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Contos brasileiros contemporâneos

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Academic year: 2021

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DESCRIÇÃO DO PROJETO DE LEITURA Um POUCO SObRE O AUTOR

Procuramos contextualizar o autor e sua obra no panorama da literatura brasileira para jovens e adultos.

RESEnhA

Apresentamos uma síntese da obra para que o professor, antecipando a temática, o enredo e seu desenvolvimento, possa avaliar a pertinência da adoção, levando em conta as possibilidades e necessidades de seus alunos.

COmEnTáRIOS SObRE A ObRA

Apontamos alguns aspectos da obra, consi-derando as características do gênero a que pertence, analisando a temática, a perspec-tiva com que é abordada, sua organização estrutural e certos recursos expressivos em-pregados pelo autor.

O homem não encontra sua imagem na extensão dos conhecimentos que adquire; ele encontra uma imagem de si mesmo nas perguntas que faz.

(André Malraux, escritor francês, 1901-1976)

e madura a nossa própria existência. Deve-mos ir aos livros não como alunos tímidos que temem aproximar-se de mestres frios e indiferentes; não como os ociosos que passam o tempo a beber. Mas, sim, como alpinistas a galgar alturas, como guerrei-ros que acorrem ao quartel para buscar armas”.

A variedade de gêneros textuais desta coleção de antologias — crônica, teatro, poesia, carta, conto, cordel etc. — amplia o horizonte dos jovens leitores e constitui, por si só, um agente motivador de leitura. E como os livros são compostos de textos cur-tos, os alunos podem lê-los na própria sala de aula, facilitando o acompanhamento do professor, que deve ser um incentivador, aquele que cria condições para os debates de idéias, que sabe escolher as atividades mais adequadas às turmas. O professor participa como um dos leitores dos textos, mas um leitor especial, por sua experiên-cia, e não por ser uma presença autoritá-ria, que imponha uma interpretação. Ao contrário, ele deve estar sempre aberto à participação dos alunos, mas sem esquecer de ensiná-los a examinar criticamente suas interpretações.

Por meio dos livros desta coleção, o aluno terá ainda uma visão abrangente da cultura brasileira. Terá a oportunidade

de fazer vários percursos históricos, conhe-cendo autores de hoje e de ontem. Passará pela literatura de cordel, pelo folclore, pela história. Tomará contato com uma ampla variedade de estilos literários e afi-nará sua sensibilidade para questões de linguagem.

No mundo de hoje, massificado e massi-ficante, o trabalho com a leitura se torna mais urgente do que nunca. Ajudar o aluno a se tornar um leit or crítico é ajudá-lo a se desenvolver como pessoa, é dar-lhe auto-nomia de pensamento. Discutir com ele as questões suscitadas pela leitura é

estimular-lhe o raciocínio, fazê-lo perceber as várias facetas de um problema, é ensiná-lo a con-siderar as coisas de outros pontos de vista, a levar em conta os argumentos alheios. É, enfim, ajudá-lo a se tornar maduro e a ser autocrítico.

A vida palpita na literatura.

Saibamos recriar essa vida na sala de aula, ajudando os alunos a perceber que os livros convidam a um diálogo, a uma troca de idéias, e que toda leitura, no fundo, é um reencontro do leitor consigo mesmo, em busca de respostas para suas inquietações mais profundas.

A vida palpita na literatura.

A experiência da leitura nos faz mer-gulhar no âmago da vida, nos descortina outras formas de existência, nos abre hori-zontes insuspeitados, nos leva de volta para dentro de nós mesmos, nos inquieta com perguntas provocantes. Essa é a grande força da literatura e, por isso, ela deve ser introduzida na sala de aula — porque tem uma função educativa, e não meramente escolar.

A literatura não traz respostas; ao contrá-rio, ela é, na verdade, uma pergunta que desafia o leitor. E a boa literatura nada mais é do que uma boa pergunta, daquelas que nos fazem refletir, que mexem com nossas convicções e alargam nossos horizontes, exatamente como deve ser a boa educação intelectual.

Por isso, quando lemos literatura, le-mos a vida. Quando discutile-mos um texto, discutimos a vida, as reações humanas, os problemas da existência. Aparentemente, ela nos distancia da realidade, mas só por alguns momentos, pois logo em seguida nos devolve ao mundo ainda mais lúcidos. Como diz o escritor alemão Hermann Hes-se, “não devemos ler para esquecer-nos de nós mesmos e de nossa vida cotidiana, mas, ao contrário, para reassumir em nossas mãos firmes e de maneira mais consciente

PROPOSTAS DE ATIvIDADES a) antes da leitura

Os sentidos que atribuímos ao que se lê dependem, e muito, de nossas experiências anteriores em relação à temática explorada pelo texto, bem como de nossa familiaridade com a prática leitora. As atividades sugeridas neste item favorecem a ativação dos conhe-cimentos prévios necessários à compreensão e interpretação do escrito.

• Explicitação dos conhecimentos prévios necessários à compreensão do texto.

• Antecipação de conteúdos tratados no texto a partir da observação de indicadores como título da obra ou dos capítulos, capa, ilustração, informações presentes na quarta capa, etc. • Explicitação dos conteúdos da obra a partir dos indicadores observados.

b) durante a leitura

São apresentados alguns objetivos orienta-dores para a leitura, focalizando aspectos que auxiliem a construção dos sentidos do texto pelo leitor.

• Leitura global do texto.

• Caracterização da estrutura do texto. • Identificação das articulações temporais e lógicas responsáveis pela coesão textual. • Apreciação de recursos expressivos empre-gados pelo autor.

c) depois da leitura

São propostas atividades para permitir melhor compreensão e interpretação da obra, indican-do, quando for o caso, a pesquisa de assuntos relacionados aos conteúdos das diversas áreas curriculares, bem como a reflexão a respeito de temas que permitam a inserção do aluno no debate de questões contemporâneas.

F nas tramas do texto

• Compreensão global do texto a partir de reprodução oral ou escrita do que foi lido ou Com esses elementos, o professor irá

iden-tificar os conteúdos das diferentes áreas do conhecimento que poderão ser abordados, os temas que poderão ser discutidos e os recursos lingüísticos que poderão ser explo-rados para ampliar a competência leitora e escritora dos alunos.

QUADRO-SÍnTESE

O quadro-síntese permite uma visualização rápida de alguns dados a respeito da obra e de seu tratamento didático: a indicação do gênero, das palavras-chave, das áreas e temas transversais envolvidos nas atividades propostas; sugestão de leitor presumido para a obra em questão. Gênero: Palavras-chave: Áreas envolvidas: Temas transversais: Público-alvo:

de respostas a questões formuladas pelo pro-fessor em situação de leitura compartilhada. • Apreciação dos recursos expressivos em-pregados na obra.

• Identificação e avaliação dos pontos de vista sustentados pelo autor.

• Discussão de diferentes pontos de vista e opiniões diante de questões polêmicas. • Produção de outros textos verbais ou ainda de trabalhos que contemplem as diferentes lin-guagens artísticas: teatro, música, artes plásticas, etc.

F nas telas do cinema

• Indicação de filmes, disponíveis em VHS ou DVD, que tenham alguma articulação com a obra analisada, tanto em relação à temática como à estrutura composicional.

F nas ondas do som

• Indicação de obras musicais que tenham alguma relação com a temática ou estrutura da obra analisada.

F nos enredos do real

• Ampliação do trabalho para a pesquisa de informações complementares numa dimen-são interdisciplinar.

DICAS DE LEITURA

Sugestões de outros livros relacionados de alguma maneira ao que está sendo lido, esti-mulando o desejo de enredar-se nas veredas literárias e ler mais:

w do mesmo autor;

w sobre o mesmo assunto e gênero; w leitura de desafio.

Indicação de título que se imagina além do grau de autonomia do leitor virtual da obra analisada, com a finalidade de ampliar o horizonte de expectativas do aluno-leitor, encaminhando-o para a literatura adulta.

AntologiA de contoS

contos brasileiros contemporâneos

leituras da vida

Douglas Tufano

2 3 4

Projeto de Leitura

Douglas Tufano

Maria José nóbrega

organização e apresentação de

JulietA de godoy lAdeirA

CONTO

Lendo & Relendo

(2)

DESCRIÇÃO DO PROJETO DE LEITURA Um POUCO SObRE O AUTOR

Procuramos contextualizar o autor e sua obra no panorama da literatura brasileira para jovens e adultos.

RESEnhA

Apresentamos uma síntese da obra para que o professor, antecipando a temática, o enredo e seu desenvolvimento, possa avaliar a pertinência da adoção, levando em conta as possibilidades e necessidades de seus alunos.

COmEnTáRIOS SObRE A ObRA

Apontamos alguns aspectos da obra, consi-derando as características do gênero a que pertence, analisando a temática, a perspec-tiva com que é abordada, sua organização estrutural e certos recursos expressivos em-pregados pelo autor.

O homem não encontra sua imagem na extensão dos conhecimentos que adquire; ele encontra uma imagem de si mesmo nas perguntas que faz.

(André Malraux, escritor francês, 1901-1976)

e madura a nossa própria existência. Deve-mos ir aos livros não como alunos tímidos que temem aproximar-se de mestres frios e indiferentes; não como os ociosos que passam o tempo a beber. Mas, sim, como alpinistas a galgar alturas, como guerrei-ros que acorrem ao quartel para buscar armas”.

A variedade de gêneros textuais desta coleção de antologias — crônica, teatro, poesia, carta, conto, cordel etc. — amplia o horizonte dos jovens leitores e constitui, por si só, um agente motivador de leitura. E como os livros são compostos de textos cur-tos, os alunos podem lê-los na própria sala de aula, facilitando o acompanhamento do professor, que deve ser um incentivador, aquele que cria condições para os debates de idéias, que sabe escolher as atividades mais adequadas às turmas. O professor participa como um dos leitores dos textos, mas um leitor especial, por sua experiên-cia, e não por ser uma presença autoritá-ria, que imponha uma interpretação. Ao contrário, ele deve estar sempre aberto à participação dos alunos, mas sem esquecer de ensiná-los a examinar criticamente suas interpretações.

Por meio dos livros desta coleção, o aluno terá ainda uma visão abrangente da cultura brasileira. Terá a oportunidade

de fazer vários percursos históricos, conhe-cendo autores de hoje e de ontem. Passará pela literatura de cordel, pelo folclore, pela história. Tomará contato com uma ampla variedade de estilos literários e afi-nará sua sensibilidade para questões de linguagem.

No mundo de hoje, massificado e massi-ficante, o trabalho com a leitura se torna mais urgente do que nunca. Ajudar o aluno a se tornar um leit or crítico é ajudá-lo a se desenvolver como pessoa, é dar-lhe auto-nomia de pensamento. Discutir com ele as questões suscitadas pela leitura é

estimular-lhe o raciocínio, fazê-lo perceber as várias facetas de um problema, é ensiná-lo a con-siderar as coisas de outros pontos de vista, a levar em conta os argumentos alheios. É, enfim, ajudá-lo a se tornar maduro e a ser autocrítico.

A vida palpita na literatura.

Saibamos recriar essa vida na sala de aula, ajudando os alunos a perceber que os livros convidam a um diálogo, a uma troca de idéias, e que toda leitura, no fundo, é um reencontro do leitor consigo mesmo, em busca de respostas para suas inquietações mais profundas.

A vida palpita na literatura.

A experiência da leitura nos faz mer-gulhar no âmago da vida, nos descortina outras formas de existência, nos abre hori-zontes insuspeitados, nos leva de volta para dentro de nós mesmos, nos inquieta com perguntas provocantes. Essa é a grande força da literatura e, por isso, ela deve ser introduzida na sala de aula — porque tem uma função educativa, e não meramente escolar.

A literatura não traz respostas; ao contrá-rio, ela é, na verdade, uma pergunta que desafia o leitor. E a boa literatura nada mais é do que uma boa pergunta, daquelas que nos fazem refletir, que mexem com nossas convicções e alargam nossos horizontes, exatamente como deve ser a boa educação intelectual.

Por isso, quando lemos literatura, le-mos a vida. Quando discutile-mos um texto, discutimos a vida, as reações humanas, os problemas da existência. Aparentemente, ela nos distancia da realidade, mas só por alguns momentos, pois logo em seguida nos devolve ao mundo ainda mais lúcidos. Como diz o escritor alemão Hermann Hes-se, “não devemos ler para esquecer-nos de nós mesmos e de nossa vida cotidiana, mas, ao contrário, para reassumir em nossas mãos firmes e de maneira mais consciente

PROPOSTAS DE ATIvIDADES a) antes da leitura

Os sentidos que atribuímos ao que se lê dependem, e muito, de nossas experiências anteriores em relação à temática explorada pelo texto, bem como de nossa familiaridade com a prática leitora. As atividades sugeridas neste item favorecem a ativação dos conhe-cimentos prévios necessários à compreensão e interpretação do escrito.

• Explicitação dos conhecimentos prévios necessários à compreensão do texto.

• Antecipação de conteúdos tratados no texto a partir da observação de indicadores como título da obra ou dos capítulos, capa, ilustração, informações presentes na quarta capa, etc. • Explicitação dos conteúdos da obra a partir dos indicadores observados.

b) durante a leitura

São apresentados alguns objetivos orienta-dores para a leitura, focalizando aspectos que auxiliem a construção dos sentidos do texto pelo leitor.

• Leitura global do texto.

• Caracterização da estrutura do texto. • Identificação das articulações temporais e lógicas responsáveis pela coesão textual. • Apreciação de recursos expressivos empre-gados pelo autor.

c) depois da leitura

São propostas atividades para permitir melhor compreensão e interpretação da obra, indican-do, quando for o caso, a pesquisa de assuntos relacionados aos conteúdos das diversas áreas curriculares, bem como a reflexão a respeito de temas que permitam a inserção do aluno no debate de questões contemporâneas.

F nas tramas do texto

• Compreensão global do texto a partir de reprodução oral ou escrita do que foi lido ou Com esses elementos, o professor irá

iden-tificar os conteúdos das diferentes áreas do conhecimento que poderão ser abordados, os temas que poderão ser discutidos e os recursos lingüísticos que poderão ser explo-rados para ampliar a competência leitora e escritora dos alunos.

QUADRO-SÍnTESE

O quadro-síntese permite uma visualização rápida de alguns dados a respeito da obra e de seu tratamento didático: a indicação do gênero, das palavras-chave, das áreas e temas transversais envolvidos nas atividades propostas; sugestão de leitor presumido para a obra em questão. Gênero: Palavras-chave: Áreas envolvidas: Temas transversais: Público-alvo:

de respostas a questões formuladas pelo pro-fessor em situação de leitura compartilhada. • Apreciação dos recursos expressivos em-pregados na obra.

• Identificação e avaliação dos pontos de vista sustentados pelo autor.

• Discussão de diferentes pontos de vista e opiniões diante de questões polêmicas. • Produção de outros textos verbais ou ainda de trabalhos que contemplem as diferentes lin-guagens artísticas: teatro, música, artes plásticas, etc.

F nas telas do cinema

• Indicação de filmes, disponíveis em VHS ou DVD, que tenham alguma articulação com a obra analisada, tanto em relação à temática como à estrutura composicional.

F nas ondas do som

• Indicação de obras musicais que tenham alguma relação com a temática ou estrutura da obra analisada.

F nos enredos do real

• Ampliação do trabalho para a pesquisa de informações complementares numa dimen-são interdisciplinar.

DICAS DE LEITURA

Sugestões de outros livros relacionados de alguma maneira ao que está sendo lido, esti-mulando o desejo de enredar-se nas veredas literárias e ler mais:

w do mesmo autor;

w sobre o mesmo assunto e gênero; w leitura de desafio.

Indicação de título que se imagina além do grau de autonomia do leitor virtual da obra analisada, com a finalidade de ampliar o horizonte de expectativas do aluno-leitor, encaminhando-o para a literatura adulta.

AntologiA de contoS

contos brasileiros contemporâneos

leituras da vida

Douglas Tufano

2 3 4

Projeto de Leitura

Douglas Tufano

Maria José nóbrega

organização e apresentação de

JulietA de godoy lAdeirA

CONTO

Lendo & Relendo

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DESCRIÇÃO DO PROJETO DE LEITURA Um POUCO SObRE O AUTOR

Procuramos contextualizar o autor e sua obra no panorama da literatura brasileira para jovens e adultos.

RESEnhA

Apresentamos uma síntese da obra para que o professor, antecipando a temática, o enredo e seu desenvolvimento, possa avaliar a pertinência da adoção, levando em conta as possibilidades e necessidades de seus alunos.

COmEnTáRIOS SObRE A ObRA

Apontamos alguns aspectos da obra, consi-derando as características do gênero a que pertence, analisando a temática, a perspec-tiva com que é abordada, sua organização estrutural e certos recursos expressivos em-pregados pelo autor.

O homem não encontra sua imagem na extensão dos conhecimentos que adquire; ele encontra uma imagem de si mesmo nas perguntas que faz.

(André Malraux, escritor francês, 1901-1976)

e madura a nossa própria existência. Deve-mos ir aos livros não como alunos tímidos que temem aproximar-se de mestres frios e indiferentes; não como os ociosos que passam o tempo a beber. Mas, sim, como alpinistas a galgar alturas, como guerrei-ros que acorrem ao quartel para buscar armas”.

A variedade de gêneros textuais desta coleção de antologias — crônica, teatro, poesia, carta, conto, cordel etc. — amplia o horizonte dos jovens leitores e constitui, por si só, um agente motivador de leitura. E como os livros são compostos de textos cur-tos, os alunos podem lê-los na própria sala de aula, facilitando o acompanhamento do professor, que deve ser um incentivador, aquele que cria condições para os debates de idéias, que sabe escolher as atividades mais adequadas às turmas. O professor participa como um dos leitores dos textos, mas um leitor especial, por sua experiên-cia, e não por ser uma presença autoritá-ria, que imponha uma interpretação. Ao contrário, ele deve estar sempre aberto à participação dos alunos, mas sem esquecer de ensiná-los a examinar criticamente suas interpretações.

Por meio dos livros desta coleção, o aluno terá ainda uma visão abrangente da cultura brasileira. Terá a oportunidade

de fazer vários percursos históricos, conhe-cendo autores de hoje e de ontem. Passará pela literatura de cordel, pelo folclore, pela história. Tomará contato com uma ampla variedade de estilos literários e afi-nará sua sensibilidade para questões de linguagem.

No mundo de hoje, massificado e massi-ficante, o trabalho com a leitura se torna mais urgente do que nunca. Ajudar o aluno a se tornar um leit or crítico é ajudá-lo a se desenvolver como pessoa, é dar-lhe auto-nomia de pensamento. Discutir com ele as questões suscitadas pela leitura é

estimular-lhe o raciocínio, fazê-lo perceber as várias facetas de um problema, é ensiná-lo a con-siderar as coisas de outros pontos de vista, a levar em conta os argumentos alheios. É, enfim, ajudá-lo a se tornar maduro e a ser autocrítico.

A vida palpita na literatura.

Saibamos recriar essa vida na sala de aula, ajudando os alunos a perceber que os livros convidam a um diálogo, a uma troca de idéias, e que toda leitura, no fundo, é um reencontro do leitor consigo mesmo, em busca de respostas para suas inquietações mais profundas.

A vida palpita na literatura.

A experiência da leitura nos faz mer-gulhar no âmago da vida, nos descortina outras formas de existência, nos abre hori-zontes insuspeitados, nos leva de volta para dentro de nós mesmos, nos inquieta com perguntas provocantes. Essa é a grande força da literatura e, por isso, ela deve ser introduzida na sala de aula — porque tem uma função educativa, e não meramente escolar.

A literatura não traz respostas; ao contrá-rio, ela é, na verdade, uma pergunta que desafia o leitor. E a boa literatura nada mais é do que uma boa pergunta, daquelas que nos fazem refletir, que mexem com nossas convicções e alargam nossos horizontes, exatamente como deve ser a boa educação intelectual.

Por isso, quando lemos literatura, le-mos a vida. Quando discutile-mos um texto, discutimos a vida, as reações humanas, os problemas da existência. Aparentemente, ela nos distancia da realidade, mas só por alguns momentos, pois logo em seguida nos devolve ao mundo ainda mais lúcidos. Como diz o escritor alemão Hermann Hes-se, “não devemos ler para esquecer-nos de nós mesmos e de nossa vida cotidiana, mas, ao contrário, para reassumir em nossas mãos firmes e de maneira mais consciente

PROPOSTAS DE ATIvIDADES a) antes da leitura

Os sentidos que atribuímos ao que se lê dependem, e muito, de nossas experiências anteriores em relação à temática explorada pelo texto, bem como de nossa familiaridade com a prática leitora. As atividades sugeridas neste item favorecem a ativação dos conhe-cimentos prévios necessários à compreensão e interpretação do escrito.

• Explicitação dos conhecimentos prévios necessários à compreensão do texto.

• Antecipação de conteúdos tratados no texto a partir da observação de indicadores como título da obra ou dos capítulos, capa, ilustração, informações presentes na quarta capa, etc. • Explicitação dos conteúdos da obra a partir dos indicadores observados.

b) durante a leitura

São apresentados alguns objetivos orienta-dores para a leitura, focalizando aspectos que auxiliem a construção dos sentidos do texto pelo leitor.

• Leitura global do texto.

• Caracterização da estrutura do texto. • Identificação das articulações temporais e lógicas responsáveis pela coesão textual. • Apreciação de recursos expressivos empre-gados pelo autor.

c) depois da leitura

São propostas atividades para permitir melhor compreensão e interpretação da obra, indican-do, quando for o caso, a pesquisa de assuntos relacionados aos conteúdos das diversas áreas curriculares, bem como a reflexão a respeito de temas que permitam a inserção do aluno no debate de questões contemporâneas.

F nas tramas do texto

• Compreensão global do texto a partir de reprodução oral ou escrita do que foi lido ou Com esses elementos, o professor irá

iden-tificar os conteúdos das diferentes áreas do conhecimento que poderão ser abordados, os temas que poderão ser discutidos e os recursos lingüísticos que poderão ser explo-rados para ampliar a competência leitora e escritora dos alunos.

QUADRO-SÍnTESE

O quadro-síntese permite uma visualização rápida de alguns dados a respeito da obra e de seu tratamento didático: a indicação do gênero, das palavras-chave, das áreas e temas transversais envolvidos nas atividades propostas; sugestão de leitor presumido para a obra em questão. Gênero: Palavras-chave: Áreas envolvidas: Temas transversais: Público-alvo:

de respostas a questões formuladas pelo pro-fessor em situação de leitura compartilhada. • Apreciação dos recursos expressivos em-pregados na obra.

• Identificação e avaliação dos pontos de vista sustentados pelo autor.

• Discussão de diferentes pontos de vista e opiniões diante de questões polêmicas. • Produção de outros textos verbais ou ainda de trabalhos que contemplem as diferentes lin-guagens artísticas: teatro, música, artes plásticas, etc.

F nas telas do cinema

• Indicação de filmes, disponíveis em VHS ou DVD, que tenham alguma articulação com a obra analisada, tanto em relação à temática como à estrutura composicional.

F nas ondas do som

• Indicação de obras musicais que tenham alguma relação com a temática ou estrutura da obra analisada.

F nos enredos do real

• Ampliação do trabalho para a pesquisa de informações complementares numa dimen-são interdisciplinar.

DICAS DE LEITURA

Sugestões de outros livros relacionados de alguma maneira ao que está sendo lido, esti-mulando o desejo de enredar-se nas veredas literárias e ler mais:

w do mesmo autor;

w sobre o mesmo assunto e gênero; w leitura de desafio.

Indicação de título que se imagina além do grau de autonomia do leitor virtual da obra analisada, com a finalidade de ampliar o horizonte de expectativas do aluno-leitor, encaminhando-o para a literatura adulta.

AntologiA de contoS

contos brasileiros contemporâneos

leituras da vida

Douglas Tufano

2 3 4

Projeto de Leitura

Douglas Tufano

Maria José nóbrega

organização e apresentação de

JulietA de godoy lAdeirA

CONTO

Lendo & Relendo

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DESCRIÇÃO DO PROJETO DE LEITURA Um POUCO SObRE O AUTOR

Procuramos contextualizar o autor e sua obra no panorama da literatura brasileira para jovens e adultos.

RESEnhA

Apresentamos uma síntese da obra para que o professor, antecipando a temática, o enredo e seu desenvolvimento, possa avaliar a pertinência da adoção, levando em conta as possibilidades e necessidades de seus alunos.

COmEnTáRIOS SObRE A ObRA

Apontamos alguns aspectos da obra, consi-derando as características do gênero a que pertence, analisando a temática, a perspec-tiva com que é abordada, sua organização estrutural e certos recursos expressivos em-pregados pelo autor.

O homem não encontra sua imagem na extensão dos conhecimentos que adquire; ele encontra uma imagem de si mesmo nas perguntas que faz.

(André Malraux, escritor francês, 1901-1976)

e madura a nossa própria existência. Deve-mos ir aos livros não como alunos tímidos que temem aproximar-se de mestres frios e indiferentes; não como os ociosos que passam o tempo a beber. Mas, sim, como alpinistas a galgar alturas, como guerrei-ros que acorrem ao quartel para buscar armas”.

A variedade de gêneros textuais desta coleção de antologias — crônica, teatro, poesia, carta, conto, cordel etc. — amplia o horizonte dos jovens leitores e constitui, por si só, um agente motivador de leitura. E como os livros são compostos de textos cur-tos, os alunos podem lê-los na própria sala de aula, facilitando o acompanhamento do professor, que deve ser um incentivador, aquele que cria condições para os debates de idéias, que sabe escolher as atividades mais adequadas às turmas. O professor participa como um dos leitores dos textos, mas um leitor especial, por sua experiên-cia, e não por ser uma presença autoritá-ria, que imponha uma interpretação. Ao contrário, ele deve estar sempre aberto à participação dos alunos, mas sem esquecer de ensiná-los a examinar criticamente suas interpretações.

Por meio dos livros desta coleção, o aluno terá ainda uma visão abrangente da cultura brasileira. Terá a oportunidade

de fazer vários percursos históricos, conhe-cendo autores de hoje e de ontem. Passará pela literatura de cordel, pelo folclore, pela história. Tomará contato com uma ampla variedade de estilos literários e afi-nará sua sensibilidade para questões de linguagem.

No mundo de hoje, massificado e massi-ficante, o trabalho com a leitura se torna mais urgente do que nunca. Ajudar o aluno a se tornar um leit or crítico é ajudá-lo a se desenvolver como pessoa, é dar-lhe auto-nomia de pensamento. Discutir com ele as questões suscitadas pela leitura é

estimular-lhe o raciocínio, fazê-lo perceber as várias facetas de um problema, é ensiná-lo a con-siderar as coisas de outros pontos de vista, a levar em conta os argumentos alheios. É, enfim, ajudá-lo a se tornar maduro e a ser autocrítico.

A vida palpita na literatura.

Saibamos recriar essa vida na sala de aula, ajudando os alunos a perceber que os livros convidam a um diálogo, a uma troca de idéias, e que toda leitura, no fundo, é um reencontro do leitor consigo mesmo, em busca de respostas para suas inquietações mais profundas.

A vida palpita na literatura.

A experiência da leitura nos faz mer-gulhar no âmago da vida, nos descortina outras formas de existência, nos abre hori-zontes insuspeitados, nos leva de volta para dentro de nós mesmos, nos inquieta com perguntas provocantes. Essa é a grande força da literatura e, por isso, ela deve ser introduzida na sala de aula — porque tem uma função educativa, e não meramente escolar.

A literatura não traz respostas; ao contrá-rio, ela é, na verdade, uma pergunta que desafia o leitor. E a boa literatura nada mais é do que uma boa pergunta, daquelas que nos fazem refletir, que mexem com nossas convicções e alargam nossos horizontes, exatamente como deve ser a boa educação intelectual.

Por isso, quando lemos literatura, le-mos a vida. Quando discutile-mos um texto, discutimos a vida, as reações humanas, os problemas da existência. Aparentemente, ela nos distancia da realidade, mas só por alguns momentos, pois logo em seguida nos devolve ao mundo ainda mais lúcidos. Como diz o escritor alemão Hermann Hes-se, “não devemos ler para esquecer-nos de nós mesmos e de nossa vida cotidiana, mas, ao contrário, para reassumir em nossas mãos firmes e de maneira mais consciente

PROPOSTAS DE ATIvIDADES a) antes da leitura

Os sentidos que atribuímos ao que se lê dependem, e muito, de nossas experiências anteriores em relação à temática explorada pelo texto, bem como de nossa familiaridade com a prática leitora. As atividades sugeridas neste item favorecem a ativação dos conhe-cimentos prévios necessários à compreensão e interpretação do escrito.

• Explicitação dos conhecimentos prévios necessários à compreensão do texto.

• Antecipação de conteúdos tratados no texto a partir da observação de indicadores como título da obra ou dos capítulos, capa, ilustração, informações presentes na quarta capa, etc. • Explicitação dos conteúdos da obra a partir dos indicadores observados.

b) durante a leitura

São apresentados alguns objetivos orienta-dores para a leitura, focalizando aspectos que auxiliem a construção dos sentidos do texto pelo leitor.

• Leitura global do texto.

• Caracterização da estrutura do texto. • Identificação das articulações temporais e lógicas responsáveis pela coesão textual. • Apreciação de recursos expressivos empre-gados pelo autor.

c) depois da leitura

São propostas atividades para permitir melhor compreensão e interpretação da obra, indican-do, quando for o caso, a pesquisa de assuntos relacionados aos conteúdos das diversas áreas curriculares, bem como a reflexão a respeito de temas que permitam a inserção do aluno no debate de questões contemporâneas.

F nas tramas do texto

• Compreensão global do texto a partir de reprodução oral ou escrita do que foi lido ou Com esses elementos, o professor irá

iden-tificar os conteúdos das diferentes áreas do conhecimento que poderão ser abordados, os temas que poderão ser discutidos e os recursos lingüísticos que poderão ser explo-rados para ampliar a competência leitora e escritora dos alunos.

QUADRO-SÍnTESE

O quadro-síntese permite uma visualização rápida de alguns dados a respeito da obra e de seu tratamento didático: a indicação do gênero, das palavras-chave, das áreas e temas transversais envolvidos nas atividades propostas; sugestão de leitor presumido para a obra em questão. Gênero: Palavras-chave: Áreas envolvidas: Temas transversais: Público-alvo:

de respostas a questões formuladas pelo pro-fessor em situação de leitura compartilhada. • Apreciação dos recursos expressivos em-pregados na obra.

• Identificação e avaliação dos pontos de vista sustentados pelo autor.

• Discussão de diferentes pontos de vista e opiniões diante de questões polêmicas. • Produção de outros textos verbais ou ainda de trabalhos que contemplem as diferentes lin-guagens artísticas: teatro, música, artes plásticas, etc.

F nas telas do cinema

• Indicação de filmes, disponíveis em VHS ou DVD, que tenham alguma articulação com a obra analisada, tanto em relação à temática como à estrutura composicional.

F nas ondas do som

• Indicação de obras musicais que tenham alguma relação com a temática ou estrutura da obra analisada.

F nos enredos do real

• Ampliação do trabalho para a pesquisa de informações complementares numa dimen-são interdisciplinar.

DICAS DE LEITURA

Sugestões de outros livros relacionados de alguma maneira ao que está sendo lido, esti-mulando o desejo de enredar-se nas veredas literárias e ler mais:

w do mesmo autor;

w sobre o mesmo assunto e gênero; w leitura de desafio.

Indicação de título que se imagina além do grau de autonomia do leitor virtual da obra analisada, com a finalidade de ampliar o horizonte de expectativas do aluno-leitor, encaminhando-o para a literatura adulta.

AntologiA de contoS

contos brasileiros contemporâneos

leituras da vida

Douglas Tufano

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Projeto de Leitura

Douglas Tufano

Maria José nóbrega

organização e apresentação de

JulietA de godoy lAdeirA

CONTO

Lendo & Relendo

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5 6 7 UM POUCO SOBRE OS AUTORES

A obra apresenta uma seleção de contos de importantes autores brasileiros do século XX, surgidos depois da chamada fase histórica do Modernismo (1922-1945). Dos escritores escolhidos, alguns se destacam sobretudo ou exclusivamente como contistas, como Dalton Trevisan, João Antônio, Luiz Vilela, Marina Colasanti, Murilo Rubião, Ricardo Ramos. Os demais, além de contos, têm uma importante produção na área do romance.

RESEnhA

Os catorze contos selecionados constituem um panorama do conto contemporâneo. A diversidade temática e estilística oferece ao leitor uma boa amostragem da riqueza da literatura brasileira nessa área. Com isso, o professor tem a oportunidade de desenvolver um trabalho não só vertical, de análise individual dos contos, mas também horizontal, de comparação de autores, estilos e correntes.

Os contos desta coletânea apresentam histórias do nosso tempo. Focalizam rela-ções familiares, desnudam conflitos sociais e psicológicos, mergulham no interior do ser humano, revelam o absurdo da vida, intro-duzem o fantástico no cotidiano.

COMEnTÁRIOS SOBRE A OBRA

Mestres na arte de condensar em poucas páginas uma situação interessante ou um drama humano, os contistas aqui reunidos conduzem o leitor pelas veredas da litera-tura, mostrando-lhe diferentes formas de representação artística da vida.

O gênero conto pode ser uma excelente porta de entrada para o universo literário. Por ser breve, pode ser lido em sala de aula com o acompanhamento do professor, que, por meio de comentários e sugestões, poderá levar o aluno a perceber aspectos importantes do estilo do autor e de sua visão de mundo, criando oportunidades para debates e atividades de expressão oral e escrita.

QUAdRO-SínTESE Gênero: conto

Palavras-chave: análise psicológica, con-flito moral, fantástico, relações familiares, mistério, crítica social

Áreas envolvidas: Língua Portuguesa Temas transversais: Ética

Público-alvo: jovem adulto PROPOSTAS dE ATIvIdAdES Antes da leitura

1. Recordar as características principais do conto, destacando a unidade de ação e a brevidade do enredo, que logo se encaminha para o clímax e desenlace.

2. Pedir aos alunos que, pelo sumário, calcu-lem a extensão média dos contos para con-firmar ou não uma das características desse tipo de texto: a brevidade do enredo. durante a leitura

1. Reunir os alunos em duplas ou trios e en-carregá-los da leitura de um ou dois contos, conforme o número de alunos. Essa distribui-ção dos textos pode ser feita por sorteio. Pe-dir que preparem uma resenha de cada conto para posterior apresentação oral à classe. Dessa resenha devem constar, pelo menos, os seguintes itens: a) informações sobre o autor; b) resumo do enredo; c) o tema do conto; d) os aspectos do conto que mais chamaram a atenção (linguagem, significado simbólico do texto, atualidade do tema etc.). Outros itens poderão ser incluídos nessa resenha, a critério dos grupos e segundo as características dos contos analisados.

2. O título de um texto muitas vezes pode despertar o interesse das pessoas, levando-as à leitura. Pedir aos alunos que imaginem

outros títulos para os contos, submetendo-os depois à apreciação dsubmetendo-os colegas, que julgarão se eles são mais interessantes do que os títulos originais. Essa atividade estimula os alunos a refletirem sobre as características principais dos contos que devem analisar.

depois da leitura F nas tramas do texto

1. Depois da apresentação oral dos alunos, pedir à classe que separe os contos em di-versos grupos, levando em conta os aspectos semelhantes entre eles, como, por exemplo, dramas familiares, amor, mistério, humor, violência etc. Os próprios alunos devem es-tabelecer os critérios que permitem o agru-pamento dos contos.

2. Sugerir aos alunos que façam uma vota-ção para escolher o melhor conto do livro, com base em critérios estabelecidos por eles mesmos. Essa atividade provavelmente esti-mulará uma releitura dos textos e chamará a atenção de alguns alunos para contos es-colhidos por outros colegas.

3. O conto “Botão-de-rosa” contém ele-mentos esquisitos, situações que provocam estranhamento. Ele é um exemplo da cor-rente chamada de “realismo mágico” ou “realismo fantástico”, que, por meio da fantasia e do inusitado, expressa uma visão crítica da vida humana. Daí o comentário do crítico Jorge Schwartz: “Não seria ou-sado afirmar que o texto ‘fantástico’, em Murilo Rubião, mascara a mais realista das literaturas”. Desafiar os alunos a refletir sobre o significado simbólico desse conto. O que podem representar o julgamento e a condenação do personagem?

4. O conto “Luz sob a porta” é feito pratica-mente de diálogos. Com grande economia de palavras, o autor constrói uma cena de gran-de intensidagran-de dramática. Propor aos alunos uma leitura dramatizada desse texto.

5. Comparar os contos “Feliz aniversário” e “Luz sob a porta”.

6. Explicar a ironia do título “Clínica de re-pouso”, do conto de Dalton Trevisan. 7. Em “A moça tecelã”, a realidade tecida pela moça não corresponde aos seus sonhos e ela acaba por desfazê-la. Discutir o sentido simbólico desse conto.

8. O mundo da imaginação invade a realida-de em “A caçada”. Mas o sonho se converte em pesadelo, e o caçador vira caça. Discutir os possíveis significados simbólicos desse conto misterioso.

9. Discutir a relação entre o título “Os mús-culos” e o desenvolvimento da história de Ignácio de Loyola Brandão.

10. Considerando o conto “Nunca é tarde, sempre é tarde”, apontar as semelhanças entre ele e o conto “A caçada”.

11. No conto “O guardador”, o foco nar-rativo é centrado em Jacarandá, um velho que ganha a vida tomando conta de carros estacionados. Ao centrar o foco narrativo nesse personagem, que visão da sociedade o autor pretende nos passar?

12. Sob o título “Circuito fechado”, Ricardo Ramos construiu cinco textos. Explicar o processo de construção dos textos e por que receberam esse título.

13. O conto “O retiro da figueira” pode ser visto como uma espécie de metáfora dos tempos modernos. Tanto os moradores do condomínio como os leitores do conto são iludidos e só descobrem a verdade no final. Qual é essa verdade? Imaginar essa história contada pelo chefe dos guardas e por um repórter de jornal.

14. Explicar o processo de construção do conto “Noivado”.

15. Explicar em que aspectos o conto “Com-posição II” rompe com a estrutura tradicional da narrativa.

F nas telas do cinema

A variedade dos temas abordados no livro permite a sugestão de numerosos filmes, que vão do humor ao trágico, passando pelo sobrenatural, romântico e policial. Algumas dicas:

• Cidade de Deus. Dir. de Fernando Meirelles e Kátia Lund. Um retrato sem maquiagem da violência no Brasil.

• O iluminado. Dir. de Stanley Kubrick. Um dos clássicos dos filmes de suspense, mistério e sobrenatural.

• Nunca te vi, sempre te amei. Dir. de David Jones. Uma história de amor muito diferente daquelas que estamos acostumados a ver. • Histórias maravilhosas. Dir. de Steven Spielberg, William Dear e Robert Zemeckis. Histórias fantásticas que provocam sustos e emocionam.

F nas ondas do som

Seria interessante pedir aos alunos que eles mesmos pesquisem músicas que tenham re-lação com os assuntos tratados nos contos. Algumas dicas:

• Ronda, de Paulo Vanzolini, uma pungente canção de amor perdido.

• De frente pro crime, de João Bosco e Aldir Blanc, sobre a violência nas ruas das cidades.

• O meu guri, de Chico Buarque, tem uma letra muito inteligente que mostra a vida de um marginal contada por sua mãe. A visão surpreendente que a mulher tem de seu fi-lho pode estimular uma conversa a respeito da importância do foco narrativo, isto é, do ângulo de visão a partir do qual uma história é contada.

dICAS dE lEITURA w de outros autores

• Os 100 melhores contos brasileiros do século XX –– Rio de Janeiro, Objetiva

• Os 100 melhores contos de crime e mistério –– Rio de Janeiro, Ediouro

• Os 100 melhores contos de humor –– Rio de Janeiro, Ediouro

• A cartomante e outros contos –– Machado de Assis, São Paulo, Moderna

• Os buracos da máscara: antologia de contos fantásticos –– São Paulo, Brasiliense

• O conto brasileiro contemporâneo –– São Paulo, Cultrix

w leitura de desafio

• A metamorfose –– Franz Kafka. Certa ma-nhã, um rapaz desperta e se vê transformado num inseto. O fantástico e o inusitado surpre-endem o leitor a cada página, desafiando-o

a elaborar um sentido simbólico para essa estranha história, uma das mais célebres da literatura universal. Sugerimos a edição pu-blicada pela Companhia das Letras.

• Decamerão –– Giovanni Boccaccio, uma famosa coletânea de breves contos popu-lares do século XIV, consagrada como uma das obras-primas da literatura universal. Reunindo humor, suspense, sátira e crítica social, essa coletânea prende a atenção do leitor do começo ao fim.

• O assassinato e outras histórias –– Anton Tchekhov, São Paulo, Cosac & Naify. Nessa coletânea vemos por que esse escritor rus-so é considerado um dos mestres do conto psicológico e um dos grandes autores da literatura universal.

AntologiA de contoS

contos brasileiros contemporâneos

organização e apresentação de

JulietA de godoy lAdeirA

CONTO

Lendo & Relendo

(6)

5 6 7 UM POUCO SOBRE OS AUTORES

A obra apresenta uma seleção de contos de importantes autores brasileiros do século XX, surgidos depois da chamada fase histórica do Modernismo (1922-1945). Dos escritores escolhidos, alguns se destacam sobretudo ou exclusivamente como contistas, como Dalton Trevisan, João Antônio, Luiz Vilela, Marina Colasanti, Murilo Rubião, Ricardo Ramos. Os demais, além de contos, têm uma importante produção na área do romance.

RESEnhA

Os catorze contos selecionados constituem um panorama do conto contemporâneo. A diversidade temática e estilística oferece ao leitor uma boa amostragem da riqueza da literatura brasileira nessa área. Com isso, o professor tem a oportunidade de desenvolver um trabalho não só vertical, de análise individual dos contos, mas também horizontal, de comparação de autores, estilos e correntes.

Os contos desta coletânea apresentam histórias do nosso tempo. Focalizam rela-ções familiares, desnudam conflitos sociais e psicológicos, mergulham no interior do ser humano, revelam o absurdo da vida, intro-duzem o fantástico no cotidiano.

COMEnTÁRIOS SOBRE A OBRA

Mestres na arte de condensar em poucas páginas uma situação interessante ou um drama humano, os contistas aqui reunidos conduzem o leitor pelas veredas da litera-tura, mostrando-lhe diferentes formas de representação artística da vida.

O gênero conto pode ser uma excelente porta de entrada para o universo literário. Por ser breve, pode ser lido em sala de aula com o acompanhamento do professor, que, por meio de comentários e sugestões, poderá levar o aluno a perceber aspectos importantes do estilo do autor e de sua visão de mundo, criando oportunidades para debates e atividades de expressão oral e escrita.

QUAdRO-SínTESE Gênero: conto

Palavras-chave: análise psicológica, con-flito moral, fantástico, relações familiares, mistério, crítica social

Áreas envolvidas: Língua Portuguesa Temas transversais: Ética

Público-alvo: jovem adulto PROPOSTAS dE ATIvIdAdES Antes da leitura

1. Recordar as características principais do conto, destacando a unidade de ação e a brevidade do enredo, que logo se encaminha para o clímax e desenlace.

2. Pedir aos alunos que, pelo sumário, calcu-lem a extensão média dos contos para con-firmar ou não uma das características desse tipo de texto: a brevidade do enredo. durante a leitura

1. Reunir os alunos em duplas ou trios e en-carregá-los da leitura de um ou dois contos, conforme o número de alunos. Essa distribui-ção dos textos pode ser feita por sorteio. Pe-dir que preparem uma resenha de cada conto para posterior apresentação oral à classe. Dessa resenha devem constar, pelo menos, os seguintes itens: a) informações sobre o autor; b) resumo do enredo; c) o tema do conto; d) os aspectos do conto que mais chamaram a atenção (linguagem, significado simbólico do texto, atualidade do tema etc.). Outros itens poderão ser incluídos nessa resenha, a critério dos grupos e segundo as características dos contos analisados.

2. O título de um texto muitas vezes pode despertar o interesse das pessoas, levando-as à leitura. Pedir aos alunos que imaginem

outros títulos para os contos, submetendo-os depois à apreciação dsubmetendo-os colegas, que julgarão se eles são mais interessantes do que os títulos originais. Essa atividade estimula os alunos a refletirem sobre as características principais dos contos que devem analisar.

depois da leitura F nas tramas do texto

1. Depois da apresentação oral dos alunos, pedir à classe que separe os contos em di-versos grupos, levando em conta os aspectos semelhantes entre eles, como, por exemplo, dramas familiares, amor, mistério, humor, violência etc. Os próprios alunos devem es-tabelecer os critérios que permitem o agru-pamento dos contos.

2. Sugerir aos alunos que façam uma vota-ção para escolher o melhor conto do livro, com base em critérios estabelecidos por eles mesmos. Essa atividade provavelmente esti-mulará uma releitura dos textos e chamará a atenção de alguns alunos para contos es-colhidos por outros colegas.

3. O conto “Botão-de-rosa” contém ele-mentos esquisitos, situações que provocam estranhamento. Ele é um exemplo da cor-rente chamada de “realismo mágico” ou “realismo fantástico”, que, por meio da fantasia e do inusitado, expressa uma visão crítica da vida humana. Daí o comentário do crítico Jorge Schwartz: “Não seria ou-sado afirmar que o texto ‘fantástico’, em Murilo Rubião, mascara a mais realista das literaturas”. Desafiar os alunos a refletir sobre o significado simbólico desse conto. O que podem representar o julgamento e a condenação do personagem?

4. O conto “Luz sob a porta” é feito pratica-mente de diálogos. Com grande economia de palavras, o autor constrói uma cena de gran-de intensidagran-de dramática. Propor aos alunos uma leitura dramatizada desse texto.

5. Comparar os contos “Feliz aniversário” e “Luz sob a porta”.

6. Explicar a ironia do título “Clínica de re-pouso”, do conto de Dalton Trevisan. 7. Em “A moça tecelã”, a realidade tecida pela moça não corresponde aos seus sonhos e ela acaba por desfazê-la. Discutir o sentido simbólico desse conto.

8. O mundo da imaginação invade a realida-de em “A caçada”. Mas o sonho se converte em pesadelo, e o caçador vira caça. Discutir os possíveis significados simbólicos desse conto misterioso.

9. Discutir a relação entre o título “Os mús-culos” e o desenvolvimento da história de Ignácio de Loyola Brandão.

10. Considerando o conto “Nunca é tarde, sempre é tarde”, apontar as semelhanças entre ele e o conto “A caçada”.

11. No conto “O guardador”, o foco nar-rativo é centrado em Jacarandá, um velho que ganha a vida tomando conta de carros estacionados. Ao centrar o foco narrativo nesse personagem, que visão da sociedade o autor pretende nos passar?

12. Sob o título “Circuito fechado”, Ricardo Ramos construiu cinco textos. Explicar o processo de construção dos textos e por que receberam esse título.

13. O conto “O retiro da figueira” pode ser visto como uma espécie de metáfora dos tempos modernos. Tanto os moradores do condomínio como os leitores do conto são iludidos e só descobrem a verdade no final. Qual é essa verdade? Imaginar essa história contada pelo chefe dos guardas e por um repórter de jornal.

14. Explicar o processo de construção do conto “Noivado”.

15. Explicar em que aspectos o conto “Com-posição II” rompe com a estrutura tradicional da narrativa.

F nas telas do cinema

A variedade dos temas abordados no livro permite a sugestão de numerosos filmes, que vão do humor ao trágico, passando pelo sobrenatural, romântico e policial. Algumas dicas:

• Cidade de Deus. Dir. de Fernando Meirelles e Kátia Lund. Um retrato sem maquiagem da violência no Brasil.

• O iluminado. Dir. de Stanley Kubrick. Um dos clássicos dos filmes de suspense, mistério e sobrenatural.

• Nunca te vi, sempre te amei. Dir. de David Jones. Uma história de amor muito diferente daquelas que estamos acostumados a ver. • Histórias maravilhosas. Dir. de Steven Spielberg, William Dear e Robert Zemeckis. Histórias fantásticas que provocam sustos e emocionam.

F nas ondas do som

Seria interessante pedir aos alunos que eles mesmos pesquisem músicas que tenham re-lação com os assuntos tratados nos contos. Algumas dicas:

• Ronda, de Paulo Vanzolini, uma pungente canção de amor perdido.

• De frente pro crime, de João Bosco e Aldir Blanc, sobre a violência nas ruas das cidades.

• O meu guri, de Chico Buarque, tem uma letra muito inteligente que mostra a vida de um marginal contada por sua mãe. A visão surpreendente que a mulher tem de seu fi-lho pode estimular uma conversa a respeito da importância do foco narrativo, isto é, do ângulo de visão a partir do qual uma história é contada.

dICAS dE lEITURA w de outros autores

• Os 100 melhores contos brasileiros do século XX –– Rio de Janeiro, Objetiva

• Os 100 melhores contos de crime e mistério –– Rio de Janeiro, Ediouro

• Os 100 melhores contos de humor –– Rio de Janeiro, Ediouro

• A cartomante e outros contos –– Machado de Assis, São Paulo, Moderna

• Os buracos da máscara: antologia de contos fantásticos –– São Paulo, Brasiliense

• O conto brasileiro contemporâneo –– São Paulo, Cultrix

w leitura de desafio

• A metamorfose –– Franz Kafka. Certa ma-nhã, um rapaz desperta e se vê transformado num inseto. O fantástico e o inusitado surpre-endem o leitor a cada página, desafiando-o

a elaborar um sentido simbólico para essa estranha história, uma das mais célebres da literatura universal. Sugerimos a edição pu-blicada pela Companhia das Letras.

• Decamerão –– Giovanni Boccaccio, uma famosa coletânea de breves contos popu-lares do século XIV, consagrada como uma das obras-primas da literatura universal. Reunindo humor, suspense, sátira e crítica social, essa coletânea prende a atenção do leitor do começo ao fim.

• O assassinato e outras histórias –– Anton Tchekhov, São Paulo, Cosac & Naify. Nessa coletânea vemos por que esse escritor rus-so é considerado um dos mestres do conto psicológico e um dos grandes autores da literatura universal.

AntologiA de contoS

contos brasileiros contemporâneos

organização e apresentação de

JulietA de godoy lAdeirA

CONTO

Lendo & Relendo

(7)

5 6 7 UM POUCO SOBRE OS AUTORES

A obra apresenta uma seleção de contos de importantes autores brasileiros do século XX, surgidos depois da chamada fase histórica do Modernismo (1922-1945). Dos escritores escolhidos, alguns se destacam sobretudo ou exclusivamente como contistas, como Dalton Trevisan, João Antônio, Luiz Vilela, Marina Colasanti, Murilo Rubião, Ricardo Ramos. Os demais, além de contos, têm uma importante produção na área do romance.

RESEnhA

Os catorze contos selecionados constituem um panorama do conto contemporâneo. A diversidade temática e estilística oferece ao leitor uma boa amostragem da riqueza da literatura brasileira nessa área. Com isso, o professor tem a oportunidade de desenvolver um trabalho não só vertical, de análise individual dos contos, mas também horizontal, de comparação de autores, estilos e correntes.

Os contos desta coletânea apresentam histórias do nosso tempo. Focalizam rela-ções familiares, desnudam conflitos sociais e psicológicos, mergulham no interior do ser humano, revelam o absurdo da vida, intro-duzem o fantástico no cotidiano.

COMEnTÁRIOS SOBRE A OBRA

Mestres na arte de condensar em poucas páginas uma situação interessante ou um drama humano, os contistas aqui reunidos conduzem o leitor pelas veredas da litera-tura, mostrando-lhe diferentes formas de representação artística da vida.

O gênero conto pode ser uma excelente porta de entrada para o universo literário. Por ser breve, pode ser lido em sala de aula com o acompanhamento do professor, que, por meio de comentários e sugestões, poderá levar o aluno a perceber aspectos importantes do estilo do autor e de sua visão de mundo, criando oportunidades para debates e atividades de expressão oral e escrita.

QUAdRO-SínTESE Gênero: conto

Palavras-chave: análise psicológica, con-flito moral, fantástico, relações familiares, mistério, crítica social

Áreas envolvidas: Língua Portuguesa Temas transversais: Ética

Público-alvo: jovem adulto PROPOSTAS dE ATIvIdAdES Antes da leitura

1. Recordar as características principais do conto, destacando a unidade de ação e a brevidade do enredo, que logo se encaminha para o clímax e desenlace.

2. Pedir aos alunos que, pelo sumário, calcu-lem a extensão média dos contos para con-firmar ou não uma das características desse tipo de texto: a brevidade do enredo. durante a leitura

1. Reunir os alunos em duplas ou trios e en-carregá-los da leitura de um ou dois contos, conforme o número de alunos. Essa distribui-ção dos textos pode ser feita por sorteio. Pe-dir que preparem uma resenha de cada conto para posterior apresentação oral à classe. Dessa resenha devem constar, pelo menos, os seguintes itens: a) informações sobre o autor; b) resumo do enredo; c) o tema do conto; d) os aspectos do conto que mais chamaram a atenção (linguagem, significado simbólico do texto, atualidade do tema etc.). Outros itens poderão ser incluídos nessa resenha, a critério dos grupos e segundo as características dos contos analisados.

2. O título de um texto muitas vezes pode despertar o interesse das pessoas, levando-as à leitura. Pedir aos alunos que imaginem

outros títulos para os contos, submetendo-os depois à apreciação dsubmetendo-os colegas, que julgarão se eles são mais interessantes do que os títulos originais. Essa atividade estimula os alunos a refletirem sobre as características principais dos contos que devem analisar.

depois da leitura F nas tramas do texto

1. Depois da apresentação oral dos alunos, pedir à classe que separe os contos em di-versos grupos, levando em conta os aspectos semelhantes entre eles, como, por exemplo, dramas familiares, amor, mistério, humor, violência etc. Os próprios alunos devem es-tabelecer os critérios que permitem o agru-pamento dos contos.

2. Sugerir aos alunos que façam uma vota-ção para escolher o melhor conto do livro, com base em critérios estabelecidos por eles mesmos. Essa atividade provavelmente esti-mulará uma releitura dos textos e chamará a atenção de alguns alunos para contos es-colhidos por outros colegas.

3. O conto “Botão-de-rosa” contém ele-mentos esquisitos, situações que provocam estranhamento. Ele é um exemplo da cor-rente chamada de “realismo mágico” ou “realismo fantástico”, que, por meio da fantasia e do inusitado, expressa uma visão crítica da vida humana. Daí o comentário do crítico Jorge Schwartz: “Não seria ou-sado afirmar que o texto ‘fantástico’, em Murilo Rubião, mascara a mais realista das literaturas”. Desafiar os alunos a refletir sobre o significado simbólico desse conto. O que podem representar o julgamento e a condenação do personagem?

4. O conto “Luz sob a porta” é feito pratica-mente de diálogos. Com grande economia de palavras, o autor constrói uma cena de gran-de intensidagran-de dramática. Propor aos alunos uma leitura dramatizada desse texto.

5. Comparar os contos “Feliz aniversário” e “Luz sob a porta”.

6. Explicar a ironia do título “Clínica de re-pouso”, do conto de Dalton Trevisan. 7. Em “A moça tecelã”, a realidade tecida pela moça não corresponde aos seus sonhos e ela acaba por desfazê-la. Discutir o sentido simbólico desse conto.

8. O mundo da imaginação invade a realida-de em “A caçada”. Mas o sonho se converte em pesadelo, e o caçador vira caça. Discutir os possíveis significados simbólicos desse conto misterioso.

9. Discutir a relação entre o título “Os mús-culos” e o desenvolvimento da história de Ignácio de Loyola Brandão.

10. Considerando o conto “Nunca é tarde, sempre é tarde”, apontar as semelhanças entre ele e o conto “A caçada”.

11. No conto “O guardador”, o foco nar-rativo é centrado em Jacarandá, um velho que ganha a vida tomando conta de carros estacionados. Ao centrar o foco narrativo nesse personagem, que visão da sociedade o autor pretende nos passar?

12. Sob o título “Circuito fechado”, Ricardo Ramos construiu cinco textos. Explicar o processo de construção dos textos e por que receberam esse título.

13. O conto “O retiro da figueira” pode ser visto como uma espécie de metáfora dos tempos modernos. Tanto os moradores do condomínio como os leitores do conto são iludidos e só descobrem a verdade no final. Qual é essa verdade? Imaginar essa história contada pelo chefe dos guardas e por um repórter de jornal.

14. Explicar o processo de construção do conto “Noivado”.

15. Explicar em que aspectos o conto “Com-posição II” rompe com a estrutura tradicional da narrativa.

F nas telas do cinema

A variedade dos temas abordados no livro permite a sugestão de numerosos filmes, que vão do humor ao trágico, passando pelo sobrenatural, romântico e policial. Algumas dicas:

• Cidade de Deus. Dir. de Fernando Meirelles e Kátia Lund. Um retrato sem maquiagem da violência no Brasil.

• O iluminado. Dir. de Stanley Kubrick. Um dos clássicos dos filmes de suspense, mistério e sobrenatural.

• Nunca te vi, sempre te amei. Dir. de David Jones. Uma história de amor muito diferente daquelas que estamos acostumados a ver. • Histórias maravilhosas. Dir. de Steven Spielberg, William Dear e Robert Zemeckis. Histórias fantásticas que provocam sustos e emocionam.

F nas ondas do som

Seria interessante pedir aos alunos que eles mesmos pesquisem músicas que tenham re-lação com os assuntos tratados nos contos. Algumas dicas:

• Ronda, de Paulo Vanzolini, uma pungente canção de amor perdido.

• De frente pro crime, de João Bosco e Aldir Blanc, sobre a violência nas ruas das cidades.

• O meu guri, de Chico Buarque, tem uma letra muito inteligente que mostra a vida de um marginal contada por sua mãe. A visão surpreendente que a mulher tem de seu fi-lho pode estimular uma conversa a respeito da importância do foco narrativo, isto é, do ângulo de visão a partir do qual uma história é contada.

dICAS dE lEITURA w de outros autores

• Os 100 melhores contos brasileiros do século XX –– Rio de Janeiro, Objetiva

• Os 100 melhores contos de crime e mistério –– Rio de Janeiro, Ediouro

• Os 100 melhores contos de humor –– Rio de Janeiro, Ediouro

• A cartomante e outros contos –– Machado de Assis, São Paulo, Moderna

• Os buracos da máscara: antologia de contos fantásticos –– São Paulo, Brasiliense

• O conto brasileiro contemporâneo –– São Paulo, Cultrix

w leitura de desafio

• A metamorfose –– Franz Kafka. Certa ma-nhã, um rapaz desperta e se vê transformado num inseto. O fantástico e o inusitado surpre-endem o leitor a cada página, desafiando-o

a elaborar um sentido simbólico para essa estranha história, uma das mais célebres da literatura universal. Sugerimos a edição pu-blicada pela Companhia das Letras.

• Decamerão –– Giovanni Boccaccio, uma famosa coletânea de breves contos popu-lares do século XIV, consagrada como uma das obras-primas da literatura universal. Reunindo humor, suspense, sátira e crítica social, essa coletânea prende a atenção do leitor do começo ao fim.

• O assassinato e outras histórias –– Anton Tchekhov, São Paulo, Cosac & Naify. Nessa coletânea vemos por que esse escritor rus-so é considerado um dos mestres do conto psicológico e um dos grandes autores da literatura universal.

AntologiA de contoS

contos brasileiros contemporâneos

organização e apresentação de

JulietA de godoy lAdeirA

CONTO

Lendo & Relendo

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