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Villa Romana de Pisões

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Academic year: 2021

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Ao compararmos a nossa análise com a do inquérito realizado pela entidade não detectámos contradições, pelo que considerámos importante apontar os aspectos a melhorar:

 os acessos internos do percurso;

 a informação turística no Centro de Interpretação, que deve ser facultada em outras línguas.

Em síntese o nível de interpretação parece em consonância com o valor institucional, monumentalidade, interesse histórico do sítio. Também é verdade que neste local ser realizaram sucessivas acções de intervenção, ao longo de muitas décadas.

4.2.6.

Villa

Romana de Pisões

ENQUADRAMENTO LOCAL

A

Villa

Romana de Pisões situa-se no concelho de Beja, na Herdade da Almagrassa, cerca de 10 km a Sudoeste da capital de distrito.

Podemos depreender, com a ajuda do material promocional, que a

villa

romana se encontrava localizada numa zona onde as actividades de agricultura, caça e mineira eram predominantes.

O sítio arqueológico é amplamente conhecido devido ao conjunto de mosaicos

“verdadeiramente assinalável no panorama nacional, quer pelo eclectismo e riqueza da sua

iconologia, apresentando composições geométricas e naturalistas, como pela qualidade da sua

execução, desde os mais antigos, monocromáticos, até aos mais recentes, já policromados.”

(www.ippar.pt)

Todavia, com intuito do turista compreender melhor o sítio visitado, poderemos afirmar que, na

Villa

Romana de Pisões, existem alguns aspectos que necessitam de ser melhorados e novamente repensados, de modo a poder oferecer um serviço eficaz e melhor leitura.

Verifica-se, igualmente, a necessidade de melhorar as placas explicativas que sinalizam o percurso interno, promover acessos mais fáceis, porque caminhar sobre gravilha demasiado tempo não é nada cómodo para o turista comum, tornando-se impraticável para aquele que sofre de mobilidade reduzida.

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Figura n.º 108: A Villa Romana de Pisões.

Este aspecto deveria ser rapidamente melhorado. Em contraste com este áspero percurso, a beleza paisagística complementada com os diversos painéis de mosaicos são factores gratificantes para o turista/visitante.

É neste último aspecto que reside toda a riqueza de Pisões, mas é necessário que nos capacitemos que não basta haver riqueza e diversidade patrimonial, é necessário que esta mesma seja organizada e devidamente interpretada com o objectivo de a comunicar, adequadamente, quer ao visitante/turista quer à comunidade local, para que esta conheça e seja parte integrante e dinamizadora de todo o processo de divulgação.

Em termos de enquadramento paisagístico, Pisões encontra-se devidamente articulado com o meio, existindo uma fácil percepção e visualização do sítio antigo para a envolvente actual.

Figura n. º 109: Enquadramento da Villa Romana de Pisões

Concluindo, poderemos dizer que o enquadramento e a visibilidade de toda a

villa

é, relativamente, eficaz; contudo os acessos são extremamente precários.

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OS ACESSOS

Para chegarmos à

Villa

Romana de Pisões é necessário que, a partir de Beja, nos dirijamos para a Estrada Nacional 18 em direcção a Aljustrel. Neste caminho convém estar atento a uma placa direccional de fundo castanho, indicando o Património histórico e cultural, e que se encontra à nossa direita (no sentido de Beja - Aljustrel).

Figuras n. º s 110 e 111: Acessos à Villa Romana de Pisões

Ao sairmos da EN 18, enveredamos por um caminho estreito de terra batida, onde circulam tractores, devido à existência de vários campos agrícolas. Depois de termos percorrido sensivelmente 8 km de terra batida chegamos à

Villa

Romana de Pisões. Há um pequeníssimo parque de estacionamento, igualmente de terra batida.

Figuras n.º s 112 e 113: Os acessos à Villa Romana de Pisões.

O sítio carece de indicações mais exactas na sua entrada principal para que, ao chegarmos não nos assaltem dúvidas em relação a estarmos no local previsto. Próximo de uma placa identificativa do sítio, na entrada, com todas as informações úteis para o turista, situa-se uma

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O percurso interno encontra-se devidamente identificado, possuindo cordas com o objectivo de balizar o trajecto e placas explicativas em cada ponto estratégico da visita. O único ponto negativo é o facto, já anotado, do piso não ser adequado para todo o tipo de turista.

Figura n.º 114: Percurso da Villa Romana de Pisões

O CENTRO DE ACOLHIMENTO E INTERPRETAÇÃO

No Centro de Acolhimento e Interpretação da

Villa

Romana de Pisões, de pequenas dimensões, há uma pequena recepção, complementada com uma exposição permanente. O centro possui lavabos precários. Porém não tem qualquer tipo de instalação que preveja e facilite a entrada de turistas com mobilidade reduzida. Na recepção adquirem-se os bilhetes de ingresso para visitar o itinerário interno e, eventualmente um guia em português, ao qual poderemos recorrer durante o percurso. No mesmo compartimento, visitámos a sala de exposição permanente, onde registámos alguns aspectos importantes a ter em conta. Os aspectos positivos que detectámos durante a sua visita foram, principalmente:

Mensagem Texto claro, conciso e objectivo.

Cor Preto, sensivelmente carregado. Caracteres facilmente perceptíveis.

Iluminação Razoável (iluminação natural).

TEXTO

Língua Portuguesa.

NÍVEL DE INFORMAÇÃO Crianças, devido a imperar o nível A.

SUPORTE UTILIZADO

Fotografias; Maqueta/Vitrine;

Placares com imagens do circuito.

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Figura n.º 115: A entrada da Villa Romana de Pisões.

Todavia observámos alguns aspectos que deverão ser melhorados:  o espaço disponível para a exposição;

 a inexistência de informação em outras línguas;

 a pouca diversidade de materiais, que torna a exposição algo monótona e consequentemente pouco atractiva para qualquer tipo de público.

Figura n.º 116: A exposição permanente do Centro de Acolhimento e Interpretação da Villa Romana de Pisões.

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Em síntese, apesar dos reparos pode-se afirmar que o turista é capaz de apreender o que vai observar no decorrer do circuito.

O CIRCUITO ARQUEOLÓGICO

O circuito possui três grandes pontos de relevância: a área de residência; as termas e as termas primitivas.

O primeiro ponto de paragem é a zona residencial, onde os painéis de mosaicos tão divulgados e conhecidos imperam. Com o auxílio das placas informativas, onde constam a planta da casa romana e as referentes legendas, consegue-se visualizar no terreno os vários pontos de interesse.

Figura n.º 119: A Zona residencial

No

Peristilo

, observam-se duas colunas caídas, em estado precário de conservação, o que, segundo informação do recepcionista, se deve ao vandalismo de grupos que assalta o sítio durante a noite, degradando as estruturas. Este facto indicia, mais uma vez, a falta de formação cívica ainda existente, exigindo medidas reforçadas a nível da segurança destes locais, de forma a evitar a perda ou deterioração de todo um legado histórico.

Apesar de conseguirmos ter uma visão global de todo o sítio, continuamos a defender que, a fim de que a compreensão do local visitado seja completa, são essenciais a presença e o acompanhamento de um guia. A sua função seria a de relatar toda a essência do espaço de uma forma pormenorizada, ilustrando-a com aspectos que, à primeira vista, poderão não ser identificados pelo turista comum.

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Figura n.º 120: O percurso exterior da Villa Romana de Pisões.

No que se refere às placas explicativas, encontram-se apresentadas com a mesma estrutura dos restantes sítios arqueológicos, analisados neste trabalho.

Figura n.º 121: Sinalética do Percurso

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Outro aspecto importantíssimo reside na visibilidade do sítio arqueológico visitado. A

Villa

Romana de Pisões, é facilmente perceptível no terreno, uma vez que se encontra implantada numa área plana.

INTERVENÇÃO E MUSEALIZAÇÃO

Ocupada entre os séculos I a. C. e IV d. C.a

villa

enquadrava-se numa área propícia para as práticas agrícolas, a criação de suínos; complementada com actividades mineiras e de caça. Ainda hoje, podemos verificar vestígios de uma

villa

que estabelecia uma forte ligação com a barragem de Pisões, devido às termas apresentadas na zona. Apesar das dificuldades nas intervenções realizadas, uma vez que é propriedade privada, o arqueossítio encontra-se abrangido pelo programa de valorização que o IPPAR efectua e

“procedeu-se à requalificação da

vedação da área arqueológica e iniciaram-se trabalhos de conservação e restauro da pintura

mural e mosaicos, prevendo-se igualmente o restauro da piscina.”

(www.ippar.pt)

Com a finalidade de tornar o sítio visitável e aberto ao grande público, apurámos durante a nossa pesquisa via internet que

“decorrem actualmente negociações com vista a celebrar um

acordo entre o IPPAR e a Universidade de Évora relativamente à gestão dos terrenos anexos ao

sítio arqueológico (...) no âmbito da filosofia de intervenção nos monumentos arqueológicos

visitáveis, tendente a criar infra-estruturas imprescindíveis à valorização estética da sua

envolvente.”

Todas estas acções evidenciam claramente a importância que cada vez mais a conservação e o restauro têm vindo a assumir, devido não só ao próprio sítio, mas também, a uma interpretação mais eficaz do mesmo.

OS VISITANTES

O perfil, a tipologia do público visitante e o seu conhecimento irá condicionar e direccionar todos os procedimentos para que estes respondam de forma eficaz às expectativas e interesses do público. Segundo o testemunho do nosso recepcionista de Pisões, os tipos de mercado mais correspondentes a este tipo de circuito são as

crianças

, inseridas no âmbito escolar.

Relativamente ao número anual de visitantes registado na

Villa

Romana de Pisões, é importante realçar a inexistência de dados referentes a 2002. Comparativamente aos anos de 2003 e 2004 registamos uma subida acentuada de visitas efectuadas ao sítio arqueológico.

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Gráfico n.º 17

Fonte: Inquérito apresentado em Anexo.

ANÁLISE SWOT DA VILLAROMANA DE PISÕES

PISÕES Pontos Fortes

Importante conjunto patrimonial •••

Enquadramento territorial •••

Visibilidade territorial •••

Estruturas de Apoio e Acolhimento ao turista/visitante com funcionários profissionais ••

Itinerário delineado (incluindo a sinalização) •••

Meios Expositivos

Didáctica da exposição permanente ••

Quadro Avaliativo n.º 29

PISÕES Oportunidades

Espaços livres, públicos e privados, com potencialidades de valorização •• Promover a recuperação e a valorização do Património histórico e arqueológico •• Crescimento na complementaridade dos circuitos urbanos e culturais e temáticos ••

Melhoria da sinalética (acessos exteriores ao sítio) •

Realização de Acções Pedagógicas e Educativas com entidades locais •• Quadro Avaliativo n.º 30 2520 2540 2560 2580 2600 2620 2640 2660 2680 2700 2720 N ú m e ro B ru to d e V is it a n te s 2003 2004 Anos

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PISÕES Pontos Fracos

Oferta de instalações sanitárias, e infra-estruturas de lazer ♦♦♦

Precariedade das acessibilidades e transportes ♦♦

Inexistência de Informação Turística em várias línguas ♦♦♦

Inexistência de Guia ♦♦♦

Acessos a pessoas de Mobilidade reduzida ♦♦♦

Quadro Avaliativo n.º 31

PISÕES Ameaças

Promoção com outras potencialidades de Beja ♦♦♦

Quadro Avaliativo n.º 32

A análise SWOT realizada por nós e o inquérito elaborado pela entidade não possuem grandes diferenças, relativamente às melhorias a efectuar designadamente:

 Recuperação das instalações sanitárias, de modo a adequá-las aos visitantes de mobilidade reduzida;

 Recuperação dos acessos secundários ao sítio arqueológico;

 Apresentação da informação turística noutras línguas nas placas explicativas.

Devem ser sublinhadas as condições precárias que o Centro de Acolhimento e Interpretação do sítio possui, comparativamente aos restantes visitados.

4.2.7. Ruínas de São Cucufate

ENQUADRAMENTO LOCAL

Este sítio localiza-se no Alentejo interior, no distrito de Beja, nos arredores da Vila da Vidigueira, cerca de 10 km da mesma. De acordo com o material promocional São Cucufate abarca dois períodos históricos, o Romano e o Medieval. A presença romana remonta ao primeiro período e a época Medieval ao último, a qual é testemunhada por toda a estrutura do Mosteiro, em honra de São Cucufate.

Actualmente, o conjunto arqueológico encontra-se inserido no programa de valorização do IPPAR, o qual aposta na criação de infra-estruturas necessárias para motivar as visitas aos arqueossítios. Para tal o IPPAR criou em Março de 2006

“um Núcleo Museológico a ser

instalado na Vila de Frades, na denominada Casa do Arco, (...) com vista a valorizar cultural e

Referências

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