• Nenhum resultado encontrado

MEDIAÇÃO COM TECNOLÓGIA EM EAD: USO DE VIDEOCONFERENCIA E WEBCONFERENCIA

N/A
N/A
Protected

Academic year: 2021

Share "MEDIAÇÃO COM TECNOLÓGIA EM EAD: USO DE VIDEOCONFERENCIA E WEBCONFERENCIA"

Copied!
12
0
0

Texto

(1)

MEDIAÇÃO COM TECNOLÓGIA EM EAD: USO DE

VIDEOCONFERENCIA E WEBCONFERENCIA

Tânia Rossi Garbin – UFOP – [email protected] Carlos Alberto Dainese – UFOP – [email protected] Rogério Leonardo Rodrigues- UFOP- [email protected] Gilberto Corrêa Mota – UFOP – [email protected] Monica Martiniano Ferreira – UFOP – [email protected]

Roger Devison Bonoto – UFOP – [email protected] Edvaldo Garcia Rezende – UFOP – [email protected]

Wanderlei Sebastião Gabini – REP – [email protected]

Resumo

Este estudo teve como objetivo verificar a utilização da videoconferência e webconferência como recurso tecnológico para realização da mediação entre professores, alunos e tutores de curso na modalidade de Educação a Distância (EaD). Inicialmente foi realizado o desenvolvimento de procedimento para distribuição de videoconferência e webconferência, assim como a organização da distribuição. Posteriormente foi realizado estudo para verificar a funcionalidade das tecnologias para a mediação.

Abstract

This study aimed to verify the use of videoconferencing and webconferencing as a technological achievement for mediation between teachers, students and tutors in Distance Education (DE). Initially we carried out the development of procedure for distribution of videoconferencing and webconferencing, as well as organizing their distribution. Study was conducted to verify the performance of technologies for mediation.

1. INTRODUÇÃO

A utilização da tecnologia, assim como a definição de estratégias ou metodologias de ensino, deve estar pautada no projeto de curso, nos objetivos educacionais e principalmente no modelo teórico. O avanço das Tecnologias Digitais de Informação e Comunicação, da Web e da internet, propicia o aprendizado online através da utilização de um Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA) contendo ferramentas para comunicação, editoração, interação e procedimentos avaliativos, auxiliando professores e tutores a desenvolverem estratégias com os alunos para a apropriação da informação e gestão do conhecimento. Entretanto, o planejamento do uso dessas ferramentas deve estar relacionado com os objetivos de aprendizagem e ensino, às características individuais dos alunos e as necessidades coletivas (Okada 2006;Oliveira, 2004). Neste sentido, o projeto educacional deve ser embasado em uma

(2)

concepção teórica que ofereça ao professor subsídios para sua ação educativa (Almeida, 2003). Na Figura 1 pode ser observada a relação entre concepção teórica, o papel do professor e tutor, conteúdos e metodologia de ensino.

Figura 1. Relação entre concepções teóricas e a metodologia em EAD (Garbin; Dainese, 2009).

O papel do professor deve ser sustentado, conforme indicado na Figura 1, na concepção teórica que, por sua vez, está relacionada ao “fazer”, conforme indicada pela metodologia escolhida e utilizada para alcançar os objetivos (Cortelazzo, 1996). A sustentação epistêmica oferece a condução para o desenho do processo, podendo este ser diferente a partir da base teórica que orienta a ação para a aprendizagem, e a partir de ações envolvendo o professor, tutor e os alunos (Masetto, 2003a; Masetto, 2003b). Nessa perspectiva, todas as atividades propostas são orientadas para a construção do conhecimento pela relação ação↔reflexão através da comunicação, da interação e criação entre estes agentes.

Para o desenvolvimento de modelos que favorecem a criatividade e a descoberta são necessárias mudanças na própria estrutura do ensino, menos preocupado com o cumprimento de rígidos currículos uniformes e de processos avaliativos somativos (Silva, 2008). É necessário preparar o profissional formador para assumir uma nova responsabilidade como mediador de um processo que oriente o aluno à aquisição, exploração, criação e desenvolvimento de outros conhecimentos, quanto habilidades e competências. Inseridas neste contexto, as Tecnologias Digitais de Informação e Comunicação podem auxiliar novas experiências através da interação entre o formador e o aluno.

(3)

São muitos os que ainda criticam os procedimentos educativos que utilizam a tecnologia para auxiliar o processo de ensino – aprendizagem – construção – produção de conhecimento. Esses críticos acreditam que a única função da tecnologia seria a de ajudar o professor a ensinar os conteúdos tradicionais do currículo, mas deve ser usado como ferramenta de aprendizagem, o que pode ser de estimável valia para ajudar no desenvolvimento intelectual do aluno. Um exemplo do que estamos chamando aqui de “ferramenta” seria a Multimídia, que é uma aplicação gerenciada pelo computador que oferece a possibilidade do usuário (aluno, professor e tutor) interagir, fazendo uso simultâneo de diversos meios: áudio, imagens estáticas e dinâmicas, incluindo textos e objetos e outro fator relevante da tecnologia é a possibilidade de acompanhar o aluno através dos comportamentos emitidos em todas as fases do processo de ensino, utilizando os recursos de banco de dados para verificar o desenvolvimento auxiliando na avaliação real da aprendizagem. (Oliveira, 2004).

Na EaD a separação física e temporal entre formadores e alunos, e o aparecimento de grupos sociais no processo de aprendizagem, exigem novas formas de apresentação de materiais, procedimentos, ambientes e formas de avaliação. Assim, na EaD a utilização de mídias interativas passa a ser ferramenta entre a tecnologia e a mediação pedagógica, possibilitando desenvolver ambientes que tem por objetivo o processo de instrução ou informação, ou pode utilizar a tecnologia para inovar e identificar alternativas para procedimentos formativos, colaborativos e interativos.

Considerando a necessidade dos cursos de graduação em Pedagogia, Matemática, Administração Pública e Especialização em Gestão Pública com a crescente inserção dos alunos, a expansão dos ambientes para distribuições geográficas distintas e a necessidade de atender as necessidades educativas, verificamos que:

a) É necessário planejar a inclusão de municípios localizados em regiões geográfica de difícil acesso a informação, com dificuldade de conexão de internet;

b) Deve ser considerada a diversidade culturas e proporcionar a participação colaborativa;

c) Devem ser consideradas as características dos alunos;

d) A Inclusão tecnológica precisa ser planejada considerando a realidade de infra-estrutura e projeto pedagógico dos cursos;

(4)

e) Deve ser priorizado o processo de interação entre os pólos e instituições de ensino;

f) É fundamental a capacitação de professores, tutores e alunos;

g) Deve ser estabelecida a relação entre Instituição e os municípios de apoio. Estas convergências de fatos e interesses geram uma nova configuração do ambiente educativo e reforçam a necessidade de repensar novas estratégias formativas que auxiliem responder algumas questões: “quais são as melhores práticas para a educação à distância?”, “que estratégias podem ser utilizadas para estimular os processos de aprendizagem/ensino?”, “como engajar ativamente os estudantes para o estudo?” “como a tecnologia pode auxiliar os procedimentos educativos?”.

A partir dos problemas de interação, de número de usuários, da relação tempoXespaço, da infra-estrutura, da velocidade da rede e a necessidade de ocorrer à interação-mediação através da tecnologia, foi desenvolvida a proposta de arquitetura que será apresentada a seguir.

2. METODOLOGIA

O estudo teve como objetivo desenvolver uma proposta para oferecer suporte tecnológico como instrumento de mediação às atividades acadêmicas para os cursos oferecidos pelo Centro de Educação Aberta e a Distância (CEAD) da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), para atender 5000 alunos dos Cursos de graduação em Administração Pública, Pedagogia, Matemática e Especialização em Gestão Pública para 29 Pólos de Apoio Presencial. Para oferecer a possibilidade da ocorrência de relações interativas foi desenvolvida a proposta de arquitetura híbrida que possibilita streaming de áudio e vídeo a partir do sistema de videoconferência, quanto seu uso para webconferência, considerando:

a) distribuição de videconferência e webconferência em tempo real para os pólos; b) gravação e editoração das sessões de videoconferência e webconferência, c) distribuição do sinal de videoconferência a partir da Web,

d) interação via chat e email durante a sessão de videoconferência; e) apresentação de conteúdos.

O procedimento utilizado foi o desenvolvimento de um ambiente computacional utilizando Flash CS3 e Flex, sendo composto de três janelas: a) para streaming de

(5)

vídeo e áudio para apresentação de conteúdos, b) uma janela para troca de mensagens (bate papo) e outro de participantes e c) capacitação de técnicos, professores e tutores para utilização do sistema. O estudo foi desenvolvido de agosto de 2009 a abril de 2010, no CEAD/UFOP, 29 Pólos de apoio presencial totalizando 5000 usuários.

3. RESULTADOS

Neste estudo vamos apresentar os resultados obtidos durante o período de agosto de 2009 a abril de 2010, considerando os dados coletados a partir do controle de utilização dos sistemas desenvolvidos.

3.1. Arquitetura para distribuição de aulas online

Para a comunicação entre Universidade e Pólos de EAD foi desenvolvida uma arquitetura de videoconferência e streaming com hardware e software distribuídos em três salas (Figura 2): a) sala de videoconferência, contendo um aparelho de vídeo conferência Polycom VSX 7000s, servidores com Flash Interactive Server e Flash Media Encoder, interface de vídeo Pinacle, mesa de som de quatro canais, 2 caixas de som, projetor multimídia e aparelho de televisão LCD de 37”; b) sala de edição, contendo uma ilha de edição Duo Core, 2.4 Ghz, 2 MB de memória RAM, rodando os softwares de edição e editoração de vídeo Adobe Premier Pro CS3 e de edição de som Sound Forge 9, e mesa de som de quatro canais e c) sala de distribuição de streaming e gestão do sistema gerenciador de aprendizagem Moodle.

(6)

Foi a partir do sistema de videoconferência que se estabeleceu uma das formas de interação entre professores, tutores, alunos e pólos. O processo se iniciou com a conexão dos pólos no IP do sistema videoconferência da universidade, feito nas formas: P2P, em que a conexão é feita entre a instituição de ensino com apenas um pólo, ou multicast em que a conexão é feita entre a videoconferência local com outras videoconferências em demais pólos. Neste caso, todos os pólos conectados trocaram informações simultâneas de áudio e vídeo. Salienta-se, que foram distribuídos os sinais em forma de streaming aos pólos que não continha videoconferência, cujas atividades são descritas a seguir.

A Figura 3 apresenta os recursos da sala de videoconferência e o uso do sistema para a formação de um espaço virtual de interação promovida entre o professor e mais três pólos.

Figura 3. Distribuição de aulas para Pólos.

Ao ministrar os conteúdos foram obtidas a imagem e o áudio do professor pelo sistema de videoconferência (Figura 3). Estas foram enviadas para a sala de edição de áudio e vídeo para editoração dos conteúdos, disponibilizando-os como material pedagógico, ou enviado pela rede a partir de um link dedicado de 8 MB para que os pólos conectados pudessem interagir nas atividades. Com isto, a restrição imposta pela distância geográfica não impediu a troca de informações e relacionamentos entre o professor e o aluno, ao contrário, a diversidade cultural dos participantes motivou-os para novas informações, atitudes e colaboração.

(7)

3.2. Interação e engajamento do aluno na EAD

Para o estudante da modalidade a distância novas situações de aprendizagem podem causar certas expectativas. Neste caso, o professor pode estabelecer um relacionamento com os alunos e firmar procedimentos que serão utilizados para alcançar os objetivos da disciplina. A Figura 4 mostra o agendamento dos encontros para as sessões de videoconferência ou da webconferência envolvendo atividades para soluções de problemas, aulas, seminários e atendimento às dúvidas.

Figura 4. Videoconferência, agenda, e opções de mídias.

Envolver interativamente e colaborativamente alunos, tutores e professores pode reduzir a apreensão causada pela nova situação que é determinada pela distância física. Na Figura 4, pode ser identificado o professor em situação de videoconferência, a agenda e os itens que o aluno pode escolher com relação as mídias. Os professores precisam utilizar métodos para diversificar as apresentações, selecionando atividades e interações entre alunos e professores, escolhendo situações e práticas relevantes que contribuam para sua atividade do cotidiano, pois sua organização de material para o ensino a distância tem característica diferenciada quando comparada com a presencial. A seguir apresentamos a representação do modelo de interação e mediação desenvolvido.

(8)

Figura 5. Representação do processo de mediação com tecnologia.

Conforme pode ser observado, os recursos se interam e tem como objetivo o processo de aprendizagem. Segundo Cervi (2008), o planejamento e a avaliação nos sistema educativo devem ser pautados em quatro conjuntos de variáveis como: variáveis de contexto, variáveis de recursos, variáveis de processos e variáveis de resultados. A identificação e avaliação do sistema educacional frente a estes conjuntos de variáveis permitem identificar a eficácia do sistema, a relação entre processos, recursos, rendimento e a pertinência do sistema educacional.

A mediação pode favorecer o aprendizado, pois possibilita o envolvimento e acompanhamento do aluno. Para Valente (2003), “o estar junto virtual envolve múltiplas interações no sentido de acompanhar e assessorar constantemente o aluno para pode entender o que ele faz e, assim, propor desafios que auxiliem a atribuir significado ao que está desenvolvendo” (p. 31). Os alunos devem estar engajados na resolução de atividades, e estas devem ser pensadas a partir da realidade do aluno e do projeto do curso.

É comum nos processos de mediação o uso de ferramentas de comunicação síncrona e assíncrona como chat, fórum de discussão, wiki ou diário de bordo. Contudo, estas ferramentas limitam-se às suas funcionalidades, não permitindo integrar outros

(9)

professores/tutores e alunos. A videoconferência e webconferência podem ser soluções na medida em que é possível anexar outros dispositivos ou reunir um conjunto de ferramentas em um mesmo ambiente. Com isto, são possíveis novas experiências educativas e disponibilizar outras formas de apresentação de conteúdos. Contudo, o uso de destes recursos só é viável dentro do modelo educacional se há infra-estruturar adequada daqueles que oferecem e recebem os serviços, além de um protocolo de ações que estabelece o que será desenvolvido. A Tabela 1 mostra as ações interativas que foram utilizadas nas atividades utilizando videoconferência e webconferência.

ATIVIDADES PROPOSTAS CONDIÇÕES

OFERECIDAS

RESULTADOS ALCANÇADOS Realização de testes para conexão online – verificação

de qualidade

Webconfêrencia Videoconferência

100% Atividades em tempo real – aulas, sessões de duvidas,

orientações e reuniões.

Webconferência Videoconferência

90,8% Controle dos participantes – Pólos/alunos Controle de

alunos participantes no chat em tempo real

Webconferência Videoconferência

100% Gravação e disponibilização das sessões Webconferência

Videoconferência

100% Atendimento a Pólos com problemas de conexão em

função da banda da rede ou ausência do recurso de videoconferência

Webconferência Videoconferência

80%

Atendimento aos alunos fora do Pólo ou Sede. Webconferência 30%

Controle de acesso off-line Webconferência

Vídeocoferência

20% Tabela 1 – Mediação com uso de videoconferência e webconferência

O conjunto de experiências resultantes apresentados na Tabela 1 corresponde as mediações proporcionadas pelos recursos de videoconferência e webconferência para atendimento aos 29 pólos e aos 5000 alunos matriculados nos cursos de EaD da UFOP. Salienta-se que há alunos de cursos que não se vinculam a pólos, como é o caso do Curso de Especialização em Gestão Pública. Outro dado importante é a que o nem todos os pólos contém aparelho de videoconferência, sendo necessário a acesso pela Web. A seguir são apresentadas análise da Tabela 1.

- Realização de testes para conexão online – verificação de qualidade: é uma ação

preventiva para garantir o funcionamento e uso da videoconferência e webconferência. Em caso de problemas, outras estratégias são tomadas para não comprometer as atividades. Isto foi feito para os 29 pólos de atendimento, correspondendo a 100% de interação;

(10)

- Atividades em tempo real – aulas, sessões de duvidas, orientações e reuniões:

correspondem às ações interativas entre professores-professores, professores-alunos, professores-tutores, tutores-alunos e alunos-alunos para processo formativos, além de reuniões com os pólos. Utilizou-se tanto a videoconferência quanto a webconferência, atendendo os 29 pólos.

- Controle dos participantes – Pólos/alunos Controle de alunos participantes no chat em tempo real: a webconferência permitiu o registro dos acessos pelos

participantes ao ambiente quanto interação por chat entre professor-aluno. No caso da videoconferência, é apenas registrado o pólo conectado;

- Gravação e disponibilização das sessões: toda sessão de videoconferência e

webconferência são gravadas e disponibilizadas como material de consulta. Este acesso é restrito aos professores, alunos e tutores matriculados nas disciplinas, e é feito a partir do site www.cead.ufop.br;

- Atendimento a Pólos com problemas de conexão em função da banda da rede ou ausência do recurso de videoconferência: alguns pólos carecem do recurso de

videoconferência, e foi necessário disponibilizar as sessões de videconferência pela web. No caso do problema de rede, foi necessário configurar os sistemas de videoconferência com a mesma banda, garantindo a conexão;

- Atendimento aos alunos fora do Pólo ou Sede: transmissão de webconferência fora

do pólo ou da Sede;

- Controle de acesso off line: outra opção de acesso às aulas gravadas a partir da

disciplina do professor contido no ambiente virtual de aprendizagem. A seguir será apresentada uma breve discussão.

4. DISCUSSÃO SOBRE MEDIAÇÃO COM USO DA TECNOLOGIA

A Educação a Distância é uma forma de ensino que possibilita a aprendizagem, com a mediação de recursos didáticos sistematicamente organizados, apresentados em diferentes suportes de informação, utilizados isoladamente ou combinados, e veiculados pelos diversos meios de comunicação. Para Hoffmann (1993) o processo de avaliação pode auxiliar o professor a identificar a realidade do aluno e facilitar a tomada de decisão sobre os processos educativos.

(11)

Em função da distância física, devem ser propostas atividades colaborativas planejadas em ambientes multimídia centrado nas necessidades do estudante, nas necessidades de organização social e identificação da realidade. Deve ser oferecido o suporte para a integração entre recursos físicos do Pólo e às tecnologias relacionadas à metodologia pedagógica. Portanto, é no contexto de uma atividade centralizada no estudante que se propõe este modelo de gestão em EAD, com objetivo de permitir o estabelecimento de relações mais próxima dos agentes e comunidades como meio de ambientes que traduzam novas experiências, competências, estilos de aprendizagem e impactos nos objetivos de aprendizagem. Promover a capacitação de todos os atores envolvidos no processo de ensino é uma condição para a realização da gestão.

Identificamos através da literatura (Almeida, 2003; Valente, 2003) que um fator relevante é o vinculo que o aluno estabelece com o Pólo e Curso, a distancia física entre Pólo e Universidade não deve determinar a dificuldade do aluno em se manter no curso. Mas é fundamental que o Pólo ofereça ao aluno condições para a interação, e para o desenvolvimento das atividades previstas no curso. Os atores envolvidos no processo de ensino precisam estar interagindo continuamente, assim a tecnologia deve auxiliar a organização administrativa, e acadêmica.

No processo de gestão da EAD é necessária a definição de papeis de todos os atores envolvidos, assim como a identificação de todas as atividades a serem realizadas por todos os setores/unidades da universidade e do Pólo. O Planejamento das ações é o fator que pode realmente contribuir com a eficácia dos processos educacionais. O detalhamento das ações deve priorizar o grau de importância, estratégias, rotinas e atividades acadêmicas e administrativas. O Planejamento deve ser considerado objetivo estratégico e deve ter como principio a qualidade do ensino e principalmente os procedimentos de avaliação de todo processo educativo. Considerando os dados obtidos podemos concluir que a tecnologia especificamente a videoconferência e webconferência está auxiliando o processo de mediação na EAD.

5. REFERENCIAS

ALMEIDA, F. J.; FONSECA JÚNIOR, F.M. Aprendendo com Projetos. Brasilia: Ministério da Educação, 2000. 48p.

(12)

ALMEIDA, M. E. B. Educação, ambientes virtuais e interatividade. In: SILVA, M.

Educação online. São Paulo: Edições Loyola, 2003. p.201-215.

ALMEIDA, M.E.B. Tecnologia e Gestão do Conhecimento na Escola. In: VIEIRA, A. T.; ALMEIDA, M.E.B.; ALONSO, M. Gestão educacional e tecnologia. São Paulo: Avercamp, 2003. p.113–130.

CERVI, R.M. Planejamento e Avaliação Educacional. 2 ed. Curitiba: Ibpex, 2008. 184p CORTELAZZO, I.B.C. Utilização Pedagógica de redes eletrônicas. In BICUDO, M.A.V.; SILVA, C.A.J. Formação do Educador. São Paulo: Editora da UNESP, 1996. p.85-96.

GARBIN, T. R. ; DAINESE,C.A.. Tecnologia para interação e colaboração na EAD: Um estudo utilizando sistemas de realidade aumentada.. In: I Encontro Internacional do Sistema Universidade Aberta do Brasil, 2009, Brasília, 2009. v. 1

HOFFMANN, J. Avaliação da aprendizagem escolar. São Paulo: Cortez, 1999.

MASETTO, M.T. Mediação Pedagógica e o Uso da Tecnologia. In: MORAN, J. M. M.; MASETTO, M.T.; BEHRENS, M. A. Novas tecnologias e mediação pedagógica. 7 ed. Campinas: Papirus, 2003a. p.133-173.

MASETTO, M.T. Cultura educacional e gestão em mudança. In: VIEIRA,A.T.; ALMEIDA, M.E.B.; ALONSO,M. Gestão educacional e tecnologia. São Paulo: Avercamp, 2003b.p.69-83.

MATURANA, H.; REZEPKA, S. N. Formação humana e capacitação. Petrópolis: Vozes, 2003. 88p.

OKADA, A.L.P.; ALMEIRA, F.J. Avaliar é bom, avaliar faz bem: Os diferentes olhares envolvidos no ato de aprender. In: SILVA, M.; SANTOS, E. Avaliação da

aprendizagem em educação online. São Paulo: Edições Loyola, 2006. p. 267-287.

OLIVEIRA NETTO, A.A. Interação Humano Computador: Modelagem e Gerência de

Interfaces com o usuário. Florianópolis: VisualBooKs, 2004. 120p.

PADILHA, R. P. Planejamento dialógico: como construir o projeto político-pedagógico da escola. São Paulo: Cortez; Instituto Paulo Freire, 2001.

SILVA, F.D.A. Planejamento e avaliação educacional no exercício profissional docente.

Pontes Revista Virtual, 2008 [online]. ISSN 1678-8419.

VALENTE, J. A. Curso de Especialização em desenvolvimento de projetos pedagógicos com uso das novas tecnologias: descrição e fundamentos. In: VALENTE, J.A.; PRADO, M.E.B.B.; ALMEIDA, M.E.B. Educação a distância via internet. São Paulo: Avercamp, 2003. p.23-54

Referências

Documentos relacionados

Por último, temos o vídeo que está sendo exibido dentro do celular, que é segurado e comentado por alguém, e compartilhado e comentado no perfil de BolsoWoman no Twitter. No

Não existem dados clínicos disponíveis para pacientes com alteração hepática grave (Child Pugh C) (ver itens “Contra-indicações” e “Características Farmacológicas”). -

(Adaptado) Sobre a pesquisa e a tabela acima, é correto afirmar que.. a) a quantidade de alunos que não opinaram por nenhuma das três políticas é 12. Sabe-se, também, que o

A assistência da equipe de enfermagem para a pessoa portadora de Diabetes Mellitus deve ser desenvolvida para um processo de educação em saúde que contribua para que a

Com o intuito de aperfeic¸oar a realizac¸˜ao da pesquisa O/D, o objetivo do presente trabalho ´e criar um aplicativo para que os usu´arios do transporte p´ublico informem sua origem

Este trabalho busca reconhecer as fragilidades e potencialidades do uso de produtos de sensoriamento remoto derivados do Satélite de Recursos Terrestres Sino-Brasileiro

A Figura 17 apresenta os resultados obtidos por meio da análise de DSC para a amostra inicial da blenda PBAT/PHBH-0 e para as amostras PBAT/PHBH-4, PBAT/PHBH-8 e

As pontas de contato retas e retificadas em paralelo ajustam o micrômetro mais rápida e precisamente do que as pontas de contato esféricas encontradas em micrômetros disponíveis