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Rio de Janeiro, 13 de maio de 2016.

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Rua Humberto de Campos, 425 – 8º andar Rio de Janeiro - CEP 22430-190

Estado do Rio de Janeiro www.oi.com.br

Rio de Janeiro, 13 de maio de 2016.

Comissão de Valores Mobiliários

Superintendência de Relações com Empresas - SEP

Gerência de Acompanhamento de Empresas – GEA 2

Ref.:

Ofício nº 142/2016-CVM/SEP/GEA-2

Prezados Senhores,

Fazemos referência ao Ofício nº 142/2016-CVM/SEP/GEA-2 (“Ofício”), recebido pela Oi S.A.

(“Oi” ou “Companhia”) em 12 de maio de 2016 (cópia anexa), por meio do qual esta d.

Comissão de Valores Mobiliários (“CVM”) solicita esclarecimentos a respeito de notícia

veiculada em 05.05.2016 no jornal “Valor Econômico”, seção Empresas, sob o título:

“Companhias atrasam entrega de documentos a regulador dos EUA”.

A respeito, a Oi esclarece que solicitou à Securities and Exchange Commission (“SEC”), no dia

03.05.2016, nos termos da regulamentação aplicável, prazo adicional para a entrega do relatório

anual 20-F (“20-F”), o qual foi concedido, devendo a Companhia apresentar à SEC o 20-F

relativo ao exercício de 2015 até 17 de maio de 2016.

A Companhia esclarece, ainda, que seu 20-F referente ao exercício contábil de 2015 incluirá

demonstrações financeiras preparadas de acordo com os princípios contábeis aplicáveis nos

Estados Unidos da América (“USGAAP”) e não mais demonstrações financeiras preparadas de

acordo com os IFRS/CPC com uma reconciliação para USGAAP, tal como era feito

anteriormente. Esta alteração demandou um maior tempo de preparação do 20-F por parte da

Companhia e um maior esforço de revisão por parte dos auditores.

Por fim, a Companhia informa que está envidando os melhores esforços para cumprir o novo

prazo estabelecido pelo regulador norte americano para apresentação do 20-F.

(2)

Rua Humberto de Campos, 425 – 8º andar Rio de Janeiro - CEP 22430-190

Estado do Rio de Janeiro www.oi.com.br

Sem mais para o momento, colocamo-nos à disposição para eventuais esclarecimentos.

Atenciosamente,

Oi S.A.

Flavio Nicolay Guimarães

(3)

COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS

Rua Sete de Setembro 111 33º andar - Bairro Centro - Rio de Janeiro/RJ - CEP 20050-901 Telefone: (21)3554-8220 - www.cvm.gov.br

Ofício nº 142/2016-CVM/SEP/GEA-2

Rio de Janeiro, 12 de maio de 2016.

Ao Senhor

FLAVIO NICOLAY GUIMARÃES

Diretor de Relações com Investidores da OI S.A.

Rua Humberto de Campos, 425 - 8º andar - Leblon

CEP: 22430-190 − Rio de Janeiro − RJ

Tel: (21) 3131-2918/ Fax: (21) 3131-1383

E-mail: [email protected]

c/c:

[email protected]

Assunto: Solicitação de Esclarecimentos sobre notícia.

Prezado Senhor,

1. Reportamo-nos à notícia veiculada em 05.05.2016 no

jornal Valor Econômico, seção Empresas, sob o título: “Companhias atrasam

entrega de documentos a regulador dos EUA”, em que constam as seguintes

afirmações:

Sete companhias brasileiras deixaram de entregar o relatório anual (20-F)

à Securities

and

Exchange

Commission (SEC),

órgão

regulador

do Mercado de capitais americano. O número é sem precedentes desde que

a SEC passou a exigir o monitoramento da eficácia dos controles internos

das Empresas ,

em

2002.

... Oi, ... e ... perderam o prazo desta segunda-feira para entrega do

documento,

que

deve

ser

apresentado

anualmente

por

todas

as Empresas estrangeiras com ações em Bolsas de Valores nos Estados

Unidos.

(4)

A SEC concede um prazo adicional até 17 de maio, para depósito do

formulário com atraso. Depois desse período, a companhia que ainda assim

não publicar o documento fica sujeita a penalidades.

2. Tendo em vista o exposto, determinamos que V.Sª.

esclareça se as notícias são verídicas, e, se confirmada sua veracidade, deverá

informar as razões pelas quais o documento em comento ainda não foi

entregue, assim como as iniciativas tomadas pelo emissor para cumprir tal

obrigação.

3. Tal manifestação deverá ocorrer por meio do Sistema

Empresa.NET, categoria: Comunicado ao Mercado, tipo: Esclarecimentos

sobre Consultas CVM/BOVESPA, assunto: Notícia Divulgada na Mídia, a

qual deverá incluir a transcrição deste ofício.

4. Alertamos que, de ordem da Superintendência de

Relações com Empresas, no uso de suas atribuições legais e, com fundamento

no inciso II, do artigo 9º, da Lei 6.385/76, e na Instrução CVM Nº 452/07,

caberá a determinação de aplicação de multa cominatória, no valor de R$

1.000,00 (mil reais), sem prejuízo de outras sanções administrativas, pelo não

cumprimento da exigência contida neste ofício, no prazo de 1 (um) dia útil, a

contar do conhecimento do teor deste expediente, ora enviado por e-mail.

Atenciosamente,

Documento assinado eletronicamente por Fernando D'Ambros Lucchesi, Gerente em

exercício, em 12/05/2016, às 11:11, conforme art. 1º, III, "b", da Lei 11.419/2006.

(5)

Companhias atrasam entrega de documentos a regulador dos EUA Data:quinta-feira, 5 de maio de 2016 - 07:40

Mídia:Valor Econômico

Editoria:Empresas

Palavra-chave: CVM COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS, CVM

Autor: Thais Carrança

Sete companhias brasileiras deixaram de entregar o relatório anual (20-F) à Securities and Exchange Commission (SEC), órgão regulador do Mercado de capitais americano. O número é sem precedentes desde que a SEC passou a exigir o monitoramento da eficácia dos controles internos das Empresas , em 2002.

Braskem, Cemig, Eletrobras, Oi, Grupo Pão de Açúcar, Sabesp e CSN perderam o prazo desta segunda-feira para entrega do documento, que deve ser apresentado anualmente por todas

as Empresas estrangeiras com ações em Bolsas de Valores nos Estados Unidos.

A SEC concede um prazo adicional até 17 de maio, para depósito do formulário com atraso. Depois desse período, a companhia que ainda assim não publicar o documento fica sujeita a penalidades.

Braskem, Cemig, Eletrobras, Oi, Pão de Açúcar, Sabesp e CSN perderam o prazo encerrado na segunda Com os atrasos comunicados até esta terça-feira, um terço das 22 companhias brasileiras com recibos de ações negociados em Nova York está atualmente em dívida com o regulador.

A Petrobras entregou seu formulário no prazo neste ano, ao contrário do ano passado, quando atrasou o depósito do 20-F referente a 2014. À época, a companhia alegou dificuldades em reportar as baixas contábeis bilionárias informadas no balanço brasileiro, entregue à Comissão de Valores

Mobiliários ( CVM ).

Neste ano, apesar de ter apresentado o arquivo em tempo, a estatal voltou a admitir à SEC que tem deficiências significativas em seus controles internos para preparação das demonstrações financeiras. Foi a segunda vez que a companhia assumiu a falha, desde que o exame de eficiência de controles passou a ser exigido.

Outra estatal federal, a Eletrobras não entregou no ano passado o formulário 20-F relativo a 2014 e novamente deixou de cumprir com a obrigação regulatória neste ano. O motivo alegado é o mesmo: a empresa elétrica aguarda o desenrolar das investigações em andamento pelo escritório americano Hogan Lovells, quanto a supostas práticas de corrupção na companhia.

Agora, a empresa corre para entregar os dois formulários em atraso dentro do prazo adicional concedido pela SEC, em maio.

Também foram denúncias de corrupção que impediram o Grupo Pão de Açúcar (GPA) de depositar seu 20-F. A Cnova, braço de comércio eletrônico do grupo francês Casino, controlador da varejista brasileira, contratou uma assessoria externa para avaliar a extensão dos danos provocados pelo desvio de

mercadorias por funcionários da subsidiária no Brasil.

O andamento dessas investigações impediu a Cnova, que opera os sites do Extra, Ponto Frio e Casas Bahia, de depositar o relatório anual na SEC. Esse também foi o motivo alegado pelo GPA, que detém diretamente fatia de 28% do capital da empresa, além de uma participação indireta de 23,5% por meio da Via Varejo.

Embora esteja implicada nas investigações da operação Lava-Jato, assim como a Petrobras e a Eletrobras, foi outro motivo que levou a Braskem a não entregar o 20-F, segundo a companhia. A petroquímica do grupo Odebrecht argumentou à SEC que, tendo anunciado recentemente mudanças de presidente e vice-presidente de finanças, sua administração precisará de mais tempo para revisar o relatório anual.

Na segunda-feira, a petroquímica comunicou a mudança de executivo-chefe, com o presidente da Braskem América, Fernando Musa, substituindo Carlos Fadigas na presidência. Ao fim de março, a companhia havia anunciado Pedro van Langendonck Teixeira de Freitas como novo vice-presidente de finanças e relações com Investidores , em sucessão a Mario Augusto da Silva.

(6)

A operadora de telefonia Oi não publicou o 20-F por dificuldades em cumprir no tempo devido as exigências contábeis americanas. A companhia publicou seu balanço anual de 2015 na CVM com ressalva e ênfase dos auditores.

A KPMG declarou como base para a opinião com ressalva discordância quanto a práticas contábeis adotadas pela Oi na incorporação da Telemar Participações, atualmente sob análise pela CVM . A auditoria também questionou em ênfase a capacidade de continuidade operacional da operadora, diante do elevado endividamento.

Ao contrário do regulador brasileiro, porém, a SEC não permite a publicação de demonstrações contábeis com ressalvas, a não ser em casos excepcionais e mediante comunicação prévia. Ao fim de março, a Oi contratou a empresa americana PJT Partners para assessorá-la na melhora do perfil de dívida e de liquidez.

Cemig, Sabesp e CSN não deram maiores explicações para o atraso na entrega do documento, afirmando apenas que necessitarão de prazo adicional.

A CSN teve ênfase dos auditores no balanço publicado no Brasil, enquanto a Cemig teve ênfase e ressalva.

Procurado para comentar o atraso na publicação, o GPA informou que não deve entregar o relatório anual até o prazo adicional de 17 de maio, por conta das investigações na Cnova. A varejista disse ainda que deve entregar o documento logo após a empresa de comércio eletrônico.

A Oi disse que trabalha com seu auditor para a entrega do formulário de acordo com as regras contábeis americanas. Braskem e Eletrobras se restringiram a reforçar as justificativas apresentadas à CVM . Sabesp e CSN não responderam até o fechamento desta edição e a Cemig não se manifestou. (Colaboraram Juliana Machado e Rodrigo Rocha)

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