RECOMENDAÇÃO AO EXECUTIVO PARA APROVAÇÃO DO REGULAMENTO PARA AQUISIÇÃO DE PUBLICIDADE EM ÓRGÃOS DE COMUNICAÇÃO SOCIAL
--- Considerando que o relacionamento das instituições públicas com os órgãos de comunicação social deve ser pautado por critérios de transparência, rigor e isenção, de forma a assegurar a possibilidade de expressão e confronto das diversas correntes de opinião, desta maneira acrescentando à riqueza do debate democrático; --- --- Considerando que a crescente importância dos “média”, bem como o volume de investimento em comunicação por parte das entidades públicas, tornam importante que a atribuição de publicidade institucional seja transparente e possa ser sujeita ao útil e necessário controlo e fiscalização democráticas; Considerando que na nossa sociedade democrática contemporânea, assume especial importância um novo modelo de relacionamento com os cidadãos, fundado já não apenas no escrutínio periódico dos representantes perante os representados, mas também na prestação constante de elementos que permitam ao comum dos cidadãos um acompanhamento adequado da gestão da coisa pública;--- --- Considerando que, de resto, reside aqui o gérmen de uma nova legitimidade democrática, cuja essência, não se esgotando nos tradicionais actos eleitorais, se expande para os vários sectores da sociedade civil, contribuindo para a boa governação e avançando no aprofundamento da democracia participativa, tal como resulta do disposto no artigo 2.º da Constituição da República Portuguesa; --- --- Considerando que a actual natureza heterogénea do Estado, caracterizado pela emergência de novas entidades com regimes jurídicos diversos, que, não obstante a respectiva forma jurídica, na substância gerem e aplicam recursos públicos, justifica um novo e crescente impulso legislativo, orientado para a tutela dos direitos fundamentais dos cidadãos enquanto contribuintes da coisa pública e na qualidade de destinatários da informação que flui intensamente e que, no contexto de uma sociedade verdadeiramente democrática, lhes diz sempre respeito; --- --- Considerando que na configuração institucional estabelecida entre o poder público, independentemente da sua forma jurídica, e os vários meios de comunicação social, compete ao poder político a criação de instrumentos que possibilitem aquilatar da legalidade, economia, eficiência e eficácia da gestão, bem como da fiabilidade dos sistemas de controlo interno, que respeitem directa ou indirectamente à despesa pública neste domínio; ---
entidades públicas assuma um peso extremamente relevante para a sua sustentabilidade económica, o que mais acentua a necessidade de isenção e clareza nessa relação; --- --- Considerando que neste momento se debatem na nossa sociedade diversos problemas envolvendo o relacionamento entre a comunicação social e os poderes públicos, sendo, assim, importante reforçar a transparência das regras que regem esse relacionamento no Município de Matosinhos, desta forma também acrescentando credibilidade às próprias instituições; --- --- Considerando que a Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores tomou idêntica decisão pelo Decreto Legislativo Regional nº 20/2010/A, de 31 de Maio; --- --- Propõe que a Assembleia Municipal de Matosinhos recomende à Câmara Municipal de Matosinhos que, nos termos da alínea a), do nº 2, do artº 53º, da Lei nº 169/99, de 18 de Setembro, proponha a esta Assembleia Municipal, para aprovação, o seguinte REGULAMENTO: --- --- Artigo 1.º --- --- Objecto --- --- O presente diploma estabelece as regras e princípios gerais aplicáveis à aquisição de espaços informativos e de publicidade em órgãos de comunicação social pelos serviços do Município de Matosinhos, bem como pelas empresas Municipais. --- --- Artigo 2.º --- --- Publicidade institucional --- --- Para efeitos do presente diploma, consideram–se como publicidade institucional as comunicações e anúncios realizados directamente pelas entidades referidas no artigo anterior em órgãos de comunicação social escrita, de radiodifusão e de radiotelevisão, financiados integralmente por recursos públicos e destinados a publicitar uma política, medida ou actividade por elas desenvolvidas. --- --- Artigo 3.º --- --- Princípios gerais --- --- 1 — Sem prejuízo das respectivas estratégias de comunicação, a aquisição de publicidade institucional em órgãos de comunicação social pelas entidades referidas no artigo 1.º deve obedecer a princípios de equidade, isenção, eficácia e adequação dos meios à finalidade de interesse público da mensagem. --- --- 2 — A publicidade institucional adquirida nas circunstâncias referidas no número anterior deve obedecer a uma equilibrada distribuição pelos diversos suportes e espaços existentes.--- --- Artigo 4.º --- --- Relatório anual ---
Assembleia Municipal de Matosinhos Sessão ordinária de 17 de Junho de 2010
--- A Câmara Municipal de Matosinhos envia, anualmente, à Assembleia Municipal de Matosinhos um relatório sobre a aplicação do presente diploma no ano anterior. --- --- Artigo 5.º --- --- Dever de colaboração --- --- Para efeitos da elaboração do relatório referido no artigo anterior, as empresas Municipais mencionadas no artigo 1.º, bem como os órgãos de comunicação social, através das respectivas entidades proprietárias, estão obrigados ao dever de colaboração, fornecendo todas as informações, documentos e demais dados que lhes sejam solicitados. --- --- Artigo 6.º --- --- Regulamentação --- --- A regulamentação necessária à correcta execução das normas contidas no presente diploma será aprovada pela Câmara Municipal de Matosinhos no prazo de 60 dias.” --- DELIBERAÇÃO: A Assembleia Municipal deliberou, por maioria, rejeitar a presente proposta de recomendação. ---
VOTO DE PROTESTO E PROPOSTA DE CRIAÇÃO DE UM GRUPO DE TRABALHO /A IMPLICAÇÃO DAS SCUTS
--- Pela bancada do Grupo de Cidadãos Eleitores Narciso Miranda Matosinhos Sempre foi apresentada a seguinte proposta: “Finalmente, não obstante a fortíssima contestação, depois de hesitações, avanços e recuos, o governo concretizou a criação de portagens nas SCUTS da região norte. --- --- É hoje consensual, e os dados Eurostat confirmam de forma incontornável, a região do país que na última década mais se afastou dos níveis médios Europeus foi a região Norte que o Governo do PS escolheu para instalar portagens em algumas estradas. Todos sabemos as consequências desta decisão nas economias regionais, metropolitana e de Matosinhos, e ainda o agravamento que vai provocar na situação já debilitada no tecido empresarial e social, designadamente nas pequenas e médias empresas, no turismo e restauração. --- --- Reforçamos a posição que, ao contrário de outros, sempre defendemos: ninguém entende a estratégia seguida pelo governo. Ninguém percebe onde foram descobrir dados da situação económica e social que não corresponde, de facto, à realidade existente. --- --- A área Metropolitana do Porto é fortemente penalizada, mas é em Matosinhos que mais se vão sentir os efeitos desta injustificada, incompreensível e manifestamente injusta decisão. --- --- Sempre nos foi afirmado que o diálogo com o poder local sobre esta matéria funcionava de forma eficaz e que não haveria qualquer decisão sem prévio acordo com os Presidentes de Câmara de cada Concelho. Em Matosinhos foi esta a mensagem que nos foi transmitida. Sempre foi afirmado de forma categórica que, na pior das hipóteses, os cidadãos de Matosinhos não pagariam portagens nas suas deslocações na área geográfica do Concelho. --- --- Como se prova a decisão está tomada e nada disto aconteceu. Nada corresponde à verdade. --- --- Os Mamedenses vão pagar portagens, se utilizarem a A4, nas suas deslocações para Leça do Balio, Custóias, Guifões, Senhora da Hora e Matosinhos. ---
--- Faltam-nos derradeiros 14 dias para unir esforços no sentido de inviabilizar a aplicação desta injusta decisão. --- --- Ainda existem instrumentos capazes de, devidamente utilizados, travar a aplicação das portagens. Autarcas, dirigentes partidários, incluindo autarcas do partido socialista, anunciaram uma medida cautelar, para pela via judicial impedir a aplicação desta medida Governamental. --- --- Nesse sentido, lançamos o desafio de nos unirmos, nesta Assembleia Municipal, e com a participação do executivo, aproveitarmos o tempo que falta e as “ferramentas” disponíveis para atingirmos este objectivo. --- --- Independentemente de propormos que se aprove um vivo, determinado e convicto protesto a esta medida insensata, propomos também a criação de um grupo de trabalho”, com a representação de todas as candidaturas com assento nesta Assembleia, em conjunto com a Câmara, estudarmos medidas a implementar durante este mês”. --- DELIBERAÇÃO: A Assembleia Municipal deliberou, por maioria, aprovar o voto de protesto apresentado e a criação do referido grupo de trabalho. ---
MOÇÃO/A INFLUÊNCIA E AS IMPLICAÇÕES DOS PEC NOS MUNICÍPIOS
--- Pela bancada do Bloco de Esquerda foi apresentada a seguinte moção: “A economia portuguesa, como a de outros países da Europa está sujeita a um violento ataque dos especuladores financeiros internacionais. --- --- Os Governos Europeus, sejam de que orientação política for, submetendo-se à ditadura do pensamento único, têm vindo a adoptar medidas de carácter neo-liberal. --- --- Tais medidas traduzem-se na redução dos salários directos e indirectos, no corte das prestações sociais, na privatização de serviços e empresas públicas, enfim, traduzem-se em maior injustiça na economia. --- --- As restrições anunciadas, de cerca de 100 milhões de euros, nas transferências para as autarquias constituem um rude golpe nas já depauperadas finanças do Poder Local Democrático. --- --- Com estas restrições o papel que as autarquias poderiam desempenhar para minorar as dificuldades dos cidadãos estarão drasticamente reduzidas. --- --- Assim, a Assembleia Municipal de Matosinhos reunida em 17 de Junho de 2010 decide: --- --- 1 - Rejeitar as medidas tomadas pelo Governo nos PEC 1 e 2 que visam restringir as prestações sociais dos desempregados e dos sectores da população mais desfavorecidas; --- --- 2 - Rejeitar as medidas governamentais que prejudicam as finanças Locais.---
Assembleia Municipal de Matosinhos Sessão ordinária de 17 de Junho de 2010
--- 3 - Exortar os diferentes responsáveis políticos a adoptarem medidas de política económica e fiscal que promovam o emprego, favoreçam o crescimento da economia e promovam uma distribuição mais equitativa do rendimento como forma de se alcançar maior justiça social.” --- DELIBERAÇÃO: A Assembleia Municipal deliberou: 1 - por maioria, rejeitar os pontos números 1 e 2 da presente moção, com aos votos contra do PS, as abstenções do Grupo de Cidadãos Eleitores Narciso Miranda Matosinhos Sempre e do PPD/PSD e os votos a favor do CDS-PP, da CDU e do BE; 2 - por unanimidade, o número 3 da presente moção. ---
ORDEM DE TRABALHOS
1.
APRECIAÇÃO E VOTAÇÃO DA PROPOSTA DE ISENÇÃO DE PAGAMENTO DE TAXAS
MUNICIPAIS
DE PUBLICIDADE DOS ESTABELECIMENTOS COMERCIAIS
LOCALIZADOS EM RUAS INTERVENCIONADAS PELA CÂMARA MUNICIPAL OU PELA
INDÁQUA, POR MAIS DE TRÊS MESES
DELIBERAÇÃO: A Assembleia Municipal deliberou, por unanimidade, aprovar a proposta de isenção de pagamento de taxas Municipais de publicidade dos estabelecimentos comerciais localizados em Ruas intervencionadas pela Câmara Municipal ou pela Indaqua, por mais de três meses, nos termos da alínea e) do nº 2 do art. 53º da Lei n.º 169/99, de 18 de Setembro, na redacção que lhe foi dada pela Lei nº 5-A/2002 de 11 de Janeiro. ---
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2.
DELIBERAÇÃO: A Assembleia Municipal deliberou, por maioria, aprovar a proposta de ocupação de domínio público marítimo de apoio de praia - praia de Matosinhos, nos termos da alínea e) do nº 2 e da alínea b) do nº4 do art. 53º da Lei n.º 169/99, de 18 de Setembro, na redacção que lhe foi dada pela Lei nº 5-A/2002 de 11 de Janeiro.---
APRECIAÇÃO E VOTAÇÃO DA PROPOSTA DE OCUPAÇÃO DE DOMÍNIO PÚBLICO
MARÍTIMO DE APOIO DE PRAIA - PRAIA DE MATOSINHOS
3.
DELIBERAÇÃO: A Assembleia Municipal deliberou, por maioria, aprovar o projecto apresentado da 6ª alteração às GOP´s para 2010 relativamente a acções com encargos em mais de um ano económico, nos termos dos nºs 1, 2 e 6 do art.º 22º do Decreto-Lei nº 197/99, de 8 de Junho. ---
APRECIAÇÃO E VOTAÇÃO DO PROJECTO DA 6ª ALTERAÇÃO ÀS GOP´S PARA 2010
RELATIVAMENTE A ACÇÕES COM ENCARGOS EM MAIS DE UM ANO ECONÓMICO
4.
DELIBERAÇÃO: A Assembleia Municipal tomou conhecimento. ---