CARTA DO GESTOR
D
ESEMPENHO
DOS
P
RODUTOS
GALT FIA - PERFORMANCE HISTÓRICA ALOCAÇÃO SETORIAL ATUAL
GERAL DIVIDENDO FIA - PERFORMANCE HISTÓRICA ALOCAÇÃO SETORIAL ATUAL
Junho No ano 12 meses 24 meses Desde o início
GALT FIA -0,91% -3,71% -3,32% -10,06% 33,56% IBOVESPA 0,29% 4,43% 22,07% 18,50% 33,01% 10,2% 30,6% 9,2% 6,0% 5,1% 9,5% 3,0% 6,9% 4,8% 4,7% 4,9% 5,0% 0,0% 10,0% 20,0% 30,0% 40,0% 50,0% Portfolio Cash Bancos Utilities Bens de Capital Tecnologia Alimentos e Bebidas Imobiliário Consumo e Varejo Papel e Celulose Petróleo e Gás Saúde Financeiro 9,5% 9,6% 23,6% 16,7% 18,3% 9,6% 4,8% 8,0% 0,0% 10,0% 20,0% 30,0% 40,0% 50,0% Portfolio Cash Alimentos e Bebidas Bancos Financeiro Utilities Petróleo e Gás Telefonia Consumo e Varejo 2,01% 20,18% -30,0% -20,0% -10,0% 0,0% 10,0% 20,0% 30,0%
Geral Dividendo Ibovespa
Junho No ano 12 meses 24 meses Desde o início
GERAL DIVIDENDO FIA -0,08% 3,82% 6,13% 9,76% 2,01%
IBOVESPA 0,29% 4,43% 22,07% 18,50% 20,18% 33,56% 33,01% -20,0% -10,0% 0,0% 10,0% 20,0% 30,0% 40,0% 50,0% 60,0% GALT Ibovespa
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O segundo trimestre (2T17), nesse ambiente econômico e político conturbado, mostrou que a recuperação da economia brasileira está aquém do que estava sendo projetado nos últimos meses. A inflação continuou recuando consideravelmente. Isso se deve ao recuo nos preços dos alimentos e da severa recessão. Por isso, o Banco Central (Bacen) continuou o ajuste monetário, reduzindo a taxa Selic de 12,25% para 10,25% ao ano no 2T17, 1p.p. em cada reunião (abril/17 e maio/17) e sinalizou que pode manter o ritmo no próximo encontro no dia 26 de julho e depois diminuir a magnitude nas reuniões de setembro, outubro e dezembro. Os indicadores fiscais ainda são ruins e os dados de emprego ainda complicados, com a taxa de desemprego acima dos 13%. Já os dados do externo, melhoraram nos últimos meses. Assim, observa-se que os índices de confiança e as expectativas vistas nos Relatórios Focus do Bacen (ver tabela 1 a seguir), em sua maioria, vêm melhorando e indicando continuidade nesse processo lento de ajuste da economia brasileira.
Na tabela 1, os destaques ficam por conta da taxa Selic, do IPCA e do PIB. O mercado espera que a Selic encerre 2017 em 8,5% ao ano, 0,50 p.p. abaixo do que era esperado no fim do primeiro trimestre (1T17). Existem instituições projetando a taxa Selic abaixo de 8% em 2017. O IPCA está sendo projetado bem abaixo do centro da meta de inflação (IPCA 4,5%), em 3,46% no acumulado do ano. No fim do 1T17, a projeção era do IPCA encerrando o ano em 4,12%. Já o PIB brasileiro, que já apresentava expectativa pífia de variação de 0,47% em 2017 no final de março/17, teve o cálculo revisto para 0,39%.
Da mesma maneira, para 2018, também foram revistas às estimativas. Para o próximo ano, os analistas consultados pelo Bacen, estimam que a Selic esteja em 8,25% ao ano versus 8,5% de março/17. O IPCA esperado está com variação de 4,25%, valor abaixo do projetado (4,5%) em março/17. O PIB estimado para 2018 passou de 2,5% em março/17 para 2% em junho/17.
.
C
OMENTÁRIO
E
CONÔMICO
Economia e Mercado Financeiro: análise do segundo trimestre (2T17)
Tabela 1 – Relatório Focus do Banco Central – Expectativas para 2017
dez-15 mar-16 jun-16 set-16 dez-16 mar-17 abr-17 mai-17 jun-17
IPCA (%) 5,20 6,00 5,50 5,07 4,87 4,12 4,03 3,95 3,46
IGP-DI (%) 5,30 5,50 5,58 5,50 5,13 4,20 2,70 1,62 0,34
IGP-M (%) 5,20 5,50 5,63 5,50 5,08 4,51 2,71 2,14 0,58
IPC-Fipe (%) 5,00 5,50 5,50 5,12 5,19 3,96 3,94 4,00 3,42
Taxa de câmbio - fim de período (R$/US$) 4,20 4,20 3,80 3,30 3,48 3,28 3,23 3,25 3,35 Taxa de câmbio - média do período (R$/US$) 4,10 4,17 3,74 3,36 3,40 3,18 3,18 3,19 3,26 Meta Taxa Selic - fim de período (% a.a.) 12,50 12,50 11,00 11,00 10,25 9,00 8,50 8,50 8,50 Meta Taxa Selic - média do período (% a.a.) 12,85 12,79 11,67 11,77 11,56 10,41 10,28 10,28 10,22 Dívida Líquida do Setor Público (% do PIB) 41,40 45,90 47,95 49,50 50,74 51,70 51,40 51,50 51,53 PIB (% de crescimento) 1,00 0,35 1,00 1,30 0,50 0,47 0,46 0,49 0,39 Produção Industrial (% de crescimento) 2,00 0,85 0,80 1,10 0,88 1,22 1,47 1,30 0,66 Conta Corrente (US$ bilhões) -32,00 -18,20 -12,00 -25,00 -25,35 -26,00 -25,62 -23,00 -22,00 Balança Comercial (US$ bilhões) 35,00 47,50 50,00 45,92 46,98 49,50 53,15 56,20 58,75 Invest. Estrangeiro Direto (US$ bilhões) 60,00 55,25 60,00 65,00 70,00 73,50 78,00 79,00 75,00 Preços Administrados (%) 5,50 5,50 5,50 5,50 5,54 5,50 5,50 5,51 5,10 Fonte: Banco Central
Indicadores
Notas: (1) dados coletados do Relatório Focus no fim de cada mês. (2) Em junho/17, o dado foi coletado no dia 30/06. (3) As cores na
No quadro internacional, destaque, nos Estados Unidos, para a decisão do Federal Reserve (Fed, Banco Central norte-americano) de elevar a taxa de juros em 25 pontos percentuais, levando a taxa básica para o intervalo entre 1,00% e 1,25% ao ano. No comunicado, o Fed sinalizou que pode aumentar mais uma vez o intervalo da taxa em 2017. Na Europa, viu-se que a economia da região tem conseguido se recuperar nos últimos anos. Nesse âmbito, o Banco Central Europeu (BCE) seguiu sinalizando que deve retirar os estímulos monetários. Processo que deve ser gradual, dado que o BCE está esperando a consolidação do crescimento da região. O programa de compra de ativos termina em setembro de 2018.
Nesse contexto, o Ibovespa caiu 3,21% no 2T17 em relação ao primeiro trimestre de 2017 (1T17), cabendo destacar o mês de maio/17. Nesse mês, tivemos mais um capítulo da crise política brasileira com a delação dos mandatários da JBS. A conversa gravada entre Joesley e o presidente Temer gerou grande repercussão negativa no Brasil e, por consequência, no mercado financeiro. Viu-se inclusive um novo “circuit breaker” (mecanismo usado para interromper as negociações do pregão por 30 minutos no caso de oscilações muito bruscas). O “circuit breaker” foi acionado pela primeira vez desde 2008, na crise do subprime dos Estados Unidos, que afetou o mercado financeiro global. Além desses dois momentos, o mecanismo de paralisação das negociações na bolsa brasileira, agora chamada de B3 (Brasil Bolsa Balcão), foi usado na nas seguintes crises: asiática, russa e na maxidesvalorização cambial no Brasil em 1999.
Tabela 2 – Relatório Focus do Banco Central – Expectativas para 2018
dez-15 mar-16 jun-16 set-16 dez-16 mar-17 abr-17 mai-17 jun-17
IPCA (%) 5,00 5,45 4,80 4,50 4,50 4,50 4,30 4,40 4,25
IGP-DI (%) 5,00 5,50 5,00 5,00 4,91 4,60 4,50 4,50 4,50
IGP-M (%) 5,00 5,00 5,00 5,00 4,84 4,55 4,50 4,50 4,50
IPC-Fipe (%) 4,90 5,00 4,90 4,50 4,50 4,50 4,50 4,50 4,50
Taxa de câmbio - fim de período (R$/US$) 4,20 4,20 3,78 3,55 3,50 3,40 3,38 3,37 3,40 Taxa de câmbio - média do período (R$/US$) 4,13 4,15 3,75 3,50 3,48 3,36 3,35 3,33 3,40 Meta Taxa Selic - fim de período (% a.a.) 11,00 11,00 10,50 10,00 9,75 8,50 8,50 8,50 8,25 Meta Taxa Selic - média do período (% a.a.) 11,00 11,44 10,75 10,43 10,00 8,75 8,56 8,50 8,25 Dívida Líquida do Setor Público (% do PIB) 41,50 46,75 50,70 54,50 55,35 55,00 55,00 55,20 55,17
PIB (% de crescimento) 1,75 1,50 2,00 2,01 2,30 2,50 2,50 2,48 2,00
Produção Industrial (% de crescimento) 2,49 1,83 2,00 2,25 2,10 2,10 2,50 2,50 2,30 Conta Corrente (US$ bilhões) -36,90 -22,85 -25,00 -30,20 -34,00 -36,50 -37,00 -36,95 -33,80 Balança Comercial (US$ bilhões) 31,50 45,20 45,00 40,00 39,03 41,20 41,10 43,12 46,00 Invest. Estrangeiro Direto (US$ bilhões) 60,00 59,00 60,00 65,00 70,00 74,00 80,00 78,75 75,00
Preços Administrados (%) 4,70 5,00 4,70 4,60 4,80 4,55 4,71 4,70 4,70
Fonte: Banco Central
Indicadores
Notas: (1) dados coletados do Relatório Focus no fim de cada mês. (2) Em junho/17, o dado foi coletado no dia 30/06. (3) As cores na tabela indicam mudança nas expectativas do mercado, para melhor (verde), para pior (vermelho).
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Nesse quadro, vale observar que ao contrário da bolsa brasileira, os índices das bolsas selecionadas na tabela 3 tiveram alta no 2T17 em sua maioria. Destaque para a elevação dos índices Nikkei (+5,95%) do Japão e Dow Jones (3,32%) dos Estados Unidos. Também vale comparar o desempenho do Ibovespa com outros índices da bolsa brasileira (BM&FBovespa). Nesse caso, compara-se o desempenho no primeiro semestre (1SEM17). O Ibovespa no 1SEM17 apresentou alta de 4,44%. Destaque, no caso dos Índices Amplos, para a alta de 19,28% do Índice Small Caps no período. No caso dos Índices Setoriais, teve ênfase o Índice Imobiliário (IMOB) com elevação de 14,21% no 1SEM17 na “mais pura expectativa”, visto que o desempenho das empresas do setor é ruim.
Diante do cenário descrito, observou-se que houve valorização do dólar frente ao real na comparação entre o 2T17 e o 1T17. Isso se deve ambiente político e econômico turbulentos, sobretudo após a delação da JBS.
Nesse ambiente, viu-se que os preços das commodities tiveram forte queda no 2T17 na comparação com o 1T17. Na baixa, destaque para a queda no preço do Minério de Ferro (-19,21%) e do preço do barril de petróleo (-9,85%) no período (ver tabela 6).
Em suma, observou-se, internamente, que os números de atividade econômica apresentaram piora até o fim de junho na comparação com março. Já os de inflação, seguiram surpreendendo positivamente, inclusive com o IPCA abaixo do centro da meta. Meta essa, que para 2019 e 2020 foi reduzida para IPCA igual a 4,25% e 4,00%, respectivamente. Ademais, o mercado financeiro segue aguardando o desfecho das reformas previdenciária e trabalhista, com possibilidade menor de aprovação como o governo planejava dado o enfraquecimento do presidente Michel Temer levando, por consequência, a perda de apoio no Congresso. Externamente, permanecem as incertezas quanto ao desempenho da economia dos Estados Unidos e das demais economias avançadas e a velocidade do ajuste monetário.
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Após a bomba política e queda de maio, tivemos um junho de mais “calmaria” na bolsa brasileira. Aconteceu o que parecia pouco provável depois do dia 17 de maio: o presidente Michel Temer permaneceu no cargo. Isso não significa que a agonia com a crise política brasileira tenha terminado, ao contrário. O presidente escapou do TSE, viajou para a Rússia e a Noruega, em dado momento pensou que fosse a Suécia, foi vaiado até fora do Brasil, mas permanece no cargo até a edição desta carta. Nesse ambiente, o Ibovespa ficou praticamente estável em junho (conforme gráfico abaixo), encerrando o mês com leve alta de 0,30%.
Então, não sabemos qual será o desfecho da crise política e quais seus reflexos na economia, nas empresas e nas carteiras que gerimos. Sabemos buscar boas empresas e analisar sinais e tendências da macroeconomia que seguirão independente de quem estará no poder. E nesse sentido, destacamos a tendência de um dos principais vetores para o mercado de ações no Brasil: a queda da taxa Selic. Conforme podemos observar no gráfico a seguir, pontuados nos círculos em roxo, a Selic tem forte relação com o Ibovespa na maior parte dos ciclos de afrouxamento monetário. Com exceção do período de grandes aventuras da “querida Dilma”, onde a taxa de juros caiu e o Ibovespa não subiu por lambanças da ex-presidente nos mais diversos campos possíveis.
C
OMENTÁRIO
DO
G
ESTOR
Após a bomba política, “calmaria” na bolsa e oportunidades.
Fonte: Banco Central
67.540 61.597 62.711 62.899 56.000 58.000 60.000 62.000 64.000 66.000 68.000 70.000 02 /0 5/ 20 17 09 /0 5/ 20 17 16 /0 5/ 20 17 23 /0 5/ 20 17 30 /0 5/ 20 17 06 /0 6/ 20 17 13 /0 6/ 20 17 20 /0 6/ 20 17 27 /0 6/ 20 17 em p on tos
Em suma, apesar do baixo crescimento da economia brasileira até o momento, que vem desde 2014, acreditamos que o desempenho será melhor do que o apresentado nesses últimos anos, ainda que o ritmo de recuperação seja bastante gradual. Mesmo com a ameaça de que algumas reformas não se concretizem, medidas econômicas estão sendo tomadas. Além disso, o efeito da taxa juros será bastante relevante na economia real e, por consequência, no mercado de ações. O reflexo do afrouxamento monetário ainda não se materializou devido, sobretudo, ao fato dos bancos brasileiros ainda não terem repassado a redução da Selic para o custo do crédito às empresas e consumidores. Quando isso acontecer, teremos impactos positivos importantes tanto na economia real, quanto na busca por retornos maiores nos ativos financeiros que superarem os da renda fixa, o que é possibilidade no mercado de renda variável, tanto em fundos de ações como diretamente nos ativos, que tem essas oportunidades.
Atenciosamente,
Equipe de Gestão
Fonte: Banco Central
0,0 10000,0 20000,0 30000,0 40000,0 50000,0 60000,0 70000,0 80000,0 0 5 10 15 20 25 30 ja n -03 ag o -03 m ar -04 o u t-04 m ai -05 d e z-05 ju l-06 fe v-07 se t-07 ab r-08 n o v-08 ju n -09 ja n -10 ag o -10 m ar -11 o u t-11 m ai -12 d e z-12 ju l-13 fe v-14 se t-14 ab r-15 n o v-15 ju n -16 ja n -17 Se lic
Ibovespa x Selic
SELIC IBOV8 Geral Investimentos | Gestão de Recursos - www.geralinvestimentos.com.br
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