• Nenhum resultado encontrado

Bio. Statement. Transeunte tautológico

N/A
N/A
Protected

Academic year: 2021

Share "Bio. Statement. Transeunte tautológico"

Copied!
7
0
0

Texto

(1)
(2)

B

io Diogo de Moraes é artista visual, mediador cultural e, atualmente, assistente técnico cultural no Sesc SP. Como artista, é representado pela Galeria Virgilio, tendo apresentado seu trabalho no Centro Cultural São Paulo, Galeria Vermelho, Museu de Arte de Ribeirão Preto (MARP), Paço das Artes, Museu Murilo La Greca (PE), Museu Vitor Meireles (SC) e na Funarte (RJ), onde foi contemplado com o Prêmio Projéteis de Arte Contemporânea. Em colaboração com Rafael Campos, Fabio Tremonte e Marcelo Comparini, realizou a curadoria do projeto expositivo Gabinete, que esteve em cartaz em São Paulo (Galeria Virgilio), Recife (Museu Murilo La Greca) e Florianópolis (Museu Vitor Meireles). Como mediador, participa do grupo Mediação Extrainstitucional, já tendo coordenado o Núcleo Educativo do Paço das Artes, e atuado como educador na Pinacoteca do Estado, Itaú Cultural e Museu Lasar Segall. Foi docente do programa de cursos de formação para professores da 29º Bienal de São Paulo. Publicou trabalhos na Revista Urbânia, Piseagrama, Canal Contemporâneo e Fórum Permanente. É mestrando no programa de Poéticas Visuais, da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo.

S

tatement

Transeunte tautológico

A somatória de nossos movimentos em direção às coisas formam o incomensurável conjunto de ações que empreendemos e repetimos ao longo da vida, obstinadamente, inclusive como condição para a sua continuidade. Da necessidade ao esforço, do repouso à ação, do intuito à execução, praticamente a todo instante estamos nos mobilizando, seja para buscar um copo d’água na cozinha assim que acordamos, seja para encontrar, ávidos de saudade, um amigo no aeroporto, seja ainda para redigirmos um texto como esse ou cumprirmos nossas jornadas de trabalho. Ou, num sentido mais amplo, para delinearmos a nossa presença no mundo, negociando com suas circunstâncias e contingências.

O ato do deslocamento – com a aceleração que lhe é característica em nossos dias, em que o repouso funciona como mero intervalo entre nossas ininterruptas andanças – opera de forma decisiva na vida diária dos citadinos, representando em si mesmo um emblema do nosso ímpeto de alcance. Tais deslocamentos traduzem-se em percursos quase sempre atrelados à necessidade cronometrada de se chegar a um destino, como, por exemplo, o itinerário que nos conduz até o local de trabalho ou o trajeto em direção à sala de cinema, cuja sessão tem hora marcada para começar e terminar. Este nomadismo rotineiro e programado, que se desenvolve de modo repetitivo e circular, parece sempre carente de um repertório simbólico que proporcione a sua reflexão, dado o seu ritmo frenético e a sua natureza compulsória. Neste sentido, a invenção de um vocabulário visual específico surge como possibilidade poética para este transeunte tautológico que aqui escreve.

No presente trabalho, aqui representado por três imagens de um repertório que conta com mais de cinquenta, o próprio movimento do corpo pelo espaço urbano, bem como a miríade de signos que o povoam, acabam por fornecer os elementos necessários à constituição de um repertório de ícones em diálogo com o nomadismo supracitado. Neste sentido, a percepção, o registro e a reorganização do que é selecionado ao longo dessas trajetórias alimentam uma produção visual que se pretende espelho crítico do elementar ato de ir em direção a algo.

As estampas aqui selecionadas são caracteres de um vocabulário visual em permanente processo de formação, elaborado em simultâneo às idas e vindas de seu autor pelas ruas, avenidas, estações e linhas de trem e metrô, terminais de ônibus, aeroportos, rodovias, elevadores, escadarias, corredores e tantas outras zonas de passagem que atravessamos sempre e sempre.

Diogo de Moraes

D

iogoDe

m

oraeS

(3)

C

v

Diogo de Moraes, 1982 Vive e trabalha em São Paulo EXPOSIÇÕES INDIVIDUAIS

2011 - Transeunte Tautológico - Galeria Virgilio / São Paulo 2009 - Papeluchos - Ateliê 397 / São Paulo

2008 - Programa de Exposições 2008 - Centro Cultural São Paulo

2006 - Prêmio Projéteis Funarte de Arte Contemporânea - Funarte / Rio de Janeiro EXPOSIÇÕES COLETIVAS

2014 - Mano Fato Mano - Centro Cultural São Paulo 2014 - BR2014 - Galeria Virgilio / São Paulo

2012 - Galeria Virgilio - 10 anos - Galeria Virgilio / São Paulo

2009 - Gabinete - Programa de Exposições Temporárias - Museu Victor Meirelles / Florianópolis 2008 - Gabinete - Amplificadores - Museu Murillo La Greca / Recife

2008 - Gabinete - Galeria Virgilio / São Paulo

2007 - Festival Dispositivo (Cine Falcatrua) - Paço das Artes / São Paulo 2007 - Leilão Pratos para Arte X - Museu Lasar Segall / São Paulo 2007 - Verbo [3ª edição] - Galeria Vermelho / São Paulo

2006 - VIII Bienal do Recôncavo - Centro Cultural Dannemann / São Félix, BA

2006 - SITU/AÇÃO: Aspectos do Documentário Contemporâneo - Galeria Vermelho / São Paulo 2006 - 31º SARP - Salão de Arte de Ribeirão Preto - MARP / Ribeirão Preto

2004 - In.CoRpo.Ro: Ações Performáticas - Galeria de Arte da UNESP PRÊMIO

(4)

Como siento Diogo de Moraes

Sofia Bauchwitz

“na volta, já dentro do ônibus, o menino solta: o museu por dentro foi chato, mas por fora foi legal."

Diário do busão: visitas escolares a instituições culturais | relatório 4

Monica Rizzolli me presentó el trabajo de Diogo de Moraes. En ese momento estábamos en la residencia MAK Schindler Scholarship Program en Los Ángeles intentando pensar la estructura urbanística de la ciudad, tratando de trazar nuestros mapas... Lo primero que vi fue el proyecto Diário do busão: visitas escolares a instituições culturais. El proyecto consiste en una serie de ilustraciones y capturas de la vida cotidiana que funcionan como informes. En portugués la palabra equivalente a informe es relatório. En español lo podríamos traducir como “informe”, pero en portugués la palabra “relatório” hace referencia a relatar, contar una historia, un cuento…

Memorias.

En Episódios Contrapúblicos, Diogo nos propone un collage de historias que activan esos lugares artísticos como las instituciones, sus proyectos, sus mecanismos… Esas narraciones cotidianas están escritas con tal inteligencia que hace que los relatos resulten realmente políticos; hay un narrador que escucha, ve y comparte, no es un simple gancho humorístico sobre la crítica institucional. El Contra-público no habita las grietas del sistema del arte, sino que hiere la dinámica estandarizada, señalando sus debilidades, dándole una vuelta y midiendo su importancia real: nos señala el traje que no existe. El caso de un niño que gana una entrada para un museo es ejemplar. La entrada solo tenía importancia por su valor de cambio: una entrada por tres latas de spray, que eran necesarias para seguir pintando en las calles.

Ciudad.

Dibujos hacen el camino. Diogo capta lo que ve en la calle, en el metro o en el autobús. Pero también es un educador de arte acompañando a alumnos de escuelas en sus visitas a exposiciones e instituciones culturales, compartiendo su aburrimiento y descontento. Los niños al salir del colegio abandonan las normas impuestas, pero vuelven a caer en otro espacio disciplinado. Como acompañante, Diogo disfruta y nos hace disfrutar de los encuentros afectivos durante estas visitas: la complicidad del grupo, sus peleas, sus tensiones.

Diogo también ilustra el micro-héroe de las calles, los cuales podemos llegar a ser todos en algún momento del día. Ilustra al ninja que sobrevive al agobio de un tren, el tipo audaz que cruza la calle fuera del paso de cebra, al hombre del saco, que lleva sus pertenencias colgadas por un hilo de empatía. Todos estos personajes participan de los flujos urbanísticos imprevistos. Diogo también captura la la ironía del hecho de participar en ese tiempo y en este ahora, la ironía de morir y ver morir.

Poesia.

Diogo de Moraes escucha la ciudad ahí donde nos muestra las piruetas de la vida. Estas piernas diarias son una máquina, la cual también es un juguete, un arma y una bandera, y en todos sus posibles soportes está cargada de un mensaje claramente político. El catálogo de estampas de Diogo es, sin duda, un buen medio para educar a niños y adultos.

(5)
(6)
(7)

Referências

Documentos relacionados

A Comunicação Estratégica é uma disciplina que proporciona aos alunos os conceitos e instrumentos necessários para desenhar e levar a cabo um plano de

Acervo e Novas Representações, Galeria de Arte Marcelo Guarnieri, Ribeirão Preto, Brasil Nova Arte Nova, curadoria de Paulo Venâncio Filho, Centro Cultural Banco do Brasil — CCBB,

A ausência do visto correto para cada país implicará na impossibilidade de embarque do hóspede a bordo dos navios da Royal Caribbean / Celebrity Cruises / Azamara Club Cruises,

(1997) propuseram uma metodologia para o monitoramento térmico diário da performance de trocadores de calor, baseada na avaliação do número de unidades de transferência (NTU) e

CENTRO DE SOLUÇÕES TECNOLÓGICAS E EMPRESARIAIS FABRIQ LTDA CENTRO DE TECNOLOGIAS DO GAS E ENERGIAS RENOVAVEIS. Centro Nacional de Tecnologias Limpas - CNTL Cerutti

Esta Procuradoria tem desincumbido-se regularmente dessas atribuições, seja cuidando para que as práticas da Administração observem as prescrições legais e se orientem nos

declaração de Composição Familiar (disponível no anexo III deste edital) que deve ser impressa, preenchida, assinada e entregue pelo candidato, discriminando todos

Panoramas do Sul / 17º Festival Internacional de Arte Contemporânea SESC_Videobrasil [iti- nerancia], SESC São José do Rio Preto.. São José do Rio