Trabalho no Mundo Contemporâneo – Roteiros de Aula Prof. Hélio Beiroz
Aula 1: Trabalho e Sociedade
O que o trabalho representa na sociedade? Vida humana:
1. Dimensão produtiva/econômica; 2. Dimensão ideológica/espiritual;
3. Práticas políticas (governar, ser governado, acatar, desacatar, etc.).
Mesmo que as dimensões 2 e 3 conduzam os acontecimentos, é a dim. 1 que dá seus alicerces e, também, a que supre as necessidades básicas dos indivíduos (comer, vestir, habitar, etc.). Na espécie humana o trabalho é uma atividade coletiva (social)
Forças Produtivas da Sociedade: 1. Práticas do Trabalho;
2. Ferramentas do Trabalho e da Produção; 3. Técnicas do Trabalho e da Produção;
4. Relações Sociais Originadas pelo Ato de Trabalhar.
O trabalho sempre esteve presente na sociedade humana, a configuração das forças produtivas é que sofre grandes modificações em relação à “época cronológica” e à localização espacial.
Aula 2: Início da quebra do modelo artesanal-agrícola Idade Média:
- Crescimento das cidades e aumento do número de vilas; - Moeda.
Por volta do ano de 1300, com a possibilidade de negociar a produto de suas atividades por moedas e de vender sua força de trabalho, os artesãos começam a abandonar a agricultura e viver de seus ofícios nas vilas e cidades.
Estrutura produtiva em algumas das principais cidades da época:
1. Mestre de Ofício: detentor do estabelecimento e dos meios de produção;
2. Aprendizes: jovens que atuam (trabalham) junto aos (para os) mestres de ofício para aprender a profissão e tornarem-se mestres, em geral sem receber remuneração e residindo junto com o mestre;
3. Diaristas: não são mais aprendizes, porém não iniciaram suas próprias atividades como mestres de ofício e vendem sua força de trabalho mediante pagamento (em moeda, ou outros) para os mestres de ofício.
Não havia grandes distâncias entre os diaristas, aprendizes e mestres, no que diz respeito à divisão interna do trabalho, classes sociais e à representatividade dos trabalhadores do ramo. A mesma corporação de ofício (instituição análoga aos sindicatos modernos), representavam tanto os “profissionais” quanto os aprendizes de cada ramo/setor.
Aula 3: Ascensão do Modelo de Trabalho Fabril
Em cerca de 3 séculos o papel do burguês comerciante iniciou a concentração dos meios de produção, retirando-os das mãos do produtor direto (artesãos e agricultores).
Nas sociedades com base agrícola, em especial na Europa, ciclo produtivo: 1. Atividades agrícolas: primavera, verão;
2. Atividades de artesanato e manufatura: outono e inverno. Ler 2º e 3º parágrafos do capítulo 3 da apostila.
Conseqüências da “migração” para o modelo manufatureiro, para o trabalhador, ao longo das gerações:
1. Dedicação do tempo de trabalho à produção de bens secundários e/ou o fornecimento de matérias-primas ao burguês;
2. Perda da capacidade (conhecimento) de produção das ferramentas de trabalho; 3. Perda de controle sobre a matéria-prima;
4. Perda de controle sobre as relações com o mercado consumidor;
5. Perda de controle sobre a gestão do local de trabalho, mesmo quando o local ainda é a residência da família.
A introdução do maquinário pesado movido a vapor, já no século XVIII (especialmente em Londres), representa um novo marco para a estrutura produtiva, pois não há como distribuir essas máquinas para cada um dos fornecedores.
Tem, então, início o modelo fabril de produção, a necessidade de trazer a m.d.o. para atuar nos galpões das fábricas, ao redor das máquinas, e residir próximos a eles. Está dado o pontapé inicial do modelo urbano-industrial.
Aula 4: As Revoluções Industriais
A Primeira Revolução Industrial:
Começou na Inglaterra, no século XVIII (1780-1830), daí migrou, após 1830, para o continente europeu.
O sistema de técnica e de trabalho desse período é o paradigma manchesteriano: trabalho assalariado, cujo cerne é o trabalhador por ofício. Um trabalhador qualificado é geralmente pago por peça.
A tecnologia característica é a máquina de fiar, o tear mecânico. Todas são máquinas movidas a vapor originado da combustão do carvão, a forma de energia principal desse período técnico.
O sistema de transporte característico é a ferrovia, além da navegação marítima, também movida à energia do vapor do carvão.
A Segunda Revolução Industrial:
Começou por volta de 1870, nos Estados Unidos, mas o surgimento de um novo ciclo só se deu nas primeiras décadas do século XX.
Está por trás de todo desenvolvimento técnico, científico e de trabalho que ocorre nos anos da Primeira e, principalmente, da Segunda Guerra Mundial.
A indústria automobilística assume grande importância nesse período. O sistema de técnica e de trabalho desse período é o fordista.
A tecnologia característica desse período é o aço, a metalurgia, a eletricidade, a eletromecânica, o petróleo, o motor a explosão e a petroquímica. A eletricidade e o petróleo são as principais formas de energia.
A Terceira Revolução Industrial: Começou por volta da década de 1970.
Têm sua tecnologia característica, o microcomputador, e modelo produtivo, o toyotismo, originários do Japão.
Caracterizado pelo alto ritmo de inovações nos campos da informática e telecomunicações, gerando avanços consequentes em outros setores como a genética, a biotecnologia, a física e a química.
Apesar da relevante busca pelo aprimoramento e barateamento do uso de fontes de energia alternativas, os derivados do petróleo mantêm sua relevância.
É marcada pela flexibilização do trabalho e a busca pela qualificação do trabalhador em detrimento à uma especialização profunda.
Aula 5: Taylorismo e Fordismo
Frederick Taylor (Taylorismo: final do século XIX e primeiras década do século XX): administração científica para e nos locais de trabalho.
Linha de produção:
+ produtividade - preço de venda
+ padronização da produção (padronização da qualidade também) + investimentos necessários em instalações
Henry Ford (Fordismo: aproximadamente 1930, com auge nas décadas de 1950-1960): aprofundamento das idéias de Taylor.
(modelo “adotado” para recuperação pós crise de 1929) Reflexos na sociedade:
Especialização do trabalhador
Alienação do trabalhador à dinâmica produtiva/comercial Aumento drástico na produtividade
Ascensão de uma classe burguesa/industrial Surgimento de empresas de grande porte
Expansão do sistema bancário e do mercado de ações Padronização da produção, também de itens do cotidiano Nasce a concepção de “vida moderna”
Crise do Fordismo nos EUA (1970) Razões principais:
Inadequação da produção à demanda
Saturação da padronização frente à demanda por produtos diferenciados
“Insalubridade” da jornada de trabalho (reivindicações da classe trabalhadora sindicalizada)
Ascensão do Toyotismo (a partir de 1970) Características principais:
Produção flexível (descentralização produtiva e Just in time) Incentivo à inovação
Aula 6: Estado do Bem-Estar Social
Crise de 1929: quebra da bolsa de valores de Nova Iorque: 130mil empresas e 10mil bancos vão à falência Produção industrial dos EUA cai à metade Desemprego
Crise do Liberalismo Econômico que pregava que a economia de mercado teria os mecanismos suficientes de auto-regulação, com base na lei da oferta e da procura.
Lord John M. Keynes (Keynesianismo: Livro Teoria geral do emprego, do juro e da moeda, 1936): O governo não deve ficar à margem da economia, mas sim alavancar a retomada de seu crescimento. Influenciou o New Deal nos EUA, o Welfare State na Europa e a industrialização de países do bloco capitalista ainda no processo de industrialização, como o Brasil.
Lógica Keynesiana:
1. Gastos públicos são necessários, mas geram endividamento;
2. Se os gastos são direcionados a investimentos no setor industrial e comercial geram emprego e renda;
3. Por sua vez, emprego e renda geram crescimento econômico;
4. Que culmina em um maior recolhimento de impostos para cobrir os gastos públicos.
Características:
Concessões ao mov. operário
Ideologia de contenção da “ameaça” socialista
Forte proteção social do trabalhador (saúde, educação pública, aposentadoria, férias, salário desemprego e novas leis trabalhistas)
Forte crescimento econômico
Obs: É importante notar que, apesar das transformações ocorridas ao longo dos anos após a 3ª revolução industrial (aprox. 1970), muitas das características desse modelo permanecem nas sociedades atuais. Não obstante a sua lógica ainda é, em linhas gerais, seguida por parte dos países ditos “em desenvolvimento”.
Aula 7: Concorrência e Monopolização
Com a fábrica moderna, surgem as relações de trabalho capitalistas (patrão-empregado) e um número imenso de empresas concorrentes.
Contradição insolúvel do capitalismo:
Quanto mais capitalizada a m.d.o., maior seu poder de compra = BOM
Quanto mais se capitaliza a m.d.o., menor a margem de lucro do empresário = RUIM Inovações técnicas e tecnológicas podem levar à monopolização de um setor, devido ao “roubo” do mercado dos concorrentes, ou falência e/ou à anexação/fusão de empresas menores àquela que monopolizou o mercado, gerando a concentração e a centralização do capital.
Formas de controle do mercado adotado por empresas de grande porte:
1. Holding: O termo holding designa uma empresa que controla um grupo de outras empresas através da posse da totalidade ou da parte dos respectivos capitais sociais, empresas estas que podem ou não pertencer a diversos sectores de atividade; 2. Cartel (ilegal em muitos países, inclusive no Brasil): Presidentes de empresas realizam
contatos e acordos entre si, com o objetivo de impedir a baixa de preços independente da competição e das leis de mercado;
3. Trust: Empresa de grande porte que controla todas as fases do processo produtivo de suas atividades, desde a produção da matéria-prima até a oferta ao mercado consumidor.
A concentração/centralização do capital, bem como as “ferramentas” de controle do mercado, tem como conseqüência o aumento do poder econômico e político de determinada empresa, prejudicando as políticas salariais, a luta por direitos trabalhistas e a capacidade de concorrência de empresas de menor porte.
Aula 8: Revolução de 30 e a Consolidação das Leis do Trabalho no Brasil
Europa Pré-Revolução Industriual Brasil Pré-Revolução de 1930
Feudos Currais Eleitorais
Senhores Feundais Coronéis
Pedágios de condes e barões Alfândegas estaduais
Revolução de 30:
Movimento armado/militar liderado pelos estados de MG, PB e RS (golpe de 1930); Deposição do pres. Washington Luis e não reconhecimento da eleição de Júlio Prestes (Acusada de ser fraudulenta, na verdade atendia aos interesses apenas das oligarquias rurais paulistas e ia contra a “política do café com leite” entre São Paulo e Minas Gerais, tentando levar à presidência por dois mandatos seguidos um representante de São Paulo);
Getúlio Vargas, que era da oposição, assume o poder;
Contudo, foram necessárias concessões ao setor cafeeiro, ainda mais capitalizado e forte politicamente;
Repressão militar à oposição da população e acordos políticos nas “casas do governo” (executivo e legislativo, principalmente);
Início Frágil;
Fim da “política do café com leite” e da República Velha.
OBS: A produção cafeicultora de SP sofria com uma crise de superprodução durante a crise de 1929, tendo o governo intervindo para garantir a alta dos preços, o que gerou instabilidades políticas no estado. Enquanto no RS os dois principais partidos políticos uniram-se na figura de Getúlio Vargas após a unificação pós-guerra civil de 1923.
Características gerais dos primeiros mandatos de Getúlio Vargas de 1930 a 1945 – Getulismo: (1930-1934: Governo provisório / 1934-1937: Governo Constitucional / 1937-1945: Estado Novo)
- Centro da sociedade se desloca do campo para as cidades (urbano); - Estado atua intensamente na educação e na cultura;
- Incentivo à industrialização no modelo de substituição de importações e à indústria de base (siderúrgica em especial);
- “Combate” aos setores radicais comunistas e integralistas de inspiração fascista; - Concessões à classe trabalhadora (antecipando-se a algumas demandas trabalhistas):
1940: Salário Mínimo 1941: Justiça do Trabalho
1943: Consolidação das Leis de Trabalho – CLT
Direito do Trabalho: ou direito laboral, é o conjunto de normas jurídicas que, no Brasil, estão regidas pela CLT, Constituição Federal e várias Leis Esparsas.
Disciplinam as relações entre empregados e empregadores e destes com o Estado; Focado nas “relações de emprego” e não sobre as relações de trabalho como um todo; Relacionada fortemente aos conceitos de tutela e hipossuficiência:
Tutela: proteção do legislativo ao trabalhador, impedindo-o de abdicar de seus direitos trabalhistas. Caso haja contrato entre empregador e empregado “abaixo das condições mínimas” garantidas por lei, o contrato é inválido.
Hipossuficiência: considera-se que o candidato ao emprego está em condições desfavoráveis de negociação das condições de seu trabalho em relação ao empregador, em especial em momentos de desemprego alto.
Aula 9: Neoliberalismo e Empreendedorismo
Ascensão do Neoliberalismo (a partir da década de 1980), marca um caminho que diverge do Estado do Bem-Estar Social:
Crise do modelo fordista a partir de 1970 (crise de crescimento nos EUA e Europa); Queda do muro de Berlim e crise no bloco socialista;
Diminuição da confiança na intervenção do Estado na economia;
Com fé no novo paradigma Toyotista e a “vitória” do bloco capitalista, reacende-se, também, a fé na capacidade de auto-regulação da economia capitalista.
Ideologia: DARWINISMO SOCIAL:
Proteções sociais causam ineficiência;
Papel do governo seria oferecer garantias aos mais capazes, mais eficientes e mais empreendedores;
Desigualdades sociais seriam uma conseqüência do fato de que as pessoas têm potenciais diferentes;
Sustenta a idéia de que a competição é necessária para prover inovações e o progresso.
Características:
Menos aposentadorias públicas (ou privatização da aposentadoria); Menores salários desempregos;
Redução dos direitos trabalhistas em Lei; Privatização de empresas e do setor de serviços.
O acirramento da competição + os elevados índices de desemprego estrutural + a falta de suporte Estatal
Empreendedorismo: conjunto de idéias focadas na busca por alternativas de renda, onde se destacam:
A abertura de negócios próprios; Criação de cooperativas e associações;
“Filiação” a empresas de marketing de rede e semelhantes (não é exatamente empreendedorismo, mas é calcada na idéia de obtenção de renda alternativa).
Características gerais:
Pressupõe iniciativa, auto-confiança e disposição ao risco;
Necessária capacidade de gestão e conhecimento Legal acerca das áreas em que se pretende inserir;
Necessidade de organização política para organizar reivindicações em prol da nova categoria, ou ramo emergente.
Aula 10: Setores Econômicos, Flexibilidade Geográfica e Privatizações
Tradicionalmente, as atividades econômicas são classificadas em três setores, embora já se defenda a idéia de um quarto setor:
- Primário: agricultura, pecuária e atividades extrativas; - Secundário: indústria;
- Terciário: comércio e serviços;
- Quaternário: atividades intelectuais, tais como geração e troca de informação, educação, pesquisa e desenvolvimento de tecnologias da informação, da comunicação e de alta tecnologia em geral (alguns dos quais constavam no terceiro setor).
Fatores que possibilitam a Flexibilidade Geográfica da Produção:
Avanços logísticos e tecnológicos das telecomunicações e transportes; Industrialização de países periféricos;
Flexibilização das Leis e Relações Trabalhistas com o fim do Estado de Bem Estar Social em muitos países (exemplo na página 2 do capítulo 12 da apostila, 1° parágrafo, 4ª linha);
Quebra com o paradigma fordista e ascensão do paradigma toyotista.
“Guerra dos Lugares”: disputas entre governos (nacionais, estaduais e municipais) para atrair atividades do setor secundário e terciário.
Os ideais Neoliberais, que ascendem na década de 1990, apóiam a idéia de que o Estado é incapaz de administrar adequadamente empresas e deveria abandonar tal papel, privatizando empresas de setores competitivos e/ou estratégicos. Tem-se o início do Processo de Privatizações no Brasil e em diversos países.
Dentre os argumentos a favor da privatização citam-se dois principais:
1. A extinção de cargos oferecidos por apadrinhamento e indicação, típicos do Estado brasileiro;
2. O Estado não tem preocupação em gerar inovações e desenvolvimento da produção para tornar a empresa competitiva, posto que poderia regular a legislação e as taxações do setor em prol de suas empresas.
Já contra, temos os seguintes argumentos principais:
1. O fato de muitas das empresas estatais atuarem em setores estratégicos, como o fornecimento de energia e matérias-primas;
2. A ausência de transparência e o favorecimento de determinados grupos de indivíduos e empresas no processo de privatização.
Aula 11: Automação, Empregabilidade e Desemprego
Automação: É a aplicação de técnicas computadorizadas ou mecânicas, especialmente o uso de robôs nas linhas de produção, para diminuir o uso de mão de obra. A automação diminui os custos e aumenta a velocidade da produção.
Diminuição da População Economicamente Ativa (PEA) em determinado setor + Aumento (ou estabilidade) da produtividade = indício de automação
Conseqüências:
Aumento da produtividade e dos lucros das empresas de grande porte;
Diminuição da competitividade das empresas de pequeno porte (sem auxílio governamental e sem capital para investir em automação);
Diminuição dos postos de emprego e da PEA, principalmente nos setores primário e secundário;
Aumento nos índices de desemprego;
Concentração de m.d.o. no setor terciário (e quaternário); Ascensão de atividades econômicas informais;
Empregabilidade: É a capacidade de arranjar emprego de um indivíduo. Está diretamente relacionada à qualificação do candidato às vagas existentes no mercado e à capacidade do profissional de ter a sua carreira protegida dos riscos inerentes ao Mercado de Trabalho. Segundo José Augusto Minarelli, (Empregabilidade: Como ter trabalho e remuneração sempre. 13ª. Ed. Gente, 1995) existem 6 pilares para a empregabilidade:
1. Adequação da profissão à vocação e ideais do indivíduo; 2. Competências/qualificação;
3. Idoneidade;
4. Saúde física e mental;
5. Reserva financeira e fontes alternativas de renda; 6. Relacionamentos/network
Desemprego: É a medida da parcela da força de trabalho disponível que se encontra sem emprego. Existem 3 tipos principais de desemprego:
Friccional: é produto de uma imperfeição do mercado de trabalho, onde existem a vaga e o candidato adequado, mas há uma defasagem de tempo para o preenchimento da vaga;
Conjuntural: é produto de um momento de crise ou retração econômica momentânea de determinado setor econômico;
Estrutural: é a perda de postos de trabalho devido a avanços tecnológicos, ou reestruturações produtivas que venham a extinguir aqueles postos de trabalho.
Aula 12: Terceirizações e Qualidade Total
Terceirização: No sentido empresarial, consiste em passar determinadas atividades relacionadas ao processo produtivo à responsabilidade de outras empresas contratadas, ou parceiras.
Nesse contexto, dividem-se as atividades em:
Atividades-fins / principais: São aquelas nas quais estão empregados os esforços voltados especificamente à finalidade principal da empresa, ou seja, à produção do produto que ela oferece ao mercado. Também incluem os setores de planejamento e decisórios da empresa.
Atividades-meio / secundárias: São atividades de suporte às atividades principais, como por exemplo, as que lidam com a segurança das instalações, os serviços de transporte de funcionários, de manutenção, etc.
Objetivos da terceirização:
- Diminuição dos encargos sociais e custos gerais (transporte, alimentação, segurança do trabalho, etc.) com empregados de atividades secundárias;
- Agilidade administrativa e redução de setores;
Qualidade Total: É um padrão administração do processo produtivo das empresas calcado em um conjunto de Programas, Ferramentas e Métodos, que visa obter bens e serviços de baixo custo e alta qualidade, atendendo assim às demandas e exigências dos clientes, bem como as normas de qualidade existentes (exemplo: padrões ISO* e selos de qualidade).
Os princípios da Qualidade Total são fundamentados, principalmente pelas idéias de: - Administração Científica de Frederick Taylor (1856-1915);
- Controle Estatístico de Processos de Walter A. Shewhart (1891-1967); - Administração por Objetivos de Peter Drucker (1909-2005).
O modelo surgiu no Japão, após a segunda guerra e difundiram-se para os países ocidentais a partir da década de 1970, estando o modelo incluso no paradigma toyotista.
Em relação à produção e sua organização, pode-se afirmar que o padrão de qualidade total tem uma face voltada às demandas internas às empresas às externas:
Internas: corresponde aos procedimentos e métodos a serem aplicados no interior da empresa, buscando manter os funcionários focados nos objetivos da empresa e garantir um ambiente que propicie o bom funcionamento da estrutura de produção (ex: manutenção e saneamento das instalações, rotinas de gestão nas quais se destaque os ideais da empresa, qualificação dos funcionários, etc.).
Externas: corresponde aos procedimentos que visam adequar o produto da empresa às demandas do mercado consumidor e à normatização vigente para o produto. (ex: pesquisas de satisfação, criação de departamentos específicos para controle de qualidade e atendimento ao consumidor, etc.)
*Os padrões ISO (International Organization For Stantandardization) são acordos documentados contendo especificações técnicas e outros critérios precisos para serem usados constantemente como regras, guias, ou definições de características, para assegurar que materiais, produtos, processos e serviços estejam de acordo com os seus propósitos.