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~~SSEMBLEIA DA ~~EPUBLICA

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(1)

~ ~ S S E M B L E I A DA ~~EPUBLICA

COMISSAO EVENTUAL PARA O ACOMPANHAMENTO POL~TICO DO FENÓMENO DA CORRUPÇAO E PARA A ANÁLISE INTEGRADA DE SOLUÇOES COM VISTA AO SEU

COMBATE

EXCELENT~SSIMO SENHOR

PRESIDENTE DA ASSEMBLEIA DA R E P ~ B L I C A

Data: 2 1 de Abril de 2010

ASSUNTO: Iniciativas legislativas

Para os devidos efeitos, junto envio a Vossa Excelência o Parecer aprovado, por unanimidade, com a ausência do BE e do PEV, na reunião desta Comissão, de 2 1 de Abril de 2010, relativo as seguintes iniciativas legislativas:

PROJECTO DE LEI N.9 215/Xl/la (PS) - REGIME DE SUSPENSÃO DE MANDATO DOS TITULARES DE ÓRGÃOS AUTARQUICOS

PROJECTO DE LEI N.9 216/Xl/l"PS)

-

VIGÉSIMA ALTERAÇÃO A LEI GERAL TRIBUTÁRIA, APROVADA PELO DECRETO-LEI N.9 398198, DE 17 DE DEZEMBRO

PROJECTO DE LEI N.9 217/Xl/l"PS) -ALTERA O CÓDIGO PENAL, CRIANDO U M NOVO TIPO LEGAL DE CRIME URBANISTICO

PROJECTO DE LEI N.e 218/Xl/l"PS) -ALTERA O REGIME GERAL DAS INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS

PROJECTO DE LEI ~ . o ~IS/XI/I~ (PS) - ALTERA O ELENCO DE TITULARES DE CARGOS SUJEITOS A OBRIGAÇÃO DECLARATIVA

PROJECTO DE LEI N.9 220/Xl/la (PS) - PROCEDE A VIGÉSIMA QUARTA ALTERAÇÃO AO cÓDIGO PENAL PROJECTO DE LEI N.9 221/Xl/la (PS)

-

ALTERA O REGIME GERAL DAS INSTITUIÇÕES DE CRÉDITO E SOCIEDADES FINANCEIRAS (CRIA NO BANCO DE PORTUGAL UMA BASE DE DADOS DAS CONTAS BANCÁRIAS)

PROJECTO DE LEI N.g 222/Xl/la (PS) - PROCEDE A SEGUNDA ALTERAÇÃO A LEI N.9 34/87, DE 16 DE JULHO (CRIMES DA RESPONSABILIDADE DOS TITULARES DE CARGOS POL~TICOS)

COMISSÃO EVENTUAL PARA O ACOMPANHAMENTO POL~TICO DO FENÓMENO DA CORRUPÇÃO E PARA A ANÁLISE INTEGRADA DE SOLUÇÔES COM VISTA AO SEU COMBATE

Assembleia da República - Palácio de S. Bento - 1249-068 LISBOA

(2)

ASSEMBLEIA

DA @PUBLICA

COMISSAO EVENTUAL PARA O ACOMPANHAMENTO POL~TICO DO FENÓMENO DA

CORRUPÇAO

E PARA A ANÁLISE INTEGRADA DE SOLUÇOES COM VISTA AO SEU COMBATE

PROJECTO DE LEI N.2 223/Xl/la (PS)

-

ALTERA O REGIME DE VINCULAÇÃO, DE CARREIRAS E DE REMUNERAÇÕES DOS TRABALHADORES QUE EXERCEM FUNÇÕES PÚBLICAS, NO CAP~TULO REFERENTES AS GARANTIAS DE IMPARCIALIDADE

PROJECTO DE RESOLUÇÃO N.2 113/Xl/la (PS)

- RECOMENDA AO GOVERNO A ADOPÇÃO DE MEDIDAS

LEGISLATIVAS EM MATÉRIA DE VALORIZAÇÃO DE IMÓVEIS DEVIDO A DECISÕES ADMINISTRATIVAS OU INVESTIMENTOS PÚBLICOS

PROJECTO DE LEI N.W26/Xl/l"PCP)

-

CONTROLO PÚBLICO DOS RENDIMENTOS E DO PATRIMÓNIO DOA TITULARES DE CARGOS POL~TICOS E ALTOS CARGOS P~BLICOS (QUINTA ALTERAÇÃO A LEI ~ . o 4/83, DE 2 DE ABRIL)

PROJECTO DE LEI N."27/X1/12 (PCP) - ADITAMENTO AO REGIME JUR~DICO DA TUTELA ADMINISTRATIVA (APROVADO PELA LEI N"7/96, DE 1 DE AGOSTO)

PROJECTO DE LEI N."28/Xl/la (PCP) -ADITAMENTO A LEI QUE REGULA A APLICAÇÃO DE MEDIDAS PARA A PROTECÇÃO DE TESTEMUNHAS EM PROCESSO PENAL (SEGUNDA ALTERAÇÃO A LEI N.2 93/99, DE 14 DE JULHO, ALTERADA PELA LEI N.2 2912008, DE 4 DE JULHO)

Com os melhores cumprimentos,

$$&

Jose era ardim

Presidente

COMISSÁO EVENTUAL PARA O ACOMPANHAMENTO POL~TICO DO FENÓMENO DA CORRUPÇAO E PARA A ANÁLISE INTEGRADA DE SOLUÇOES COM VISTA AO SEU COMBATE

Assembleia da República - Palácio de S. Bento - 1249-068 LISBOA

(3)

ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA

COMISSAO EVENTUAL PARA O ACOMPANHAMENTO POL~TICO DO FENÓMENO

DA CORRUPÇÁO E PARA A ANÁLISE INTEGRADA DE SOLUÇOES COM VISTA AO SEU COMBATE

PROJECTO DE LEI N.9 21S/Xl/ll (PS)

-

REGIME DE SUSPENSÃO DE MANDATO DOS TITULARES DE ~ R G A O S AUTARQUICOS PROJECTO DE LEI N.* 216/Xl/l* (P5)

-

VIGÉSIMB ALTERAW A LEI GERAL TRIBUTARIA, APROVADA PELO DECRETO-LEI N.9 398198, DE 17 DE DEZEMBRO

PROJECTO DE LEI N.* 217/Xl/l* (PS) -ALTERA O C~DIGO PENAL, CRIANDO UM NOVO TIPO LEGAL DE CRIME URBAN~STICO PROJECTO DE LEI N.e 218/Xl/l* ( 6 ) -ALTERA O REGIME GERAL DAS INSTITUICOES FINANCEIRAS

PROJECTO DE LEI N.9 219/Xl/l"PS) -ALTERA O ELENCO DE TITULARES DE CARGOS SUJEITOS A OBRIGAÇ&O MCLARATIVA PROJECTO DE LEI N.9 220/Xl/l* (PS)

-

PRQCEDE A VIG&IMA QUARTA ALTERAGO AO C~DIGO PENAL

PROJECTO DE LEI N.9 221/Xl/l3 (PS)

-

ALTERA O REGIME GERAL DAS INSTITUICOES DE CRÉDITO E SOCIEDADES FINANCEIRAS (CRIA NO BANCO DE PORTUGAL UMA BASE DE DADOS DAS CONTAS BANCARIAS)

PROJECTO DE LEI N.Q 222/Xl/l* (PS)

-

PROCEDE A SEGUNDA A L T E R A Ç ~ A LEI N.9 34/89, DE 16 DE JULHO (CRIMES DA RESPONSABILIDADE DOS ilTULARES DE CARGOS POL~TICOS)

PROJECTO DE LEI N.* 223/Xl/li (PS)

-

ALTERA O REGIME DE VINCULAÇÃO, DE CARREIRAS E DE REMUNERANES DOS TRABALHADORES QUE EXERCEM FuNÇÕEs PÚBuCAS, NO CAPITULO REFERENTES AS GARANNAS DE IMPARUALIDADE PROJECTO DE RESOLUÇÃO N.9 113/Xl/lc (PS)

-

RECOMENDA AO GOVERNO A A D o P ~ O M MEDIDAS LEGISLATIVAS EM MATÉRIA DE VALORIZA@O DE IMÓVEIS DEVIDO A DECISÕES ADMINISTRATIVAS OU INVESTIMENTOS PÚBLICOS

PROJECTO DE LEI N.c 226/Xl/lc (PCP)

-

CONTROLO PÚBLICO DOS RENDIMENTOS E DO PATRIM~NIO DOA TlTüLARES DE CARGOS POL~TICOS E ALTOS CARGOS PÚBLICOS (QUINTA

ALTERAW

A LEI ~ . o 4/83, DE 2 DE ABRIL)

PROJECTO DE LEI N.9 227/Xl/la (PCP) -ADITAMENTO AO REGIME JUR~DICO DA TUTELA ADMINISTRATIVA (APROVADO PELA LEI No 27/96, DE 1 DE AGOSTO)

PROJECTO DE LEI N.9 228/Xl/l' (PCP)

-

ADITAMENTO A LEI QUE REGULA A APLIcAÇÃO DE MEDIDAS PARA A PRoTECÇÃO DE TESTEMUNHAS EM PROCESSO PENAL (SEGUNDA AklERA@fO A LEI N.9 93/99, DE 14 DE JULHO, ALTERADA PELA LEI N.* 2912008, DE 4 DE JULHO)

(4)

COMISSÃO EVENTUAL PARA O ACOMPANHAMENTO

POLÍTICO

DO FENOMENO DA CORRUPÇÃO E PARA A ANÁLISE INTEGRADA

DE SOLUÇÕES COM VISTA AO SEU COMBATE

PARECER

PROJECTO DE LEI N." 215/XI/la (PS)

-

REGIME DE SUSPENSÃO DE

MANDATO DOS TITULARES DE ÓRGÃOS AUTÁRQUICOS

PROJECTO DE LEI

N." 216/XIlla (PS)

-

VIGÉSIMA ALTERAÇÃO A LEI

GERGL TRIBUTÁRIA, APROVADA PELO DECRETO-LEI N." 398198, DE

17 DE

DEZEMBRO

PROJECTO DE LEI N." 217/XI/la (PS)

-

ALTERA O CÓDIGO PENAL,

CRIANDO UM NOVO

TIPO

LEGAL

DE

CRIME URBAN~STICO

PROJECTO DE LEI N." 218/XI/la (PS) -

ALTERA O REGIME GERAL DAS

INSTITUIÇ~ES

FINANCEIRAS

PROJECTO DE LEI N." 219/XI/la (PS)

-

ALTERA O ELENCO DE

TITULARES

DE CARGOS SUJEITOS A OBRIGAÇÃO DECLARATIVA

PROJECTO DE LEI N." 220/XI/la (PS) -

PROCEDE

A VIGÉSIMA QUARTA

ALTERAÇÃO AO CÓDIGO PENAL

(5)

PROJECTO DE LEI

N."

221KI/la (PS)

-

ALTERA O REGIME GERAL DAS

INSTITUIÇÕES DE CRÉDITO E SOCIEDADES FINANCEIRAS (CRIA NO BANCO

DE PORTUGAL UMA BASE DE DADOS DAS CONTAS BANCÁRIAS)

PROJECTO DE LEI

N."

222/XI/la (PS)

-

PROCEDE A SEGUNDA

ALTERAÇÃO

A

LEI N."

34/87, DE

16 DE

JULHO

(CRIMES DA

RESPONSABILIDADE DOS TITULARES

DE

CARGOS POLÍTICOS)

PROJECTO DE LEI

N."

223/XI/la (PS)

-

ALTERA O REGIME DE

VINCULAÇÃO,

DE

CARREIRAS

E

DE

REMUNERAÇÕES

DOS

TRABALHADORES QUE

EXERCEM FUNÇÕES P~BLICAS, NO

CAPITULO

REFERENTES AS GARANTIAS DE IMPARCIALIDADE

PROJECTO DE RESOLUÇÃO

N."

113/XIlla (PS)

-

RECOMENDA AO

GOVERNO A ADOPÇÃO

DE MEDIDAS LEGISLATIVAS EM MATÉRIA

DE

VALORIZAÇÃO DE IMÓVEIS DEVIDO A DECISÕES ADMINISTRATIVAS OU

INVESTIMENTOS

P~BLICOS

PROJECTO DE LEI

N

.

'

226KI/la (PCP)

-

CONTROLO PÚBLICO DOS

RENDIMENTOS E DO PATRIM~NIO

DOA TITULARES DE CARGOS POLÍTICOS

E ALTOS CARGOS PÚBLICOS (QUINTA ALTERAÇÃO

A LEI N." 4/83, DE 2 DE

ABRIL)

PROJECTO DE LEI

N."

227/XI/la (PCP)

-

ADITAMENTO AO REGIME

JURÍDICO DA TUTELA ADMINISTRATIVA (APROVADO PELA LEI No 27/96, DE

1

DE AGOSTO)

(6)

PROJECTO DE LEI N."

228/XI/la (PCP)

-

ADITAMENTO A LEI QUE

REGULA A APLICAÇÃO

DE MEDIDAS

PARA A PROTECÇÃO

DE

TESTEMUNHAS EM PROCESSO PENAL (SEGUNDA ALTERAÇÃO A LEI N."

93199, DE 14 DE JULHO, ALTERADA PELA LEI N." 2912008, DE 4 DE JULHO)

PARTE I

-

CONSIDERANDOS

I. a) Nota introdutória

Um grupo de Deputados do Grupo Parlamentar do PS tomou a iniciativa de apresentar

a Assembleia da República, em 14 de Abril de 2010, as seguintes iniciativas:

-

Projecto de Lei n.O 215BaIl."

-

"Regime de suspensão de mandato dos

titulares de órgãos autárquicos";

-

Projecto de Lei n." 216Ball."

-

"Vigésima alteração

à

Lei Geral Tributária,

aprovada pelo Decreto-Lei n.

O

398/98 de 17 de Dezembro";

-

Projecto de Lei n." 217Ball."

-

"Altera o Código Penal, criando um novo

tipo legal de crime urbanístico";

-

Projecto de Lei n." 218IXU1."

-

"Altera o regime geral das instituições de

crédito e sociedades$nanceiras";

-

Projecto de Lei n." 219IXUl."

-

"Alarga o elenco dos titulares de cargos

sujeitos a obrigação declarativa";

-

Projecto de Lei n." 220IXIIl."

-

"Procede

à

vigésima quarta alteração ao

Código Penal";

-

Projecto de Lei n." 221BaIl."

-

"Altera o regime geral das instituições de

crédito e sociedades Jinanceiras, (Cria no Banco de Portugal uma base de

dados de contas bancárias)";

(7)

-

Projecto de Lei

n." 222Ba11."

-

"Procede

à

segunda alteração

à

Lei n."

34/87, de 16 de Julho, (crimes da responsabilidade de Titulares de Cargos

Políticos)";

-

Projecto de Lei n." 223BaIl."

-

"Altera o regime de vinculação, de carreiras

e de remunerações dos trabalhadores que exercem funções públicas, no

capitulo referente às garantias de imparcialidade";

-

Projecto de Resolução

n."

113Ba/la

-

"Recomenda ao Governo a adopção

de medidas legislativas em matéria de valorização de imóveis devido a

decisões administrativas ou investimentos públicos".

Entretanto, um grupo de Deputados do Grupo Parlamentar do PCP apresentou na

Assembleia da República, em 15 de Abril de 2010, os seguintes Projectos de Lei:

-

Projecto de Lei

n." 226Ba11."

-

"Controlo Público dos Rendimentos e

Património dos Titulares de Cargos Políticos e Altos Cargos Públicos

(Quinta alteração

à

Lei n.

O

4/83, de 2 de Abril)";

-

Projecto de Lei

n." 227MI1."

-

"Aditamento ao Regime Jurídico da Tutela

Administrativa (Aprovado pela Lei n.

O

2

7/96, de 1 de Agosto)";

-

Projecto de Lei

n." 228Ball."

-

"Aditamento

à

Lei que regula a aplicação de

medidas para protecção de testemunhas em processo penal, (segunda

alteração

à

Lei n.

O

93/99, de 14 de Julho, alterada pela Lei n.

O

29/2008, de 4

de Julho)".

Estas apresentações foram efectuadas nos termos do disposto na alínea b) do n." 1 do

artigo 156" da Constituição da República Portuguesa e do artigo 118" do Regimento da

Assembleia da República, reunindo os requisitos formais previstos no artigo 124" desse

mesmo Regimento.

(8)

ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA

Por despacho de Sua Excelência, o Presidente da Assembleia da República, as

iniciativas vertentes baixaram

à

Comissão Eventual para o acompanhamento político do

fenómeno da corrupção e para a análise integrada de soluções com vista ao seu combate para

emissão do respectivo parecer.

A discussão na generalidade das referidas iniciativas já se encontra agendada para o

próximo dia 22 de Abril de 2010 (agendamento potestativo do PS).

I b) Do objecto, conteúdo e motivação das iniciativas

-

Projecto

de

Lei

n."

215BaIl."

(PS)

O Projecto de Lei sub judice vem estabelecer a suspensão obrigatória do mandato de

titular de órgão das autarquias locais com a acusação definitiva por crime doloso punível com

pena superior a três anos de prisão ou por crime de responsabilidade, mas com

um

limite

temporal: a suspensão tem a duração máxima de 365 dias

-

cff. artigo 1°, n."s 1 e 2 do PJL.

Segundo os proponentes,

"A

ponderação dos interesses protegidos justzfica que a

possibilidade de suspensão do mandato até

à

decisão de julgamento tenha o limite máximo de

365

dias, responsabilizando-se assim o sistema de justiça pela decisão em tempo útil

relativamente a acusa~ões

a

titulares de cargos exercidos com base na legitimidade

democrática"

-

cf?. exposição de motivos.

A iniciativa vertente prevê ainda que a condenação em primeira instância pelos crimes

acima referidos determine a suspensão do mandato em curso até ao trânsito em julgado

-

cf?.

(9)

Prevê também que, durante o período de suspensão do mandato, o autarca mantenha

"o direito

a

remuneração base mensal"

-

cfi. artigo I", n." 4, do PJL.

Estabelece, por último, que a aplicação de sanção acessória de perda de mandato ou de

inelegibilidade se aplique ao mandato em curso e a futuros actos eleitorais subsequentes ao

trânsito em julgado da sentença, para que não haja ineficácia resultante da aplicação a

mandatos já concluídos

-

cfi. artigo 2" do PJL.

O Projecto de Lei n." 2151XIí1 prevê a sua entrada em vigor "60 dias após a data da

sua publicação em Diário da República"

-

cfi. artigo 3".

- Projecto de Lei n."

216BLI11."

(PS)

Esta iniciativa propõe-se a aditar urna nova alínea g) ao n." 1 do artigo 63"-B da Lei

Geral Tributária, de modo a permitir o levantamento do sigilo bancário, por parte da

administração tributária, quando se verifique a existência de dívidas a segurança social.

A justificação dada para o efeito

é

que "aquelas dividas se revelam de especial

gravidade porquanto colocam em causa o bom e sustentável funcionamento do sistema de

apoio social"

-

cfi. exposição de motivos.

O Projecto de Lei n." 215IXIí1 prevê a sua entrada em vigor "60 dias após a data da

sua publicação em Diário da República"

-

cfi. artigo

2".

(10)

Com esta iniciativa, o PS pretende introduzir

um

novo Capítulo no Código Penal

-

Capítulo VI

-

dedicado aos crimes contra o ordenamento do território, tipificando, por

um

lado, o crime urbanístico

-

artigo 235"-A

-

e, por outro, o crime urbanístico cometido por

funcionário

-

artigo 235"-B.

Introduz também, na Lei n." 34/87, de 16/07 (Crimes da responsabilidade de titulares

de cargos políticos), o crime urbanístico, de forma a punir os titulares de cargos políticos por

este crime.

Assim, no crime urbanístico a introduzir no Código Penal, o PS propõe punir com três

anos de prisão ou com pena de multa "Quem proceder a obra de construção, reconstrução ou

ampliação de imóvel que incida sobre via pública, terreno da Reserva Ecológica Nacional,

Reserva Agrícola Nacional, bem do domínio público ou terreno especialmente protegido por

disposição legal, consciente da desconformidade da sua conduta com as normas urbanísticas

aplicáveis",

prevendo que não sejam puníveis "as obras de escassa relevância urbanística,

assim classijicadas por lei",

bem como consagrando a responsabilidade penal das b'pessoas

colectivas e entidades equiparadas"

pela prática deste crime

-

cfr. artigo 235"-A do CP, cujo

aditamento

é

proposto pelo artigo 1" do PJL 2 17lXII1.

No crime urbanístico cometido por funcionário, o PS propõe punir com três anos de

prisão ou com pena de multa "O funcionário que informe ou decida favoravelmente processo

de licenciamento ou de autorização ou preste neste informação falsa sobre as leis ou

regulamentos aplicáveis, consciente da desconformidade da sua conduta com as normas

urbanísticas".

Mas "Se o objecto da licença ou autorização incidir sobre via pública, terreno

da Reserva Ecológica Nacional, Reserva Agrícola Nacional, bem do domínio público ou

terreno especialmente protegido por disposição legal, o agente será punido com pena de

prisão até 5 anos ou multa"

-

cfr. artigo 235"-B do CP, cujo aditamento

é

proposto pelo artigo

(11)

ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA

A

previsão constante do crime urbanístico cometido por funcionário

é

rigorosamente

igual a proposta para o crime urbanístico cometido por titulares de cargos políticos a

introduzir na Lei dos Crimes da Responsabilidade dos Titulares de Cargos Políticos (Lei n."

34/87, de 16/07), incluindo a respectiva moldura penal (3 anos de prisão ou multa, quando

haja desconformidade com as normas urbanísticas, e 5 anos de prisão ou multa, se a licença

incidir sobre via pública, terreno da REN, RAN, domínio público ou terreno especialmente

protegido)

-

cfi. artigo 18"-A da Lei n." 34/87, cujo aditamento

é

proposto pelo artigo

2"

do

PJL 217/XY1.

O

Projecto de Lei n." 217IXUl prevê a sua entrada em vigor "90 dias após a data da

sua publicação"

-

cfi-. artigo 3".

- Projecto de Lei

n."

218IXIíl." (PS)

Com esta iniciativa, o PS pretende "colocar um ponto final sobre quaisquer dúvidas

que se possam suscitar, clarzjicando que os juizes de direito, no âmbito das suas atribuições,

não devem experimentar mais restrições do que a administração tributária, em matéria de

derrogação do segredo profissional sobre os membros dos órgãos de administração ou de

fiscalização das instituições de crédito, os seus empregados, mandatários, comitidos e outras

pessoas que Ihes prestem serviços"

-

cfr. exposição de motivos.

Nesse sentido, propõe-se alterar o artigo 7g0, n." 2 alínea d) do Regime Geral das

Instituições de Crédito e Sociedades Financeiras, permitindo que as instituições bancárias

possam revelar factos e elementos coberto pelo dever de segredo "aos juizes de direito, no

âmbito das suas funções". Actualmente, esta alínea concede essa possibilidade "nos termos

previstos na lei penal e de processo penal".

(12)

O Projecto de Lei n." 21 8/XI/l prevê a sua entrada em vigor

"60

dias após a data da

sua publicação em Diário da República"

-

cfi. artigo 2".

-

Projecto de Lei n." 219lMl1." (PS)

Este Projecto de Lei visa alargar a obrigação declarativa de rendimentos e património

no Tribunal Constitucional aos membros de órgãos de gestão de institutos públicos e de

entidades reguladoras independentes, bem como aos membros de órgãos executivos de

empresas concessionárias de serviço público.

Nesse sentido, inclui quer os "Membros de órgãos de gestão de institutos públicos e

de entidades reguladoras independentes",

quer "Membros de órgãos executivos de empresas

concessionárias de serviço público, de forma directa ou indirecta, cuja concessão seja

atribuída por entidade com competência nacionaZ",

no elenco dos equiparados a titulares de

cargos políticos para efeitos da aplicação da Lei n." 4/83, de 02/04 (Controlo Público da

Riqueza dos Titulares de Cargos Políticos)

-

cfi. artigo 4", n." 3, da Lei n." 4/83, na redacção

proposta pelo artigo 1" do PJL 219IXY 1.

A iniciativa sub judice elimina dessa obrigação declarativa os membros do Tribunal

Constitucional

-

o PS propõe a eliminação da alínea g) do n." 1 do artigo 4" da Lei n." 4/83

-,

bem como os "Governador e Secretários Adjuntos de Macau".

Não obstante o artigo 10°, alínea c), da Lei n." 3012008, de 10107 (Estatuto dos

Representantes da República nas Regiões Autónomas) considerar o Representante da

República titular de cargo político para efeitos da aplicação da Lei n." 4/83, de 02/04

(Controlo público de riqueza) e, nessa sequência, ter revogado a alínea

f)

do n." 1 do artigo 4"

(13)

da Lei n."

4/83, a iniciativa em apreço volta a incluir nessa alínea os Representantes da

República.

O Projecto de Lei n." 219/XI/1 prevê a sua entrada em vigor "60 dias após a data da

sua publicação em Diário da República"

-

cft. artigo 2".

-

Projecto de Lei n." 220IXIll." (PS)

Esta iniciativa propõe-se alterar o Código Penal em matéria de compção.

Nesse sentido, propõe a criaqão de um novo tipo criminal, denominado "Recebimento

indevido de vantagem",

que corresponde basicamente a compção em razão das funções, por

contraponto

à

compção para determinado acto.

Segundo os proponentes, ')assa a ser sancionada a corrupção pelo exercício de

funções, na medida em que a aceitação ou solicitação de vantagem, sem que a mesma seja

devida, constitui, por si só, a colocação em perigo da referida autonomia intencional do

Estado.

A punibilidade da corrupção tem assim, nesta construção legal, uma tipologia

assente na solicitação ou aceitação de vantagem, patrimonial ou não patrimonial, não devida

a funcionário pelo exercício das funções. Afasta-se, de forma inequívoca, a exigência de

verzficação de um nexo causal entre a vantagem e o acto ou omissão do funcionário,

antecedente ou subsequente"

-

cfr. exposição de motivos.

Assim,

é

punido com prisão até 5 anos ou multa até 600 dias, "O funcionário que por

si, ou por interposta pessoa, com o seu consentimento ou ratzficação, solicitar ou aceitar,

para si ou para terceiro, vantagem patrimonial ou não patrimonial, que não lhe seja devida"

(14)

seu consentimento ou ratzJicação, der a funcionário, ou a terceiro por indicação ou

conhecimento daquele, vantagem patrimonial ou não patrimonial, que não lhe seja devida"

-

cfr. artigo 372" do CP, na redacção proposta pelo artigo

1'

do PJL 220/XI11.

Apesar de a exposição de motivos referir que

'tficam naturalmente excluídas as ofertas

socialmente adequadas

a luz da experiência comum, no respeito pelos usos e costumes

inerentes

à

vida social", a verdade

é

que no articulado nada consta a este respeito.

Os proponentes mantêm a distinção entre corrupção para acto lícito e para acto ilícito,

justificando que

"há nesta ilicitude material distintos graus de gravidade que o direito penal

deve reconhecer, sob pena de violação do principio da proporcionalidade, na sua tripla

dimensão de proporcionalidade em sentido estrito, adequação e necessidade"

-

cfr.

exposição de motivos.

É,

no entanto, elevada a moldura penal nos casos de compção para acto licito: na

corrupção passiva para acto lícito, a moldura penal passa a ser de 1 a

5

anos de prisão

(actualmente

é

punida com prisão até 2 anos ou multa até 240 dias) e na compção activa para

acto lícito, passa a ser prisão até 3 anos ou multa até 360 dias (actualmente

é

punida com

prisão até 6 meses ou multa até 60 dias).

É

igualmente elevada, de seis meses para um ano de prisão,

a

pena mínima prevista

para a corrupção activa para acto ilícito.

A iniciativa em apreço introduz um novo artigo

-

o artigo 374"-A

-

que prevê uma

agravação da pena, de um terço nos seus limites mínimos e máximos, se a vantagem oriunda

da corrupção for

"de valor consideravelmente elevado" e se o agente actuar como titular de

um órgão de uma pessoa colectiva ou em representação legal ou voluntária de outrem.

(15)

É

também aditado um normativo específico sobre a dispensa de pena

-

o artigo 374"-B

-,

que nomeadamente aglutina o disposto na alínea b) do n." 1 do artigo 9"-A da Lei n." 36/94,

de 29/09 (Medidas de combate a corrupção e criminalidade económica e financeira), mas

alargando o respectivo âmbito de aplicação a corrupção passiva

-

ou seja, tanto o corruptor

activo, como o passivo, podem ser dispensados de pena se tiverem denunciado o crime no

prazo máximo de 30 dias após a prática do acto e sempre antes da instauração do

procedimento criminal.

Tal normativo aglutina também o disposto no actual n." 2 do artigo 372" do CP,

dispensando de pena o agente que, antes da prática do facto, voluntariamente repudiar a

aceitação ou restituir a vantagem, ou, tratando-se de coisa fimgível, o seu valor.

Passa também a poder haver dispensa de pena se o agente, antes da prática do facto,

retirar a promessa ou recusar o oferecimento da vantagem ou solicitar a sua restituição.

Por outro lado, o PS elimina a possibilidade de se aplicar a corrupção passiva para acto

lícito e a corrupção activa, seja para acto lícito ou ilícito, o disposto na alínea

b)

do artigo

364" do CP, que prevê a atenuação especial e a dispensa da pena quando "o facto tiver sido

praticado para evitar que o agente, o cônjuge, um adoptante ou adoptado, os parentes ou

afins até ao 2Ograu, ou a pessoa, de outro ou do mesmo sexo, que com ele viva em condições

análogas às dos cônjuges, se expusessem ao perigo de virem a ser sujeitos a pena ou a

medida de segurança"

-

cfr. artigos 373", n." 3, e 374", n." 3, do CP actual.

O Projecto de Lei n." 220/XI/1 prevê a sua entrada em vigor

"90

dias após a data da

sua publicação em Diário da República"

-

cfr. artigo 3".

(16)

Este Projecto de Lei pretende aditar um novo n."

3 ao artigo 79" do Regime Geral das

Instituições de Crédito e Sociedades Financeiras, de forma a criar, no Banco de Portugal, uma

base de dados da qual conste a identificação das contas bancárias e dos respectivos titulares,

para que essa informação possa ser transmitida aos juízes de direito, no âmbito de

um

processo judicial.

Esta medida pretende concretizar uma sugestão feita no âmbito das audições em

Comissão por diversas entidades, nomeadamente pelo Director Nacional da PJ, Dr. Almeida

Rodrigues, e pelo Procurador da República, Dr. Rosado Teixeira.

O

PS propõe concretamente o seguinte aditamento ao artigo 79" do RGICSF:

"3.

É

criada no Banco de Portugal uma base de contas bancárias existentes no

sistema bancário na qual constam os titulares de todas as contas, seguindo-se para o efeito o

seguinte procedimento:

a) No prazo de três meses todas as entidades autorizadas a receber depósitos e

seja de que tipo forem enviam ao Banco de Portugal a identificação das

respectivas contas e respectivos titulares;

b) Enviam, ainda, ao Banco de Portugal informações sobre a abertura ou

encerramento de novas contas com a identzjicação dos seus titulares, o que

deverá ocorrer mensalmente e até ao dia 15 de cada mês com referência aos

meses transados;

c) O Banco de Portugal adopta as medidas necessárias para assegurar o acesso

reservado a esta base, sendo a informação nela referida apenas respeitante

aos números de identzficação da conta e respectivos titulares e apenas

podendo ser transmitida às entidades referidas na alínea d) do número 2 do

presente artigo Ljuízes de direito, no âmbito das suas funções

-

cfi. PJL

(17)

O Projecto de Lei n." 221lXIIl prevê a sua entrada em vigor

"90 dias após a data da

sua publicação em

Diário

da República"

-

cfr. artigo 2".

-

Projecto de Lei n." 222íXIIl." (PS)

Esta iniciativa transpõe para a Lei dos Crimes da Responsabilidade dos Titulares de

Cargos Políticos (Lei n." 34/87, de 16/07) as mesmas alterações que o PS propõe em sede de

alterações ao Código Penal (cfr. PJL 220/XI/1), que se resumem as seguintes:

-

A criação de um novo crime designado

"Recebimento indevido de vantagem"

-

artigo 16" da Lei n." 34/87, na redacção proposta pelo artigo

1"

do PJL 222lXIíl;

-

A

elevação da moldura penal na corrupção para acto lícito: na corrupção passiva

para acto lícito, a moldura penal passa a ser de 1 a

5

anos de prisão (actualmente

é

punida com prisão até 3 anos ou multa até 300 dias) e na corrupção activa para

acto lícito, passa a ser prisão até 3 anos ou multa até 360 dias (actualmente

é

punida com prisão até 6 meses ou multa até 60 dias)

-

cfr. artigos 17" e 18" da Lei

n." 34/87, na redacção proposta pelo artigo 1" do PJL 222/XI/1

;

-

A elevação do limite mínimo previsto para a corrupção activa para acto ilícito, de

seis meses para um ano de prisão

-

cfi. artigo 18", n." 1, da Lei n." 34/87, na

redacção proposta pelo artigo 1" do PJL 2221XUl;

-

A agravação no caso de a vantagem da corrupção ser de valor consideravelmente

elevado e no caso de o agente actuar como titular de um órgão de uma pessoa

colectiva ou em representação legal ou voluntária de outrem- cfi. artigo 19" da

Lei n." 34/87, na redacção proposta pelo artigo 1" do PJL 2221XU1

;

-

A

concentração num único normativo das situações em que pode haver dispensa

de pena, das quais se destaca que tanto o corruptor activo, como o passivo, podem

ser dispensados de pena se tiverem denunciado o crime no prazo máximo de 30

(18)

dias após a prática do acto e sempre antes da instauração do procedimento

criminal

-

cfi. artigo 19"-A da Lei n." 34/87, na redacção proposta pelo artigo 2"

do PJL 222/XV1.

O Projecto de Lei n." 222/XI/1 prevê a sua entrada em vigor "90 dias após a data da

sua publicação em Diário da República"

-

cfr. artigo 3".

- Projecto de Lei n."

223IXIll." (PS)

Em resposta as preocupações expressas, na audição em Comissão, pelo Senhor

Inspector-Geral da Administração Local, Dr. Orlando do Nascimento, este Projecto de Lei

propõe-se inverter a regra da acumulação de funções públicas com privadas prevista na Lei

12-N2008, de 21/02 (Regime de vinculação, de carreiras e de remunerações dos

trabalhadores que exercem funções públicas), passando a exclusividade no exercício de

funções públicas a ser a regra.

Nesse sentido,

é

alterado o artigo 28" da Lei 12-N2008, que passa estabelecer como

regra a de que "o exercício de funções não pode ser acumulado com o de funções ou

actividades privadas",

com as excepções que constam dos n."s 2 a 4.

Esta iniciativa propõe-se também a esclarecer que a autorização para a acumulação de

funções deve ser prévia ao exercício das funções privadas

-

cfr. artigo 29" da Lei 12-N2008,

na redacção proposta pelo artigo 1" do PJL 223/XI/1.

O Projecto de Lei n." 223/XI/1 prevê a sua entrada em vigor

"60 dias após a data da

(19)

ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA

- Projecto de Resolução n."

113/XI/l." (PS)

Esta iniciativa, pretendendo agir contra "jenómenos de enriquecimento injustiJicado

em resultado da actuação de entidades públicas, os fenómenos decorrentes de valorizações

patrimoniais signzficativas resultantes da alteração de instrumentos de gestão territorial ou

da realização de investimentos públicos estruturantes",

recomenda ao Governo a adopção de

medidas legislativas em matéria de valorização de imóveis devido a decisões administrativas

ou investimentos públicos, concretamente:

l."Que o alargamento das áreas urbanas ou urbanizáveis em caso de aprovação ou

revisão de instrumentos de gestão territorial, esteja condicionada pela comprovação

da absoluta insuficiência das áreas urbanas ou urbanizáveis existentes face

à

evolução demográfica, económica e social do municlpio.

2. Que a inclusão de qualquer parcela de território em área urbana ou urbanizável

determine de imediato a tributação em imposto municipal sobre imóveis como prédio

urbano.

3.

Que no âmbito da nova Lei de Solos seja prevista a tributação das mais-valias

resultantes da alteração signzficativa das potencialidades urbanísticas dos prédios

relativamente aos instrumentos de gestão territorial previamente vigentes.

4.Que se adoptem critérios gerais para a tributação das mais-valias geradas pelos

grandes investimentos públicos, designadamente pelo novo aeroporto internacional

de Lisboa, pelas novas concessões rodoviárias e ferroviárias e pela expansão das

redes de metropolitano."

(20)

ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA

Este Projecto de Lei propõe-se alterar o artigo 2" da Lei n." 4/83, de 02/04 (Controlo

Público dos Rendimentos e Património dos Titulares de Cargos Políticos e Altos Cargos

Públicos), substituindo o regime de apresentação anual de declarações por parte dos titulares

de órgãos executivos por uma declaração de actualização, a preencher por qualquer titular de

cargo político, sempre que se verifique um acréscimo patrimonial significativo, o que ocorre

sempre que for de montante superior a cinco salários mínimos mensais.

Assim, e citando os proponentes, "sempre que, no decurso do mandato, se verzjque

um acréscimo patrimonial em montante superior a cinco salários mínimos mensais, deve o

titular actualizar a respectiva declaração, mencionando o facto gerador desse acréscimo"

-

cfi-.

exposição de motivos.

Considera o PCP que, com esta alteração, "o controlo público do património dos

titulares de cargos políticos e altos cargos públicos estará sempre actualizado, passando a

cumprir de uma forma mais efectiva os objectivos que levaram

a

sua consagração na lei"

-

cfi-. exposição de motivos.

O PCP propõe ainda que o controlo público da riqueza dos titulares de cargos públicos

"não cesse de imediato após a cessação de funções", estabelecendo que "a declaração final

só deverá ser apresentada passados três anos sobre a cessação de funções"

-

cfi-. exposição

'de motivos e artigo 2", n." 4, da Lei n." 4/83, na redacção proposta pelo PJL 2261x111.

-

Projecto de Lei n." 227/XI/l." (PCP)

Esta iniciativa visa recuperar a norma do artigo 9", n." 2, da Lei n." 87/89, de 09/09,

que foi revogado pela Lei n." 27/96, de 01/08 (Regime Jurídico da Tutela Administrativa),

aditando-a a este diploma legal

-

cfr. artigo 8"-A.

(21)

Refere o

PCP que, "Incompreensivelmente, na VIII Legislatura, a alteração que foi

aprovada ao regime de tutela eliminou essas restrições legais e adoptou um regime mais

permissivo. A perda de mandato ficou reservada, para além das faltas injustlficadas e dos

casos de inelegibilidades, as situações em que os membros dos órgãos autárquicos

intervenham em procedimento administrativo, acto ou contrato de direito público ou privado,

relativamente ao qual se ver$que impedimento legal, visando a obtenção de vantagem

patrimonial para si ou para outrém. Tal signzfica que, desde que não seja provada a

existência de uma vantagem patrimonial directa e imediata, o titular de órgão autárquico

possa intervir em processos de decisão que lhe digam directamente respeito, a si ou a

familiares seus."

-

cfr. exposição de motivos.

Assim, passam a perder igualmente o mandato

"os membros dos órgãos autárquicos

que, no exercicio das suas funções ou por causa delas, intervenham em processo

administrativo, acto ou contrato de direito público ou privado quando:

a) Nele tenham interesse, por si, como representante ou como gestor de negócios de

outra pessoa;

b) Por si, ou como representante de outra pessoa, nele tenha interesse o seu cônjuge,

algum parente ou afim em linha recta ou até ao 2.' grau da linha colateral, bem como

qualquer pessoa com quem viva em economia comum;

c) Por si, ou como representante de outra pessoa, tenha interesse em questão

semelhante

à

que deve ser decidida ou quando tal situação se verzfique em relação a pessoa

abrangida pela alinea anterior;

d) Tenha intervindo como perito ou mandatário ou haja dado parecer sobre a questão

a resolver;

e) Tenha intervindo no processo como mandatário o seu cônjuge, parente ou afim em

linha recta ou até ao 2.

O

grau da linha colateral, bem como qualquer pessoa com quem viva

(22)

j

Contra ele, seu cônjuge ou parente em linha recta tenha sido proferida sentença

condenatória transitada em julgado na acção judicial proposta por interessado ou pelo

respectivo cônjuge;

g) Se trate de recurso de decisão proferido por si, ou com a sua intervenção, ou

proferido por qualquer das pessoas referidas na alínea b) ou com intervenção destas;

h) Não dê conhecimento ao órgão de que a matéria em apreciação lhe diz

directamente respeito, ou aos seus parentes ou ajins até ao 2. "grau da linha colateral."

-

cfr.

artigo 8"-A, cujo aditamento

é

proposto no PJL 227lXIíl.

- Projecto de Lei

n."

228IXIll." (PCP)

Esta iniciativa visa aditar na Lei da Protecção das Testemunhas (Lei n." 93/99, de 14

de Julho, alterada pela Lei n." 2912008, de 4 de Julho) uma n o m a

-

artigo 16"-A

-

destinada a

proteger as testemunhas de crimes económicos e financeiros.

O

PCP propõe, assim, que "sempre que se trate de crime económico efinanceiro, a

não revelação da identidade da testemunha possa ter lugar durante alguma ou todas as fases

do processo, também após o processo e julgamento, quando o depoimento ou as declarações

disserem respeito a crimes de burla qualzjicada, administração danosa, abuso de informação,

manipulação de mercado ou outras práticas fraudulentas desde que causem prejuizo

patrimonial a outrem ou em unidade económica, órgão ou entidade do sector público,

privado ou cooperativo"

-

cfr. artigo 16"-A.

Esta iniciativa corresponde

à

retoma de uma das medidas propostas pelo PCP no

Projecto de lei n." 6121x14

-

(d'upervisão de instituições de crédito)).

(23)

ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA

I c) Enquadramento legal

Com interesse em matéria de corrupção, importa destacar, entre outras, a seguinte

legislação:

-

Código Penal, designadamente os seus artigos 372" a 374";

-

Lei n." 34/87, de 16 de Julho

-

Crimes da Responsabilidade de Titulares de Cargos

Políticos;

-

Lei n." 4/83, de 2 de Abril

-

Controlo Público da Riqueza dos Titulares de Cargos

Políticos;

-

Lei n." 36194, de 29 de Setembro

-

Corrupção e Criminalidade Económica e

Financeira;

-

Lei n." 27/96, de 1 de Agosto

-

Regime Jurídico da Tutela Administrativa;

-

Lei n." 93/99, de 14 de Julho

-

Regula a aplicação de medidas para a protecção das

testemunhas em processo penal;

-

Lei n." 10112001, de 25 de Agosto

-

Regime jurídico das acções encobertas para

fins de prevenção e investigação criminal;

-

Lei n." 512002, de 11 de Janeiro

-

Medidas de Combate a Criminalidade

Organizada;

-

Lei n." 1912008, de 21 de Abril

-

Aprova medidas de combate

à

corrupção;

-

Lei n." 2012008, de 21 de Abril

-

Cria o novo regime penal de corrupção no

comércio internacional e no sector privado;

-

Lei n." 5412008, de 4 de Setembro

-

Conselho de Prevenção da Corrupção.

Para análise das iniciativas em discussão, importa também ter presente os seguintes

normativos:

-

Artigo 63"-B da Lei Geral Tributária

-

Acesso a informações e documentos

(24)

-

Artigo 79" do Regime Geral das Instituições de Crédito e Sociedades Financeiras

-

Excepções ao dever de segredo;

-

Artigos

-

28" e 29" da Lei n." 12-Aí2008, de 27 de Fevereiro

-

Acumulação com

funções privadas e autorização para acumulação de funções.

I d) Histórico da presente legislatura

Na presente Legislatura, já se realizaram três debates em Plenário sobre iniciativas

referentes a matéria de corrupção:

Em 03/12/2009

-

agendamento potestativo do BE, onde foram discutidas as

seguintes iniciativas:

o

Proiecto de Lei n." 25/XI/1 (PCP)

-

"Cria o tipo de crime de

enriquecimento ilícito''

-

foi rejeitado na generalidade em 10/12/2009,

com os votos a favor do PSD, BE, PCP, PEV e contra do PS e CDS-PP;

o

Proiecto de Lei n." 43IXIll (BE)

-

"Cria o tipo criminal de

enriquecimento ilícito"

-

foi rejeitado na generalidade em 10/12/2009,

com os votos a favor do PSD, BE, PCP, PEV e contra do PS e CDS-PP;

o

Proiecto de Lei n." 441x111 (BE)

-

"Altera o Código Penal e a Lei

n.

O

36/94, de 16 de Julho, em matéria de corrupção"

-

foi aprovado na

generalidade em 03/12/2009, com os votos a favor do PSD, BE, PCP,

PEV, contra do PS, e a abstenção do CDS-PP;

o

Proiecto de Lei n." 53/XI/1 (BE)

-

"Consagra

a

cativação pública das

mais-valias urbanísticas, prevenindo a corrupção e o abuso de poder"

-

foi rejeitado na generalidade em 03/12/2009, com os votos a favor

(25)

o

Proiecto de Lei n." 54/XI/1 (BE)

-

"Determina a derrogação do sigilo

bancário como instrumento para o combate

à

fraude e

à

evasão fiscal"

-

foi rejeitado na generalidade em 11/12/2009, com os votos a favor de

1-PS, BE, PCP, PEV e contra do PS, PSD, e CDS-PP.

-

Em 10/12/2009

-

agendamento potestativo do PSD, onde foram discutidas as

seguintes iniciativas:

o

Proiecto de Lei n." 89/XI/1 (PSD)

-

"Crime de enriquecimento ilícito

no exercício de funções públicas"

-

foi aprovado na generalidade em

10/12/2009, com os votos a favor do PSD, BE, PCP, PEV, contra do PS

e a abstenção do CDS-PP;

o

Proiecto de Lei n." 90/XI/1 (PSD)

-

"Combate

à

corrupção"

-

foi

aprovado

na generalidade em 10/12/2009, com os votos a favor do

PSD, CDS-PP, BE, PCP e a abstenção do PS;

o

Proiecto de Lei n." 94/XI/1 (PCP)

-

"Derrogação do sigilo bancário

(vigésima alteração

à

Lei Geral Tributária, aprovada pelo Decreto-Lei

n.

O

398/98, de 17 de Dezembro e Sexta alteração ao Decreto-Lei n.

O

62/2005, de

11

de Março)

" -

foi aprovado na generalidade em

11/12/2009, com os votos a favor do PSD, BE, PCP, PEV, contra do

CDS-PP e a abstenção do PS;

o

Proiecto de Resolução n." 25/XI/1 (PSD)

-

"Recomenda ao Governo a

alteração, neste início de legislatura, de diversos aspectos da lei de

política criminal"

-

foi aprovado em 10/12/2009, com os votos a favor

do PSD, CDS-PP, PEV e a abstenção do PS, BE e PCP, tendo dado

origem

à

Resolução da AR n." 212010, de 06101;

o

Proiecto de Resolução n." 26/XY1 (PSD)

-

"Constituição de uma

Comissão Eventual para o acompanhamento político do fenómeno da

corrupção e para a análise integrada de soluções com vista ao seu

(26)

combate"

-

foi

aprovado por unanimidade em 10/12/2009, tendo dado

origem a Resolução da AR

n."

112010, de 05/01.

-

Em 28/01/2010

-

agendamento do CDS-PP, onde foram discutidas as seguintes

iniciativas:

o Proiecto de Lei n." 102/XI/1 (BE)

-

"Publicidade das declarações de

rendimentos dos titulares de cargos políticos"

-

foi

aprovado na

generalidade em 28/01/2010, com os votos a favor do CDS-PP, BE,

PCP, PEV e a abstenção do PS e PSD;

o Proiecto de Lei n." 107/XI/1 (CDS-PP)

-

"Altera o Código Penal,

criando um novo tipo legal de crime urbanístico"

-

foi

aprovado na

generalidade em 28/01/2010, com os votos a favor do CDS-PP e a

abstenção do PS, PSD, BE, PCP e PEV;

o Proiecto de Lei n." 108/XI/1 (CDS-PP)

-

"Altera o Código Penal,

consagrando medidas legislativas que visam reforçar a eJicácia do

combate

à

corrupção"

-

foi

aprovado na generalidade em 28/01/2010,

com os votos a favor do PSD, CDS-PP, BE, PCP, PEV e a abstenção do

PS;

o

Proiecto de Lei n." 109/XI/l (CDS-PP)

-

"ClariJica o regime jurídico

de incompatibilidades e impedimentos dos titulares de altos cargos

públicos"

-

foi

aprovado na generalidade em 28/01/2010, com os

votos a favor do CDS-PP, BE, PCP, PEV e a abstenção do PS e PSD;

o

Proiecto de Lei n." l l O / X l (CDS-PP)

-

"Consagra nova

inelegibilidade para a eleição dos órgãos das autarquias locais e um

motivo de suspensão do mandato"

-

foi

aprovado na generalidade em

28/01/2010, com os votos a favor do CDS-PP, BE e a abstenção do PS,

PSD, PCP e PEV;

(27)

ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA

o Proiecto de Lei n." 11 1/XI/1 (CDS-PP)

-

"Altera a Lei n.

O

34/87, de 16

de Julho (Crimes de responsabilidade de titulares de cargos políticos),

consagrando medidas legislativas que visam reforçar a eficácia do

combate a corrupção"

-

foi aprovado na generalidade em 28/01/2010,

com os votos a favor do PSD, CDS-PP, BE, PCP, PEV e a abstenção do

PS;

o

Proiecto de Lei n." 135/XI/l (BE)

-

"Altera o Código Penal, aditando o

«crime urbanístico»"

-

a respectiva votação na generalidade foi adiada;

o

Projecto de Lei n." 136/XI/1 (PSD)

-

"Altera o regime das

inelegibilidades nas eleições para o Presidente da República, para a

Assembleia da República, para o Parlamento Europeu e para os

órgãos das autarquias locais"

-

foi aprovado na generalidade em

28/01/2010, com os votos a favor do PSD, BE e a abstenção do PS,

CDS-PP, PCP e PEV;

o

Proiecto de Lei n." 140/XI/l (PCP)

-

"Altera o Estatuto dos Deputados

e o Regime Jurídico de incompatibilidades e impedimentos dos

titulares de cargos políticos e altos cargos públicos"

-

foi rejeitado na

generalidade em 28/01/2010, com os votos a favor do BE, PCP, PEV,

contra do PSD e a abstenção do PS e CDS-PP;

o

Proiecto de Lei n." 141/XI/1 (PCP)

-

"Altera o Regime Jurídico da

Tutela Administrativa, aprovado pela Lei n.

O

27/96, de 1 de Agosto"

-

foi aprovado na generalidade em 28/01/2010, com os votos a favor do

PCP, PEV e a abstenção do PS, PSD, CDS-PP e BE;

o

Proiecto de Lei n." 142/XI/1 (PCP)

-

"Crimes de responsabilidade de

titulares de titulares de cargos politicos e altos cargos públicos

(terceira alteração a Lei n.

O

36/87, de 16 de Julho, com as alterações

introduzidas pelas Leis n. O

108/2001, de 28 de Novembro, e 30/2008,

s

de 1 de Agosto)"

-

foi aprovado na generalidade em 28/01/2010, com

(28)

ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA

os votos a favor do BE, PCP, PEV e a abstenção do PS, PSD e CDS-

PP;

o Proiecto de Resolução

n." 37/XI/1 (CDS-PP)

-

"Recomenda ao

Governo a adopção de medidas legislativas tendentes

a

criação da

Jigura do ((arrependido)), em crimes de especial dzjiculdade de

investigação"

-

foi

aprovado em 28/01/2010, com os votos a favor do

PSD, CDS-PP e a abstenção do PS, BE, PCP e PEV (a Resolução da

AR encontra-se em vias de ser publicada em DR);

o Proiecto de Resolução n." 38/XI/1 (CDS-PP)

-

"Medidas de combate

à

corrupção"

-

foi

aprovado em 28/01/2010, com os votos a favor do

PSD, CDS-PP, BE, PCP, BE e a abstenção do PS, tendo dado origem

à

Resolução da AR n." 18/2010, de 01/03;

o Proiecto de Resolução n." 39/XI/1 (CDS-PP)

-

"Transparência nos

contratos públicos"

-

foi

aprovado em 28/01/2010, com os votos a

favor do PSD, CDS-PP, BE, PCP, BE e a abstenção do PS, tendo dado

origem a

Resolução da AR

n."

17/2010, de 01/03.

I e) Comparação entre iniciativas pendentes com objecto idêntico aos Projectos

em análise

Atendendo a que há diversas iniciativas legislativas pendentes que versam sobre

matéria idêntica

a

dos Projectos de Lei ora em apreciação, importa proceder a respectiva

comparação.

(29)

Alterações aos crimes de compção constantes do CP:

PJL 220íXY1 (PS) Artigo 372" (Recebimento iudevido de vantagem) 1 - O funcionário que por si, ou por interposta pessoa, com o seu consentimento ou ratificação, solicitar OU

aceitar, para si ou para terceiro, vantagem patrimonial ou não patrimonial, que não lhe seja devida, é punido com pena de prisão de ate cinco anos ou com pena de multa até 600 dias.

2 - Quem, por si ou por interposta pessoa, com o seu consentimento ou ratificação, der a funcionário, ou a terceiro por indicação ou conhecimento daquele, vantagem patrimonial ou não patrimonial, que não lhe seja devida, e punido com pena de prisão até três anos ou com pena de multa até 360 dias. 3 - A pena é especialmente atenuada se o agente auxiliar concretamente na recolha de provas decisivas para a identificaçâo ou a captura de outros responsáveis. PJL 108íXU1 (CDS) Artigo 372." Corrupção passiva para acto determinado 1 - O funcionário que por si, ou por interposta pessoal, com o seu consentimento ou ratificação, solicitar ou aceitar, para si ou para terceiro, sem que lhe seja devida, vantagem patrimonial ou não patrimonial, ou a sua promessa, para um qualquer acto ou omissão inerentes ao exercício do cargo ou função, ou por este facilitados, ainda que anteriores aquela solicitação ou aceitação,

é punido com pena de prisão de 2 a 8 anos. 2 - Se o agente, antes da prática do facto, voluntariamente repudiar o oferecimento ou a promessa que aceitara, ou restituir a vantagem, ou, tratando-se de coisa fungível, o seu valor, é

dispensado de pena. 3 - A pena é

especialmente atenuada se o agente auxiliar concretamente na recolha das provas decisivas para a identificação ou a captura de outros responsáveis. PJL 89íXU1 (PSD) Artigo 372' Corrupção passiva para acto determinado 1 - O funcionário que por si, ou por interposta pessoa, com o seu consentimento ou ratificação, solicitar ou aceitar, para si ou para terceiro, directa ou indirectamente, sem que lhe seja devida, vantagem patrimonial ou não patrimonial, ou a sua promessa, para a prática ou omissão de um qualquer acto ou omissão inerentes ao exercício das suas funções ou por estas facilitados, ainda que anteriores Aquela solicitação ou aceitação,

é punido com pena de prisão de 1 a 8 anos. 2 - Se o acto ou omissão referidos no número anterior forem contrários aos deveres do cargo, o agente é punido com pena de prisão de 2 a 8

3 - (actuai n." 2). 4 - (actual n.' 3). CP em vigor

Artigo 372." Corrupção passiva para

acto ilícito 1 - O funcionário que por si, ou por interposta pessoal,

'Om seu consentimento Ou

ratificação, solicitar ou aceitar' para si Ou para terceiro, sem que lhe seja devida, vantagem patrimonial Ou não patrimonial, ou a sua promessa, para um qualquer acto ou omissão contrários aos deveres do ainda que Aquela solicitação Ou aceitação' é

punido com pena de prisão de 1 a 8 anos.

*

- Se agente' antes da prática do facto' voluntariamente repudiar o oferecimento ou a promessa que aceitara' Ou restituir a

vantagem, ou, tratando-se de coisa fungível, o seu valor, é

dispensado de pena. 3 - A pena é especialmente atenuada se o agente auxiliar concretamente na recolha das provas decisivas para a identificação Ou a captura de outros responsáveis. PJL 44/XU1 (BE) Artigo 372' Corrupção passiva 1 - O funcionário que por si, ou por interposta pessoa, com o seu consentimento ou ratificação, solicitar ou aceitar, para si ou para terceiro, sem que lhe seja devida, vantagem patrimonial ou não patrimonial, é punido com pena de prisão de 1 a

2 - Na mesma pena incorreofuncionárioque por si, ou por interposta pessoa, com o seu consentimento ou ratificação, solicitar ou aceitar, para si ou para terceiro, sem que lhe seja devida, vantagem patrimonial ou não patrimonial de pessoa que perante ele tenha tido, tenha ou venha a ter qualquer pretensão dependente do exercício das suas funções _ Na mesma pena incorre o funcionário que por si, ou por interposta pessoa, com o seu consentimento OU

ratificação, solicitar ou aceitar, para si ou para terceiro, sem que lhe seja devida, promessa de vantagem patrimonial ou não patrimonial, para um qualquer acto ou omissão contrário ou não aos deveres do cargo, ainda que anteriores aquela solicitação ou aceitação. 4 -Anterior n." 2. 5 - Anterior n.' 3. 6 - E correspondentemente aplicável o disposto na alínea b) do artigo 364", no caso de actos ou omissões não contrários aos deveres do cargo.

(30)

Artigo 373." Corrupção passiva para

acto lícito 1 - O funcionário que por si, ou por interposta pessoa, com o seu consentimento ou ratificação, solicitar ou aceitar, para si ou para terceiro, sem que lhe seja devida, vantagem patrimonial ou não patrimonial, ou a sua promessa, para um qualquer acto ou omissão não contrários aos deveres do cargo, ainda que anteriores aquela solicitação ou aceitação, é punido com pena de prisão até dois anos ou com pena de multa até 240 dias.

2 - Na mesma pena incorre o funcionário que por si, ou por interposta pessoa, com o seu consentimento ou ratificação, solicitar ou aceitar, para si ou para terceiro, sem que lhe seja devida, vantagem patrimonial ou não pahimonial de pessoa que perante ele tenha tido, tenha ou venha a ter qualquer pretensão dependente do exercício das suas funções púb!icas.

3 - E correspondentemente aplicável o disposto na alínea b) do artigo 364." e nos n.os 2 e 3 do artigo anterior.

Artigo 374." Corrupção

1 - Quem por si, ou por interposta pessoa com o seu consentimento OU

ratificação' der Ou "Ometer

a funcionário, ou a terceiro com conhecimento daquele, vantagem patrimonial Ou não

patrimonial que funcionário não seja devida, com o fim indicado no artigo 372.", é punido com pena de prisão de 6 meses a 5 anos. 2 - Se o fim for o indicado no artigo 373.", o agente é

punido com pena de prisão até 6 meses ou com pena de multa,até 60 dias.

3 - E correspondentemente aplicável o disposto na

Artigo 373" Corrupção passiva em

razão das funções 1 - O funcionário que, por si ou por interposta pessoa, com o seu consentimento ou ratificação, solicitar ou aceitar, para si ou para terceiro, directa ou indirectamente, por causa das suas funções, mas sem que lhe seja devida, vantagem patrimonial ou não patrimonial, de pessoa que perante ele tenha tido, tenha ou possa vir a ter qualquer pretensão dependente do exercício das suas funções públicas, é punido com pena de prisão de 6 meses a 5 anos. 2 - Excluem-se da previsão do número anterior, as vantagens que forem reconhecidas de interesse público, previamente declaradas e autorizadas. 3 - E correspondente aplicável o disposto na alínea b) do artigo 364" e nos n."s 2 e 3 do artigo anterior. Artigo 374" Corrupção activa 1 - Quem por si, ou por interposta pessoa com o seu consentimento ou ratificação, der ou prometer ao funcionário, ou a terceiro com conhecimento daquele, vantagem patrimonial ou não patrimonial que ao funcionário não seja devida, com os fins e nas circunstancias indicadas no artigo 372", é punido com pena de prisão de 6 meses a 5 anos. 2 - Se o fim for o indicado no artigo 373", o agente é punido com pena de prisão até 3 anos ou com pena de multa. Artigo 3" Norma revogatória 1 - E revogado artigo 373." do Código Penal Artigo 374" ( a

.

a)

1 - Quem por si, ou por interposta pessoa, com o seu consentimento ou ratificação, der ou prometer a funcionário, ou a terceiro com conhecimento daquele, vantagem patrimonial ou não patrimonial que ao funcionário não seja devida, é punido com pena de prisão de 1 a 8 anos.

- Anterior n."3

Artigo 373." Corrupção passiva em

razão das funções 1 - Incorre na pena prevista no artigo anterior o funcionário que por si, ou por interposta pessoa, com o seu consentimento ou ratificação, solicitar ou aceitar, para si ou para terceiro, vantagem patrimonial ou não patrimonial que lhe não seja devida em razão do exercício do cargo ou função, ou a sua promessa, de qualquer interessado que tenha deduzido pretensão dependente do exercício de tais cargo ou função. 2 - Excluem-se do disposto no número anterior quaisquer vantagens previamente declaradas e autorizadas. Artigo 374" [...I

1 - Quem por si, ou por interposta pessoa, com o seu consentimento ou ratificação, der ou prometer a funcionário, ou a terceiro com conhecimento daquele, vantagem patrimonial ou não patrimonial que ao funcionário não seja devida, com os fins indicados nos artigos 372" e 373", é punido com pena de prisão de l a 6 anos. 2 - É correspondentemente aplicável o disposto na alínea b) do artigo 364.". Artigo 373" (Corrupção passiva para acto) 1 - O funcionário que por si, ou por interposta pessoa, com o seu consentimento ou ratificação, solicitar ou aceitar, para si ou para terceiro, vantagem patrimonial ou não patrimonial, ou a sua promessa, para a prática de um qualquer acto ou omissão contrários aos deveres do cargo, ainda que anteriores aquela solicitação ou aceitação,

é punido com pena de prisão de um a oito anos. 2 - Se o acto ou omissão não forem contrários aos deveres do cargo e a vantagem não lhe for devida, o agente é

punido com pena de prisão de um a cinco anos. 3 - E correspondentemente aplicável o disposto no no 3 do artigo 372". Artigo 374" (CorrupçHo activa para

acto) 1 - Quem, por si ou por interposta pessoa, com o seu consentimento ou ratificação, der ou prometer afuncionário, ou a terceiro por indicação ou com conhecimento daquele, vantagempatrimonialou não pahimonial com o fim indicado no número 1 do artigo 373", é

punido com pena de prisão de um a cinco anos.

2 - Se o fim for o indicado no número 2 do artigo 373", o agente é

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