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Predação e herbivoria

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Academic year: 2021

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Predação e herbivoria

Prof. Daniel O. Mesquita

Introdução

n A relação predador-presa intriga

pesquisadores há séculos

n Os ciclos populacionais tem contribuído

muito para a ecologia desde que Charles Elton publicou seu artigo “Periodic

fluctuations in the number of animals: their causes and effects”, em 1924

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Introdução

n Ele utilizou os dados de uma companhia que

comprava peles de caçadores, nas florestas boreais canadenses, a Hudson’s Bay

Company

n Os dados para o lince (predador) e a lebre da

neve (presa) mostravam flutuações regulares de grande magnitude

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303 Dynamics of Consumer–Resource Interactions

C H A P T E R C O N C E P T S s s IN s PREY s MODEL s satiation s PREY s state

FIGURE 15.1 Fur trapping records

revealed population cycles. Canadian fur trappers sold pelts to the Hudson’s Bay Company in Manitoba, whose records of purchases provided the data that made it possible for Charles Elton to document pronounced population cycles of fur-bearing mammals. Courtesy of Hudson’s Bay Company Archives, Provincial Archives of Manitoba.

Lepus americanus

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9/28/17

5 C H A P T E R C O N C E P T S s s IN s PREY s MODEL s satiation s PREY s state Snowshoe hare Lynx

Cycles of lynx and hare populations are highly synchronized. Year 1850 1875 1900 1925 3 6 9 40 80 120 160 0 Thousands of har es Thousands of lynx

pronounced population cycles of fur-bearing mammals. Courtesy of Hudson’s Bay Company Archives, Provincial Archives of Manitoba.

FIGURE 15.2 Population cycles of predators

and their prey may be highly synchronized. According to the records of the Hudson’s Bay Company, population cycles of the lynx and the snowshoe hare track each other closely. After D. A. MacLulich, University of Toronto Studies, Biol. Ser. No. 43 (1937).

n Flutuações tem múltiplas origens

q Relação consumo-presa-predador

q Ciclos climáticos (influenciam abundância

vegetação)

q Até estresse pode provocar redução da

capacidade reprodutiva

O que é Predação?

n É o consumo de um organismo (a presa) por

outro organismo (o predador), em que a presa está viva quando o predador a ataca pela primeira vez

q Exclui a Detrivoria (consumo de matéria orgânica morta)

Classificação dos Predadores

n Classificação Taxonômica q Carnívoros – consomem animais q Herbívoros – consomem vegetais

q Onívoros – consomem presas de mais de um nível trófico

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Classificação dos Predadores

n Classificação Funcional Tipo Diversidade de presas Modo de consumo Letalidade Exemplos Predadores Verdadeiros Grande diversidade de presas Frequentemente consomem a presa por completo Morte quase imediata após a captura Carnívoros Pastadores Grande diversidade de presas Consomem apenas parte da presa Raramente é letal a curto-prazo Grandes Herbívoros Parasitas Ataques concentrados em poucos indivíduos Consomem apenas parte da presa (hospedeiros) Raramente é letal a curto-prazo Helmintos, carrapatos, ácaros, bactérias etc.

Parasitóides Insetos, aranhas

ou isópodes Consome quase completamente Morte da presa (hospedeiro) no fim do processo

Alguns Hymenoptera e Diptera

Classificação dos Carnívoros

n Mesopredadores – são carnívoros

relativamente pequenos que consomem herbívoros

n Predadores de topo – consomem

Mesopredadores e herbívoros

Predadores e Herbívoros

n Limitam a Abundância das populações

n Predadores

q Schoener & Spiller (1995)

q Obs: Dif. de aranhas em ilhas c/s Lagartos q Exp: 10 ilhas (5c/L – 5s/L)

Predadores e Herbívoros

n Controle de populações por espécies

introduzidas

n O que são espécies introduzidas?

q É uma espécie que se estabeleceu em determinada região do mundo onde ela não existia historicamente

n O que é uma espécie invasora?

q É quando uma espécie introduzida se estabelece rapidamente e afeta negativamente as espécies nativas

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Predadores e Herbívoros

Predação e espécies introduzidas

Boiga irregularis

Predadores e Herbívoros

n Parasitóides q Controle de pragas em cítricos q Experimento em Murdoch et al. (2005) q Adicionaram grande quantidade de insetos (4 árvores) Aonidiella aurantii Aphytis melinus

Predadores e Herbívoros

n Mesopredadores – Predadores de topo

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Predadores e Herbívoros

n Herbívoros

q Austrália - Cacto-de-pera-espinhosa (substituiu o

pasto)

q Introdução Cactoblastis cactorum (mariposa)

Predadores e Herbívoros

n Herbívoros q Europa Califórnia q Erva-de-são-joão (venenosa para animais domésticos) q Chrysolina quadrigemina (besouro)

Predadores e Herbívoros

n Herbívoros q Controlam populações de plantas q Criação de bovinos, populações naturais de cervos

q Ex: Parque no Canadá

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Predadores e presas

n Ciclos em Laboratório

q Experimento de Huffaker (1958)

n Presa: Ácaro-de-seis-pontos (Eotetranychus sexmaculatus)

n Predador: Ácaro-do-oeste (Typhlodromus occidentalis) n Ciclos estáveis (ambiente complexo)

Modelos matemáticos

n Modelo de Lotka-Volterra: Verificar

oscilações na abundancia de predadores e presas, mostrando que a população de predadores é afetada pela população de presas

Alfred Lotka (1880-1949) Vito Volterra (1860-1940)

Modelos matemáticos

n 1914 a 1918 – Pesca proibida no Mar

Adriático (1ª Guerra Mundial)

q Biólogo Marinho Umberto D’Ancona notou aumento da Frequência relativa de seláquios q Peixes vendidos mercados

Modelo de Lotka-Volterra

n Um par de equações diferenciais para

descrever o sistema

n Calcular a taxa de variação na população de

presas e de predadores

(dN/dt) Variação no número de presas/variação do tempo

(rN) Crescimento exponencial população de presas com base na taxa crescimento intrínseco (r)

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Modelo de Lotka-Volterra

n Equação Presas

(dN/dt) Variação no número de presas/variação do tempo

(rN) Crescimento exponencial população de presas com base na taxa crescimento intrínseco (r) (cNP) Perda de indivíduos em virtude da predação (NP- encontro; C- captura)

Modelo de Lotka-Volterra

n Equação Predadores

(dP/dt) Variação número de predadores/variação do tempo

(acNP) Taxa de natalidade população de predadores (cNP – número de presas consumidas; a - > prole pelo consumo de presas)

(mP) Taxa de mortalidade da população de predadores

Trajetórias Predadores-Presas

n Isóclina de equilíbrio: Tamanho

populacional de uma espécie faz com que a população de outra espécie se torne estável

q Também denominada Isóclina de crescimento zero

Trajetórias Predadores-Presas

n Trajetória populacional conjunta:

Trajetória simultânea das populações de predadores e presas.

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Trajetórias Predadores-Presas

A Predação e a Herbivoria favorecem

a evolução de defesas

n Forrageio ativo n Forrageio de

emboscada (senta e espera)

Cnemidophorus ocellifer

Tropidurus hispidus

A Predação e a Herbivoria favorecem

a evolução de defesas

n Caça é dividida em eventos:

Detectar – Perseguir – Capturar – Manipular – Consumir a presa

n Presas desenvolvem estratégias para frustrar

o predador em diferentes pontos desta série

n Mas não sem a resposta dos predadores

Adaptações para explorar as presas

n Quanto maior a presa em relação ao

predador, mais difícil fica a sua aquisição

n Baleia azul – krills

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Adaptações para explorar as presas

n Leão – zebra n A forma e a função de um predador estão

intimamente relacionados com sua dieta

n Diferenças no dente indicam diferenças

ecológicas importantes

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Adaptações para explorar as presas

Adaptações para explorar as presas

n Aves como gaviões, corujas, e papagaios

tem pés em forma de garra e bico em forma de gancho para agarrar a presa e cortar em pedaços menores

n Serpentes compensam a ausência de

membros prendedores com mandíbulas distensíveis que as possibilitam engolir presas inteiras

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Adaptações para explorar as presas

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n A qualidade da dieta também depende da

adaptação dos sistemas digestores e excretores

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Adaptações para explorar as presas

A Predação e a Herbivoria favorecem

a evolução de defesas

n Defesas comportamentais

q Chamada de alarme q Evasão

q Redução da atividade

A Predação e a Herbivoria favorecem

a evolução de defesas

n Cripsia

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A Predação e a Herbivoria favorecem

a evolução de defesas

n Defesas estruturais

Carpa cruciana (Carassius carassius)

A Predação e a Herbivoria favorecem

a evolução de defesas

n Defesas Químicas e Aposematismo

Gamba americano Micrurus ibiboboca Dendrobates azureus

A Predação e a Herbivoria favorecem

a evolução de defesas

n Mimetismo das defesas químicas

q Batesiano

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A Predação e a Herbivoria favorecem

a evolução de defesas

n Custos das defesas

contra predadores q Defesas comportamentais n Redução alimentação q Defesas mecânicas n Redução crescimento e reprodução q Defesas químicas n Custo energético

A Predação e a Herbivoria favorecem

a evolução de defesas

n Adaptação de contra-ataque dos

predadores

q Defesas da presa devem favorecer a seleção de

contramedidas nos predadores (corrida armamentista)

A Predação e a Herbivoria favorecem

a evolução de defesas

n Adaptação de contra-ataque dos

predadores

q Sapo-cururu e cobra-preta Australiana

Pseudechis porphyriacus

Rhinella marina

A Predação e a Herbivoria favorecem

a evolução de defesas

n Defesas estruturais contra herbívoros

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A Predação e a Herbivoria favorecem

a evolução de defesas

n Defesas Químicas

q Fruta-do-vômito

Referências

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