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Análise de fachada com aerolevantamento VANT

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Academic year: 2021

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LARAH CANDEMIL FAUST

ANÁLISE DE FACHADA COM AEROLEVANTAMENTO VANT

Palhoça 2019

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LARAH CANDEMIL FAUST

ANÁLISE DE FACHADA COM AEROLEVANTAMENTO VANT

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Curso de Engenharia Civil da Universidade do Sul de Santa Catarina como requisito parcial à obtenção do título de Engenharia Civil

Orientador: Ricardo Moacyr Mafra

Palhoça 2019

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LARAH CANDEMIL FAUST

ANÁLISE DE FACHADA COM AEROLEVANTAMENTO VANT

Este Trabalho de Conclusão de Curso foi julgado adequado à obtenção do título de Engenheiro Civil e aprovado em sua forma final pelo Curso de Engenharia Civil do Sul de Santa Catarina.

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Aos meus pais, que acreditaram na minha capacidade, em momentos que nem eu acreditava.

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AGRADECIMENTOS

Quando eu paro para pensar sobre os agradecimentos que devem ser feitos, me vem na cabeça diversas pessoas, que de alguma maneira fizeram parte dessa fase da minha vida. Mas acredito que primeiramente eu preciso agradecer aos meus pais e meu irmão, Sandro, Ana Paula e Gabriel, pois sem o auxílio e apoio deles, eu não teria conseguido chegar até aqui. Ao Bruno Pacheco por todo o tempo e paciência dedicados a me ajudar na conclusão não só da faculdade, mas também deste trabalho. Aos meus amigos, todos aqueles que estiveram comigo dentro e fora da faculdade. Mas em especial aos que estiveram comigo durante toda essa jornada, aqueles que dividiram e dividem todos os momentos dentro das salas de aula, João Victor, Karolina, Mariana, Thainá e Vinicius, sem vocês esse período não teria sido a metade do que foi.

Ao Professor Ricardo por aceitar me orientar e por dedicar seu tempo para colaborar com o andamento deste trabalho. E a todos os professores que fizeram parte dessa graduação, e que de alguma maneira me auxiliaram a chegar até este momento.

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RESUMO

A presente dissertação foi elaborada na área de patologias em edificações e inspeções prediais, levando em conta o crescente número de construções e seu natural processo de deterioração. Para tanto analisou-se a fachada de dois edifícios localizados na cidade de São José e propondo a utilização de um Veículo Aéreo Não Tripulado para tal, buscando os melhores resultados em relação a tempo e custo das inspeções. A revisão bibliográfica aborda os aspectos de conservação de fachadas, principais anomalias presentes em quatro diferentes tipos de revestimentos além de discorrer sobre os Drones, apresentando sua história, suas características e as leis e normas que estão em vigência para o seu uso. Apresentou-se todos os problemas encontrados agrupando-os em quadros e identificando suas causas e soluções. Do mesmo modo, ponderou-se as vantagens e desvantagens do uso de VANTs.

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ABSTRACT

This dissertation was elaborated in the area of pathologies in buildings and building inspections, taking into account the increasing number of buildings and their natural process of deterioration. To this end, the facade of two buildings located in the city of São José was analyzed and proposing the use of an unmanned aerial vehicle for this purpose, seeking the best results regarding the time and cost of inspections. The literature review addresses the conservation aspects of facades, main anomalies present in four different types of cladding and discusses the Drones, presenting their history, their characteristics and the laws and regulations that are in force for their use. All the problems found were presented by grouping them in tables and identifying their causes and solutions. Similarly, the advantages and disadvantages of using UAVs were considered.

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LISTA DE ILUSTRAÇÕES

Figura 1 Vida útil e vida útil de projeto... 21

Figura 2 Panorama legal da autovistoria no território nacional... 24

Figura 3 Exemplificação de descolamento de placas de revestimento ... 35

Figura 4 Exemplificação de eflorescência em pinturas ... 36

Figura 5 Exemplificação de eflorescência em placas pétreas... 37

Figura 6 Exemplificação de eflorescência em placas cerâmicas ... 37

Figura 7 Exemplificação de trinca em tintas ... 38

Figura 8 Exemplificação de manchas em pinturas ... 39

Figura 9 Exemplificação de deterioração de rejunte ... 40

Figura 10 Exemplificação de desagregamento de tintas ... 40

Figura 11 Exemplificação de saponificação em pinturas ... 41

Figura 12 Exemplificação de enrugamentos em pinturas ... 41

Figura 13 Exemplificação de crateras em pinturas ... 42

Figura 15 Características do VANT de Asa Fixa ... 52

Figura 16 Características do VANT Multirrotor ... 53

Figura 17 Etapas do processamento de imagens. ... 56

Figura 18 Passo a passo da pesquisa ... 58

Figura 19 Organograma com a 1ª etapa da pesquisa ... 59

Figura 20 Organograma com a 2ª etapa da pesquisa ... 60

Figura 21 Localização da edificação ... 61

Figura 22 Localização dos Blocos A e B ... 61

Figura 23 Localização das edificações com Norte geográfico ... 62

Figura 24 Imagem da superfície das edificações com seus obstáculos demarcados ... 63

Figura 25 Obstáculo Bloco A ... 63

Figura 26 Obstáculo Bloco B ... 64

Figura 27 Phantom 4 ... 66

Figura 28 Detalhamento das patologias foto 1 Bloco A ... 69

Figura 29 Detalhamento das patologias foto 2 Bloco A ... 69

Figura 30 Detalhamento das patologias foto 3 Bloco A ... 70

Figura 31 Detalhamento das patologias foto 4 Bloco A ... 70

Figura 32 Detalhamento das patologias foto 5 Bloco A ... 71

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Figura 34 Detalhamento das patologias foto 7 Bloco A ... 72

Figura 35 Detalhamento das patologias foto 8 Bloco A ... 73

Figura 36 Detalhamento das patologias foto 9 Bloco A ... 73

Figura 37 Detalhamento das patologias foto 10 Bloco A ... 74

Figura 38 Detalhamento das patologias foto 11 Bloco A ... 74

Figura 39 Detalhamento das patologias foto 12 Bloco A ... 75

Figura 40 Detalhamento das patologias foto 13 Bloco A ... 75

Figura 41 Detalhamento das patologias foto 14 Bloco A ... 76

Figura 42 Detalhamento das patologias foto 1 Bloco B ... 82

Figura 43 Detalhamento das patologias foto 2 Bloco B ... 82

Figura 44 Detalhamento das patologias foto 3 Bloco B ... 83

Figura 45 Detalhamento das patologias foto 4 Bloco B ... 83

Figura 46 Detalhamento das patologias foto 5 Bloco B ... 84

Figura 47 Detalhamento das patologias foto 6 Bloco B ... 85

Figura 48 Detalhamento das patologias foto 7 Bloco B ... 85

Figura 49 Detalhamento das patologias foto 8 Bloco B ... 86

Figura 50 Detalhamento das patologias foto 9 Bloco B ... 86

Figura 51 Detalhamento das patologias foto 10 Bloco B ... 87

Figura 52 Detalhamento das patologias foto 11 Bloco B ... 87

Figura 53 Detalhamento das patologias foto 12 Bloco B ... 88

Figura 54 Detalhamento das patologias foto 13 Bloco B ... 88

Figura 55 Detalhamento das patologias foto 14 Bloco B ... 89

Figura 56 Detalhamento das patologias foto 15 Bloco B ... 89

Figura 57 Detalhamento das patologias foto 16 Bloco B ... 90

Figura 58 Detalhamento das patologias foto 17 Bloco B ... 91

Figura 59 Detalhamento das patologias foto 18 Bloco B ... 91

Figura 60 Detalhamento das patologias foto 19 Bloco B ... 92

Figura 61 Detalhamento das patologias foto 20 Bloco B ... 92

Figura 62 Detalhamento das patologias foto 21 Bloco B ... 93

Figura 63 Mapeamento das anomalias Fachada Sul Bloco A ... 104

Figura 64 Mapeamento das anomalias Fachada Leste Bloco A ... 105

Figura 65 Mapeamento das anomalias Facada Norte Bloco A ... 106

Figura 66 Mapeamento das anomalias Fachada Leste Bloco B ... 107

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Figura 68 Mapeamento das anomalias Fachada Sul Bloco B ... 109 Figura 69 Mapeamento das anomalias Fachada Oeste Bloco B ... 110

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LISTA DE GRÁFICOS

Gráfico 1 Origem dos problemas patológicos com relação às etapas de produção e uso das obras civis ... 25

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LISTA DE QUADROS

Quadro 1: Principais patologias em argamassas decorativas para fachadas ... 30

Quadro 2: Principais patologias em revestimentos cerâmicos ... 32

Quadro 3: Principais patologias em revestimentos com pinturas ... 33

Quadro 4: Principais patologias em revestimentos pétreos ... 34

Quadro 5 Classificação de VANT de acordo com regras da ANAC... 45

Quadro 6 Parâmetros considerados no planejamento de voo ... 48

Quadro 7Comparativo entre tipos de VANT ... 51

Quadro 8 Legenda Quadro de patologias ... 76

Quadro 9 Organização das patologias com causas e soluções Bloco A ... 77

Quadro 10 Legenda Quadro de patologias ... 93

Quadro 11Organização das patologias com causas e soluções ... 94

Quadro 11 Organização das patologias com causas e soluções ... 95

Quadro 11 Organização das patologias com causas e soluções ... 96

Quadro 11 Organização das patologias com causas e soluções ... 97

Quadro 11 Organização das patologias com causas e soluções ... 98

Quadro 11 Organização das patologias com causas e soluções ... 99

Quadro 11 Organização das patologias com causas e soluções ... 100

Quadro 11 Organização das patologias com causas e soluções ... 101

Quadro 11 Organização das patologias com causas e soluções ... 102

Quadro 11 Organização das patologias com causas e soluções ... 103

Quadro 12 Localização das anomalias Fachada Sul Bloco A ... 105

Quadro 13 Localização das anomalias Fachada Leste Bloco A ... 106

Quadro 14 Localização das anomalias Fachada Norte Bloco A ... 107

Quadro 15 Localização das anomalias Fachada Leste Bloco B ... 108

Quadro 16 Localização das anomalias Fachada Norte Bloco B ... 109

Quadro 17 Localização das anomalias Fachada Sul Bloco B ... 110

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LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS

3D- Terceira Dimensão;

ABNT- Associação Brasileira de Normas Técnicas; ANAC- Agência Nacional de Aviação Civil;

ANATEL- Agência Nacional de Telecomunicações; CBA- Código Brasileiro de Aeronáutica;

CBIC- Câmara Brasileira da Indústria da Construção; CTA- Comando-Geral de Tecnologia Aeroespacial; DECEA- Departamento de Controle do Espaço Aéreo; DEM- Modelo Digital de Elevação;

GCS- Ground Control Station;

GPS- Sistema de Posicionamento Global; HD- High Definition;

IBAPE- Instituto Brasileiro de Avaliações e Perícias de Engenharia; NBR- Norma Técnica;

PDI- Processamento Digital de Imagem; RPA- Aeronave Remotamente Pilotada; RPV- - Remote Pilotd Vehicle

UAV- Unmanned Aerial Vehicles; VANT- Veículo Aéreo Não Pilotado.

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SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO... 15 1.1 OBJETIVOS ... 16 1.1.1 Objetivo Geral ... 16 1.1.2 Objetivos específicos ... 16 1.2 DELIMITAÇÃO DA PESQUISA ... 17 1.3 JUSTIFICATIVA ... 17 2 REFERENCIAL TEÓRICO ... 19 2.1 FACHADA ... 19 2.1.1 Definição ... 19 2.1.2 Desempenho ... 19

2.1.3 Durabilidade e Vida útil ... 20

2.1.4 Manutenção... 22

2.2 SISTEMAS DE REVESTIMENTOS ... 22

2.3 INSPEÇÃO PREDIAL ... 23

2.3.1 Legislação de inspeção predial ... 24

2.4 PATOLOGIAS ... 24

2.4.1 Origem ... 26

2.4.2 Legislação de Patologias ... 28

2.4.3 Patologias em fachadas ... 28

2.4.3.1 Patologias em Revestimentos argamassados ... 29

2.4.3.2 Patologias em Revestimento cerâmico ... 31

2.4.3.3 Patologias em Revestimentos com pintura ... 32

2.4.3.4 Patologias em Revestimentos pétreos ... 33

2.4.4 Patologias recorrentes em estruturas de alvenaria ... 34

2.5 VEÍCULO AÉREO NÃO TRIPULADO ... 42

2.5.1 Definição ... 42

2.5.2 Histórico ... 43

2.5.3 Legislação de Drones ... 44

2.5.4 Planejamento de Voo ... 47

2.5.5 Classificação e tipos de VANTs ... 50

2.5.5.1 Asa fixa ... 51

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2.6 SENSORIAMENTO REMOTO ... 53

2.6.1 Fotogrametria ... 54

2.6.2 Fotointerpretação ... 55

2.6.3 Processamento digital de imagens ... 55

2.6.3.1 Agisoft® PhotoScan ... 56 3 MATERIAIS E MÉTODOS ... 58 3.1 ETAPA 1 ... 59 3.2 ETAPA 2 ... 59 3.3 LOCAL DE ESTUDO ... 60 3.4 PLANEJAMENTO DE VOO ... 62 3.5 EXECUÇÃO DO VOO ... 64

3.6 ANÁLISE DAS IMAGENS ... 65

3.7 PROCESSAMENTO DAS IMAGENS ... 65

3.8 PHANTOM 4 ... 66

3.9 COMPUTADOR ... 67

4 RESULTADOS ... 68

4.1 REGISTRO E DESCRIÇÃO DAS MANIFESTAÇÕES PATOLÓGICAS ... 68

4.1.1 Amostragem de imagens Bloco A ... 68

4.1.2 Amostragem de imagens Bloco B ... 81

4.2 APRESENTAÇÃO DAS EDIFICAÇÕES EM MODELO 3D ... 103

5 CONCLUSÃO ... 112

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1 INTRODUÇÃO

Com o passar dos anos, a construção civil teve um avanço muito grande, não só no número de edificações, mas também nas técnicas e conhecimentos adquiridos. De acordo com Ambrosio (2004), com o desenvolvimento cada vez mais rápido da construção civil, buscando assistir uma demanda crescente por empreendimentos, sejam industriais ou habitacionais, promovido pela modernização da sociedade, impulsionou um salto científico e tecnológico.

Este avanço tecnológico faz com que, cada vez mais, se construam edifícios mais altos e mais esbeltos. A diminuição da espessura das paredes faz com que os edifícios apresentem sintomas decorrentes de seus vícios de construção, a estes sintomas dá-se o nome de patologias.

Guia e Pereira (2016), ressaltam que, em uma edificação a primeira preocupação deve ser com relação as patologias, tendo em vista a sua estabilidade, pois a partir do aprimoramento das pesquisas dos defeitos e sintomas patológicos das estruturas em seu todo, pode-se aprender sobre falhas de concepção, de análise, de construção e de utilização destas edificações.

As patologias são consequências da degradação prematura das construções ou de suas partes. Esta degradação diminui o desempenho da edificação e está se tornando uma adversidade constante em todo o mundo (POSSAN E DEMOLINER, 2013).

Esta deterioração, ocorre devido, sobretudo, ao envelhecimento precoce destas estruturas, o qual geralmente é desencadeado pela baixa qualidade dos materiais de construção empregados, por problemas de projeto e execução e falta de manutenção (POSSAN e DEMOLINER, 2013, p.2). Uma anomalia pode ser interpretada como uma adversidade em que a edificação ou parte dela, em um determinado momento de sua vida útil, não retrata o seu desempenho previsto (UEDA, 2017).

A vida útil de uma construção é o intervalo de tempo ao longo do qual a edificação e suas partes constituintes atendem aos requisitos funcionais para os quais foram projetadas, obedecidos os planos de operação, uso e manutenção previstos. (NBR 5674, ABNT, 2012, p.2). As fachadas são partes importantes do todo, e as patologias nelas encontradas causam um impacto negativo, tendo em vista a importância tanto visual e estética quanto de preservação e funcionalidade da edificação. Além de que essa negatividade acarreta problemas de segurança e bem estar aos indivíduos que usufruem o prédio. Desse modo houve a necessidade de buscar e

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investir em metodologias para inspecionar as construções em seu todo, com a finalidade de impedir ou antecipar os possíveis danos. A inspeção predial de acordo com IBAPE (2012), é a investigação isolada ou combinada dos requisitos técnicos, de uso e de manutenção da construção.

Dentre todos esses desenvolvimentos tecnológicos, não se pode deixar de citar os Veículos Aéreos Não Tripulados (VANT’s), que se tratam de aeronaves de pequeno porte conduzidas através de controle remoto que possuem uma câmera acoplada. Muitos países têm trabalhado no desenvolvimento de VANT para diferentes mercados. Sendo que os Estados Unidos se destacam por ter um domínio do mercado em termos de tamanhos, tipos e sofisticações dos sistemas (JORGE, INAMUSU E CARMO, 2011).

De acordo com Alves Júnior (2015), um drone é um ótimo equipamento de obtenção de imagens de elevada qualidade, com custo razoavelmente moderado e alta resolução temporal, fazendo com que o uso do VANT seja cada vez mais popular.

A grande questão de fazer uma inspeção com drone está na otimização do tempo da mesma. Além, de trazer benefícios de conforto do operador, podendo entrar em espaços confinados e ir a grandes altitudes sem que o trabalhador esteja preso a uma corda, ou precise de um andaime para tal (KNEIPP, 2018, p. 43).

1.1 OBJETIVOS

1.1.1 Objetivo Geral

Analisar qualitativamente as patologias encontradas na fachada de duas edificações localizadas na cidade de São José, com o uso de imagens feitas com Drone.

1.1.2 Objetivos específicos

• Analisar e avaliar as manifestações patológicas na edificação de estudo; • Identificar as causas e soluções dos danos;

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1.2 DELIMITAÇÃO DA PESQUISA

A presente pesquisa tem como principal campo de abrangência a inspeção de fachadas, identificando as patologias e anomalias encontradas durante a análise. Além de qualificá-las será feito um estudo das causas e soluções para essas anomalias. Sabendo-se da existência de quatro principais tipos de revestimentos para fachadas, sendo eles, revestimento cerâmico, argamassado, de pintura e pétreo, e suas principais características quanto ao aparecimento de patologias, foram escolhidas para esse estudo duas edificações, na cidade de São José, em que ambas possuem revestimento argamassado e pintura.

Além da abordagem principal, será realizado o parecer da utilização de Veículos Aéreos Não Tripulados para realização da captura das imagens utilizadas na avaliação das patologias, sendo todas as fotos retiradas em apenas um dia de voo. Visando aderir a essa inspeção um equipamento ainda novo no mercado, e que já vem se mostrando de grande valia em suas aplicações nos campos da engenharia. E por fim as fotografias serão processadas a fim de gerar uma modelagem 3D das edificações, que será utilizada principalmente para localização das anomalias nos prédios.

Essas análises serão realizadas para principalmente demonstrar a importância da inspeção de fachadas, visando sempre o aumento da vida útil e desempenho das edificações, aliado a relevância que é a busca por novas tecnologias, para agregar em resultados melhores e mais eficazes.

1.3 JUSTIFICATIVA

Tendo em vista o crescente número de edificações, observou-se a necessidade de preservá-las, visando cada vez mais o aumento de vida útil, além de a busca por prevenção de possíveis danos. O aparecimento de patologias nas fachadas das construções pode se dar desde o início da obra até anos depois da sua construção e vem se mostrando um problema muito recorrente.

A busca por maneiras de identificar e posteriormente tratar ou reformar a fachada vem se tornando uma solução para essa problemática. Existem diversas maneiras de obter as informações necessárias para uma catalogação de danos, porém a maioria delas são custosas e demandam muito tempo.

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Por esse motivo o presente trabalho busca uma maneira diferente de encontrar essas informações, através do uso do Drone para fotografar e filmar a parte externa das edificações. Tendo em vista a grande crescente que essa tecnologia teve nos últimos anos, ela se mostra inicialmente uma ótima alternativa para tal, o seu uso promete uma diminuição de custos, riscos e tempo para realização da inspeção.

Hoje em dia, o mercado conta com uma vasta quantidade de modelos de aeromodelos, e que já são utilizados em diversos ramos da engenharia, auxiliando em mapeamentos aéreos, acompanhamento de obras, inspeção de estruturas elétricas, usinas, pontes, fachadas, telhados, entre outras.

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2 REFERENCIAL TEÓRICO

2.1 FACHADA

2.1.1 Definição

As fachadas, segundo Costa (2014), são importantes por conta de sua característica de fazer a passagem entre o exterior e interior de uma construção, ademais contribuem com a conduta de uso da edificação, sob a ação de esforços e das circunstâncias do meio ambiente, ao longo de sua vida útil. Por vezes, nem todas as partes das fachadas atendem a performance esperada, podendo atingir níveis críticos de deterioração e ocasionar risco à segurança, à habitabilidade e desconforto aos usuários.

Sabe-se que a fachada é a parte externa da edificação, podendo ser lateral, posterior ou frontal. E segundo Consoli (2006), além de protegerem a construção contra os diversos agentes agressivos, elas devem assegurar aos usuários conforto acústico, térmico e segurança.

2.1.2 Desempenho

Com a finalidade de atender a atividade da construção civil, visando assistir os usuários que estão cada vez mais minuciosos, houve o intuito de criação de meios para garantir o conforto, a qualidade e a durabilidade das edificações, sendo assim em 2008 foi criada uma norma, NBR 15575, que especifica o seu desempenho e seus objetivos, a qual teve sua última atualização em 2013.

De acordo com a NBR 15575 (ABNT, 2013), o desempenho tem sua definição expressa como sendo a habilidade de atender as necessidades dos usuários da construção quanto ao conforto, economia, saúde e adequação ao uso. E a manutenção tem como principal objetivo preservar ou recuperar os serviços realizados com o intuito de adequar-se, prevenindo ou corrigindo a perda de desempenho.

Ainda com base NBR 15575 (ABNT, 2013), uma construção deve obedecer a uma soma de exigências, para que tenha um desempenho satisfatório, deve-se haver um consenso junto ao usuário sobre as condições que ele julga necessárias para um bom desempenho. Com fundamento nos requisitos qualitativos: segurança, resistência, conforto, boa estética, devem-se formular os critérios de desempenho visando as normativas prescritivas vigentes, sendo eles:

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• Desempenho estrutural; • Segurança contra incêndio; • Segurança no uso e na operação; • Estanqueidade;

• Desempenho térmico; • Desempenho acústico;

• Durabilidade e manutenabilidade; • Saúde, higiene e qualidade do ar; • Funcionalidade e acessibilidade; • Conforto tátil e antropodinâmico; e, • Adequação ambiental.

2.1.3 Durabilidade e Vida útil

Chaves (2009) afirma que, os revestimentos das fachadas de uma edificação devem dispor de algumas propriedades de modo a atenderem o desempenho esperado, visando os requisitos de uso, no decorrer da sua vida útil. A essa capacidade dá-se o nome de durabilidade, que depende, principalmente, dos materiais usados nas fachadas, das circunstâncias as quais o material é exposto, às condições do seu uso e ainda das manutenções realizadas. Para Mehta e Monteiro (2008) vida útil e durabilidade são sinônimos, e estão constantemente interligadas.

Gaspar e Brito (2010, p.1) evidenciam que a durabilidade de um elemento da construção corresponde ao período de tempo durante o qual aquele mantém características físicas que lhe permitam responder às respectivas exigências de desempenho, sem que sejam atingidos estados limite.

A durabilidade e o desempenho das fachadas dependem das decisões tomadas nas diversas etapas do processo de produção dos edifícios, ou seja, no planejamento, projeto, especificação, materiais, execução e utilização (operação e manutenção). O bom andamento

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desse processo deve levar a uma série de atividades programadas que prolongam sua vida útil a um custo compensador (CONSOLI, 2006, p.22).

A NBR 15575-1 (ABNT, 2013) define vida útil como o intervalo de tempo após a conclusão da obra, onde toda a edificação, ou parte dela, alcançam ou não, as exigências de desempenho. O valor da vida útil é relativo, e está diretamente relacionada com as variações das condições mínimas de desempenho pré-estabelecidos, pois esses parâmetros de desempenho se alteram de acordo com os padrões de conforto da época, do contexto social, do enquadramento normativo, do uso que lhe é atribuído e ainda quem os executa. Ainda de acordo com a norma, a Figura 1, representa um gráfico que relaciona desempenho e tempo, quanto mais manutenções forem feitas na edificação maior é o tempo e desempenho dela. Figura 1 Vida útil e vida útil de projeto

Fonte: ABNT NBR15575, 2013

Em conformidade com Resende, Barros e Medeiros (2001, p.10) a vida útil de um edifício está diretamente relacionada com a manutenção do desempenho dos revestimentos acima dos níveis mínimos especificados. Para isso, deve-se ter um conhecimento preciso dos fatores de degradação ao qual o revestimento estará submetido, uma vez que a deterioração ocorre em função da natureza do componente e das condições de exposição.

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Oliveira (2016) ressalta que, existem diversos aspectos para comprovar que o alongamento da vida útil de uma edificação ou dos materiais nela utilizados é importante, pode-se citar como exemplo a procura pelo bom funcionamento de cada componente da construção ou então pela garantia de segurança, concedendo um bom aproveitamento à um edifício já existente.

2.1.4 Manutenção

Entende-se por manutenção, o conjunto de atividades necessárias à garantia do desempenho atendendo a níveis satisfatórios, ou seja, é o conjunto de rotinas que tem por finalidade o prolongamento da vida útil do projeto, a um custo o mais compensador. A manutenção de estruturas é tida como um dos processos que compõem a construção de uma edificação, tão importante quanto à execução do mesmo, para contribuir com o não surgimento de patologias. (SOUZA E RIPPER, 1998, p.21)

Para Pina (2013), as manutenções feitas de tempos em tempos são de grande relevância em se tratar do desempenho das edificações, pois através delas é possível manter a construção em constante conservação. Essas manutenções devem ser estimadas pelo construtor e repassadas para os condôminos através do manual de edificação.

Conforme Resende, Barros e Medeiros (2001), podem existir três diferentes tipos de manutenção, sendo elas:

• Manutenção planejada preventiva: atividades realizadas durante a vida útil da edificação, de maneira a antecipar-se ao surgimento de defeitos;

• Manutenção planejada corretiva: atividades realizadas para recuperar o desempenho perdido;

• Manutenção não planejada: definida como o conjunto de atividades realizadas para recuperar o desempenho perdido devido a causas externas não previstas.

2.2 SISTEMAS DE REVESTIMENTOS

Resende, Barros e Medeiros (2001), afirmam que os revestimentos de fachada de edificações habitacionais executam uma função de suma importância para garantir a

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durabilidade da construção, visto que a sua principal função é a proteção contra os agentes externos. Sendo assim, o desempenho desses revestimentos deve estar sempre acima dos níveis mínimos necessários para cumprir suas funções, deve ser uma conduta a ser seguida na fase da especificação dos revestimentos, na concepção dos detalhes construtivos, na fase de execução e na definição de uma metodologia de manutenção.

A NBR 13755 (ABNT, 1996, p.2) define revestimento externo como um conjunto de camadas superpostas e intimamente ligadas, constituído pela estrutura-suporte, alvenarias, camadas sucessivas de argamassas e revestimento final, cuja função é proteger a edificação da chuva, umidade, agentes atmosféricos, desgaste mecânico oriundo da ação conjunta do vento e partículas sólidas, bem como dar acabamento estético

As funções básicas de revestimento são: a regularização superficial dos fechamentos da base, proteção das alvenarias e estrutura de concreto com vistas à durabilidade, bem como contribuir no desempenho geral dos fechamentos da edificação, podendo variar de caso a caso (SILVA, 2006, p.10).

No momento da escolha dos melhores materiais e componentes do revestimento não se deve levar em conta apenas o aspecto estético da edificação, haja vista que esse material deve apresentar tenacidade aos agentes externos. Os elementos mais recomendados para esse propósito são os revestimentos cerâmicos, argamassados, pétreos, entre outros (NASCIMENTO, 2016).

2.3 INSPEÇÃO PREDIAL

Souza (2018), explica autovistoria predial como sendo a maneira mais comum do que também pode ser chamado de visita técnica. Uma visitação técnica é uma inspeção técnica efetuada por um profissional qualificado e apto, em edifícios, condomínios ou prédios, a fim de inspecionar a estrutura. Incluso a este diagnóstico a autovistoria tem o propósito de analisar tecnicamente as condições de conservação, segurança e até mesmo de estabilidade das construções.

Entende-se inspeção predial, de acordo com Siqueira, Lara e Roth (2012), como um parecer técnico do “estado de conformidade de uma edificação”, tendo como fundamento a vida útil, desempenho, estado de conservação, manutenção, operação, segurança, entre outros, sendo visando o bem estar dos usuários.

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2.3.1 Legislação de inspeção predial

Nos dias atuais, a autovistoria ainda não é lei no Brasil, porém alguns estados e municípios já criaram as suas próprias leis exigindo a vistoria periódica. Durante o Congresso Brasileiro de Engenharia de avaliações prediais, realizado no ano de 2013 em Florianópolis, foi feita uma análise de todos os estados e cidades que já aderiram às leis de obrigatoriedade de inspeção, ou aqueles que ainda estão com os projetos de lei tramitando (Figura 2).

Figura 2 Panorama legal da autovistoria no território nacional

Fonte: A Obrigatoriedade da Inspeção Predial – XVII COBREAP – 2013

2.4 PATOLOGIAS

Segundo Nazário e Zancan:

Patologia, de acordo com os dicionários, é a parte da medicina que estuda as doenças. A palavra patologia tem origem grega de “phatos” que significa sofrimento, doença, e de “logia” que é ciência, estudo. Então, conforme os dicionários existentes podem-se

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definir a palavra patologia como a ciência que estuda a origem, os sintomas e a natureza das doenças (NAZÁRIO E ZANCAN, 2011, p. 01).

Ainda segundo os autores, o conhecimento das patologias nas edificações é de suma relevância na busca de um padrão elevado das etapas construtivas e na melhoria da habitabilidade e durabilidade das edificações. A fim de evitar o aparecimento de patologias, é essencial que se estude detalhadamente as origens delas, para entender o fenômeno e ajudar nas decisões de definição de comportamento e planos de ação contra problemas.

As patologias nas edificações podem ser determinadas, para Pina (2013, p.38), como, um conjunto de manifestações que ocorrem durante a fase de execução, ou ainda adquiridas ao longo dos anos e que venha prejudicar o desempenho esperado de uma edificação e das suas partes.

Porém, de acordo com CBIC (2013), o aparecimento dos problemas patológicos não é originado unicamente da falta de manutenção ou de ações inadequadas dos usuários, as manifestações patologias são acarretadas por uma combinação de erros em todas as etapas de construção do edifício, dos métodos construtivos, das condições de agressividade, da eficiência estrutural, mas os usuários possuem uma parcela de culpa pela falta de manutenção.

Destaca-se o Gráfico 1 elaborado por Helene (2003), no qual relaciona-se as origens mais encontradas para os problemas patológicos em construções e suas frequências.

Gráfico 1 Origem dos problemas patológicos com relação às etapas de produção e uso das obras civis

(27)

As causas de ocorrência dos fenômenos patológicos podem ser as mais diversas, desde o envelhecimento natural da estrutura até os acidentes, e até mesmo a irresponsabilidade de profissionais que optam pela utilização de materiais fora das especificações, na maioria das vezes por alegadas razões econômicas (RIPPER; SOUZA, 1998, p.13).

Os autores, Ripper e Souza (1998), citam que na construção civil, as perturbações que mais se manifestam, como por exemplo, trincas e fissuras de revestimento, podem ser divididas em duas categorias, sendo os problemas simples ou complexos. Os problemas considerados simples, convém uma padronização, em que o profissional que o solucionará não necessite de conhecimentos avançados, porém os de natureza complexa, necessitam de uma investigação mais afundo do problema, sendo que o profissional deverá conhecer sobre o tema em questão para poder diagnosticar a situação.

Os elementos estruturais apresentam anomalias ocasionados por diversos aspectos, que se dão desde problemas na concepção do projeto até falhas de manutenção. Se esses fatores não forem tratados o quanto antes, podem ocasionar em degradação, danificando a estrutura, tornando-a impossibilitada de uso ou até mesmo acarretando ao seu desabamento (PINA, 2013).

2.4.1 Origem

As origens das anomalias da construção civil podem ser externas, em que as causas das patologias não são ocasionadas por erros humanos, mas sim consequência de agentes nocivos do meio ambiente, ou internas, são as que têm seu início ao longo do processo construtivo (CREMONINI, 1988) e podem ser subdivididas em três:

• Congênitas: originárias na fase de planejamento e projeto;

• Construtivas: originárias na etapa de construção, por falta de qualidade de materiais ou mão de obra qualificada;

• Uso: decorrentes do uso inadequado da estrutura projetada e da falta de realização de manutenção.

(28)

A fase de concepção se refere à fase em que a edificação é gerada. Esta é a base de todo o resto, pois qualquer falha nessa fase irá prejudicar o bom andamento das outras fases. Na fase de concepção é que são definidas as características esperadas dos produtos empregados na construção, as condições de exposição previstas para o ambiente exterior, o comportamento em uso projetado do edifício construído, e principalmente a viabilidade da construção, porém erros cometidos nessa fase como: falhas no estudo preliminar; falhas no anteprojeto; falhas no projeto final de engenharia, podem levar a escolha de elementos de projeto inadequados tais como: má definição das ações atuantes ou de sua combinação mais desfavorável, escolha inadequada do modelo analítico, deficiência d cálculo da estrutura (como por exemplo a não consideração do efeito de temperatura no cálculo) ou da avaliação da capacidade portante do solo.

Na fase de projeto dos sistemas prediais, os vícios podem ocorrer por falhas de concepção sistêmica, erros de dimensionamento, ausência ou incorreções de especificações de materiais e de serviços, insuficiência ou inexistência de detalhes construtivos, etc. (GNIPPER, 1993 apud MIKALDO JR, 2007, p.3).

Na etapa da construção, é taxativa a necessidade da fiscalização de qualidade e das técnicas e métodos construtivos para não haver o prolongamento das disfunções patológicas no futuro, visto que é obrigação dos profissionais fazer a avaliação dos materiais empregados no decorrer da execução, bem como supervisionar se eles estão dentro dos requisitos mínimos estipulados em projeto, buscando sempre a diminuição da perda de insumo (CREMONINI, 1988).

Segundo Pina (2013), os principais vilões que ocasionam as patologias durante a etapa de construção de edificação são a falta de capacitação da mão de obra, a qualidade dos materiais utilizados e as falhas de dosagem. Ainda que sejam problemas primários, eles podem acarretar problemas maiores no decorrer da vida útil da construção, como o caso de infiltração, que permite que a água adentre na estrutura, provocando corrosão estrutural e no esqueleto da edificação.

De acordo com Cremoni (1988), o usuário possui um papel significativo no aparecimento de defeitos, que podem ser dos seguintes tipos: operação incorreta de elementos, sobrecarga, utilização não previstas do edifício e falta de manutenção.

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2.4.2 Legislação de Patologias

Grandes debates sobre responsabilidade por vícios, defeitos, solidez e segurança da obra ocorrem por todo o Brasil desde o antigo Código Civil de 1916. Com o novo Código Civil e o Código de Defesa do Consumidor ampliaram-se as responsabilidades dos construtores e fornecedores de um modo geral, bem como os direitos dos compradores nas relações de consumo entendidos pelos Códigos como hipossuficiente, ou seja, devem ser protegidos pelo Poder Público em geral (ALVES, 2009, p.27).

Del mar (2008) destaca que o profissional tem como dever pôr em prática a obra tal como lhe foi solicitada, responsabilizando-se inclusive por seus prepostos. A obra deve ser realizada de forma que sua solidez seja garantida e que ela atenda ao propósito ao qual foi encomendada, sem deixar de salientar que o profissional é o encarregado pelos vícios e defeitos que possam surgir.

Porém, mesmo que o profissional siga as orientações do proprietário ele não deve ser excluído das responsabilidades. O Código do Consumidor1, regula a responsabilidade pelas falhas construtivas em seu artigo doze, que:

O fabricante, o produtor, o construtor, nacional ou estrangeiro, e o importador respondem, independentemente da existência de culpa, pela reparação dos danos causados aos consumidores por defeitos decorrentes de projeto, fabricação, construção, montagem, fórmulas, manipulação, apresentação ou acondicionamento de seus produtos, bem como por informações insuficientes ou inadequadas sobre sua utilização e riscos.

2.4.3 Patologias em fachadas

As patologias em fachadas para Chaves (2009, p.11) são:

Inúmeras as manifestações patológicas que afetam a envolvente exterior dos edifícios. Estas, advêm da conjugação de vários fatores, designadamente, a evolução da tecnologia e de novos materiais não acompanhada pelos vários agentes interventivos no setor da construção, a celeridade muitas vezes imposta na realização dos projetos, a

1 BRASIL.Lei n° 8078, de 11 de setembro de 1990. Dispõe sobre a proteção do consumidor e dá

outras providências. Diário Oficial [da] República do Brasil, Brasília, DF, 12 set. 1990. Disponível em: <https://www.planalto.gov.br/>. Acesso em: 07 jun. 2019

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redução forçada do tempo de execução das obras, a pouca preparação quer dos projetistas, quer da mão-de-obra, a incompatibilidade das várias especialidades que compõem os projetos, aliada à falta de pormenorização, a ausência de um correto planeamento e à existência de uma fiscalização pouco exigente.

De acordo com Nascimento (2012), a situação do revestimento é a principal motivação do aparecimento de anomalias nas construções, haja vista que as fachadas fazem parte da envoltória da edificação, que também é composta pela cobertura, e que são caracterizados como os primeiros a receberem incidência de agentes de degradação.

As falhas originam-se de erros ou omissões durante a fase de projeto ou na construção das edificações. Suas ocorrências prejudicam a utilização do sistema ou elemento, e consequentemente resultam em desempenho inferior ao requerido (ABNT, 2013b).

2.4.3.1 Patologias em Revestimentos argamassados

Denomina-se argamassa de revestimento, como sendo a cobertura de uma área com uma ou mais camadas. (ALVES, 2002).

Do Carmo (2003), cita que o emprego de revestimentos de argamassa tem como principal finalidade, gerar melhorias no aspecto estético da edificação e melhoria da higiene dos ambientes. Todavia é possível encontrar casos de incidências de manifestações patológicas, dentre elas, as mais comuns são o aparecimento de manchas, bolor, deslocamentos, fissuras, desagregação e as vesículas. Esses problemas afetam apenas a parte estética da construção, não interferindo na parte estrutural, porém propicia insatisfação e desconforto para os usuários.

As principais patologias apresentadas em argamassas decorativas estão apresentadas na tabela abaixo:

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Quadro 1: Principais patologias em argamassas decorativas para fachadas

Manifestações Causas

Descolamento com empolamento

Parte da cal se hidratou após a aplicação do revestimento

Vesículas

Materiais que causam alteração de volume após o endurecimento da argamassa, tais como matéria orgânica, torrões de argila ou ferruginoso, pirita na areia ou outras contaminações.

Bolor (fungos, algas, liquens, etc.)

Absorção de água por condensação capilar, infiltração, ou absorção higroscópica.

Descolamento com pulverulência ou argamassa friável

Emprego de argamassa mal proporcionada, hidratação inadequada de cimento, emprego de gesso que causará reação expansiva, ou pintura antes da carbonatação total da cal da argamassa

Fissura

Execução do revestimento com teor elevado de finos e alto consumo de cimento ou água de amassamento, intervalo de tempo entre aplicação das camadas superpostas e cura deficientes, corrosão de armadura por falta de cobrimento necessário de concreto

Fissura por deficiência de encunhamento da alvenaria

Blocos de concreto não curados, baixa resistência ou tolerâncias dimensionais inadmissíveis, excesso de argamassa em tijolos de barro, falta ou deficiência de chapisco aplicado em fundo de viga, chapisco com areia fina, encunhamento realizado antes da argamassa de assentamento ter retraído (20 dias), falta de amarração das laterais dos pilares, comprometendo a ligação de alvenaria com os elementos estruturais, material para encunhamento com alta retração, execução deficiente de vergas e contravergas, deformação lenta do concreto estrutural.

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2.4.3.2 Patologias em Revestimento cerâmico

Os revestimentos cerâmicos, com base em Medeiros e Sabattini (1999), possuem inúmeros benefícios em comparação aos demais revestimentos, incluindo as pinturas, pedras, tijolos aparentes, argamassas decorativas. As principais vantagens de seu uso é a alta durabilidade, a facilidade na limpeza, melhoria de estanqueidade da vedação, valorização econômica da edificação, valorização estética, possibilidade de composição harmônica e conforto térmico e acústico.

De acordo com Consoli:

As patologias em cerâmicas são patologias encontradas em revestimentos, causadas por vários fatores como: choque térmico, expansão por umidade e falhas no assentamento. Dentre os problemas patológicos normalmente encontrados em revestimentos cerâmicos aquele que encontra maior destaque é o desprendimento dos elementos cerâmicos da sua base. Entretanto, além destas, existem ainda patologias de outras naturezas, dentre elas: a ocorrência de eflorescências e o surgimento de fissuras e trincas, tanto no elemento cerâmico, como no rejunte. Essas patologias representam as maiores causas de falhas no subsistema, revestimento cerâmico, quando utilizado em fachadas de edifícios (CONSOLI, 2006, p.108).

É possível visualizar as principais manifestações patológicas em revestimentos cerâmicos no Quadro 2.

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Quadro 2: Principais patologias em revestimentos cerâmicos

Manifestações Causas

Destacamento Falta de chapisco, não havendo aderência

suficiente para o reboco ou ausência de rugosidade do substrato.

Eflorescência Presença de cristais de sal na superfície.

Descolamento ou perda de aderência

Aderência insuficiente entre camadas do sistema de revestimento, falta de juntas elásticas no contorno, deficiência do suporte, isto é, falta de limpeza, planeza ou porosidade.

Trincas e fissuras Variações térmicas, higroscópicas,

sobrecargas, recalques de fundação ou alterações químicas.

Deterioração do rejunte Perda dessa estanqueidade ou

envelhecimento do material. Procedimentos inadequados de limpeza e ou presença de cimento na composição da pasta de rejunte expõem os rejuntes a ataques por fungos. Fonte: Adaptado Chaves, 2009 e Consoli, 2006.

2.4.3.3 Patologias em Revestimentos com pintura

Na totalidade das edificações, de acordo com Amaral (2013), as paredes externas e internas podem ser pintadas com uma enorme variedade de tintas, sendo elas de base aquosa ou de solvente orgânico, alcançando acabamentos com cor, textura e brilho variáveis. Ainda assim, pode-se obter um conjugado de anomalias, associado à diversas causas associadas.

O surgimento de anomalias em paredes com revestimentos de pinturas, podem surgir em duas estágios distintos, em seguida a realização da pintura ou durante a sua utilização. Porém

(34)

deve-se ter a precaução de que antes da aplicação do revestimento a parede deve estar em ótima situação. (CHAVES, 2009).

Quadro 3: Principais patologias em revestimentos com pinturas

Manifestações Causas

Eflorescência

Presença de umidade ou cura incorreta da superfície, por apresentar acúmulo de materiais alcalinos do substrato.

Desagregação

Aplicação da tinta antes da cura completa da argamassa ou também por contaminação do material utilizado no traço da argamassa.

Saponificação Materiais alcalinos do substrato reagem com

a resina da tinta.

Manchas

Teor elevado de água na tinta recém aplicada, esta traz a superfície os materiais solúveis da tinta.

Enrugamentos

Aplicação excessiva do produto ou ainda quando a temperatura no momento da aplicação se encontra elevada.

Trincas Movimentação da estrutura

Crateras

Quando a tinta é diluída com materiais não recomendados como: gasolina e querosene, ou ainda quando há a presença destes na superfície de aplicação

Fissuras

Tempo insuficiente de hidratação da cal antes da aplicação de reboco ou devido a camada de massa fina estar muito espessa Fonte: Adaptado Gripp, 2008.

2.4.3.4 Patologias em Revestimentos pétreos

Chaves (2009), assegura que as anomalias mais recorrentes em fachadas revestidas a pedra natural são os descolamentos e as manchas nas superfícies mais expostas, podendo também, ocorrer eflorescências, fissuração e desgaste.

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Na maior parte dos casos, pode-se evitar ou minimizar a ocorrência dessas patologias, desde que na fase de projetos os materiais mais adequados sejam especificados e as metodologias de execução mais convenientes. (GRIPP, 2008).

Quadro 4: Principais patologias em revestimentos pétreos

Manifestações Causas

Descolamento Colagem ineficiente, falta de resistência

mecânica por parte do reboco de suporte ou falta de planeza do mesmo. Ou ainda o não preenchimento das juntas de assentamento, permitindo a circulação de água por trás das placas de revestimento.

Manchas Exposição à ação da chuva aliada a ventos

fortes, fissuração no revestimento ou até envelhecimento do mesmo.

Eflorescência O não preenchimento das juntas,

proporcionando a entrada de água, que vai por sua vez lixiviar o material de colagem, dissolvendo sais e arrastando-os até à superfície.

Fissuração Resultam de dilatações e contrações devidas

às mudanças de temperatura, a sobrecargas, à umidade, a movimento do solo ou às vibrações produzidas pelo trânsito.

Desgaste A exposição aos agentes atmosféricos.

Fonte: Adaptado Gripp, 2008 e Amaral, 2013.

2.4.4 Patologias recorrentes em estruturas de alvenaria

(36)

No que se refere a descolamento ou perda de aderência é possível encontrá-las com frequência em Revestimentos Pétreos ou Cerâmicos. Consoli (2006) afirma que, provém sempre na interface de materiais e componentes; isto é, entre tijolo e chapisco, chapisco e reboco, reboco e emboço.

O descolamento das pastilhas das paredes é uma anomalia que ocorre com muita frequência, porém muito grave. Além das consequências operacionais que o descolamento deste revestimento ocasiona, a queda apresenta ampla ameaça para os humanos e matérias (CHAVES, 2009).

A reabilitação da região afetada, na maioria das vezes, demanda a retirada total do revestimento da fachada, o processo requer cuidados especiais, para que não arruíne a base, além de que é altamente onerosa (BAUER, KRAUS E ANTUNES, 2010).

Figura 3 Exemplificação de descolamento de placas de revestimento

Fonte: Cedro Engenharia Consultiva, 2018. • Eflorescência:

De acordo com Chaves (2009), as eflorescências podem divergir de cor, sendo a coloração branca a mais continuamente identificada e encontram-se sob a forma de reservatórios, tanto de agregados cristalinos de fraca coesão, quanto de granulares, pulverulentos ou crostas.

É uma anomalia comumente encontrada nos Revestimentos Cerâmicos, de Pintura e Pétreos.

Em Revestimentos Cerâmicos e Pétreos, o seu aparecimento ocorre com frequência quando, numa fachada, as juntas de assentamento não são preenchidas, proporcionando a

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entrada de água, que vai por sua vez lixiviar o material de colagem, dissolvendo sais e arrastando-os até à superfície, originando as eflorescências (CHAVES, 2009, p.47). Ainda de acordo com o autor existem algumas ações que podem ser feitas para evitar o seu surgimento: - Utilizar argamassas com baixo teor de alcalis;

- Usar revestimento cerâmico de boa qualidade, que não contenha na sua composição sais solúveis;

- Antes da aplicação do revestimento, garantir que o suporte se encontra devidamente seco. Já nos Revestimentos com Pintura, recomenda-se que seja feita a remoção das partes soltas, aplicação de uma demão de Fundo Preparador para paredes, nivelamento com massa corrida ou ainda repintar a parede.

Figura 4 Exemplificação de eflorescência em pinturas

Fonte: Futura tintas, 2019

De um modo geral a eliminação de água é o fator básico para a correção do problema (CONSOLI, 2006, p.109).

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Figura 5 Exemplificação de eflorescência em placas pétreas

Fonte: Manual de rochas ornamentais para Arquitetos, 2018. Figura 6 Exemplificação de eflorescência em placas cerâmicas

Fonte: Cimento Mauá, 2018. • Trincas e fissuras:

Trata-se das anomalias mais comuns, e elas ocorrem em todos os tipos de Revestimentos, podem ocorrer a partir de dilatações ou contrações advindas das variações térmicas, sobrecargas, umidade, movimentação do solo, ou até mesmo vibrações concebidas pelo trânsito (CHAVES, 2009).

As trincas são rupturas no corpo da placa de revestimento provocadas por esforços mecânicos, que causam a separação das placas em partes, com aberturas superiores a 1 mm. Já as fissuras são rompimentos nas placas cerâmicas, com aberturas inferiores a 1 mm e que não causam a ruptura total das placas (ROSCOE, 2008, p. 59).

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O surgimento de fissuras pode desencadear em uma deformação na construção, também resultar de uma deformação do edifício, consequentemente as tensões podem ser transportadas para os revestimentos (CHAVES, 2009).

Segundo Roscoe (2008), esse tipo de patologia tem por padrão manifestar-se nos primeiros e últimos andares da edificação, tendo em vista a ausência de discriminação das juntas de movimentação e de detalhamentos adequados. A fim de impedir o surgimento de fissuras e trincas, recomenda-se que essas especificações sejam incluídas aos projetos de revestimento e uso de argamassas de boa qualidade.

Figura 7 Exemplificação de trinca em tintas

Fonte: Decorando Casas, 2018 • Manchas:

Existem diversas maneiras de elas se manifestarem. Nos revestimentos com pintura, segundo Chaves (2009), normalmente podem ser mofo ou bolor, que são espécies de fungos, podem ser manchas de aplicação ou ainda manchas de extração de solúveis, que ocorre quando a parede foi molhada antes de ser pintada.

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Figura 8 Exemplificação de manchas em pinturas

Fonte: Futura tintas, 2019

Já em Revestimentos pétreos ou cerâmicos, as mais comuns são: mancha do tipo crosta negra, que se formam em ambientes de alta poluição e são gesso, cinzas e poeiras que se depositam na superfície da pedra, ou ainda, manchas do tipo filmes negros, que aparecem apenas em granito, e em zonas expostas à ação da chuva, e são constituídos por depósitos muito finos que mantém a rugosidade da pedra, formados por materiais amorfos, que devido à poluição são de cor negra.

• Deterioração do rejunte:

No decorrer do processo de instalação do revestimento cerâmico, Chaves (2009), recomenda que se deve realizar a implementação de juntas com largura conveniente para que seja viável a acomodação às movimentações, tanto do revestimento, quanto da argamassa de assentamento.

O processo de deterioração das juntas demonstra sinais aparentes, que são: perda de estanqueidade da junta e envelhecimento do material de preenchimento. A perda da estanqueidade origina-se posteriormente a sua execução, por meio de processos de limpeza inapropriados. Estes métodos de limpeza são capazes de ocasionar deterioração parcial do material utilizado, que juntamente aos agentes agressivos pode ocorrer fissuras ou até mesmo infiltração, acarretando a ruína do revestimento (ROSCOE, 2008).

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Figura 9 Exemplificação de deterioração de rejunte

Fonte: Manual de rochas ornamentais para Arquitetos, 2018. • Desagregação:

Segundo Gripp (2008), é o estrago da pintura, que se esfarela e destaca-se da parede em companhia de partes do reboco. As maneiras de corrigir essa patologia são: removendo a fonte de umidade, removendo partes soltas e mal aderida ou corrigir com argamassa.

Figura 10 Exemplificação de desagregamento de tintas

Fonte: Futura tintas, 2019 • Saponificação:

É o aparecimento de manchas na superfície pintada (em geral provoca descascamento ou destruição da tinta PVA) e retardamento indefinido da secagem de tintas à base de resinas alquídicas (esmaltes e tintas à óleo). A patologia é causada pela alcalinidade (GRIPP, 2008, p.25).

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Para fazer uma correção adequada deve-se remover a fonte de umidade, remover toda a pintura da superfície e corrigir a argamassa nas partes profundas. Segundo Gripp (2008) recomenda-se que haja a espera de até 28 dias para que o reboco esteja seco e curado corretamente antes de pintar.

Figura 11 Exemplificação de saponificação em pinturas

Fonte: Futura tintas, 2019 • Enrugamentos:

O enrugamento ocorre no momento em que há uma secagem rápida da camada superior da pintura, que apresenta uma dilatação mais elevada em relação à camada inferior. Esta anormalidade pode acarretar um mau desempenho do revestimento (CHAVES, 2009).

Gripp (2008), afirma que para fazer o reparo deve-se retirar por completo a tinta aplicada, fazendo o uso de equipamentos como uma espátula, escova de aço ou removedor apropriado. E após esse processo, limpar toda a superfície com aguarrás, para eliminar vestígios de removedor.

Figura 12 Exemplificação de enrugamentos em pinturas

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• Crateras:

A presente patologia é caracterizada pela formação de depressões devido à presença de elementos estranhos na base, que normalmente, ficam retidos no centro da cratera (CHAVES, 2009, p.36). E para correção Gripp (2008), recomenda que seja removida camada de revestimento aplicada por meio de espátula ou escova de aço e removedor apropriado. Posteriormente, limpar toda a superfície com aguarrás, a fim de eliminar vestígios de removedor.

Figura 13 Exemplificação de crateras em pinturas

Fonte: Futura tintas, 2019

2.5 VEÍCULO AÉREO NÃO TRIPULADO

2.5.1 Definição

No Brasil a maneira mais comum de se fazer referência a aeronaves que não levam a bordo uma tripulação é Veículo Aéreo Não Tripulado (VANT). O termo tem origem da expressão em inglês, Unmanned Aerial Vehicles (UAV), ela se tornou conhecida no início dos anos 1990 e foi utilizado para suceder o termo Remotely Piloted Vehicle (RPV), empregado no decorrer da guerra no Vietnã (NEWCOME, 2004).

A Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) considera como VANT uma aeronave elaborada para voar sem que tenha um piloto a bordo e que não seja utilizado para fins genuinamente recreativos. Nesta definição, compreende todos os aviões, helicópteros e dirigíveis controláveis nos três eixos, isentando balões tradicionais e os aeromodelos.

Ainda tratando-se da ANAC, regulamenta-se que aeromodelos são aeronaves não tripuladas remotamente pilotadas operadas apenas para lazer, enquanto aeronaves remotamente

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pilotadas (RPA) são modelos não tripulados que operam com outras finalidades, principalmente comerciais e institucionais.

Para o Ministério da Defesa em sua Portaria Normativa nº 606/MD de 11 de junho e 2004, o Drone é uma plataforma aérea de baixo custo operacional que pode ser operada por controle remoto ou executar perfis de voo de forma autônoma, podendo ser utilizada para transportar cargas úteis convencionais, como sensores diversos e equipamentos de comunicação, ou levar designador de alvo e cargas letais, sendo nesse caso empregado com fins bélicos.

2.5.2 Histórico

De acordo com Brasil (2012), o desenvolvimento dos Drones aos objetivos militares, o que causou seus maiores aprimoramentos. Afirma ainda que as primeiras utilizações registradas de VANTs foram com balões e pipas. A datar de meados do século XIX o homem aperfeiçoou técnicas para a fotogrametria aérea.

No ano de 1883, Douglas Archibald, instalou um anemômetro a um fio em uma “pandorga” para poder medir a velocidade dos ventos em diferentes altitudes, atingindo uma altura de 1200ft. No dia 20 de junho de 1888, na França, Arthur Batat acoplou uma câmera fotográfica a uma “pandorga”; sendo, assim, o primeiro voo aero fotografado registrado (PUSCOV 2002; MEDEIROS, 2007, p.19).

Todavia, o primeiro VANT foi elaborado em 1917, no decorrer da Primeira Guerra Mundial. Até aquele momento, os VANTs não eram seguros e sua serventia não era reconhecida pela maior parte dos militares e líderes políticos (VALAVANIS, 2007).

Em 1935, segundo Medeiros (2007, p.19), Reginald Denny projetou e testou o RP-1 ou RPV (Remote Piloted Vehicle), que foi o primeiro Veículo Aéreo Não Tripulado rádio controlado. A partir desse momento, iniciaram-se as buscas pelo aperfeiçoamento, de forma que, nos anos seguintes, surgiram os protótipos RP-2 e o RP-3, com diversos ensaios de voo. Em novembro de 1939, o protótipo RP-4 foi concluído, de modo que, naquele momento, era o mais completo dos RPV ́s. O exército dos EUA requisitou 53 unidades, dando-lhes a designação de OQ-1.

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Posteriormente as primeiras experiências na Primeira Guerra Mundial, a Alemanha fez o uso da tecnologia na Segunda Guerra Mundial, as chamando de Bombas Voadoras do tipo V-1 e V-2, elaboradas para o uso em missões arriscadas demais para serem realizadas por seres

humanos (CORRÊA, 2008)

.

De acordo com Longhitano (2010), foi durante a década de 70 que os VANT’s tiveram seu maior progresso. Os projetos de modernização dos VANT’s os transformaram em tecnologias mais baratas e menores, implantadas principalmente nos Estados Unidos e Israel, eram aeromodelos que continham câmeras de vídeo, a bordo, que transmitiam imagens ao vivo. No Brasil, o surgimento dos VANT iniciou pelo Comando-Geral de Tecnologia Aeroespacial (CTA), no ano de 1984, com o projeto denominado Acauã. Os objetivos desse projeto eram em aplicações militares e civis. Dentre as aplicações civis, estava o interesse de estudos ambientais e a fiscalização de dutos de gás e óleo (LONGHITANO, 2010).

Hoje em dia, a realidade dessas aeronaves é muito diferente, não só no Brasil como no mundo todo, eles são projetados para realizar operações no mercado civil e comercial. Há uma diversidade de modelos de Drones, e grande parte deles estão tendo visibilidade na área da agricultura, vigilância e monitoramento (FURTADO et.al., 2008).

2.5.3 Legislação de Drones

No ano de 2017 a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), aprovou o regulamento especial para utilização de aeronaves não tripuladas, popularmente chamadas de drones, com o objetivo de tornar viáveis as operações com esses equipamentos, preservando-se a segurança das pessoas.

A partir de então, as operações de aeronaves não tripuladas (de uso recreativo, corporativo, comercial ou experimental) devem seguir as novas regras da ANAC.

Segundo a norma da ANAC, os drones com mais de 250g só poderão voar em áreas distantes de terceiros (no mínimo 30 metros horizontais), sob total responsabilidade do piloto operador e conforme regras de utilização do espaço aéreo do DECEA. Para voar com drones com mais de 250g perto de pessoas é necessário que elas concordem previamente com a operação, ou seja, a pessoa precisa saber e concordar com o voo daquele equipamento nas proximidades onde se encontra.

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A agência de aviação civil distingue e regulamenta os voos estabelecendo exigências dependendo de características de cada VANT, podendo entender a partir da Figura 3.

Quadro 5 Classificação de VANT de acordo com regras da ANAC

Fonte: ANAC, 2017

De acordo com o IBAPE-MG (2019, p.12), tendo-se em vista a utilização de RPAs para inspeções prediais e vistorias cautelares em ambientes urbanos, o RPA a ser utilizado se enquadra na Classe 3.

Ainda conforme a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC, 2017), não há idade mínima pré-estabelecida para a pilotagem de aeromodelos, porém para RPAs (Aeronaves Remotamente Pilotadas), os pilotos devem ter no mínimo 18 anos. Não há a necessidade de registro voos para modelos RPA de Classe 3, já os demais modelos de RPA devem ter registro. Qualquer voo acima de 400 pés, é requerido licença e habilitação emitidas pela ANAC.

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Além da ANAC, outros dois órgãos possuem leis que regulamentam o uso de VANTs, são eles a ANATEL, Agência nacional de telecomunicações, e o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA).

De acordo com ANATEL (2016), qualquer pessoa física ou empresas, que possuam um Drone necessitam fazer a homologação do mesmo, até mesmo os de uso recreativo. A medida foi tomada a fim de evitar interferências dos equipamentos em outros serviços, como por exemplo das comunicações via satélite, tendo em vista que todos os Drones possuem transmissores de radiofrequência.

Conforme documento ICA 100-40, publicado pelo DECEA, órgão responsável pelo controle do espaço aéreo brasileiro, o voo de uma Aeronave Não Tripulada deverá manter-se afastado da trajetória de outra aeronave, tripulada ou não, evitando passar à frente, por baixo ou por cima. Não terá, portanto, prioridade no direito de passagem sobre uma aeronave tripulada (DECEA, 2018, p.30).

Na hipótese de ser constatada qualquer irregularidade ou infração ao CBA (Código Brasileiro de Aeronáutica) ou à legislação complementar acerca do acesso ao espaço aéreo por RPAS, serão aplicadas, após resultado da análise do processo administrativo realizado pela Junta de Julgamento da Aeronáutica (JJAer), as penalidades ou providências administrativas previstas na normatização vigente, salvo as referentes à advertência e à suspensão de sua operação, de ofício, quando medida necessária à segurança da navegação aérea, que poderão ser aplicadas diretamente pelo DECEA (ICA 100-40, 2018, p. 47).

O condutor de RPA que descumprir alguma das normativas também está sujeito também aos decretos nacionais:

Art. 132 do Decreto Lei nº 2.8482 (Código Penal) – Expor a vida ou a saúde de outrem

a perigo direto e iminente. Tendo-se como pena - detenção, de três meses a um ano, se o fato não constitui crime mais grave. Parágrafo único. A pena é aumentada de um sexto a um terço se a exposição da vida ou da saúde de outrem a perigo decorre do

2 BRASIL.Lei n° 2848, de 7 de dezembro de 1940. Código Penal. Diário Oficial [da] República do Brasil, Brasília,

DF, 7 dez. 1940. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848compilado.htm>. Acesso em: 25 ago. 2019.

(48)

transporte de pessoas para a prestação de serviços em estabelecimentos de qualquer natureza, em desacordo com as normas legais (código Penal, 1940, p. 1)

Art. 261 do Decreto Lei nº 2.848² – Expor a perigo aeronave, própria ou alheia, ou praticar qualquer ato tendente a impedir ou dificultar navegação aérea. Pena - reclusão, de dois a cinco anos. Sinistro em transporte marítimo, fluvial ou aéreo (Código Penal, 1940 p.1).

Art. 33 do Decreto Lei nº 3.6883 (Lei das Contravenções Penais) – Dirigir aeronave

sem estar devidamente licenciado; Tendo-se como pena – prisão simples, de quinze dias a três meses, e multa (Lei das Contravenções Penais, 1941, p. 14).

Art. 35 do Decreto Lei nº 3.688³ – Entregar-se na prática da aviação fora da zona em que a lei o permite, ou fazer descer a aeronave fora dos lugares destinados a esse fim; Tendo-se como pena – prisão simples, de quinze dias a três meses, ou multa. (Lei das Contravenções Penais, 1941, p. 15)

2.5.4 Planejamento de Voo

O planejamento de voo inicia com a seleção das condições do voo, ou seja, a altitude, velocidade de voo, resolução das imagens e resolução do pixel nas unidades de terreno, e, finalmente as normas e regulamentos de voo (JORGE E INAMASU, 2014, p. 124).

Segundo Agostinho (2012), o planejamento de voo depende dos seguintes parâmetros: • O objeto em estudo;

• O tipo e modelo de aeromodelo; • Os sensores e câmeras embarcadas; • Restrições de voo.

3 BRASIL.Lei n° 3688, de 3 de outubro de 1941. Lei das Contravenções Penais. Diário Oficial [da] República

do Brasil, Brasília, DF, 3 out. 1941. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del3688.htm> Acesso em: 25 ago. 2019.

(49)

Com a finalidade de apresentar as etapas de um plano de voo Barbosa et. al. (2017) elaborou o quadro ilustrado na Figura 15 com os parâmetros considerados no planejamento de voo.

Quadro 6 Parâmetros considerados no planejamento de voo

Fonte: Barbosa et. al, 2017.

Para o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (2018, p.42), além dos parâmetros citados anteriormente, os pilotos devem se atentar e avaliar os seguintes pontos:

• Condições meteorológicas (informes e previsões meteorológicas atualizadas) dos aeródromos envolvidos, das áreas e da rota a ser voada;

• Cálculo adequado de combustível, ou autonomia de bateria, previsto para o voo; • Planejamento alternativo para o caso de não ser possível completar o voo; e • Classificação e tipos de VANTs.

Em sua cartilha publicada em 2017 a ANAC faz uma divisão quanto ao tipo de operação de voo:

• BVLOS: operação na qual o piloto não consegue manter a RPA dentro de seu alcance visual, mesmo com a ajuda de um observador;

Referências

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