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Dupla Gre-Nal renova aporte
máster por quatro anos
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S E X TA - F E I R A , 2 1 D E A G O S T O D E 2 0 1 5
US$ 5,7 mi
faturou Michael Bisping ao
longo da carreira no UFC; é o
lutador mais bem pago do MMA
N Ú M E R O D O D I A
E D I Ç Ã O • 3 2 3
A dupla Grêmio e Internacional fechou o mais longo patrocínio de camisa do futebol brasileiro. Em meio à crise que tem deixado clu-bes órfãos de aportes máster, os dois clubes gaúchos conseguiram assegurar a parceria do Banrisul por mais quatro anos.
Foram duas vitórias para as equipes, que há anos negociam patrocínios em conjunto. O pri-meiro, claro, no tempo de contra-to. Até então, o Banrisul assinava acordos de dois anos com a dupla do Rio Grande do Sul.
A segunda vitória está na libe-ração de uma propriedade extra dentro do uniforme. O antigo contrato com o Banrisul não permitia outra marca na parte frontal da camisa. Agora, os times poderão negociar o espaço dos ombros, o que tem sido recor-rente no futebol brasileiro. TIM na numeração e Tramontina nas mangas já compõem os unifor-mes de ambos os clubes.
Por outro lado, o valor não teve
nenhum reajuste para o próximo contrato. O acordo, aliás, ficou levemente menor. Até esta tem-porada, Grêmio e Internacional recebiam R$ 13 milhões anual-mente do banco. Com o novo contrato, os dois receberão cerca de R$ 12,9 milhões.
Uma forma de compensar essa diminuição foi com a adoção de premiação no contrato. Cada um dos clubes pode somar mais R$ 2 milhões conforme os resultados obtidos em campo. A quantia é alta, mas, claro, não é garantida.
Para as direções dos dois clubes, no entanto, a vantagem está na possibilidade de ganhar alguns milhões extras com uma nova marca no ombro.
Com o Banrisul garantido, a dupla gaúcha se livra de entrar em uma incômoda lista entre os clubes brasileiros. Hoje, times como São Paulo, Santos e até o bicampeão brasileiro Cruzeiro jogam sem um patrocínio máster. Para 2016, outros clubes sofrem com a apreensão pela provável saída da Caixa do futebol.
POR DUDA LOPES
diretor da Máquina do Esporte
POR ERICH BETING
O futebol brasileiro tem batido
recordes, nas bilheterias e nos
pro-dutos licenciados, ano após ano. Nos
outros esportes, aumenta-se a venda
do pacote de transmissão por
strea-ming da NBA no Brasil, os jogos de
vôlei, quando acontecem no país,
es-tão abarrotados, as corridas de rua
crescem a dois dígitos anualmente.
O esporte parece, a seu modo, um
elemento sem envolvimento com a
crise. Mas por que isso acontece?
A relação de desejo de consumo do
esporte é completamente diferente
daquela que envolve qualquer
ou-tra área da economia. O fã sente-se
no dever de consumir esporte. Isso
acontece, como disse outro dia
Gus-tavo de Mello, VP da NBA, pelo fato
de que o torcedor cria o hábito de
alimentar a paixão que tem por isso.
Em seu novo livro “Confronting
Capitalism”, Philip Kotler, pensador
que mais influenciou o marketing
atual, afirma que as empresas têm
um novo desafio pela frente, que é
mostrar algo de valor para a
socie-dade no que ela faz, e não buscar
acumular riqueza às custas da
ex-ploração de funcionários e clientes.
O esporte entrega, há anos,
exa-tamente essa lógica de consumo. O
fã não se vê parte de um sistema de
acumulação de riqueza de poucos
quando ele consome o esporte.
As-sim, no momento de crise, ele pode
até cortar aquela viagem fora de
hora, ou repensar se vale trocar o
carro. Mas a nova camisa do clube,
essa ele não abre mão de comprar.
E o que a empresa está
esperan-do para se apropriar dessa conexão
para falar com o consumidor? O
es-porte precisa entregar isso não só ao
fã, mas para seu parceiro comercial.
Esporte vence a crise; falta dar
isso também ao patrocinador
Umbro cria quiz para consumidor em
lançamento de novo tênis de Falcão
POR ADALBERTO LEISTER FILHO A Umbro bolou uma ação diferente para o
lançamento do novo tênis do ala Falcão, do futsal. O Falcão Pro Black & White foi produzido com uma edição limitada de 2012 pares de cada cor, em alusão ao ano em que Falcão se tornou o maior artilheiro do mundo de todas as seleções relacionadas a futebol.
O tênis foi inspirado nos dois lados do craque brasileiro: o Falcão Pro Black é para o jogador ousado, driblador e arrojado. Já o Falcão Pro White é para o atleta mais conservador.
Para o consumidor descobrir qual é o tênis que mais combina com seu estilo de jogo, a Umbro criou um hotsite com um quiz. Respondendo so-bre seu perfil e características pessoais, o cliente verá qual é seu tênis mais adequado.
“Nossa parceria com Falcão é de longa data. Para nós é uma grande honra criar um produto
exclusivo que homenageia o craque do futsal. Esse novo tênis reforça a paixão e competên-cia da Umbro em entregar produtos de qualidade com a mais alta tecnologia”, afirma Dante Grassi, gerente de marketing da Umbro Brasil.
Segundo a fabricante, o Falcão Pro Black & White foi projetado para facilitar a movimen-tação, pois possui uma mistura de materiais altamente resistentes e flexíveis que garantem o melhor desempenho do atleta.
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Para estimular a prática es-portiva e desenvolver os valores olímpicos entre os jovens, o Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro irão anunciar na próxima terça-feira (25) um acordo inédito de coope-ração entre as entidades.
A parceria unirá dois programas na área de educação: o Trans-forma, que leva as Olimpíadas para as escolas, e o Pedagogia do Exemplo, que visa incentivar o esporte entre os alunos como agente transformador e de inte-gração social.
A expectativa é de mais de cem mil crianças e jovens sejam bene-ficiados pelo acordo.
A cerimônia que selará a aliança acontecerá no Centro de Ativida-des SESI Gastão Vidigal, em São
Paulo, e contará com as presen-ças de Paulo Skaf, presidente de FIESP, SESI--SP e SENAI--SP, e Carlos Arthur Nuzman, comandante do Comitê Olím-pico do Brasil (COB) e do co-mitê organiza-dor do evento.
Atletas do SESI-SP medalhistas dos Jogos Panamericanos de Toronto e do Parapan acompa-nharão a assinatura do contrato, ao lado de destaques do Mundial de Esportes Aquáticos de Kazan, 150 atletas olímpicos, 100 atletas do programa Rendimento
Espor-tivo da entidade paulista e 150 Embaixadores do Esporte.
Em 2014, ao lançar o Peda-gogia do Exemplo, o SESI-SP já havia misturado o esporte de alto rendimento com o projeto social. Atletas e técnicos de vôlei, natação e cia. se tornaram embai-xadores da iniciativa.
POR PRISCILA BERTOZZI
Por social, Rio 2016 fecha
parceria com SESI-SP
O Burger King fez um uso pouco usual para uma empresa de alimentação em um estádio de fute-bol: utilizou o espaço recém-inaugurado no Allianz Parque, o estádio do Palmeiras, para fazer uma ação de relacionamento com a imprensa.
Para anunciar o novo estabelecimento, a rede de fast-food chamou um grupo de jornalistas para visitar o local. Na verdade, os profissionais foram levados a um passeio pela área interna do recém--reformado estádio palmeirense.
A convite da loja de alimentação, o passeio foi dirigido pela Futebol Tour, que organiza as visitas no Allianz Parque. Os convidados do Burger King
puderam conhecer espaços como vestiário, cama-rotes e área de imprensa da arena.
A nova loja foi inaugurada neste mês, com capa-cidade para 76 pessoas e acesso pela Av. Francis-co Matarazzo. Essa, aliás, é uma curiosidade: não há abertura para a parte interna da arena.
Em dias de jogos do Palmeiras, o local muda o horário de funcionamento para atender torcedo-res. Em dias comuns, a loja abre para a rua.
Uma unidade do Burger King em um estádio é uma novidade para a empresa, pelo menos na América Latina. A loja no Allianz Parque é a pri-meira a ser inaugurada em uma arena da região.
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Os corintianos que forem acompanhar o time na Arena no próximo domingo terão a oportu-nidade de entrar em contato com um esporte que tem crescido no Brasil: o rúgbi. O clube fechou uma parceria com a Confedera-ção Brasileira de Rugby (CBRu) e terá clínicas da modalidade em sua arena, em Itaquera.
Duas horas antes da partida contra o Cruzeiro, no próximo do-mingo, algumas atividades serão realizadas no estacionamento da Arena Corinthians. As traves, em formatos de “H”, serão infláveis e serão montadas no local. Crian-ças e adultos poderão participar.
Para ensinar os torcedores, estarão presentes jogadores da seleção brasileira masculina e feminina, além de alguns atletas do rúgbi do próprio Corinthians. Regras e movimentos dos jogos serão passados aos interessados pela modalidade.
Além da clínica, a CBRu fará
algumas apresentações para o público presente nas arquibanca-das. No telão, haverá um vídeo produzido pela World Rugby, que passará os valores desse esporte. Em campo, mascote e atletas da seleção brasileira desfilarão.
A parceria será feita em um domingo que deverá ter público alto na Arena Corinthians. O due-lo contra o Cruzeiro será o pri-meiro desde que o clube paulista resolveu abaixar os preços dos ingressos. Até a noite da última quinta-feira, mais de 36 mil
tíque-tes já haviam sido vendidos. Para a CBRu, a parceria será uma oportunidade de apresen-tar o esporte a mais torcedores; a modalidade estará nos Jogos Olímpicos de 2016, após uma ausência de 92 anos. Pelo lado corintiano, as atividades se so-marão ao esforço do clube em colocar o torcedor cada vez mais cedo dentro de sua arena.
A diretoria do time tem feito exibições de filme e ações com crianças. Clínica de outro esporte será a primeira vez.
POR DUDA LOPES
Corinthians e CBRu fecham
parceria para promover rúgbi
A Fifa lançou um pacote de mudanças para ten-tar melhorar a gestão do futebol. A entidade vai criar uma série de regras para conceder licença para o funcionamento dos clubes. A iniciativa foi discutida com representantes das seis confedera-ções continentais.
A entidade que comanda o futebol pretende
impor cinco normas fundamentais para a conces-são de licenças aos clubes. As equipes devem ter um programa de desenvolvimento de catego-rias de base. Na parte de infraestrutura, devem possuir estádios seguros e confortáveis. Na parte administrativa, os times devem ter técnicos e mé-dicos qualificados e uma gestão profissional.