~ ~ S S E M B L E I A DA ~~EPUBLICA
COMISSAO EVENTUAL PARA O ACOMPANHAMENTO POL~TICO DO FENÓMENO DA CORRUPÇAO E PARA A ANÁLISE INTEGRADA DE SOLUÇOES COM VISTA AO SEU
COMBATE
EXCELENT~SSIMO SENHOR
PRESIDENTE DA ASSEMBLEIA DA R E P ~ B L I C A
Data: 2 1 de Abril de 2010
ASSUNTO: Iniciativas legislativas
Para os devidos efeitos, junto envio a Vossa Excelência o Parecer aprovado, por unanimidade, com a ausência do BE e do PEV, na reunião desta Comissão, de 2 1 de Abril de 2010, relativo as seguintes iniciativas legislativas:
PROJECTO DE LEI N.9 215/Xl/la (PS) - REGIME DE SUSPENSÃO DE MANDATO DOS TITULARES DE ÓRGÃOS AUTARQUICOS
PROJECTO DE LEI N.9 216/Xl/l"PS)
-
VIGÉSIMA ALTERAÇÃO A LEI GERAL TRIBUTÁRIA, APROVADA PELO DECRETO-LEI N.9 398198, DE 17 DE DEZEMBROPROJECTO DE LEI N.9 217/Xl/l"PS) -ALTERA O CÓDIGO PENAL, CRIANDO U M NOVO TIPO LEGAL DE CRIME URBANISTICO
PROJECTO DE LEI N.e 218/Xl/l"PS) -ALTERA O REGIME GERAL DAS INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS
PROJECTO DE LEI ~ . o ~IS/XI/I~ (PS) - ALTERA O ELENCO DE TITULARES DE CARGOS SUJEITOS A OBRIGAÇÃO DECLARATIVA
PROJECTO DE LEI N.9 220/Xl/la (PS) - PROCEDE A VIGÉSIMA QUARTA ALTERAÇÃO AO cÓDIGO PENAL PROJECTO DE LEI N.9 221/Xl/la (PS)
-
ALTERA O REGIME GERAL DAS INSTITUIÇÕES DE CRÉDITO E SOCIEDADES FINANCEIRAS (CRIA NO BANCO DE PORTUGAL UMA BASE DE DADOS DAS CONTAS BANCÁRIAS)PROJECTO DE LEI N.g 222/Xl/la (PS) - PROCEDE A SEGUNDA ALTERAÇÃO A LEI N.9 34/87, DE 16 DE JULHO (CRIMES DA RESPONSABILIDADE DOS TITULARES DE CARGOS POL~TICOS)
COMISSÃO EVENTUAL PARA O ACOMPANHAMENTO POL~TICO DO FENÓMENO DA CORRUPÇÃO E PARA A ANÁLISE INTEGRADA DE SOLUÇÔES COM VISTA AO SEU COMBATE
Assembleia da República - Palácio de S. Bento - 1249-068 LISBOA
ASSEMBLEIA
DA @PUBLICACOMISSAO EVENTUAL PARA O ACOMPANHAMENTO POL~TICO DO FENÓMENO DA
CORRUPÇAO
E PARA A ANÁLISE INTEGRADA DE SOLUÇOES COM VISTA AO SEU COMBATEPROJECTO DE LEI N.2 223/Xl/la (PS)
-
ALTERA O REGIME DE VINCULAÇÃO, DE CARREIRAS E DE REMUNERAÇÕES DOS TRABALHADORES QUE EXERCEM FUNÇÕES PÚBLICAS, NO CAP~TULO REFERENTES AS GARANTIAS DE IMPARCIALIDADEPROJECTO DE RESOLUÇÃO N.2 113/Xl/la (PS)
- RECOMENDA AO GOVERNO A ADOPÇÃO DE MEDIDAS
LEGISLATIVAS EM MATÉRIA DE VALORIZAÇÃO DE IMÓVEIS DEVIDO A DECISÕES ADMINISTRATIVAS OU INVESTIMENTOS PÚBLICOSPROJECTO DE LEI N.W26/Xl/l"PCP)
-
CONTROLO PÚBLICO DOS RENDIMENTOS E DO PATRIMÓNIO DOA TITULARES DE CARGOS POL~TICOS E ALTOS CARGOS P~BLICOS (QUINTA ALTERAÇÃO A LEI ~ . o 4/83, DE 2 DE ABRIL)PROJECTO DE LEI N."27/X1/12 (PCP) - ADITAMENTO AO REGIME JUR~DICO DA TUTELA ADMINISTRATIVA (APROVADO PELA LEI N"7/96, DE 1 DE AGOSTO)
PROJECTO DE LEI N."28/Xl/la (PCP) -ADITAMENTO A LEI QUE REGULA A APLICAÇÃO DE MEDIDAS PARA A PROTECÇÃO DE TESTEMUNHAS EM PROCESSO PENAL (SEGUNDA ALTERAÇÃO A LEI N.2 93/99, DE 14 DE JULHO, ALTERADA PELA LEI N.2 2912008, DE 4 DE JULHO)
Com os melhores cumprimentos,
$$&
Jose era ardimPresidente
COMISSÁO EVENTUAL PARA O ACOMPANHAMENTO POL~TICO DO FENÓMENO DA CORRUPÇAO E PARA A ANÁLISE INTEGRADA DE SOLUÇOES COM VISTA AO SEU COMBATE
Assembleia da República - Palácio de S. Bento - 1249-068 LISBOA
ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA
COMISSAO EVENTUAL PARA O ACOMPANHAMENTO POL~TICO DO FENÓMENO
DA CORRUPÇÁO E PARA A ANÁLISE INTEGRADA DE SOLUÇOES COM VISTA AO SEU COMBATE
PROJECTO DE LEI N.9 21S/Xl/ll (PS)
-
REGIME DE SUSPENSÃO DE MANDATO DOS TITULARES DE ~ R G A O S AUTARQUICOS PROJECTO DE LEI N.* 216/Xl/l* (P5)-
VIGÉSIMB ALTERAW A LEI GERAL TRIBUTARIA, APROVADA PELO DECRETO-LEI N.9 398198, DE 17 DE DEZEMBROPROJECTO DE LEI N.* 217/Xl/l* (PS) -ALTERA O C~DIGO PENAL, CRIANDO UM NOVO TIPO LEGAL DE CRIME URBAN~STICO PROJECTO DE LEI N.e 218/Xl/l* ( 6 ) -ALTERA O REGIME GERAL DAS INSTITUICOES FINANCEIRAS
PROJECTO DE LEI N.9 219/Xl/l"PS) -ALTERA O ELENCO DE TITULARES DE CARGOS SUJEITOS A OBRIGAÇ&O MCLARATIVA PROJECTO DE LEI N.9 220/Xl/l* (PS)
-
PRQCEDE A VIG&IMA QUARTA ALTERAGO AO C~DIGO PENALPROJECTO DE LEI N.9 221/Xl/l3 (PS)
-
ALTERA O REGIME GERAL DAS INSTITUICOES DE CRÉDITO E SOCIEDADES FINANCEIRAS (CRIA NO BANCO DE PORTUGAL UMA BASE DE DADOS DAS CONTAS BANCARIAS)PROJECTO DE LEI N.Q 222/Xl/l* (PS)
-
PROCEDE A SEGUNDA A L T E R A Ç ~ A LEI N.9 34/89, DE 16 DE JULHO (CRIMES DA RESPONSABILIDADE DOS ilTULARES DE CARGOS POL~TICOS)PROJECTO DE LEI N.* 223/Xl/li (PS)
-
ALTERA O REGIME DE VINCULAÇÃO, DE CARREIRAS E DE REMUNERANES DOS TRABALHADORES QUE EXERCEM FuNÇÕEs PÚBuCAS, NO CAPITULO REFERENTES AS GARANNAS DE IMPARUALIDADE PROJECTO DE RESOLUÇÃO N.9 113/Xl/lc (PS)-
RECOMENDA AO GOVERNO A A D o P ~ O M MEDIDAS LEGISLATIVAS EM MATÉRIA DE VALORIZA@O DE IMÓVEIS DEVIDO A DECISÕES ADMINISTRATIVAS OU INVESTIMENTOS PÚBLICOSPROJECTO DE LEI N.c 226/Xl/lc (PCP)
-
CONTROLO PÚBLICO DOS RENDIMENTOS E DO PATRIM~NIO DOA TlTüLARES DE CARGOS POL~TICOS E ALTOS CARGOS PÚBLICOS (QUINTAALTERAW
A LEI ~ . o 4/83, DE 2 DE ABRIL)PROJECTO DE LEI N.9 227/Xl/la (PCP) -ADITAMENTO AO REGIME JUR~DICO DA TUTELA ADMINISTRATIVA (APROVADO PELA LEI No 27/96, DE 1 DE AGOSTO)
PROJECTO DE LEI N.9 228/Xl/l' (PCP)
-
ADITAMENTO A LEI QUE REGULA A APLIcAÇÃO DE MEDIDAS PARA A PRoTECÇÃO DE TESTEMUNHAS EM PROCESSO PENAL (SEGUNDA AklERA@fO A LEI N.9 93/99, DE 14 DE JULHO, ALTERADA PELA LEI N.* 2912008, DE 4 DE JULHO)COMISSÃO EVENTUAL PARA O ACOMPANHAMENTO
POLÍTICO
DO FENOMENO DA CORRUPÇÃO E PARA A ANÁLISE INTEGRADA
DE SOLUÇÕES COM VISTA AO SEU COMBATE
PARECER
PROJECTO DE LEI N." 215/XI/la (PS)
-REGIME DE SUSPENSÃO DE
MANDATO DOS TITULARES DE ÓRGÃOS AUTÁRQUICOS
PROJECTO DE LEI
N." 216/XIlla (PS)
-VIGÉSIMA ALTERAÇÃO A LEI
GERGL TRIBUTÁRIA, APROVADA PELO DECRETO-LEI N." 398198, DE
17 DE
DEZEMBRO
PROJECTO DE LEI N." 217/XI/la (PS)
-ALTERA O CÓDIGO PENAL,
CRIANDO UM NOVO
TIPO
LEGAL
DE
CRIME URBAN~STICO
PROJECTO DE LEI N." 218/XI/la (PS) -
ALTERA O REGIME GERAL DAS
INSTITUIÇ~ES
FINANCEIRAS
PROJECTO DE LEI N." 219/XI/la (PS)
-ALTERA O ELENCO DE
TITULARES
DE CARGOS SUJEITOS A OBRIGAÇÃO DECLARATIVA
PROJECTO DE LEI N." 220/XI/la (PS) -
PROCEDE
A VIGÉSIMA QUARTA
ALTERAÇÃO AO CÓDIGO PENAL
PROJECTO DE LEI
N."
221KI/la (PS)
-ALTERA O REGIME GERAL DAS
INSTITUIÇÕES DE CRÉDITO E SOCIEDADES FINANCEIRAS (CRIA NO BANCO
DE PORTUGAL UMA BASE DE DADOS DAS CONTAS BANCÁRIAS)
PROJECTO DE LEI
N."
222/XI/la (PS)
-PROCEDE A SEGUNDA
ALTERAÇÃO
ALEI N."
34/87, DE
16 DE
JULHO
(CRIMES DA
RESPONSABILIDADE DOS TITULARES
DE
CARGOS POLÍTICOS)
PROJECTO DE LEI
N."
223/XI/la (PS)
-ALTERA O REGIME DE
VINCULAÇÃO,
DE
CARREIRAS
E
DE
REMUNERAÇÕES
DOS
TRABALHADORES QUE
EXERCEM FUNÇÕES P~BLICAS, NO
CAPITULO
REFERENTES AS GARANTIAS DE IMPARCIALIDADE
PROJECTO DE RESOLUÇÃO
N."
113/XIlla (PS)
-RECOMENDA AO
GOVERNO A ADOPÇÃO
DE MEDIDAS LEGISLATIVAS EM MATÉRIA
DE
VALORIZAÇÃO DE IMÓVEIS DEVIDO A DECISÕES ADMINISTRATIVAS OU
INVESTIMENTOS
P~BLICOS
PROJECTO DE LEI
N
.
'
226KI/la (PCP)
-CONTROLO PÚBLICO DOS
RENDIMENTOS E DO PATRIM~NIO
DOA TITULARES DE CARGOS POLÍTICOS
E ALTOS CARGOS PÚBLICOS (QUINTA ALTERAÇÃO
A LEI N." 4/83, DE 2 DE
ABRIL)
PROJECTO DE LEI
N."
227/XI/la (PCP)
-ADITAMENTO AO REGIME
JURÍDICO DA TUTELA ADMINISTRATIVA (APROVADO PELA LEI No 27/96, DE
1
DE AGOSTO)
PROJECTO DE LEI N."
228/XI/la (PCP)
-ADITAMENTO A LEI QUE
REGULA A APLICAÇÃO
DE MEDIDAS
PARA A PROTECÇÃO
DE
TESTEMUNHAS EM PROCESSO PENAL (SEGUNDA ALTERAÇÃO A LEI N."
93199, DE 14 DE JULHO, ALTERADA PELA LEI N." 2912008, DE 4 DE JULHO)
PARTE I
-
CONSIDERANDOS
I. a) Nota introdutória
Um grupo de Deputados do Grupo Parlamentar do PS tomou a iniciativa de apresentar
a Assembleia da República, em 14 de Abril de 2010, as seguintes iniciativas:
-
Projecto de Lei n.O 215BaIl."
-
"Regime de suspensão de mandato dos
titulares de órgãos autárquicos";
-
Projecto de Lei n." 216Ball."
-
"Vigésima alteração
àLei Geral Tributária,
aprovada pelo Decreto-Lei n.
O398/98 de 17 de Dezembro";
-
Projecto de Lei n." 217Ball."
-"Altera o Código Penal, criando um novo
tipo legal de crime urbanístico";
-
Projecto de Lei n." 218IXU1."
-
"Altera o regime geral das instituições de
crédito e sociedades$nanceiras";
-
Projecto de Lei n." 219IXUl."
-"Alarga o elenco dos titulares de cargos
sujeitos a obrigação declarativa";
-
Projecto de Lei n." 220IXIIl."
-"Procede
àvigésima quarta alteração ao
Código Penal";
-
Projecto de Lei n." 221BaIl."
-
"Altera o regime geral das instituições de
crédito e sociedades Jinanceiras, (Cria no Banco de Portugal uma base de
dados de contas bancárias)";
-
Projecto de Lei
n." 222Ba11."
-
"Procede
à
segunda alteração
à
Lei n."
34/87, de 16 de Julho, (crimes da responsabilidade de Titulares de Cargos
Políticos)";
-
Projecto de Lei n." 223BaIl."
-
"Altera o regime de vinculação, de carreiras
e de remunerações dos trabalhadores que exercem funções públicas, no
capitulo referente às garantias de imparcialidade";
-
Projecto de Resolução
n."
113Ba/la
-"Recomenda ao Governo a adopção
de medidas legislativas em matéria de valorização de imóveis devido a
decisões administrativas ou investimentos públicos".
Entretanto, um grupo de Deputados do Grupo Parlamentar do PCP apresentou na
Assembleia da República, em 15 de Abril de 2010, os seguintes Projectos de Lei:
-
Projecto de Lei
n." 226Ba11."
-"Controlo Público dos Rendimentos e
Património dos Titulares de Cargos Políticos e Altos Cargos Públicos
(Quinta alteração
àLei n.
O4/83, de 2 de Abril)";
-
Projecto de Lei
n." 227MI1."
-"Aditamento ao Regime Jurídico da Tutela
Administrativa (Aprovado pela Lei n.
O2
7/96, de 1 de Agosto)";
-
Projecto de Lei
n." 228Ball."
-
"Aditamento
àLei que regula a aplicação de
medidas para protecção de testemunhas em processo penal, (segunda
alteração
à
Lei n.
O93/99, de 14 de Julho, alterada pela Lei n.
O29/2008, de 4
de Julho)".
Estas apresentações foram efectuadas nos termos do disposto na alínea b) do n." 1 do
artigo 156" da Constituição da República Portuguesa e do artigo 118" do Regimento da
Assembleia da República, reunindo os requisitos formais previstos no artigo 124" desse
mesmo Regimento.
ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA
Por despacho de Sua Excelência, o Presidente da Assembleia da República, as
iniciativas vertentes baixaram
àComissão Eventual para o acompanhamento político do
fenómeno da corrupção e para a análise integrada de soluções com vista ao seu combate para
emissão do respectivo parecer.
A discussão na generalidade das referidas iniciativas já se encontra agendada para o
próximo dia 22 de Abril de 2010 (agendamento potestativo do PS).
I b) Do objecto, conteúdo e motivação das iniciativas
-
Projecto
de
Lei
n."
215BaIl."(PS)
O Projecto de Lei sub judice vem estabelecer a suspensão obrigatória do mandato de
titular de órgão das autarquias locais com a acusação definitiva por crime doloso punível com
pena superior a três anos de prisão ou por crime de responsabilidade, mas com
um
limite
temporal: a suspensão tem a duração máxima de 365 dias
-cff. artigo 1°, n."s 1 e 2 do PJL.
Segundo os proponentes,
"A
ponderação dos interesses protegidos justzfica que a
possibilidade de suspensão do mandato até
àdecisão de julgamento tenha o limite máximo de
365
dias, responsabilizando-se assim o sistema de justiça pela decisão em tempo útil
relativamente a acusa~ões
a
titulares de cargos exercidos com base na legitimidade
democrática"
-cf?. exposição de motivos.
A iniciativa vertente prevê ainda que a condenação em primeira instância pelos crimes
acima referidos determine a suspensão do mandato em curso até ao trânsito em julgado
-cf?.
Prevê também que, durante o período de suspensão do mandato, o autarca mantenha
"o direito
a
remuneração base mensal"
-cfi. artigo I", n." 4, do PJL.
Estabelece, por último, que a aplicação de sanção acessória de perda de mandato ou de
inelegibilidade se aplique ao mandato em curso e a futuros actos eleitorais subsequentes ao
trânsito em julgado da sentença, para que não haja ineficácia resultante da aplicação a
mandatos já concluídos
-cfi. artigo 2" do PJL.
O Projecto de Lei n." 2151XIí1 prevê a sua entrada em vigor "60 dias após a data da
sua publicação em Diário da República"
-cfi. artigo 3".
- Projecto de Lei n."
216BLI11."(PS)
Esta iniciativa propõe-se a aditar urna nova alínea g) ao n." 1 do artigo 63"-B da Lei
Geral Tributária, de modo a permitir o levantamento do sigilo bancário, por parte da
administração tributária, quando se verifique a existência de dívidas a segurança social.
A justificação dada para o efeito
éque "aquelas dividas se revelam de especial
gravidade porquanto colocam em causa o bom e sustentável funcionamento do sistema de
apoio social"
-cfi. exposição de motivos.
O Projecto de Lei n." 215IXIí1 prevê a sua entrada em vigor "60 dias após a data da
sua publicação em Diário da República"
-cfi. artigo
2".Com esta iniciativa, o PS pretende introduzir
um
novo Capítulo no Código Penal
-Capítulo VI
-
dedicado aos crimes contra o ordenamento do território, tipificando, por
um
lado, o crime urbanístico
-artigo 235"-A
-
e, por outro, o crime urbanístico cometido por
funcionário
-artigo 235"-B.
Introduz também, na Lei n." 34/87, de 16/07 (Crimes da responsabilidade de titulares
de cargos políticos), o crime urbanístico, de forma a punir os titulares de cargos políticos por
este crime.
Assim, no crime urbanístico a introduzir no Código Penal, o PS propõe punir com três
anos de prisão ou com pena de multa "Quem proceder a obra de construção, reconstrução ou
ampliação de imóvel que incida sobre via pública, terreno da Reserva Ecológica Nacional,
Reserva Agrícola Nacional, bem do domínio público ou terreno especialmente protegido por
disposição legal, consciente da desconformidade da sua conduta com as normas urbanísticas
aplicáveis",
prevendo que não sejam puníveis "as obras de escassa relevância urbanística,
assim classijicadas por lei",
bem como consagrando a responsabilidade penal das b'pessoas
colectivas e entidades equiparadas"
pela prática deste crime
-cfr. artigo 235"-A do CP, cujo
aditamento
éproposto pelo artigo 1" do PJL 2 17lXII1.
No crime urbanístico cometido por funcionário, o PS propõe punir com três anos de
prisão ou com pena de multa "O funcionário que informe ou decida favoravelmente processo
de licenciamento ou de autorização ou preste neste informação falsa sobre as leis ou
regulamentos aplicáveis, consciente da desconformidade da sua conduta com as normas
urbanísticas".
Mas "Se o objecto da licença ou autorização incidir sobre via pública, terreno
da Reserva Ecológica Nacional, Reserva Agrícola Nacional, bem do domínio público ou
terreno especialmente protegido por disposição legal, o agente será punido com pena de
prisão até 5 anos ou multa"
-cfr. artigo 235"-B do CP, cujo aditamento
éproposto pelo artigo
ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA
A
previsão constante do crime urbanístico cometido por funcionário
érigorosamente
igual a proposta para o crime urbanístico cometido por titulares de cargos políticos a
introduzir na Lei dos Crimes da Responsabilidade dos Titulares de Cargos Políticos (Lei n."
34/87, de 16/07), incluindo a respectiva moldura penal (3 anos de prisão ou multa, quando
haja desconformidade com as normas urbanísticas, e 5 anos de prisão ou multa, se a licença
incidir sobre via pública, terreno da REN, RAN, domínio público ou terreno especialmente
protegido)
-cfi. artigo 18"-A da Lei n." 34/87, cujo aditamento
éproposto pelo artigo
2"
do
PJL 217/XY1.
O
Projecto de Lei n." 217IXUl prevê a sua entrada em vigor "90 dias após a data da
sua publicação"
-cfi-. artigo 3".
- Projecto de Lei
n."
218IXIíl." (PS)
Com esta iniciativa, o PS pretende "colocar um ponto final sobre quaisquer dúvidas
que se possam suscitar, clarzjicando que os juizes de direito, no âmbito das suas atribuições,
não devem experimentar mais restrições do que a administração tributária, em matéria de
derrogação do segredo profissional sobre os membros dos órgãos de administração ou de
fiscalização das instituições de crédito, os seus empregados, mandatários, comitidos e outras
pessoas que Ihes prestem serviços"
-cfr. exposição de motivos.
Nesse sentido, propõe-se alterar o artigo 7g0, n." 2 alínea d) do Regime Geral das
Instituições de Crédito e Sociedades Financeiras, permitindo que as instituições bancárias
possam revelar factos e elementos coberto pelo dever de segredo "aos juizes de direito, no
âmbito das suas funções". Actualmente, esta alínea concede essa possibilidade "nos termos
previstos na lei penal e de processo penal".
O Projecto de Lei n." 21 8/XI/l prevê a sua entrada em vigor
"60
dias após a data da
sua publicação em Diário da República"
-cfi. artigo 2".
-
Projecto de Lei n." 219lMl1." (PS)
Este Projecto de Lei visa alargar a obrigação declarativa de rendimentos e património
no Tribunal Constitucional aos membros de órgãos de gestão de institutos públicos e de
entidades reguladoras independentes, bem como aos membros de órgãos executivos de
empresas concessionárias de serviço público.
Nesse sentido, inclui quer os "Membros de órgãos de gestão de institutos públicos e
de entidades reguladoras independentes",
quer "Membros de órgãos executivos de empresas
concessionárias de serviço público, de forma directa ou indirecta, cuja concessão seja
atribuída por entidade com competência nacionaZ",
no elenco dos equiparados a titulares de
cargos políticos para efeitos da aplicação da Lei n." 4/83, de 02/04 (Controlo Público da
Riqueza dos Titulares de Cargos Políticos)
-cfi. artigo 4", n." 3, da Lei n." 4/83, na redacção
proposta pelo artigo 1" do PJL 219IXY 1.
A iniciativa sub judice elimina dessa obrigação declarativa os membros do Tribunal
Constitucional
-o PS propõe a eliminação da alínea g) do n." 1 do artigo 4" da Lei n." 4/83
-,
bem como os "Governador e Secretários Adjuntos de Macau".
Não obstante o artigo 10°, alínea c), da Lei n." 3012008, de 10107 (Estatuto dos
Representantes da República nas Regiões Autónomas) considerar o Representante da
República titular de cargo político para efeitos da aplicação da Lei n." 4/83, de 02/04
(Controlo público de riqueza) e, nessa sequência, ter revogado a alínea
f)do n." 1 do artigo 4"
da Lei n."
4/83, a iniciativa em apreço volta a incluir nessa alínea os Representantes da
República.
O Projecto de Lei n." 219/XI/1 prevê a sua entrada em vigor "60 dias após a data da
sua publicação em Diário da República"
-cft. artigo 2".
-
Projecto de Lei n." 220IXIll." (PS)
Esta iniciativa propõe-se alterar o Código Penal em matéria de compção.
Nesse sentido, propõe a criaqão de um novo tipo criminal, denominado "Recebimento
indevido de vantagem",
que corresponde basicamente a compção em razão das funções, por
contraponto
àcompção para determinado acto.
Segundo os proponentes, ')assa a ser sancionada a corrupção pelo exercício de
funções, na medida em que a aceitação ou solicitação de vantagem, sem que a mesma seja
devida, constitui, por si só, a colocação em perigo da referida autonomia intencional do
Estado.
A punibilidade da corrupção tem assim, nesta construção legal, uma tipologia
assente na solicitação ou aceitação de vantagem, patrimonial ou não patrimonial, não devida
a funcionário pelo exercício das funções. Afasta-se, de forma inequívoca, a exigência de
verzficação de um nexo causal entre a vantagem e o acto ou omissão do funcionário,
antecedente ou subsequente"
-cfr. exposição de motivos.
Assim,
épunido com prisão até 5 anos ou multa até 600 dias, "O funcionário que por
si, ou por interposta pessoa, com o seu consentimento ou ratzficação, solicitar ou aceitar,
para si ou para terceiro, vantagem patrimonial ou não patrimonial, que não lhe seja devida"
seu consentimento ou ratzJicação, der a funcionário, ou a terceiro por indicação ou
conhecimento daquele, vantagem patrimonial ou não patrimonial, que não lhe seja devida"
-cfr. artigo 372" do CP, na redacção proposta pelo artigo
1'do PJL 220/XI11.
Apesar de a exposição de motivos referir que
'tficam naturalmente excluídas as ofertas
socialmente adequadas
a luz da experiência comum, no respeito pelos usos e costumes
inerentes
àvida social", a verdade
éque no articulado nada consta a este respeito.
Os proponentes mantêm a distinção entre corrupção para acto lícito e para acto ilícito,
justificando que
"há nesta ilicitude material distintos graus de gravidade que o direito penal
deve reconhecer, sob pena de violação do principio da proporcionalidade, na sua tripla
dimensão de proporcionalidade em sentido estrito, adequação e necessidade"
-cfr.
exposição de motivos.
É,
no entanto, elevada a moldura penal nos casos de compção para acto licito: na
corrupção passiva para acto lícito, a moldura penal passa a ser de 1 a
5anos de prisão
(actualmente
épunida com prisão até 2 anos ou multa até 240 dias) e na compção activa para
acto lícito, passa a ser prisão até 3 anos ou multa até 360 dias (actualmente
épunida com
prisão até 6 meses ou multa até 60 dias).
É
igualmente elevada, de seis meses para um ano de prisão,
a
pena mínima prevista
para a corrupção activa para acto ilícito.
A iniciativa em apreço introduz um novo artigo
-o artigo 374"-A
-que prevê uma
agravação da pena, de um terço nos seus limites mínimos e máximos, se a vantagem oriunda
da corrupção for
"de valor consideravelmente elevado" e se o agente actuar como titular de
um órgão de uma pessoa colectiva ou em representação legal ou voluntária de outrem.
É
também aditado um normativo específico sobre a dispensa de pena
-o artigo 374"-B
-,
que nomeadamente aglutina o disposto na alínea b) do n." 1 do artigo 9"-A da Lei n." 36/94,
de 29/09 (Medidas de combate a corrupção e criminalidade económica e financeira), mas
alargando o respectivo âmbito de aplicação a corrupção passiva
-ou seja, tanto o corruptor
activo, como o passivo, podem ser dispensados de pena se tiverem denunciado o crime no
prazo máximo de 30 dias após a prática do acto e sempre antes da instauração do
procedimento criminal.
Tal normativo aglutina também o disposto no actual n." 2 do artigo 372" do CP,
dispensando de pena o agente que, antes da prática do facto, voluntariamente repudiar a
aceitação ou restituir a vantagem, ou, tratando-se de coisa fimgível, o seu valor.
Passa também a poder haver dispensa de pena se o agente, antes da prática do facto,
retirar a promessa ou recusar o oferecimento da vantagem ou solicitar a sua restituição.
Por outro lado, o PS elimina a possibilidade de se aplicar a corrupção passiva para acto
lícito e a corrupção activa, seja para acto lícito ou ilícito, o disposto na alínea
b)do artigo
364" do CP, que prevê a atenuação especial e a dispensa da pena quando "o facto tiver sido
praticado para evitar que o agente, o cônjuge, um adoptante ou adoptado, os parentes ou
afins até ao 2Ograu, ou a pessoa, de outro ou do mesmo sexo, que com ele viva em condições
análogas às dos cônjuges, se expusessem ao perigo de virem a ser sujeitos a pena ou a
medida de segurança"
-cfr. artigos 373", n." 3, e 374", n." 3, do CP actual.
O Projecto de Lei n." 220/XI/1 prevê a sua entrada em vigor
"90dias após a data da
sua publicação em Diário da República"
-cfr. artigo 3".
Este Projecto de Lei pretende aditar um novo n."
3 ao artigo 79" do Regime Geral das
Instituições de Crédito e Sociedades Financeiras, de forma a criar, no Banco de Portugal, uma
base de dados da qual conste a identificação das contas bancárias e dos respectivos titulares,
para que essa informação possa ser transmitida aos juízes de direito, no âmbito de
um
processo judicial.
Esta medida pretende concretizar uma sugestão feita no âmbito das audições em
Comissão por diversas entidades, nomeadamente pelo Director Nacional da PJ, Dr. Almeida
Rodrigues, e pelo Procurador da República, Dr. Rosado Teixeira.
O
PS propõe concretamente o seguinte aditamento ao artigo 79" do RGICSF:
"3.
É
criada no Banco de Portugal uma base de contas bancárias existentes no
sistema bancário na qual constam os titulares de todas as contas, seguindo-se para o efeito o
seguinte procedimento:
a) No prazo de três meses todas as entidades autorizadas a receber depósitos e
seja de que tipo forem enviam ao Banco de Portugal a identificação das
respectivas contas e respectivos titulares;
b) Enviam, ainda, ao Banco de Portugal informações sobre a abertura ou
encerramento de novas contas com a identzjicação dos seus titulares, o que
deverá ocorrer mensalmente e até ao dia 15 de cada mês com referência aos
meses transados;
c) O Banco de Portugal adopta as medidas necessárias para assegurar o acesso
reservado a esta base, sendo a informação nela referida apenas respeitante
aos números de identzficação da conta e respectivos titulares e apenas
podendo ser transmitida às entidades referidas na alínea d) do número 2 do
presente artigo Ljuízes de direito, no âmbito das suas funções
-cfi. PJL
O Projecto de Lei n." 221lXIIl prevê a sua entrada em vigor
"90 dias após a data da
sua publicação em
Diário
da República"
-cfr. artigo 2".
-
Projecto de Lei n." 222íXIIl." (PS)
Esta iniciativa transpõe para a Lei dos Crimes da Responsabilidade dos Titulares de
Cargos Políticos (Lei n." 34/87, de 16/07) as mesmas alterações que o PS propõe em sede de
alterações ao Código Penal (cfr. PJL 220/XI/1), que se resumem as seguintes:
-
A criação de um novo crime designado
"Recebimento indevido de vantagem"
-artigo 16" da Lei n." 34/87, na redacção proposta pelo artigo
1"do PJL 222lXIíl;
-
A
elevação da moldura penal na corrupção para acto lícito: na corrupção passiva
para acto lícito, a moldura penal passa a ser de 1 a
5
anos de prisão (actualmente
épunida com prisão até 3 anos ou multa até 300 dias) e na corrupção activa para
acto lícito, passa a ser prisão até 3 anos ou multa até 360 dias (actualmente
épunida com prisão até 6 meses ou multa até 60 dias)
-cfr. artigos 17" e 18" da Lei
n." 34/87, na redacção proposta pelo artigo 1" do PJL 222/XI/1
;-
A elevação do limite mínimo previsto para a corrupção activa para acto ilícito, de
seis meses para um ano de prisão
-cfi. artigo 18", n." 1, da Lei n." 34/87, na
redacção proposta pelo artigo 1" do PJL 2221XUl;
-
A agravação no caso de a vantagem da corrupção ser de valor consideravelmente
elevado e no caso de o agente actuar como titular de um órgão de uma pessoa
colectiva ou em representação legal ou voluntária de outrem- cfi. artigo 19" da
Lei n." 34/87, na redacção proposta pelo artigo 1" do PJL 2221XU1
;-
A
concentração num único normativo das situações em que pode haver dispensa
de pena, das quais se destaca que tanto o corruptor activo, como o passivo, podem
ser dispensados de pena se tiverem denunciado o crime no prazo máximo de 30
dias após a prática do acto e sempre antes da instauração do procedimento
criminal
-cfi. artigo 19"-A da Lei n." 34/87, na redacção proposta pelo artigo 2"
do PJL 222/XV1.
O Projecto de Lei n." 222/XI/1 prevê a sua entrada em vigor "90 dias após a data da
sua publicação em Diário da República"
-cfr. artigo 3".
- Projecto de Lei n."
223IXIll." (PS)
Em resposta as preocupações expressas, na audição em Comissão, pelo Senhor
Inspector-Geral da Administração Local, Dr. Orlando do Nascimento, este Projecto de Lei
propõe-se inverter a regra da acumulação de funções públicas com privadas prevista na Lei
12-N2008, de 21/02 (Regime de vinculação, de carreiras e de remunerações dos
trabalhadores que exercem funções públicas), passando a exclusividade no exercício de
funções públicas a ser a regra.
Nesse sentido,
éalterado o artigo 28" da Lei 12-N2008, que passa estabelecer como
regra a de que "o exercício de funções não pode ser acumulado com o de funções ou
actividades privadas",
com as excepções que constam dos n."s 2 a 4.
Esta iniciativa propõe-se também a esclarecer que a autorização para a acumulação de
funções deve ser prévia ao exercício das funções privadas
-cfr. artigo 29" da Lei 12-N2008,
na redacção proposta pelo artigo 1" do PJL 223/XI/1.
O Projecto de Lei n." 223/XI/1 prevê a sua entrada em vigor
"60 dias após a data da
ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA
- Projecto de Resolução n."
113/XI/l." (PS)
Esta iniciativa, pretendendo agir contra "jenómenos de enriquecimento injustiJicado
em resultado da actuação de entidades públicas, os fenómenos decorrentes de valorizações
patrimoniais signzficativas resultantes da alteração de instrumentos de gestão territorial ou
da realização de investimentos públicos estruturantes",
recomenda ao Governo a adopção de
medidas legislativas em matéria de valorização de imóveis devido a decisões administrativas
ou investimentos públicos, concretamente:
l."Que o alargamento das áreas urbanas ou urbanizáveis em caso de aprovação ou
revisão de instrumentos de gestão territorial, esteja condicionada pela comprovação
da absoluta insuficiência das áreas urbanas ou urbanizáveis existentes face
àevolução demográfica, económica e social do municlpio.
2. Que a inclusão de qualquer parcela de território em área urbana ou urbanizável
determine de imediato a tributação em imposto municipal sobre imóveis como prédio
urbano.
3.
Que no âmbito da nova Lei de Solos seja prevista a tributação das mais-valias
resultantes da alteração signzficativa das potencialidades urbanísticas dos prédios
relativamente aos instrumentos de gestão territorial previamente vigentes.
4.Que se adoptem critérios gerais para a tributação das mais-valias geradas pelos
grandes investimentos públicos, designadamente pelo novo aeroporto internacional
de Lisboa, pelas novas concessões rodoviárias e ferroviárias e pela expansão das
redes de metropolitano."
ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA
Este Projecto de Lei propõe-se alterar o artigo 2" da Lei n." 4/83, de 02/04 (Controlo
Público dos Rendimentos e Património dos Titulares de Cargos Políticos e Altos Cargos
Públicos), substituindo o regime de apresentação anual de declarações por parte dos titulares
de órgãos executivos por uma declaração de actualização, a preencher por qualquer titular de
cargo político, sempre que se verifique um acréscimo patrimonial significativo, o que ocorre
sempre que for de montante superior a cinco salários mínimos mensais.
Assim, e citando os proponentes, "sempre que, no decurso do mandato, se verzjque
um acréscimo patrimonial em montante superior a cinco salários mínimos mensais, deve o
titular actualizar a respectiva declaração, mencionando o facto gerador desse acréscimo"
-cfi-.
exposição de motivos.
Considera o PCP que, com esta alteração, "o controlo público do património dos
titulares de cargos políticos e altos cargos públicos estará sempre actualizado, passando a
cumprir de uma forma mais efectiva os objectivos que levaram
a
sua consagração na lei"
-cfi-. exposição de motivos.
O PCP propõe ainda que o controlo público da riqueza dos titulares de cargos públicos
"não cesse de imediato após a cessação de funções", estabelecendo que "a declaração final
só deverá ser apresentada passados três anos sobre a cessação de funções"
-cfi-. exposição
'de motivos e artigo 2", n." 4, da Lei n." 4/83, na redacção proposta pelo PJL 2261x111.
-
Projecto de Lei n." 227/XI/l." (PCP)
Esta iniciativa visa recuperar a norma do artigo 9", n." 2, da Lei n." 87/89, de 09/09,
que foi revogado pela Lei n." 27/96, de 01/08 (Regime Jurídico da Tutela Administrativa),
aditando-a a este diploma legal
-cfr. artigo 8"-A.
Refere o
PCP que, "Incompreensivelmente, na VIII Legislatura, a alteração que foi
aprovada ao regime de tutela eliminou essas restrições legais e adoptou um regime mais
permissivo. A perda de mandato ficou reservada, para além das faltas injustlficadas e dos
casos de inelegibilidades, as situações em que os membros dos órgãos autárquicos
intervenham em procedimento administrativo, acto ou contrato de direito público ou privado,
relativamente ao qual se ver$que impedimento legal, visando a obtenção de vantagem
patrimonial para si ou para outrém. Tal signzfica que, desde que não seja provada a
existência de uma vantagem patrimonial directa e imediata, o titular de órgão autárquico
possa intervir em processos de decisão que lhe digam directamente respeito, a si ou a
familiares seus."
-cfr. exposição de motivos.
Assim, passam a perder igualmente o mandato
"os membros dos órgãos autárquicos
que, no exercicio das suas funções ou por causa delas, intervenham em processo
administrativo, acto ou contrato de direito público ou privado quando:
a) Nele tenham interesse, por si, como representante ou como gestor de negócios de
outra pessoa;
b) Por si, ou como representante de outra pessoa, nele tenha interesse o seu cônjuge,
algum parente ou afim em linha recta ou até ao 2.' grau da linha colateral, bem como
qualquer pessoa com quem viva em economia comum;
c) Por si, ou como representante de outra pessoa, tenha interesse em questão
semelhante
àque deve ser decidida ou quando tal situação se verzfique em relação a pessoa
abrangida pela alinea anterior;
d) Tenha intervindo como perito ou mandatário ou haja dado parecer sobre a questão
a resolver;
e) Tenha intervindo no processo como mandatário o seu cônjuge, parente ou afim em
linha recta ou até ao 2.
Ograu da linha colateral, bem como qualquer pessoa com quem viva
j
Contra ele, seu cônjuge ou parente em linha recta tenha sido proferida sentença
condenatória transitada em julgado na acção judicial proposta por interessado ou pelo
respectivo cônjuge;
g) Se trate de recurso de decisão proferido por si, ou com a sua intervenção, ou
proferido por qualquer das pessoas referidas na alínea b) ou com intervenção destas;
h) Não dê conhecimento ao órgão de que a matéria em apreciação lhe diz
directamente respeito, ou aos seus parentes ou ajins até ao 2. "grau da linha colateral."
-cfr.
artigo 8"-A, cujo aditamento
éproposto no PJL 227lXIíl.
- Projecto de Lei
n."
228IXIll." (PCP)
Esta iniciativa visa aditar na Lei da Protecção das Testemunhas (Lei n." 93/99, de 14
de Julho, alterada pela Lei n." 2912008, de 4 de Julho) uma n o m a
-artigo 16"-A
-destinada a
proteger as testemunhas de crimes económicos e financeiros.
O
PCP propõe, assim, que "sempre que se trate de crime económico efinanceiro, a
não revelação da identidade da testemunha possa ter lugar durante alguma ou todas as fases
do processo, também após o processo e julgamento, quando o depoimento ou as declarações
disserem respeito a crimes de burla qualzjicada, administração danosa, abuso de informação,
manipulação de mercado ou outras práticas fraudulentas desde que causem prejuizo
patrimonial a outrem ou em unidade económica, órgão ou entidade do sector público,
privado ou cooperativo"
-cfr. artigo 16"-A.
Esta iniciativa corresponde
àretoma de uma das medidas propostas pelo PCP no
Projecto de lei n." 6121x14
-
(d'upervisão de instituições de crédito)).
ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA
I c) Enquadramento legal
Com interesse em matéria de corrupção, importa destacar, entre outras, a seguinte
legislação:
-
Código Penal, designadamente os seus artigos 372" a 374";
-
Lei n." 34/87, de 16 de Julho
-Crimes da Responsabilidade de Titulares de Cargos
Políticos;
-
Lei n." 4/83, de 2 de Abril
-Controlo Público da Riqueza dos Titulares de Cargos
Políticos;
-
Lei n." 36194, de 29 de Setembro
-Corrupção e Criminalidade Económica e
Financeira;
-
Lei n." 27/96, de 1 de Agosto
-Regime Jurídico da Tutela Administrativa;
-
Lei n." 93/99, de 14 de Julho
-Regula a aplicação de medidas para a protecção das
testemunhas em processo penal;
-
Lei n." 10112001, de 25 de Agosto
-Regime jurídico das acções encobertas para
fins de prevenção e investigação criminal;
-
Lei n." 512002, de 11 de Janeiro
-Medidas de Combate a Criminalidade
Organizada;
-
Lei n." 1912008, de 21 de Abril
-Aprova medidas de combate
àcorrupção;
-
Lei n." 2012008, de 21 de Abril
-Cria o novo regime penal de corrupção no
comércio internacional e no sector privado;
-
Lei n." 5412008, de 4 de Setembro
-Conselho de Prevenção da Corrupção.
Para análise das iniciativas em discussão, importa também ter presente os seguintes
normativos:
-
Artigo 63"-B da Lei Geral Tributária
-Acesso a informações e documentos
-
Artigo 79" do Regime Geral das Instituições de Crédito e Sociedades Financeiras
-Excepções ao dever de segredo;
-
Artigos
-28" e 29" da Lei n." 12-Aí2008, de 27 de Fevereiro
-Acumulação com
funções privadas e autorização para acumulação de funções.
I d) Histórico da presente legislatura
Na presente Legislatura, já se realizaram três debates em Plenário sobre iniciativas
referentes a matéria de corrupção:
Em 03/12/2009
-agendamento potestativo do BE, onde foram discutidas as
seguintes iniciativas:
o
Proiecto de Lei n." 25/XI/1 (PCP)
-"Cria o tipo de crime de
enriquecimento ilícito''
-foi rejeitado na generalidade em 10/12/2009,
com os votos a favor do PSD, BE, PCP, PEV e contra do PS e CDS-PP;
o
Proiecto de Lei n." 43IXIll (BE)
-"Cria o tipo criminal de
enriquecimento ilícito"
-foi rejeitado na generalidade em 10/12/2009,
com os votos a favor do PSD, BE, PCP, PEV e contra do PS e CDS-PP;
o
Proiecto de Lei n." 441x111 (BE)
-"Altera o Código Penal e a Lei
n.
O36/94, de 16 de Julho, em matéria de corrupção"
-foi aprovado na
generalidade em 03/12/2009, com os votos a favor do PSD, BE, PCP,
PEV, contra do PS, e a abstenção do CDS-PP;
o
Proiecto de Lei n." 53/XI/1 (BE)
-"Consagra
acativação pública das
mais-valias urbanísticas, prevenindo a corrupção e o abuso de poder"
-foi rejeitado na generalidade em 03/12/2009, com os votos a favor
o
Proiecto de Lei n." 54/XI/1 (BE)
-"Determina a derrogação do sigilo
bancário como instrumento para o combate
àfraude e
àevasão fiscal"
-foi rejeitado na generalidade em 11/12/2009, com os votos a favor de
1-PS, BE, PCP, PEV e contra do PS, PSD, e CDS-PP.
-
Em 10/12/2009
-agendamento potestativo do PSD, onde foram discutidas as
seguintes iniciativas:
o
Proiecto de Lei n." 89/XI/1 (PSD)
-"Crime de enriquecimento ilícito
no exercício de funções públicas"
-foi aprovado na generalidade em
10/12/2009, com os votos a favor do PSD, BE, PCP, PEV, contra do PS
e a abstenção do CDS-PP;
o
Proiecto de Lei n." 90/XI/1 (PSD)
-"Combate
àcorrupção"
-foi
aprovado
na generalidade em 10/12/2009, com os votos a favor do
PSD, CDS-PP, BE, PCP e a abstenção do PS;
o
Proiecto de Lei n." 94/XI/1 (PCP)
-"Derrogação do sigilo bancário
(vigésima alteração
àLei Geral Tributária, aprovada pelo Decreto-Lei
n.
O398/98, de 17 de Dezembro e Sexta alteração ao Decreto-Lei n.
O62/2005, de
11de Março)
" -foi aprovado na generalidade em
11/12/2009, com os votos a favor do PSD, BE, PCP, PEV, contra do
CDS-PP e a abstenção do PS;
o
Proiecto de Resolução n." 25/XI/1 (PSD)
-"Recomenda ao Governo a
alteração, neste início de legislatura, de diversos aspectos da lei de
política criminal"
-foi aprovado em 10/12/2009, com os votos a favor
do PSD, CDS-PP, PEV e a abstenção do PS, BE e PCP, tendo dado
origem
àResolução da AR n." 212010, de 06101;
o
Proiecto de Resolução n." 26/XY1 (PSD)
-"Constituição de uma
Comissão Eventual para o acompanhamento político do fenómeno da
corrupção e para a análise integrada de soluções com vista ao seu
combate"
-foi
aprovado por unanimidade em 10/12/2009, tendo dado
origem a Resolução da AR
n."
112010, de 05/01.
-
Em 28/01/2010
-agendamento do CDS-PP, onde foram discutidas as seguintes
iniciativas:
o Proiecto de Lei n." 102/XI/1 (BE)
-"Publicidade das declarações de
rendimentos dos titulares de cargos políticos"
-foi
aprovado na
generalidade em 28/01/2010, com os votos a favor do CDS-PP, BE,
PCP, PEV e a abstenção do PS e PSD;
o Proiecto de Lei n." 107/XI/1 (CDS-PP)
-"Altera o Código Penal,
criando um novo tipo legal de crime urbanístico"
-foi
aprovado na
generalidade em 28/01/2010, com os votos a favor do CDS-PP e a
abstenção do PS, PSD, BE, PCP e PEV;
o Proiecto de Lei n." 108/XI/1 (CDS-PP)
-"Altera o Código Penal,
consagrando medidas legislativas que visam reforçar a eJicácia do
combate
àcorrupção"
-foi
aprovado na generalidade em 28/01/2010,
com os votos a favor do PSD, CDS-PP, BE, PCP, PEV e a abstenção do
PS;
o
Proiecto de Lei n." 109/XI/l (CDS-PP)
-"ClariJica o regime jurídico
de incompatibilidades e impedimentos dos titulares de altos cargos
públicos"
-foi
aprovado na generalidade em 28/01/2010, com os
votos a favor do CDS-PP, BE, PCP, PEV e a abstenção do PS e PSD;
o
Proiecto de Lei n." l l O / X l (CDS-PP)
-"Consagra nova
inelegibilidade para a eleição dos órgãos das autarquias locais e um
motivo de suspensão do mandato"
-foi
aprovado na generalidade em
28/01/2010, com os votos a favor do CDS-PP, BE e a abstenção do PS,
PSD, PCP e PEV;
ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA
o Proiecto de Lei n." 11 1/XI/1 (CDS-PP)
-"Altera a Lei n.
O34/87, de 16
de Julho (Crimes de responsabilidade de titulares de cargos políticos),
consagrando medidas legislativas que visam reforçar a eficácia do
combate a corrupção"
-foi aprovado na generalidade em 28/01/2010,
com os votos a favor do PSD, CDS-PP, BE, PCP, PEV e a abstenção do
PS;
o
Proiecto de Lei n." 135/XI/l (BE)
-"Altera o Código Penal, aditando o
«crime urbanístico»"
-a respectiva votação na generalidade foi adiada;
o
Projecto de Lei n." 136/XI/1 (PSD)
-"Altera o regime das
inelegibilidades nas eleições para o Presidente da República, para a
Assembleia da República, para o Parlamento Europeu e para os
órgãos das autarquias locais"
-foi aprovado na generalidade em
28/01/2010, com os votos a favor do PSD, BE e a abstenção do PS,
CDS-PP, PCP e PEV;
o
Proiecto de Lei n." 140/XI/l (PCP)
-"Altera o Estatuto dos Deputados
e o Regime Jurídico de incompatibilidades e impedimentos dos
titulares de cargos políticos e altos cargos públicos"
-foi rejeitado na
generalidade em 28/01/2010, com os votos a favor do BE, PCP, PEV,
contra do PSD e a abstenção do PS e CDS-PP;
o
Proiecto de Lei n." 141/XI/1 (PCP)
-"Altera o Regime Jurídico da
Tutela Administrativa, aprovado pela Lei n.
O27/96, de 1 de Agosto"
-foi aprovado na generalidade em 28/01/2010, com os votos a favor do
PCP, PEV e a abstenção do PS, PSD, CDS-PP e BE;
o
Proiecto de Lei n." 142/XI/1 (PCP)
-"Crimes de responsabilidade de
titulares de titulares de cargos politicos e altos cargos públicos
(terceira alteração a Lei n.
O36/87, de 16 de Julho, com as alterações
introduzidas pelas Leis n. O
108/2001, de 28 de Novembro, e 30/2008,
s
de 1 de Agosto)"
-foi aprovado na generalidade em 28/01/2010, com
ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA
os votos a favor do BE, PCP, PEV e a abstenção do PS, PSD e CDS-
PP;
o Proiecto de Resolução
n." 37/XI/1 (CDS-PP)
-"Recomenda ao
Governo a adopção de medidas legislativas tendentes
acriação da
Jigura do ((arrependido)), em crimes de especial dzjiculdade de
investigação"
-foi
aprovado em 28/01/2010, com os votos a favor do
PSD, CDS-PP e a abstenção do PS, BE, PCP e PEV (a Resolução da
AR encontra-se em vias de ser publicada em DR);
o Proiecto de Resolução n." 38/XI/1 (CDS-PP)
-"Medidas de combate
àcorrupção"
-foi
aprovado em 28/01/2010, com os votos a favor do
PSD, CDS-PP, BE, PCP, BE e a abstenção do PS, tendo dado origem
àResolução da AR n." 18/2010, de 01/03;
o Proiecto de Resolução n." 39/XI/1 (CDS-PP)
-"Transparência nos
contratos públicos"
-foi
aprovado em 28/01/2010, com os votos a
favor do PSD, CDS-PP, BE, PCP, BE e a abstenção do PS, tendo dado
origem a
Resolução da AR
n."
17/2010, de 01/03.
I e) Comparação entre iniciativas pendentes com objecto idêntico aos Projectos
em análise
Atendendo a que há diversas iniciativas legislativas pendentes que versam sobre
matéria idêntica
ados Projectos de Lei ora em apreciação, importa proceder a respectiva
comparação.
Alterações aos crimes de compção constantes do CP:
PJL 220íXY1 (PS) Artigo 372" (Recebimento iudevido de vantagem) 1 - O funcionário que por si, ou por interposta pessoa, com o seu consentimento ou ratificação, solicitar OUaceitar, para si ou para terceiro, vantagem patrimonial ou não patrimonial, que não lhe seja devida, é punido com pena de prisão de ate cinco anos ou com pena de multa até 600 dias.
2 - Quem, por si ou por interposta pessoa, com o seu consentimento ou ratificação, der a funcionário, ou a terceiro por indicação ou conhecimento daquele, vantagem patrimonial ou não patrimonial, que não lhe seja devida, e punido com pena de prisão até três anos ou com pena de multa até 360 dias. 3 - A pena é especialmente atenuada se o agente auxiliar concretamente na recolha de provas decisivas para a identificaçâo ou a captura de outros responsáveis. PJL 108íXU1 (CDS) Artigo 372." Corrupção passiva para acto determinado 1 - O funcionário que por si, ou por interposta pessoal, com o seu consentimento ou ratificação, solicitar ou aceitar, para si ou para terceiro, sem que lhe seja devida, vantagem patrimonial ou não patrimonial, ou a sua promessa, para um qualquer acto ou omissão inerentes ao exercício do cargo ou função, ou por este facilitados, ainda que anteriores aquela solicitação ou aceitação,
é punido com pena de prisão de 2 a 8 anos. 2 - Se o agente, antes da prática do facto, voluntariamente repudiar o oferecimento ou a promessa que aceitara, ou restituir a vantagem, ou, tratando-se de coisa fungível, o seu valor, é
dispensado de pena. 3 - A pena é
especialmente atenuada se o agente auxiliar concretamente na recolha das provas decisivas para a identificação ou a captura de outros responsáveis. PJL 89íXU1 (PSD) Artigo 372' Corrupção passiva para acto determinado 1 - O funcionário que por si, ou por interposta pessoa, com o seu consentimento ou ratificação, solicitar ou aceitar, para si ou para terceiro, directa ou indirectamente, sem que lhe seja devida, vantagem patrimonial ou não patrimonial, ou a sua promessa, para a prática ou omissão de um qualquer acto ou omissão inerentes ao exercício das suas funções ou por estas facilitados, ainda que anteriores Aquela solicitação ou aceitação,
é punido com pena de prisão de 1 a 8 anos. 2 - Se o acto ou omissão referidos no número anterior forem contrários aos deveres do cargo, o agente é punido com pena de prisão de 2 a 8
3 - (actuai n." 2). 4 - (actual n.' 3). CP em vigor
Artigo 372." Corrupção passiva para
acto ilícito 1 - O funcionário que por si, ou por interposta pessoal,
'Om seu consentimento Ou
ratificação, solicitar ou aceitar' para si Ou para terceiro, sem que lhe seja devida, vantagem patrimonial Ou não patrimonial, ou a sua promessa, para um qualquer acto ou omissão contrários aos deveres do ainda que Aquela solicitação Ou aceitação' é
punido com pena de prisão de 1 a 8 anos.
*
- Se agente' antes da prática do facto' voluntariamente repudiar o oferecimento ou a promessa que aceitara' Ou restituir avantagem, ou, tratando-se de coisa fungível, o seu valor, é
dispensado de pena. 3 - A pena é especialmente atenuada se o agente auxiliar concretamente na recolha das provas decisivas para a identificação Ou a captura de outros responsáveis. PJL 44/XU1 (BE) Artigo 372' Corrupção passiva 1 - O funcionário que por si, ou por interposta pessoa, com o seu consentimento ou ratificação, solicitar ou aceitar, para si ou para terceiro, sem que lhe seja devida, vantagem patrimonial ou não patrimonial, é punido com pena de prisão de 1 a
2 - Na mesma pena incorreofuncionárioque por si, ou por interposta pessoa, com o seu consentimento ou ratificação, solicitar ou aceitar, para si ou para terceiro, sem que lhe seja devida, vantagem patrimonial ou não patrimonial de pessoa que perante ele tenha tido, tenha ou venha a ter qualquer pretensão dependente do exercício das suas funções _ Na mesma pena incorre o funcionário que por si, ou por interposta pessoa, com o seu consentimento OU
ratificação, solicitar ou aceitar, para si ou para terceiro, sem que lhe seja devida, promessa de vantagem patrimonial ou não patrimonial, para um qualquer acto ou omissão contrário ou não aos deveres do cargo, ainda que anteriores aquela solicitação ou aceitação. 4 -Anterior n." 2. 5 - Anterior n.' 3. 6 - E correspondentemente aplicável o disposto na alínea b) do artigo 364", no caso de actos ou omissões não contrários aos deveres do cargo.
Artigo 373." Corrupção passiva para
acto lícito 1 - O funcionário que por si, ou por interposta pessoa, com o seu consentimento ou ratificação, solicitar ou aceitar, para si ou para terceiro, sem que lhe seja devida, vantagem patrimonial ou não patrimonial, ou a sua promessa, para um qualquer acto ou omissão não contrários aos deveres do cargo, ainda que anteriores aquela solicitação ou aceitação, é punido com pena de prisão até dois anos ou com pena de multa até 240 dias.
2 - Na mesma pena incorre o funcionário que por si, ou por interposta pessoa, com o seu consentimento ou ratificação, solicitar ou aceitar, para si ou para terceiro, sem que lhe seja devida, vantagem patrimonial ou não pahimonial de pessoa que perante ele tenha tido, tenha ou venha a ter qualquer pretensão dependente do exercício das suas funções púb!icas.
3 - E correspondentemente aplicável o disposto na alínea b) do artigo 364." e nos n.os 2 e 3 do artigo anterior.
Artigo 374." Corrupção
1 - Quem por si, ou por interposta pessoa com o seu consentimento OU
ratificação' der Ou "Ometer
a funcionário, ou a terceiro com conhecimento daquele, vantagem patrimonial Ou não
patrimonial que funcionário não seja devida, com o fim indicado no artigo 372.", é punido com pena de prisão de 6 meses a 5 anos. 2 - Se o fim for o indicado no artigo 373.", o agente é
punido com pena de prisão até 6 meses ou com pena de multa,até 60 dias.
3 - E correspondentemente aplicável o disposto na
Artigo 373" Corrupção passiva em
razão das funções 1 - O funcionário que, por si ou por interposta pessoa, com o seu consentimento ou ratificação, solicitar ou aceitar, para si ou para terceiro, directa ou indirectamente, por causa das suas funções, mas sem que lhe seja devida, vantagem patrimonial ou não patrimonial, de pessoa que perante ele tenha tido, tenha ou possa vir a ter qualquer pretensão dependente do exercício das suas funções públicas, é punido com pena de prisão de 6 meses a 5 anos. 2 - Excluem-se da previsão do número anterior, as vantagens que forem reconhecidas de interesse público, previamente declaradas e autorizadas. 3 - E correspondente aplicável o disposto na alínea b) do artigo 364" e nos n."s 2 e 3 do artigo anterior. Artigo 374" Corrupção activa 1 - Quem por si, ou por interposta pessoa com o seu consentimento ou ratificação, der ou prometer ao funcionário, ou a terceiro com conhecimento daquele, vantagem patrimonial ou não patrimonial que ao funcionário não seja devida, com os fins e nas circunstancias indicadas no artigo 372", é punido com pena de prisão de 6 meses a 5 anos. 2 - Se o fim for o indicado no artigo 373", o agente é punido com pena de prisão até 3 anos ou com pena de multa. Artigo 3" Norma revogatória 1 - E revogado artigo 373." do Código Penal Artigo 374" ( a
.
a)1 - Quem por si, ou por interposta pessoa, com o seu consentimento ou ratificação, der ou prometer a funcionário, ou a terceiro com conhecimento daquele, vantagem patrimonial ou não patrimonial que ao funcionário não seja devida, é punido com pena de prisão de 1 a 8 anos.
- Anterior n."3
Artigo 373." Corrupção passiva em
razão das funções 1 - Incorre na pena prevista no artigo anterior o funcionário que por si, ou por interposta pessoa, com o seu consentimento ou ratificação, solicitar ou aceitar, para si ou para terceiro, vantagem patrimonial ou não patrimonial que lhe não seja devida em razão do exercício do cargo ou função, ou a sua promessa, de qualquer interessado que tenha deduzido pretensão dependente do exercício de tais cargo ou função. 2 - Excluem-se do disposto no número anterior quaisquer vantagens previamente declaradas e autorizadas. Artigo 374" [...I
1 - Quem por si, ou por interposta pessoa, com o seu consentimento ou ratificação, der ou prometer a funcionário, ou a terceiro com conhecimento daquele, vantagem patrimonial ou não patrimonial que ao funcionário não seja devida, com os fins indicados nos artigos 372" e 373", é punido com pena de prisão de l a 6 anos. 2 - É correspondentemente aplicável o disposto na alínea b) do artigo 364.". Artigo 373" (Corrupção passiva para acto) 1 - O funcionário que por si, ou por interposta pessoa, com o seu consentimento ou ratificação, solicitar ou aceitar, para si ou para terceiro, vantagem patrimonial ou não patrimonial, ou a sua promessa, para a prática de um qualquer acto ou omissão contrários aos deveres do cargo, ainda que anteriores aquela solicitação ou aceitação,
é punido com pena de prisão de um a oito anos. 2 - Se o acto ou omissão não forem contrários aos deveres do cargo e a vantagem não lhe for devida, o agente é
punido com pena de prisão de um a cinco anos. 3 - E correspondentemente aplicável o disposto no no 3 do artigo 372". Artigo 374" (CorrupçHo activa para
acto) 1 - Quem, por si ou por interposta pessoa, com o seu consentimento ou ratificação, der ou prometer afuncionário, ou a terceiro por indicação ou com conhecimento daquele, vantagempatrimonialou não pahimonial com o fim indicado no número 1 do artigo 373", é
punido com pena de prisão de um a cinco anos.
2 - Se o fim for o indicado no número 2 do artigo 373", o agente é