A NECESSIDADE DA PRÉVIA INTIMAÇÃO DO EXEQUENTE
ACERCA DO PARCELAMENTO COMPULSÓRIO NA
EXECUÇÃO CIVIL
Letícia Hilgemberg1 Geovana da Conceição2
SUMÁRIO
Introdução. 1 Introdução da moratória legal no código de processo civil: considerações gerais; 2.1 Requisitos para a concessão do parcelamento; 2.1.1 Da tempestividade; 2.1.2 Do requerimento/reconhecimento do crédito; 2.1.3 Do depósito em juízo; 2.1.4 Pagamento em até 06 (seis) parcelas; 2 Aplicabilidade na fase de cumprimento de sentença; 3 Necessidade de intimação do devedor no procedimento do instituto; 4 Considerações Finais; Referências.
RESUMO
O presente trabalho tem por objetivo analisar a ausência de manifestação do legislador, em relação à participação do credor, na criação do instituto do parcelamento da dívida no Código de Processo Civil brasileiro. A pesquisa apresenta o procedimento do parcelamento compulsório da dívida, com fundamento na doutrina e jurisprudência, e demonstra a maneira mais eficaz a ser utilizada como fonte de decisão do magistrado quando deparado com o pedido do devedor. Para a realização da presente pesquisa, aborda-se o teor do dispositivo legal e consideram-se os requisitos legais do instituto, bem como o poder discricionário do magistrado quando designado a atuar no delicado instituto. Tais análises são necessárias para o estudo da necessidade e eficácia da intimação do credor sobre o pedido do parcelamento compulsório da dívida, e conclusão da melhor maneira para satisfação do crédito exequendo. Assim, conclui-se nos temos finais do artigo científico, que o parcelamento da dívida da execução civil é um direito do exequente e preenchidos o requisitos legais deve ser analisado basicamente pelo magistrado, independente de manifestação contrária.
Palavras-chave: Execução. título extrajudicial. cumprimento de sentença.
parcelamento compulsório da dívida. intimação processual.
INTRODUÇÃO
O presente trabalho científico tem por objeto o estudo do parcelamento compulsório na execução civil a teor do artigo 745-A do Código de Processo Civil, instituído pela Lei 11.382 no ano de 2006.
1 Acadêmica do 8º período de Direito – Univali. E-mail: [email protected]. 2
Professora no Curso de Direito da Univali. Mestre em Políticas Públicas pela Univali. Especialista em Direito Processual Civil com habilitação para o Magistério Superior e advogada militante na Comarca de Itajaí.
Abordar-se-á portanto, que a aludida lei estabeleceu ao executado a possibilidade de parcelamento da dívida, no prazo para apresentação de embargos à execução, tanto por quantia certa, fundada em título extrajudicial, bem como para o processamento do cumprimento da sentença.
A pesquisa que se pretende investigar tem por objetivo, portanto, analisar a eficácia do parcelamento quando submetido à realização de intimação do exequente visando sua manifestação sobre o pedido do parcelamento.
Para tanto, o presente artigo parte do seguinte problema: No parcelamento compulsório previsto no artigo 745-A do Código de Processo Civil faz-se obrigatória a intimação do exequente para o seu deferimento?
Para alcançar o objetivo proposto e buscar a resposta ao problema, o desenvolvimento do trabalho dar-se-á no âmbito do direito processual civil fundado na discussão doutrinária acerca da validade de intimação do credor diante do peticionamento do devedor requerendo o parcelamento compulsório da dívida.
A escolha do tema deu-se a partir da divergência de atos realizados pelos juristas, no que tange à realização de intimação prévia para participação do credor no processo de execução quando recebido o pedido do parcelamento compulsório da dívida, pela parte beneficiária.
A pesquisa realizar-se-á com base no método indutivo, e utilizará da referência bibliográfica, identificando entendimentos na doutrina e na jurisprudência acerca da necessidade de manifestação do credor no parcelamento compulsório da dívida.
1 INTRODUÇÃO DA MORATÓRIA LEGAL NO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL: CONSIDERAÇÕES GERAIS
Inicialmente, insta esclarecer que o presente artigo dispõe acerca da moratória legal, imposta no ordenamento jurídico brasileiro através da Lei 11.382 de 06 de dezembro de 20063.
Nesta senda, Maria Helena Diniz4 conceitua moratória legal como: “Disposição legal, ditada por razão de interesse público, que suspende, em relação a
3 BRASIL, Lei nº 11.382 de 06 de dezembro de 2006. Altera dispositivos do Código de Processo Civil Brasileiro. Presidência da República, Casa Civil, 2006.
4
certas pessoas, a exigibilidade dos créditos e o curso das ações judiciais, prolongando a duração das convenções e permitindo as prestações sucessivas”.
Desta maneira, o art. 745-A do Código de Processo Civil5 criado através da Lei 11.382 de 06 de dezembro de 2006 instituiu uma espécie de moratória legal ao ordenamento jurídico brasileiro, pela qual o executado pode obter o parcelamento compulsório da dívida cobrada na execução civil.
A Lei 11.382 estabelece que o parcelamento é a maneira mais eficaz encontrada pelo legislador na busca pela garantia processual, conferindo agilidade ao processo civil.
Com a criação do instituto, o legislador buscou a aplicação dos princípios fundamentais do processo civil, bem como a celeridade e economia processual, alcançando assim, a concretização da prestação jurisdicional.
Assim, antes da criação da lei 11.382/2006, era vedado ao devedor, efetuar o pagamento da dívida em frações. A única modalidade admitida era o adimplemento à vista, salvo em casos de jurisdição voluntária, sem discussão do mérito da matéria em apreço.
A criação do instituto surgiu com a finalidade de garantir a satisfação do débito, bem como a menor onerosidade do devedor, visando a redução do lapso temporal/processual. Nesta senda, doutrina Humberto Theodoro Júnior6:
A medida tem o propósito de facilitar a satisfação do crédito ajuizado, com vantagens tanto para o executado como para o exequente. O devedor se beneficia com o prazo de espera e com o afastamento dos riscos e custos da expropriação executiva; e o credor, por sua vez, recebe uma parcela de crédito, desde logo, e fica livre dos percalços dos embargos do executado.
Assim, entendemos que o parcelamento nada mais é, que uma certeza processual, garantida pelo devedor ao credor, de que o pagamento ocorrerá, porém dentro das condições financeiras da parte executada.
2.1 Dos requisitos para concessão do parcelamento
5 BRASIL, Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973. Dispõe sobre o Código de Processo Civil Brasileiro. Presidência da República, Casa Civil, 1973.
6
THEODORO JÚNIOR, Humberto. Curso de Direito Processual Civil. Rio de Janeiro: Forense, 46 ed, 2011. V.II, p. 443.
Ao incluir a moratória legal no Código de Processo Civil7, o legislador, estabeleceu alguns requisitos básicos, para concessão do parcelamento do crédito.
O pagamento em parcelas deve ser requerido em petição própria, no rosto dos autos, no mesmo prazo para propositura de embargos, ou seja, prazo que sucede a juntada aos autos do mandado de citação cumprido, previsto pelo Código de Processo Civil8.
Dando-se interpretação ao dispositivo, verifica-se que a principal prova a ser apresentada em petição aos autos pelo executado, é, em tese, o comprovante de depósito de 30% (trinta por cento) do valor do débito, eis que sem este requisito preenchido, sequer é realizada a análise do pedido.
Assim, em conformidade com a legislação, o executado deve atentar às condições legais que o instituto prevê.
2.1.1 Da tempestividade
O rito processual estabelece como requisito para concessão do pedido, o cumprimento do prazo legal. Em seu art. 745-A, caput,9 o Código de Processo Civil, prevê que no prazo para embargos, poderá o executado requerer seja admitido pagar o restante do débito em parcelas.
O referido prazo é regulado pelo art. 73810, introduzido no Código de
Processo Civil pela Lei 11.382/200611, que estabelece para início da contagem do prazo, o dia da juntada do mandado de citação, implicando seu descumprimento, no indeferimento do pedido pelo magistrado, ou então, a submissão deste, à aquiescência do credor.
Cabe ressaltar que o prazo estabelecido neste dispositivo, apesar de ser legal, é dilatório, vez que poderá o juiz apreciar o requerimento do parcelamento,
7 BRASIL, Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973. Dispõe sobre o Código de Processo Civil Brasileiro. Presidência da República, Casa Civil, 1973.
8 THEODORO JÚNIOR, Humberto. Curso de Direito Processual Civil. Rio de Janeiro: Forense, 46 ed, 2011. V.II, p. 443.
9 BRASIL, Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973. Dispõe sobre o Código de Processo Civil Brasileiro. Presidência da República, Casa Civil, 1973.
10 BRASIL, Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973. Dispõe sobre o Código de Processo Civil Brasileiro. Presidência da República, Casa Civil, 1973.
11
BRASIL, Lei nº 11.382 de 06 de dezembro de 2006. Altera dispositivos do Código de Processo Civil Brasileiro. Presidência da República, Casa Civil, 2006.
além do prazo de 15 (quinze) dias, se entender, melhor proveito para o exequente e menor onerosidade ao executado.12
2.1.2. Do requerimento/reconhecimento do crédito
Durante o prazo dos embargos, poderá, portanto o devedor requerer o parcelamento compulsório da dívida. Por não se tratar de um direito imposto por lei, e não podendo ser deliberado de ofício pelo juiz, o sucesso do instituto depende do impulso da parte a ser beneficiada.
Assim, o devedor deve, em período hábil, protocolar petição aos autos, ou então, dependendo do rito processual, manifestar no processo, o seu desejo de obter o benefício.
Diante de tal ato, automaticamente o devedor efetua o reconhecimento do crédito, que implica consequentemente na renúncia do seu direito em relação aos embargos à execução. Desta maneira, o pedido deve estar explícito na petição, anteriormente exigida13.
Neste sentido, a doutrina defende que a partir do momento em que o devedor reconhece o pedido e requer o parcelamento da dívida, ele escolhe o instituto, renunciando seus direitos em relação aos embargos à execução14.
Assim, no entender de Humberto Theodoro Júnior15: “Durante esse tempo,
escolherá livremente entre embargar ou parcelar o débito. A opção escolhida, qualquer que seja, eliminará a outra faculdade processual”.
Tendo em vista que a lei, apenas prevê a igualdade de prazos, o parcelamento deve ser proposto em 15 (quinze) dias, e levando em conta os entendimentos doutrinários citados, transcorrendo tal prazo, perde o devedor, o prazo para apresentar os embargos à execução.
2.1.3. Do depósito em juízo
12 DONIZETTI, Elpídio. Curso Didático de Direito Processual Civil. São Paulo: Atlas, 15 ed, 2011, p. 1013. 13
DONIZETTI, Elpídio. Curso Didático de Direito Processual Civil. São Paulo: Atlas, 15 ed, 2011, p. 1014. 14 THEODORO JÚNIOR, Humberto. Curso de Direito Processual Civil. Rio de Janeiro: Forense, 46 ed, 2011.
V.II, p. 443. 15
THEODORO JÚNIOR, Humberto. A reforma da execução do título extrajudicial. Rio de Janeiro: Editora Forense, 2007. p. 216.
Tendo em vista o cumprimento dos requisitos já citados, é fundamental para obter o parcelamento da dívida, que o devedor comprove o depósito em juízo de 30% do valor do crédito, acrescidos de custas e honorários advocatícios, conforme assim dispõe o artigo 745-A do Código de Processo Civil:
Art. 745–A: No prazo para embargos, reconhecendo o crédito do exequente e comprovando o depósito de 30% (trinta por cento) do valor em execução, inclusive custas e honorários de advogado, poderá o executado requerer seja admitido a pagar o restante em até 6 (seis) parcelas mensais, acrescidas de correção monetária e juros de 1% (um por cento) ao mês.
O legislador estabelece tal ato, na intenção de garantir o cumprimento total do parcelamento. A partir do momento em que o devedor realiza o depósito judicial, este se compromete automaticamente a realizar o pagamento das demais parcelas.
É importante ressaltar que o depósito é uma condição para que haja a análise do pedido de parcelamento, pelo juízo competente e a quantia depositada será utilizada para a satisfação do crédito16.
Cabe salientar, que deferido o pleito, poderá o credor levantar imediatamente a quantia depositada, através de alvará judicial, frente o disposto no § 1º do art. 745-A do Código de Processo Civil17
2.1.4. Pagamento em até 06 (seis) parcelas
Ao discorrer sobre o quarto requisito, observa-se que o texto legal permite o parcelamento compulsório da dívida, em até 06 (seis) parcelas, do valor excedente aos 30% do depósito anterior.
As parcelas devem totalizar os 70% restantes do valor do crédito e são acrescidas de correção monetária e juros de 1% ao mês previstos no art. 745-A, caput do Código de Processo Civil18.
Tais requisitos estão positivados no Código de Processo Civil e devem ser preenchidos para que o pedido seja analisado. Ocorre que, quando o doutrinador
16 WAMBIER, Luiz Rodrigues. Curso Avançado de Processo Civil: Processo de Execução. 9 ed São Paulo: Revista dos Tribunais, 2007. v. 2.
17
BRASIL, Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973. Dispõe sobre o Código de Processo Civil Brasileiro. Presidência da República, Casa Civil, 1973.
18
BRASIL, Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973. Dispõe sobre o Código de Processo Civil Brasileiro. Presidência da República, Casa Civil, 1973.
utiliza a expressão “requerer seja admitido”, entende-se que este não é um direito adquirido e sim, um benefício disponibilizado a este, passível de análise do juiz19.
2 APLICABILIDADE DA MORATÓRIA NA FASE DE CUMPRIMENTO DA
SENTENÇA
No que tange à fase processual em que o instituto é aplicado, observa-se que existem algumas divergências doutrinárias entre os procedimentos cabíveis na aplicação da moratória. Alguns doutrinadores entendem que o disposto no art. 745-A do Código de Processo Civil é somente cabível para a execução por quantia certa fundada em título extrajudicial, conforme se demonstrará a seguir.
Humberto Theodoro Júnior20 entende que:
O instituto deve ser aplicado somente nesta modalidade de execução civil, buscando abreviar o processo, para que assim, haja a satisfação do crédito sem maiores delongas e consequentemente, as partes consigam cumprir com seus interesses e ambos sejam privilegiados, no aspecto temporal e material da lide.
O entendimento de Humberto Theodoro Júnior21 é contrário ao parcelamento compulsório na fase de cumprimento de sentença, acrescentando que: “Seria um novo e pesado ônus para o credor, que teve de percorrer a longa e penosa via crucis do processo condenatório, ter ainda de suportar mais seis meses para tomar as medidas judiciais executivas contra o devedor renitente”
Em sua obra Curso de Processo Civil, Luiz Guilherme Marinoni22, também contrário a aplicação do instituto na fase do cumprimento de sentença expõe que:
Este benefício é exclusivo para o devedor de título extrajudicial, sendo inconcebível ao condenado. O condenado inadimplente deve pagar imediata e integralmente o valor da condenação acrescido de multa, sob pena de ver os seus bens imediatamente penhorados e, a seguir, expropriados para a satisfação do credor. Não há racionalidade em estimulá-los com prêmios.
19
DONIZETTI, Elpídio. Curso Didático de Direito Processual Civil. São Paulo: Atlas, 15 ed, 2011, p. 1012. 20 THEODORO JÚNIOR, Humberto. A reforma da execução do título extrajudicial. Rio de Janeiro: Editora
Forense, 2007. p. 217.
21 THEODORO JÚNIOR, Humberto. A reforma da execução do título extrajudicial. Rio de Janeiro: Editora Forense, 2007. p. 217.
22
MARINONI, Luiz Guilherme. Curso de Processo Civil, V III: Execução. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2 ed. rev. e atual., 2008, p. 433.
Já Elpídio Donizetti23 defendendo a abrangência do instituto também para a fase de cumprimento de sentença no processo cível, leciona que:
Embora a previsão do parcelamento esteja contida no bojo das regras que tratam da execução de título extrajudicial, evidentemente que o instituto se aplica ao cumprimento da sentença. Primeiro porque, à falta de normas específicas, deve-se ao processo de execução (art. 475-R). O segundo motivo decorre do fato de que, ainda que não houvesse norma positivada, a aferição da proporcionalidade entre a garantia à execução do crédito tal como consubstanciado no título e o melhor proveito para o exequente, autorizaria o parcelamento.
Neste âmbito, todos os doutrinadores concordam com a criação da moratória e a sua importância para o desenvolvimento da execução e embora ainda haja alguma discordância em relação à sua aplicabilidade, dentro do cumprimento da sentença, o Superior Tribunal de Justiça manifestou-se em favor do deferimento do parcelamento, durante esta fase processual, fundamentando que não existe lei ou fundamento que indique alguma rejeição diante da concessão da moratória, após o trânsito em julgado da sentença.
Foi no mês de maio do presente ano que o Superior Tribunal de Justiça, manifestou-se favoravelmente acerca possibilidade da concessão do benefício também para o executado proveniente de cumprimento de sentença, pacificando a polêmica em relação à divergência de procedimentos através do seguinte julgado:
PROCESSO CIVIL. RECURSO ESPECIAL. CUMPRIMENTO DE SENTENÇA. PARCELAMENTO DO VALOR EXEQUENDO. APLICAÇÃO DO ART. 745-A DO CPC. POSSIBILIDADE. PRINCÍPIO DA EFETIVIDADE PROCESSUAL. ART. 475-R DO CPC. APLICAÇÃO SUBSIDIÁRIA. HIPÓTESE DE PAGAMENTO ESPONTÂNEO DO DÉBITO. NÃO INCIDÊNCIA DA MULTA PREVISTA NO ART. 475-J, § 4º, DO CPC. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. DESCABIMENTO ANTE O CUMPRIMENTO ESPONTÂNEO DA OBRIGAÇÃO VEICULADA NA SENTENÇA. PRINCÍPIO DA NON REFORMATIO IN PEJUS. VIOLAÇÃO DOS ARTS. 165, 458 E 535 DO CPC NÃO CONFIGURADA. 1. A violação aos arts. 165, 458 e 535 do CPC não foi configurada, uma vez que o Tribunal de origem, embora sucintamente, pronunciou-se de forma clara e suficiente sobre a questão posta nos autos, sendo certo que o magistrado não está impelido a rebater, um a um, os argumentos trazidos pela parte, se os fundamentos utilizados foram suficientes para embasar a decisão. 2. A efetividade do processo como instrumento de tutela de direitos é o principal desiderato das
23
reformas processuais engendradas pelas Leis 11.232/2005 e 11.382/2006. O art. 475-R do CPC expressamente prevê a aplicação subsidiária das normas que regem o processo de execução de título extrajudicial, naquilo que não contrariar o regramento do cumprimento de sentença, sendo certa a inexistência de óbice relativo à natureza do título judicial que impossibilite a aplicação da norma em comento, nem mesmo incompatibilidade legal. Portanto, o parcelamento da dívida pode ser requerido também na fase de cumprimento da sentença, dentro do prazo de 15 dias previsto no art. 475-J, caput, do CPC. 3. Não obstante, o parcelamento da dívida não é direito potestativo do devedor, cabendo ao credor impugná-lo, desde que apresente motivo justo e de forma fundamentada, sendo certo que o juiz poderá deferir o parcelamento se verificar atitude abusiva do exequente, uma vez que tal proposta é-lhe bastante vantajosa, a partir do momento em que poderá levantar imediatamente o depósito relativo aos 30% do valor exequendo e, ainda, em caso de inadimplemento, executar a diferença, haja vista que as parcelas subsequentes são automaticamente antecipadas e é inexistente a possibilidade de impugnação pelo devedor, nos termos dos §§ 2º e 3º do art. 745-A. 4. Caracterizado o parcelamento como técnica de cumprimento espontâneo da obrigação fixada na sentença e fruto do exercício de faculdade legal, descabe a incidência da multa calcada no inadimplemento (art. 475-J do CPC), sendo certo que o indeferimento do pedido pelo juiz rende ensejo à incidência da penalidade, uma vez configurado o inadimplemento da obrigação, ainda que o pedido tenha sido instruído com o comprovante do depósito, devendo prosseguir a execução pelo valor remanescente. 5. No caso sob exame, a despeito da manifestação de recusa do recorrente (fl. 219), o Juízo deferiu o pedido de parcelamento ante a sua tempestividade e a efetuação do depósito de 30%, inclusive consignando o adimplemento total da dívida (fl. 267), ressoando inequívoco o descabimento da multa pleiteada. 6. A Corte Especial, por ocasião do julgamento do REsp 1.028.855/SC, sedimentou o entendimento de que, na fase de cumprimento de sentença, havendo o adimplemento espontâneo do devedor no prazo fixado no art. 475-J do CPC, não são devidos honorários advocatícios, uma vez desnecessária a prática de quaisquer atos tendentes à satisfação forçada do julgado. No caso concreto, porém, conquanto tenha-se caracterizado o cumprimento espontâneo da dívida, o Tribunal condenou a recorrida ao pagamento de honorários advocatícios, o que, em face de recurso exclusivo do exequente, não pode ser afastado sob pena de reformatio in pejus. 7. Recurso especial não
provido.24
Desta maneira, o entendimento reduziu algumas polêmicas acerca da aplicabilidade do parcelamento compulsório, tanto para a execução de título extrajudicial, como para a fase do cumprimento de sentença.
24
Superior Tribunal de Justiça. 4ª Turma. Recurso Especial 1264272 do Rio de Janeiro; Ministro Relator: Luiz Felipe Salomão, j. em 15/05/2012. Disponível em: http://www.stj.jus.br/ Acesso em 15 de out. de 2012.
Nesta senda, observa-se que a medida imposta pelo legislador, objetiva a igualdade de direitos e garantias dentro da execução civil, independente de procedimentos processuais.
O procedimento do cumprimento de sentença está previsto legalmente nos artigos 475-I e 475-N, ambos do Código de Processo Civil, e é equiparado, para fins referentes ao parcelamento compulsório, à execução de título extrajudicial fundada no art. 58525 do mesmo dispositivo legal.
Encontra-se disposto nos artigos 475-I e 475-N:
Art. 475-I. O cumprimento da sentença far-se-á conforme os arts. 461 e 461-A desta Lei ou, tratando-se de obrigação por quantia certa, por execução, nos termos dos demais artigos deste Capítulo.
§ 1o É definitiva a execução da sentença transitada em julgado e
provisória quando se tratar de sentença impugnada mediante recurso ao qual não foi atribuído efeito suspensivo.
§ 2o Quando na sentença houver uma parte líquida e outra ilíquida,
ao credor é lícito promover simultaneamente a execução daquela e, em autos apartados, a liquidação desta.
Art. 475-N. São títulos executivos judiciais:
I – a sentença proferida no processo civil que reconheça a existência de obrigação de fazer, não fazer, entregar coisa ou pagar quantia; II – a sentença penal condenatória transitada em julgado;
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Art. 585. São títulos executivos extrajudiciais:
I - a letra de câmbio, a nota promissória, a duplicata, a debênture e o cheque;
II - a escritura pública ou outro documento público assinado pelo devedor; o documento particular assinado pelo devedor e por duas testemunhas; o instrumento de transação referendado pelo Ministério Público, pela Defensoria Pública ou pelos advogados dos transatores;
III - os contratos garantidos por hipoteca, penhor, anticrese e caução, bem como os de seguro de vida;
IV - o crédito decorrente de foro e laudêmio;
V - o crédito, documentalmente comprovado, decorrente de aluguel de imóvel, bem como de encargos acessórios, tais como taxas e despesas de condomínio;
VI - o crédito de serventuário de justiça, de perito, de intérprete, ou de tradutor, quando as custas, emolumentos ou honorários forem aprovados por decisão judicial; VII - a certidão de dívida ativa da Fazenda Pública da União, dos Estados, do Distrito Federal, dos Territórios e dos Municípios, correspondente aos créditos inscritos na forma da lei;
VIII - todos os demais títulos a que, por disposição expressa, a lei atribuir força executiva.
§ 1o A propositura de qualquer ação relativa ao débito constante do título executivo não inibe o credor de promover-lhe a execução.
§ 2o Não dependem de homologação pelo Supremo Tribunal Federal, para serem executados, os títulos executivos extrajudiciais, oriundos de país estrangeiro. O título, para ter eficácia executiva, há de satisfazer aos requisitos de formação exigidos pela lei do lugar de sua celebração e indicar o Brasil como o lugar de cumprimento da obrigação.
III – a sentença homologatória de conciliação ou de transação, ainda que inclua matéria não posta em juízo;
IV – a sentença arbitral;
V – o acordo extrajudicial, de qualquer natureza, homologado judicialmente;
VI – a sentença estrangeira, homologada pelo Superior Tribunal de Justiça;
VII – o formal e a certidão de partilha, exclusivamente em relação ao inventariante, aos herdeiros e aos sucessores a título singular ou universal.
Parágrafo único. Nos casos dos incisos II, IV e VI, o mandado inicial (art. 475-J) incluirá a ordem de citação do devedor, no juízo cível, para liquidação ou execução, conforme o caso.
Partindo da premissa que o parcelamento da dívida trata de uma moratória legal, dedicada unicamente à satisfação do débito e pode ser fundada em ambos os procedimentos dentro do processo de execução. Analisa-se assim, a necessidade de anuência do credor, acerca do instituto.
3 DA NECESSIDADE DE INTIMAÇÃO DO DEVEDOR NO PROCEDIMENTO DO INSTITUTO LEGAL
Restando satisfeitos os requisitos citados do segundo item do presente artigo e fixados no caput do art. 745-A do Código de Processo Civil, proferirá o magistrado, por meio de decisão interlocutória, a sua posição acerca dos pedidos do devedor.
Verifica-se que, a decisão acerca do postulado, não se trata de um ato discricionário do juiz, tampouco de uma faculdade processual. O instituto trata-se de uma moratória legal, uma vez que está prevista em lei, mas ainda assim alguns doutrinadores a discutem como um direito adquirido do executado26.
O professor Luiz Rodrigues Wambier27 leciona que: “Não é discricionária a atividade do juiz, quando decide se defere ou não o pleito de pagamento parcelado. A lei não lhe conferiu nenhuma margem de apreciação subjetiva de conveniência e oportunidade”.
Porém, verificamos que tal entendimento, se levado em consideração, dispensa qualquer análise do julgador em relação ao pedido, sendo este
26
THEODORO JÚNIOR, Humberto. Curso de Direito Processual Civil. Rio de Janeiro: Forense, 47 ed, 2011. V.II, p. 444.
27
automaticamente aceito, se preenchidos os requisitos, sendo assim, desnecessária a participação do credor.
Ocorre que, a partir do momento em que se trabalha com o parcelamento da dívida como um benefício disponibilizado às partes para garantir a satisfação do crédito, pode-se questionar a necessidade da manifestação do exequente, vez que este é o grande interessado no cumprimento da dívida.
O artigo 745-A do Código de Processo Civil silencia a respeito da manifestação que pode ser tomada pelo exequente em face do pedido de parcelamento. A ausência de previsão tem gerado discussões quanto à possibilidade da outra parte discordar da concessão do benefício.
Cabe destacar, que a anuência do credor, é importante para respeitar o princípio do contraditório.
Neste cenário, doutrina Humberto Theodoro Júnior28 que: “Ouvido o
exequente, para cumprir-se o contraditório, verificará o juiz a observância das exigências do caput do art. 745-A. Estando satisfeitas, proferirá decisão interlocutória, com que deferirá o parcelamento”.
Algumas posições doutrinárias defendem a tese em que o juiz somente poderá determinar o benefício ao devedor, frente à aquiescência do credor, que deve ser consultado para aceitar ou não a proposta de parcelamento.
Apesar de não estar explícita a participação do credor e este não ter o poder de recusar o parcelamento do débito, quando preenchidos os requisitos legais, algumas varas cíveis determinam, em despacho judicial, a prévia intimação do credor para que se manifeste, acerca do pleito. Realizada esta intimação, abre-se o prazo de 05 (cinco) dias, previsto no art. 185 do Código de Processo Civil29, para que o credor posicione-se acerca dos fatos.
Eis então, que surge outra polêmica em relação a tal ato processual. Sendo intimado o credor, para participar da decisão do magistrado, entende-se que este teria total liberdade para peticionar, concordando ou discordando com o pedido formulado, conforme suas necessidades e preferências.
Nesta senda, doutrina Elpídio Donizetti:
28 THEODORO JÚNIOR, Humberto. Curso de Direito Processual Civil. Rio de Janeiro: Forense, 47 ed, 2011. V.II, p. 444.
29
Art. 185. Não havendo preceito legal nem assinação pelo juiz, será de 5 (cinco) dias o prazo para a prática de ato processual a cargo da parte.
Assim, forçosa é a conclusão de que o pagamento em parcelas somente será possível se: (a) houver aquiescência do credor, até porque, nesse caso, haverá autêntica transação, acarretando a extinção da execução (art 794, II), ou, quando nada, a suspensão da execução até o pagamento das parcelas.
Ainda seguindo tal entendimento, verifica-se que o legislador, ao deixar esta brecha, possibilitou ao magistrado, basear-se na opinião do credor para proferir a decisão. Ao determinar a oitiva do exequente, o magistrado incentiva a recusa pelo parcelamento, vez que se trata do adimplemento tardio e parcelado, e tal ato, acaba por descaracterizar totalmente a moratória legal, que busca pela satisfação do crédito, respeitando o princípio da menor onerosidade para do devedor30.
Por outra esfera, o deferimento do pedido pelo juiz competente, antes da possibilidade de oitiva do credor, gera um desequilíbrio de direitos dentro do processo, ficando o exequente, obrigado a aceitar um parcelamento processual por ele não acordado.
Neste sentido, embora Elpídio Donizetti31 afirme que “somente será possível o pagamento em parcelas se houver a aquiescência do credor”, a tese mais aceita pelo sistema jurídico brasileiro é a que considera desnecessária a participação do credor.
Diversos são os entendimentos, inclusive, Theodoro Júnior defende que “Presentes os requisitos legais, é direito do executado obtê-lo.” Desta forma o doutrinador dispensa a opinião do credor acerca do parcelamento compulsório.
Assim, considerar a anuência do exequente necessária seria o mesmo que transformar a moratória em uma espécie de transação entre as partes, o que descaracterizaria o procedimento e a intenção do legislador no que tange à criação o instituto.
Observa-se também, que a participação do credor infringiria o princípio da economia processual, sendo necessário o cumprimento de mais um rito dentro do processo, e novamente tendo em vista que o parcelamento tem por escopo a garantia da execução de forma menos gravosa para o executado, esta é a medida
30
DONIZETTI, Elpídio. Curso Didático de Direito Processual Civil. São Paulo: Atlas, 15 ed, 2011, p. 1013. 31
mais consciente a ser utilizada para garantir satisfação da execução dentro do processo civil brasileiro32.
Verifica-se ainda, que independente do entendimento do magistrado, a decisão é passível de recurso de Agravo de Instrumento, conforme previsto pelo art. 522 do Código de Processo Civil 33.
É importante ressaltar que nos casos de deferimento do pedido e concessão da moratória, determina o art. 745-A34 do dispositivo legal, em seu § 1º, que os demais atos executivos ficam suspensos até o cumprimento total da dívida.
No que diz respeito, ao deferimento pelo juiz, seguido do descumprimento do parcelamento, é pacífico o entendimento que leciona:
O não pagamento de qualquer das prestações implicará, de pleno direito, o vencimento das subsequentes e o prosseguimento do processo, com o imediato início dos atos executivos, imposta ao executado multa de dez por cento sobre o valor das prestações não pagas e vedada a oposição
de embargos.35
Ainda em concordância, o desembargador Theodoro Júnior afirma:
Para se beneficiar da moratória legal, o executado terá de cumprir pontualmente as prestações previstas. Qualquer parcela que não seja paga a seu termo provocará o vencimento antecipado, de pleno direito, de todas as subsequentes, com o restabelecimento imediato dos atos
executivos.36
Tais entendimentos são corroborados pelo § 2º do art. 745-A do Código de Processo Civil, que prevê como cláusula sobre o descumprimento do parcelamento, o vencimento antecipado de todas as parcelas e início dos atos executivos.
Já, acerca do indeferimento do instituto, doutrina Humberto Theodoro Júnior:
32
THEODORO JÚNIOR, Humberto. Curso de Direito Processual Civil. Rio de Janeiro: Forense, 47 ed, 2011. V.II, p. 443.
33 Art. 522 do Código de Processo Civil - Das decisões interlocutórias caberá agravo, no prazo de 10 (dez) dias, na forma retida, salvo quando se tratar de decisão suscetível de causar à parte lesão grave e de difícil reparação, bem como nos casos de inadmissão da apelação e nos relativos aos efeitos em que a apelação é recebida, quando será admitida a sua interposição por instrumento. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L5869.htm. Acesso em 15 de outubro de 2012 às 22h36min.
34 BRASIL, Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973. Dispõe sobre o Código de Processo Civil Brasileiro. Presidência da República, Casa Civil, 1973.
35
DONIZETTI, Elpídio. Curso Didático de Direito Processual Civil. p. 1015. 36
Da denegação do parcelamento decorre o prosseguimento normal dos atos executivos, mesmo porque o eventual agravo não terá, em regra, efeito suspensivo. O depósito preparatório da medida frustrada não será devolvido; permanecerá como garantia do juízo e, se já não houver tempo útil para embargos, poderá ser levantado pelo credor, para amortizar o débito do
executado37.
Ainda, cumpre-se destacar, que a tese mais aceita pelos doutrinadores, é que o deferimento do parcelamento da dívida depende basicamente dos requisitos legais estabelecidos pelo caput do artigo estudado. Neste sentido, o indeferimento do pedido somente ocorrerá, quando o devedor não cumprir os pressupostos legais.
4 CONSIDERAÇÕES FINAIS
O presente trabalho científico abordou a criação do artigo 745-A, instituído pela Lei 11.382/06 no Código de Processo Civil. O instituto exposto pelo dispositivo traz à execução civil brasileira, uma moratória que permite ao devedor, usufruir do parcelamento compulsório da dívida.
A finalidade do artigo estudado é a busca pela rápida e segura satisfação do crédito.
A pesquisa verificou que, ao proporcionar o benefício ao executado, o legislador estabeleceu alguns requisitos para sua concessão, bem como, o prazo para protocolar o pedido, o reconhecimento do crédito pelo devedor, o depósito em juízo de 30% do valor do crédito e o limite de parcelas para a satisfação da dívida.
Por alguns anos, a doutrina brasileira discutiu a possibilidade de aplicação do parcelamento na fase de cumprimento de sentença. Ocorre que, com o presente estudo, observa-se o recente entendimento do Superior Tribunal de Justiça, que pacificou a tese a favor da aplicação do instituto nesta fase processual, servindo como apoio ao sistema jurídico brasileiro.
A grande questão abordada pelo trabalho científico foi a necessidade de intimação do credor sobre tal pedido, e assim concluiu-se que a sua participação não é necessária para que o magistrado defira o pleito.
37
Assim respondendo ao problema inicial, conclui-se que apesar de algumas divergências doutrinárias, o parcelamento da dívida é um direito do executado e uma vez preenchidos os requisitos legais, tal benefício deve ser concedido independente da manifestação contraditória.
REFERÊNCIAS DAS FONTES CITADAS
BRASIL, Lei nº Lei 11.382 de 06 de dezembro de 2006. Altera dispositivos do
Código de Processo Civil Brasileiro. Presidência da República, Casa Civil, 2006.
BRASIL, Lei no 5.869, de 11 de janeiro de 1973. Dispõe sobre o Código de
Processo Civil Brasileiro. Presidência da República, Casa Civil, 1973.
BRASIL. SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. 4ª Turma. Recurso Especial
1264272 do Rio de Janeiro; Ministro Relator: Luiz Felipe Salomão, j. em 15/05/2012.
Disponível em: http://www.stj.jus.br/. Acesso em 15 de out. de 2012.
DONIZETTI, Elpídio. Curso Didático de Direito Processual Civil. 15 ed. São Paulo: Atlas, 2011.
DINIZ, Maria Helena. Dicionário Jurídico: J-P. 3 ed. São Paulo: Saraiva, 2008. MARINONI, Luiz Guilherme. Curso de Processo Civil: Execução. 2 ed. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2008. v. 3.
SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. O Tribunal da Cidadania. Disponível em: http://www.stj.gov.br/portal_stj/objeto/texto/impressao.wsp?tmp.estilo=&tmp.area=39 8&tmp.texto=106063. Acesso em 15 de dezembro de 2012 às 22h44min.
THEODORO JÚNIOR, Humberto. A reforma da execução do título extrajudicial. Rio de Janeiro: Editora Forense, 2007.
THEODORO JÚNIOR, Humberto. Curso de Direito Processual Civil. 46 ed. Rio de Janeiro: Editora Forense, 2011. v. 2.
WAMBIER, Luiz Rodrigues. Curso Avançado de Processo Civil: Processo de Execução. 9 ed. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2007. v. 2.