FACULDADE DINÂMICA DAS CATARATAS
REDESIGN DE MARCA DA EMPRESA DIVA SALÃO DE
BELEZA
FELIPE MATTJIE PATRIK BELANI DAVID
FOZ DO IGUAÇU - PR 2020
UDC – UNIÃO DINÂMICA DE FACULDADES CATARATAS FACULDADE DINÂMICA DAS CATARATAS
REDESIGN DE MARCA DA EMPRESA DIVA SALÃO DE
BELEZA
FELIPE MATTJIE PATRIK BELANI DAVID
Tcc apresentado à UDC - União Dinâmica de Faculdades Cataratas, na disciplina Pesquisa em Comunicação, como parte dos requisitos para obtenção do título de Bacharel em Comunicação Social com habilitação em Publicidade e Propaganda.
Orientador: Prof. Me. Mac Donald Fernandes Bernal
FOZ DO IGUAÇU - PR 2020
O padrão de beleza não é eterno, os modelos estéticos são estabelecidos de acordo com o tempo, espaço e região de uma cultura a outra. A compreensão do belo sempre esteve relacionada a reflexões filosóficas e históricas da arte. Considerando o presente trabalho como redesign de um salão de beleza, para seu desenvolvimento foi necessário o levantamento de pesquisas bibliográficas relacionadas à compreensão do belo e conceitos de marca e identidade visual para que assim faz-se entender as razões que levam as marcas a desenvolver o redesign. A metodologia proposta por Peón (2003) atribui à assistência necessária para o desenvolvimento de identidade visual da marca. Verificou-se por meio da análise de informações técnicas levantadas neste projeto, a importância das etapas metodológicas como determinantes na vida da marca, visto que, a aplicação de uma diretriz metodológica pode ajustar de forma correta a identidade visual de uma empresa em seu segmento.
The standard of beauty is not eternal, aesthetic models are established according to time, space and region from one culture to another. The understanding of the beautiful has always been related to philosophical and historical reflections on art. Considering the present work as a redesign of a beauty salon, for its development it was necessary to survey bibliographic research related to the understanding of beauty and concepts of brand and visual identity so that it is possible to understand the reasons that lead brands to develop the redesign. The methodology proposed by Peón (2003) attributes to the assistance necessary for the development of the brand's visual identity. Through the analysis of technical information raised in this project, the importance of methodological steps as determinants in the life of the brand was verified, since the application of a methodological guideline can correctly adjust the visual identity of a company in its segment.
Figura 1 – Sede Diva Salão de Beleza ... 28
Figura 2 – Logomarca atual Diva Salão de Beleza ... 30
Figura 3 – Fachada Diva Salão de Beleza ... 30
Figura 4 – Esboços de marca... 36
Figura 5 – Primeira alternativa ... 37
Figura 6 – Segunda alternativa ... 38
Figura 7 – Terceira alternativa ... 39
Figura 8 – Primeira alternativa ... 40
Figura 9 – Segunda alternativa ... 41
Figura 10 – Terceira alternativa ... 43
Figura 11 - Proposta definida ... 45
Figura 12 – Aplicação vertical ... 46
Figura 13 – Aplicação horizontal ... 47
Figura 14 – Símbolo ... 47
Figura 15 – Cores principais... 48
Figura 16 – Tipografia ... 49
Figura 17 – Grade de construção ... 49
Figura 18 – Área de proteção ... 50
Figura 19 – Área de proteção ... 50
Figura 20 – Aplicação Monocromática ... 51
Figura 21 – Aplicação Preto e Branco ... 52
Figura 22 – Aplicação em fundos coloridos ... 52
Figura 23 – Aplicação em fundos escuros ... 53
Figura 24 – Design para aplicação em fotos ... 54
Figura 25– Exemplo de aplicação em fotos ... 54
Figura 26 – Aplicações incorretas ... 55
Figura 27 – Aplicações em fundos ... 55
Figura 28 – Papelaria básica ... 56
1 INTRODUÇÃO ... 8 1.1 TEMAEJUSTIFICATIVA ... 8 1.2 OBJETIVOS ... 10 1.2.1 Geral ... 10 1.2.2 Específicos ... 10 2 REFERENCIAL TEÓRICO ... 11
2.1 HISTÓRIAECOMPREENSÃODABELEZA... 11
2.2 BELEZACONTEMPORÂNEA ... 13
2.3 BELEZACOMOINFLUÊNCIA ... 14
2.4 MARCA ... 15
2.5 IDENTIDADEDEMARCA ... 17
2.5.1 Design de identidade da marca ... 19
2.6 IDENTIDADEVISUAL ... 20
2.6.1 Sistema de Identidade Visual (SIV) ... 21
2.6.1.1 Requisitos para projetação de sistemas ... 23
2.6.1.2 Fases da projetação ... 23
2.6.1.3 Elementos de identidade visual ... 25
2.6.1.3.1 Símbolo ... 25
2.6.1.3.2 Logotipo ... 26
2.6.1.3.3 Elementos secundários ... 26
2.7 BRIEFINGDAEMPRESADIVASALÃODEBELEZA ... 28
2.7.1 Histórico ... 28 2.7.2 Serviço ... 29 2.7.3 Cultura organizacional ... 29 2.7.4 Público alvo ... 29 2.7.5 A logomarca ... 29 2.7.6 Problema de comunicação ... 31 3 METODOLOGIA ... 32 3.1 ESPECIFICAÇÃODOPROBLEMA ... 32 3.2 DELINEAMENTOSDAPESQUISA ... 33
3.2.1.2 Análise da coleta de dados... 34
3.3 PROPOSTADEIDENTIDADEDEMARCAEIDENTIDADEVISUAL ... 34
3.3.1 Geração de alternativas ... 35
3.3.2 Análise da Pesquisa Qualitativa ... 39
4 IDENTIDADE VISUAL DA EMPRESA DIVA SALÃO DE BELEZA ... 46
4.1 ESPECIFICAÇÕESDOMANUALDEIDENTIDADEVISUAL ... 46
5 CONSIDERAÇÕES FINAIS ... 58
1 INTRODUÇÃO
1.1 TEMA E JUSTIFICATIVA
A procura do esteticamente belo é uma prática exercida por muito tempo, até mesmo quanto à existência da humanidade. O anseio pela aprovação social é refletido por meio de hábitos e costumes que percorrem a história da sociedade. Os padrões de beleza estão sempre acompanhados por um ideal (SCHUBERT, 2009). Os corpos são transformados em mercadoria de desejo conforme modelos estabelecidos por meios da comunicação. Dados levantados pela classificação nacional de atividades econômicas (Data Sebrae, 2020) mostram que o Brasil atualmente possui 809.684 empresas abertas relacionadas ao cuidado da beleza.
Em 2020, o Brasil bateu um novo recorde de abertura de empresas, sendo 320.512 novos empreendedores, um aumento de 21,7% comparado ao ano anterior que havia registrado o maior número até então (Serasa Experian 2020). Levando em consideração o crescimento de novas empresas nos mais variados segmentos de atuação, ampliam o número de marcas que enfrentam disputas constantes pela participação no mercado de trabalho como também no contexto social. A maneira como o individuo é influenciado pela marca reflete muito em seu ambiente social e isso ocorre pela gestão de marca.
A marca é uma representação que desde muito tempo foi desenvolvida para determinar e identificar todo tipo de entidade, um simples desenho, símbolo ou palavra, permite reconhecer uma empresa de forma imediata. De acordo com AMA (American Marketing Association) a marca se define como “um nome, termo, símbolo, desenho, ou uma combinação de todos esses elementos que identifica os bens ou serviços de um fornecedor ou grupo de fornecedores e o torna diferente da concorrência” (KELLER E MACHADO, 2006). Então pode-se dizer que a criação de um novo serviço, logotipo ou produto, surge uma nova marca.
Desenvolver uma nova identidade visual é manifestar de forma a remodelar visualmente as características e elementos que singularizam a
marca. Desta vez, em sua maioria, o objetivo tem como alvo agregar novos conceitos e valores seguidos a critérios do seu segmento. Para elaboração da nova identidade visual é necessário cumprir várias etapas, como: abordar a problemática, explorar o evento estudado, coletar as informações, determinar a metodologia e métodos de aplicações até a definição do resultado. Segundo Péon (2006) Uma empresa com identidade visual bem elaborada e de maneira segmentada significa uma marca ordenada, uniforme e forte no mercado que pode vir a impactar diretamente a maneira como o negócio é posicionado.
Considerando que a marca em questão se refere a um salão de beleza, existe um enorme apego emocional e um empoderamento. Todas as pessoas apresentam múltiplas personalidades, existem vários fenômenos emocionais diferentes dentro do individuo que estão colidindo entre si, possuir novas personas é criar vias para se expandir. É muito inspirador como podem usar cores, tintas, maquiagens e texturas para incorporar o que se deseja ser, mudar o cabelo tingindo-o para loiro, vermelho ou preto, curto ou raspado, são formas consideradas de expressão. Usar maquiagem e diferentes penteados se tornou uma nova forma de explorar novos caminhos, o cuidado com a estética é uma extensão da expressão, é a primeira impressão que transmitimos uns aos outros.
Desta maneira, o projeto tem como objetivo desenvolver um redesign de marca para empresa Diva Salão de Beleza situada há 19 anos na cidade de Medianeira - PR onde a proprietária exerce a profissão de cabeleireira juntamente com mais uma auxiliar, estão determinadas a oferecer serviços relacionados à estética feminina. O presente trabalho se justifica pelo avanço que se nota nos conceitos de design a fim de apoiar no desenvolvimento de identidade visual da empresa para construção de marca e atualização da mesma. Atualmente a marca bem construída atribui um grande valor para a empresa e seu posicionamento no mercado. Para orientação e desenvolvimento do projeto determina-se como objetivos específicos: realizar o levantamento bibliográfico para obtenção de informações, pesquisar métodos necessários para o desenvolvimento de marca, propor uma nova identidade visual baseado em análises colaborativas de profissionais da publicidade e definir a identidade de marca e identidade visual. Visto a importância da marca para o mercado, o seguinte trabalho possui como função prática desenvolver o
design com o objetivo de crescer o espaço como marca pretendendo expandir e ajudar no seu segmento. O trabalho irá se orientar através de estudos conhecidos de identidade de marca e identidade visual e caminhos que devem ser tomados na decisão das ações.
Levando em consideração de que muitas marcas e identidades visuais são criadas atualmente sem nenhuma diretriz metodológica. Espera-se que o estudo feito neste trabalho possa também ajudar tanto a empresa alvo do redesign de marca, quanto também contribuir para futuros estudos, sendo referencial para novos projetos de construção de marca.
1.2 OBJETIVOS
Geral
O objetivo deste trabalho é elaborar um redesign de marca para a empresa Diva Salão de Beleza.
Específicos
- Realizar o levantamento bibliográfico para obtenção de informações. - Pesquisar métodos necessários para o desenvolvimento de marca.
- Propor uma nova identidade visual baseado em análises colaborativas de profissionais da publicidade.
2 REFERENCIAL TEÓRICO
2.1 HISTÓRIA E COMPREENSÃO DA BELEZA
Para melhor entender o processo cultural estético é necessário observar seu desenvolver durante a história. Os modelos estéticos estão em constante mudança, em cada época da humanidade prevalecia um padrão de beleza determinante variado pelo tempo, espaço, e região. O que diferenciava entre as sociedades eram o clima, crenças religiosas, regimes políticos, sistema econômico, sua história, entre outros. Existem registros de povos antigos que faziam o uso de tintas em seus corpos como forma de objeto cultural. A preocupação com a aparência era demonstrada por meio de rostos pintados e tatuados que sustentavam suas ideologias como respeito aos deuses e marcações de autoridade. (KURY; HANGRES; VALENÇA, 2000).
Os povos egípcios são grandes precursores em questão de beleza e estética, para eles a limpeza dos corpos significava a proteção contra o mal e contra doenças. A utilização de cosméticos era um hábito diário como forma de embelezamento. A henna é um dos materiais do antigo Egito que é utilizado até hoje para arte corporal e aplicações em unhas. (D’ANGELO; LOTZ; DEITZ, 2011).
Os padrões de beleza dos antigos hebreus eram fundamentos a partir do princípio que seus corpos eram presentes de Deus e que havia necessidade de ser bem cuidado. Utilizavam cosméticos como forma de higienizar e conservar a pele, cabelos, unhas e dentes. Plantas encontradas próximas a Ásia central eram preparadas para hidratar e proteger a pele. Os hebreus possuíam vários métodos de cuidado com a pele, muitos deles eram reproduzidos de outras culturas levando em consideração a sua característica nômade (D’ANGELO; LOTZ; DEITZ, 2011).
Métodos a base de vapores, massoterapia e casas de banhos foi uns dos tratamentos estéticos que os antigos romanos ficaram conhecidos. Aplicações de óleos e outros preparos eram uns dos rituais desenvolvidos para mantê-los saudáveis e atraentes (D’ANGELO; LOTZ; DEITZ, 2011).
Os gregos forneceram processos estéticos que são repetidos até hoje, a harmonização e proporção das formas pela busca do equilíbrio transmitem o cuidado zelado pela sociedade grega. Os padrões de beleza criados na Grécia Clássica apresentava a busca de estabilidade entre corpo e mente, enxergavam o corpo humano como um templo e que deveria ser cuidado tanto o exterior quanto o interior. Banhos preparados em óleos e ervas regulavam as temperaturas da pele, desta maneira, apresentavam que compreendiam os efeitos de elementos naturais sobre o corpo para sua melhor aparência. (D’ANGELO; LOTZ; DEITZ, 2011).
Na época da Idade Média o padrão de beleza feminino era delineado a partir de mulheres brancas de cabelos lisos e aparência inocente. Nesse período a igreja lutava contra o uso de cosméticos e maquiagens, pois julgava como ferramentas que conduziam a sedução e ao pecado. Artefatos, esculturas e artigos de tapeçaria manifestavam o uso exagerado de cosméticos e penteados extravagantes. (D’ANGELO; LOTZ; DEITZ, 2011).
O renascimento foi um período de transição da história medieval para a moderna. Nessa época o luxo é compartilhado entre homens e mulheres, ambos demonstram maior importância na utilização de joias, acessórios e maquiagens. A depilação se torna um hábito comum em destaque para as sobrancelhas e linhas dos cabelos que tinham o proposito de aumentar a testa, pois consideravam representar uma aparência mais “inteligente”. Perfumes e cosméticos eram usados com mais frequência. Perucas detalhadas eram produzidas em massa. O corpo ideal ganhava contornos mais realçados e o corpo feminino recebe maior valor nos seios e nas nádegas. (D’ANGELO; LOTZ; DEITZ, 2011).
O inicio do século XIX atinge uma nova fase na geração de conceito dos padrões de beleza. A burguesia se preocupava no aspecto saudável e natural. O homem e a mulher apresentam trajes e comportamentos mais discretos e elegantes priorizando o minimalismo. A sociedade consumista cresce rapidamente e os artigos de beleza são produzidos em largas proporções e preços mais acessíveis. (D’ANGELO; LOTZ; DEITZ, 2011).
2.2 BELEZA CONTEMPORÂNEA
A mistura de culturas e industrialização das civilizações introduziu ao século XX uma renovação na cultura da beleza. Enquanto décadas passadas o padrão estético se modificava lentamente, o século XX trouxe com ele as revistas, rádios, tevês e o cinema. As fontes de informações eram tantas que os hábitos e costumes se remodelavam. Mulheres que antes eram censuradas em ambientes políticos, profissionais e até mesmo públicos, passam por revoluções simbólicas. Um dos destaques relativo à moda feminina foi o cabelo curto (KURY; HANGRES; VALENÇA, 2000).
Os anos se passam e junto com eles as formas de se vestir e comportar. Homens e mulheres compartilham uma tendência aproximada. Cabelos curtos, roupas neutras, calçados baixos, ambos manifestam uma tendência unissex. Entretanto, a mulher sempre foi mais intencionada a cuidar da aparência em relação ao homem. Corpos magros, maquiagens da moda, tingir o cabelo de forma á esconder os fios brancos, cremes e óleos para limpeza da pele, eram imposições exigidas às mulheres em busca da estética perfeita. (KURY; HANGRES; VALENÇA, 2000).
A investigação realizada pela ciência desenvolveu produtos, técnicas e materiais cosméticos que revolucionou a cultura da estética. A manipulação realizada em escala atômica alterou características químicas de maneira a tonificar seus elementos diminuindo os casos de reações adversas. O número de indústrias que fornecem suporte aos cuidados da beleza é umas das mais populares organizações atualmente. A maquiagem é uns dos produtos mais utilizados no cotidiano, levando isso em conta, o Brasil ocupa a terceira posição no uso de cosméticos no mundo. (D’ANGELO; LOTZ; DEITZ, 2011).
A partir do século XXI a relação beleza e sujeito tomam formas e sentidos diferentes, o ideal de beleza norteia imagens subjetivas. O padrão de beleza é determinante a sua colocação social como, por exemplo, punks são diferentes em relação aos rappers. A concepção de beleza se enquadra em homens e mulheres de acordo com seu grupo pertencente. Os comportamentos de cada cultura reproduz uma distinção nas formas e modelos
estéticos padronizados, apesar disso, existe uma grande disposição para a globalização desses padrões. (KURY; HANGRES; VALENÇA, 2000).
2.3 BELEZA COMO INFLUÊNCIA
A publicidade é uns dos grandes instrumentos que estimula atenção e cuidado em relação à estética. Discussões a cerca da beleza não possuir gênero, impulsionou homens e mulheres a valorizar o seu próprio corpo. A partir do momento que mulheres encontram sua “independência feminina” desencadeou no homem o anseio ao cuidado da aparência, gerando valorização no mercado da beleza e investimentos em salões de beleza na adaptação de novos métodos e procedimentos para esse público. (VIGARELLO, 2006).
Segundo MOTA (2006) a divulgação que a indústria cultural emite produz desejos e reforça o padrão ideal de beleza. A reverência ao corpo e o que é belo transforma-o em instrumento e objeto de consumo ligado á objetos, roupas, acessórios, cosméticos e todo o sistema que envolve moda em geral.
Atualmente a beleza é caracterizada como um compromisso cultural, a aparência jovial é excessivamente valorizada. Na busca da aprovação social o único acesso é apresentar elementos do padrão de beleza estabelecido pela sociedade, que quando não atingida desencadeia problemas de baixa autoestima e depressão. Se por um lado o padrão estético expõe uma necessidade, por outro lado, os transtornos psicológicos assume um lugar de diferenciação. (MOTA, 2006).
Para Noaves e Vilhena (2003) o extremismo relacionado à beleza não está ligado às mensagens de repetição e sim respectivo à sua democratização considerando a evolução da mesma. A imposição de modelos estéticos sempre existiu, o que é regra imposta para mulher contemporânea não é do seu dever cumpri-la, mas afirmar que ela tem o controle de ser bela se assim desejar. Nos séculos passados a natureza era considerada como culpada, atualmente a responsabilidade é individual.
De acordo com Almeida (2012) a opinião pública é extremamente influenciada pela mídia, ela não diz ao público como pensar, mas influencia e
age sobre o que pensar. A publicidade manifesta sobre o sujeito a reflexão e percepção a respeito ao corpo por meio de últimas novidades, descobertas tecnológicas e científicas, promovendo a integração das tendências. Dessa forma a potencialização capitalista do cuidado à beleza padrão, emerge de modo a determinar a dominação de indústria da beleza.
2.4 MARCA
De acordo com AMA (American Marketing Association), “marca é um nome, termo, símbolo, desenho ou uma combinação desses elementos que deve identificar os bens ou serviços de um fornecedor ou grupo de fornecedores e diferenciá-los da concorrência”. Deste modo, tecnicamente, a criação de um novo produto, logo ou serviço, é a criação de uma nova marca. (KELLER E MACHADO, 2006).
A marca é em natureza uma responsabilidade da empresa no compromisso de oferecer uma espécie de serviço e benefício para o consumidor. De acordo com Kotler e Keller (2006) a marca deve garantir a qualidade apresentada por até seis níveis significativos:
• Atributos: Por meio de características particulares • Benefícios: Funcionais ou emocionais
• Cultura: Por meio da representação • Personalidade: Por meio da projeção • Valor: Visão e Missão
• Usuário: Por meio da sugestão de determinado produto
Conforme Wheeler (2012), designer e consultora de marca, as empresas precisam firmar uma relação significativa com seu consumidor, em vista de que existem muitos concorrentes no mercado. A maneira com que a marca é conhecida poderá atribuí-la uma forte evidência em relação às outras, pois as pessoas se apaixonam pelas marcas e uma boa marca afeta o emocional, não importa o tipo de serviço prestado.
Ainda de acordo com Wheeler (2012), a marca tem três funções principais: a navegação, segurança e envolvimento. A navegação leva o consumidor a mover-se entre as determinadas opções de produto que a marca oferece, a segurança explana a qualidade do produto ou serviço e certifica-se de que ao obter o produto o consumidor fez a escolha certa. O envolvimento ocorre através de associações entre linguagens e imagens, para assim desenvolver uma relação pessoal com o consumidor.
Peón (2006) conceitua marca como uma combinação entre símbolo e logotipo. Pode ser designada também como assinatura visual através de proporções gráficas estabelecidas para tornar o desenho da marca convincente, ou seja, o símbolo e logotipo são associados por imagens os quais resultam uma produção eficiente.
O conjunto é formado pelo símbolo e pelo logotipo normatizado quanto à posição de um relacionado ao outro e a proporção entre eles. Este conjunto, muitas vezes, requer uma ou outra adaptação nos elementos para uma melhor conjunção entre eles (Peón, 2003 p. 10).
Segundo Martins (2006) gerenciador e consultor de marcas, define marca como uma união de características tangíveis e intangíveis, representadas por um logotipo. Seus elementos elaborados de forma adequada criam influência atribuindo valor ao produto ou serviço. A marca desenvolve um sistema integrado que se presta a oferecer as soluções esperadas pelos indivíduos.
Para Kapferer (2003) a marca tem como ponto de origem um produto/serviço novo e único, desenvolvido através de mecanismos específicos de uma organização, segue o aspecto diferente da sua concorrência e favorece as expectativas do seu consumidor. Ao longo do tempo e duração no mercado, através de sua comunicação, a marca passa a expressar um estilo de vida, uma maneira de ser, e lhe é atribuída uma personalidade, deste modo, o produto ou serviço passa a conduzir os sinais exteriores da marca.
Ao se tornar uma marca de valor significativo é preciso estabelecer bons mecanismos associados entre a marca, objetos, produtos e serviços. Uma boa marca é aquela que consegue passar o seu ideal e através dela criar uma conexão afetiva com o seu consumidor.
Elementos de marca
Segundo Keller e Machado (2006) os elementos de marca têm como função identificar e se diferenciar da concorrência. Seus principais componentes estão envolvidos pelo nome da marca, dominação na internet, símbolos, logotipos, personagens, slogans, jingles e embalagens. O grupo de elementos bem elaborado pode promover um grande valor de marca, independentemente do meio de divulgação, visto que, obter sentimentos positivos favorecem o crescimento significativo na lembrança de marca.
Ainda por Keller e Machado (2006) os elementos visuais são basicamente a parte mais importante na construção de valor da marca, especificamente enquanto lembrança. O logotipo é uma criação de origem antiga que tem objetivo indicar princípio, propriedade ou associação, como exemplo, há séculos países são visualmente representados por bandeiras.
Diferentes elementos de marca têm diferentes forças e fraquezas, é importante ‘misturar e combinar’ esses elementos para maximizar sua contribuição coletiva ao brand equity. Elementos de marca são ‘mesclados’ de diferentes maneiras para atingir objetivos específicos, mas devem ser cuidadosamente ‘combinados para que se reforcem mutuamente e compartilhem algum significado. (Keller e Machado, 2006 p. 119)
De acordo com Peón (2003) o logotipo ou apenas logo é o elemento de marca principal enquanto matéria visual de uma empresa. É a combinação de letras, símbolos ou números com objetivo de ser efetivamente interpretado e associado corretamente com a empresa.
2.5 IDENTIDADE DE MARCA
Para Aaker (2007) autor de livros e artigos sobre gestão de marcas, segue a ideia de que identidade marca é a associação de conjuntos estratégicos que a marca pretende desenvolver e conservar.
Essas associações representam aquilo que a marca pretende realizar e implicam uma proposta aos clientes, feita pelos
membros da organização. A Identidade de marca deve ajudar a estabelecer um relacionamento entre a marca e o cliente, por meio de uma proposta de valor envolvendo benefícios funcionais, emocionais ou de auto-expressão. (Aaker, 2007, p. 73).
A identidade de marca pode ser considerada a partir de quatro perspectivas como: produto, organização, pessoa e símbolo. A escolha do produto já está ligada a experiências com a marca, portanto, o atributo proporcionado ao cliente promove benefícios funcionais e emocionais. Laços criados por pessoas, pela cultura e por programas da empresa em busca da qualidade norteiam os atributos sobre a organização. Como pessoa, características relacionadas ao envolvimento na empresa enfatizam sua personalidade, e o símbolo se destaca por meio do levantamento de metáforas, tradições e imagens visuais. (AAKER, 2007).
Segundo Kapferer (2003) a identidade de marca é todo o conjunto resultado da sua história, valor, aspecto físico e relação com o seu consumidor. Para ele a identidade é definida através de seis dimensões:
• Ambiente físico: Qualidades objetivas • Personalidade: Qualidades subjetivas • Cultura: Contexto
• Relação: Público-alvo • Reflexo: Consequência
• Mentalização: Sentimentos internos específicos.
Desta forma entende-se que identidade de marca além da necessidade de atribuir propriedade a um produto ou serviço, tem como objetivo passar ideia de conceito e significado, viabilizando uma comunicação que estabeleça a essência da marca. O consumidor deve se identificar e relacionar com todo o conjunto de elementos construídos.
Design de identidade de marca
Conforme Wheeler (2012) o universo que abrange a marca cresce de uma forma imensurável, os símbolos que a envolvem são classificados em diversas categorias, elaboradas por meio de formas e personalidades, entretanto, cabe ao designer analisar através de critérios o que se torna viável ao cliente o melhor identificador visual de sua empresa.
Não existem regras absolutas sobre qual é a melhor abordagem. Cada tipo de identidade tem suas vantagens, que dependem de uma série de fatores. No final das contas, é importante que a solução de design reaja ao problema que precisa ser resolvido. (Wheeler, 2012 p. 61).
Wheeler (2012) afirma que o design é determinado por um processo de repetição, onde busca unir forma mais significado, através de fatores como: experiência, estratégia, intuição e excelência.
O desenvolver de uma marca direciona o designer a enfrentar determinadas etapas para o desdobramento de uma ideia complexa, a criatividade é um processo constante de mudança e desenvolvimento, por isso, vários designers podem trabalhar em uma mesma ideia e partir dessa, moldar a solução esperada.
De origem inglesa a palavra design está associada a um sistema de produção em série de objetos ou imagens que consiste na elaboração e especificação visual do material. Diante disto, é necessário que o desenvolvimento tenha como origem o planejamento concreto baseado em uma metodologia que divide as tarefas e organize as ideias, para que todos não fujam do que há pré-estabelecido. (WHEELER, 2012).
Segundo Peón (2003) a metodologia deve ser usada como uma ferramenta para o desenvolvimento de um objetivo – e não o objetivo em si mesmo. Entretanto, é visto que é possível a criação de um projeto efetivo sem uma metodologia pré-estabelecida, porém torna-se mais difícil e cansativo, sendo assim, aumenta possibilidade de erros e imprevistos são maiores, visto que, a ausência de metodologia leva também à ausência de controle das variáveis envolvidas.
2.6 IDENTIDADE VISUAL
O desenvolvimento para a identidade visual é construído por meio de signos planejados segundo processos a representar e comunicar a identidade da instituição.
De acordo com Peón (2003) existe um sistema de identidade visual (SIV) que caracteriza objetivamente a identidade. Formado por componentes básicos da identidade visual, são eles: o logotipo, símbolo, marca, cores e alfabeto institucional, além de outros itens secundários como material de papelaria, embalagens, uniformes, elementos gráficos, sinalizações, entre outros, que podem ser chamados de aplicações, desta forma, o sistema é construído por um grupo de aplicações padronizadas por ele mesmo.
Sistema de normatização para proporcionar unidade e identidade a todos os itens de apresentação de um dado objeto, por meio de seu aspecto visual. Este objeto pode ser uma empresa, um grupo ou uma instituição, bem como uma ideia, um produto ou um serviço. (Peón 2003, p. 13).
Segundo Peón (2003) o sistema tem o objetivo central determinar a identificação e memorização da peça de acordo com sua apresentação visual. Enquanto, seus objetivos secundários são determinar benefícios para que a empresa cresça e alcance uma consolidação de imagem, elaborada por meio de planos como influir seu posicionamento junto à concorrência. Manter um controle sobre o estoque de patrimônio e de pessoal, e desenvolver um plano de persuasão para obter lucro e hegemonia.
Para Wheeler (2012), Identidade visual é composta por características racionais, ela desenvolve ideias significativas, ampliadas e acessíveis, é o elemento que singulariza a instituição em meio ao grande sistema que é o mercado consumidor.
Uma identidade visual eficaz é aquela que se identifica e se diferencia das demais identidades. Quando os elementos visuais geram uma associação entre marca e consumidor, pode-se dizer que houve uma identificação. A diferenciação é quando a marca se apropria de componentes singulares transformando-se em única e diferente de suas concorrentes.
Strunck (2001) referência no Brasil enquanto design, afirma que uma empresa segmentada estabelece uma identidade visual. A união de seus elementos gráficos realizará visualmente a ideia de personalidade da marca. Hoje em dia a identidade visual de uma instituição não é definida apenas pela marca, sobretudo, aquilo que a cerca como logotipo, tipografia, folders, anúncios, campanhas, produtos, uniformes, etc. A sua elaboração abrange diversos segmentos como conceitos básicos de marketing, linguagens visuais, análise de mercado, entre outros. (Strunk, 2001).
Peón (2003) declara que identidade visual é o que torna único visualmente a empresa, aquela que pode se diferenciar de outras organizações a partir de seus elementos visuais. A identidade visual é composta por um sistema de três elementos: o símbolo, o logotipo e a marca. O símbolo é um ícone gráfico e único, com capacidade de percepção e associação à empresa, o logotipo é o conjunto elaborado por letras que formam o nome da organização e a marca é a fusão entre o símbolo e a logotipo, que representa a instituição visualmente.
Profissionalmente, considera-se como identidade visual aquele componente de singularização visual que é formado por um sistema expressamente enunciado, realizado voluntariamente, planejado e integrado por elementos visuais de aplicação coordenada. (Peón 2003, pag. 10).
A identidade visual é um fator de extrema importância na comunicação da empresa, ela estabelece a personalidade da marca, por meio das associações entre visão, missão, imagem, cultura, objetivos, e toda a sua gestão, para que consumidores e colaboradores reconheçam e identifiquem as suas características. O projeto de identificação visual bem elaborado leva ao consumidor estímulos emocionais, enfatizando o seu valor diferenciador.
Sistema de Identidade Visual (SIV)
De acordo com Peón (2003) o Sistema de Identidade Visual (SIV) ou Programa de Identidade Visual (PIV) são nomenclaturas para o conjunto de elementos que formam a identidade visual. Instituído por tipos de elementos
que moldam a identidade como o logotipo, símbolo, marca, cores, além de vários outros elementos aplicáveis especificamente em determinados materiais.
O objetivo deste sistema é fazer a apresentação visual da identidade de marca. De modo a tornar-se memorável e reconhecida, obtendo benefícios para reproduzir um crescimento evidente na empresa. Em resumo conforme Peón (2003), os objetivos de um Sistema de Identidade Visual podem ser divididos em três partes:
1 - Influir o posicionamento da entidade junto aos semelhantes ou à concorrência: O primordial é tornar-se diferente às instituições que se assemelham, em associação visual, simbólica e subliminar.
2 - Controlar estoque de patrimônio e de pessoal por instituição: Todos aqueles que participam efetivamente na instituição se tornam autentificados perante elementos do Sistema de Identidade Visual, sejam pessoas, produtos ou equipamentos, todos eles propagam sua imagem corporativa.
3 - Persuasão para obtenção de lucro, promoção ou hegemonia: A terceira parte do SIV corresponde ao induzimento e convencimento do público-alvo pela imagem positiva da instituição, com o propósito de lhe atribuir vantagens e benefícios.
Entretanto o alcance dos objetivos almejados pelo SIV se desempenha através de funções básicas compostas por algumas funcionalidades:
De forma imediata o objeto se diferencia de seus pares: é o conceito mais fundamental e está presente na base nas demais funções. A percepção visual não é garantia de uma eficiência por completo, apesar disso, é a mais imediata.
Transmitir um conceito que se torne coeso associado ao objeto: o SIV constrói um vinculo mais forte quando conta uma história. Conceitos são mais importantes que outros, de acordo com a empresa, sua posição no mercado e perfil de público devem ser agregados à sua imagem corporativa.
Associar o objeto a noções de solidez, segurança, organização e planificação: ideias de coletividade e qualidade são consideradas a base fundamental de qualquer instituição de sucesso.
Institucionalização do objeto: é onde a instituição passa a imagem única e independente se tornando imune às ações individuais de seus funcionários, colaboradores, sócios e proprietários. (PEÓN, 2003).
Requisitos para projetação de sistemas
Para Peón (2003) o SIV deve compor algumas condições necessárias para que se cumpra uma identidade visual de sucesso, são elas:
Originalidade: Devido ao grande mercado que envolve o sistema de identidade visual, criar um material inédito se torna algo com extrema complexidade, entretanto, o esperado é que a solução da problemática se torne diferente das criações já existentes afastando qualquer nível de referenciarão.
Repetição: A repetição de elementos básicos no sistema de identidade faz-se mais eficaz e eficiente enquanto memorização, desde que sejam aplicadas corretamente.
Unidade: Os elementos básicos idealizados precisam ser aplicados segundo as determinações do sistema, desta forma, por meio da repetição o sistema será estruturado na mente do usuário de forma compreensível.
Fácil Identificação: Deve haver muito cuidado e atenção no controle da implantação do sistema, quanto à produção e veiculação das aplicações. A identificação que se faz por meio do público-alvo é de extrema importância, o usuário precisa reconhecer claramente os elementos básicos e também seu significado.
Viabilidade: tornar-se viável para comprometer-se totalmente ao sistema, seja economicamente, nominalmente, operacionalmente ou tecnicamente. O importante é elevarem-se os dados para conhecimento das exigências oferecidas para implantação do sistema.
Flexibilidade: O SIV deve projetar a correta aplicação em várias condições técnicas. Assegurar uma implantação coerente de seus elementos, visando funcionalidade e eficiência considerando a inclusão de variação de símbolo, logotipo, cores, alfabeto visual e audiovisual.
Fases da projetação
As fases da projetação são dividas em três funcionalidades: problematização, concepção e especificação, Peón (2003) defende que por
meio destes métodos existe melhores possibilidades de controlar as etapas de criação da identidade.
A primeira fase chamada de problematização é identificada a problemática do assunto, são todos os dados variáveis que determinam o trabalho que será desenvolvido e organizado para possibilitar e otimizar uma solução satisfatória. (PEÓN, 2003).
A problematização, assim, consiste no reconhecimento da situação de projeto e seu equacionamento, para posterior desenvolvimento de uma solução. Nesta primeira fase, nada é produzido. É, porém, uma fase essencial. A problematização significa, portanto, o levantamento dos recursos (objetivos e simbólicos), as operações necessárias para o alcance da solução e os parâmetros para a aplicação destes recursos. (PEÓN, 2003, P. 52).
A segunda fase chamada de concepção é composta por etapas onde nela surgirão gerações de alternativas:
1 – Geração de alternativas: Através das condições e controle do sistema entendidos da problematização, são desenvolvidas várias opções de soluções agrupadas entre si com um partido em comum.
2 – Definição do partido: Depois de identificar os partidos, é necessário a realização de uma averiguação de cada proposta, buscando o partido como alternativas corretas que será analisado em busca da sua solução.
3 – Solução Preliminar: Diante uma nova avaliação, a alternativa do partido é escolhida sendo utilizada como base da solução, neste momento deve ser aprimorada tendo em vista as determinações de cores e resolução de eventuais problemas de redução.
4 – Validações: Chamada de validação preliminar tem como característica dois tipos de pesquisas. A qualitativa como solução preliminar, é avaliada por alguns usuários em potencial (amostras) por meio de perguntas abertas, de maneira a pontuar questões que passaram despercebidas ao designer anteriormente. Enquanto, a segunda validação é do tipo quantitativa. Abrangendo um número maior de amostras, realizado através de questionários com perguntas fechadas de múltiplas escolhas.
5 – Solução: Neste processo é elaborado um último aprimoramento. Após isso, é apresentado ao cliente para aprovação, sustentado com um
discurso claro e seguro com uma argumentação baseada nos resultados da problemática, parâmetros utilizados para escolha do projeto e da solução nos resultados da validação.
E por fim a terceira fase, Peón (2003) define especificação a implementação do SIV na conduta de um Manual de Identidade. Os interlocutores diretos serão responsáveis pela concretização do sistema, (técnicos em aplicação, publicitários, designers, etc.) agora são prioridades para realizar a aplicação correta da marca nos diversos materiais.
Elementos de identidade visual
Segundo Peón (2003) os elementos de uma identidade visual padronizado por um SIV é segmentado da seguinte forma: Primários, secundários e acessórios.
Os primários são aqueles baseados em todos os demais cuja veiculação é fundamental para o desempenho do sistema. São eles o logotipo, símbolo e a marca. Os secundários são provenientes dos elementos primários e sua utilização, dependente exclusivamente da configuração de cada aplicação. E finalmente os acessórios que geralmente integrados aos elementos primários e secundários, estão ligados ao tipo do sistema em questão, são os grafismos, normas para layout e mascotes.
Símbolo
O símbolo também chamado de “marca” tem como qualidade a capacidade de resumir a logo, é de fácil compreensão e pode ser rapidamente associado à empresa. Desta maneira, o símbolo deve ser elaborado de forma simples, forte e ao mesmo tempo apropriado, pois o excesso de elementos pode dificultar sua memorização. (PEÓN, 2003).
De acordo com Peón (2003) são várias as suas classificações, pois cada um é determinado por um aspecto em particular, o que torna útil suas alternativas para aplicação como: tipográficos, figurativos, ideogramas e
abstratos. O símbolo tipográfico é elaborado através da inicial ou iniciais do nome da empresa, pessoa ou produto que está sendo representada.
O símbolo figurativo é definido através de figuras, ícones ou emblemas baseados em desenhos. O ideograma é o típico símbolo representado por uma ideia vinculada por meio de uma figura estilizada, simbolizando exatamente o objeto. O símbolo abstrato é construído por meio de formas geométricas simples e também por objetos simples do dia a dia, ele tem como referência uma representação figurativa, mas sua representação é modificada. (PEÓN, 2003).
Logotipo
Conforme Peón (2003) logotipo indispensavelmente é composto por letras. Eles são classificados de acordo com sua família de caracteres. Aqueles que são baseados em uma família existente representada através da posição dos caracteres ou a singularidade da família, concede uma identidade ao logotipo, e também existem aqueles formados por famílias modificadas, que se trata de um redesenho dos caracteres o que torna o logotipo singular em relação aos demais.
Os logotipos de acordo com o grafismo possuem os gráficos como elementos acessórios, deste modo, estes grafismos se tornam inexpressivos, e não devem ser aplicados separados do logotipo, se aplicado de forma livre provavelmente o mero símbolo poderá ser mal interpretado. (Peón, 2003).
Para Wheeler (2012) o logotipo é composto por apenas uma palavra ou por várias, representadas por uma tipografia normal, modificada ou redesenhada. Ela precisa ser legível independente de sua forma de aplicação, um bom logotipo é aquele analisado cuidadosamente pelos designers.
Elementos secundários
Os elementos secundários são desenvolvidos por meio da combinação de cores que elaboram uma importância de eficiência no sistema de identidade
visual. A cor transmite emoções e consegue expressar sua personalidade, ela estimula associação e rapidamente pode a diferenciar a empresa. (Peón, 2003).
Para determinar a cor é necessário um estudo básico de suas teorias, pois antes de ler o conteúdo o cérebro percebe a cor, pois é com o auxílio dela que a marca se torna percebida e se distingue tornando-se capaz de dominação e referência na era digital.
Segundo Farina (2006) a utilização da cor não pode representar o gosto pessoal ou ser escolhida de forma arbitrária, a decisão coesa em relação ao segmento da empresa transmite sensação de realidade causando impacto e realçando um diferencial. A cor é uns dos elementos mais importantes que transmitem a identidade visual da marca, dentre todos os elementos que envolvem uma identidade como logotipo e símbolo, estes por sua vez, expressam-se através das cores.
A cor representa mecanismos poderosos para transmissão de ideias, emoções e ambientes que interferem de várias formas no seu receptor. Para melhor interpretação Farina (2006) descreve a psicodinâmica das cores a seguir:
Branco: Ordem, simplicidade, limpeza, paz, pureza, dignidade, harmonia, divindade, entre outros.
Preto: Mal, miséria, tristeza, desgraça, negação, melancolia, opressão, angustia, pessimismo, entre outros.
Cinza: Tédio, tristeza, desânimo, seriedade, passado, sabedoria, carência, velhice, entre outros.
Vermelho: Força, energia, coragem, intensidade, paixão, glória, calor, violência, emoção, ação, agressão, alegria, sensualidade, entre outros.
Laranja: Desejo, dominação, energia, dureza, euforia, alegria, prazer, senso de humor, entre outros.
Amarelo: Iluminação, expectativa, conforto, verão, luz, calor, orgulho, esperança, egoísmo, inveja, originalidade, entre outros.
Verde: Saúde, bem-estar, natureza, segurança, equilíbrio, liberdade, amizade, abundância, entre outros.
Azul: confiança, verdade, afeto, frio, céu, mar, precaução, meditação, serenidade, fidelidade, sentimento profundo, entre outros.
Roxo: Mistério, fantasia, igreja, espiritualidade, calma, justiça, sonho, grandeza, entre outros.
Marrom: Terra, melancolia, resistência, vigor, doença, entre outros. Dourado: Abundância, luxo, sofisticação, dinheiro, felicidade, sagrado, entre outros.
2.7 BRIEFING DA EMPRESA DIVA SALÃO DE BELEZA
Histórico
A empresa Diva Salão de Beleza foi fundada em 2001, a proprietária de forma autônoma começou a prestar seus serviços há dezenove anos na cidade de Medianeira – PR.
No começo da carreira foi montado um pequeno espaço dentro da própria casa e com poucos recursos a cabeleireira atendia uma pequena parte da vizinhança e conhecidos mais próximos. Com o passar dos anos se especializando através de aulas, cursos e aquisição de equipamentos qualificados adquiriu mais experiência garantindo maior visibilidade decorrente à competência de seu trabalho.
Figura 1 – Sede Diva Salão de Beleza
O espaço está localizado atualmente na Rua Santiago, 1043 Bairro Nazaré na cidade de Medianeira – PR. O seu telefone para contado é (45) 3264-5400 e a sua proprietária se chama Diva.
Serviço
O salão presta serviços especificamente para mulheres, desde jovens a mulheres da terceira idade. Suas atividades compõem-se do tratamento dos cabelos, peles, unhas, maquiagem, massoterapia, depilações e micro pigmentações.
O atendimento no espaço está aberto ao público apenas com horário marcado com antecedência, seu horário de funcionamento é das terças-feiras aos sábados com inicio às oito horas da manhã.
Cultura organizacional
Missão: Ofertar serviços de beleza de alta qualidade com dedicação e atenção para maior satisfação do nosso cliente.
Visão: Ser reconhecido como excelência em serviços de beleza.
Público alvo
Como já citado anteriormente, o salão atende mulheres sem delimitar faixa etária, não apenas da cidade onde é localizado como também das cidades vizinhas de Medianeira. O espaço busca atender cada uma de suas clientes de forma especial aspirando satisfaze-las.
A logomarca
A logo já havia sofrido alterações durante os anos, ocasionalmente a proprietária alterava a logo de maneira que a mesma achasse conveniente. Atualmente a logo se encontra representada na figura abaixo:
Figura 2 – Logomarca atual Diva Salão de Beleza
Fonte: Diva Salão de Beleza (2020)
A logomarca exibida pela figura 2 apresenta impressa no cartão de visitas do salão, a mesma consta de modo diferente da logomarca estampada fora da empresa na janela.
Figura 3 – Fachada Diva Salão de Beleza
Compreendendo a trajetória pela qual o salão percorreu, o trabalho da releitura é um desafio para estabelecer de maneira sólida a identidade visual da empresa. É de valor significativo não perder essência da marca, em vista que a proprietária está de cabeça aberta para qualquer proposta em relação à mudança da marca.
Problema de comunicação
Conforme apresentado na figura 2 e 3, é possível observar que a empresa não possui uma marca definitiva, impossibilitando a presença de uma identidade visual, visto que a logomarca presente no cartão de visitas é diferente da fachada. Respeitando o que foi proposto por Péon (2003) anteriormente, a identidade visual é o que diferencia e torna a marca única, deve ser feita metodologicamente e planejada. A atual marca, não possui originalidade, planejamento e sofre com incoerência.
Já exibido anteriormente a fachada da empresa está ilegível, com o passar do tempo o material aplicado sobre a sede do espaço ficou desbotado sem condição nenhuma para enxerga-lo. O projeto do redesign planeja elaborar uma imagem atualizada da empresa, definindo e disponibilizando uma proposta visual que ofereça ligação de todos os elementos da marca e maior alcance diante a comunidade e região além de novos clientes que não conheciam o espaço que irão ser introduzidos pela nova identidade visual da marca.
3 METODOLOGIA
Este capítulo tem o objetivo de realizar o passo a passo dos processos metodológicos que ajudaram a desenvolver a solução da problemática abordada. Para sua elaboração serão demonstrados os processos de pesquisas realizados através do delineamento de pesquisa, definição de população e amostra, roteiro de entrevista e análise da coleta de dados.
Para o desenvolvimento desta metodologia foi aplicado uma abordagem onde, segundo Peón determina metodologia (2003, p. 50) “o conjunto e a ordenação de procedimentos para a realização de um dado objetivo – ou seja, o conjunto de métodos utilizados, bem como o estudo e análise destes métodos.”. A metodologia é um recurso que auxilia na orientação fornecendo um caminho para realização de um projeto.
De acordo com o padrão metodológico estabelecido por Peón, o processo de desenvolvimento de identidade visual (SIV) se desenrola através de três fases da projeção. A primeira fase chamada de problematização na qual é identificada a problemática do assunto, segundo Peón (2003, p. 52) “todos aqueles dados variáveis que determinam o trabalho que será desenvolvido, organizado para possibilitar e otimizar uma solução satisfatória.”. Logo em seguida a segunda fase chamada de concepção, é composta por etapas onde nela surgirão gerações de alternativas, sugestões e validações para construir objetivos de identidade visual que foram projetadas na primeira fase. E a última etapa deste processo é chamada de especificação, onde em conclusão são definidos todos os fatores fundamentais para elaboração do manual de identidade visual.
3.1 ESPECIFICAÇÃO DO PROBLEMA
Como elaborar um redesign de marca para a empresa Diva Salão de Beleza revelando uma identidade de marca e identidade visual moderna e contemporânea?
3.2 DELINEAMENTOS DA PESQUISA
O tipo de pesquisa adotado foi a qualitativa, de caráter exploratória, que segundo Malhotra (2001) autor da obra introdução à pesquisa de marketing, é facilmente compreendida alcançando um nível de percepção mais claro. Geralmente utiliza-se para criação de hipóteses de forma que os problemas e soluções possam ser delimitados por meio de uma investigação aprofundada. Tem como característica a amostra não representativa e não traz dados estatísticos.
Para melhor elaboração e desenvolvimento deste trabalho foi necessário desenvolver duas pesquisas de caráter qualitativo. Em primeiro momento será delineado o briefing como instrumento de obtenção maior de informações com a proprietária da empresa, projetando um processo colaborativo. Em um segundo caso da pesquisa qualitativa, terá como objetivo a coleta de análises obtidas através de profissionais formados na área do design. A pesquisa qualitativa será elaborada basicamente como estratégia de investigação, onde o pesquisador em contato direto com os sujeitos e ambiente estudado, coleta uma determinada quantia de dados descritivos ou fotografados para compreender a situação abordada em busca de uma solução para a problemática.
População e amostra
População é designada para todo o conjunto de informações de um determinado grupo, sociedade ou universo. Segundo Malhotra (2005, p. 261) é a coleção de elementos ou objetos que compartilham características em comum no mesmo universo e possuem a informação que o pesquisador está buscando, necessitando de uma contagem precisa caso incluída em uma amostragem.
De acordo com Malhotra (2005) amostra é definida através da subdivisão de fatores existentes na população. Sua elaboração tem como ponto de partida a definição da população e conjunto de seus elementos, a fim de determinar de técnicas e proporções até a fase de execução.
A amostra de pesquisa deste trabalho será desenvolvida com a colaboração de três designers especializados na área da publicidade. Serão apresentadas três propostas de design e a partir da avaliação será desenvolvido o apuramento e melhoria para apresentar a solução.
Roteiro de entrevista
O roteiro de entrevista semiestruturado terá como funcionalidade a obtenção de dados. O objetivo é explorar mais de uma possibilidade adquirindo mais informações sobre o conteúdo. Desenvolvendo uma formação de responsabilidade com o entrevistado. A entrevista de profundidade vai analisar diferentes contextos, garantindo mais conhecimento sobre a problemática abordada. De acordo com Malhotra (2001 p. 118) o roteiro de discussão deve refletir os objetivos da pesquisa qualitativa proveniente de uma natureza exploratória que fornece uma entrevista mais aberta e maior alcance de informações.
Análise da coleta de dados
De acordo com a entrevista realizada em colaboração dos três designers, aplicadas de forma individual com o briefing desenvolvido com a proprietária. A análise deste trabalho será baseada nos resultados das entrevistas visando desenvolver as aplicações necessárias propondo a caracterização adequada. Malhotra (2001) conceitua como uma etapa para a organização dos dados, trazendo vantagens para a gestão da empresa que poderá proporcionar resoluções de qualidade.
Depois de realizado o estudo das respostas obtidas por meio da entrevista e escolha da proposta, foram realizadas adaptações na logomarca selecionada para que assim fosse entregue o projeto final.
3.3 Proposta de identidade de marca e identidade visual
Conforme o processo de desenvolvimento do sistema de identidade visual (SIV) elaborado por Peón, foram utilizados os mesmos métodos para
criação da identidade visual e identidade de marca da empresa Diva Salão de Beleza seguindo a rigor os critérios estabelecidos entre as fases problematização, concepção e especificação.
Na primeira fase então chama-se problematização, foi levantado determinadas informações por meio do briefing e definido elementos fundamentais para a criação da marca como visão, missão, público alvo e contexto social, entre outros.
Para a concepção, fase número dois do SIV foi elaborado a construção do material em estudo, por meio de ideologias projetadas, agrupamento de construções individuais, e logo em seguida para os processos fundamentais foi necessário à análise de designers experientes na área da comunicação para fornecer um tipo de mecanismo de configuração do material produzido.
A terceira e última fase chamada de especificação encerra todo processo. Neste momento foi executado todas as aplicações dos materiais, por meio dos elementos do design se torna viável de fato o manual de identidade visual da empresa.
Geração de alternativas
A relação briefing e aspectos visuais como forma de referência serviram muito para a construção dos primeiros rascunhos da nova logomarca. Ao desenvolver caminhos criativos do que viriam compor as opções, foi considerado o seu segmento de marca. Para realização das alternativas de redesign foi desenvolvido rascunhos para organizar pensamentos e estabelecer uma orientação, como apresentado a seguir na figura 4:
Figura 4 – Esboços de marca
Fonte: Criação dos autores (2020)
Inicialmente as primeiras ideias partiram de explorar o modelo com os elementos presente na logomarca atual. Buscou-se renovar a ideia com a criação de um novo símbolo da borboleta, entretanto, durante um brainstorm gerou-se novas ideias e o desenvolvimento dessas ideias priorizou a figura feminina e deixando a figura da borboleta de lado.
Durante o desenvolvimento dos esboços da marca foi decidido o abandono da representação da logomarca com a borboleta. Diante da análise do público alvo, decidiu-se utilizar como símbolo principal da marca a figura feminina, a ideia é de focar e valorizar a importância da mulher para a empresa.
De acordo com os esboços digitais, foram escolhidos três caminhos criativos que se tornariam opções para representar a marca, dentre eles, dois esboços de marca apresentados na figura 4 foram escolhidos e uma opção mais focada no logotipo.
Considerando como referência as características visuais do seu segmento e também o mais apropriado para a sua gestão de marca, foram
tomadas as decisões adequadas e a realização das propostas de logomarca desenvolvidas para que assim fossem apresentadas aos designers.
Figura 5 – Primeira alternativa
Fonte: Criação dos autores (2020)
A primeira alternativa (Figura 5) é elaborada por dois tipos de fontes longas, finas e sem serifas. A fonte primaria realçada na cor dourado tem como objetivo transmitir luxuria, sofisticação e elegância. Com destaque ao simbolismo na letra A construída por meio da figura de uma tesoura procura emitir a ideia tradicional de salões de beleza, como também na excelência em particular no corte de cabelos. A fonte secundária serve como suporte em relação a primaria, na cor branca tem o propósito de ressaltar leveza, pureza e limpeza. O preto por sua vez, adequa-se ao sentido de apoio. Está associado ao clássico, estilo e elegância que combinado ao dourado e branco proporciona muita harmonia. O foco dessa alternativa é trazer um toque requintado totalmente o oposto do que a logomarca atual transmite. Essa é uma proposta mais moderna e consistente, todos os elementos buscam um equilíbrio entre elegância e sofisticação proporcionando uma imagem mais agradável.
Figura 6 – Segunda alternativa
Fonte: Criação dos autores (2020)
A segunda alternativa (Figura 6) é uma interpretação mais delicada, o desenho da logomarca traz como símbolo a mulher. A figura feminina é centralizada, em torno de um círculo que se faz associar com a letra D. A tipografia utilizada é limpa e clara com detalhes em serifa na fonte primária, buscando transmitir glamour e estilo, em vista que, letras serifadas melhoram a legibilidade. Enquanto a segunda tipografia é mais minimalista serve de apoio e destaque para a principal. As cores foram organizadas de maneira a proporcionar luxo e sofisticação visualmente, o dourado, marrom e branco, oferecem harmoniosamente um equilíbrio requintado como dito anteriormente. A escolha dessa alternativa tem como foco transmitir que o espaço é exclusivo e particular da mulher, todo o serviço prestado dentro do salão é voltado para o cuidado e bem-estar feminino, o símbolo ao centro da letra D caracteriza muito bem essa proposta. Nessa abordagem existem dois tipos de formatos oferecendo versatilidade nas aplicações internas ou externas, até mesmo em objetos.
Figura 7 – Terceira alternativa
Fonte: Criação dos autores (2020)
A terceira alternativa (Figura 7) traz uma abordagem próxima das anteriores. A tipografia utilizada constrói uma imagem mais sutil e divertida do espaço, apesar disso, ainda mantém o foco na mulher atrelado ao simbolismo D na parte superior ao nome, ilustrado pelo contorno do rosto e cabelo de uma mulher. A fonte primária de forma caligráfica foi escolhida para representar mais leveza e sutiliza, a fonte secundária foi desenvolvida de maneira clara e fina para dar mais realce na fonte principal. A cor lilás derivada de uma nuance da cor roxa procura a associação na feminilidade, tranquilidade e purificação. A decisão de trazer essa alternativa foi a de agregar elementos da logomarca atual na nova criação, a cor e formas caligráficas são uns dos componentes que tornam as logomarcas parecidas, levando em conta fatores sentimentais vinculados entre a proprietária e sua marca.
Análise da Pesquisa Qualitativa
Abaixo estão as entrevistas de profundidade realizadas com os designers, foram abordadas cinco questões que buscam a análise e solução da problemática. Os entrevistados são três designers com experiência no
mercado. Dois deles são do gênero feminino e apenas um do gênero masculino, sendo identificados como entrevistado A, B e C.
Figura 8 – Primeira alternativa
Fonte: Criação dos autores (2020)
Está clara a transmissão de valores e aspectos abstratos?
Os entrevistados A e B concordam que está clara a transmissão de valores e aspectos abstratos, ressaltam a simbologia da logomarca aplicada a semiótica na tesoura muito bem trabalhada. O entrevistado C concorda, entretanto, comenta que está em desacordo com o conceito da marca.
O que a marca transmite?
Para o entrevistado A, a primeira alternativa transmite a sensação de que os tratamentos capilares do salão são “premiums” e de extrema qualidade. Para o entrevistado B, exclusividade e confiança chamando atenção para a
tagline “salão de beleza” que ressalta a ideia de luxuria gerando um impacto
maior para a marca. O entrevistado C comenta “é elegante, porém parece ser de barbearia masculina”.
A tipografia é adequada?
Os entrevistados A, B e C concordam que a tipografia é adequada. Para eles o conjunto tipográfico está associado ao luxo e sofisticação, o trabalho com uma tipografia mais limpa e minimalista é perfeita para aplicações tanto externas quanto internas cumprindo o dever de fácil leitura que um logotipo precisa ter, o entrevista C comenta que a altura e linhas finas fazem uma bela associação com cosméticos e seus derivados.
As cores são adequadas?
Para o entrevistado A está adequado, as aplicações no preto e dourado transmitem a ideia de sofisticação fator característico para esse segmento. O entrevistado B acredita que as cores selecionadas fogem do tradicional em que a área está inserida, além disso, as cores remetem a um lugar fechado e não muito convidativo. De acordo com o entrevistado C as cores são adequadas, porém, são de fácil associação a um espaço masculino.
A simbologia transmite o conceito da marca?
Os entrevistados A e C acreditam que a simbologia não está transmitindo o conceito da marca, a tesoura como fator em destaque deixa a entender que o espaço apenas e exclusivamente presta serviços capilares ou corte de cabelos, se contradizendo ao briefing. O entrevistado B considera o símbolo adequado e atrelado ao conceito pelo fato da tesoura ser o objeto mais popular neste segmento.
Figura 9 – Segunda alternativa
Está clara a transmissão de valores e aspectos abstratos?
Os entrevistados A, B e C concordam em que esta alternativa é a mais clara dentre as propostas definidas, o ícone como figura de mulher consegue-se de forma macro entender que o espaço é especial para o público feminino. O entrevistado A faz uma sugestão a respeito do circulo que envolve o ícone, uma pequena adaptação para a letra D ficar mais característica, tornaria a marca mais memorável na mente do consumidor.
O que a marca transmite?
O entrevistado A comenta que luxuria, elegância e alta qualidade são sensações transmitidas pela marca e ainda diz que essa alternativa está totalmente de acordo com o conceito de marca. Para o entrevistado B a proposta manifesta um lugar leve e bem cuidado enquanto o entrevistado C comenta que sente muito contemporaneidade, um fator importante para agregar valor a marca nos dias de hoje.
A tipografia é adequada?
Novamente para o entrevistado A a tipografia está correta, ressalta os detalhes em serifa dizendo que traz mais glamour e estilo para a nova logomarca, ainda faz uma assimilação a logomarca da revista “Vogue” remetendo a tipografia de alto padrão. Para o entrevistado B a utilização da tipografia em especifico é agradável e gera uma sensação de um ambiente confortável, entretanto, faz uma sugestão na altura das letras primárias e afinação nas secundárias. O entrevistado C acredita que as curvas sutis, elegantes e levemente divertidas estão perfeitamente adequadas se tratando de um ambiente feminino.
As cores são adequadas?
Todos os entrevistados concordam em que as cores são adequadas, o entrevistado A comenta que a variação do branco para dourado se encaixa corretamente, fazendo uma observação para as marcas desse segmento dizendo que muitas cometem erros nesses termos. Para o entrevistado B mesmo havendo aplicação em degrade acredita que as cores remetem a algo antigo e que a aplicação mais clara da cor se a tornaria mais “adequada”
enquanto para o entrevistado C o gradiente dourado está passando a sensação de elegância, porém, necessita de brilho considerando a cor em questão meio “morta”.
A simbologia transmite o conceito da marca?
Os entrevistados A, B e C consideram a proposta da simbologia correta enquanto transmissão do conceito da marca, o entrevistado A ressalta que a figura da mulher está de acordo e alinhado com o briefing. “Referindo-se a um espaço totalmente feminino a mulher é um dos melhores símbolos para representação” reforça o entrevistado B. Para o entrevistado C a mulher como símbolo destaque é a peça chave da ilustração ainda comenta que a alternativa passa uma sensação moderna e convidativa.
Figura 10 – Terceira alternativa
Fonte: Criação dos autores (2020)
Está clara a transmissão de valores e aspectos abstratos?
O entrevistado A descarta por completo esta terceira alternativa, para ele a logomarca é genérica e está atrelada a outros salões de belezas, acrescenta ainda que não possui nenhum diferencial. Para o entrevistado B e C a transmissão de aspectos abstratos está evidente e ressaltam a delicadeza como um dos pontos fortes desta proposta.