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A ie pendência dos Estados unidos

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., --y-i-yv?*y; 17r-fn*".' H ts.

Anno IV

Rió'tJe"Jrtneirõ---Se3<ta--í'eira, ^ ae Julho de 1914

M 908

0 TEMPO — E a columna vae subindo,,, Máxima; 29,3; minima, 20,7.

HOJE)

05 MERCADOS — Café, 7S4Q0 e 73600. Cambio, 15 31|32 a 16 ÜJ8. X^*"f i. ._. j.irtl C liAs Poi >uino ... Por semestre •22$ ""OO 12SC00 WITTWF.TCO AVULSO 100 T?S. KíKSK:a8SSKiE.iKia'S

Redacção,

Uargo da Carioca, 14, sobrado ~ Ofticinas, rua Julio Cesap (Carmo), 31

r•* . '

TELEPHONES:

REDACÇÃO, 525, 5285 e officiai. — OFFICINAS, 852 e 5284

Por anno ... 22SO0O

Por semestre 12S000

NT.TTSÍT5RO AVtTT.RO 100 RS,

jmmmBmwBmmüxsmmrwuiBmJBBm

ms, cercanias do vulcão!

Chegando ú zona trájica.—Slracuza.—O que ] foi essa velha cidade.—Uma vizão de calma.! —As tontos milolojicas.—Lulas contra cro-i codilos.—-As laruinias.—Soldados, que es-caparam, poi- saberem dizer versos dc Eu-rípedes.— Generais decapitados.— Uma representação grotesca da Trindade.—Uma lesta a Uacchu uo domínio dos Francis-canos.—-Um altar em quo sr. queimaram .-(5ohois..—jKstatruas.—A vizão do lítna, A re-jiao çie.vasiaaa pelo terremoto fica

fie Taormina e Siracuza, muito mais perto, en-tretanto, desta ultima que da primeira. Às-sim,- o mais cômodo era seguir no trem até Siracurw. e d'aí então, a cavalo, dc carro e por vezes a pé, fazer a exploração demo-rada cia zona fíajelada.

Siracuza ó uma das cidades mais celebres ii historia antiga. Os eruditos descobrem em ioda parte referencias elojiozas a ela. Pinda-to a chamava "a rainha das cidades, a que-rida de Marte". No tempo em que ele escre-via isso, o clojio era merecido. A Orecia não xinlia nenhuma cidade ião bela. E o cazo de-via estar tão fora de duvida quo a tradição se perpetuou e muito mais tarde, quando a afirmação já não era lejitima, Cicero escre-via ainda que se tratava "da maior das des gregas e a mais bela de todss as eida-des". Escrito por um romano, orgulhozo tía sua civilização, essa fraze ainda se tornava mais eloqüente.

Realmente, vendo a sua situação maravi-lhoza, a beleza natural de tudo quanto a cerca, sente-se que era impossível não apro-veitar este sitio verdadeiramente privilejaado. Por isso mesmo, é sem admiração que se sabe terem-se aí achado vestljios, não só de civilizações históricas, como dos remotos teincos da idade de nedra. Gente dessa

éoo-Ml- T" "" '.-—" »-n..' rnimimMil—TITJf

• '

ánií

A fonte Aretnusa, em Syracnsa ca vivia aqui em antros cavados subterrânea-mente. Acharam-se sepulturas, em que, ss-gtindo oi rito daqueles tempos, se reuniam va-jirjr -s.: .-',í.ve''esK-que erara primeiro

descarna-tlosl

Slracuza, no dia em que eu aí cheguei, estava sob um sol ardente. Não havia no ceu azul nem um floco de nuvem. No porto, embarca-ções pareciam dormir tranqüilamente. Mesmo as pontas dos mais altos mastros não mo-viam.

junto da praia, tinha-se a sensação de es-tar vendo não um lago, mas um aquário. Porque os lagos são ajitados pelo vento. A's vezes têm ondas alias e fortes. Aqui, mesmo nn praia.ío mar não fazia a mínima orla de espuma. Vagamente eu me lembrava de uma melodia, 'que ouvi tocar dezenas de vezes. Tinha uml nome romântico e sentimental: La mer se plaint toujóurs. Fosse qual fosse o seu valor muzical, o seu titulo me parecia de uma verdade indiscutível: sempre junto das praias ha o murmúrio do mar, ora manso e meigo, ora forte e irado. Ali, não havia. Não havía um som. Fechados os olhos, ninguém saberia estar perto do mar. Ele não se quei-xava. Parecia dormir, calmo e feliz.

Anthero do Quênia!, em uma quadra, que me parece maravilhòza, fez a descrição de uma noile serenn de luar:

Dormp a noile encostada nas colinas. Como mn sonho de paz e esquecimento, desponta a lua. wlormerru o venio, adormeceram vales e campinas...

Tambem aqui se pensava num sonho de paz e esquecimento; lambem aqui se achava que o vento adormecera, que o mar fizera o mesmo. No emtanto, era um claro dia de sol. No jardim, diante do meu hotel, craan-ças brincavam. Uma fonte, cercada de núpiros, parecia cinda mais poética c raehn-eólica. Na água transparente, que permitia vêr até o fundo do lago e na qual os papiros se refletiam, peixes pareciam divertir-se a deslizar, n correr, a voltar-se bruscamente, em curvas gráeiozas... Era ali a fonte Are-iuza —- fonte tão calma, que os gregos con-i tavam ser a transformação de íormoza ncon-infa. Perseguida, ela pediu a proteção de Diana, que a transformou naquele plácido lago.

Em toda a Sicilia ú assim: a historia e a mitolojia se misturam, porque um grande nu-mero das aventuras cantadas pelos antigos poetas gregos e romanos figuravam comp s' tivessem ocorrido ali. Deuzes e ninfas lá se encontravam muitas vezes. Um deus — aliaz o mais sombrio de todos — Plutão, veio roubar Prozerpina. E porque outra ninfa — a ninfa Cyane — pretendeu impedir o rapto. Plutão a converteu tambem em uma fonte, ciue c igualmente belíssima. Papiros, como os da fonte Aretuza, a cercam por todos os la-dos.

Mas ha tambem recordações trajicas na cidade antiquissiina. Ha o ginazio romano, onde os gladiodôrcs vinham dar os seus san-grentos espetáculos. Ao centro, está uma pi-cina. em que se creavam peixes carnívoros c cmcodMns. K era um regulo pnra os 15.00a espectadores, oue podiam assistir a essas lu-tas, vêr os condenados combater esses adver sarins terríveis, que acabavam devorando-o.« Depois, n picinn coberta, punha-se sobre cin um pouco ue areia c fazia-se com que o? gladiadores viessem aí luíar.

i Hoje ainda o anfiteatro enorme poderia 6ervir. Oupntos nele morreram!

E os guiiis nos levam nara outro lugar qu" lembra tambem hecatombes colossais: são ac latnmias. Pedreiros enormes, nelas sc cm-pregaram milhares de prizioneiros até que f> morte ns livrou. De uma vez Q.003 soldado-? gregos foram anrirzionados e metidos ali obrigados ao trabalho forcado. Conta-se qur raros conseguiram a liberdade, porque aque-le povo era ávido de bnl?za e eaque-les sabiam de-clamar os versos de Euripedes. Em compen-sacão n°nluim dos generais escapou: todos decapitados!

As latom'as fnram exploradas de um modo extranho. No meio do monte ahriram-se ca-minhos de al'o a baixo. Caca-minhos e?;treitos entre duas paredes de pedra. Parecem rua? sem cazas: mas em que, de um lado e ou-tro, até alturns enormes, em vez dos dnir renques de edifícios, ha a superficie ásnén" das pedras. A luz entra pelo alto e ilumina

tudo, pessoas e couzas, de um modo um pou-co fantástipou-co, porque não se esbate em nada. Dir-se-ia que cai verticalmente, como si ai-guem em um palco ás escuras projetasse sobre os atores diretamente sobre as cabeças jatos de luz elétrica.

Na latomia chamada dos Franciscanos, porque* está sob a guarda destes relij-iozos, ha galerias subterrâneas de túmulos de cristãos. O frade quo me- acompanha — deve r.e-r ura noviço — á moço ainda. Tem uma íizionomia malieíoza e brejeira. Procura tomar um ar eompunjido para contar horro-res dos tempos dos romanos, mas no mesmo momento oni que ele repete aquelas couzas já ditas e reditas milhares de vezes, parece ser o primeiro a não tomar ao sério o que ele conta... E eu mo lembro que por toda parte na cidade estão cartazes anunciando ainda uma festa, imitada do3 grego3, em honra a Dionysos — o deus do vinho, o Baecho da mitolojia helenica — festa que se realizou nesta latomia, complacenternente emprestada pelos Franciscanos, porque isso rendia di-nheiro! No fim de contas, que importava àquele frade, vivendo tranqüilamente naque-Ie logar calmo o agradável, que se fizessem ¦ festas a Baecho, fl Jezuz ou a Buda, desde | que não o perturbavam, davam-lhe o neces-sario para a subzistencia e deixavam-n-o em paz?! Para a subzistencia pessoal pouco aliaz devia ser precizo, porque eu via com assombro raro os seus pés calçados em san-dalias, estavam Imundos! Santo Antônio, que fez voto de nunca lavar os pés, não os devia ter muito mais sujos... De modo que esse noviço moço, pela sua fizionoinia brejeira, pelas suas palavras de grande compaixão desmentidas por uma cara alegra e um ar de rizn, estragava toda a emoção que se podia sentir naquelle lugar, cheio de evocações trá-jic-as, ; -,'.... ¦:¦¦¦¦: ,}:/-..¦¦

Em certo ponto, ele foi íaosírar-rne um quadro pintado 1103 muros do subterrâneo, quadro antlquissírno, reprezeníando a Trifi-dade Cristã. Um Padre Eterno grande e bar-budo, sentado, tem entre os joelhos unia cruz e, emaranhada nasuabarba,coinosiela fosse "

um .ninho,, a-pomba,do Esrjiriio-Ssnto me-tida. B' grotesco. .Mas emfim não se com-1 préc-ncíe que possa ser de ouiro rr.~do a re-j prezentação ds» uma idéia absurda.

i E, vendo os altares cristão.-; naquelas ca-tacurnbas, eu penso no altar, que me acabam 5 de mostras' em ouíro ponto, aliar em que os l[ gregos faziam sacrifícios estupendos. Sô de ( uma vez aí se queimaram 450 bois!

Não 1ie que sorrir. Gravemente, ua Bíblia, aquele mesmo Padre Eterno barbado e bar-budo, que o iranciscano me fazia vêr, asse-verou que os intestinos e 03 pés dos bois queimados eram para ele um "cheiro sua-víssimo". E a gento fica pensando, qua" $0-dos 03 deuzes são, igualmente r.idtc,c-'---?. w

Nas paredes das cazSSi a cada it.su.nte eu acho cartazes, provavelmente pregados por ocazião de eleições, mas que não fazem a elas nenhuma nluzão direta, Dizem apenas: "O socialismo c o sol do futuro!"

Das janelas do hotel em que estou, vejo uma estatua de Arquimedes, com o seu fa-mozo espelho, procurando incendiar as naus dos invazôres de Siracuzn. Uma inscrição nroclama o seu mérito. Mas um grande pé de madresilva não mostra o mínimo receio nela invenção do grande sábio: já lhe invadiu todo o pedestal da estatua e come;a n subir nor ela. E como todo ele está em flor, num sitio umbrozo, Arquimedes exala v.m delicio-zo perfume.

A pouca distancia vê-se a estaUia inevita-vei das cidades romanas: a de Gr.ribaldi. E, nomo em todos os monumentos italianos, as 'ejendas são enfáticas, declamatórias, com uma relação sonora e pnmpoza lá se IC-: "Cavaliere deli'umanitú, ti â pátria il mon-do. — Debellasti i iiranni, Ia cosc.cnza dei po-no/u sollevando. — / due mondi ii salutano p.roc." Nao lonje, um medico, Carpielo Cam-nisi, tem tambem seu busto, em citfo pedestal se lê: "Carmelo Campisi, mediep insigne. nmato per beneficenza. propugnó sempre per Ia rcãcnzione delia Pátria, conyuró nobil-mente contro Ia iirannide".

Deuzes, heróis, gente lutando toda ela para viver, para durar, para perpetuav-se... E a Hois passos um vulcão terrível, que pôde subverter tudo isto em alguns segundos! 'icuii mesmo não faltam vestljios das suas eóleras. De vez em quando, mosrfám-rios um monumento rachado e dizem-noa tranqüila-mente ciue foi um terremoto o autor do es-trago. Mas ninguém se abaia. Ninguém sc eomove. Ninguém manifesta o mínimo re-ceio.

De noite, eu quiz ir a um ponfo de onde se avista nitidamente o Etna. Era uma noite ^senríssima, mas perfeitamente srerena. Não havia nos céus, empoeirados dc estrelas, a minima nuvem. Uma tepídez sem par. Se-«miamos por longas estradas. Um perfume 'ntenso subia do3 limoeirais em ífôr. Súbito n carro estacou. O cocheiro me disse: "E' iii!" Mas. "ali" não se via nada, absoluta-•¦nfr-nte nada. Em baixo, nitidamente, distin-7uiam-se as luzes de Catania. Mas do vul--ão, da montanha terrível, não se avistava -ouza alguma. Sentia-se oue devia liaver um -"onte porque 11™ se viam estrelas. Alguma "ouza tapava o céo. Mas toda a pirotecnia ru-'ira. que um confrade imajjnnzn claramente 'Istingiiira, era apenas um artificio para tor-iar interessantes os seus ari'"ns...

Medeiros e Albuquerque

..._;, EM TORNO DA CRI.SFÍ ..;-,,?,

As isenções de direito e

as falhas da

arreca-daeao aduaneira

Uma palestra com o Sr, Lin*

ciolpho Câmara

Foi lembrada, como meio de fazer face aos "deficits" orçamentários, a .suppressão das isenções de direitos alfandegários de que go-sam certas'- Instituições'. Parecendo-nos que não será tão fácil, como 3 muitos se afigura, resolver, por esta lado, a questão, fomos ou-vir a opinião-do Sr, Dr, Lindolpho Câmara. que, na matéria, ó uma autoridade e que, em nossa palestra, teve a amabilidade de se re-ferir a outros assumptos de palpitante aciua-lidade.

7-> Qual a importância a quo afflngem as isenções de direitos, doutor ? Essas isenções sao justaa ?

— As isenções dc direitos, respondeu-nos, solicitamente S. S., existem desde o inicio de nossa organisação politica. Um paiz novo e vasto, como este, que se precisa desenvolver.

A iependência dos Estados unidos

jnmjjmn^-.rBrgTrtWta.ítyH.-.i^mm** *

lOs vestidos das senho-

r -•

rase o costume dos

desoecupados

Tres senhoras apupadas no

largo da Carioca

: '

Ha actualmente no Rio duas modas jper-J

turbadoras tia ordem. '.' í

Uma é a.imprudência de certas senhoras.,-que vêm para a rua quasi... vestidas. A ou>»> tra, adoptada pelos desoecupados, consiste, , em vaiar estas mesmas senhoras. _£'<

Convenhamos que- ambas essas modas são, egualmente prejudieiaes aos costumes.

Ainda hoje, "A Noite" reve necessidade ds' abrigar em sua redacção duas- "demoiselles". -'/ e uma senhora que vinham sendo apupadag;/ por uma horda de populares.

A causa, está visto, era os vestuários dàã* duas "demoiselles", vestuários que deixavam*

-v

1

Os Estados Unidos commemorain ama-nhã a data de sua independência politica. O vulto maximò desse feito memorável, que inarcOi. o inicio da emancipação do Novo Miuidoi, é incontestavelmente George Washington.

E',' pois, ao grande general e estadista, que os Estados

"Unidos

prestam no dia de amanhã as suas maiores homenagens, ho-menagens a que se não podem deixar der

associar todas as outras nações americanas. A nossa gravura representa o ttunulo do primeiro presidente americano, em Mount Vernon. Como se vê, é singelo e simples como simples e singelos íoram os hábitos dc Washington. Sobre a entrada, entre os dous túmulos, sendo um da mulher de Washin-gton, lê-se a seguinte e curta inscripção: «Dentro deste sar.cophago estão os restos ihortaes do general George Washington».

A crise no Amazonas

MANA'0S, 2 (A. A.) (Retardado) — O governador do Esatdo, attendendo á crise actual, .pirorogou o praso para o pagamento do imposto cie industrias e proiissões.

Numa semana em S. Paulo

mor-rem 153 pessoas e nascem 339

S. PAULQ, 2 (A. A.) (Retardado) — Du-rante a semana finda, falleceram iiesta ca-pitai, 153 pessoas, sendo victimnclas pela co-ciueliiche, uma; grippc, duas; febre typhoi-de, uma; dysentcria, duas; tuberculose, 13; septicemia, uma; syphilis", uma; cancro, tres; moléstias do-systema nervoso, oito; dos or-gãos genitaes, duas; do apparelho circula-torio, 19; do apparelho respiratório, 17; do apparelho digestivo, 51; do apparelho uri-nario, quatro; clc- accidentes puerperaes.duas; de debilidade c-ongenita, 10; de senilidade, uma; dc mortes violentas, quatro; suicídios, duas; outras moléstias, cinco; moleítia mal definida, uma.

Os fülleridos eram: do sexo masculino, 06; do feminino, 57: nacionaes, 109; estrangei-ros, 44; menores dc dous-annos, 74.; Na mesma semana foram registrados 330 nasci-mentos, 88 casanasci-mentos, lf) nascidos monos e pessoas vaccinadas, 670,

O Sr. Lindolpho Cornara

material e economicamente, não pôde evitar as isenções dc direitos, um dos factores^ de sua grandeza industrial. Como V. sabe, é o meio pelo qual o governo convida a Iniciativa pri-vada a emprehender serviços de certa monta, que elle, por si só, não poderia realisar. A funeção do Estado moderno não é outra sinão proporcionar aos seus governos os meios de subsistência pelo trabalho, de cultivo de todas as actividades, de assistência ao3 inválidos. Ser-lhe-ia impossível arcar sósinho com a organisação e direcção de todos esses serviços e dahi a necessidade de commettel^s a par-ticulares, subvencionando-os ou isentando-os do imposto que teriam de pagar. As vias-fer-reas são o principal elemento de progresso de uma nação. O governo não poderia construil-as na extensão reclamada pelconstruil-as necessidades oublica3. Cede a empresas o direito dc con-struil-as, mediante certos favores, em cujo numero entfa a isenção de direitos para o ma-terial importado. O mesmo se dá no tocante á marinha mercante, á instrucção, á fundação de sanatórios, de hospitaes.

Assim, vê V., as isenções de direitos exer-cem uma funeção importante na organisação interna do paiz. Associada por esse modo a iniciativa do governo á do indivíduo, podo um paiz attingir ao maior gráo de desenvolvi-me-nto e de prosperidade, sem grava-me das fi-nança3 publicas, antes com economia, porque a parte da renda que deixa de ser cobrada pó-de sor computada, talvez, na terça parte das verbas que teriam de ser despendidas para a realisação dos serviços assim obtidos. As isenções, portanto, em regra, são justas e não podem ser supprimidas sem grande prejuízo do progresso material e econômico do paiz. As isenções em si não são o mal a evitar. O mal é o abuso de as conceder a tudo e a to-dos, ao bello prazer dos governantes. Quasi geralmente, quem vae á Europa, investido ou não de funeção publica, invoca, em seu re-gresso, isenção de direitos para os artigos de commercio que traz em sua bagagem. O mal são tambem as fraudes que se praticam ao 'ado das isenções, importando-se duas ou tres vezes mais aquillo para que se obtém a 'senção. As isenções aetuaes attingem, talvez, em todo o paiz, á importância de 40 ou 50 mil contos, o que não é muito em face dos bene-ficios materiaes que se notam por toda parte. Doutor, mudando de assumpto e en-carando o problema do Brasil financeiro sob outro ponto de vista, acha V. S. possivel au-gmentar as taxas sobre alguns produetos de importação ?

Absolutamente, não. Não lia um só pro-iucto estrangeiro dos que constituem objecto le nossa importação, que não esteja pesada-nente taxado. As razões da nossa tarifa são ilevadissimas. Dir-se-ia que temos em vista Tohibir a entrada dos produetos estrangei-os, em beneficio dos similares nacionaes uuando é certo que estes não chegam

abso-utameníe para o consumo do paiz, obrigan lo-nos a adquirir os estrangeiros pelos

pre-os exageradpre-os por que são vendidos, em onsequencia dos absurdos direitos alfande '.arios que pagam.

V. S. pensa que com uma rigorosa fis-•alisação ó possivel augmentar as rendas das ilfandegas ?

A boa arrecadação repousa em uma bon fiscalisãção, não ha duvida. ÍÍIas não acredito pie seja possivel fazer mais c'o que presente

nente se faz, nesse sentido. A diminuição d--enda não é o resultado da má fiscalisãção E' a conseqüência da crise econnnrrca c fi íanceira que a nação atravessa. O desvio dp renda que pode haver actualmente é o mesm-de sempre — o do contrabando que se exerce nas fronteiras do paiz e c:n alguns portos corno o do Kio de Janeiro. A fiscalisàçãi aduaneira 6 interna e externa. A interna é exercida pelos cohferentês c escripturarios, e essa é efficaz. A externa é feita pela forca ios guardas a bordo dos navios, nos postos ãe ('igilançia, na ronda' marítima, e essa me pa-rece falha, não tanto por culpa daquelles ser-is cor deficiências materiaes

Um rei que foge, um.

throno que desaba***

»f.»

Foi farça ou tragédia ?

A situação dn rei Guilherme, da Albânia, é ião insustentável, dizem hoje- os telegrarn-mas da Europa, que já se. tem como immi-nente a sua retirada do poder. Assim se es-vae um sonho de que participaram as mais fortes nações europeus. Alguns mezes durou -.esse sonho, que parecia a única solução effi-caz para a intrincadissima questão da AIba-nia, que voltou á convulsão e d guerra e agora fica de novo us mais cruéis surpresas. Em uma das suas ultimas cartas diz, a pro-a-posiío desses-acontecimentos, O nosso-

cor-respondante especial cm Londres:

1

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ac fanfarrónaaà. A' "primeira de espadas", o famoso delegado -da Europa deu ás de vil!a-dlogo, indo, acompanhado de todos os seus, refugiar-se a bordo de um navio ita-liano!

. Essa aftitude vergonhosa — embora o prin-cipe a tenha immediatamente corrigido vol-tando ao seu posto — foi uma falta grave que pesará constantemente sobre o seu rei-no, si. todavia, Guilherme de Wied eohse-guir manter em equilíbrio o throno da AIba-nia.tão joven e já em ruínas.Só esse curto instante de terror bastou para destruir o ef-feito longamente estudado de uma comedia bern representada: já agora a Europa sabe perfeitamente que o '"chefe" com quem con-tava não passa de um polirão e os subditosr. do novo rei estão informados da attitudé que devem tomar, quando quizerem ver pelas . costas o soberimo-fujão!

E eis todo um sonho diplomático,- firma-do por tratafirma-dos, baseafirma-do eni negociações Ia-boriosas, que rue lamentavelmente como um castello de cartas... porque o princips de Wied é um medroso...

Oh! estranha fragilidade das cousas hu-manas 1

Nestas condições, qual pôde ser o futuro da Albânia?...

Estaremos - á véspera de uma grande farca ou de uma sanguinolenta tragédia?... — L. T:

O senador bacerda Franco

S. PAULQ, 2 (A. A.) (Retardado) — Se-guiu pelo nocturno de luxo, o senador La-cerda franco, que permanecerá nessa capi-tal durante 15 dias, em viagem de recreio.

ventuímos, existentes,

O rei Guilherme, que está prestes a - •-'¦• ' abdicar

Londres, 3—6—914 A attitudé pusilânime do príncipe de Wied em pleno desempenho da sua funeção de rei da Albânia, a sua fuga ridícula para bordo de um navio de guerra italiano, quando lhe disseram que os insurrectos se approxima-vam do Durazzo, alienaram incontestável-mente a esse soberano de opereta a opinião publica, tão disposta, antes disso, a-todas as manifestações de sympathia por esse estra-nho "delegado da Europa". Ninguém ainda esqueceu, com effeito, a grancie cordiali-Jade que caraeterisou nas varias capitães eu-'opéas todas as recepções em honra do principe enihronisado quando Guilherme de Wied as visitou para participar aos seus go-vernos respectivos estar decidido a acquiescer ao convite do povo albanez. Suppunha-se ge--almente que, patronado como era por trio poderosos padrinhos — a Áustria, a Itália, a Ulemanha — isto é. a Tríplice Àlliança em neso apoiada pela Tríplice Entente, " sup-lunha-se, dizia, que o principe estava per-altamente senhor do seu papel e conhecia elaramente as responsabilidades e os peri-¦-os da situação. Acreditava-se que eile com-irehendcra não ser c. nro simples paisano, '-om

burguez ou excursionista que a Euro-ia o convidava a dar um passeio a Durazzo:'

i.is que. ao conirario. esse passeio dava-lhe 1 responsr.biüdade de um homem de Eslado' i de um chefe polirico e milhar encarregado le preencher uma grave missão.

E quando o principe Guilherme de Wied •loz valentemente o pé cm terra albaneza, rcompanhrrJo dc sua mulher, caiando men-'ou buscar us siüis filhos e traiioiiiUáiijent" seinstaUou no velho barracão baptisado com o nome de"pálació real",téve-se n impressão¦te que a Europa soubera descobrir um "ho-•nem" á altura da importante ivtirsão a des-empenhar...

Ora, tudo isso não passava cie apparencia.

A Installação da assembléa

cearense

FORTALEZA, 3 (A. A.) — Com a so-lemnidade do estylo reaisou-se no dia 1 do corrente, ás 13 horas, a installação da sessão ordinária da Assembléa

Legis-lativa. ,

O coronel Liberato Barroso, presidente do Estado, acompanhado do seceretario do Interior, Dr. Gustavo Barroso e do seu of-ficial de gabinete, Dr. Jonas de Miranda, compareceu, lendo a sua mensagem

aquel-Ia assembléa. ,

Finda a leitura da mensagem, retirou-se o coronel Barroso para o palácio do governo, onde recebeu os cumprimentos de varias commissões da Guarda Nacional, dos offi-ciaes da guarnição, de funecionarios, etc. A ala direita do batalhão policial, com-mandada pelo capitão Cidade, prestou as honras militares.

'**"' ¦"*¦¦¦¦ ¦-_ »«¦¦¦¦-.-¦¦'¦-&WíS£5SSS?.'K&**v;:^í

Num momento dc rara felicidade a Kodack} do nosso photographo surprehendeu as, duas elegantes senhoritas em pleno effei-to de luz... O populacho em frente ã nossa redacção aguarda, palpitante, ca saida das sacrificadas á soberania dni

Moda , •

á mostra apenas dous palmos de perna e um.7

palmo de collo. r i

Ao todo, tres palmos de carne.... fora o) que sc podia ver contra a luz. . ' Pois de- apenas isto nasceu uma grand»; celeuma no largo da Carioca,, sendo neces-': sario a intervenção da autoridade com guar-j das civis e soldados para que as indefesas' victimas da Moda (a moda dos vestidos summarios) pudessem tomar um automóvel que "A Noite" lhes offereceu e que as con-'f duzissem a Ipanema, onde residem, sendç.) acompanhadas por um de nossos coinpanhei-js

ros. \

Não haveria um meio de acabar com esssi PRtunifln costume de vaiar senhoras? *

Cuidado com as

Io-ferias clandestinas!

O mercado da borracha

BELÉM, 2 (A. A.) (Retardado) - Hon-tem foram vendidas trinta toneladas de bor-racha das ilhas de Cametá e Caviana.

Não foi a crise

^jjji-írv;:^

^ Mmmm

... Entretanto, tu sabe; perfeitamente o que era a minha casa... Pois falli, ha dc haver dous mezes.

Ah! Esta crise tem sido pavorosa! Mas comniigo não foi crise! Foi a banda allemã. ["ocou-mc lautas vezes apor-ta que Dcrdi tocln a fregiiêzia 1

'mm

A "casa" da rua Gonsclhciro Saraiva n. 43, onde sc diz ser a sédc da loteria I E' uma historia antiga, mas ainda ha quem1 embarque na canoa. 0 sujeito, maneiroso, acerca-se da creada, do menino, ou de qual-quer outra pessoa da nossa casa e offerece um bilhete. Custa só dous tostões... tia uma porção de vantagens. Os prêmios são nada menos de nove, desde 1 SOOO até 200SO00!

E' de fascinar. No bilhete, de côr amarella e de letras verdes ou de outra côr qualquer, vem o carimbo da "Casa Bancaria" onde se-rá pago o prêmio.

Mas quasi nunca sác prêmio.

E, quando sáe, corre o felizardo á "Casa Bancaria", mas, oh! decepção, lá encontra um predio em ruínas!

Uma verdadeira roubalheira. Um assalto. Si perde, perde mesmo, e si ganha, perde tambem.

Os taes vendedores do bilhete chamado "Brinde aos freguezes", por precaução, não os mandam imprimir com a indicação da "Ca-sa Bancaria", que é indicada por carimbo, a tinia vermelha.

Desse modo. logo que é descoberta a falsa indicação, cües mudam o carimbo, indicando outro ponto, tambem falso.

Ainda hoje apanhámos um bilhete premia-rio, qu:- devia ser pago na "Casa Bancaria" da rua Conselheiro Saraiva n.' 43.

Essa casa, como se vê da nossa gravura, esiá deshabitada e em petiçã-i dc miséria.

Parece-nos ser caso de intervenção policial.

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 NÒITÈ — Sexta-feira, 3 tje^iuíBo'"de?1Ôl4>

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Ecos e jsovídfades

ü'. da exposição do Sr. ministro da Fa-renda, remei.endo ao Sr. presidente ua .Re-publica a proposta orçamentaria para 1915, o seguinte trecho:

«Estamos assistindo á formação de duas ienes de lünccionarios' como a tle unas exércitos e duas marinhas, estes dou? ul-iiinus AMida' aggravadòs pelos quadros sup-plemenn.rcs, que não se explionm e acarre-iam pesados tmus para o» cofres públicos.» •

OS SUCCESSOS DO CEARA'-SsífP

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ii IIL-JâM'£íwJÍ''.¥©í'S8."í5A" Na:- hora cio expediente, na ('amara, cuiioti a tritiuna o-Sr. Moreira'da Kocna.

^. £x. eòhít ça ' di, encio v,r trazei tampem

n Mia saii.in. á.) ao friV SclcnuiriUu, r; .'lli-iúi

Teve grande repercussão no. Exerc*to a passagem dos Srs. general Marques Porto, nomeado recentemente ministro do Supremo (Tribunal'Militar, c coronel Tar-so Fragoso jpara o quadro supplcmentar.

* • .

O Ceara continua de muiía sorte... Já 'não

bastavam os seus «records» políticos; agora cabe-lhe também um 'record;» econo-mico e aduaneiro. Em um' de seus últimos' números o de 23 dc junho, a 'Folha do Povo», publica o seguinte, eni relação á renda da Alfândega de FortaUzn na ves-ncra (22):

¦ «A remia da Alfândega, hontem', mon-tou á quantia dc! trcsèntòs réis (300),; correspondente aos direitos dc impor-' | tação directa de uma caixa marcada — At. R. H. ii. S2, cíe amostras sem valor I

por obra e. giaça dos seryiços piestajus na Lonquism ti'.. Ceara, em que reprèsèiaou o triste papei dc iantoenc. O Sr. Setembrino — continua — chegou como um vencedor, recebendo os louro-, por parte dos pouticos contrários ao Sr. Franco Kabello, porque, afinal S. S. — é certo — agm no Ceará como tim autômato cortfessOj de ouvidos cer-nulos aos clamores cia justiça e de olhos iechados á luz. dn verdade e da razão, ou-vindo apenas os mexericos dos coseovilnei-ros costumazes c enxergando tão somente os interesses dos rebeldes .io joazeiro, que eram cxactameiite" os mesmos cio marechal Her-mes.

Foi esse general tio Ceará» o instrumento da opprcssao, da desordem c de lá aiiula trouxe a farda salpicada do sangue que o

As historias

compii-*s

Ainda o caso dos papeis para

impressão

O complicado caso dos papeis assétinà-dosj próprios para impressão, >o: afinal ba-ter na policia.

Antônio ifcrralavoro, por seu advogado Dr. liligo /viartms, apresentou queixa

jiq Dr. Y-'::'.'.l de ftl!|g-y.".'~r"s, 1." dcier^iuO

ca pi ia o

te tle mercantil

roscano de ürilo fez jorrar, na noi-1 de abril, na praça do Ferreira! em justo ioi o :-.r. Hermes galardoando 200:000$, numa quadra como esta.vem

a propósito. Para obtel-os basta comprar um bilhete da Loteria Federá! a extrahir-se amanhã.

tanta dedicação,, pois o que é iaclo é que r~" i o Sr,. Setembrino resolveu a «empresa» da

SIÜO-SBE!

Ç cura eezemas, darthros, espinhas, vermeihidões IL

As promoções

a general

determinam um projecto de

lei do Sr. Figueiredo

locha

! O Si'. Figueiredo Rocha formulou o sc; guinte projecto de lei, que enviou hoie ;i mesa da Câmara dos Deputados:

<:0 Congresso Nacional decreta:

Art. 1." -— -Só serão promovidos a gene-ral .os officiàes (pie tiverem o curso de finas armas.

Art. 2." — Só serão promovidos a gene-ral de divisão os ufflciu.es que tiverem um dos cursos tle artilharia, estado-maior de primeira classe e engenharia, requisitos es-ics indispensáveis ao comniandò dc uma divisão do Éxcrcilo,

Art. 3." — Os lentes, professores c sub-stilutos, quando promovidos a general de brigada, serão rcíòrhitulos si continuarem im exercer o magistério, renunciando, a esta. Bimcção com todas as vantagens e direitos, f^e desejarem continuar na actividade cio ílixêrcito.

Art. 4.o — Os officiàes que por força desta lei não puderem ter accesso ao

pos-:iue tiverem direito

deposição que parecera difíicil aos olhos dos Srs. general Torres Homem e Lino Ramos. Como soldado intrépido, discípulo de Ma-chiavel, o general Setembrino não encontrou barreiras na consecução dos .seus fins, para o que todos os meios serviram, desde a as-tucia á audácia sem limites.

A defesa de Fortaleza, quando o Sr. Se-tembrino chegou, estava preparada dc for-ina a isolar os sediciosos onde se achavam, estando prohibida a passagem dc geníe para os seus acampamentos. Pois o Sr. Setem-brino, para que os revolucionários, no en-Irar na cidade, piz.assem o terreno com íir-mesa, mandou-lhes diversos guias para o ataque a Fortaleza, Com o maior desembara-ço, fez acompanhar por soldados do Fx-ercito os Srs. Pepimo, Wanzoletic, LaerC, íbiãpina c José Collarcs, além de outros que chegaram até o local onde acampavam os rc-belcles e còm os quaes confabuhirain, tro-cahdo-se vários brindes por essa oceasião. E foi desse geito que os rebeldes, rada vez mais estimulados, continuaram a obra devastadora.

O Sr. Scleinhrino fez Indo, desde aquella famosa historia de uni geiicralato offerccido ao Sr. Franco Rabello, logo que esse non-rado soldado fosse confirmado i:o posto cie coronel.

Feita a intervenção, o Sr. Setembrino mandou varejar as casas dos rabcllistaa, ú cata de armamentos, ao mesmo tempo que recambiava ao Joazeiro os jagunços, com armas c .munição, em trens expressos, pagos pelos coires públicos. Graças a isso, joazeiro dispõe hoje de mais de duas mil armas t!c repetição e cie grande quantidade tle munições, como uma ameaça constante á paz nacional.

Fm seguida começou o interventor a per

auxfii.-ir, com escripto:ib ú rua Theo[njlib Ottoni n. 37, contra Fmilio j. Gr Horwi.tz, representante da Sktengcscilschaft fur Pa-p.erfabrikation, da Áustria.

Diz o queixoso que Horwitz serviu de in-termediario para a compra de 31b caixas de papei iissetinado, tendo o mes,no quei-xoso ,-il'lc-Ao camblücs, ha importância de 36.556,43 trancos, que foram descontadas pelo' Banco da Provínçi.*' do Kio Cirande do Sul.

Allcga ainda Terralavoro, que Horwitz, tle posse dos conhecimentos das 31o cai-xas dc papel, que vieram com a marca A. T., não os entregou an queixoso, mas ií Pedro de Souza;

Que o despachante Pómpilio Dias retirou a inercatloria da Alfândega, állegando ser para a '.Cidade do Rio», jornal que eslá j anfttinciado para sair brevemente;

Que, uma vez o papel retirado da Al-íaiiclcga, foi vendido, por parcellas, na pra-ça desta capital.

Termina o queixoso dizendo que sendo assim prejudicado, visto como não recebeu nenhum papel, está entretanto naiiiirninencia de pagar as cambiaes acceitas, pois já foi para isso intimado pelo referido banco cio Rio Grande do Sui. Por isso requer inquérito liara provar ter Horwitz praticado o crime previsto no art. 333, paragrapho 2.° do Co digo Penal.

A propósito desse caso fomos hoje pro-curados pelo Sr. Henrique Malfattó, que nos iiüi.xc as suas declarações.

Disse o Sr. Malafatto que tinha negócios com a casa do Sr, Fmilio Horvitz, havendo de facto vendido ao Sr. David (i. B. l<!o-Inagnoli 2:801 kilos de papel ou 22 far-dos, r.iitorisado pelo Sr. Fmilio Horvitz; pela quantia tle 850?, dinheiro que entregou ao mesmo Sr. Fmilio Horvitz.

Essa venda deu-se rio clia 12 do mez de maio, c, tlesde essa época, o Sr. Malíalto diz não ter tido mais transacções com aquclle senhor.

O aceusado acerescentou (pie vae requerer exame nos livres dá casa Fmilio Horvitz, onde deve estar lançado o dinheiro cnticgtie, e processar o seu aeeiisatlor por crime dc calumnia.

Uma pilhéria de máo

gosto dá causa a

um escândalo

O Sr. Álvaro Metirado, residente á rua dc Catumby, festejava hontem o anniversa-rio de uma das pessoas da lainilia, quando ioi victima de unia iiuruninavel escândalo.

Um gaiato qualquer ide a infeliz idéa de uma brincadeira de máo gosto.

Chegou a um telephone c tocou para a Assistência, pedindo uma ambulância, para soecorrer um ferido, que se achava caldo*

IIEUÜI KfL_L__J.lf* I !\ fi/_) fifc-\ A.ti-ut < m. ;ui,i|i.iii *.!¦ * zpTT

PERSEGUIDO PELO MORTO.

meo annos d_ uma

expiação horrível

OM mimi BAHBAHÒ •

O aséássino entregóu-se á

po-Hclã do &' districto

TTTl Uu ÍXu1 a i C .

Medrado.

Feila a coinoumicaçíi.o, o «espirituoso» ra-paz desáiqwrèccu*

Momentos depois, chegava a Assislencia. Ó facultativo saltou c foi verificar o que havia de verdade sobre a coinmimieação.

Ahi é que íoi todo o sarilho. I.ogo que viram a Assistência, o medicoi e o enfermei-ro, algumas chis moças que no baile :;e aclia-vam foram açoitynçtlidás de ataqtic de nervos.

Agora .-nula a poliria, do GO0 disfr.icla áà i nprílpiideih.is para ver si descobre o autor dc!

lão infeliz pilhéria. .1

Amanhã, dará a Loteria 200:000$ ao pnfiádor do bilhele contemplado com o; pre.mio maior no respetivo sorteio. _ |

ANTARGTIGÁ

fiSUiSUr, garrüía, ©ns tmSara jf.i

ftc-A eleição da nova

administração da

Santa Casa

Foram hoje eleitos os ÍO eleitores" q-uò elegerão a junta de administração para o anno cotnpromissal dc 1914 a 10Í5 ha Santa Casa de Misericórdia.

A eleição da administração terá logar dc-pois dc amanhã ás 10 horas.

Cs eleitores que foram hoje eleitos são os Srs. ministro José Luiz Coelho e Campos, Tácito de Sá Bittencourt e Câmara, Dr. Cius-lavo Alberto de Aquino e Castro, Dr. Po-drigo Octavio de Lnnggaard Menezes, Dr, Joacitiim Antônio de Figueiredo Junior, José cin Silva Simões, visconde dc São João da Madeira, visconde de Moraes., Octavio Gui-marães e coinmendador Antônio Rodrigues Ferreira Botelho,

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Cura a/.ins, dysptípsias e enxaquecas ftSUViv dc "^'«j(KCÍi'n—Para moléstias cht

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Rua Ouvidor n. 181

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Uiií liolnein apavorado, cabellos cm drs-alinho, os olhos immensameute abertos, eu-trou apressado pela delegacia.

Ei-ani 'M horas em ponto. Havia acaba-do de soar a ultima badalada na egreja da freguesia de S. Joa-quim. ¦ Completamente des-| figurado, trazendo no l' ,-osio a impressão ter-'. rivel do pavor, odes-j conhecido parou em j frente á 'mesa do com-missario de dia ao '.)<> districto e declarou que. estava perseguido por um grande, rc-mono.

— Eu sou um assas-eíiío, falou o desço-iihcçido, arfando cie ., cansaço. Venho per-k-J—^««-«^ . .Y[! seguido por uma cx-piação que me nãu deixa lia cinco annos. A autoridade poli-ciai pensou a princi-itn louco e, procurando

AS COMMISSÔES DA CÂMARA

0 Sr. Carlos Peftofo

não quer ser

en-venenado...

O Sr. Torquato Moreira ataca

a Inspectoria de Estradas <**

Ferro

to superior c que tiverem mreito a gra

duação de accordo com a lei n. '*"" ^^e^Ujje | seguir 7 magistratiii-a do Estado,"'fazendo re moções, para longínquas paragens, dc juizes vitaliciosi namovíveis. 0 orador nomeia as agosto de 190'!, serão graduados unicamen

;lc para os effeitos da reforma.

Art. 5." — Os officiàes graduados cm /general dc brigada c de divisão, com di-'.reito

a accesso, serão promovidos no ma-ximo quando se der ;i segunda vaga do posto em; que são gt-aduatlcis.-, ¦

Art. 6." -- RevogamYc ..as. disposições -.cm contrario,

JSvls.vii' «üe .\oji'!íCti"'.s—Grande Depurativo

do Snngiie

Bebam Airlarciica

Amelhdí de todars ascerveÍM

ram, brigaram e

foram para o

rez

r rranCscc/ Joaquim Gomes, Miguel Pedro irÁícxandre c Oronato Jorge são tres compa-nheiros de trabalho e de cnpo.

. Durante o dia trabalham junto», c á noi--fe,

juntos percorrem as tabernas beberi-canelo.

Ainda hoje. em completa embriaguez, ca-rininhavam pela rua Gui.lhermina, em aca-llorada discussão e ao chegarem á esquina da rua Erfiesto Nunes empenharam-se cm luta corporal.

Todos ires foram presos pela po'icia do 20." districto c todos tres apresentavam ferimentos no rosto c na cabeça.

Depois dc soecorridos pela Assistência fo-ram recolhidos ao xadrez.

'Or.

Nabuco de Gouvêa,

m-fessor. fiVré fie ffyiiÈCòlofdn <ln Fflciilditde de Medicinai (tlrcle do serviço Cirúrgico do llospitr',1 dtiQnmboai Moléstias de senhoras, opcra.-ões, vias urinariam rua i' do rilàrço, io; DaS4 ás 6 da tarde.

victimas: Drs. Luiz Diogo, Laurentirio Cha ves, Genesio Cabral. Raul Carvalho, etc, lendo o protesto deste ultimo.

Errtra a falar, continuando, sd.bre os sa-tpies ibi rõühos praticados pelos Ai.bertaiÍQ-, resr, censurando' a incllíferença tio iiitervc.ii-tor, deante de tantos crimes. Cita os nomes das innumeras victimas, cujos prejuízos rc-presentam fortunas.

Lê a exposição que faz ao Sr. Setembrino, o negociante Alves Teixeira, roubado em Barbalha'

O Sr. Setembrino, promcííenclo, a prin-cipio, agir, faltou com a palavra, pois não queria desgostar os ladrões, correligiona-rios do padre Cicero. Finalisando o seu dis-curso, o Sr. Moreira da Rocha pede permis-são á Câmara, para ler tim dos «conside-randa»-), do accordam relativo ao chabeas-corpus» concedido ã Câmara dc Aracaty pelo juiz federal no Ceará, Dr. Sylvio Geíi-tio dc Lima, confirmado pelo Supremo Tri-bunal Federal,

Uma "inundação" de peixe

Fm Jurujuba

Só lioje é que chegou ao nosso conheci-mento um caso extraordinário oceorido ein Jurujuba, Nictheroy.

E' que hontem os pescadores- ali resi-dentes tiveram! il fortuna de retirar tio salso elemento a «bagatela» dc 20Ü.00Ü corvi-nas.

Âs excursões políticas no

Estado do Rio

O senador Nilo Peçanha visitará no do-mingo o município de São Gonçalo, onde realisará uma conferência em pró! de sua candidatura á suecessão presidencial do Es-tado do Rio.

Grandes festejos serão levados a effeito, achando-se á frente da manifestação repre-. Fórepre-.i uniarepre-. Festa, foi, um fesíão pafrepre-.a aquelh ! seiitaiitosrepre-.- de (odas as classes sociacsrepre-.repre-. pobre gente," qiic ltira- com 'mil dift'ÍL;illr:i?i-; íi)e> regresso rti Nictiierov,. S. Fx, falará des para o labor quotidiano.' no theatro municipal João Caetano.

Dizem os mais religiosos que a abun-1 Tambeni grande maiiifestação será feita, dancia cio peixe deve-se aos

plieas dirigidos a S. Pedro. rogos c sup- sendo á noilc queimado vistoso fogo dcartificio, na praia dc learahy.

para 300 réis.

cigarros non plus ultra, alta novidade,

Lustre de ferôRze c crysial para saía de visitas

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PARA A PELLE ?

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SIGMO-CREME

Urna g

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'a-çaopun

i.; Sr. Antônio Bittencourt Filho, director tila EmúfKfl Tlieatral Brasileira, qne é a represenlantc nesta capital da Souili American 'Tour,

veiu á redacção d'A NOITE para esclarecer a confusão tjue. se tem feito com o caso das bailarinas inglezas e sobre o qual publicámos hontem uma local com a Cpigraphe acima.

A South American Tour, disse-nos o Sr. 'Bittencourt,

qlic é qUeifl eontraeta directa-imente os artistas estrangeiros, manda-os de-pois, sob sua responsabilidade, para o Pa-lacc-Tlteatre, cuja empresa pertence aos Srs. Moraes ."< C.

No caso das bailarinas inglezas, a Sontli American Tour fez nin contrato com o Sr. .Renk, que 6 o empresário das bailarinas. O contrato citóre a S. A. T. e o Sr. Rcn!: foi cumprido á risca, já tendo essa empresa pago os honorários dn «troupe» até o dia 7 do corrente mez, quando termina o con--trato, e entregue fts passagens para as bnl-Jarinas ao empresário, com quem firmou p contrato. I èf'"#jvV»: k*"'f5i' - 'ji %' W

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I PEQUEMOS FÃGTOS POLICIAES

A policia do !(A districto prendeu hoje o nacional Antônio Nunes, por ter esbofe-teado Augusto dos Santos.

— O auto it. 1.77-1 atropelou, na rua da Lapa, o qiiitandeiro Pacifico Passos, que recebeu diversos ferimentos pelo corpo.

O echaiiffcur» evadu-r-c c o fcrido foi medicado pela Assistência.

Do íaclo foi scientificada a policia do Quanto ao que porventura so lenha pas-1 \i» districto.

Nâo h:i sabão que limpe tão èlficaz, ali-soltilo e econômico, como o SABÃO MOL-LE, marca MORCEGO.

''Hswísts do ftnpreató Tribn-al'1

Assignaturasá rua Seteide Setembro 1U9, 1' andar, i eleph. SSl Central.

A Assembléa Fluminense

continua nas sessões

preparatórias

Compareceram hoje á irigcíihin sessão prcp..:;.iuria da Assembléa Fluminense dez Srs. deputad.os.

ü Sr. Pedro Americano, oecupando a tri-btina, declarou titie não mais' (raiaria do professor Viveiros dc Vasconcellos, ao qual já havia «pacem scpultis;;. I

Si \ oitava a prender a attenção da cisa, era para mais uma vez dizer (pie a candi-cintura deve ser rcpellida por todos os flu-niiiiciis.-s.

Finalmente declarou que deixaria cm paz os (.atiaveres de Pereira Nunes e Galvão Bapista, porque já exhalavam máo cheiro. Não tendo o <>Diario Official» estampado os discursos dos deputados federaes Mario de Paula c Souza c Silva, o Sr. Lcnigrübcr Filho oAcrvon que opporlunaihciije respon-tleria ao ataque feito ao senador Nilo Pe-çanha.

A pi ot ditando a ópportunidatle, rensiiròti a atiHuric tomada cm prol da candidatura Sodrd junior por alguns jornaes cio Rio, quando nté então só elogiavam o sciiadot Nilo Peçanha. i i

Terminando faz um appello: no eleitorado para que compareça ás urnas no clia 1 porque esse dia será o 14 de julho do E tado do Rio. i >

Quem for o dono da mala

que appareça

Uma senhora desconhecida chamou lia dias para fazer um carreto o carregador Mar-celino Corre;;, residente á rua da Passa-gem u, ufi.

Achava-se ella no largo dc São Cjcmeii-te, oiidc estavam justamente os objectos que deveriam ser transportados para a rua Vis-conde de Caravellas n. 20.

Tratado que foi o carreto, seguiu Mar-celino para o logar indicado.

Ao ahi chegar, verificou a inexistência da casa para outle transportava o carreto.

Resolveu então voltar á delegacia do '¦-> districto, onde fez scicnic do oceorrido o commissario de serviço, deixando ahi Iodos os ohjedos sob a guarda da policia.

Esses objectos ?ão :tima mala grande, uma machina de coslura, uma guarda-chuva c unia trouxa de roupa.

Até agora, porém, nào appareceu o dono ou dona das prendas.

0 Dr. Muniz tle Aragão vae fazer n rc-moção desses objectos para a Policia Cen-trai.'

CfGARETTES

"VFqn-n

sado entro as bailarinas e o seu ctnprd-sario, o Sr. Rcnlc, nada tem que ver a em-presa de que a Tlieatral Brasileira é re-presentanle nesta capital d muito menos n empresa que explora o Palace Thcalre, cujo secretario é n >W. Raul Comes, ila Silva, .pie f-ntroii nessa historia como Pilatoá no credo.

Si ha alguma reclamação por parle das bailarinas, acerescentou o Sr. Bittencourt, o que c de crer, eire vista ((a- intervenção do cônsul inglez, que pediu á nossa policia que providenciasse para que as mesmas baila-sinas, tpic são oito, c menores, fossem pro-tegidas durante a viagem paru a Europa, é com o Sr. Renk.

Mas o Sr. Renk- riada (cm a reclamar <la empresa com que fez contrato, por ;isso mesmo que esse foi cumprido á risca.

fll

Sí8i!u2

IMÊíillil

s-""'

Clianiüim a attenção dos Srs.

fumantes para a alia

novi-dade cm cigarros de luxo

com ponta, de alcacuz -

pei-- O trabalhador Ladisláo Novaes, quando] (ora"| privilegiados S()ll V

ava tomar hoie um trem em movimento „ '**,.

"* tentava tomar noje

na estação dc Iodos os Santos, caiu sob as rodas do comboio, ficando com o pé direito esmagado e diversas excoriações pelo corpo.

A policia do 10n districto teve conheci-mento tio facto e fez medicar o ferido na Assistência Mimi.ipal.

A 111

js tem interesse em

mobilar econômica e conforlavelmente vossa residência, rece-bendo o pagamento cm PRESTAÇÕES I Porque nâo aproveita V. Exn. esta OC-CASIAO ?

*.;»»¦¦

Homenagem fúnebre da colônia

austríaca no Kio aos seus

soberanos

O Sr. ministro da Anstria-Hiingria traz ao conhecimento da cooiia austro-hongurá desta capital que na próxima segunda-fei-ra, dia 0, ás 1!) e meia, terá logar na egreja tle São Francisco tle Paula uma missa soie-I mnc seguida de «Reqtiicna fimebie, pelas ai-mas de S. A." o archiduque herdeiro Fran-cisco Fernando e sua esposa, S. A. n du-que/a Sofia Hohenbcrg.

Lavem em casa com c SAi$AO MOLLE, miüca MORCEGO.

^u_i_u__c_7v___ua<T___a'___K_^ taarowa_saa_»a__p_Bs;

A CASA SALGADO-ZENBA

a commtlhíca ás silas RClitls frcgurzas que chega-| ram lindos chapéos modelo,niatiteíuix, costumes, vesliilos, ícliarpcs, bolsas, saldas de baile,

cie, tudo ., que de mais chie no genero

CAIXA DE CONVERSÃO

Entradas: 703 esterlino-, 2.260 francos, 20 marcos, 1SO$OÜO ouro nacional c 5ÇD00 ouro [lortuguez.

Saidas: 1.150 esterlinos, 1.000.840 francos e 7,0 marcos.

Entre os retirantes figurou o Banco Trans-atlântico para um milhão dc francos.

?$ cigarros deliciosos ponta de cortiça para 200 réis com valiosos brindes.

sina

ceiivislsso-Occorrem graves

aconíeci-mentos na capital da Áustria

vilAí -- Os aramos ci

mente excitados centra u Servia, cm cnn^e-piencia cia tragédia de Sarajevo, attribuida a um "complot" organisadu em Belgrado, sob a inspiração do governo.

Hontem á noite produziram-se aqui violei-ias manifestações populares contra aquelle raiz. e ainda hoje pela manhã, como protes-ío co-»íra o attentado, desfilaram milhares dc pessoas, ininterruptamente, perante o cata-Palco onde eslf.o depositados os esquifes don íotis príncipes.

A autoridades tomam sérias precauções pa-ra evitar que as manifestações anli-servias

ns-...,. . cnr!lctei, ,r;i;A era ..

Marcellino Pinto Ri-beiro, o assassino

I o tratar-se <

a,alma!-o, ouviu :t historia que o desco-ni tecido vinha contar.

E' uni desabafo. Ha muito penso cm me entregar á policia.

Um pouco mais tranqtiillo, aquelle ho-mem espadando, alto, negro, mostrando dous braços dc grandes músculos, começou a fa-lar. Disse "chamar-se Marcellino Pinto Ri-beiro, natural da Bahia, coutar 25 annos, não ler familia c viver de trabalhos aVÜt-sos.

Marcellino veiu para o Rio quando ra-pasito; mas em 1901, pelos primeiros dias tio mez dc janeiro, voltou o seu torrão nata!, fazendo, por essa oceasião, relações com um sei conterrâneo dc nome José dc tal, preto também.

Os laços dc amizade entre os dous com-pauhciros estreiturain-se bastante, a ponto tíe irem ambos morar num quarto á rua cia Praia, naquella cidade.

Viveram niuito tempo na mais completa harmonia. Um dia, porém, os dous amigos gostaram da mesma mulher, uma cr.v.ui.nha nova ainda, que mercadejava carini: ; em uma das ruas mais s:i;pcitas cia Bali.-. Lra a lustina.

íí foi cila a causa da primeira desavença. Marcellino brigou por ciúmes com José e este, no ardor da luta, esquecendo a velha íunisade que os unia, deu-lhe unia bofetada.

Mais tarde fizeram1 as pazes e, cin 1000, um anno depois, foram os dous contratados para trabalhar no seringa! do coronel

José Gonçalves, nos confins do Acre. A empresa era arriscada, mas rendosa. Partiram então os dous.

Marcellino guardava, porém, uma sede enorme de vingança, tinha um desejo ir-resistivel de tirar uma desforra clmpiella' ¦bofeíatA que o fizera perder Justiua e, eaib.t.f&ciue Relembrava,; um ,enlufr:o terei* Vel; saíittüa-lhe os • nervos. —,i . ..-.. t..

Na estação dc Alto Ptiru'5, no Acre, cos-fumavam fazer pescarias c caçadas os dous companheiros.

Em uma das vezes, na hora do sol, seu-taram-se descansando á sombra dc uma ar-vorc e fecordaram-sc mutuamente do pas-sado. Falaram de tudo e quando falaram dc Justiua, Marcellino sentiu que fora junto a cila um covarde e a idéa de vingança dominòtt-o. Subitamente disse dous desafo* ros a.o companheiro e, mais covarde ainda, empunhando a espingarda, deu ao gatilho, ferindo o companheiro mortalmente no peito. José caiu banhado cm sangue, sem poder falar;-mas os seus olhos, marejados dc ia-grimas, pareciam pedir misericórdia.

Marcellino teve pena; mas já então era preciso acabar a sua órjra.

Acabou dc matar José, espliacelando-lhe a cabeça com a coronha da arma, enterraudo-ú depois numa cova, feita iiCmomento.

Pela madrugada, Marcellino fugiu do se-ringal c andou pelo Amazonas, Matto Gros-so, Bello Horisontc, voltando depois ao Rio, or.de trabalhou na padaria do cAragão», no largo do mesmo nome, na do Andarahy, e cm muitas outras.

O assassino contou assim, tudo pormenori-sando, sua historia terrível.

Eu quero scr preso, cseu» commissario, terminou Marcellino.

E o negro confessou que assim procedia para se livrar do remorso que o não deixava, Ern toda a parte, a toda a hora, via a figura de José junto a cüe. E isto já ha cinco annos.

A's 24 horas, era sempre a hora em que a expiação augmentava. O ganido cios cães, o luar, a sombra das arvores nas ruas, por onde elle passava, tudo emfim, á essa lio-ra, o enchia dc pavor.

Si procurava dormir, nas ruas, junto a uma legreja, acordava sobresaltailo c, ton-to de somno, sentia passar pelos seus olhos a scena horrível que o perseguia. Via José deitado na poça dc sangue, com os olhos muito abertos, cheios tle lagrimas, a pedir que o não matasse. Escutava a sua voz, sentia as suas mãos que o agarravam... i F:' o remorso, ó o remorso, terminou Marcellino num grito de desespero.

A autoridade tle dia r.o <A districto fez recolher Marcellino ao xadrez, e coinuuiiii-cou o acontecido ao Dr. Francisco Vullacla-res, chefe de policia.

Ainda hoje :t policia tomará as providen-cias necessárias, para que a policia do Acre Investigue c forneça informações sobre cs-tc caso.

Marcellino, que mostra estar cm perfeito juízo, não soulie dar melhores informações sobre a sua victima.

Hoje, ás 14 IA horas, reuniu-se a com-missão de fihamjas tia Câmara doe Depu-tados", sob a presidência do Sr. Homero Ba ptista.

Teve a palavra o Sr. Caetano dá Alim-querque para emittir o seu. parecer sobre o pedido do augmento d; subvenção para a Arriszon lílver Company.

O deputado Carlos Peixoto, dando o seu vote, pediu aos representantes da imprensa que náo envenenassem as suar. palavras... S. Hx. fez largas considerações sobre o pedido, achando que a commissão deve pe. dir rniniiclosissimas informações no respe. ctivo ministro, antes tíe conceder ou negai- o augmento solicitado.

Fsse augmento 6 de mai0», 700:000$. A companhia já tem urna subVeíição de outros tantos.

Resolveu-se pedir or, esciâfèeimentos re-putádos necessários.

Pediu, então, a palavra, o Sr. Torquato Moreira, que leu uni documento deinonsíra-tivo das irregularidades qu.; se notam na Inspectoria Federa! cie Estradas de Ferro, que tem um pessoal irnmcnso, parasitário, nereebendo enormes ordenados sem traba-lhar!

Ha fiscaes que estío aqui no Rio fiscal!-sando esirnchu. no Rio Grande!!!...

O Sr. Torquato pede providencias para esse. abuso, porque a commissão tomou o compromisso de fazer economias e deve at-tender a essa vergonha.

Ficou resolvido offieiar-se aos Srs. mm!*-tros do Estado nedindo relações exactas do nessoal encostado nas diversas repartições federaes.

Nada mais havendo, foi suspensa a ses-são.

A' reumío dc hoie não compareceram ns Srs. Manoel Borba,que está etir Pernambuco, Pereira Nunes e Thomaz Cavalcanti, que 11-nou nn recinto apàíteàndo o deputado Mo-reira da Rocha.

O Sr. Tórqüátri Moreira não compareceu á reunião pássadn da commissão, por se

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IA 9- região toma medidas

re-Ia Uvas ao caso dos auditores

| Pelo quartel general da noun região liit-I litar foi publicada lioje, em detalhe, tuna , rccommendação aos auditores em serviço na-i quella regna-ião- para observarem as dna-isposna-i- disposi-j ções contidas no Decreto n, 2S7,. de 12 dc | março de !S0O, expresso lia provisão do Con-selho Supremo Militar, de 2j de outubro de 1S95, que' diz:

1 <;Os auditores dc guerra, quando futlccio. nando em conselho de guerra, devem sc apresentar fardados ao quartel general.'.

Essa observação c feila, segundo o que ápiirámos, cm vista do incidente que se cieu ha dias com o auditor dc guerra, Dr. 'na-rio Tiburcio Gomes Carneiro.

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lL)ou3

desastres quasi ao

mesmo

ten$o

Na rua Humaytá

Ao passar pelas immedlaçües do n. 104 da rua Humaytá, Sebastião Américo da Silva, mé-nor de 14 anhos, que viajava no bonde linha Jardim Botânico, a. 275, perdeu o chapéo.

Sem esperar que o bonde parasse,. Sebastião saltou, eeiuio pilhado, neto t.ebaftue.vlFtlSíjp^^ Blsfante ferido em-diversas partes- dó íorpov»' A Assistência prestou-lhe os primeiros so*1-cerros.

Na rua Jardim Botânico, um bonde da ií-nha do niesmo nome, do qua! era conduetor o motorneiro chapa n. (395, devido aos trilhos estarem molhados, foi cie encontro ú carroça n. 2.178, que seguia no mesmo ncfttidó, ava-rllintlo-a.

Destes dous desastres teve eonhceimcnío a "olicia :!r. 21" districto.

Uma barba dura de

fazer

O freguez e o barbeiro

briga-ram e fobriga-ram parar

na policia

Vicenle Mefeíli, italiano, morador á riu1 Santo Amaro n. 59, tem a barba muilo dura de fazer e |â ttm freguez exigente conuj o diabo.

Hoje, Vicente foi ao barbeiro Machado, na rua da Lapa u. 34 c tanio fez que o barbeiro <virou bicho».

Mctclli fitou com medo c saiu a correr, sem collarinho c só com metade da barba

Um liOVO partido na Argentina | feita, para a policia do ü-< districto. onde

BUENOS AIRES, 3 (A. A.) -- Nos cir-culo? politicos desta capital trata-se com actividade cia formação tic um grande par-tido para tomar parte nas próximas t''cicões prdsiuer.ciaes, não estando ainda assenlaua n escolha do candidato que deverá ser sus-tentado pelo referido partido.

Rua!. Março, 35

flgenfüs do BANCO ni NflPObl

| apresentou queixa.

O commissario de dia mandou chamar o ! Machado e vae resolver o caso da melhor j maneira possivel.

] ü Sabão ittULl.t:. hutrcíl (HUKccUU. des-i des-infecta os assoalhos. Undes-icü porcentagem de I I) 2 iíi mala ns linc!'lo« do cunim

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.-/,'i e dá tres-. cura á oelle i

se fizeram começando c!c cousa nenhuma. A Loteria Federal, a extrahir-se ama-i nhã, proporcama-innar-llama-ie-á, um bom prama-incama-ipama-io

de 200 CON rOS.:.

PüU> leva unia librãuesieiliij}; cuidado

em lavar.

,| ds Jullirt .| Gonçalves Dias n. 10

Bp. 9sorio Mascarenhas £3? pe"

Ia Fac. AM. tle Pariu interno tios Iiospilneüile 1'mirío Chiiigiaím uçrat vi.is u.riluiriasi irtolestias cie senho-ias,<iiiiii;ia inlnutili cirurgia da^arrjiinta, nnri* e ouvidos. Cons.das3ás i<la tarde. Av. iíiu Brauca

:'j'„ <-s<j, Sta. Luzia lei. 341,Cen.

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