CORPO NACIONAL DE ESCUTAS
Escutismo Católico Português
ESCUTISMO MARÍTIMO
ETAPA TRIPULANTE
SISTEMA DE PROGRESSO DA FLOTILHA
Insígnia - Distintivo de forma redonda de fundo Azul Claro, com ferro de almirantado a dourado, ao centro. A toda a volta do distintivo um cabo castanho.
Etapa de Tripulante
1- Nomenclatura
O - Enunciar correctamente a nomenclatura, aparelho e palamenta de uma embarcação tipo Scout / DOT.
F - Saber a topografia de um navio;
F - Identificar cinco tipos ou classes de embarcações; F - Saber a nomenclatura de um remo e de um leme. 2- Arte de Marinheiro
O - Participar na manutenção de uma embarcação durante o ano Escutista, conhecendo os cuidados primários a tomar.
F - Lançar uma retenida em direcção a uma embarcação ou a um cais, a uma distância mínima de cinco metros;
F - Colher um cabo à inglesa;
F - Saber os procedimentos para dobrar e enrolar uma embarcação pneumática. 3- Segurança
O - Descrever a palamenta de segurança exigida para embarcações de recreio da Classe D. F - Arremessar uma bóia circular para a água e entrar dentro dela;
F - Descrever o material existente num posto de praia de socorros a náufragos, explicar a sua utilização e como ajudar a puxar um náufrago para terra;
F - Descrever algumas noções de primeiros socorros a náufragos. 4- Navegação
O - Descrever as mareações, sabendo marear as velas ao bordejar e virar.
F - Conhecer as correntes e ventos predominantes na zona de navegação habitual; F - Localizar a Estrela Polar e saber a sua importância para a navegação;
F - Realizar um pequeno trajecto de kayak ou canoa, seguindo azimutes. 5- Manobra
O - Descrever os procedimentos a tomar em caso de uma embarcação à vela se voltar, praticar numa actividade.
F - Procedimentos e cuidados a tomar ao atracar a um cais tendo em conta a amplitude da maré;
F - Explicar os problemas de equilíbrio de uma embarcação e descrever as precauções a tomar para garantir a sua estabilidade;
F - Entrar e sair correctamente de um kayak numa margem. 6- Vivência da Fé
O - Saber a importância da B.A. e o seu simbolismo, praticando-a. F - Improvisar uma oração;
F - Contar os grandes acontecimentos da vida de Jesus; F - Conhecer os tempos litúrgicos mais importantes. 7- Saúde
O - Saber tratar uma pequena ferida, desde a sua limpeza até à aplicação do penso, segundo os métodos actuais e saber como tratar picadas de insectos.
F - Saltar de uma altura correspondente à sua altura, caindo em bicos de pés; F - Saber utilizar o lenço de Escuteiro como ligadura de braço ao peito; F - Fazer 1 Km em passo Escuta.
8- Vida em Campo
O - Num acampamento, montar, desmontar e dobrar correctamente a tenda da sua Tripulação, fazer uma fogueira preparando o local e posterior limpeza cozinhando nela uma refeição.
F - Saber as regras de utilização e limpeza dos utensílios de campo: canivete, machado, pá, serrão, fogão e candeeiro a gaz;
F - Conhecer os sinais de pista;
F - Conhecer a história de Kimball O’Hara e participar no jogo do Kim. 9- Associação e Sociedade
O - Descrever a vida do animal totém da Tripulação. F - Tomar parte numa campanha de angariação de fundos;
F - Descrever a composição e simbolismo da bandeira nacional e cantar a “Portuguesa”;
F - Conhecer na sua localidade a Capitania ou Delegação Marítima, Posto do ISN, Clubes Náuticos, Correio, Polícia, Bombeiros, Farmácia, Junta de Freguesia ou Câmara Municipal, Hospital / Centro de Saúde, Serviços Paroquiais.
10- Arte e Expressão
O - Conhecer as técnicas usadas para a elaboração de cartazes, jornais de exposição. F - Desenhar e pintar uma embarcação com a insígnia do Escutismo Marítimo; F - Conhecer diversos gritos de animação e agradecimento em Fogos de Conselho; F - Pintar ou envernizar uma peça da palamenta de uma embarcação.
Caro Moço
Estas são as provas que tens de realizar para alcançares a Etapa de Progresso - Tripulante, para poderes usar a respectiva insígnia.
Este caderno, apenas te apresenta as provas obrigatórias, as provas facultativas que vais escolher para as fazeres, terás de consultar os diversos manuais que existe no teu Agrupamento, com a ajuda do teu Chefe.
Desejamos-te desde já um grande êxito para o teu trabalho. Boa Pesca.
ETAPA TRIPULANTE
1ª PROVA Nomenclatura
O - Enunciar correctamente a nomenclatura, aparelho e palamenta de uma embarcação tipo Scout /
DOT.
Nomenclatura
Ao conjunto de todas as peças fixas da embarcação, dá-se o nome de nomenclatura de uma embarcação.
A embarcação Scout / DOT tem a seguinte nomenclatura:
Casco
Verdugo - Régua boleada em volta da embarcação, para evitar roçaduras no casco durante as atracações.
Bancadas - Tábuas dispostas transversalmente para assento dos tripulantes. Bancada à popa - Assento de popa ou banquinho do patrão.
Bancada de proa - Tamborete.
Bancadas laterais - Sobrebanquinhos.
Boeiras - São furos no fundo da embarcação ou painel de popa e servem para esgotamento de água. São tapados com bujões os quais têm um fiel para não se perderem.
Quilha - É uma viga longitudinal que corre de proa à popa e sobre qual assenta toda a construção, sendo a primeira peça que se assenta no estaleiro.
Roda de Proa - É o seguimento curvo da quilha à proa, peça que corta o mar e que consta de três partes: Pé da Roda, Emenda e Capelo.
Cadaste - Peça que fica no seguimento da quilha à popa, com ligeira inclinação, onde termina o esqueleto da embarcação.
Painel de Popa - Painel exterior formado pelo revestimento da ossada da popa. Costado - É a parte lateral externa do casco.
Costado liso - Todo o casco é liso.
Proa - É a extremidade anterior da embarcação e destina-se a cortar a água oferecendo-lhe a menor resistência.
Popa - A extremidade posterior e destina-se a facilitar a saída de água cortada pela proa. Borda - É a união do convés com o costado.
Convés - Parte superior (pavimento), acima do costado que vai de uma à outra borda. Poço - É uma abertura no convés para os tripulantes.
Enora - Abertura feita no convés para dar passagem ao mastro. Carlinga - Cavidade na sobrequilha onde assenta o mastro.
Mastreação
Mastreação é o conjunto de mastros de uma embarcação.
Mastro - É uma peça comprida, de madeira ou metal que serve para envergar as velas da embarcação.
Retranca - Verga que encaixa no mastro, em baixo, acima do convés e enverga a esteira da vela.
Velame
Velame é o conjunto de velas.
É constituído pela vela Grande e Estaí.
Na sua maioria as embarcações miúdas podem armarem à vela, usando, neste caso, só e sempre velas latinas, isto é, velas montadas no sentido proa-popa.
Quanto à sua forma as velas latinas podem ser triangulares ou quadrangulares (no caso dos Optimist).
Nas velas latinas quadrangulares os lados da vela são: Gurutil - Enverga na carangueja.
Valuma - O lado livre para a ré. Esteira - Enverga na retranca. Testa - Enverga no mastro.
Os punhos , ou seja, os cantos da vela chamam-se: Punho da Escota - Sentido Valuma - Esteira. Punho da Amura - Sentido Esteira - Testa. Punho da Boca - Sentido Teste - Gurutil. Punho da Pena - Sentido Gurutil - Valuma.
Nas velas triangulares desaparece a carangueja pelo que a valuma une directamente ao mastro. Ao lado armado no mastro dá-se o nome de gurutil e o punho formado pelo gurutil e valuma chama-se punho da pena. Quer isto dizer que nas velas triangulares não há testa nem punho da boca.
Massame
O massame é o conjunto de todos os cabos que se utilizam no aparelho da embarcação. Entre todos, podemos destacar como principais os seguintes:
Escotas - Cabos fixos a um dos punhos da vela e que servem para aguentar a vela a um bordo ou a outro conforme interessa a manobra.
Brandais - São cabos que aguentam o mastro no sentido proa-popa.
Adriças - Cabos destinados a içar as velas, vergas, caranguejas ou patilhão.
Rizes - Pedaços de cabos metidos nas forras de rizes com um chicote para cada face da vela. Servem para rizar o pano, amarrando parte dele à retranca.
Poleame
O poleame é o conjunto de peças de madeira ou de metal destinados à passagem dos cabos. São os moitões, manilhas, esticadores outras ferragens.
Palamenta
A palamenta é constituída pela boça, um par de remos, uma bóia de salvação, um ferro de fundear, um bartedouro, defensas e um leme (patilhão fixo).
2ª PROVA
Arte de Marinheiro
O - Participar na manutenção de uma embarcação conhecendo os cuidados primários a tomar.
A utilização de uma embarcação, requer muitos cuidados desde o momento de se aparelhar, navegar até voltar a arrumar.
A montagem do aparelho deve ser cuidada, nada deve ser descurado, uma anilha mal colocada pode provocar a queda da manilha, o mastro a tombar e partir, uma vela a soltar-se ou a rasgar-se.
O casco nunca deve ser arrastado para a água, nem quando sai da água, porque lhe vai provocar vários danos, desde riscos à quebra do casco.
Durante a navegação, é necessário particular cuidado com o vento, para não se efectuar cambadelas que poderá provocar a quebra do mastro ou rasgar a vela grande.
Depois de cada utilização, o casco, aparelho e palamenta tem de ser lavado com água doce.
A embarcação tem de ser devidamente arrumada, o aparelho e palamenta têm de estar devidamente enxugados.
Os botes de apoio e as embarcações de canoagem também têm de ser lavados, bem como a sua palamenta com água doce.
Os motores fora de bordo, sempre que termina a sua utilização, devem ser colocados dentro de um tanque com água doce e trabalhar durante uns minutos para retirar toda a água salgada existente dentro dele.
3ª PROVA
Segurança
O - Descrever a palamenta de segurança exigida para embarcações de recreio da Classe D.
As embarcações da Classe D são consideradas para navegação em águas abrigadas, adequadas para navegar em zonas de fraca agitação marítima, junto à costa e em águas interiores, nelas se incluindo as motos de água e todas as embarcações de comprimento inferior a 5m.
As embarcações movidas à vela ou a motor podem navegar até 3 milhas da costa e 6 milhas de um porto de abrigo, desde que as condições de tempo o permitam.
As embarcações movidas exclusivamente a remos só podem navegar até 1 milha da costa.
As que não disponham de sinalização luminosa e não sejam conduzidas por pessoas habilitadas com, pelo menos, carta de patrão de motor ou de patrão de vela e motor, só podem navegar entre o nascer e o pôr do sol.
Os meios de segurança exigidos para este tipo de embarcações são os seguintes: - Coletes de salvação com apito por cada tripulante, reconhecidos pelo IGN; - Remos ou pagaias;
- Ferro de fundear;
- Farmácia portátil;
- Extintor de pó químico para os botes a motor.
4ª PROVA
Navegação
O - Descrever as mareações, sabendo marear as velas ao bordejar e virar. Mareações
Em linguagem náutica o termo mareação designa o ângulo em que o vento incide sobre as velas de uma embarcação; é avaliado a contar da linha da proa ou da popa e em relação a uma circunferência cujo centro passa a ser o próprio centro do casco.
Conforme a zona da embarcação por onde passa o vento assim temos os três tipos fundamentais de mareações:
Bolina - O vento sopra pelas amuras; Largo - O vento sopra pelo través; Popa - O vento sopra pelas alhetas. A Bolina divide-se em:
Bolina cerrada - Quando a mareação está entre 0º e 67,5º; Bolina folgada - Quando a mareação está entre 67,5º e 90º. A um Largo é quando a mareação está entre 90º e 157,5º.
A Popa divide-se em:
Popa aberta - Quando a mareação está entre 157,5º e 180º; Popa arrasada - Quando a embarcação recebe o vento pela popa.
Quando se puxa a escota, a vela deixa de bater, a esta manobra dá-se o nome de Caçar a escota. Quando se solta, chama-se Folgar a escota.
Navegar ao Largo ou Través
Para navegar é necessário dominar a Direcção, a Propulsão e o Equilíbrio. Coloca-se duas bóias, cujo enfiamento fica perpendicular ao vento.
Executa o exercício com o vento ao largo ou pelo través, assim chamado porque se recebe o vento por esse lado da embarcação. Diz-se Navegar ao Largo ou pelo Través.
Ronda as bóias em oito, a dificuldade que terás será na rodagem das bóias. A vela passa dum lado para o outro, tens de baixar a cabeça para que a retranca não te bata e mudares de lugar para equilibrares a embarcação.
Depois de várias passagens pelas bóias, começas a aperceber-te de quando é que te tens de baixar para a retranca passar e a ocasião favorável para mudares de lugar, saberes trocar a mão que segura a cana de leme, com a mão que segurava a escota.
Aos poucos verificas que ao mudares de direcção também tens de regular a vela para apanhares o melhor vento, ou seja, caçar quando puxas a escota e folgar quando a largas.
Quando recebes o vento mais popa a escota vai mais folgada. Quando recebes mais pela proa, a escota precisa de ir mais caçada.
A vela não deve bater. Mas tem o máximo cuidado para não se caçar demasiado.
Para obteres o máximo de velocidade, a vela precisa somente de ser caçada até deixar de bater junto à Testa.
A manobra da vela passar por cima da cabeça chama-se Cambar ou Virar em Roda. É uma manobra para virar de rumo.
Navegar à popa
Ao rondar a bóia, folgas a escota para a embarcação não perder andamento. Deixas de apanhar o vento pelo través, para o apanhar pela Alheta.
Naquele curto espaço de tempo em que rondas a bóia, navegas à popa. Se antes de cambares ou depois, mantiveres o rumo a direito, recebendo o vento pela popa ou pelas alhetas, estarias a navegar com vento pela popa.
Quando o vento sopra pelas alhetas ou pela popa, és empurrado, pelo que necessitas de maior área de pano ao vento, folgando a escota, sem que a retranca passe para a frente do mastro.
Para evitares isso, ajusta o comprimento da escota e dá o nó de oito de modo a impedir a passagem da retranca para vante do mastro.
Deves ter cuidado com a vela para não cambar sem querer, especialmente com o vento forte, a retranca pode bater-te na cabeça e provocar um acidente.
Para isso tem muita atenção ao rumo e ao vento. Quando a valuma começa a querer encher pelo lado contrário, orça um pouco ou então camba, quando o rumo que pretendes for para sotavento. Sotavento de uma embarcação é o lado onde está a vela grande. O lado contrário é o Barlavento.
Orçar, como já deves ter entendido, é alterar a direcção, aproximando a proa da linha do vento. A acção contrária, em que afasta a proa da linha do vento, chama-se Arribar.
Isto em qualquer mareação.
Navegar à bolina
Existe uma zona onde não é possível velejar.
Quando manténs a embarcação no limite da zona impossível de velejar, estás a Navegar à Bolina. Nesta mareação recebes o vento pela Amura.
É claro que não podes velejar em todas as direcções, mas podes chegar a qualquer sítio, seja qual for a direcção do vento.
Se as bóias alterarem a sua posição para o enfiamento do vento, podes sair de uma bóia e alcançar a outra. Para isso tens de navegar em zig-zag.
A mudança de rumo que efectuas quando velejas em zig-zag, chama-se Virar por Vante. Ou dando somente um bordo por davante.
O número de bordos não tem influência no andamento, mas sim a direcção, propulsão e o equilíbrio.
Para navegar à bolina tens de caçar a escota trazendo a retranca para dentro da embarcação, sem deformar a vela.
Com a vela caçada, orça até a vela começar a tremular (grivar), ligeiramente, junto ao mastro. Não se pode orçar demasiado, embora a embarcação ganhe barlavento, perde andamento. Também não se pode arribar muito, porque o que se ganha em andamento perde-se em barlavento.
Como o vento muda constantemente de direcção e de intensidade e a embarcação tem normalmente, uma certa tendência para a orça, deve-se corrigir essas variações com o leme, suavemente, para manter o rumo ideal, nem muito orçado, nem muito arribado.
Quando orça mais do que se deve ou no virar por davante não tem velocidade suficiente para encher o pano no outro bordo, a embarcação aproa ao vento (fica de capa), entrando na zona impossível de velejar.
Sai-se desta situação, aquartelando a vela e levando a cana de leme para o mesmo lado onde está a retranca, até ter vento pela amura e poder encher a vela quando caça-la. Nessa altura coloca-se a cana de leme a meio da embarcação e caça-se a vela.
5ª PROVA
Manobra
O - Procedimentos a tomar quando a embarcação à vela se volta, praticar numa actividade.
O mais frequente é a viragem de embarcações durante as actividades, com o Timoneiro desatento basta um golpe de vento.
Quando a embarcação se vira, a primeira preocupação é verificar se toda a tripulação está livre de perigo, depois, deves o mais rápidamente possível voltar a colocá-la na sua posição. Verificas se o patilhão está no devido lugar, se não estiver coloca-o, depois sobes para o casco e com os pés junto à borda e as mãos no patilhão, fazes balanço para trás para a embarcação começar a voltar-se, assim que ela se mover e o patilhão já está perto da água, colocas-te em cima dele com o teu peso a embarcação volta rápidamente à sua posição habitual, aproveitas o impulso e sobes de imediato para dentro da embarcação.
De seguida recolhes toda a palamenta que estiver a boiar, verifica todo o aparelho, para ver se há avarias e continuas a navegar.
Se não for possível, repor a embarcação na sua posição habitual, devemos procurar saber quais as razões e tentar imediatamente solucioná-las. Se não houver possibilidade de a voltar, devemos todos ficar agarrados ao casco da embarcação ou mesmo subir para cima dele, recolher toda a palamenta que esteja a boiar nas proximidades da embarcação, se alguma peça estiver mais afastada e se procurarmos recuperá-la corremos o risco de não conseguirmos voltar à embarcação. O vento, as correntes poderão impedir-nos de o conseguirmos.
É mais fácil de visualizar um casco, dentro de água do que uma cabeça. A principal regra, é a de nunca abandonarmos a embarcação.
6ª PROVA
Vivência da Fé
O - Saber a importância da B.A. e o seu simbolismo, praticando-a
“ A bondade e a gentileza são grandes virtudes”, diz um velho provérbio espanhol. E outro diz: “faz o bem, não olhes a quem”, que quer dizer: sê gentil para quem quer, seja pequeno ou grande, rico ou pobre.
A qualidade máxima do cavaleiro era ocupar-se constantemente em gentilezas, ou bons serviços aos outros. Entendia ele que, tendo todos de morrer, convém fazermos algum bem antes que chegue a nossa vez; por isso fazei-o, pois nunca se conhece a hora da partida.
Entre Escuteiros, auxiliar os outros em todas as ocasiões é um dos artigos da Promessa. Não importa que seja pequena essa boa acção, ainda que não seja senão ajudar uma velha a erguer um fardo, ou uma criança a atravessar uma rua movimentada, ou deitar uma moeda na caixa dos pobres.
Em todos os dias da nossa vida devemos fazer algum bem. Comecemos hoje a cumprir esta regra e nunca mais a esqueçamos. Lembremo-nos do nó do lenço e do nosso distintivo, que nos recordam esta obrigação. E não façamos distinção entre amigos e estranhos.
Para além da Boa Acção individual, é necessário que a Tripulação ou a Flotilha, desenvolvam um trabalho de Ajuda aos Outros, pois só somos verdadeiramente felizes quando todos os que nos rodeiam são também felizes.
Neste princípio, deverás colaborar no levantamento de necessidades dos mais desfavorecidos da tua zona ou região, para que depois possas responder efectivamente ao pretendido.
Não é necessário que arranjes ou disponibilizes grandes quantias de dinheiro.
É por vezes mais importante uma mão amiga e um bom ouvinte do que “rios de notas”.
Poderás participar numa pintura de uma casa, no arranjo de um terreno ou em tantas outras coisas.
O que interessa é que contribuas de alguma forma para que alguém possa ter mais alguns momentos de felicidade.
Deixamos aqui uma palavras do nosso fundador sobre isso:
“ Não se contentem com tentar lutar contra os maus hábitos. É preciso que sejam úteis e bons. Quando lhes digo para serem bons, entendo por isso prestar pequenos serviços uns aos outros, sejam estes conhecidos ou não. Não custa nada e o melhor meio é decidirem-se a fazer, pelo menos, uma Boa Acção em cada dia. Habituar-se-ão deste modo a prestar sempre Bons Serviços”.
B.P.
7ª PROVA
Saúde
O - Saber tratar uma pequena ferida, desde a sua limpeza até à aplicação do penso e saber como tratar
de picadas de insectos
Tratar de feridas
As feridas poderão ter as seguintes causas:
- Golpes por parte de objectos cortantes ou perfurantes; - Pancadas fortes provocando uma contusão;
- Escoriações.
Dando-se a rotura da pele na zona afectada.
Antes de começares a tratar da ferida, deves arregaçar as mangas da tua camisa até aos cotovelos para não tocares com a roupa na ferida.
Desinfectar ou lavar cuidadosamente as mãos.
No caso da ferida se localizar na mão ou membro superior, retirar rápidamente eventuais anéis ou pulseiras para que em caso de edema se evitar consequências graves.
Lavar com água e sabão, seguindo de desinfectante, a zona em redor da ferida com cuidado de não deixar entrar água com sabão para a ferida.
Passar com gaze esterilizada embebida em desinfectante do bordo da ferida para o exterior (o desinfectante nunca deverá entrar para o interior da ferida).
Cobrir com gaze esterilizada a ferida.
Ligar o penso com ligadura apropriada ou improvisada com o aperto suficiente para manter o penso fixo.
Proceder ao transporte para um hospital para melhores cuidados. O que nunca deverás fazer:
- Iniciar o tratamento sem desinfectar as mãos e instrumentos utilitários; - Aplicar desinfectantes sobre as feridas;
- Aplicar pós ou pomadas; - Fazer ligaduras compressivas; - Extrair corpos estranhos;
- Desprezar a suposta insignificância da ferida.
Tratar de picada de insectos
Os insectos, como as abelhas, vespas e vespões, ou os moluscos, como a alforreca - medusa portuguesa - provocam picadas (ou contactos) que são mais dolorosas e aflitivas que perigosas. Contudo, algumas pessoas alérgicos a estes venenos e, para além disso, as picadas múltiplas de um enxame, ou o segundo ou terceiro contactos com uma alforreca, podem ter efeitos cumulativos perigosos. As picadas na boca e na garganta podem também causar edemas que levem à asfixia.
Sintomas e sinais:
- Dor aguda e inesperada; o insecto pode ainda estar presente;
- Tumefacção em volta da área afectada, com um ponto central vermelho; - Possibilidade de choque, conforme o grau de reacção.
Devemos retirar o ferrão, se ainda se encontrar no local da picada, com uma pinça o mais junto possível da pele. Tentar reduzir a tumefacção e aliviar a dor. Se o ferrão estiver dentro da boca, acompanhar imediatamente a vitima ao hospital.
Para aliviar a dor e o edema, aplica uma compressa fria, álcool, éter ou uma solução de bicarbonato de sódio. Para picadas de moluscos, esfregue a zona afectada com uma loção de calamina.
Se a dor e o edema persistirem ou aumentarem no dia seguinte, aconselha a vitima a procurar ajuda médica, particularmente se for o segundo ou o terceiro contacto com uma alforreca.
8ª PROVA
Vida em Campo
O - Num acampamento, montar, desmontar e dobrar correctamente a tenda da tua Tripulação, fazer
uma fogueira preparando o local e posterior limpeza cozinhando nela uma refeição
Tenda
Saber montar a tenda da tua Tripulação é muito importante, se a tenda não estiver bem montada poderá cair quando estiverem a dormir, tombar com o vento, ou rasgar, rebentar as espias, etc..
Ao se escolher o local para acampar, é necessário verificar como é que ele se comporta com o tempo muito chuvoso, ou ventoso. Tem de se escolher um local seco e abrigado.
Antes de a montar deves escolher bem o local, limpar de pedras, gravetos ou outros objectos que poderão perfurar a tenda ou causar incómodo durante a noite.
Depois de escolhido o local para acampar, arma-se a tenda com a entrada voltada a sotavento. Deves fazer em volta da tenda um sulco de pouca profundidade (8 a 10 cm) para que a água da chuva não invada a tenda, mas que se escoe. Junto ao pé de cada prumo faz-se uma pequena cova do tamanho de uma chávena de chá, para onde se mudam os prumos se vier chuva. Esta medida permite afrouxar todas as espias ao mesmo tempo e compensar a contracção que se dá quando se molham.
As tendas depois de utilizadas devem ser todas abertas, para arejar devido às húmidades, elas provocam o apodrecimento dos tecidos.
O lume da cozinha faz-se a sotavento, ou do lado para onde sopra o vento, de maneira que o fumo e faúlhas não sejam levados para as tendas.
Deve-se ter o maior cuidado com o asseio na cozinha, porque deixando-se restos pelo chão, as moscas acumulam-se e fácilmente envenenem os alimentos, que podem causar doenças perigosas.
Utiliza-se duas fossas, uma húmida e outra seca. São dois buracos com cerca de meio metro de profundidade e 20 cm de largura, pelo menos. A boca da húmida cobre-se com uma camada de palha ou de erva e toda a água gordorosa se lança nela através desta. A cobertura retém a gordura e evita que torne a terra impermeável. A erva ou palha deve queimar-se todos os dias e substituir-se.
Na fossa seca deita-se tudo o mais que se não possa queimar. As latas queimam-se primeiro e depois achatam-se a martelo, antes de se deitarem na fossa seca. Queima-se tudo quanto possível, senão a fossa seca enche-se num instante. O lixo cobre-se todos os dias com uma camada de terra.
Fogueira
Em primeiro lugar procura-se a melhor lenha para acender. Ramos secos e pequenos como os do pinheiro, do eucalipto ou de qualquer outra árvore, tudo servirá, desde que estejam secos.
Nota que os ramos caídos muitas vezes estão húmidos. Limpa-os da terra húmida para poderem acender. O melhor será arranjar ramos já secos mas que ainda estejam presos à árvore.
Ordena a lenha que juntaste, da mais graúda à mais miúda. Procura juntar bastante, antes de acender o lume. Constrói então com pequenos paus uma pequena pirâmide mais ou menos da altura do teu machado, pondo a acendalha dentro. Esta pode ser de folhas caídas, urze, caruma dos pinheiros, parte de um ninho inutilizado, etc.. A palha não arde bem mas a erva seca por vezes é excelente. Não é conveniente o uso do papel. Não acendas a fogueira enquanto não tiveres tudo pronto. O segredo para acender bem uma fogueira está na escolha cuidadosa da lenha e na sua colocação.
Se o terreno está húmido será melhor acender o lume em cima duma plataforma feita de paus, em vez de o acender directamente no chão molhado. Em dias de vento poderás poupar fósforos se, para acender a fogueira, te sentares de costas para o vento e de modo a que a fogueira fique entre as tuas pernas abertas e o mais próximo possível de ti.
A propósito, não te esqueças que não deves acender fogueiras directamente sobre a terra, o fogo e o calor vão destruir o húmus (nutrientes da terra) deixando-a estéril.
Cozinhar
Não levas para o campo uma cozinheira, nem lá terás a tua Mãe. Tu mesmo terás que preparar as tuas refeições. Ninguém te exige que saibas fazer bons acepipes, mas sim que sejas capaz de preparar um prato simples: batatas com bacalhau, arroz de chouriço, batatas com carne ou qualquer outro. Aprenderás também a fazer uma sopa gostosa. Não é difícil, mas exige um pouco de prática. Deves também saber fazer café. O chá e o cacau fazem-se quase da mesma maneira.
Aparece de vez em quando pela tua cozinha e ajuda a tua Mãe a preparar as refeições. É a melhor maneira de aprenderes.
Vai depois aprendendo a assar carne, a fabricar o pão e outros processos de cozinhar com o mínimo de esforço. A arte de acampar está em procurar o máximo de comodidade com as coisas que a natureza nos oferece. E terás ocasião de ver que isto é muito importante no que se refere à cozinha em campo.
Antes de começares a cozinhar deves preparar a fogueira, os tachos, as panelas e todos os alimentos.
A fogueira, deve ser feita de um modo seguro para não provocar incêndios. Deve estar rodeada por pedras, para que o fogo as não ultrapasse e não vá provocar algum fogo. Essas pedras, devem estar afastadas quanto possível do fogo para que o calor não as quebre.
Deves colocar dois suportes para receber os tachos e panelas de modo a que não caiam e estragues a refeição.
Os tachos devem ser besuntados com uma gordura na parte exterior, para que o fogo os não queime e fiquem todos negros.
9ª PROVA
Associação e Sociedade
O - Descrever a vida do animal totem da Tripulação Os Totens
O Totem na língua dos índios norte americanos designa o “Brasão” ou as “Armas” da família que o trazia. O “Brasão” era pintado ou gravado na maioria dos objectos usados pelo proprietário.
As famílias Índias da América mandavam esculpir os seus TOTENS. Eram geralmente altos pilares ou postes de cedro admiravelmente trabalhados. O “Brasão” ficava no cimo e em geral era um animal selvagem, ave ou peixe.
Estes Índios tinham-no como talismã e acreditavam que velava por eles e os protegia.
Nomes e Símbolos das Tripulações
No Escutismo para Rapazes refere:
“Cada Tripulação de uma Flotilha tem o nome de um animal ou de uma ave e todo o Escuteiro é capaz de lançar o grito desse animal para comunicar com os seus colegas de Tripulação, especialmente de noite”.
A nenhum Escuteiro é permitido lançar o Grito de Tripulação que não seja a sua. É uma questão de lealdade.
É bom critério escolher apenas animais ou aves que se encontrem na região, daí que tu poderás ser “Tubarão”, “Golfinho”, “Gaivota”, “Lince”, “Veado”, mas nunca “Macaco”. Uma Tripulação de macacos é uma Tripulação de desordeiros. Todos gritam, todos fazem barulho e ninguém se entende. Nada de ideias, nada de disciplina. Só barulho, desordem e ...derrotas.
Cada Timoneiro traz na sua vara uma Bandeirola com a figura do animal da Tripulação, desenhado ou bordado dos dois lados.
“Cada Tripulação escolhe a sua Divisa, que geralmente se relaciona, de uma maneira ou doutra, com o animal da Tripulação.
Por exemplo, os Baleias têm como lema “O Mar é o nosso mundo e nele vamos avançar”, ou os Tubarões com o lema “Parar é morrer” e assim por diante.
A Vara do Escuteiro
“A vara do Escuteiro é um acréscimo útil ao seu equipamento. Pessoalmente achei de valor incalculável para atravessar montanhas ou terreno pedregoso e especialmente para trabalhos nocturnos na floresta ou no mato. Além disso, gravando nela vários sinais a representar os progressos feitos, a vara gradualmente transforma-se num registo bem como num companheiro apreciado, do Escuteiro”.
A vara Escutista é um bordão forte que te dá aproximadamente pelo nariz e está dividido em metros e centímetros, para medições. A vara serve para uma multiplicidade de coisas, pelo que não tardarás a descobrir que, se não levares a vara contigo estarás sempre a sentir-lhe a falta.
Se tiveres ocasião corta tu mesmo a tua vara. Mas lembra-te de primeiro pedir licença para isso. O Totem Pessoal
“Um bom Escuteiro aprende todas as boas características do Totem da sua Tripulação e procura imitá-lo. Assim um “Lince” procurará ser bom observador e não pode consentir que um “Veado” veja melhor. Uma “Raposa” será astuta, um “Leão” será forte, mas leal”.
Poderás ainda arranjar, para ti, um sobrenome que te indique uma Virtude ou Característica a atingir - o teu Totem Pessoal.
Assim, poderás ser o “Lince Pisteiro” - se te queres especializar em pistas - ou “Águia Veloz” - se queres “voar” com rapidez ou o “Lobo Milionário” se queres ser um Moço do Detalhe da Tripulação eficaz.
A escolha do Totem Pessoal deve ser feita, tendo em conta a Tripulação onde estás inserido, bem como as virtudes ou características que pretendes atingir. Deve ainda poder contribuir eficazmente para te ajudar no cumprimento da Lei, Princípios e Promessa.
O Desenho do Totem Pessoal deverá ser criado de maneira a que ele se torne para ti numa verdadeira assinatura em todas as situações Escutistas, como por exemplo:
- Actas;
- Jogos de Pista;
- Artigos para a “Flor de Lis”; - Autógrafos.
A escolha do Totem Pessoal deve ser para ti, ainda, uma afirmação colectiva de alegria pois ao ser escolhido e adoptado ao teu “Baptismo”, agora, que com a escolha do teu Totem, deste mais um passo para a tua felicidade.
Eis alguns exemplos de Totens Pessoais:
- Esquilo Activo; - Esquilo Trepador; - Castor Audaz; - Castor Branco; - Castor trepador; - Castor Inventor;
- Lobo Cinzento; - Lobo dos Mares do Sul; - Chacal da Planície; - Corvo Pequeno;
- Morcego Peludo; - Gazela Veloz; - Urso Corredor; - Pinguim Cantor; - Lince Solitário; - Cavalo Veloz; - Águia Pensativa; - Pardal Curioso; - Cuco Persistente; - Pantera Audaciosa; - Pantera Insegura; - Mocho Falante; - Falcão Indomável; - Leoa Dourada. Alguns nomes (Totens) famosos que tu conheces: Crazy Horse (Cavalo Louco);
Mad Dog (Cão Raivoso); Búfalo Bill
Sitting Bull (Touro Sentado); Pale Moon (Lua Pálida);
M’hlala Panzi (O homem que se deita para disparar).
10ª PROVA
Arte e Expressão
O - Conhecer as técnicas usadas para a elaboração de cartazes, jornais de exposição Cartaz
A utilização do cartaz como meio de informação parece remontar a épocas muito remotas. Existem antecedentes históricos comprovados que remontam a 500 A.C., e mesmo a épocas anteriores, como por exemplo os cartazes egípcios anunciando a perda de um lote de escravos.
As proclamações egípcias e romanas, os pregões medievais, os editais do século XVII publicando as leis de recrutamento militar, são formas de informação relacionadas com o cartaz.
A criação de cartaz tem de conter os elementos fundamentais: imagens sugestivas, cores vivas, formas simplificadas, legendas ordenadas e facilmente legíveis.
O cartaz é um meio de expressão.
A concepção de um cartaz está dividida em seis partes: 1ª Parte - A Forma
O cartaz mais armonioso é aquele em que o comprimento é nitidamente superior à largura, sem o ser exageradamente. Essa harmonia decorre do equilíbrio das proporções.
Já os Gregos conheciam essa proporção e utilizavam-na na sua arquitectura. 2ª Parte - A Cor
As três cores primárias são o vermelho, o amarelo e o azul. As cores opostas na rosa das cores dizem-se complementares. As harmonias formadas por duas cores complementares são contrastantes, berrantes; fazem sobressair uma imagem do fundo.
Existe também uma classificação em cores quentes e frias. As cores quentes são os amarelos, os laranjas, os vermelhos e os castanhos avermelhados.
As cores frias são os azuis, os verdes, os roxos e os violetas.
As cores frias são sempre dominantes, para uma superfície igual à das cores quentes. O equilíbrio situa-se para 2/3 de cores quentes e 1/3 de cores frias.
3ª Parte - As Letras
No máximo, devem ser empregues dois tipos de letras.
Quando se pretende destacar uma palavra ou uma frase do texto, pode-se usar o mesmo tipo de letra, mas mais “gorda”... Ou de cor diferente.
4ª Parte - O Texto
Um cartaz não deve conter muito texto, ninguém vai ficar parado a lê-lo, as manchas densas de texto não atraem. O texto é composto por um título e meia dúzia de frases bem escolhidas, tipo “SLOGAN”, de leitura rápida.
O sentido natural de leitura, é da esquerda para a direita e de cima para baixo. Há que respeitar esta regra na disposição das manchas de texto.
Outro erro a evitar é a disposição do texto em obliquas de inclinação diferentes, sob o argumento de uma pretensa estética.
A disposição dos elementos da mesma categoria numa coluna vertical cria uma impressão repetitiva que ajuda a memorizá-los.
5ª Parte - A Imagem
A imagem fica “esmagada” pelo fundo, dada a sua posição central. Mas se for deslocada para a esquerda ou direita, nos cantos superiores, a imagem tem impacto. Não esmaga nem fica esmagada pelo fundo.
6ª Parte - A Fixação
Um cartaz afixado demasiado alto torna a leitura incómoda.
A altura de afixação deve ter em conta a altura de quem vai ler o cartaz: para um lobito não exceder 1,40cm; para um adulto 1,90cm (no bodo superior).
Em resumo, podemos dizer que a regra básica para fazer um cartaz é a sobriedade. Fugindo dela, depressa se cai no mau gosto.
Os elementos a ter em conta na confecção dum cartaz são como vimos: - O Formato; - O Volume e Disposição do texto; - O Colorido; - A composição do texto;
- Os tipos de letras; - A Afixação.
Jornal
Uma das formas de comunicação e de divulgar as actividades que realizas, dar informações, temas técnicos, etc., é o jornal.
No teu canto de Tripulação, no placar, podes fazer com a tua Tripulação um jornal de parede. Utiliza papel no formato A4.
Ao formulares uma notícia deves ter em conta três pontos essenciais: Título; Corpo da Notícia e Imagens.
Título - Deve ser conciso e curto, visando dar a quem o lê, um ideia do que vai ser tratado na notícia.
Corpo da Notícia - Tem de obedecer à regra de conter os elementos principais (Quem; Quê; Onde e Quando). A redacção da notícia deverá ser simples e clara, com frases curtas, no máximo vinte a vinte cinco palavras, escolhendo-se sempre que possível as mais curtas e as de uso mais corrente.
Imagens - A notícia, deve ser envolvida com imagens de modo a dar um melhor enquadramento, conhecimento e entendimento do assunto que está abordado no texto. Podem ser desenhos, fotografias.